Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo! O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense. Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll. Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock. Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros! Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!
Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.
No último sábado, dia 2, o power-trio canadense RUSH fez em West Palm Beach, Estados Unidos, seu último show da parte americana da turnê “Time Machine” – a passagem da banda pelo país durou três meses e teve 40 apresentações. Vídeos amadores do show podem ser vistos no YouTube.
Uma galeria de fotos da apresentação também pode ser conferida no site Just News. O próximo show do RUSH acontece em terras brasileiras – a banda retorna ao país depois de oito anos. Na sexta-feira, dia 8, a banda se apresenta no Morumbi em São Paulo. Dois dias depois é a vez do Rio de Janeiro, em show que acontece na Apoteose.
Os canadenses encerram a parte sul-americana da turnê “Time Machine”, que conta com a execução na íntegra do clássico “Moving Pictures” (1980), com mais duas apresentações, uma na Argentina, dia 15, e outra no Chile, dia 17 – informações não oficiais dão conta de que já teriam sido vendidos 50 mil ingressos para o show que acontece no Estádio Nacional, em Santiago.
O set-list da turnê “Time Machine”:
Set 1
Video Intro (Rash: The Real History of Rush Act 1)
The Spirit of Radio
Time Stand Still
Presto
Stick It Out
Workin' Them Angels
Leave That Thing Alone
Faithless
BU2B
Freewill
Marathon
Subdivisions
Set 2
Video Intro (Rash: The Real History of Rush Act 2)
Tom Sawyer
Red Barchetta
YYZ
Limelight
The Camera Eye
Witch Hunt
Vital Signs
Caravan
Drum Solo (Love 4 Sale)
Closer to the Heart (with Alex acoustic intro)
2112 Overture/Temples of Syrinx
Far Cry
Bis
La Villa Strangiato
Working Man
Video Outro (I Still Love You Man)
Uma longa entrevista, com 25 minutos de duração, dada a rede de televisão CNN durante a passagem do RUSH por Atlanta, na qual a banda fala sobre sua carreira e a atual turnê, pode ser vista na página Rush is a Band – a reportagem é em inglês. Fonte desta matéria: blog Rush is a band
ASSISTA AOS VÍDEOS DO SHOW DO RUSH - TIME MACHINE -Pittsburgh - 16-09-10
Quase uma religião no rock, está voltando ao Brasil no dia 8 a banda canadense Rush, agora com a Time Machine Tour. Só os Beatles e os Rolling Stones os superam em discos de ouro e platina. Seu fã-clube é multidisciplinar: Genne Simmons (Kiss), Kirk Hammett (Metallica), Trent Reznor (NiN), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Taylor Hawkins (Foo Fighters). Já tocaram para um Morumbi cheio, em 2003. Alex Lifeson (guitarra), Geddy Lee (baixo e voz) e Neil Peart (bateria) devem repetir a dose. O guitarrista Lifeson falou ao Estado.
Andrew Macnaughtan/Moviemobz/Divulgação
Trovoadas. A banda em cena do documentário Beyond the Light Stage, com o baterista Neil Peart e sua usina de ritmos
Há 7 anos, vocês tocaram aqui em São Paulo. Lembra algo?
Sim, claro. Choveu a noite toda, nunca tínhamos tocado debaixo de chuva. Foi duro, mas a plateia foi valente e ajudou a gente a atravessar o temporal. Você estão fazendo um álbum novo, Clockwork Angels. Como será esse disco?
Já temos umas 6 canções prontas, e duas delas tocaremos nessa turnê. Acho que logo depois do ano-novo voltaremos ao estúdio para finalizar. Terá umas 8 ou 9 canções, e acho que só deverá ser lançado lá pelo Natal do ano que vem. Essa turnê que vocês estão trazendo ao Brasil é baseada principalmente no disco Moving Pictures, de 1980?
Bom, é um show de três horas de duração. Acho que a maior porção dele é Moving Pictures, de fato, mas é também um bom balanço de toda nossa carreira. Quando fizemos aquele álbum, Moving Pictures, estávamos entrando nos anos 1980, e ele significou uma guinada em nossas vidas. Trazia pressupostos que perduram, como o som econômico, compacto, e acho que é daí que vem a longevidade. Mais que isso, é também porque ele é tão fresco quando o tocamos, ainda hoje, que se impõe. Talvez seja o mais popular dos nossos trabalhos. No documentário sobre o Rush, você é visto lendo um livro de Christopher Hitchens, God Is Not Great: How Religion Poisons Everything. Fiquei curioso para saber quais suas conclusões.
Os escritos de Hitchens são militantes, com um certo senso de humor. Também há muita raiva em sua caneta. Pessoas que não têm crença em Deus o leem sem grandes problemas, porque não se chocam com suas ideias. Eu não sou religioso, nunca fui. A religião é como se fosse um grande cílio em minha vida. Mas eu prefiro outros livros sobre o tema ao dele, gosto de livros mais acadêmicos. Uma palavra que sempre acompanha a definição sobre a música do Rush é "complexidade". Você acha que essa é uma preocupação de vocês quando compõem? É mesmo uma busca por algo complicado?
Essa é uma boa questão. Não acho que alguma vez tenhamos pensado em "complexidade" quando estamos tocando ou compondo. O nosso modo de compor ou de tocar parte de um senso de liberdade pleno, e o resultado que nos agrada é aquele que carrega algo dentro, algo autônomo, que cresce enquanto se desenvolve. Mas a busca é, principalmente, por melodias inspiradoras, que despertem o apetite do ouvinte, que o faça querer ouvir mais. Se tocamos de um jeito complexo, é uma extensão das nossas próprias habilidades naturais. Quando vocês vieram da última vez, ainda havia uma grande preocupação em poupar o Neil (Peart, baterista) do assédio, do cerco, por conta de tragédia familiar (perdeu a filha num acidente de carro e a mulher morreu de câncer 10 meses depois). Qual é o estado de espírito dele hoje?
