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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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quinta-feira, 17 de março de 2011

Produtora anuncia show do cantor norte-americano Jack Johnson em Fortaleza.


 
Produtora anuncia show do cantor norte-americano Jack Johnson em Fortaleza. Apresentação do músico havaiano acontece em maio e faz parte de uma turnê brasileira com datas e roteiro ainda não divulgados. Johnson vai trazer para a Capital o espetáculo de sua turnê mais recente, que divulga o quinto álbum do artista, "To the sea" (2010)
Menos de uma semana depois de anunciar o cancelamento do show do cantor britânico Seal, a produtora cearense D&E Entretenimento volta à pauta dos espetáculos internacionais em Fortaleza. A novidade foi o anúncio, na segunda-feira, via microblog Twitter, de uma apresentação do cantor havaiano Jack Johnson.

As informações confirmadas ainda são poucas. O show deve acontecer no dia 27 de maio, no Marina Park Hotel, em uma parceria D&E e Arte Produções. As vendas serão iniciadas no dia 1º de abril, mas não há definição de preços ou locais de venda.

A passagem de Jack Johnson pelo Brasil em 2011 era dada como certa desde o ano passado, quando o cantor deu início a sua turnê mais recente, To the Sea Tour. Primeiro, falou-se em dois shows, para o começo de abril, um em São Paulo e o outro no Rio de Janeiro. Até agora, só foi confirmado outro show, em Brasília, no dia 25 de maio.
http://ht.ly/4gpnx
Jack Johnson despontou no cenário pop no começo da década passada. Surfista, conquistou de cara o público que gosta de pegar ondas, com um versão pop e suave da música folk, num clima zen. O cantor já lançou cinco álbuns de estúdio.

Riscos
A expectativa de público, de acordo com o diretor da D&E, Eberth Santos, é de, pelo menos, 10 mil pessoas. "O Jack Johnson é um artista com um público considerável, já ganhou diversos prêmios e vendeu muitos discos", declarou.

Eberth revelou que a oportunidade de trazer o cantor para Fortaleza veio quando ele divulgou a pretensão de excursionar pela América Latina. "Aí entrou nosso feeling de negócio, sentimos que poderia ser uma boa", acrescentou Eberth. "Trata-se de um negócio de risco, mas só trazemos quando vemos que é possível arcar com os custos e com a logística".

O tema logística, aliás, traz à tona o recente caso do cantor britânico Seal, que teve uma apresentação cancelada, em Fortaleza. O show estava marcado para 26 de março, mas, por "problemas de logística", não acontecerá mais. "Todo mundo disse logo que o motivo era a baixa venda, mas isso não seria motivo para cancelar. Trabalhamos com riscos e iríamos até o fim, mas mudanças da logística do artista no Brasil aumentariam demais os custos e não seria mais viável", explicou.

Eberth garante que mais shows internacionais devem acontecer na cidade daqui pra frente. "Estamos atentos a todas as possibilidades. Estes shows têm sido muito importantes para a autoestima da cidade, que era carente disso. O que vier para o Brasil e couber no mercado da cidade, pode ter certeza de que faremos de tudo para trazer", garantiu. "E tem mais: nossa briga é para ter Fortaleza abrindo as turnês nacionais".

Como exemplo ele citou a cantora Shakira, que desembarcou, na última segunda-feira, no Brasil para apresentações em Porto Alegre, Brasília e São Paulo. Fortaleza chegou a ser cogitada para receber a colombiana, mas os custos totais (incluindo cachê), chegariam a US$ 1,4 milhão. "Fortaleza ainda não comporta um show assim, os ingressos seriam caros demais para o mercado local", avaliou o produtor Eberth Santos.

DELLANO RIOS/FILIPE PALÁCIOEDITOR/ REDATOR

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tributo a Gary Moore, por Felipe Cazaux

Música Executada durante a III Mostra Nordeste de Blues, em Fortaleza-CE. Local: CCBNB Filmado por: Thaís de Sá




terça-feira, 16 de novembro de 2010

CCBN recebe festival - matéria sugerida por WALBER FEITOSA

Nomes do Ceará e de outros Estados do País compõem a programação do Festival, que, desde 2004, já percorreu várias das principais cidades brasileiras, levando o melhor da música instrumental

O evento é considerado um dos mais importantes do Brasil e chega a Fortaleza nesta semana. As apresentações serão gratuitas. Na programação, misturas de palestras com apresentações, os chamados workshows, de nomes como Adriano Campagnani, Joel Mancorvo, Iran Laurindo e Miquéias dos Santos
O mais conceituado festival de contrabaixistas do Brasil, o IB&T Bass Festival de Fortaleza 2010, acontece no Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua Floriano Peixoto, 941, Centro), no período de 17 a 19 de novembro com entrada franca.

