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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Black Country Communion, mesmo apressado, acerta em cheio de novo

http://blogs.estadao.com.br/combate_rock

Marcelo Moreira
Já era esperado, mas os caras exageraram. Quando o supergrupo Black Country Communion lançou o seu primeiro álbum, autointitulado, no ano passado, a obra rapidamente foi considerada uma obra-prima do rock e foi eleita por leitores de diversas revistas e sites como um dos melhores trabalhos de 2010.
“Black Country Communion 2”, recém-lançado, superou muito as expectativas. O primeiro foi excelente, o segundo está maravilhoso. Mais pesado, mais feroz e bluesy, com um feeling absurdo e uma descontração desconcertante. É nítido que os quatro músicos estão felizes e satisfeitos.
O futuro da banda esteve sob risco neste 2011. Não houve brigas, não houve problemas jurídicos nem administrativos. O problema eram as agendas.
Joe Bonamassa (guitarra e vocais) e Glenn Hughes (baixo e vocais, ex-Deep Purple e Black Sabbath), os líderes do projeto, mantêm sua carreiras solo e tinham compromissos no primeiro semestre deste ano.
O guitarrista começou uma turnê solo por Estados Unidos e Europa no segundo semestre de 2010, interrompida em março deste ano para gravações a jato de seu novo álbum solo, “Dust Bowl”, lançado há dois meses.
A turnê foi retomada, para ser novamente interrompida por conta da finalização das gravações e mixagem do álbum do Black Country Communion.

Já Glenn Hughes também engatou pequenas turnês na Inglaterra no final do ano passado e no começo deste ano, além de estar ocupado com o lançamento de seu pacote CD/DVD “Live in Wolverhampton”, que sai em breve.
A ginástica para acomodar as agendas deu certo e os dois, mais Jason Bonham (bateria) e Derek Sherinian (teclados, ex-Dream Theater), se reuniram em Los Angeles para terminar o trabalho de forma apressada.
Apesar disso, nem parece que houve correria. “Black Country Communion 2” tem uma produção primorosa de Kevin Shirley (Dream Theater, Iron Maiden, entre outros) e tem um equilíbrio raro de peso, melodiam blues e toques funk.
O disco abre com a pegada heavy e urgente de “The Outsider”, lembrando a força de “Fireball”, do Deep Purple. O que muitos vocalistas sofreriam horrores para fazer Hughes faz brincando, o que mostra todo o seu talento.
“Man in the Middle” é outra que remete ao Deep Purple, com baixo gordo e pulsante e guitarras na cara, pesadíssimas. O clima bastante em “The Battle of the Hadrian’s Wall”, que começa como uma balada épica ao melhor estilo Led Zeppelin, com violões dobrados, na voz suave de Bonamassa, para depois descambar em uma pauleira contagiante com os vocais pontuais de Hughes.
A funkeada “Save Me” quebra um pouco o clima, apesar dos vocais extraordinários de Hughes, para cair no hard rock estupendo “Smokestack Woman”, outra de inspiração puramente zeppeliniana.
“Faithless” retoma o clima bluesy, com um acento um pouco mais pop, preprando o terreno para o terreno para outro maravilhoso dueto de vozes entre Bonamassa e Hughes em “An Ordinary Son”.
O quarteto após apresentação na Inglaterra em 2010
“I Can See Your Spirit” volta ao hard’n heavy vigoroso do começo do trabalho, com solos inspirados de Bonamassa, para cair no bluesaço pesado e denso de “Little Secret”, a melhor música do álbum. Mais uma vez é impossível não remeter ao Led Zeppelin, na maravilhosa “Since I’ve Been Loving You”.
O final leve e contagiante fica por conta do funk dançante “Crossfire” e da bela balada “Cold”. Aguarda-se agora nova negociação mirabolante das agendas dos músicos para que seja possível a realização de uma turnê mundial. O grupo já negocia pelo menos dez datas na Inglaterra e na Europa ainda em 2011.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Black Country Communion: nome e data de lançamento de álbum