Bom, já se passaram 13 anos, ele se casou de novo, e tem uma filha de um ano de idade, Olivia. Está refeito, se divertindo muito no palco. Todos nós temos cicatrizes que se mantêm pelo resto de nossas vidas, mas é preciso ir adiante. Ele está mais feliz, completo. Há um boato de que, depois que vocês lançarem o disco Clockwork Angels, deixarão os palcos. É verdade?
Bom, esse será nosso último disco pela Elektra Records. No estágio atual, já estamos excursionando há dois, três anos. Não consigo falar sobre o futuro. Estamos bem, tocando muito, conversando e buscando equilíbrio no ato de excursionar. Também estamos compondo e gravando. Ou seja: estamos nos divertindo. Não sei quanto ao futuro. Você já gravou um disco solo. Por que nunca mais fez nenhum projeto sozinho?
Bom, eu gravei um disco em 1995, já tem 15 anos. Foi quando tivemos uma larga pausa, eu tive uma filha naquele período. Foi muito agradável e também trabalhoso, mas não é algo que eu esteja pensando em repetir agora. Continuo fazendo muita coisa, talvez eu tenha material para uns quatro discos. Como guitarrista, o que acha da cena atual?
Nunca fico muito excitado com essa coisa de guitar heroes. Os guitarristas históricos, como Hendrix, carregavam na guitarra a ideia inteira de uma banda de rock. Mas, para mim, a guitarra tem a ver com a paixão, é o instrumento que me providencia as melodias, as possibilidades melódicas, harmônicas, de tonalidade. Não concordo que Jack White seja uma cópia dos pioneiros. Acho que ele parte de Jimmy Page, da coisa do blues rock, para fazer seu trabalho. É assim que é: quase toda a música se move em ciclos, e ele está em um ciclo. O que acho interessante em Jack é que ele vai mais fundo nos velhos estilos, sua pesquisa é profunda. RUSH
Estádio do Morumbi. Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1, 4003-0696. Dia 8/10, 21h30. R$ 160 a R$ 500.
Por que ficamos tão acostumados a julgar o valor da música, apontar seus defeitos e qualidades simplesmente por conta do nosso gosto pessoal? Toda essa história chega a ter consequências absurdas, transformando o gosto de alguns numa regra, ou lei, que somos obrigados a seguir sob pena de sermos ridicularizados, colocados de lado se não seguirmos os padrões criados por estes manipuladores de desejos. A música é natural, viva, de alguma forma ela tem o poder de conectar os humanos com outras dimensões, trazer sentimentos dormentes à tona, nos faz chorar, rir, ter medo, coragem. Enfim, ela nos completa, nos ajudando a encontrar o caminho verdadeiro, sem a imposição de livros sagrados, templos ou outras histórias que parecem ser mais contos da Carochinha do que uma descrição histórica da realidade. Em muitas culturas, principalmente em várias tribos africanas, o conceito de música boa ou ruim não existe, a música é simplesmente música, eles não entedem o conceito de julgar o seu valor. Primeiro porque eles não a comercializam e segundo porque ela é usada em momentos importantes da vida tribal, como nascimentos, casamentos, puberdade e outras cerimônias, onde o dinheiro não exerce o seu poder corrupto. Ela faz parte da vida, do crescimento e do auto-conhecimento de cada um de nós, você sendo músico ou não. Muita gente se acha superior porque gosta de certo estilo musical, principalmente os amantes do jazz e da música clássica e nem mesmo consideram música aquilo que não gostam. Isso é arrogância pura. São músicos que não se misturam por se sentirem superiores, até humilhando as pessoas por causa desta suposta superioridade. Pior ainda são os pseudo fãs musicais que não tocam “porra” nenhuma, escutam música por causa de valores nacionalistas, ou por qualquer outro motivo patético como este, e se sentem no direito de julgar tudo, mesmo não sabendo nada. Com isto foi criada uma profissão muito estranha, a do crítico musical, ou seja, a lei quando se fala em “qualidade” musical. Estes “Cardeais” da qualidade musical são de dar pena, apesar de alguns se limitarem a dar a sua opinião pura e sincera, mas mesmo assim é muito estranho que muita gente dependa de um crítico para escutar algo de novo. Precisamos disso realmente? Será que a gente não tem capacidade de escolher as coisas de que a gente nescessita? O que seria de Hermeto Pascoal, Igor Stravinski, Frank Zappa ou o Calypso – sim o Calypso aqui do Brasil – se eles fossem se guiar pelos “Cardeais” da opinião musical, acatando suas leis de como deve ser feita uma música? Outra consequência deste julgamento sem sentido são os prêmios musicais. A gente vê que não existe um prêmio que é unânime, simplesmente porque esta unanimidade não existe na música. O voto da maioria é considerada como “o melhor”, mas isso é uma imposição, uma ilusão. É como acontece em todas as eleições. Apesar de ser uma ferramenta fundamental para a Democracia, a gente tem o exemplo aqui mesmo no Brasil onde a maioria elege o que não é nescessariamente a melhor opção. Inclusive as pesquisas eleitorais já elegeram o nosso próximo presidente, muito antes das urnas serem usadas. É assim que encontramos o ideal, o melhor? São constantes os ataques dos “Cardeais” musicais àquilo que eles não gostam, principalmente os mais velhos, que tem na sua juventude as melhores lembranças da vida, transformando o presente num lixo, pobre, sem inspiração, fazendo com que o crítico ataque de maneira vulgar e desrespeitosa a música que ele não entende. Por isso estes prêmios não têm nada a ver com a música em si, tem mais a ver com a política, moda, com o momento atual das coisas, abusando do poder dos rítmos e harmonias para fins egoístas e narcisistas. Livre-se de preconceitos e respeite a música, respeite você mesmo, cada um de nós tem o poder – mas talvez ainda não tenhamos a capacidade – para decidir o que nescessitamos para viver. Se certo estilo de música existe, ela é digna de respeito, goste você ou não. Abraço, play it loud! Andreas Kisser http://colunistas.yahoo.net/posts/4687.html
Anfitrião da noite, o guitarrista Artur Menezes recebeu diversos convidados no palco, caso do gaitista Diogo Farias (ao fundo): show marcou retorno do projeto Casa do Blues
FOTO: VIVIANE PINHEIRO
Artur Menezes comandou a primeira edição da Casa do Blues, depois de quase um ano, dando sinais da existência de um público fiel ao gênero, que demanda mais espaços em Fortaleza
Depois de um longo e tenebroso inverno, os aquecedores da Casa do Blues voltaram a esquentar na noite de sábado. E muito! A atração era Artur Menezes, que reuniu um grande número de fãs, lotando o Mercado Joaquim Távora, depois de quase um ano desde a última edição em dezembro de 2009. "Essa foi a edição que teve mais gente", disse Leonardo Vasconcelos, tecladista da Blues Label e presidente da Casa do Blues, que subiu ao palco várias vezes.