Os participantes dos workshows são: Celso Pixinga e Luiz Rosa (São Paulo); Alexandre Cavallo Trio (Rio de Janeiro); Adriano Campagnani (Minas Gerais); Joel Mancorvo, e Frank Negrão e Arturzinho (Bahia); e os cearenses Iran Laurindo, Netinho de Sá, Glauber Azevedo, Adriano Giffoni, Aroldo Araújo e Miquéias dos Santos.

Desde 2004, o Festival é realizado em várias cidades e capitais do País, lançando e abrindo portas à nova geração de músicos e mostrando os grandes nomes dos graves da música brasileira. Em 2008, aconteceu pela primeira vez em Fortaleza, com o nome "Festival Cover Baixo", com a participação de vários músicos cearenses, acompanhando os baixistas selecionados e convidados, numa interação com os vários instrumentistas de renome nacional, envolvendo e levando muita informação para a plateia presente.

Nas edições do evento, foram lançados e projetados para o mercado brasileiro os baixistas cearenses Miquéias dos Santos, também integrante da Marinbanda, Iran Laurindo e Michael David (Pipoquinha), hoje patrocinados por grandes marcas que investem em músicos. O IB&T Bass Festival tem parceria com as Escolas de Música de Fortaleza (CMAN, Guitartrix, Musimania, Tom Maior e Tônica), cujo objetivo é valorizar, formar e unir alunos, professores, músicos e o público em geral (que tem acesso gratuito ao evento).
Dificuldades
A direção do evento cultural e educativo é de seu idealizador, o experiente baixista de São Paulo, Celso Pixinga, reconhecido internacionalmente. A produção local do IB&T Bass Festival é da professora Marta Carvalho, que há muitos anos investe e se dedica na formação musical do povo cearense em atividades nas escolas e no Conservatório Alberto Nepomuceno.

Ela lamenta que não haja apoio oficial do governo para a promoção: "Temos de realizar o festival, independente do apoio municipal ou estadual. É um dos únicos no gênero na formação de instrumentistas aqui no Estado do Ceará. Nesse sentido, agradeço muito ao empenho do André Marinho (coordenador musical) e todos que fazem o CCBNB - Fortaleza. O festival agora vai acontecer lá, onde temos uma excelente estrutura de som e luz e também um teatro que acolhe muito bem ao público que vem prestigiar".

Marta Carvalho relata que, para realizar o evento, as grandes dificuldades da produção começam nas despesas, principalmente também na questão dos cachês dos músicos, as quais giram em torno de 15 mil reais: "Por conta disso, mudamos o nome, de Festival Cover Baixo, que era apoiado por uma revista do gênero, para IB&T Bass Festival, que é o nome da escola em São Paulo, onde o Celso Pixinga dá aulas. Assim, unificando o nome a uma marca, temos o apoio financeiro para a realização do evento", acrescentando que, "todos os músicos também são patrocinados por marcas de instrumentos, as quais permitem pagar pelas participações deles nos workshows".

Workshows
Com relação aos workshows, a professora Marta Carvalho, salienta a importância, notadamente para os alunos interessados em aprenderem a tocar baixo: "O formato das intervenções dos músicos no IB&T Bass Festival é muito importante, pois faz uma interação com o público. É uma espécie de aula-show que envolve, não só os estudantes do instrumento, mas a plateia em geral, também interessada nas informações. Espero que tenhamos a casa cheia em todos os dias".

Marta Carvalho acredita também que o IB&T Bass Festival vai atrair muita gente, por conta do trabalho de comunicação feito em torno do evento. "A divulgação está sendo muito bem realizada, pois o CCBNB distribuiu 25 mil agendas, também temos muitos cartazes e a mídia em geral está divulgando. Como educadora musical, gostaria de convidar todos que se interessem pelo tema e em particular os baixistas, para que compareçam, pois é uma atividade muito instrutiva. Não precisa fazer inscrição e basta chegar um pouco mais cedo do horário do início dos worshows, para conseguir os ingressos e garantir a entrada grátis", afirmou ela.

Programação
Os instrumentistas farão workshows no IB&T Bass Festival, de 17 a 19 de novembro, sempre de 15h30 às 19h30. No primeiro dia do Festival (17, quarta-feira) é a vez dos baixistas Iran Laurindo (CE), Luiz Rosa (SP), Joel Mancorvo (BA) e Netinho de Sá (CE); no segundo dia (18, quinta-feira), sobem no palco Alexandre Cavallo Trio (RJ), Celso Pixinga (SP), Frank Negrão e Arturzinho (BA) e Glauber Azevedo (CE); e no terceiro dia (19, sexta-feira), encerram o evento: Adriano Campagnani (MG), Adriano Giffoni (CE), Aroldo Araújo (CE) e Miquéias dos Santos (CE).