O BLACK COUNTRY COMMUNION, o supergrupo de rock anglo-americano que conta com os talentos do baixista/vocalista Glenn Hughes (DEEP PURPLE, TRAPEZE, BLACK SABBATH), guitarrista/vocalista de blues rock Joe Bonamassa, baterista Jason Bonham (LED ZEPPELIN), e tecladista Derek Sherinian (DREAM THEATER), vai lançar seu segundo álbum, intitulado simplesmente "2", nos Estados únicos em 14 de junho de 2011 pelo selo J&R Adventures.
Em 9 de junho a banda vai dar partida em uma turnê de verão nos EUA em San Diego, California.
O BLACK COUNTRY COMMUNION uniu forças com a Planet Rock, a clássica estação de rock líder no Reino Unido, para ofertar aos fãs de rock a oportunidade de baixar duas faixas ao vivo exclusivas do BLACK COUNTRY COMMUNION.
As músicas, "Black Country" e "One Last Soul", foram originariamente gravadas ao vivo em frente de uma platéia especialmente convidada no John Henry's em Londres, Inglaterra, em 20 de setrembro de 2010. As gravações ao vivo foram exclusivamente mixadas para a Planet Rock pelo produtor do BLACK COUNTRY COMMUNION, Kevin Shirley.

Para poder baixar as faixas ao vivo, os fãs de rock estão sendo convidados a se tornarem membros VIP do site da Planet Rock acessando o endereço www.planetrock.com/vip. Assim que a associação é ativada, os fãs também poderão comprar ingressos para os shows do BLACK COUNTRY COMMUNION que acontecerão no Reino Unido em julho.
O auto-intitulado álbum de estréia do BLACK COUNTRY COMMUNION vendeu 7.100 cópias nos Estados Unidos em sua primeira semana de lançamento para estrear na posição de n. 54 na tabela The Billboard 200. O CD, que foi disponibilizado na Europa em 20 de setembro de 2010 pela Mascot Records e na América do Norte em 21 de setembro pela J&R Adventures, foi produzido e mixado por Kevin Shirley (BLACK CROWES, AEROSMITH, LED ZEPPELIN), e masterizado pelo lendário Bob Ludwig. Foi gravado no Shangri-La Studios no início de 2010.
Fonte desta matéria (em inglês): Blabbermouth.net

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Feras em tributo a Tommy Bolin



Uma verdadeira seleção de craques se reuniu para prestar homenagem ao saudoso Tommy Bolin em um álbum que sairá até a metade do ano. O produtor Greg Hampton confirmou as presenças de Glenn Hughes, Joe Bonamassa, Brad Whitford (Aerosmith), Miles Kennedy (Alter Bridge, Slash), Peter Frampton, Steve Morse (Deep Purple) e Steve Lukather (Toto), entre outros.

“Brad foi demais, assim como Glenn Hughes, por todo seu envolvimento pessoal com Tommy. Miles Kennedy é, sem dúvida, um dos melhores vocalistas de Rock que já surgiram nos Estados Unidos, brilhante!”, declarou Hampton em conversa com Greg Prato, autor da biografia Touched By Magic: The Tommy Bolin Story.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Morre Gary Moore o gênio da guitarra irlandês

Guitarrista e cantor que fez parte da banda Thin Lizzy tinha 58 anos
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/morre-gary-moore/



Morreu no ultimo domingo, 6, aos 58 anos, o guitarrista e cantor Gary Moore, que fez parte da banda Thin Lizzy e tocou com o beatle George Harrison, os Beach Boys e Ozzy Osbourne. Um comunicado no site oficial do artista diz que ele estava de férias, na Espanha, quando morreu:

"É com muito sofrimento e pesar que temos que anunciar que Gary Moore faleceu na última noite, enquanto estava passando férias na Espanha. Nossos pensamentos estão com seus filhos, família e amigos nesse momento triste. Gary Moore, descanse em paz."

De acordo com o site do jornal The Irish Times, ele foi encontrado em seu quarto de hotel em Estepona, um município espanhol. Seu corpo foi levado para Málaga, onde será feita uma autópsia para apontar a causa da morte.