E parecia mesmo, porque nem as mesas e cadeiras, colocadas ali pelos permissionários do mercado, foram suficientes para dar conta do público, que a todo instante chegava em maior número. A certa altura, os mais educados decidiram sentar no chão bem próximo ao palco, enquanto outros "nem aí" pra quem estava nas mesas, ficavam em pé mesmo. Lá pelas tantas, já não tinha mais essa de sentar. O público, em pé, se aglomerou na frente do palco e, cantando junto, animou os músicos.
O clima era de muita expectativa. Para compensar a meia hora de atraso (por causa de uns ajustes no som), o show seguiu ininterrupto. O sobe e desce de convidados deu o tom dinâmico da apresentação, com direito até à surpresa da noite. Artur desceu do palco e entregou a guitarra, em mãos, para o violonista Cainã Cavalcante, que estava na primeira fila e não recusou o convite. A "palhinha" foi pequena, mas o suficiente para causar uma forte reação no público, contagiado. Fora ele, o guitarrista Felipe Cazaux, destaque da cena blueseira cearense, deu show.
Outros que também participaram da apresentação foram o gaitista Diogo Farias, da De Blues em Quando; o guitarrista Roberto Lessa, da Blues Label; Victor Fontenele, que toca nas bandas Zeppelin-Blues, Sabbatage e Hard-Volts; Cláudio, da Puro Malte; e Marcelo Pinheiro, da Renegados. Na formação principal, Artur foi acompanhado por Lucas Ribeiro (baixo) e P.H. Barcellos (bateria).
Repertório
Com o blues na proposta, o show também deu espaço pro rock. No finalzinho, Artur anunciou uma homenagem às eleições, para um voto consciente no dia seguinte: "Revolution", dos Beatles. Além das composições de sua autoria, do disco "Early to Marry", o show teve direito a uma versão de "The way you make me feel", de Michael Jackson. Felipe Cazaux, em outro momento, pedia a participação do público: "Tá muito fraco. O que é que vocês querem ouvir? Jimmy Hendrix tá mais alto desse lado, hein?".
Para o público, durante o show, Leonardo deu boas notícias. O Casa do Blues agora se transfere para a Zug Choperia,sempre às quintas, às 21 horas. Mas a informação não ressoava em definitivo. Além de pedir apoio para a continuação do Casa do Blues, falou no desejo de que termine o impasse com a Prefeitura, que patrocinou o projeto em 2009.
Além da satisfação dos permissionários do mercado, que abriram as portas especialmente para a volta do projeto, também rolou empolgação por parte do público. Artur pediu aplausos para a performance da dançarina Sílvia Moura, que se arrastava pelo chão, na frente do palco, e arrancava ora risinhos ora as palmas da plateia. Fortaleza gosta e muito do blues. Fortaleza quer cultura na praça.
Janis Lyn Joplin (Port Arthur, 19 de janeiro de 1943 — Los Angeles, 4 de outubro de 1970) foi uma cantora e compositora estadunidense. Tornou-se conhecida no final dos anos 60 como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company, e posteriormente como artista solo.
Biografia
Posso não durar tanto quanto as outras cantoras, mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã.
Janis nasceu na cidade de Port Arthur, Texas, nos Estados Unidos.
Ela cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith, Leadbelly e Big Mama Thornton e cantando no côro local. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School em Port Arthur no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas, na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos.
Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat, mudou-se do Texas para San Francisco em 1963, morou em North Beach, e trabalhou como cantora folk.
Por volta desta época seu uso de drogas começou a aumentar, incluindo a heroína. Janis sempre bebeu muito em toda a sua carreira, e sua preferida era a bebida Southern Comfort. O uso de drogas chegou a ser mais importante para ela do que cantar, e chegou a arruinar sua saúde.
Depois de retornar a Port Arthur para se recuperar, ela voltou para San Francisco em 1966, onde suas influências do blues a aproximaram do grupo Big Brother & The Holding Company, que estava ganhando algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury. A banda assinou um contrato com o selo independente Mainstream Records e gravou um álbum em 1967. Entretanto, a falta de sucesso de seus primeiros singles fez com que o álbum fosse retido até seu sucesso posterior.
O destaque da banda foi no Festival Pop de Monterey, com uma versão da música "Ball and Chain" e os marcantes vocais de Janis. Seu álbum de 1968 Cheap Thrills fez o nome de Janis.
Ao sair da banda Big Brother, Janis formou um grupo chamado Kozmic Blues Band, que a acompanhou em I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969).
O grupo se separou, e Joplin formou então o Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte, e que teve como destaque as músicas "Me and Bobby McGee" (de Kris Kristofferson), e "Mercedes-Benz", escrita pelo poeta beatnik Michael McClure.
Janis Joplin no Brasil
Janis Joplin esteve no Brasil em fevereiro de 1970, na tentativa de se livrar do vício da heroína. Durante a sua estada, fez topless em Copacabana, bebeu muito, cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina e quase foi presa, pelas suas atitudes na praia, consideradas "fora do normal".
