PATROCINADOR MASTER

PATROCINADOR MASTER

BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




CARIRI VEÍCULOS

CARIRI VEÍCULOS

Impacto Skate Shop

Impacto Skate Shop
Uma loja diferenciada pra você
Mostrando postagens com marcador ANDREAS KISSER. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANDREAS KISSER. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CONFIRAM EM PRIMEIRA MÃO A CAPA DE KAIROS, NOVO DO SEPULTURA!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Veja quais músicas estão em ‘Kairos’, o novo do Sepultura

Disco sai em junho/julho

O novo álbum do Sepultura, “Kairos”, vai ser lançado no dia 24 de junho, na Europa, e no dia 12 de julho, nos Estados Unidos. O título é uma palavra grega cujo significado é “um determinado momento em que algo especial acontece”. “Kairos” foi gravado no início do ano no estúdios da Trama, com a produção de Roy Z - leia abaixo, entrevista exclusiva com Andreas Kisser. Abaixo, segue a lista de músicas das versões padrão e deluxe:
Padrão
1- Spectrum
2- Kairos
3- Relentless
(2011)
4- Just One Fix
5- Dialog
6- Mask
(1433)
7- Seethe
8- Born Strong
9- Embrace The Storm
(5772)
10- No One Will Stand
11- Structure Violence (Azzes)
(4648)
Deluxe
1- Spectrum
2- Kairos
3- Relentless
(2011)
4- Just One Fix
5- Dialog
6- Mask
(1433)
7- Seethe
8- Born Strong
9- Embrace The Storm
(5772)
10- No One Will Stand
11- Structure Violence (Azzes)
(4648)
Bônus
12- Firestarter
13- Point Of No Return

 
No Mundo do Rock

Retomada

Contrato com gravadora alemã e turnê gigante por Estados Unidos/Europa recolocam o Sepultura mais próximo do primeiro mundo e longe da reunião da formação clássica acalentada por boa parte dos fãs. Fotos: Estevam Romera/Divulgação.

Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella fazem pose dentro do estúdio de gravação
Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella fazem pose dentro do estúdio de gravação
Esse ano não tem pra ninguém. O Sepultura está concluindo um novo álbum, o primeiro a ser lançado dentro do contrato com a gravadora alemã Nuclear Blast, a número um entre as independentes segmentadas no heavy metal. A partir de abril o grupo embarca numa turnê com mais de 40 datas nos Estados Unidos e Canadá, passando por cidades onde nunca esteve, e segue depois para os festivais europeus, incluindo a estreia no Wacken Open Air, na Alemanha, hoje o maior evento de heavy metal do mundo.
É certo que o Sepultura nunca jogou a tolha, mas não é um exagero reconhecer que o momento é de retomada na fase pós Max Cavalera, que já dura 14 anos. Enquanto Max desanda a clamar por uma sonhada turnê de reunião, incluindo farpas aqui e acolá em diversos veículos da imprensa em todo o mundo, a formação atual, liderada por Andreas Kisser dá de ombros. Porque, a bem da verdade, a banda está “fazendo outras coisas”, embora o guitarrista admita que “abriu uma porta que estava fechada”. Completam o time Derrick Green (vocais), Paulo Jr. (baixo) e Jean Dolabela (bateria).
Andreas descolou um tempinho entre uma gravação de guitarra e outra para falar do novo álbum, cujas gravações se encerram na segunda (28/2). O título não pôde ser revelado, mas, segundo Andreas, o disco é uma espécie de autobiografia do Sepultura e busca um formato “old school”. São 11 músicas inéditas e dois covers que talvez só entrem como bônus em versões especiais. O lançamento do CD deve acontecer antes de a turnê americana começar, mas os brasileiros só vão ver as músicas novas, ao vivo, no Rock In Rio, onde o Sepultura, dessa vez, toca junto com o grupo de percussão francês Tambours du Bronx (dia 25/9). Veja tudo isso e muito mais nessa entrevista exclusiva com Andreas Kisser:
Rock em Geral: Vocês estão terminando a gravação do novo disco, qual é a avaliação do trabalho?
Andreas Kisser: Eu tô super feliz com o resultado, estamos trabalhando desde 20 de janeiro, fizemos umas demos de pré produção no ano passado. A participação do Roy Z. (produtor) está sendo fundamental, ele tá conseguindo traduzir a sonoridade que a banda estava querendo, aquela coisa de trazer o som do palco para o estúdio, deixar o mais ao vivo possível. Estamos super felizes com o resultado, tá ficado muito foda.
REG: O Roy Z. não tinha experiência com bandas mais pesadas, mais thrash. Houve algum problema, em princípio?
Andreas: Não, nada a ver, ele tem a sensibilidade de perceber aquilo que a banda precisa. Ele tem muito know-how dos sons em geral, de utilizar microfones, de fazer testes, de pedais. Ele tá no mundo do metal, apesar de não ter trabalhado com nada tão extremo, mas tá funcionando bem pra caralho.
REG: Como rolou de chamá-lo para produzir o disco?
Andreas: Nós conhecemos o Roy há um tempo, eu conheço o trabalho dele com o Bruce Dickinson, com o Rob Halford, com o Judas e outras bandas, principalmente tocando. Nós já tínhamos conversado, ele sempre curtiu a banda e agora rolou essa oportunidade, porque ele vem bastante ao Brasil, tem mulher aqui, e arranha o português bem. Tudo facilitou para ele vir trabalhar conosco. O estúdio da Trama tem uma condição muito boa, ele curtiu pra caralho a mesa, toda a situação. A gente tava a procura de um cara com um know-how de fora. Nos últimos discos trabalhamos com o Stanley Soares, que é o nosso técnico de PA, que viaja com a banda, fez um puta trabalho no “Dante” (“Dante XXI”, de 2006) e no “A-Lex” (de 2009). Mas resolvemos mudar, trazer um cara de fora, com outro ponto de vista, outras idéias, e o Roy foi o cara perfeito para o que tínhamos para fazer.
REG: O disco já tem título, tá com as faixas definidas?
Andreas: O disco tem nome, mas não estamos anunciando ainda. Estamos segurando, mas tá tudo definido. Alguns nomes de algumas músicas ainda têm que acertar, mas tá 80, 90% definido.
REG: São quantas faixas?
Andreas: Gravamos 13 faixas, incluindo dois covers, um do Ministry e outro do Prodigy. Do Ministry é “Just One Fix” e do Prodigy é “Firestarter”. As músicas ficaram boas pra caralho, fizemos para ficar de bônus, fazer lançamento de “box set”, se o Japão precisar de coisas extras, mas tá rolando a pressão da gente mesmo para colocar tudo no disco. Talvez vamos guardar essas faixas para um lançamento oficial. Fora elas, são onze faixas, que foi nosso objetivo fazer um disco tipo o “Arise”, que tem nove faixas, o “Master Of Puppets” (do Metallica), que tem oito, nove (tem oito).
REG: Tipo LP…
Andreas: É, old school mesmo, não tinha espaço para fazer nessa época e se focava dentro daquele espaço, com criatividade. No “Roots” chegamos a fazer 16 faixas, era aquela coisa do CD, “ah, agora cabe”. Nós fechamos nesse limite, eram 10, mas aí acabamos fazendo mais uma e foi 11, mais esses dois covers. Ao mixar tudo vamos ter uma ideia melhor de todas as músicas, como elas vão se assentando, e vamos escolher a ordem, se vamos cortar alguma ou não.
REG: Então não é um disco temático, que obedece a uma ordem previamente estabelecida entre as músicas…
Andreas: Não é como foi o “Dante” e o “A-Lex”, mas é um disco inspirado em nós mesmos, como se fosse um livro, uma biografia do Sepultura. Nossas próprias experiências, as mudanças, as viagens, as turnês que fizemos com tantas bandas, essa carreira que a gente tem. Então pode se considerar temático, mas uma coisa não tão fechada dentro de uma história, mas a nossa própria história.
REG: As letras devem ser todas bem pessoais…
Andreas: Acho que as letras são mais pessoais, íntimas, porque não tem uma história permeando a mensagem que queremos passar. É uma coisa mais das nossas experiências. Por exemplo, tem uma música que se chama “Born Strong”, em que falamos da nossa família, de pai, mãe, mulher, filho, da paciência, da força e do equilíbrio de estar na estrada e voltar para a casa. Aquela coisa de ter a educação do berço, coisas nossas que foram fundamentais para que a banda fosse possível. Também falamos da experiência de palco, das nossas relações com gravadoras, empresários. São as nossas experiências como banda, como músicos e como pessoas. Ficou uma coisa mais pessoal, mais íntima.
Reunido entre uma gravação e outra, o Sepultura discute detalhes do novo álbum, cujo título é segredo
Reunido entre uma gravação e outra, o Sepultura discute detalhes do novo álbum, cujo título é segredo
REG: E em termos de som, tá mais old school também ou tem coisas novas?
Andreas: Acho que tá os dois, tem esse espírito de old school, de ter tocado o “Arise” inteiro no Manifesto (show realizado no bar/casa de shows paulistano, em que a banda tocou a íntegra do álbum “Arise”, em dezembro de 2010). No começo da turnê do “A-Lex” nós colocamos as opções no site, para a galera escolher uma fase da banda para nós tocarmos. Nos preparamos bastante para isso e tocamos muita coisa velha. E ao mesmo tempo é uma coisa nova, é o Sepultura novo com as influências que escutamos desde sempre, com as coisas mais recentes, e com essa pegada de hoje. Não importa se estamos tocando música de 15, 30 anos atrás, estamos tocando hoje. Então eu acho que tem esse clima de coisa nova, mas dá para sentir a influência da história da banda nas músicas.
REG: Você pode citar mais alguns títulos, falar de uma música ou outra?
Andreas: Deixa eu ver… tem a “Born Strong”, que fala da família… Por exemplo, essa que eu falei de estarmos no palco. Fazendo uma analogia, é como se estivéssemos na frente de batalha mesmo, porque todo dia é uma batalha, sair e encarar o mundo. Então tem uma música que se chama “No One Will Stand”. É tipo isso, depois de um show do Sepultura, cabeças rolam… Damos o máximo, é aquela coisa de passar o sentimento de estar no palco, a coisa mais espetacular na vida de um músico. Passar um pouco desse sentimento de tocar na Índia, em Cingapura, nas Filipinas, encarando como uma batalha, no bom sentido.
REG: Você disse que de participações só tem o Tambours du Bronx. Eles gravaram a parte deles em enviaram para vocês?
Andreas: Eu mandei a música que escolhemos para fazermos juntos, ela já fazia parte do repertório do Sepultura. Escolhemos aquela que poderia combinar mais com o estilão dos caras.
REG: Qual o nome dessa música?
Andreas: Ela tá sem nome ainda, estamos fazendo ela agora nesses últimos estágios, e a idéia é misturar inglês, português e francês na letra, uma coisa que nunca fizemos antes. Eu mandei a música, eles fizeram um rascunho, mandaram para cá, nós curtimos pra caralho e mandamos de volta. Eles fizeram na França e mandaram de volta, tá ficando muito bom.
REG: E o show do Rock in Rio com eles, como vai ser?