MAIS INFORMAÇÕES
IB&T Bass Festival 2010 - No CCBN (Rua Floriano Peixoto, 941, Centro), entre os dias 17 e 19 de novembro. Entrada franca.

NELSON AUGUSTOREPÓRTER
VALEU GRANDE WALBER.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ANGRA EM FORTALEZA


Angra toca em Fortaleza/CE na turnê do seu ótimo novo disco Aqua. O show será uma parceria do Incartaz com a Blackout Discos (Recife), pareceria que já trouxe ao Nordeste o Overkill dentre outras bandas.

Vendas via net no site do Incartaz.

Haverá uma promoção: Para comprar o ingresso e ganhar o CD Aqua, é preciso paagr apenas R$ 35,00 (Promoção limitada).

Serviço: Angra em Fortaleza
Data: 21 de Novembro de 2010
Local: Barraca garota de ipanema
Hora: 18hs
Ingresso: R$ 30,00 (primeiro lote)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Marky Ramone: entrevista exclusiva para o GDM

GDM entrevista - Marky Ramone


Sim caros leitores do GDM, parece impossível(também pensamos que seria impossível), mas conseguimos uma entrevista exclusiva com o lendário baterista dos Ramones, Marky Ramone. A entrevista foi realizada ontem(02/11/10) via e-mail(sim, somos pobres, por isso não tinhamos dinheiro para falar com ele pelo tel) e foi apenas 3 questões(Marky não estava com muito tempo para entrevistas).Chega de conversa e vamos a entrevista:
GDM: Marky, o que nós podemos esperar de seus shows no Brasil?

Marky: A turnê começa amanhã(03/11) em São Paulo, eu estou muito feliz com a minha banda e estamos ansiosos para dar ao Brasil shows completos de Punk Rock com o melhor de Ramones, Misfits e várias surpresas.

GDM: Qual a sensação de tocar novamente no Brasil?

Marky: Eu amo o Brasil... Eu toquei aqui muitas vezes com os Ramones e com as minhas outras bandas. É sempre uma grande multidão de fãs. Eu recebo um monte de e-mails do Brasil, tento ler e responder a maioria deles.

GDM: Para finalizar, quais são os seus planos para o futuro?

Marky: Eu quero continuar tocando, viajar pelo mundo, conhecer e reencontrar amigos, e o mais importante, manter o espírito dos Ramones vivo. Assim, pessoas que nunca nos ouviram porque eram jovens demais, poderam conhecer a banda. Além da música eu estou envolvido em outros tipos de projetos criativos como design de roupas e eu tenho o meu próprio molho de macarrão... e talvez quem sabe... um programa de TV no futuro.

Marky Ramone vem ao Brasil com o seu mais novo projeto,a banda Marky Ramone's Blitzkrieg, cuja conta com o ex-vocalista do Misfits, Michale Graves, além de Alex Kane na guitarra e a baixista Clare B. A banda realizará 6 shows no Brasil e passará pelos estados de São Paulo, Brasília, Goiás, Ceará e Rio Grande do Norte.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Aumenta que é blues´n´roll!

Oi Blues by Night ganha mais uma edição em Fortaleza e traz de volta o guitarrista carioca Celso Blues Boy, um dos disseminadores do blues-rock no Brasil. O show acontece hoje no Acervo Imaginário
 
Eram os anos 70, e a guitarra elétrica começava a fazer a cabeça dos jovens brasileiros. Com 17 anos, Celso Ricardo já estudava o instrumento há três, com o pai. Foi nessa época que ele decidiu que o rock e o blues que havia conhecido pelo tio iam se tornar sua profissão. “Com 17 anos, eu comecei a ganhar dinheiro com música. Tocava com Sá & Guarabira. Depois toquei com um monte de gente, Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas...”, lembra, em entrevista por telefone.

Celso Blues Boy, nome que afanou do ídolo e hoje amigo B.B. King e adotou artisticamente, estava na estrada, indo de Recife para João Pessoa, primeiras cidades a receber a turnê no Oi Blues by Night. O sinal de celular era inconstante, mas, entre uma queda de ligação e outra, ele lembrou um pouco a sua trajetória. “Eu gravava muito disco como guitarrista pras pessoas. E tinha minhas bandas. Quando começou o rock no Brasil, a Warner me contratou, e a gente estourou o disco”.