Como era época de carnaval, tentou participar de um desfile de escola de samba, porém teve acesso negado por um segurança que desconfiou de sua vestimenta hippie. Especula-se que ela teve uma breve relação amorosa com o roqueiro brasileiro Serguei.
Morte
Janis Joplin morreu de overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia, com apenas 27 anos. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia, e numa cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.
O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte. O filme The Rose, com Bette Midler no papel de Janis Joplin, baseou-se em sua vida.
Ela hoje é lembrada por sua voz forte e marcante, bastante distante das influências folk mais comuns em sua época, e também pelos temas de dor e perda que escolhia para suas músicas.
Discografia
Big Brother and the Holding Company
Big Brother & the Holding Company - 1967 - é o álbum de estréia da banda "Big Brother and the Holding Company". É também o álbum de estréia de Janis Joplin no estúdio. O álbum foi originalmente lançado no verão de 1967, seguindo o grande sucesso da banda no Festival Pop de Monterey. Um ano após o lançamento desse álbum, a Big Brother lançaria o álbum Cheap Thrills, que traria um sucesso massivo. Entretanto, as faixas "The Last Time" e "Coo Coo" não aparecem no track listing, elas aparecem no álbum como sendo as últimas faixas de cada lado.
Faixas
#
Título
Duração
1.
"Bye, Bye Baby"
2:35
2.
"Easy Rider"
2:21
3.
"Intruder"
2:25
4.
"Light Is Faster Than Sound"
2:29
5.
"Call on Me"
2:32
6.
"The Last Time"
2:17
7.
"Women Is Losers"
2:01
8.
"Blindman"
2:00
9.
"Down on Me"
2:02
10.
"Caterpillar"
2:15
11.
"All Is Loneliness"
2:15
12.
"Coo Coo"
1:59
Músicos
Janis Joplin - vocal
Peter Albin - baixo
Sam Andrew - guitarra
David Getz - bateria
James Gurley - guitarra
Cheap Thrills - 1968 - é o segundo álbum da banda de rock Big Brother and the Holding Company, lançado em 1968, e o último álbum de Janis Joplin como vocalista principal da banda. O álbum tem três músicas gravadas ao vivo e vendeu cerca de um milhão de cópias. A capa do disco, ícone da arte underground dos anos da contracultura, foi desenhada por Robert Crumb.
Gravação
O Big Brother conseguiu bastante atenção depois de sua apresentação no Monterey Pop Festival, no verão de 1967, e pouco depois lançou seu disco de estréia, Big Brother & the Holding Company. Apesar do sucesso repentino, o álbum não teve sucesso, mal alcançando a 60ª posição nas paradas, apesar da´canção Down On Me ficar nas 50 primeiras posições entre as mais tocadas. A Columbia Records ofereceu novo contrato à banda, mas o acordo levou meses até poder ser concluído, já que eles se encontravam sob contrato com a Mainstream Records, onde gravaram este primeiro álbum. Cheap Thrills tem a apresentação da banda ao público feita por Bill Graham, famoso empresário de concertos de rock e arredantário do The Fillmore Auditorium, onde ela foi gravada, logo ao início da primeira música, Combination of the Two, um rock onde a voz possante de Janis Joplin se destaca, que junto com I Need a Man to Love e Ball and Chain, com duração de quase dez minutos, são as três músicas gravadas ao vivo. O álbum na verdade pouco captura o clima e o som das energéticas apresentações da banda ao vivo.
Capa e título
A capa do álbum foi desenhada pelo cartunista Robert Crumb, ligado ao underground americano dos anos 60, depois que a primeira idéia da banda, com todos os integrantes nus numa cama, foi vetada pela gravadora. A intenção de Crumb era usar os desenhos na contracapa com um retrato de Janis na capa. Mas a cantora, fã dos quadrinhos do cartunista e da capa desenhada por ele, pediu à Columbia que colocasse os desenhos na própria capa. A capa, que tornou-se extremamente popular, ocupa a nona posição entre as 100 melhores capas de álbuns de todos os tempos, na avaliação feita pelos leitores da revista Rolling Stone.
Inicialmente o álbum teria o nome de Sex, Dope and Cheap Thrills (Sexo, Narcóticos e Emoções Baratas), mas o título também não foi aceito pela gravadora, prevalecendo apenas a última parte dele.
Sucesso e reconhecimento
O disco foi lançado no verão de 1968, um ano depois de seu álbum de estréia e chegou ao número um da parada da Billboard depois de dois meses, em outubro, ficando oito semanas não-consecutivas no primeiro lugar. A canção Piece of My Heart também tornou-se um grande sucesso avulso. No fim do ano, Cheap Thrills tinha se tornado o lançamento mais bem sucedido de 1968, com cerca de um milhão de cópias vendidas. O grande sucesso da banda, porém, foi curto, com saída de Janis Joplin - para uma carreira solo - e do guitarrista e compositor Sam Andrew em dezembro do mesmo ano.
Em 2003, ele foi considerado o 334º melhor álbum de todos os tempos na lista dos 500 maiores álbuns da revista Rolling Stonee é sempre lembrado e cultuado como uma das maiores gravações dos anos 60.
Faixas
Original (LP)
Lado A
"Combination of the Two" (Sam Andrew) – 5:47
"I Need a Man to Love" (Andrew, Joplin) – 4:54
"Summertime" (George Gershwin, Ira Gershwin, DuBose Heyward) – 4:00
"Piece of My Heart" (Bert Berns, Jerry Ragovoy) – 4:15
Lado B
"Turtle Blues" (Joplin) – 4:22
"Oh, Sweet Mary" (Peter Albin, Andrew, David Getz, James Gurley, Joplin) – 4:16
"Ball and Chain" (Big Mama Thornton) – 9:02
A reedição em Cd tem as faixas bônus
"Roadblock" (studio outtake)
"Flower in the Sun" (estúdio)
"Catch Me Daddy" (ao vivo)
"Magic of Love" (ao vivo)
Músicos participantes
Janis Joplin - Vocal
Sam Andrew - Guitarra e baixo / Vocais em "Combination Of The Two" e "Oh Sweet Mary"
James Gurley - Guitarra
Peter Albin - Baixo e guitarra
Dave Getz - Bateria
John Simon - Piano em "Turtle Blues"
Live at Winterland '68 - foi um álbum colaborativo quando Janis Joplin estava ainda na banda Big Brother and the Holding Company. Ele foi gravado no "Winterland Ballroom" em dois dias, 12 e 13 de abril de 1968. A grande maioria das músicas mostra Janis Joplin e a Big Brother and the Holding Company executando músicas de seu primeiro álbum. As únicas músicas do álbum seguinte, o "Cheap Thrills", foram "Ball and Chain", "Piece of My Heart", "Summertime", "I Need a Man to Love" e "Combination of the Two".