Nascido na Irlanda do Norte, aos 16 anos o músico se mudou para Dublin, na Irlanda, para entrar para o Skid Row (grupo de blues rock sessentista que nada tem a ver com a banda norte-americana de metal glam Skid Row). Posteriormente, fez parte da formação do Thin Lizzy, dona dos hits "Whiskey in the Jar" e "The Boys Are Back in Town". Veja uma performance de Moore abaixo:


Gary Moore: morre o gênio da guitarra irlandês

O [site] HOT PRESS foi informado da morte de GARY MOORE. O lendário guitarrista nascido em Belfast morreu aos 58 anos de idade, durante o sono na noite passada, enquanto estava de férias na Espanha. Não foi divulgada a causa de sua morte.
Um dos maiores guitarristas de sua geração, Gary Moore começou sua carreira profissional na adolescência. Ele tinha apenas dezesseis anos quando se mudou de Belfast para Dublin, em 1969, para juntar-se ao SKID ROW  – originalmente uma banda de quatro membros que tinha Brush Shiels no baixo, Nollaig Bridgeman na bateria e Philip Lynott como vocalista, assim como Gary na guitarra solo.
Logo depois, Phillip Lynott foi posto de lado, com Brush e Gary dividindo os vocais, fazendo do Skid Row um power trio do tipo que estava na moda na época, seguindo o sucesso do Rory Gallagher’s Taste e Jimi HendrixExperience. O Skid Row assinou contrato com a CBS Records e lançou dois discos, Skid em 1970 e 34 Hours em 1971.
Adepto do blues, hard rock e jazz, Moore era também um guitarrista melódico soberbo e apareceu em muitos outros discos irlandeses como participação especial, incluindo gravações do Dr. Strangely Strange, entre outros. Ele foi chamado para se juntar ao THIN LIZZYpor Phillip Lynott e substituir Eric Bell, antes da formação definitiva de quatro membros da banda, com Scott Gorham e Brian Robertson nas guitarras solo. Entretanto, no disco Nightlife (1974), ele tocou o solo extraordinário de ‘Still In Love With You’, que se tornou uma das faixas mais memoráveis do Thin Lizzy e uma eterna favorita ao vivo. Gary retornou brevemente ao grupo, quando Brian Robertson foi descartado para uma turnê pelos EUA, em 1977. Moore também apareceu no disco Black Rose, lançado em 1979.
“Ele era um músico genial”, disse o editor da Hot Press, Niall Strokes. “Mesmo quando adolescente, ele tinha algo especial nele e ao longo de sua carreira ele trabalhou muito duro para melhorar sua técnica. Sua contribuição para o rock irlandês foi imensa, tanto em seu trabalho solo, seus dias com o Skid Row, os grandes discos que ele gravou com Phillip Lynott e com o Thin Lizzy, e em várias outras participações. Meu coração vai a todos seus amigos próximos e família. É uma enorme perda.”
Seu relacionamento com o vocalista e compositor do Thin Lizzy, Philip Lynott, era altamente competitivo, e havia desentendimentos frequentes entre eles, mas eles permaneceram como parceiros musicais e juntaram forças para o single de sucesso ‘Parisienne Walkways’ (1979), no qual Philip cantou. O single posterior, ‘Out in The Fields’ (1985), chegou à quinta posição das paradas inglesas.
Enquanto ele permaneceu como parte do grupo de Jon Hiseman, o Colosseum II, pela maior parte de sua carreira, Gary Moore teve sua própria banda, alternando entre o hard rock, metal e fusion, além da influência do jazz e blues. O primeiro disco da banda de Gary Moore foi lançado em 1973. Nos últimos anos, ele tinha retornado às suas raízes, primeiro com o lançamento de Still Got The Blues, em 1991, e depois com Back to The Blues, em 2001. Ao todo, ele lançou 20 discos de estúdio, assim como seis compilações ao vivo, incluindo o DVD Live At Montreaux.
Fonte desta matéria (em inglês): Site      Hot Press


