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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eric Clapton: novas datas para início de venda de ingressos


Foram divulgadas novas datas para vendas de ingressos para as três apresentações de Eric Clapton no Brasil. Segundo a XYZLIVE, em sua página no Facebook, serão as seguintes:
Rio de Janeiro - 16 de julho
São Paulo - 19 de julho
Porto Alegre - 29 de julho
Depois de tantos desencontros e alterações, esperamos que essas novas datas sejam definitivas.
Welcome to Brasil, Mr Eric Clapton!!!
Press-release: Eric Clapton Brazilian FanClub
http://whiplash.net/materias 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eric Clapton confirma três shows no Brasil

Conforme noticiado antes, Eric Clapton volta ao Brasil em outubro, para três apresentações. Clapton toca no dia 6, em Porto Alegre, no Estacionamento da Fiergs; dia 9, no Rio de Janeiro, na HSBC Arena; e dia 12, em São Paulo, no Estádio do Morumbi. O guitarrista segue depois para Buenos Aires (dia 14) e Santiago (16).
Os preços dos ingressos e os esquemas de venda não foram anunciados, mas os bilhetes serão vendidos a partir de 26 de maio (para o show do Rio); 15 de junho (para Porto Alegre); e 23 de junho (São Paulo). A comercialização será feita através do site www.livepass.com.br. Mais detalhes serão anunciados em breve.
Eric Clapton esteve duas vezes no Brasil, em 1990 e 2001. “Clapton”, o novo disco do guitarrista, que nos últimos anos têm lançado trabalhos com velhos parceiros como BB King, Steve Winwood e JJ Cale, representou uma volta às raízes. A banda que vem ao Brasil deve contar com Willie Weeks (baixo), Steve Gadd (bateria), Chris Stanton (teclados), e Michelle John e Sharon White (backing vocals).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eric Clapton vai fazer turnê brasileira em outubro

Eric Clapton vai fazer turnê brasileira em outubro Imagem: Divulgação
Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, Eric Clapton fará uma turnê pelo Brasil em outubro. O músico, que não vem ao país desde 2001, vai divulgar o seu disco Clapton, lançado em 2010.

O cantor e guitarrista britânico se apresentará no dia 6 em Porto Alegre, no espaço da Fiergs, no dia 9 de outubro no Rio de Janeiro, no HSBC Arena, e no dia 12 de outubro em São Paulo, no estádio do Morumbi. Informações sobre valores de ingressos ainda não foram divulgadas.
fonte: BILLBOARD 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

UOL: Pearl Jam, Eric Clapton e Aerosmith vêm ao Brasil no final do ano, diz jornal argentino

  • Eddie Vedder faz show com o Pearl Jam no Festival Hard Rock Calling, no Hyde Park de Londres, Inglaterra (25/06/2010) Eddie Vedder faz show com o Pearl Jam no Festival Hard Rock Calling, no Hyde Park de Londres, Inglaterra (25/06/2010)
O segundo semestre vai receber, no Brasil, Pearl Jam, Eric Clapton e Aerosmith. É o que afirma o diretor da produtora de shows Time For Fun (T4F) na Argentina, Fernando Moya, ao jornal argentino "El Cronista".
 
O primeiro a desembarcar no Brasil será o Pearl Jam em setembro, segundo a entrevista. Não se sabe se a banda de Eddie Vedder virá com show solo ou como atração de algum festival --no mesmo mês haverá a edição brasileira do Rock In Rio 2011.
 
No mês seguinte, em outubro, é a vez de Eric Clapton chegar ao país, após dez anos desde sua última apresentação em território brasileiro. O Aerosmith, que esteve por aqui em 2010, voltará em novembro.
 
De acordo com a entrevista de Moya ao jornal, a filial brasileira da T4F já teria pago, em 2010, cerca de 900 mil dólares referentes aos três shows, que virão em turnê pela América do Sul, passando por Brasil, Chile e Argentina. 
 
Nos sites oficiais dos artistas não há informações sobre a turnê. A assessoria de imprensa da Time For Fun no Brasil também não confirma os shows.