Som na Guitarra (1984) veio de uma fita-demo que deixou em uma rádio do Rio de Janeiro, a extinta Fluminense FM. O cenário roqueiro do Rio de Janeiro se construía com os shows no Circo Voador, na Lapa, no Centro, e no Morro da Urca, cenário das famosas Noites Cariocas de Nelson Motta. “Eu toquei na Legião Estrangeira e na Aero Blues, que eram bandas respeitadas”.

Em carreira solo, Celso Blues Boy participou do emblemático filme Bete Balanço, com faixa-tema de Cazuza e Barão Vermelho e se tornou nome tão badalado que emplacou o disco de estreia. Dele, Aumenta que isso aí é rock n’ roll e Blues Motel viraram hits. O guitarrista nunca parou de lançar discos. São cinco no total, e o mais recente saiu em 2008, Celso Blues Boy Ao Vivo – Quem foi que falou que acabou o rock n’ roll, gravado no Circo Voador. É com esse disco que ele volta a Fortaleza: “Toquei no Dragão na última vez, tem uns seis anos. Lembro que recebi muito carinho”, conta. “Rock, blues, rhythm & blues, balada. Vamos mostrar algumas músicas do DVD e sucessos antigos”, adianta.

O guitarrista vem acompanhado da pernambucana Up Town Band. “É a terceira vez que a gente trabalha junto com ele, que é o único que conseguiu criar uma linguagem brasileira pro blues. Ele era o único cara do Brasil que BB King escutava e via que não era uma mera cópia”, comenta Giovani Papaleo, baterista da banda e produtor do Oi Blues by Night.

Ele avisa: “A gente quer interagir com os músicos da cidade e, quando terminar o show, se tiver músicos de blues que queiram tocar, a gente recebe no palco para uma jam”. Perguntei a Celso se ele acompanhava o cenário atual e, claro, se o rock n’ roll acabou. “Melhor nem perguntar. Eu moro numa chacarazinha, não acompanho nada. Só o ritmo da natureza”.

E-MAIS

> Hoje, às 17 horas, Celso Blues Boy protagoniza o Workshop Oi Blues by Night, na Saraiva MegaStore do Shopping Iguatemi. O guitarra conta sobre sua carreira e passa um pouco de seu conhecimento para o público. O acesso é grátis, e o evento ainda conta com sorteios de brindes (chaveiros e minigaitas do projeto) e convites para o show de hoje à noite.

SERVIÇO
Oi Blues by Night - Show com Celso Blues Boy e Up Town Band. Hoje, 22, às 22h30min, no Acervo Imaginário (rua José Avelino, 226 –Praia de Iracema). Ingressos: R$20. Outras informações: 3241 1986.
Alinne Rodrigues
alinnerodrigues@opovo.com.br

Ceará na rota internacional

Via: O Povo online
Há algo em torno de 20 anos, falar em show internacional em Fortaleza era motivo de piada. Ou tratava-se de um boato, ou o artista em questão era alguém que já estava bem longe dos seus tempos áureos. Corta e adianta até o dia 22 de outubro de 2010. Uma semana após um super show do Black Eyed Peas como uma das principais atrações do Ceará Music. Certamente, a presença do quarteto americano em terras alencarinas é sinal de novos tempos.

E, apenas uma semana após o grupo liderado por Will.I.Am., os irlandeses dos Cranberries aportam no Siará Hall. Eles farão um único show amanhã (23), como parte de turnê internacional que marca o retorno após sete anos em que o quarteto esteve afastado. O último disco de Mike Hogan (baixo), Noel Hogan (guitarra), Fergal Lawler (bateria) e Dolores Mary O’Riordan (voz) foi Wake up and smell the coffe, de 2001. Dois anos depois, eles decidiram dar um tempo na banda para cuidarem de projetos pessoais. Sempre recebidos de forma bastante calorosa pelo público, esta será a segunda vez que eles tocam no Brasil após o retorno das atividades do grupo, e a primeira vez em Fortaleza durante os seus pouco mais de 20 anos de carreira.

Em pouco mais de um ano, outras atrações internacionais como Alanis Morissette, Air Supply, A-Ha, Charles Aznavour, Alpha Blondy, Dionne Warwick, The Stylistics e o lendário Chuck Berry, foram alguns dos nomes que já passaram por Fortaleza. Isso sem contar com a presença frequente do grande Billy Paul ou dos nomes do jazz e do blues que já se apresentaram em shows e festivais por aqui. Sejam estrelas do jazz ou do rock, não é só o público que tem se mostrado animado com esse circuito. “É um reflexo do Brasil inteiro e nós estamos absorvendo isso devagarinho. Fortaleza começou a entrar na roda desses eventos”, atesta João Carlos Parente, da D&E Entretenimento. Ele lembra que na primeira vez que trouxe os noruegueses do A-Ha a Fortaleza, no início da década de 90, havia um clima de incredulidade e chegaram a pensar que não passava de um playback.