Andreas: Vamos ensaiar muito, vai ser o primeiro show que vamos fazer juntos. A ideia era fazer os festivais na Europa já nesse ano, mas deixamos para fazer a estreia no Rock in Rio e fazer a Europa com eles em 2012, principalmente na França.
REG: Eles vão tocar no show todo ou em uma música ou outra?
Andreas: É uma parceria, vai ser um show atípico, porque vai ser uma mistura de duas bandas. Vamos fazer temas antigos do Sepultura e juntar algumas coisas deles. Estamos definindo algumas músicas. Eu sei que vamos fazer o “Roots” com eles e umas outras, mas vamos chegar um pouco mais cedo no Rio para definir, vamos ter que ensaiar bastante.
REG: Você ficou chateado por não ter sido chamado para tocar no palco principal do Rock In Rio?
Andreas: Não, pelo contrário, esse Palco Sunset vai ser muito mais legal que o principal.
REG: É que é mais cedo…
Andreas: Mas isso na Europa é a coisa mais tradicional do mundo. Público vai ter, esse é o estilo do festival. E o Rock in Rio tá fazendo isso justamente com o Sunset para dar esse valor, não ficar aquela coisa de palco b, palco c. É um palco importante, fantástico, que vai ter grandes nomes, acho que é até mais fodido que o palco principal. Tem Milton Nascimento com Esperanza Spalding… Vai ser o diferencial desse festival ou até em festival do mundo inteiro. E eu tô muito feliz de fazer parte disso, por ter essa chance de fazer um show diferente, especial e exclusivo, praticamente. E os outros shows têm o Korzus com os caras do Destruction, com o Gary Holt (guitarrista do Exodus). É legal esse desafio, e é mais um pioneirismo do Sepultura, participar de uma coisa nova como essa.
REG: Você participa de shows de muitos artistas que não têm nada a ver com o heavy metal, o que gera reclamações por parte dos fãs. Isso te incomoda? Você é cobrado pelos fãs?
Andreas: Ah, não importa o que você fizer vai ter sempre gente reclamando. Então vou fazer o que eu curto, e é um privilegio. Primeiro que eu tenho capacidade para fazer, não é só querer. Quem não quer tocar com o Jorge Benjor? Fora o currículo é uma puta honra, e mais do que isso é levar o heavy metal para isso. O heavy metal se coloca numa posição fechada, achando que é melhor do que tudo, uma posição meio arrogante. “Ah, não, não toco com isso porque não gosto, porque o heavy metal é mais foda”. Nada a ver. O heavy metal pode permear tudo quanto é coisa. Aliás, o heavy metal só sobrevive por causa das misturas, é um dos estilos mais camaleões.
Andreas e o produtor Roy Z. concentrados no CD
Andreas e o produtor Roy Z. concentrados no CD
REG: Vocês transmitiram diariamente, na internet, a gravação do disco. Foi bom? Atrapalhou ou ajudou?
Andreas: É a primeira vez que abrimos um canal assim, sem censura ou edição, com som e a imagem. Foi legal, para a galera que não tem a mínima noção de como se faz um disco. A maioria das pessoas estava esperando um videoclipe das músicas. É engraçado ver a galera sem paciência ou achando que aquilo tudo era uma palhaçada. Mas muita gente também aprendeu que o processo é lento, cheio de detalhes. No estúdio tudo aparece, defeitos, barulhinhos. Troca microfone, testa isso, testa aquilo, é demorado, mas foi uma experiência muito legal, tanto para nós quanto para quem estava assistindo.
REG: Vocês não ficaram intimidados?
Andreas: No começo, sim, mas depois você acaba acostumando. Na hora em que a câmera tá ligada você pensa mais naquilo que vai falar, porque no estúdio você conversa de tudo, fala mal de todo mundo, fala de futebol. A gente se autocensura, mas nada que mude o ritmo de gravação. Foi legal porque deu para mostrar todas as fases, a gravação da bateria, guitarra, baixo, vocal, agora os solos. Foi muito interessante, acho que o Sepultura foi a segunda banda a fazer isso, o Blur fez isso há um tempo. O Sepultura nunca teve medo de se expor, não tem nada para esconder. Os segredos a gente guardou. É a ponta do iceberg: quem pensa que tá vendo tudo não tá vendo nada.
REG: Vocês estão com uma agenda de 40 datas nos Estados Unidos e em vários festivais na Europa. Faz tempo que não havia uma turnê do Sepultura grande assim no exterior…
Andreas: Não, no ano passado nós ficamos quatro meses direto, mais pela Europa. Faz tempo que não vamos para os Estados Unidos, essa é a primeira tour em quatro anos, eu acho. E é uma turnê com uma nova gravadora, estamos com a Nuclear Blast e também tem a promoção desse disco novo. Voltamos para o Canadá, tem umas datas lá nessa turnê, então tá legal, vai ser um começo, e depois vamos para a Europa de novo, para os festivais. Vamos tocar no Wacken pela primeira vez, estamos chegando numa boa hora lá.
REG: Gravadora nova, disco novo e essa turnê… É como se fosse uma retomada de carreira, né?
Andreas: Para quem está de fora eu acho que sim, mas nós nunca paramos. É lógico que saímos do eixo principal de Estados Unidos e Europa, mas o mundo é muito maior que isso. As pessoas ficam muito fechadas nesse circuito e acham que o mundo é isso. Mas a gente foi para Índia, Filipinas, Ilhas Reunião, Cuba, Emirados Árabes, Turquia. E o público ama, o público é fantástico, muito melhor do que lugares na Europa em que o público é totalmente mimado com as coisas, acha que já sabe tudo de tudo. Isso mantém a banda viva e com ideias novas, conhecendo culturas diferentes. Todo ano o Sepultura visita um país que nunca foi antes, isso é muito importante. Mesmo agora, estamos indo para shows no Canadá em lugares em nunca fomos, na carreira inteira. O ritmo é o mesmo, ritmo pesado, muita viagem, muito show. Mas é bom voltar para esse circuito, com a estrutura da Nuclear Blast, com o disco novo e com uma formação super estabilizada e afinada no palco. O momento é muito positivo.
REG: O que houve de conversas entre você e o Max para fazer uma turnê de reunião que tanto o Max fica falando que vocês não quiseram? O Max tá louco?
Andreas: Ah, eu não sei, parece que sim, né? Ele tá batendo na mesma tecla, mas não houve nada de específico. Foi legal que abriu uma porta que estava fechada. O Sepultura tocou com o Soulfly, acho que há dois anos, na Alemanha (Devilside Festival, em junho de 2009, na Alemanha), e acabei encontrando a Glória (Cavalera, esposa de Max e um dois pivôs da separação, em 1996), a empresária…
REG: Vocês conversaram normalmente…
Andreas: Eu conversei com a Glória um pouquinho e depois começamos a abrir um contato e tudo…
REG: Você e a Glória…
Andreas: E o Max também, até, mas muito pouco. Conversei com ele no telefone, sobre futebol, mais nada, uns dois minutos. Mas essas viagens dele eu nem sei como falar porque eu tô aqui fazendo outras coisas e é meio triste ver a situação em que o cara tá… enfim, não tem nada rolando, estamos fazendo o nosso projeto. Essa coisa de reunião desde que ele saiu da banda rola, principalmente por parte dele, mas cada um com sua doideira.
REG: Mas chegou a ter uma conversa de reunião ou não teve nada?
Andreas: Não.
REG: Você e o Paulo estiveram lá no SWU e assistiram ao Cavalera Conspiracy. O que você achou?
Andreas: Achei legal, vi o Iggor tocando com vontade, coisa que eu não via há muito tempo. Mas foi legal, eu já tinha assistido ao Soulfly umas duas vezes, nos Estados Unidos. É legal, eu curto, não tem nada a ver essa coisa de “ah, não vou lá ver”. É palhaçada isso, música é música, os caras tão fazendo o som deles.
REG: Com o Iggor não tem nenhum problema, não, né?
Andreas: Acho que não tem nenhum problema com ninguém, eles escolheram sair da banda e escolheram o caminho que tinham que seguir. O Iggor parece bem mais tranquilo e feliz fazendo o Mix Hell (projeto de música eletrônica de Iggor Cavalera), tá curtindo outra fase. Inclusive eu vi o Iggor no Rock in Rio Madri no ano passado com o Mix Hell, é classe A, super positivo.
REG: E o Musica Diablo (banda paralela do vocalista Derrik Green), você curte?
Andreas: Acho legal, thrashão. É legal ele ter uma banda, o lance é organizar datas, esses negócios. Mas é válido todo mundo com alguma coisa. Eu tenho o trabalho solo, o Jean tem as coisas deles, o Paulo tem um lance em BH. A prioridade todo mundo sabe qual é, que é o que fez possível todos esses projetos. É até saudável musicalmente, tentar coisas que não entram no Sepultura em outros lados. O cara volta com ideias novas para o Sepultura.
REG: Está gostando de ter uma coluna no Yahoo?
Andreas: Eu curto, é um canal legal de opinião em que você chega a várias pessoas e dá para falar de música de tudo o que é jeito, não fico preso no heavy metal. Mas tem também essa experiência de viajar o mundo, tocar com outros músicos e gravar com outras pessoas. É um canal legal para tirar um pouco essa coisa do preconceito, do radicalismo. É legal trocar uma ideia com a galera e ver a posição de cada um.
Visão geral da banda gravando no estúdio; fãs puderam assistir a duas horas diárias de todo o processo
Visão geral da banda gravando no estúdio; fãs puderam assistir a duas horas diárias de todo o processo