Pearl Jam, Eric Clapton e Aerosmith devem tocar no Brasil em setembro

Diretor de produtora brasileira que tem filial na Argentina confirmou os shows em uma entrevista
Em entrevista ao portal argentino El Cronista, o diretor da produtora de shows Time For Fun (T4F) na Argentina confirmou que a banda americana Pearl Jam fará shows no Chile, na Argentina e no Brasil em setembro. Fernando Moya, que dirige a filial argentina da empresa responsável pela recente turnê do U2 na América Latina, a T4F, divulgou ainda que, além de Pearl Jam, o cantor e guitarrista inglês Eric Clapton e a banda americana Aerosmith farão shows no Brasil no mesmo mês. Moya não precisou se serão apresentações individuais ou parte de algum festival, como o Rock in Rio.
Considerado um dos pilares do movimento grunge, que renovou o rock americano no fim dos anos 1980 e começo dos anos 1990, o Pearl Jam, liderado pelo vocalista Eddie Vedder, esteve no Brasil pela última vez em 2005. Eric Clapton, cultuado como um dos maiores guitarristas de todos os tempos, fez show no país em 2001. O Aerosmith, por sua vez, não deixou tempo para que os fãs sentissem saudades. A banda realizou uma turnê latina, incluindo show no Brasil, em 2010.
fonte: Veja

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Guitarra de Eric Clapton pode atingir R$ 50 mil em leilão


ericclapton2Um leilão de guitarras promovido por Eric Clapton, em Nova York, em março, têm preços estimados entre US$ 300 e US$ 30 mil, o equivalente a, respectivamente, R$ 506 e R$ 50,6 mil. Ao todo, Clapton vai leiloar mais de 70 guitarras de sua coleção pessoal, para arrecadar fundos para o centro de reabilitação de drogas e álcool de sua propriedade, em Antígua. O leilão terá ainda instrumentos doados por Jeff Beck, J.J. Cale e Joe Bonamassa.
Entre os destaques do leilão estão o modelo usado por Clapton em apresentações em 2005, outra com a qual tocou nos shows de reunião do Cream, em Londres e Nova York, e uma Fender Stratocaster preta feita sob encomenda, conhecida como “Eric Clapton Signature”, cujo valor do lance vencedor pode chegar a US$ 30 mil (R$ 50,6 mil). O leilão será realizado com a empresa Wallace & Hodgson, que trabalhou nos dois leilões anteriores de guitarras Clapton, em 1999 e 2004.

Eric Clapton vai leiloar coleção de guitarras e amplificadores


Eric Clapton vai leiloar mais de 150 guitarras e amplificadores de sua coleção pessoal em prol da clínica de reabilitação Crossroads Centre, em Antígua, que o músico fundou em 1998. O evento em Nova York acontece no dia 9 de fevereiro e contará também com instrumentos de Jeff Beck, JJ Cale e Joe Bonamassa.
Um dos itens mais valiosos é uma das guitarras que Clapton usou durante os shows de reunião do Cream em 2005. A expectativa é que ela seja vendida por 13 mil libras. Um par de amplificadores dos anos 70, quando Clapton tocava com o Derek And The Dominos, tem seu preço estimado em 5 mil libras.
Clapton já arrecadou dinheiro para a clínica em 1999 e 2004.Stephanie Connell, chefe da divisão de entretenimento da casa de leilões Bonhams, espera que o evento seja um sucesso. "Estamos muito felizes de poder leiloar uma coleção fantástica de guitarras e amplificadores de um ícone da música", disse ao jornal Independent.

domingo, 28 de novembro de 2010

Jeff Beck em São Paulo: resenha e fotos no Coredump

domingo, 28 de novembro de 2010

Jeff Beck em São Paulo - Via Funchal - 25/11/2010 - Eu estava lá !


Esta semana está demais. Primeiro foram 2 shows de Paul McCartney e agora é a vez de um dos maiores guitarristas de todos os tempos se apresentar na cidade de São Paulo. Ao contrário do que foi anunciado esta não é a primeira vez que Jeff Beck toca no Brasil. Ele já havia feito shows por aqui em 1988 no extinto Free Jazz Festival.

Acompanhado de uma ótima banda formada por Jason Rebello (Teclados), Narada Michael Walden (Bateria) e Rhonda Smith (Baixo e Vocais) o guitarrista veio ao País desta vez como parte da divulgação de seu mais novo CD "Emotion and Commotion"  lançado este ano.


O show começou com a música "Plan B" seguida de "Stratus", cover de Billy Cobham. Depois foi a vez de "Led Boots" que possui uma levada à la Satriani. Na sequência duas faixas do disco novo. A sutil "Corpus Christi Carol" e "Hammerhead" cujo ritmo impregina na mente, pricipalmente as linhas do baixo, tocado de forma magnifíca por Rhonda Smith. 