Glenn Hughes: arrasado com falecimento de Gary Moore


O baixista e vocalista Glenn Hughes (TRAPEZE, DEEP PURPLE, BLACK COUNTRY COMMUNION) postou breve comentário acerca do falecimento do guitarrista Gary Moore, aos 58 anos:
“Arrasado por ouvir sobre o falecimento do meu amigo Gary Moore... realmente arrasado... que ele descanse na graça de Deus... GH”.
Fonte desta matéria (em inglês): Glenn Hughes @ Facebook

Thin Lizzy: integrantes falam sobre Gary Moore


Os membros do THIN LIZZY  emitiram o seguinte comunicado falando sobre o falecimento do ex-membro dabanda:
“É com grande tristeza que ficamos sabendo da morte de Gary Moore. Nossos pensamentos estão com sua família. Nossas lembranças de Gary e sua contribuição com o Thin Lizzy  e a música, de modo geral, viverão para sempre”.
O baterista Brian Downey acrescenta: “Estou em choque total. Conheci Gary em 1967, quando ele estava no grupo Platform Three. Ele foi um amigo incrível desde então. Foi um prazer tocar com ele novamente em 2006, após os tempos de Lizzy. Ele sempre estará em meus pensamentos e orações. Não consigo acreditar que ele se foi”.
Encerrando, o guitarrista Scott Gorham: “Tocar com Gary durante a era Black Rose foi uma grande experiência. Ele era um grande guitarrista e ser humano. Sentirei sua falta”.
Matéria original: Blog Van do Halen

Joe Bonamassa: lamentando o falecimento de Gary Moore


Joe Bonamassa postou em sua página oficial do Facebook os seguintes dizeres a respeito do ocorrido:
“Que péssima maneira de começar o dia hoje. Acabaram de me dizer que meu amigo e heroi da guitarra Gary Moore morreu. Eu não estaria tocando música se não fosse pelo que Gary tocava e pelo apoio dele. Eu só tive a oportunidade de vê-lo pessoalmente duas vezes, mas ele sempre foi extremamente gentil e me ofereceu alguns conselhos que me ajudaram muito. Esse é um dia triste, um dia muito, muito triste.”
Fonte desta matéria (em inglês): Joe Bonamassa @ Facebook

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Joe Bonamassa lança ‘Dust Bowl’ em março


Novo álbum tem participação de Glenn Hugues

joebonamassaO novo álbum de Joe Bonamassa, “Dust Bowl”, vai ser lançado no dia 21 de março. O disco foi gravado em vários estúdios, em cidades como Santorini, na Grécia, e Nashville e Los Angeles, nos Estados Unidos. O CD chega às lojas quase um ano depois de “Black Rock”, o disco anterior do guitarrista. “Dust Bowl” tem participações de Vince Gill e John Hiatt, lendas da música interiorana americana, e de Glenn Hughes, parceiro de Bonamassa no Black Country Communion. Veja o track list completo:


1- Slow Train
2- Dust Bowl
3- Tennessee Plates (com John Hiatt)
4- The Meaning of The Blues
5- Black Lung Heartache
6- You Better Watch Yourself
7- The Matador Of Bayonne
8- Heartbreaker (com Glenn Hughes)
9- No Love On The Street
10- The Whale That Swallowed Jonas
11- Sweet Rowena (com Vince Gill)
12- Prisoner

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Novo do Black Country Communion sai em junho


Segundo CD ainda não tem título

blackcountryO segundo álbum do Black Country Communion está confirmado para ser lançado em junho. O supergrupo, formado por Glenn Hughes (Deep Purple, Black Sabbath), Jason Bonham (Led Zeppelin), Derek Sherinian (ex-Dream Theater) e Joe Bonamassa, não perdeu tempo e lança o novo álbum menos de um ano após a estreia, em 2010. Uma turnê subsequente ao lançamento do CD, ainda sem título, está acertada.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Guitarra de Eric Clapton pode atingir R$ 50 mil em leilão