quinta-feira, 28 de abril de 2011

UOL MÚSICA: Sepultura, vídeo de apresentação com Orquestra e entrevista com Andreas Kisser

Sepultura libera vídeo de apresentação com Orquestra Experimental de Repertório; veja

Da Redação
http://musica.uol.com.br
A banda de rock Sepultura se encontra pela primeira vez com a Orquestra Experimental de Repertório na estação da Luz (17/04/2011)
Enquanto se prepara para lançar o álbum "Kairos", confiram matéria abaixo, o Sepultura continua divulgando a apresentação que fez com a Orquestra Experimental de Repertório durante a Virada Cultura de São Paulo. A banda liberou dessa vez o vídeo da execução ao vivo de "Ludwig Van".

Sepultura e Orquestra Experimental - "Ludwig Van"

O Sepultura de apresentou com a Orquestra no dia 16 de abril durante o evento na capital paulista e já havia divulgado um trecho do vídeo de "Roots Bloody Roots".
A banda planeja lançar em DVD a performance com a Orquestra, mas ainda não há data prevista. A apresentação faz parte de um projeto em prol do Pau-Brasil, usado para a confecção de arcos de instrumentos de cordas.
O novo disco do Sepultura, "Kairos", foi gravado entre os dias 20 de janeiro e 28 de fevereiro nos estúdios da TV Trama, em São Paulo. O processo foi quase todo transmitido ao vivo pela internet. "Foi uma experiência nova deixar todo mundo assistir o que a gente faz dentro do estúdio, que é um lugar sagrado para todas as bandas", contou o guitarrista Andreas Kisser ao UOL Música.
O álbum, com produção do norte-americano Roy Z, da banda de Rob Halford, chega às lojas no início do segundo semestre.

"Este é o livro da nossa história", diz Andreas Kisser sobre "Kairos", novo disco do Sepultura

MARIANA TRAMONTINA
Da Redação
Os integrantes do Sepultura: Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella em gravação do álbum "Kairos" (2011)