A próxima  é a linda "Mna Na Eireann" (pronuncia-se "Women of Ireland") que deixa todo mundo com os olhos vidrados no guitarrista. O palco nessa hora ficou com um jogo de luzes muito lindo. Depois é a vez de Rhonda Smith brilhar novamente com seu solo de baixo com uma levada funk e varios "slaps". 


Um dos melhores momentos do show foi quando Jeff Beck tocou  "People Get Ready", cover de Curtis Mayfield, que nos anos 80 ficou famosa num dueto dele com Rod Stewart. Seguem-se a jazzistica "You Never Know" e um dos clássicássos do Blues, "Rollin' & Tumblin" do mestre Muddy Waters e que foi cantada com muito feeling por Rhonda Smith.

Jeff Beck ainda fez uma versão magnifica de "Over The Raibow" (do filme "O Magico de Oz") mostrando  todo seu virtuosismo na guitarra. À seguir ainda tocaram "Blast From The East", "Angels", a pesada "Dirty Mind", "Brush With The Blues" e finalizando o set normal com "A Day in the Life" dos Beatles, que depois dos shows  de Paul McCartney esta semana, ganhou um sabor ainda mais especial.


Para o Bis  ele executou o bluesão "Higher". Depois veio "How High" de Les Paul , tocada com uma guitarra  Gibson Les Paul (óbivo) preta que substituiu a sua tradicional Stratocaster branca.  Para finalizar o show ele executa "Nessun Dorma", clássico italiano de Puccini, e que ficou muito linda em sua interpretação na guitarra.

É fato que Jeff fala pouco com o público, mas sua guitarra o faz o tempo todo. A platéia passou a maior parte do show vidrada no palco (talvez por isso ele tenha mandado desligar os telões antes do show). 

E com este showzaço Beck provou que é possível fazer shows instrumentais (este foi 95% instrumental) sem ser monótono. Nos mostrou ainda que é e sempre será um dos grandes "Guitar Heroes" da história da música e apesar de estar com 66 anos ainda está em plena forma. Vida longa ao mestre Jeff Beck !

Set list:

1. Plan B
2. Stratus (Billy Cobham cover)
3. Led Boots
4. Corpus Christi Carol
5. Hammerhead
6. Mna Na Eireann
7. Bass solo
8. People Get Ready (Curtis Mayfield cover)
9. You Never Know
10.Rollin' & Tumblin' (Muddy Waters cover)
11.Big Block
12.Over The Rainbow
13.Blast From The East
14.Angels
15.Dirty Mind
16.Brush With The Blues
17.A Day in the Life (The Beatles cover)

Bis:
18.Higher
19.How High
20.Nessun Dorma

sábado, 27 de novembro de 2010

STEVE MORSE FALA SOBRE 'ANGELFIRE' AO SITE GUITAR PLAYER



Steve Morse é um guitarrista que dispensa apresentações. Seu trabalho brilhante reflete-se na legião de fãs que há espalhada pelo mundo. Entre outros compromissos, o músico norte-americano dedica-se à sua banda solo, ao Dixie Dregs, ao Deep Purple e, agora, ao projeto com a jovem cantora Sarah Spencer, que lançou o disco 'Angelfire' (2010).

E foi sobre esse registro que conversamos com Steve Morse. Confira o papo!

GP - 'Angelfire' ressalta o seu lado "acústico" como compositor. A guitarra, nesse caso, aparece apenas para preencher detalhes nas canções. Você estava com saudade de compor e gravar temas acústicos quando pensou em fazer esse disco?
Steve Morse - Sim. De tempos em tempos, gravo músicas acústicas nos discos da Steve Morse Band ou do [Dixie] Dregs, e também tento algo no Purple. Acho que uma guitarra ligada em um amp, tocando apenas 'power chords', acaba virando rapidamente um único som. E uma das maneiras de fazer a música ser interessante é produzir diferentes sons e camadas. Contudo, antes de qualquer coisa, a razão para os violões e para eu ter feito esse disco foi a vocalista [Sarah Spencer]. Adorei ouvir a sua voz. No mais, como você disse, usei a guitarra apenas para preencher algumas coisas. A ideia foi priorizar o violão. É mais fácil de se ouvir os belos sons naturais do violão.