João Carlos não tem dúvidas que a cidade tem estrutura suficiente para entrar no roteiro das grandes atrações internacionais. “O que se viu no BEP foi o melhor. Eles ficaram impressionados com o que conseguimos fazer. Hoje nós estamos excelentes em produção”. Ainda assim ele aponta que ainda é difícil encontrar espaço nas agendas. “Esses artistas vem com datas disponíveis para fazer América Latina, não só o Brasil. Então, pra conseguir esticar uma turnê dessas pra cá é difícil”.

Para o diretor de produção da Freelancer, Washington Espanhol, esse é um caminho sem volta. “Ta na hora de entender que o Nordeste também é forte. Eu acredito que agora pelo menos uma cidade do Nordeste vai ser incluída nas grandes turnês”. No entanto ele assume que ainda é difícil conseguir patrocínio e cita como exemplo que o show do BEP em Recife levantou R$ 700 mil em patrocínio. “Nós ainda estamos sofrendo um pouco com isso”. Washigton concorda que tecnicamente o Brasil e o Ceará estão preparados para realizar estes eventos e lembra que o show do Iron Maiden, realizado no ano passado em Recife usando equipamento nacional de som e luz. “Não é preconceito. Esse circuito demorou pra chegar aqui porque o roteiro era esse mesmo. O Chile e a Argentina recebem shows internacionais há muito mais tempo que nós”. E alerta que é preciso saber escolher as atrações que se adéquam a cada local. “Chuck Berry não deu certo de público em Fortaleza, mas em Porto Alegre lotou. É uma coisa cultural”.

Rafael Moura, gerente de produção da Empire Records, já aponta Fortaleza como o ponto do Nordeste para shows internacionais. Com o trabalho mais voltado para o rock, ele que já foi responsável pela vinda de Motorhead (Inglaterra), Halloween (Alemanha), Bad Religion e NOFX (EUA), e lembra que nunca passou vexame com a venda de ingressos. “São bandas sempre com um público garantido e sempre vem muita gente de outras cidades”.

Um tema sempre polêmico em relação aos shows, principalmente internacionais, é o preço dos ingressos. Perguntado se Fortaleza poderia receber outras grandes produções como Paul McCartney ou Madonna, João Carlos tem dúvidas sobre se o público estaria disposto a pagar um ingresso tão caro para ver esses ídolos. “Cidades grandes já conseguem trabalhar com tickets altos”. Rafael concorda e diz que fica receoso quando vê que precisa aumentar o valor do ingresso, mas até isso pode mudar. “Shows grandes vão abrindo portas e o público vai vendo que aqui tem shows maiores. As pessoas vão vendo que vale a pena pagar pelo espetáculo”. E, importante, todos os entrevistados confirmaram que têm novidades reservadas para 2011. Agora é só esperar.

SERVIÇO
THE CRANBERRIES - Show com a banda irlandesa neste sábado (23), às 22h30, no Siará Hall (Av. Washington Soares, 3199 – bairro Edson Queiroz)

Ingressos: Pista: R$ 120 (inteira); Pista premium (4º lote): R$ 260 (inteira); Camarote 1º piso: R$ 220; Camarote 2º piso: R$ 180. Estudantes pagam meia entrada. À venda no Siará Hall, por telefone (4003 5588) e pelo site www.ticketsforfun.com.br. Pagamentos em dinheiro ou cartão (com exceção do Hipercard) Outras

informações: 3278.8400

Set list do show do Cranberries
>Analyse
>How
>Animal instinct
>Dreaming my dreams
>Linger
>Ode to my family
>Wanted
>Just my imagination
>Desperate Andy
>When you’re gone
>Daffodil lament
>I Can’t be with you
>Waltzing back
>Electric Blue
>Free
>Salvation
>Ridiculous Thoughts
>Zombie

Bis
>Shattered
>Astral projection
>Promises
>Dreams

E-MAIS

Próximos shows internacionais
>ABBA Show – 20/11 no Mucuripe Club

>Marky Ramone – 6/11 no festival Ponto.CE (Centro Dragão do Mar)

>Pennywise – 2/12 na Barraca Biruta 

Marcos Sampaio
marcossamapaio@opovo.com.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Festival Ponto.CE leva Marky Ramone ao Nordeste


O veterano baterista Marky Bell - também conhecido como Marky Ramone - volta ao Brasil no início do próximo mês para se apresentar na nova edição do Festival Ponto.CE, em Fortaleza. O evento será realizado entre os dias 03 e 06 de novembro com palestras e shows, sendo que o ex-baterista dos Ramones toca no encerramento do festival.