O "momento certo e oportuno" que traduz o significado da palavra grega 'kairos' diz muito a respeito da atual fase do Sepultura. Com um recém-contrato com a veterana gravadora alemã Nuclear Blast, a banda finaliza um novo disco, comemora os mais de 25 anos de trajetória e o fato de, após uma série de mudanças internas e externas, ainda ser um nome relevante para o heavy metal mundial. "Kairos", o álbum, chega às lojas no início do segundo semestre coroando um momento fundamental para a banda de Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella.
O novo disco do Sepultura, que tinha seu título mantido em sigilo até agora, foi gravado entre os dias 20 de janeiro e 28 de fevereiro nos estúdios da TV Trama, em São Paulo. O processo foi quase todo transmitido ao vivo pela internet. "Foi uma experiência nova deixar todo mundo assistir o que a gente faz dentro do estúdio, que é um lugar sagrado para todas as bandas", contou o guitarrista Andreas Kisser ao UOL Música.
Com produção do norte-americano Roy Z, da banda de Rob Halford, o novo álbum fecha uma espécie de trilogia temática iniciada com "Dante XXI" (2006) e seguida por "A-Lex" (2009), mas de forma peculiar. Se o primeiro foi baseado no livro "A Divina Comédia" e o segundo em "Laranja Mecânica", "Kairos" traz como tema a biografia do Sepultura. "Agora a gente fala da nossa experiência, da nossa carreira, os bons e maus momentos. Na verdade é um livro, mas da nossa própria história", adiantou Kisser.
Em entrevista por telefone ao UOL Música, Kisser falou um pouco mais sobre "Kairos", a atual fase do Sepultura, a participação dos franceses Tambours du Bronx, as versões que fizeram para músicas de Prodigy e Ministry, e uma possível turnê pelo Brasil no segundo semestre.
UOL Música - Qual é o momento 'kairos' do Sepultura que traz no significado desse título?
Andreas Kisser - Kairos significa momento especial, de grande mudança. E a gente sempre tem muitas escolhas a fazer na nossa vida, e são essas escolhas os nossos momentos 'kairos', que são fundamentais naquilo que a gente escolhe para si. E todo o conceito do disco é mais ou menos isso, que reflete toda a história do Sepultura, esses 26 anos, o porquê de estarmos aqui depois de tanta coisa que mudou, dentro e fora da banda. É tudo que veio para influenciar o que estamos escrevendo nas letras, na nossa música, nas sonoridades que a gente já experimentou.
  • Estevam Romera/Divulgação Andreas Kisser durante gravação do disco "Kairos", do Sepultura, no estúdio da TV Trama (2011)
UOL Música - Esse disco é uma espécie de auto-biografia?
Kisser - É meio que isso, as letras são mais pessoais. Nos dois últimos discos usamos livros como base, apesar de permear nosso ponto de vista através dos personagens, da história e do texto. Agora a gente fala da nossa experiência, da nossa carreira, os bons e maus momentos. Tem música para as nossas famílias em "Born Strong", sobre os palcos em "No One Will Stand", falando sobre gravadoras e empresários, viagens. Na verdade é um livro, mas da nossa própria história.
UOL Música - Vocês fizeram cover de Prodigy e Ministry neste disco.
Kisser - Isso, do Ministry foi "Just One Fix" e do Prodigy foi "Firestarter". São duas bandas que a gente gosta muito. A gente já fez de tudo, covers de tantas bandas diferentes, e essas são duas que nunca tínhamos gravado nada antes. Fizemos um brainstorm sobre covers e definimos essas duas bandas para fazer nossas versões.
UOL Música - E quantas músicas entraram no disco?
Kisser - São 12 músicas no disco, incluindo os dois covers. Essas duas foram feitas para sair como bônus, mas ficaram tão legais que pensamos em colocar no disco mesmo. Ainda vamos definir com a gravadora, mas a probabilidade de entrar no disco é grande. E a gente tem ainda uma outra música inédita que não vai entrar agora e que podemos lançar como bônus, ou um pacote especial, ou guardar para o Japão, que sempre pede material extra.
UOL Música - Como é a música com a participação do Tambours du Bronx?
Kisser - Esse é um grupo percussivo francês que tem 20 músicos no palco, tocam em galões gigantescos, tem alguns sons eletrônicos. Conhecemos eles em 2008, durante um festival alternativo na França, e pirei no som dos caras. E agora mandei uma ideia que a gente tinha aqui, que eles poderiam gostar, eles trabalharam na música lá, mandaram de volta e gravamos. Ficou muito legal, é uma música bem diferente do que o Sepultura já fez. Vamos apresentar essa música ao vivo pela primeira vez durante o Rock In Rio, que vamos dividir o palco com eles.
UOL Música - Apesar das transmissões da gravação, não é possível captar com fidelidade a essência do álbum. Como está a sonoridade das novas músicas?
Kisser - A intenção era trazer o que a gente faz no palco para dentro do estúdio. É praticamente um disco ao vivo. Mais de 60 ou 70% do que ficou no disco foram as gravações dos primeiros takes. Não repetimos porque queríamos deixar a primeira intenção, sem muita frescura, bem old school. Nao usamos gravadora de rolo, mas a nossa performance foi assim, e funcionou muito bem. Roy Z não trabalha só no estúdio, ele acompanha o Rob Halford nos shows também. É um músico que está no estúdio e no palco, e esse know-how, essa sensibilidade, ajudou muito.
UOL Música - Com tantas experimentações que o Sepultura já fez, de berimbau a orquestra e percussão japonesa, dessa vez vocês trouxeram alguma inovação?
Kisser - Temos os tambores do Bronx, que são específicos para uma música, com uma percussão metalizada, característica deles. Mas o espírito é old school mesmo. É guitarra, baixo, batera e vocal, sem frescura, sem teclados, quase nada muito eletrônico, alguns pedais vintage de wah-wah. É mais uma questão de tirar o nosso som do que ficar inventando.
UOL Música - "Kairos" vai ficar para o segundo semestre e vai sair apenas em CD?
Kisser - Não tem uma data definida ainda. O disco está em Los Angeles com o Roy, que vai mixar e masterizar por lá, e deve levar mais umas semanas. Deve ficar para o início do segundo semestre, final de junho. E temos intenção de lançar em vinil, fazer um pacote especial. Tem aquela última faixa inédita que não vai entrar no disco e talvez a gente faça um pacote multimídia. Estamos no processo de filmagens para o documentário sobre o Sepultura, que é para o cinema, e que talvez possa entrar alguma coisa dele como bônus também. 
UOL Música - Vocês têm uma longa turnê pelos Estados Unidos, Canadá e Europa, mas antes vocês abrem dois shows de Ozzy Osbourne no Brasil. O público vai ouvir músicas novas ao vivo?
Kisser - Sim, tocamos uma música nova esse ano, nos Estados Unidos, e nos shows de abertura do Ozzy talvez a gente toque até mais, mas com certeza haverá material novo.
UOL Música - E há previsão de uma turnê brasileira?
Kisser - No dia 8 de abril a gente viaja para o México e depois volta para o Brasil para tocar na Virada Cultural de São Paulo, no dia 16 de abril. Estamos fazendo versões de músicas do Sepultura junto com a Orquestra Experimental do maestro Jamil Maluf e com arranjos do Alexey Kurkdjan. E em setembro tem o Rock In Rio. A ideia é aproveitar o festival para fazer uma turnê nacional apresentando o disco novo, que já vai ter saído. Vamos esperar.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Heavy metal sinfônico por ANDREAS KISSER