GP - Você escreveu as músicas antes de colocarem as letras?
Steve Morse - Sim! Algumas delas. 'Far Gone Now' era um tema que eu já havia composto e que depois fiz algumas mudanças e acrescentamos os vocais. 'Feelings are Overrated' era uma música que a Sarah tinha em uma demo e eu acabei fazendo umas mudanças. Gostei da ideia, mas tive de reescrever algumas partes e acrescentar outras. Esses são exemplos em que nós já tínhamos alguma coisa antes de nos juntarmos. Muitas das canções foram escritas comigo imaginando no que gostaria de ouvi-la cantando. Outro exemplo, 'Omnis Morse Aequat', aquela que soa como um coral, traz muitas trilhas com a voz de Sarah. É exatamente como eu queria ouvi-la cantando. Fizemos a letra em latim. Essa canção dá a oportunidade de se curtir a beleza das melodias e harmonias antes de qualquer coisa. E, se você tiver curiosidade, poderá ir atrás dos significados da letra em latim.

GP - O que você usou para gravar?
Steve Morse - Tudo que pude, inclusive violão de 12 cordas – gravar com violão de 12 cordas é bem frustrante por conta da afinação. Aliás, ao invés de usar o meu violão acústico de 12 cordas, acabei usando um violão elétrico de 12 cordas da Steinberger. A Steinberger fez esse violão sem headstock e todo em fibra de carbono. É o único de 12 cordas com o qual consigo trabalhar e que não me deixa louco. Também usei um violão de cordas de náilon e um Variax, além, claro, da minha guitarra Music Man Y2D para algumas poucas partes e alguns solos. Na maior parte, gravei com o violão de náilon.

GP - Algumas músicas chamam atenção, como o belo som da introdução de 'Terrible Thing to Lose'...
Steve Morse - Em 'Terrible Thing to Lose', usei minha guitarra para fazer harmônicos misturando-os com notas naturais. A ideia foi soar como um instrumento que não existe. A letra, ao invés de falar sobre um garoto e uma garota apaixonados, trata de alguém que está perdendo a cabeça, ficando louco. Não é uma canção comercial. Bem no começo [dos trabalhos], disse à Sarah: "Esse será o primeiro disco para o qual não será preciso dar desculpas por nada" [risos]. Sabe, às vezes, quando alguém grava seu primeiro disco por uma gravadora, dez anos depois justifica: "Bem, eu era jovem e eles [da gravadora] me diziam o que fazer".

GP - Outra boa amostra de 'Angelfire' é 'Here Today'...
Steve Morse - Essa era um pedaço de música que eu tinha e que estava sem vocais. Quando conheci a Sarah, percebi que ela era perfeita para essa canção. Achei que ficou bem melódica e muito delicada de se tocar. Adoro a melodia do vocal da Sarah, é sincopada às partes de guitarra.

GP - Como 'Angelfire' está sendo recebido pela crítica e pelos fãs?
Steve Morse - Não sei. Não me preocupo com essas coisas. Fazer álbuns não resume a minha vida, nem fazer shows. Então, não me estresso com isso depois que está pronto. Enquanto o disco está sendo feito, dou toda a atenção que puder. Mas, uma vez concluído, não me estresso.

GP - Quais são os planos do Deep Purple? Vocês vão gravar um novo álbum em 2011?
Steve Morse - Sim, eles estão agendando as coisas. Todos nós temos ideias para trabalhá-las juntos e gravá-las, em março. Esse é o plano no momento. Mas, com o Deep Purple, os planos mudam bastante.

GP - Qual será a ideia para o próximo álbum: manter a sonoridade dos últimos lançamentos ou tentar algo diferente?
Steve Morse - Eu espero que soe um tanto diferente do que os dois últimos. A atmosfera [desses discos] é boa, mas o som não é o meu favorito. Não quero que a mixagem seja como a de um disco de Neil Diamond. Não quero que os vocais fiquem soando muito, muito alto e a banda encoberta. Quero que soe como uma banda pesada. Vamos ver!

GP - De fato, esses discos soam 'clean'...
Steve Morse - Isso! Você também pode fazer um material pesado soar pesado sem ter a caixa [da bateria] e os vocais soando tão alto. Minha mixagem favorita para as músicas é aquela que tem os vocais como parte da banda e não acima da banda.