Este ano o Festival Ponto.CE chega a sua 5ª edição e terá atividades em dois locais, no Centro Cultural Bando do Nordeste e no Anfiteatro do Dragão do Mar. Além dos shows, o festival também terá workshops, oficinas, exibição de fotos e vídeos dos anos anteriores e palestras. Os eventos que serão realizados no CCBNB têm entrada gratuíta, já as atividades no antifeatro Dragão do Mar são cobradas.

Além de Marky Ramone e sua banda Blitzkrieg, se apresentarão no festival Thrunda, Verona, My Fair Lady, Inflame, Clamus, Dago Red, Garage Fuzz e outras bandas. Confira abaixo a programação completa:

Centro Cultural Banco do Nordeste
03 de novembro
Palestras Ponto.CE
Miguel Cordeiro (CE)
Concreto E Asfalto (CE)
Thrunda (CE)

04 de novembro
Palestras Ponto.CE
Verona (CE)
Tubo Na Batera (CE)
Black Drawing Chalks (GO)

05 de novembro
Palestras Ponto.CE
Facada (CE)
My Fair Lady (CE)
Merda (ES)

06 de novembro
Palestras Ponto.CE
Dago Red (CE)
Inflame (CE)
Clamus (CE)

Anfiteatro Dragão do Mar
05 de novembro
Ivan Timbó (CE)
Baque Lirico (CE)
Festival Noia (CE)
Arsenic (CE)
Hevo 84 (SP)
Bumbaclat (CE)
Humana (Chile)

06 de novembro
Lobo do Asfalto (CE)
Full Time Rockers (CE)
Piron Heron (CE)
Garage Fuzz (SP)
Selvagens à Procura de Lei (CE)
Capones (CE)
Marky Ramone’s Blitzkrieg (EUA)

De 03 a 06/11/2010 - Fortaleza/CE
Centro Cultural Banco do Nordeste / Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Horários: 14h00 (CCBNB) e 18h00 (Dragão do Mar)
Ingressos: R$ 40,00 (1º lote), R$ 50,00 (2º lote)
Pontos de Venda: Chilli Beans (Iguatemi), Bronx (Galeria Pedro Jorge), Bilheteria do Dragão do Mar e www.bilheteriavirtual.com.br
Informações: www.pontoce.com.br

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

The Cranberries comemoram 20 anos em show simples, direto e cheio de hits em SP


Com quase duas horas de duração, Dolores O’Riordan e sua trupe fizeram show na capital Paulista, na noite desta quinta-feira (14), e colocaram a platéia lotada do Credicard Hall para dançar e cantar. De forma simples e direta, a turnê que comemora os 20 anos da banda mostra todo o repertório de hits dos irlandeses.
Sucesso nos anos 90, The Cranberries mostraram que ainda têm bastante fôlego e carisma para encantar o público. A vocalista Dolores é um show à parte: conversa com a platéia – muitas vezes em português -, faz dancinhas engraçadas, se veste como se fosse a uma balada (depois troca de roupa e põe um quase vestido de gala), pega os presentes que os fãs levam até a grade de proteção, faz solos de guitarra e, claro, canta lindamente como 20 anos atrás!
Apesar de alguns escorregões como o deslize do baterista, Fergal Lawler, no início de “Free”, ou o tropeço de Dolores com a guitarra em “Daffodil”, os fãs não se importam e continuam dançando e cantando. E para levar a galera ainda mais ao delírio, Dolores ainda joga purpurina azul sobre o palco em “Electric Blue” e, coloca um cocar (?) para cantar “Salvation” e saúda a platéia com uma bandeira do Brasil.
Depois do final apoteótico com “Zombie”, a banda faz uma pausa para o bis e é ovacionada, voltando depois de alguns minutos para tocar mais quatro músicas. O show termina com “Dreams” e Dolores agradece num “Obrigado”, bastante carregado de sotaque, e emenda em inglês: “ Vejo vocês no ano que vem”. Será?
A tour brasileira do Cranberries ainda segue por mais três cidades: Florianópolis (16/10), Brasília (19/10) e Recife (22/10).
Confira o set list do show:
Analyse
How
Animal Instinct
Dreaming my Dreams
Linger
Ode to my Family
Wanted
Just my Imagination
Desperate Andy
When You’re Gone
Daffodil Lament
Can’t be With You
Waltzing Back
Electric Blue
Free
Salvation
Ridiculous Thoughts
Zombie
***
Shattered
Astral
Promises
Dreams
por Taiz Dering
http://mtv.uol.com.br/noticias/cranberries 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O mercado é do blues - matéria do Diário do nordeste em 05/10/2010