http://colunistas.yahoo.net/posts/10071.html



Para mim, a música clássica e o heavy metal são do mesmo planeta. Nos dois lados existem compositores rebeldes, virtuosos e revolucionários, as épocas são diferentes, mas a atitude me parece a mesma. Hoje, a música clássica se limita às poucas boas salas de concertos e programas raros na televisão e no rádio. Já não se ouve mais compositores arrojados e influentes, a maioria das gravações atuais ainda são dos clássicos de Beethoven, Mozart, Vivaldi e Villa-Lobos, difícil falar de algum compositor contemporâneo que tenha a mesma influência e impacto, mas os tempos são outros e essa rebeldia e virtuosismo, na minha opinião, está no heavy metal.
Não é coincidência que as grandes bandas de rock se uniram às grandes orquestras e juntos fizeram coisas espetaculares. A primeira que me lembro é o Deep Purple, que fez um concerto no Royal Albert Hall, em Londres, no ano de 1969. O tecladista John Lord foi o grande responsável por esta junção, escreveu a arranjou os temas que eles apresentaram. O guitarrista Richie Blackmore também é um apreciador da música clássica e o resultado foi magnífico e surpreendente, afinal não se tinha visto nada parecido até então.

Na mesma época, 1969, o The Who fez a sua junção de rock e orquestra e acabou criando o termo “ópera-rock” com o disco Tommy. Um grande sucesso, muito mais aclamado do que a mistura do Deep Purple, pois as letras contavam uma história, com enredo e com personagens alucinantes. A junção da banda com os instrumentos clássicos deixou a história ainda mais interessante. Com o Deep Purple e o The Who, estava aberto o caminho para outros grupos fazerem o mesmo, ou seja, maximizar o peso do rock and roll através do som gigantesco de um orquestra.

Outras bandas da década de 70, mas que fizeram seus experimentos bem mais tarde, foram o Kiss e o Scorpions. O Kiss fez o disco ao vivo Alive IV na Austrália com a Orquestra de Melbourne, um show espetacular onde a orquestra entre no mundo do Kiss, com um palco cheio de efeitos pirotécnicos, grandes telões e todos os músicos da orquestra com os rostos pintados da mesma maneira que o Kiss. O resultado é apoteótico.

Por sua vez, o Scorpions se apresentou com uma das maiores e mais respeitadas orquestras filarmônicas do mundo, a de Berlin. Nesta mesma cidade, a banda alemã se apresentou em uma grande arena, também trazendo a orquestra para o ambiente do rock. Grande shows de luzes, figurino escolhido nos mínimos detalhes, cortinas caindo e muito som. O bom gosto da Scorpions esta em todos os arranjos, eles tem muita melodia e sentimento, a união foi perfeita.

Um músico que é do rock pesado, mas vive no mundo erudito, é o guitarrista sueco Yngwie Malmsteen, um monstro no instrumento. À frente da orquestra, no Japão, ele é o solista nato, é como se nós tivéssemos o privilégio de ver Nicolo Pagannini destruindo o violino ali na sua frente. Mas, como ninguém vivo viu o mestre de perto, Malmsteen nos traz esta sensação nos tempo de hoje. Sua técnica é impecável e sua presença é mágica. Ele apresente um repertório quase que exclusivamente escrito pore le em arranjos de arrepiar. Yngwie foi o roqueiro que conseguiu colocar a musica erudita no formato do rock, agora ele faz isso num recinto erudito, onde os grandes mestres da música clássica se apresentam.

No metal mais pesado e extremo temos o Metallica com a Orquestra Sinfônica de São Franciso. Apesar de ser um mega fã de Metallica, achei o resultado fraco e um pouco confuso, o Metallica poderia ser mais “maleável” e dialogar mais com a orquestra. De qualquer forma, é um show que vale a pena conferir.

Aqui no Brasil temos algumas experiências similares. A mais recente é a do Dr. Sin que se apresentou na Sala São Paulo, talvez a melhor sala de concertos da América Latina, tocando clássicos do rock and roll com a Banda Sinfônica de São Paulo. O visual desta sala é maravilhoso, ainda mais com uma banda e orquestra juntos. O Dr. Sin possue músicos de altissimo nível e as versões ficaram muito interessantes. Seria legal se na próxima eles fizessem versões de suas próprias músicas, trazendo ainda mais originalidade para estas junções.

E agora o Sepultura está fazendo a sua mistura. No dia 16 de Abril, à meia-noite, estaremos tocando na Virada Cultural de São Paulo no palco da estação da Luz, tradicionalmente o palco de apresentação das orquestras. Será um concerto em prol do Pau-Brasil e Orquestra Experimental de Repertório de SP convidou o Sepultura. O repertório será de temas do Sepultura, com orquestração do maestro Alexey Kurkdjian e regência do maestro Jamil Maluf. Será a nossa primeira experiência com uma orquestra completa e os arranjos estão bem audaciosos. Será a também a premiere ao vivo do tema que fizemos da Nona de Beethoven, gravada no nosso último disco A-Lex.

 

   

Sepultura & Orquestra: Vídeo oficial da apresentação

No dia 17 de abril, a banda Sepultura  se apresentou na Virada Cultural Paulista (evento organizado pelo governo do estado de São Paulo) com a companhia ilustre da Orquestra Experimental de São Paulo. A banda disponibilizou em seu site oficial um vídeo profissional da música "Roots Bloody Roots" com a orquestra, veja abaixo.