GP - Sempre penso em como 'Wrong Man', do disco 'Rapture of the Deep' (2005), poderia soar melhor se tivesse mais peso.
Steve Morse - Quando fizemos essa, tinha um riff [marcante]. E foi engraçado ver quando o disco saiu e [o riff] estava soando "miúdo" [risos]. É triste. [essa música] Era bem mais pesada nos ensaios. Lembro de dizer: "Se nós formos trabalhar essa música, vocês têm de lembrar que ela tem que ser pesada" – disse isso também ao produtor [Michael Bradford]. E eles: "Ah, não se preocupe" [risos].
http://guitarplayer.uol.com.br/?area=detalheNoticia&id=1339
Foto: Divulgação










Henrique Inglez de Souza 

A maioria dos que estiveram no Guitar Nation Live, evento realizado esta semana em Londres, escolheu Eric Clapton como seu 'guitar hero' favorito. Na sequência do Top 5 vêm Jimi Hendrix, Jimmy Page, Jeff Beck e Chuck Berry. A votação foi organizada por uma companhia seguradora de instrumentos.

Em uma outra votação capitaneada pela mesma empresa foram escolhidas as guitarras mais cobiçadas de todos os tempos. Adivinhe quais ficaram no topo da preferência! A Gibson Les Paul original de seu lendário projetista, Les Paul, assim como a Gibson Double Neck de Jimmy Page, a Fender Stratocaster de Stevie Ray Vaughan, a Red Special de Brian May e, a mais desejada, a Fender Stratocaster "Blackie", de Eric Clapton.