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=862074
Anfitrião da noite, o guitarrista Artur Menezes recebeu diversos convidados no palco, caso do gaitista Diogo Farias (ao fundo): show marcou retorno do projeto Casa do Blues
FOTO: VIVIANE PINHEIRO

Artur Menezes comandou a primeira edição da Casa do Blues, depois de quase um ano, dando sinais da existência de um público fiel ao gênero, que demanda mais espaços em Fortaleza

Depois de um longo e tenebroso inverno, os aquecedores da Casa do Blues voltaram a esquentar na noite de sábado. E muito! A atração era Artur Menezes, que reuniu um grande número de fãs, lotando o Mercado Joaquim Távora, depois de quase um ano desde a última edição em dezembro de 2009. "Essa foi a edição que teve mais gente", disse Leonardo Vasconcelos, tecladista da Blues Label e presidente da Casa do Blues, que subiu ao palco várias vezes.

E parecia mesmo, porque nem as mesas e cadeiras, colocadas ali pelos permissionários do mercado, foram suficientes para dar conta do público, que a todo instante chegava em maior número. A certa altura, os mais educados decidiram sentar no chão bem próximo ao palco, enquanto outros "nem aí" pra quem estava nas mesas, ficavam em pé mesmo. Lá pelas tantas, já não tinha mais essa de sentar. O público, em pé, se aglomerou na frente do palco e, cantando junto, animou os músicos.

O clima era de muita expectativa. Para compensar a meia hora de atraso (por causa de uns ajustes no som), o show seguiu ininterrupto. O sobe e desce de convidados deu o tom dinâmico da apresentação, com direito até à surpresa da noite. Artur desceu do palco e entregou a guitarra, em mãos, para o violonista Cainã Cavalcante, que estava na primeira fila e não recusou o convite. A "palhinha" foi pequena, mas o suficiente para causar uma forte reação no público, contagiado. Fora ele, o guitarrista Felipe Cazaux, destaque da cena blueseira cearense, deu show.

Outros que também participaram da apresentação foram o gaitista Diogo Farias, da De Blues em Quando; o guitarrista Roberto Lessa, da Blues Label; Victor Fontenele, que toca nas bandas Zeppelin-Blues, Sabbatage e Hard-Volts; Cláudio, da Puro Malte; e Marcelo Pinheiro, da Renegados. Na formação principal, Artur foi acompanhado por Lucas Ribeiro (baixo) e P.H. Barcellos (bateria).

Repertório

Com o blues na proposta, o show também deu espaço pro rock. No finalzinho, Artur anunciou uma homenagem às eleições, para um voto consciente no dia seguinte: "Revolution", dos Beatles. Além das composições de sua autoria, do disco "Early to Marry", o show teve direito a uma versão de "The way you make me feel", de Michael Jackson. Felipe Cazaux, em outro momento, pedia a participação do público: "Tá muito fraco. O que é que vocês querem ouvir? Jimmy Hendrix tá mais alto desse lado, hein?".

Para o público, durante o show, Leonardo deu boas notícias. O Casa do Blues agora se transfere para a Zug Choperia,sempre às quintas, às 21 horas. Mas a informação não ressoava em definitivo. Além de pedir apoio para a continuação do Casa do Blues, falou no desejo de que termine o impasse com a Prefeitura, que patrocinou o projeto em 2009.

Além da satisfação dos permissionários do mercado, que abriram as portas especialmente para a volta do projeto, também rolou empolgação por parte do público. Artur pediu aplausos para a performance da dançarina Sílvia Moura, que se arrastava pelo chão, na frente do palco, e arrancava ora risinhos ora as palmas da plateia. Fortaleza gosta e muito do blues. Fortaleza quer cultura na praça.

SÍRIA MAPURUNGAREPÓRTER

sábado, 2 de outubro de 2010

A VOLTA DA CASA DO BLUES

Artur Menezes toca amanhã, na edição especial do Casa do Blues na Praça do Mercado Joaquim Távora: clássicos blueseiros e "Revolution", de John Lennon, em "homenagem às eleições"

Voltando pra casa - CADERNO 3 - Diário do Nordeste 01/10/10

Paralisado desde o final do ano passado, o projeto Casa do Blues retorna amanhã à praça do Mercado Joaquim Távora, com show do cantor, guitarrista e compositor cearense Artur Menezes. A apresentação marca a tentativa de retomada do projeto, que ao longo de 2009 movimentou o espaço aos sábados, contribuindo para ampliar o público do blues

Enquanto Fortaleza ainda se ressente de uma maior utilização de seus espaços públicos para atividades culturais, algumas iniciativas tentam modificar essa realidade, unindo artistas e públicos para compartilhar cenários da cidade. Um exemplo é o projeto Casa do Blues, que ao longo de 2009 promoveu, com regularidade, shows aos sábados, na praça do Mercado Joaquim Távora, na Av. Pontes Vieira, próximo ao Parque Rio Branco.