Faixas
"Down on Me" :(Janis Joplin)
"Flower in the Sun" (Sam Andrew)
"I Need a Man to Love" (Janis Joplin, Sam Andrew)
"Bye Bye Baby" (Powell St. John}
"Easy Rider" (James Gurley)
"Combination of the Two" (Sam Andrew)
"Farewell Song" (Sam Andrew)
"Piece of My Heart" (Jerry Ragovoy, Bert Berns)
"Catch Me Daddy" (Janis Joplin, Peter Albin, Sam Andrew, David Getz, James Gurley)
"Magic of Love" (Mark Spoelstra)
"Summertime" (George Gershwin, Ira Gershwin, DuBose Heyward)
"Light Is Faster Than Sound" (Peter Albin)
"Ball and Chain" (Big Mama Thornton)
"Down on Me" (segunda versão) (Janis Joplin)
Kozmic Blues Band
I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! - 1969 - é um álbum de Janis Joplin lançado em 1969. Esse foi o primeiro álbum solo de estúdio de Janis Joplin após o fim da banda Big Brother and the Holding Company. O LP foi lançado em 11 de setembro de 1969 e conseguiu ser disco de ouro em apenas dois meses de lançamento. O relançamento em CD contém as músicas "Dear Landlord", "Summertime" e "Piece of My Heart" como faixas bônus.
Faixas
#
Título
Duração
1.
"Try (Just A Little Bit Harder)"
3:57
2.
"Maybe"
3:41
3.
"One Good Man"
4:12
4.
"As Good As You've Been To This World"
5:27
5.
"To Love Somebody"
5:14
6.
"Kozmic Blues"
4:24
7.
"Little Girl Blue"
3:51
8.
"Work Me Lord"
6:45
Músicos
Janis Joplin - vocal, guitarra
Sam Andrew - guitarra, backing-vocal
Michael Monarch - guitarra (não foi creditado)
Brad Campbell - Baixo, Metais
Richard Kermode - Órgan eletrônico, teclado
Gabriel Mekler - Órgão eletrônico, teclado
Goldy McJohn - Órgão eletrônico, teclado (não foi creditado)
Maury Baker - bateria
Lonnie Castille - bateria
Jerry Edmonton - bateria (não foi creditado)
Terry Clements - saxofone tenor
Cornelius Flowers - saxofone barítono
Luis Gasca - Trompete
Full Tilt Boogie Band
Pearl - 1971- é um álbum da banda Full Tilt Boogie Band lançado em 1971, e contou com a presença de Janis Joplin. Este álbum foi lançado seis meses após sua morte.
Faixas
#
Título
Duração
1.
"Mover Over"
3:43
2.
"Cry Baby"
3:58
3.
"A Woman Left Lonely"
3:29
4.
"Half Moon"
3:53
5.
"Call on Me"
2:27
6.
"My Baby"
3:45
7.
"Me and Bobby McGee"
4:31
8.
"Mercedes Benz"
1:47
9.
"Trust Me"
2:02
10.
"Get It While You Can (live)"
3:33
11.
"Tell Mama (live)"
6:32
12.
"Little Girl Blue"
3:56
13.
"Try (Just a Little Bit Harder)"
6:52
14.
"Cry Baby"
6:30
Big Brother and the Holding Company / Full Tilt Boogie Band
Joplin: In Concert - 1972
Algumas frases de Janis Joplin ao longo de sua carreira:
"Eu prefiro viver 10 anos a 1000 por hora do que 1000 anos a 10 por hora.
Todo mundo já esteve apaixonado e foi abandonado, e todo mundo já teve alguém que amou de verdade e que não foi capaz de amar. E isso é dor e é sofrimento, e é dessas coisas que eu falo quando canto, preciso acreditar nas palavras senão não consigo cantar. E lá estou eu expondo a minha alma, meus sentimentos, tudo o que tenho por dentro, e se olho a platéia e eles não estão entendendo, é como um soco na cara.
"Tudo é sentimento... como sexo, só que mais abrangente. É uma mistura de amor, desejo e calor; aquela coisa em nossos corpos que todos nós sacamos... Quando estou cantando não penso. Só fico ali, com os olhos fechados, sentindo a música, me sentindo bem." Obs.: Em uma entrevista a Hubert Saal do Newsweek em 24 de fevereiro de 1969.
"Minha música é sobre o sofrimento, sua vigência. Sua presença.
"Sou uma tartaruga escondida em seu casco, bem protegida.
Posso não durar tanto tempo quanto as outras cantoras, mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã.
"Prefiro viver dez anos de uma vida efervescente a morrer com mais de 70, depois de ter passado anos vendo TV".
"Vivo para o momento das apresentações, cheia de emoção e excitação, como esperando por alguém a vida toda.
Algumas vezes a música é a única forma de melhorar a vida!
"A única coisa que se tem e que realmente vale são os sentimentos. Isto que é a música para mim.
Não se venda: você é tudo o que tem!
"A coisa que eu aprendi sobre ser artista, é que aqueles momentos no palco são tudo.
"Meu negócio é aproveitar e me divertir. E por que não, se no fim tudo vai acabar mesmo?
"É preferível viver 10 anos intensamente à 70 anos vegetando em frente "Eu trocaria todos os meus amanhãs por um único ontem.