sábado, 30 de outubro de 2010

Discos de veteranos dividem opiniões - por KID VINIL


Em um balanço geral, esse ano foi dos veteranos do rock provarem para essa nova geração que ainda sabem fazer boa música. Nomes respeitados como Robert Plant, Elton John, Steve Miller, Leonard Cohen e Neil Young, por exemplo,  lançaram grandes discos e dividiram as opiniões.
A ousadia de Robert Plant ao enveredar pelos caminhos da música folk foi elogiada e criticada ao mesmo tempo pelos fãs. Neil Young, com seu álbum “Le Noise”, deixou alguns felizes e outros irritados ao se unir ao produtor Daniel Lanois (que já  produziu nomes como U2, Bob Dylan e Peter Gabriel). O resultado é um disco criativo na opinião de alguns, mas há os que o consideraram nada mais que um exagero de efeitos de guitarra e divagações sonoras.
Outro disco que criou uma certa polêmica entre os fãs foi o 19º álbum solo de Eric Clapton, intitulado simplesmente “Clapton”. Quarenta  anos depois do lançamento de seu primeiro álbum solo, “Eric Clapton”, em julho de 1970, o nosso herói  da guitarra resgata essa fase setentista em seu novo trabalho. Abaixo, a capa do primeiro solo de Eric Clapton:
Alguns fãs reclamaram e cobraram mais ousadia em seus solos de guitarra. Se voltarmos ao passado e relembrarmos seus primeiros discos, fica mais fácil entender essa nova empreitada de Eric Clapton. Eu particularmente considero o disco de 1970 uma obra-prima que abriu caminho para clássicos posteriores, como “461 Ocean Boulevard” (74) e “Slowhand” (77). Os fãs que criticaram o disco são aqueles que esqueceram dessa fase mais ‘cool’ de Eric Clapton e ficam sempre à espera de um novo disco do Cream ou do  Derek and the Dominoes.
Nesse novo disco, Eric Clapton explora elementos do blues e do country rock e volta a gravar com JJ Cale, a inspiração  que o fez famoso na década de 70 com músicas como “After Midnight”, de seu primeiro disco, e “Cocaine”, incluída no álbum “Slowhand”. Dentre os ilustres  convidados ainda temos Steve Winwood, seu velho parceiro de Blind Faith nos anos 70, Allen Toussaint, Wynton Marsalis, Sheryl  Crow e Derek Trucks.
Também acaba de sair por aqui, pelo selo ST2, o novo álbum de Ron Wood, “I Feel Like Playing”. Ron é  um dos meus guitarristas favoritos de todos os tempos, principalmente por sua atuação no Faces na década de 70 e a partir de 1976 nos Rolling Stones.  Em  1974, começou a gravar discos em carreira solo, e seus quatro primeiros álbuns são bastante recomendáveis, como: “I’ve Got My Own Album to Do” (74), “Now Look” (75) e “Gimme Some Neck” (79).
Além de músico, Ron Wood também é artista plástico e  nunca me esqueço de uma exposição que ele fez há alguns anos em uma galeria de arte em São Paulo, na avenida Europa. As pessoas se comprimiam naquele pequeno espaço para conseguirem um de seus quadros (todos estavam à venda) e eu tentando avistá-lo no balcão inacessível cercado de seguranças. Naquela noite fui com meu amigo, o guitarrista André Christovan, que conseguiu adquirir uma de suas obras. Apesar da simplicidade a capa de “I Feel Like Playing” é assinada por Ron Wood. O disco abre com acordes que lembram alguma música do Faces, e tem um dedilhado de guitarra no início que parece também uma parte do solo de “Maggie May” (sucesso de Rod Stewart nos anos 70, onde Ron Wood era o guitarrista). Realmente, esse disco – assim como o álbum de Eric Clapton – resgata  muito de seu passado na década de 70. Tanto que Wood convidou o tecladista do Faces Ian McLagan para algumas faixas.
O novo baixista dos Stones,  Darryl Jones, acompanha Wood na maioria das músicas, mas o disco também tem convidados especiais, como Flea, do Red Hot Chili Peppers,  e Slash. Seu lado Rolling Stone é marcante no reggae “Sweetness My Weakness” e em “Lucky Man”, que traz até parceria com Eddie Vedder. Outra surpresa é a guitarra do convidado Steve Gibbons na música “Thinking About You”, que começa com um riff  inconfundível  de guitarra à la ZZ Top. A regravação do clássico do blues “Spoonfull” também ficou interessante e mais suingada, mas não supera a clássica gravação de nosso querido Eric Clapton com o Cream.
Em resumo “I Feel Like Playing” é um disco solo de um autêntico Rolling Stone, pois a coisa mais fácil é fechar os olhos e ouvir os Stones a cada acorde da guitarra de Ron Wood.
Lançado nesta semana e que também  merece um destaque por aqui é o novo álbum de Bryan Ferry, “Olympia”, que para muitos poderia ser um álbum do Roxy Music,  uma das mais importantes bandas do glam rock britânico no início dos anos 70. O grupo atravessou as barreiras do glam rock e ainda sobreviveu aos anos 80 com  o clássico “Avalon”,  lançado em 1982.
Ferry se reuniu depois de muito tempo com seus parceiros Brian Eno, Phil Manzanera e Andy Mackay – o último fruto dessa formação havia saído em 1973 com o espetacular álbum “For Your Pleasure”, do Roxy Music. Além de seus amigos de banda, temos convidados ilustres como Nile Rodgers, David Gilmour, Groove Armada e a nova geração que o venera, como a garotada do Scissor Sisters, que aparecem em “Heartache By Numbers”, uma das melhores músicas do disco. Duas regravações  em especial dão um ar mais classudo pra “Olympia”, são elas: “Song to a Siren”, de Tim Buckley, e “No Face, No Name, No Number”, do Traffic (clássica banda britânica de Steve Winwood no final dos 60 e início dos 70).
Bryan Ferry é considerado pela crítica inglesa como um “tesouro nacional” e,  assim como o Roxy Music, sua carreira é repleta de grandes álbuns. Considero seu primeiro solo, “These Foolish Things” (1973) uma preciosidade de regravações e interpretações memoráveis. Em 1985, ele também estourou nas FMs com as clássicas “Slave To Love” e “Don’t Stop The Dance”. Em 2007, fez um disco só de regravações de Bob Dylan chamado “Dylanesque”, e agora reaparece com “ Olympia”, um disco que facilmente pode ser considerado como uma continuação do clássico “Avalon”, do Roxy Music.
Para encerrar, presto um tributo à vocalista Ari Up, do grupo Slits, que faleceu dia 20 de outubro na Inglaterra. A cantora era filha de Nora Foster, atual esposa  de John Lydon (ex-Sex Pistols e PIL). Ari Up formou o trio The Slits aos 14 anos e saiu excursionado na turnê White Riot, do The Clash, em 1977. Aos 16, lançou o primeiro álbum com as Slits, o clássico do pós-punk  chamado “Cut” . O disco é uma mistura de elementos do punk com reggae e outras tendências da black music. Ao  lado de “Germ Free Adolescents”, do X-Ray Spex (1978) , “Cut” das Slits representa a ousadia dos vocais femininos e ao mesmo tempo o começo do movimento riot grrrls. A começar pela capa em que as três apareciam nuas e cobertas de lama, “Cut” trazia uma mensagem feminista, mas sem exageros, apenas cobrando o espaço devido às mulheres.
A canção “Typical Girls” é um belo exemplo da essência do trabalho do grupo. Ari Up se destacou como uma grande performer, sempre inquieta. Para muitos, é difícil acreditar que ela se foi tão cedo. Recomendo aos que não conhecem ouvirem com atenção o álbum “Cut”. Tem até uma regravação de “I Heard it  Through  the Grapevine”, sucesso com Marvin Gaye e Creedence Clearwater Revival nos anos 70). Uma faixa bem dançante que ainda faz sucesso nas pistas mais modernas.
Abaixo, o vídeo da música “Typical Girls” feito em 1979:

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

20/10/1977: Membros do Lynyrd Skynyrd morrem em acidente aéreo

Lynyrd Skynyrd

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Lynyrd Skynyrd é uma banda de southern rock estadunidense. Tornou-se conhecida no sul dos Estados Unidos em 1973, ganhando maior notoriedade internacional principalmente após a morte de diversos integrantes e do principal compositor Ronnie Van Zant em um acidente aéreo ocorrido em 1977 próximo a Gillsburg, Mississipi.
A banda retornou em 1987, tendo como líder Johnny Van Zant,e continua a gravar e a se apresentar até hoje. O grupo foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 13 de março de 2006.
 

A origem

O núcleo do que mais tarde viria a ser o Lynyrd Skynyrd foi formado em meados de 1964, na cidade portuária de Jacksonville, sul da Flórida. Ronnie Van Zant e um vizinho, Robert Burns (Bob), que tinha uma bateria, se juntaram ao colega de escola Gary Rossington que por sua vez, sugeriu para a então banda em formação o baixista Larry Junstrom.
Faltava a banda de garotos um amplificador. Por ter o aparelho e também tocar guitarra, além de ser colega de escola dos outros integrantes, Allen Collins (Larkin Allen Collins Jr.), então no The Mods, juntou-se à banda iniciante.
Começaram a tocar influenciados por country, rock britânico (Rolling Stones, Yardbirds, Cream) e blues. Os barulhentos ensaios aconteciam na garagem da casa de Burns. "Nos plugávamos nossas guitarras no canal limpo, Ronnie colocava seu microfone no normal - eram os três em um amplificador - e Bob tocava bateria. Foi assim que começamos", disse Gary.
Neste período a banda mudou várias vezes de nome: o primeiro foi My Backyard, seguido por Noble Five, Wildcats, Sons of Satan, Conqueror Worm, Pretty Ones, e One Percent.
O nome Lynyrd Skynyrd surgiria um pouco mais tarde. Durante um show, Ronnie Van Zant anunciou a banda com o nome de Leonard Skinner - o famigerado instrutor de ginástica dos então estudantes Ronnie, Gary e Bob na Robert Lee High School em Jacksonville, que vivia dando suspensão aos garotos por causa dos seus longos cabelos, comportamento que se chocava contra as rígidas normas da escola.
"Nós somos (a banda) One Percent, mas vamos mudar nosso nome esta noite. Todos que quiserem que mudemos para Leonard Skinner, aplaudam!", disse Ronnie. A platéia conhecia o professor e aprovou o nome no ato. Em seguida, os membros substituíram as vogais por Y, segundo Gary, "para preservar a identidade do culpado".
Passaram a ensaiar numa espécie de barracão de madeira e zinco, tão pequeno e quente que foi apelidado pelos integrantes de "Hell House", ao sul de Jacksonville. Foi no calor sufocante da Hell House que o som da banda começou a tomar forma - country, blues e hard rock eram a base sonora do grupo. A despeito das condições severas, a banda estava determinada a ser bem-sucedida, a não perder de vista seus sonhos. Além de músicas próprias, tocavam covers entre outros, de Cream e Creedence Clearwater Revival.
Fazem uma turnê com a banda Strawberry Alarm Clock. A banda começa a ter o nome destacado, estabelecendo-se no sul (Flórida, Tennessee, Geórgia e Alabama) como um bom grupo ao vivo. Neste tempo, juntam-se ao Lynyrd Skynyrd os roadies Dean Kilpatrick e Kevin Elson.