ericclapton2Um leilão de guitarras promovido por Eric Clapton, em Nova York, em março, têm preços estimados entre US$ 300 e US$ 30 mil, o equivalente a, respectivamente, R$ 506 e R$ 50,6 mil. Ao todo, Clapton vai leiloar mais de 70 guitarras de sua coleção pessoal, para arrecadar fundos para o centro de reabilitação de drogas e álcool de sua propriedade, em Antígua. O leilão terá ainda instrumentos doados por Jeff Beck, J.J. Cale e Joe Bonamassa.
Entre os destaques do leilão estão o modelo usado por Clapton em apresentações em 2005, outra com a qual tocou nos shows de reunião do Cream, em Londres e Nova York, e uma Fender Stratocaster preta feita sob encomenda, conhecida como “Eric Clapton Signature”, cujo valor do lance vencedor pode chegar a US$ 30 mil (R$ 50,6 mil). O leilão será realizado com a empresa Wallace & Hodgson, que trabalhou nos dois leilões anteriores de guitarras Clapton, em 1999 e 2004.

Eric Clapton vai leiloar coleção de guitarras e amplificadores


Eric Clapton vai leiloar mais de 150 guitarras e amplificadores de sua coleção pessoal em prol da clínica de reabilitação Crossroads Centre, em Antígua, que o músico fundou em 1998. O evento em Nova York acontece no dia 9 de fevereiro e contará também com instrumentos de Jeff Beck, JJ Cale e Joe Bonamassa.
Um dos itens mais valiosos é uma das guitarras que Clapton usou durante os shows de reunião do Cream em 2005. A expectativa é que ela seja vendida por 13 mil libras. Um par de amplificadores dos anos 70, quando Clapton tocava com o Derek And The Dominos, tem seu preço estimado em 5 mil libras.
Clapton já arrecadou dinheiro para a clínica em 1999 e 2004.Stephanie Connell, chefe da divisão de entretenimento da casa de leilões Bonhams, espera que o evento seja um sucesso. "Estamos muito felizes de poder leiloar uma coleção fantástica de guitarras e amplificadores de um ícone da música", disse ao jornal Independent.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