"No palco eu faço amor com 25.000 pessoas, depois vou sozinha para casa."
"Estão me pagando US$50.000 por ano para que eu seja como eu sou.
"O amanhã nunca chega..é sempre a mesma porra de dia.
Se me importo com o que dizem de mim? O pior que podem falar de mim é que nunca estou satisfeita com nada.
"Costumo ter problemas nos bares por causa de minha aparência(hippie). Então, ou você fica furiosa e vai embora, ou mostra o dinheiro e obriga os idiotas a engolirem você.
"Nos meus shows, a maioria das garotas estão procurando liberação, e elas pensam que eu vou lhes mostrar como se consegue isso. Mas na primeira fila sempre ficam as grã-fininhas, as comportadinhas, as putinhas reprimidas que ficam esperando todo mundo começar a gritar e dançar para poderem dançar e gritar também. Elas chegam num determinado ponto que sabem que estão prontas, mas falta a coragem. Então precisam de um pé-na-bunda para se levantarem também. Aí é que eu entro: eu lhes dou esse chute na bunda! Eu fui criada exatamente como elas. Sim. Logo, eu sei o que elas têm nessas cabecinhas estúpidas e vazias.
"Às vezes olho para minha própria cara e acho que ela está bem 'rodada'. Mas, considerando tudo pelo que já passei, não me acho tão mal assim."
"Tenho medo de acabar me tornando uma dessas velhas bêbadas e roucas que ficam vadiando pela rua da amargura assediando rapazinhos.
"Acho que nunca mais encontrarei um grupo tão bom. Ainda gosto muito deles, como sempre gostei. Acho que nossa separação não foi culpa de ninguém, simplesmente aconteceu. A gente vivia numa atividade contínua desde que a gente explodiu, e eu te digo, isso é muito desgastante. Chegou uma hora que não havia mais sinceridade onde eu cantava."Janis em 1970, uma de suas últimas entrevistas,mostrando não guardar mágoas do grupo Big Brother Company.
"Acho que o público gosta de ver seus artistas prediletos sofrendo. Especialmente se forem cantores de blues! 'Oh... Billie Holliday é Junkie... ela morreu... oh...' Bem, eu digo que não vou dar esse gostinho à ninguém: estou aqui para me divertir e vou tentar curtir a vida ao máximo."Janis, num comentário sobre Billie Holliday"
Eu quero ver como vai ser a música daqui a uns cinco anos. Eu comecei com música rudimentar, mas os jovens de hoje têm uma base musical incrível: eles possuem a liberdade completa que o rock conseguiu! eles cresceram ouvindo Jefferson Airplane, Milles Davis, Grateful Dead, enfim, todo mundo. Ah! Mal posso esperar para ver o que essa garotada vai estar tocando daqui a cinco anos!!! Só espero estar por lá nesta época. Quero cantar com eles, ou, pelo menos, ter grana para vê-los tocar."Janis, semanas antes de morrer.
"Eu canto música negra para tirar dinheiro dos brancos." .
No final da semana passada, o site da Gibson listou os seus 50 melhores solos de todos os tempos – a grande maioria de rock. Será que o guitarrista que você gosta está listado? Provavelmente sim.
Então, veja em que posição e com qual solo ele apareceu (alguns, como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Randy Rhoads e Van Halen, faturaram mais de uma posição):
01. 'Stairway to Heaven' - Jimmy Page (Led Zeppelin)
02. 'Eruption' - Eddie Van Halen (Van Halen)
03. 'All Along the Watchtower' - Jimi Hendrix
04. 'Hotel California' - Don Felder e Joe Walsh (The Eagles)
05. 'Comfortably Numb' - David Gilmour (Pink Floyd)
06. 'Free Bird' - Gary Rossington e Allen Collins (Lynyrd Skynyrd)
07. 'Layla' - Eric Clapton e Duane Allman (Derek & The Dominos)
08. 'While My Guitar Gently Weeps' - Eric Clapton (The Beatles)
09. 'Johnny B. Goode' - Chuck Berry
10. 'Bohemian Rhapsody' - Brian May (Queen)
11. 'Crazy Train' - Randy Rhoads (Ozzy Osbourne)
12. ''Cause We've Ended as Lovers' - Jeff Beck
13. 'Sweet Child O' Mine' - Slash (Guns N' Roses)
14. 'Hot For Teacher' - Eddie Van Halen (Van Halen)
15. 'Since I've Been Loving You' - Jimmy Page (Led Zeppelin)
16. 'November Rain' - Slash (Guns N' Roses)
17. 'Mr. Crowley' - Randy Rhoads (Ozzy Osbourne)
18. 'Whole Lotta Rosie' - Angus Young (AC/DC)
19. 'Like a Hurricane' - Neil Young
20. 'Sultans of Swing' - Mark Knopfler (Dire Straits)
21. 'Texas Flood' - Stevie Ray Vaughan
22. 'One' - Kirk Hammett (Metallica)
23. 'Cortez the Killer' - Neil Young
24. 'Rock Around the Clock' - Danny Cedrone (Bill Haley & The Comets)
25. 'Sweet Jane' (ao vivo) - Steve Hunter e Dick Wagner (Lou Reed)
26. 'Purple Rain' - Prince
27. 'Heartbreaker' - Jimmy Page (Led Zeppelin)
28. 'Jessica' - Dickey Betts (The Allman Brothers Band)
29. 'Machine Gun' - Jimi Hendrix
30. 'Crossroads' - Eric Clapton (Cream)
31. 'Time' - David Gilmour (Pink Floyd)
32. 'Are You Experienced?' - Jimi Hendrix
33. 'Race With the Devil' - Cliff Gallup (Gene Vincent)
34. 'Don't Believe a Word' - Brian Robertson (Thin Lizzy)
35. 'Purple Haze' - Jimi Hendrix
36. 'Besame Mucho' - Wes Montgomery
37. 'Sympathy For the Devil' - Keith Richards (Rolling Stones)
38. 'Blue Sky' - Duane Allman e Dickey Betts (The Allman Brothers Band)
39. 'My Sharona' - Berton Averre (The Knack)
40. 'Marquee Moon' - Tom Verlaine (Television)
41. 'Hitch a Ride' - Tom Scholz (Boston)
42. 'The End' - Paul McCartney, John Lennon e George Harrison (The Beatles)
43. 'Whole Lotta Love' - Jimmy Page (Led Zeppelin)
44. 'Train Kept A-Rollin'' (ao vivo) - Joe Perry (Aerosmith)
45. 'Highway Star' - Ritchie Blackmore (Deep Purple)
46. 'Dirt' - Ron Asheton (The Stooges)
47. 'Off the Handle' - Rory Gallagher
48. 'The Great Curve' - Adrian Belew (Talking Heads)
49. 'The Messiah Will Come Again' - Roy Buchanan
50. 'Beat It' - Eddie Van Halen (Michael Jackson)
Canoa Quebrada não é somente uma referência do litoral Ceará. Mais do que isso, é referência do Brasil no mercado turístico internacional. Ganhou caráter cosmopolita e se aperfeiçoa a cada ano, por meio de ações dos segmentos públicos e privados, respectivos a infra-estrutura, preservação ambiental, qualificação de profissionais e implantação de empreendimentos e serviços que viabilizam, com conforto e segurança, a recepção de visitantes de todos os lugares do mundo.