Fonte desta matéria: Sepultura - Site Oficial

sexta-feira, 18 de março de 2011

Anthrax: guitarrista comenta escolha de Andreas Kisser

O guitarrista do ANTHRAX Scott Ian, comentou sobre sua não participação em alguns shows da banda e a escolha de Andreas Kisser para substituí-lo.
"Eu não vou tocar nos shows agendados entre 2 e 16 de julho na Europa e no Reino Unido. Minha esposa Pearl (Aday) e eu estamos esperando nosso primeiro filho e ele nascerá no dia do show do Big Four na França".
"Esta decisão de perder esses shows é profundamente pessoal. Eu sou o co-fundador da banda e durante quase 30 anos, eu estive lá. Mas tornar-se pai é a melhor coisa que já aconteceu comigo e tomar essa decisão foi relativamente fácil. Minha prioridade é com a minha mulher e o nascimento do nosso primeiro filho."
"Nós escolhemos Andreas (Kisser do Sepultura), porque nós sentimos que ele pode fazer o show melhor do que ninguém. Ele tem o fogo, a atitude para fazer o show. Eu toquei com Andreas no show de aniversário da Roadrunner e nós somos almas gêmeas. Ambos desempenham cada show como se fosse o último show de nossas vidas. Ele é experiente e tem uma história surreal. Eu mal posso esperar para ver e ouvir-lo", declara Ian.
Fonte desta matéria: Blabbermouth.net

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Carnaval 2011. por Andreas Kisser .

http://colunistas.yahoo.net
Mais um Carnaval se foi e a música foi a grande vencedora, não necessariamente por causa do samba, que é o ritmo e a razão de toda esta festa. Não existe nada igual em nenhuma parte do mundo, mas pelas escolhas dos temas das escolas campeãs dos dois maiores desfiles do Brasil, que ganharam os seus carnavais homenageando dois ícones da música brasileira: o rei Roberto Carlos, que foi tema da Beija Flor no Rio de Janeiro e o maestro João Carlos Martins, que foi o tema da Vai-Vai em São Paulo. Parabéns para as duas escolas que escolheram os dois músicos, ambos com histórias fantásticas de talento, perseverança e amor a música. Verdadeiras lições de vida que inspiram  à todos, principalmente àqueles que se encontram em becos sem saída ou se sentem desmotivados com os obstáculos que encontramos pelo caminho, sejam eles politicos, sentimentais ou físicos.
Eu não consegui acompanhar os desfiles pela televisão, isso por que eu fui convidado pra tocar em duas ocasiões diferentes. Graças à diversidade e riqueza da música brasileira, não é só de samba que o Carnaval sobrevive. Primeiro eu fui à Garanhus, no interior de Pernambuco, para participar da quarta edição do Garanhus Jazz Festival, uma excelente opção pra quem não curte os pulos do Carnaval. É a segunda vez que participo deste festival, o ano passado dividi o palco com a Up Town Blues, de Recife e com Tico Santa Cruz, do Detonautas. Fizemos alguns clássicos do Blues e algumas versões de temas de Raul Seixas, mais puxados para o Blues. Este ano, de novo com o Up Town Blues, tive o prazer de tocar com um fantástico guitarrista do estilo, Artur Menezes de Fortaleza. (http://www.myspace.com/arturmenezes)
Foi uma grande surpresa ver este guitarrista brasileiro com tanta técnica e “feeling” tocando em um nível altíssimo, um belo timbre e com presença de palco.




O Nordeste do Brasil mostra que é um celeiro de grandes nomes do Blues, eles somente tem que ter mais chances de virem tocar aqui no Sudeste e Sul do país para mostrarem a verdadeira força do estilo no Brasil. Os músico daqui da região já estão tocando por lá hà algum tempo, o Irmandade do Blues, de Santo André, mais uma vez foi uma das atrações principais do festival. Tem que haver mais itercâmbio entre os produtores e músicos para difundir mais o Blues pelo país. Pelo que vi, não devemos nada a ninguém quando o assunto é jamming. Parabéns ao Giovanni Papaléu, curador do festival e que luta muito para manter o estilo vivo na região.
Saindo de Garanhus, fui direto a Salvador, a convite da Margareth Menezes, para tocar no trio dela, uma experiência completamente nova na minha carreira. Fiquei muito honrado e feliz com o convite, principalmente porque nunca tinha passado o Carnaval na Bahia, um Carnaval de rua, eclético e com uma energia inacreditável. Eu já tinha tocado com ela na concha acústica de Salvador no ano passado e a jam foi espetacular, a banda dela é fantástica, excelentes músicos, de vasta experiência e muita, mas muita enregia. Foram 6 horas de circutio, sem parar! Eu nunca tinha visto nada igual, a banda sempre mantendo o ritmo e o nível alto de adrenalina, foi inacreditável. Toquei duas músicas, a “Quereres” de Caetano Veloso e “Qual é” do Marcelo D2. Ainda teve espaço para improvisar com “Smoke on the water” do Purple e com “Satisfaction” dos Stones.

É claro que os chatos de plantão, os cegos que não querem ver e os surdos que não querem escutar, vão criticar e falar mal das misturas, afinal é só o que sabem fazer, não importa. O radicalismo e a ignorância andam lado a lado e o Carnaval de Salvador, que também teve Will.I.Am, do Black Eyed Peas sendo DJ em cima de um trio, e o festival em Garanhus, mostram que na música tudo é possível, aqui não existem fronteiras nem estupidez, existe sim, união, crescimento, diversão e atitude. Foi um privilégio fazer parte destes dois fantásticos eventos, espero que no futuro aconteçam mais encontros como estes.
Obrigado Brasil!
Abraço e play it loud.
Andreas Kisser

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Artur Menezes divide o palco com Andreas Kisser - MATÉRIA DO JORNAL O POVO