Iniciadas às 18h, as apresentações ofereciam a chance de conferir, sem pagamento de ingressos, shows de bandas cearenses, eventualmente com a presença de convidados de outros estados, procurando ampliar o público para o blues. Além de uma boa opção para o início de noite dos sábados, o projeto também rendeu frutos para moradores do bairro e permissionários do mercado, que passaram a abrir seus boxes durante os shows e a montar uma estrutura para receber os amantes do blues. Mas a sequência de apresentações foi paralisada em dezembro último, devido a um impasse entre os músicos e a Prefeitura de Fortaleza, que apoiou financeiramente o projeto no ano passado.

Enquanto a espera continua, os músicos reunidos no Casa do Blues agendaram para amanhã uma apresentação especial no local, na tentativa de contribuir para a retomada do projeto. Atualmente radicado em São Paulo, o cantor, compositor e guitarrista Artur Menezes capitaneia a noite, prometendo reunir os integrantes das bandas Blues Label, De Blues em Quando e Puro Malte. Músicos como Roberto Lessa (guitarra), Leonardo Vasconcelos (teclados), Felipe Cazaux (guitarra) e Diogo Farias (gaita).

Artur, que contará com a companhia de Lucas Ribeiro no baixo e P.H. Barcellos na bateria, vem realizando uma temporada que inclui uma apresentação hoje, na Órbita, no entorno do Centro Dragão do Mar. Mas o show de amanhã, destaca, tem significado especial. "Vamos fazer essa edição especial da Casa do Blues, na cara e na coragem", define. "Talvez até haja prejuízo, se não conseguirmos os apoios que estamos procurando, mas não importa. Queremos ver se com essa apresentação damos uma reanimada na cena de blues e se isso de alguma maneira ´cutuca´ a Prefeitura, ou chama a atenção de possíveis patrocinadores, para a volta do projeto", acrescenta.

Blues antes das eleições
Em clima de apresentação coletiva, o show será marcado pela interação entre os músicos. "Vai ser um grande encontro entre amigos, com os músicos de cada banda tocando em outras formações", antecipa Artur, que além de mostrar suas próprias composições, dando continuidade à divulgação do disco "Early to Marry", mostrará releituras de clássicos do blues, como um arranjo country para a tradicional "Crossroads", de Robert Johnson. E versões de músicas de outros gêneros, transpostas para uma roupagem blueseira. "Vamos tocar ´The way you make me feel´, do Michael Jackson, e ´Revolution´, dos Beatles, em homenagem às eleições", avisa. O blues defende seu espaço.

RECURSOS
Caminhos do projeto
INICIADO EM 2008, com shows em outros espaços, o projeto Casa do Blues chegou ao Mercado Joaquim Távora no ano passado, obtendo recursos da Prefeitura de Fortaleza. Conforme declarou ao Caderno 3 Leonardo Vasconcelos, tecladista da banda Blues Label e presidente da Casa do Blues, o apoio prometido somaria R$ 154.500,00. "Foram repassados R$ 100 mil, mas não o restante. Então resolvemos não dar entrada no novo projeto de solicitação de apoio, enquanto esse valor não for pago", afirmou Vasconcelos, em julho deste ano. Em resposta, a Secretaria de Cultura da Prefeitura (Secultor) respondeu que o apoio acertado pelo Município ao projeto teria sido de R$ 100 mil, pagos integralmente. A secretaria informou dispor de R$ 80 mil para patrocinar a iniciativa em 2010, mas afirmou não ter recebido, até então, nenhuma solicitação dos produtores. Agora, a assessoria de comunicação da Secultfor informa que houve um novo pedido de apoio ao projeto, através de emenda parlamentar, e que o pedido ainda está sendo avaliado pela comissão institucional do gabinete da prefeita. Os recursos devem ser liberados ainda este ano, mas não há data específica definida.

MAIS INFORMAÇÕES:
CASA DO BLUES. Shows com Artur Menezes e músicos do projeto. Amanhã, às 18h, na praça do Mercado Joaquim Távora (Av. Pontes Vieira, perto do Parque Rio Branco).


DALWTON MOURAEDITOR DO CADERNO 3
NO MÊS de JULHO, o Caderno3 abordou a paralisação do projeto: impasse entre músicos e Prefeitura

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