Assim, acrescentou-se à outrora modesta vila de pescadores um caráter multicultural de extrema riqueza, emoldurado por um ambiente natural incomparável e incluído pelas principais publicações voltadas para o turismo como um dos principais destinos do Nordeste e uma das mais belas praias do Brasil.
É justamente o pluralismo do público de Canoa Quebrada que inspira o Festival Canoa Blues, que teve a primeira edição realizada em setembro de 2008 e a segunda em outubro de 2009. A terceira está marcada para os dias 8, 9 e 10 de outubro de 2010.
Na praia do blues
Chega à terceira edição o Festival Canoa Blues, que acontece anualmente na Praia de Canoa Quebrada, em Aracati. Este ano, sete atrações, entre músicos locais, nacionais e internacionais, estarão no palco do Polo de Lazer, na praça principal de Canoa e, no último dia, na Barraca Chega Mais. Felipe Cazaux (CE) e Marcos Ottaviano & Kiko Moura (SP) se apresentam na sexta-feira dia 8, a partir das 21 horas; Nicolas Smoljan (Argentina), Big Joe Manfra (RJ) e Taryn Szpilman (RJ), no sábado, também às 21 horas; e Over Trio (CE) e Jefferson Gonçalves e Banda (RJ), que realizam shows no domingo (10), a partir do meio dia na Chega Mais.
Artur Menezes toca amanhã, na edição especial do Casa do Blues na Praça do Mercado Joaquim Távora: clássicos blueseiros e "Revolution", de John Lennon, em "homenagem às eleições"
Voltando pra casa - CADERNO 3 - Diário do Nordeste 01/10/10
Paralisado desde o final do ano passado, o projeto Casa do Blues retorna amanhã à praça do Mercado Joaquim Távora, com show do cantor, guitarrista e compositor cearense Artur Menezes. A apresentação marca a tentativa de retomada do projeto, que ao longo de 2009 movimentou o espaço aos sábados, contribuindo para ampliar o público do blues
Enquanto Fortaleza ainda se ressente de uma maior utilização de seus espaços públicos para atividades culturais, algumas iniciativas tentam modificar essa realidade, unindo artistas e públicos para compartilhar cenários da cidade. Um exemplo é o projeto Casa do Blues, que ao longo de 2009 promoveu, com regularidade, shows aos sábados, na praça do Mercado Joaquim Távora, na Av. Pontes Vieira, próximo ao Parque Rio Branco.
Iniciadas às 18h, as apresentações ofereciam a chance de conferir, sem pagamento de ingressos, shows de bandas cearenses, eventualmente com a presença de convidados de outros estados, procurando ampliar o público para o blues. Além de uma boa opção para o início de noite dos sábados, o projeto também rendeu frutos para moradores do bairro e permissionários do mercado, que passaram a abrir seus boxes durante os shows e a montar uma estrutura para receber os amantes do blues. Mas a sequência de apresentações foi paralisada em dezembro último, devido a um impasse entre os músicos e a Prefeitura de Fortaleza, que apoiou financeiramente o projeto no ano passado.
Enquanto a espera continua, os músicos reunidos no Casa do Blues agendaram para amanhã uma apresentação especial no local, na tentativa de contribuir para a retomada do projeto. Atualmente radicado em São Paulo, o cantor, compositor e guitarrista Artur Menezes capitaneia a noite, prometendo reunir os integrantes das bandas Blues Label, De Blues em Quando e Puro Malte. Músicos como Roberto Lessa (guitarra), Leonardo Vasconcelos (teclados), Felipe Cazaux (guitarra) e Diogo Farias (gaita).
Artur, que contará com a companhia de Lucas Ribeiro no baixo e P.H. Barcellos na bateria, vem realizando uma temporada que inclui uma apresentação hoje, na Órbita, no entorno do Centro Dragão do Mar. Mas o show de amanhã, destaca, tem significado especial. "Vamos fazer essa edição especial da Casa do Blues, na cara e na coragem", define. "Talvez até haja prejuízo, se não conseguirmos os apoios que estamos procurando, mas não importa. Queremos ver se com essa apresentação damos uma reanimada na cena de blues e se isso de alguma maneira ´cutuca´ a Prefeitura, ou chama a atenção de possíveis patrocinadores, para a volta do projeto", acrescenta.