O guitar hero Artur Menezes vai dividir o palco do Garanhuns Jazz Festival com Andreas Kisser, guitarrista e membro fundador do Sepultura. O encontro vai acontecer dia 5 de março e vai ter ainda a participação da UpTown Band. Com mais de dez anos de carreira, Artur Menezes, atualmente, divide seu tempo entre Fortaleza e São Paulo, sua atual morada. Kisser dispensa comentários. Ícone do metal mundial, ele já trouxe seu projeto de blues várias vezes a Fortaleza e garanto que é muito bom. Como Artur também é muito bom, o encontro promete dar uma liga da melhor qualidade. O Garanhuns Jazz Festival acontece entre os dias 5 e 7 de março em Pernambuco. Estão programados ainda shows de Quinteto Violado, Carlos Johnson (EUA), Flávio Guimarães, Big Joe Manfra e outros. Os shows são gratuitos. Pra quem quiser ter uma noção de como será esta apresentação, Artur Menezes toca hoje, às 20h, no Espaço Cultural Casa do Blues (Av. da Universidade 2327 – Benfica. Ingresso: R$8, das 18h às 19h, e R$10, após as 19h). O tema desta noite é nada mais nada menos do que um tributo a Jimmy Hendrix! Oh, céus!

Jazz Festival dá o tom do carnaval em Garanhuns

Jazz Festival dá o tom do carnaval em Garanhuns


Rick Estrin and the Nightcats
Andreas Kisser
Um dos cinco principais eventos de Jazz e Blues do Brasil e o pioneiro do gênero no agreste de Pernambuco, oGaranhuns Jazz Festival, na sua quarta edição promete esquentar a programação de carnaval na Suíça Pernambucana.

No período de 5 a 7 de março, atrações locais e nomes de porte nacional e internacional como Andreas Kisser e Rick Estrin and the Nightcats, deixarão suas marcas no palco Ronildo Maia Leite, montado na Esplanada Cultural Guadalajara. Neste ano, a programação do Garanhuns Jazz Festival contempla atrações da Cultura Popular local; Rockabilly; Surf Music; Swing Jazz; Jazz Tradicional; Blues; Fusion Jazz; Armorial; Rock; Soul Music e Maracatu, entre outras.

A edição 2011 do Evento promete ser a melhor de todos os Festivais de Jazz já realizados na Cidade, com destaque para três atrações interessantes no palco: O Guitar Night – que traz pela primeira vez ao Nordeste um show com três dos maiores guitarristas da nova geração do Brasil: Igor Prado (SP), Big Joe Manfra (RJ) e Fernando Noronha (RS), será um grande duelo de feras da guitarra; A Noite da Percusssão – Quando o mestre da Bateria nacional, Robertinho Silva (RJ) vai fazer ensaios abertos e um grande show com o Projeto Batuque de Garanhuns, no Cardápio, Maracatu e Samba autêntico; e o Encontro dos Gaitistas – Encontro inédito de três feras da Gaita Diatônica (Blues) e Cromática (Jazz): Jefferson Gonçalves, Flavio Guimarães e Jeohvah da Gaita.

Mesas e cadeiras, totalmente gratuitas, estrutura coberta com iluminação especial, além de uma praça de alimentação com alguns dos melhores bares e restaurantes da Cidade, garantirão o conforto da platéia. A estimativa é de que um público 15 mil pessoas este ano assistam a maior reunião de guitarristas de Jazz, Blues e rock que o Estado já recebeu.

Além dos espetáculos noturnos, haverá também atividades diurnas com Workshops para músicos, e o Jazz Kids, com atividades educativas e recreativas para as crianças. Pelo segundo ano consecutivo haverá uma feira de música, com vendas e demonstrações de instrumentos musicais e com a presença de grandes marcas nacionais e internacionais, além de venda de souvenirs do Festival.

“Repetiremos também a bem sucedida promoção, em forma de um Concurso Cultural, na qual a população poderá ganhar prêmios respondendo a frase: Por que eu vou para o Garanhuns Jazz Festival 2011? As respostas devem ser enviadas pelo site do Festival (http://www.garanhunsjazz.com.br) até o dia 28 de fevereiro ou depositadas numa urna que estará disponível ao lado do palco durante todo o evento”, explica o curador do Evento, Giovanni Papaléo. As melhores frases serão premiadas com instrumentos musicais de nível profissional e brindes especiais. A entrega dos prêmios acontecerá durante os shows.

O Garanhuns Jazz Festival é hoje uma das principais alternativas no Nordeste para quem não quer brincar carnaval, atraindo pessoas de vários Estados da Região. De acordo com a Revista Negócios PE (edição de novembro 2010), o Evento injetou na Cidade, em 2010, mais de um milhão e seiscentos mil reais nos seus três dias de realização, a um custo de 10% deste valor.

= PROGRAMAÇÃO =


(Programação Provisória, uma sujeita alterações Pela Produção)
03/05 - Sábado
Domingo - 03/06
Segunda - 03/07
20h - Grupo Afro Estrela (PE)

21h - Dom Angelo Jazz Combo (PE), Atiba com Taylor (EUA) e Arthur Philipi (PE)

22h - Quinteto Violado

23h - Andreas Kisser (SP - MEMBRO do Sepultura) e Artur Menezes CE) com (Up Town Band.
20h - Robertinho Silva (RJ) e Grupo de Batuque Garanhuns (PE)

21h - Fabrica Sonoris (PE)

22h - Noite com guitarra:
Big Joe Manfra (RJ)
Igor Prado (SP)
Fernando de Noronha (RS)
Obs: A Participação de Bluz (PE) e Widmarck Souza (PE)

23h - Carlos) Johnson (EUA

20h - Banda de pífanos Folclore Verde (PE)

21h - Encontro dos Gaitistas, com:
Jefferson Gonçalves (RJ)
Flávio Guimarães (RJ)
Jeová da Gaita (PE)
obs: Participação da UpTown Band (PE)

22h - Rick Estrin e Nightcats (EUA)

23h - Irmandade do Blues (SP) e André Matos (SP)


e-buddy - acesse MSN, FACEBOOK, GOOGLE TALK e outros