BLACK COUNTRY - postagem sugerida por Wálasse

UM SUPER-GRUPO INSPIRADO: BLACK COUNTRY COMMUNION - "BLACK COUNTRY"
Os "super-grupos" são "coisa" criada no final dos anos 60 (Cream, Blind Faith ou CSN&Y) e que tiveram o seu auge na década seguinte (ELP, BBA ou Bad Company). No entanto, este "fenómeno" foi quase varrido da face da terra aquando do advento Punk e da New Wave e poucos foram os artistas que arriscaram e conseguiram criar alguma coisa útil ou douradora. Na maioria dos casos, e como é sabido o conflito de super-egos é aquilo que normalmente arruína este tipo de super-projectos. Veja-se o caso de bandas mais recentes como os Audioslave ou os Velvet Revolver (ainda à espera de vocalista) que ao fim de dois ou três discos se esgotaram em ideias e energia. Nunca é fácil aguentar os pés no "topo da montanha"!
Mas também há o caso de quem consiga conter o seu ego e arranje maneira de extrair da "experiencia" algum gozo "da coisa". Foi o caso dos "Chickenfoot" formado por ex-membros dos Van Halen (Sammy Haggar, Michael Anthony) coadjuvados por uma pitada de Red Hot Chilli Peppers  (Chad Smith) e dos talentos do mago Joe Satriani. Ou até num patamar ainda mais elevado dos Them Crooked Voltures (Jones, Grohl e Homme). Em ambos os casos, o primeiro disco vendeu razoavelmente, a digressão acolheu boas críticas, mas ninguém sabe quais serão as probabilidades de continuar.
É precisamente o caso dos Black Country Communion, criação do astuto produtor Kevin "The Caveman" Shirley (Rush, Iron Maiden, etc) que um belo dia assistiu a uma "jam" entre o ex-Deep Purple, Glenn Hughes e um dos melhores guitarristas da actualidade: Joe Bonamassa. A química entre os dois músicos era demasiado preciosa para ser desperdiçada. Vai daí, não tardou que Shirley convidasse o baterista Jason Bonham, filho do lendário John dos Led Zeppelin a juntar-se aos "Black Country".
Mais tarde surgiu o nome de Derek Sherenian (ex-Dream Theater) para o lugar de teclista por recomendação de Bonamassa que achava que faltava algo ao "power-trio" inicial. Com uma super- formação destas, o quarteto passou uma boa parte do ano passado a ensaiar e a grava sob a supervisão. Um disco, que quase nem esteve para ver a "luz do dia".
Primeiro foi a designação de "Black Country" (termo de baptismo da zona industrial das "Midlands", Inglaterra, dos quais Bonham e Hughes são naturais) que teve de ser retirada pois já havia uma banda com esse nome e que os ameaçou com um processo litigioso em tribunal. Depois foram os habituais super-egos e os conflitos entre os diversos managers de cada membro a "fazer das suas" com variadíssimos conflitos a emergir entre as sessões de gravação. Um stress que fez com que Shirley escrevesse há alguns meses no seu blog: que o projecto teria muito poucas hipóteses de continuar!
Superadas as questões egoísticas (como quem diz, dinheiro e percentagens de lucro), os Black Country Communion editam agora o seu primeiro disco. E pode-se dizer que valeu a pena o esforço, o sofrimento e o egoísmo. Com um som que é no fundo uma amálgama dos diferentes estilos de cada membro, "Black Country" (o disco) é uma obra bem esgalhada que irá fazer as delícias de todos os apreciadores do género hard-rock!
Oiça-se o tema de abertura, o pesado e rápido "Black Country" (a música) com um Glenn Hughes (do alto dos seus 59 anos), a evidenciar uma excelente forma vocal e Joe Bonamassa a transformar os seus habituais Blues em algo muito mais imediato e pujante!
Segue-lhe o mais melódico "One Last Soul", um tema perfeitamente talhado para as rádios e MTV se estas tivessem coragem de pegar num tema com um grande solo de guitarra. Mas, a honra para a melhor canção do disco é sem dúvida: "The Great Divide". Uma grande Música (com "M" grande) que contêm todos os melhores elementos que um grupo com este calibre consegue entregar: emoção, paixão, melodia e grandiosidade. Sem dúvida: um dos grande "momentos" do Rock neste principio século!
Outro grande momento de inspiração roqueira é "Sista Jane" cantado por Hughes e Bonamassa e que ao vivo deverá ser pretexto para uma longa jam épica à boa moda dos velhos Deep Purple.
Falando nos bons velhos Purple, para os fãs da famigerada "MK IV", da qual Hughes fez parte há também aqui motivos para sorrir. Temas como "Down Again", "Beggarman" e "Stand (at the Burning Tree)" transpiram um pouco a esse aroma "soul n´ funky" dessa curta mas importante fase da história dos Purple. Até o "Hammond" de Derek Sherenian tem algumas reminiscências ao "velho" Jon Lord.
Falando no passado, há também uma surpresa sob a forma de "Medusa" dos Trapeze (o grupo "pré-Purple" de Hughes). Uma revigorante nova versão, com um Bonamassa electrizante no seu trabalho de guitarra. É ele que também assina os vocais uns dos temas mais pesados do disco: "The Revolution in Me". Com um cheirinho a Hendrix e Zeppelin pelo caminho.
A fechar, mais duas composições sublimes: o orquestral "Songs of Yesterday" e o épico "Too Late for the Sun". Esta última com 11 minutos de pura desbunda cósmica/progressiva, com destaque para o trabalho de Sherenian.
Com estes argumentos é impossível escapar a um disco que tem tudo para dar certo. É Rock é Soul, é Funk, é Blues, é Heavy, é épico, é apaixonante, é um disco do caraças! Um "daqueles" que já se pensava que não se faziam! Tudo muito bem doseado e sem excessos. Um novo Clássico do Rock assinado por velhos músicos de Rock Clássico.
Uma saga que deverá conhecer novos capítulos, embora com algum termo de reserva quanto à sua longevidade. Ou não fosse este mais um super-grupo...
http://blitz.aeiou.pt 
Artigo escrito por Bolin1976







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