Blues antes das eleições
Em clima de apresentação coletiva, o show será marcado pela interação entre os músicos. "Vai ser um grande encontro entre amigos, com os músicos de cada banda tocando em outras formações", antecipa Artur, que além de mostrar suas próprias composições, dando continuidade à divulgação do disco "Early to Marry", mostrará releituras de clássicos do blues, como um arranjo country para a tradicional "Crossroads", de Robert Johnson. E versões de músicas de outros gêneros, transpostas para uma roupagem blueseira. "Vamos tocar ´The way you make me feel´, do Michael Jackson, e ´Revolution´, dos Beatles, em homenagem às eleições", avisa. O blues defende seu espaço.
RECURSOS
Caminhos do projeto INICIADO EM 2008, com shows em outros espaços, o projeto Casa do Blues chegou ao Mercado Joaquim Távora no ano passado, obtendo recursos da Prefeitura de Fortaleza. Conforme declarou ao Caderno 3 Leonardo Vasconcelos, tecladista da banda Blues Label e presidente da Casa do Blues, o apoio prometido somaria R$ 154.500,00. "Foram repassados R$ 100 mil, mas não o restante. Então resolvemos não dar entrada no novo projeto de solicitação de apoio, enquanto esse valor não for pago", afirmou Vasconcelos, em julho deste ano. Em resposta, a Secretaria de Cultura da Prefeitura (Secultor) respondeu que o apoio acertado pelo Município ao projeto teria sido de R$ 100 mil, pagos integralmente. A secretaria informou dispor de R$ 80 mil para patrocinar a iniciativa em 2010, mas afirmou não ter recebido, até então, nenhuma solicitação dos produtores. Agora, a assessoria de comunicação da Secultfor informa que houve um novo pedido de apoio ao projeto, através de emenda parlamentar, e que o pedido ainda está sendo avaliado pela comissão institucional do gabinete da prefeita. Os recursos devem ser liberados ainda este ano, mas não há data específica definida.
MAIS INFORMAÇÕES:
CASA DO BLUES. Shows com Artur Menezes e músicos do projeto. Amanhã, às 18h, na praça do Mercado Joaquim Távora (Av. Pontes Vieira, perto do Parque Rio Branco).
DALWTON MOURAEDITOR DO CADERNO 3
NO MÊS de JULHO, o Caderno3 abordou a paralisação do projeto: impasse entre músicos e Prefeitura
Apresentações de Rage Against The Machine, Joss Stone e Kings Of Leon, entre outras, serão exibidas ao vivo pelo canal
Não vai ao SWU Music and Arts Festival? Então fique ligado: o Multishow exibirá os principais shows do evento, que acontece nos dias 9, 10 e 11 de outubro na Fazenda Maeda, em Itu, interior de São Paulo.
A abertura dos trabalhos, no dia 9 de outubro, acontece com a exibição do show do Rage Against The Machine. Essa é a primeira vez que o grupo vem ao Brasil e a primeira transmissão ao vivo de uma apresentação da banda.
No dia 10, o canal traz a exibição das apresentações de Joss Stone (os 30 minutos finais), Dave Matthews Band (exibição na íntegra) e Kings of Leon (os 45 minutos iniciais). A banda liderada pelos irmãos Followill vem ao Brasil no auge da sua carreira, com 7 milhões de discos vendidos somente com seu mais recente trabalho.
E se os dois primeiros dias já estavam incríveis, o último dia de SWU Music and Arts Festival no Multishow não fica atrás: Queens Of The Stone Age, Pixies e Linkin Park invadirão a sala da sua casa com seus shows transmitidos na íntegra.
Público escolheu o que quer ver na programação de outubro do canal
Confira os shows vencedores da votação do Multishow HD
Público escolheu o que quer ver na programação de outubro do canal
Em outubro, o Multishow HD comemora 1 ano de existência, e vai ganhar de aniversário uma programação especial feita pelo público!
Numa votação realizada, no site do Multishow, foram escolhidos os 31 shows que serão exibidos no canal durante o mês de outubro, sempre nos horários principais, 21h.
Confira a relação de vencedores:
01/out - Elton John (31ª Posição)
02/out - Strike - Planeta Atlântida 2010 (30ª Posição)
03/out - Paul Mccartney - Chaos & Creation at Abbey Road (29ª Posição)
04/out - Seu Jorge - Live at Montreux (28ª Posição)
05/out - Franz Ferdinand - This Fire (27ª Posição)
06/out - Usher - Live Evolution 8701 (26ª Posição)
07/out - Avril Lavigne - Live in Toronto (25ª Posição)
08/out - Muse - A Seaside Rendezvous (24ª posição)
09/out - Kings of Leon - Live From Apollo Hammersmith (23ª Posição)
10/out - Paralamas do Sucesso (22ª Posição)
11/out - The Rolling Stones - Live at The Max (21ª Posição)
12/out - Queen - Rock Montreal (20ª Posição)
13/out - Pink - Live at Wembley Arena (19ª Posição)
14/out - Fresno - Planeta Atlântida 2010 (18ª Posição)
15/out - Maroon 5 (17ª Posição)
16/out - Skank - Multishow Ao Vivo - Skank no Mineirão (16ª Posição)
17/out - Oasis - Live at Black Island Studios (15ª Posição)
18/out - Rihanna - Live from Bell Centre in Montreal (14ª Posição)
19/out - Pitty - Planeta Atlântida 2010 (13ª Posição)
20/out - Jason Mraz (12ª Posição)
21/out - Nx Zero - Planeta Atlântida (11ª Posição)
22/out - Chris Brown - Up, Close and Personal Live (10ª Posição)
23/out - Madonna Sticky and Sweet: Live in Buenos Aires (9ª Posição)
24/out - Red Hot Chili Peppers (8ª Posição)
25/out - John Mayer - With Special Guest Budd Guy (7ª Posição)
26/out - Foo Fighters - Live from Wembley, London (6ª Posição)
27/out - Coldplay - How We Saw the World (5ª Posição)
28/out - Bon Jovi - Live From Nokia Theater Times Square, NY (4ª Posição)
29/out - Katy Perry (3ª Posição)
30/out - U2 - 360 Live From Los Angeles (2ª Posição)
31/out - Victor e Leo - Planeta Atlântida (1ª Posição)