 As primeiras gravações

Em 1968, o Lynyrd Skynyrd consegue gravar um single, "Need All My Friends", em "Shade Tree", um título baseado em seu cidade natal. O lado B do single apresenta a canção "Michelle" - uma música que se comparada com o que viria mais tarde, demonstrava o quanto o Lynyrd Skynyrd da época tinha uma sonoridade básica, mas onde já se notavam lampejos de ferocidade futura.
Em outubro de 1970, a banda já contava cinco anos de existência e centenas de apresentações. Como empresário, passaram a contar com Alan Walden, irmão do presidente da Capricorn Records. Alan conseguiu para o Skynyrd a gravação de algumas demos no Quinvy Studios, Muscle Shoals, Alabama. As gravações - com a primeira versão de "Freebird" e outros futuros clássicos - foram concluídas em duas sessões, durante a primavera de 1971.
Neste ano, por um breve período (até o início de 1972), participou da banda Rickey Medlocke, tocando bateria. Ele também contribuiu com algumas composições e chegou até a cantar. Curiosamente, Rickey retornaria ao Skynyrd em 1996 como guitarrista, sendo idolatrado pelos novos fãs.
O baixista Leon Wilkeson entrou na banda no final da segunda sessão, em 1972. Trabalharam como produtores das demos Jimmy Johnson e Tim Smith, que mais tarde seriam homenageados por Ronnie em "Sweet Home Alabama", como "The Swampers".
Também nessa época junta-se a banda o excelente tecladista Billy Powell. Billy entrou para o Lynyrd Skynyrd como roadie. Um dia, ao ouvi-lo tocando piano entre as sessões de gravação, Ronnie perguntou porque nunca havia dito que sabia tocar o instrumento. Powell respondeu que estava feliz com seu trabalho de roadie e não ambicionava tocar com a banda. Mas Ronnie tinha outras idéias bem antes de Billy fazer parte do grupo e o convidou para integrar o Skynyrd.
Powell é o integrante do grupo com melhor instrução formal de música, tendo estudado piano. Apesar de ser basicamente uma guitar-band, o Lynyrd Skynyrd ganhou muito com os teclados - impossível conceber "Freebird" sem a intensa introdução criada por Billy, o belíssimo solo de "Tuesday's Gone" e os arranjos de diversas outras.
O "Southern Rock", com bandas como Allman Brothers Band, Marshall Tucker Band e Wet Willie, estava no auge, assim como de forma geral, o blues-rock, através de bandas inglesas, que beberam da fonte, como o Led Zeppelin e Free (esta uma grande influência ao Skynyrd, tanto da parte do vocalista Paul Rodgers, para Ronnie, e do guitarrista Paul Kossof, para Gary) .
O Lynyrd Skynyrd retornou a Jacksonville e posteriormente, estabeleceu-se em Atlanta, passando a tocar no Funnochio's, um clube barra-pesada, conhecido como o mais perigoso da cidade - algo que em parte, colaborou para a posterior reputação dos membros da banda serem beberrões, encrenqueiros e mal encarados.
A vida pessoal dos integrantes havia mudado: Allen Collins casara-se com Kathy Johns em 1970 e Ronnie - que fora casado brevemente com uma mulher chamada Nadine, e com esta, teve uma filha, Tammy - casa-se novamente em 1972, com Judy Van Zant Jenness, que sempre apoiou a carreira do marido.
O faz-tudo (músico-performer e produtor) Al Kooper, que tinha deixado o Blood, Sweat & Tears, havia criado um selo chamado Sounds of the South com distribuição pela MCA Records. Em turnê tendo o Badfinger como banda de apoio, Kooper nota o Lynyrd Skynyrd em Atlanta e os convida para assinarem contrato com o seu selo. Al Kooper produziu o primeiro disco do Skynyrd no qual tocou diversos instrumentos.
Leon saiu brevemente do Skynyrd neste meio tempo e Ronnie lembrou-se de Ed King, ainda da turnê com o Strawberry Alarm Clock. O gorducho Ed foi convocado para o contrabaixo. Depois, quando retornou, Leon encontrou a formação do Skynyrd estabelecida com nada menos que três guitarristas, imprimindo aquela que seria uma das principais características da banda: o furioso ataque de três guitarras solo.
Allen dividia-se basicamente entre uma Gibson Firebird, uma Explorer com alavanca e uma Fender Stratocaster com braço de Telecaster; Gary usava sua inseparável Les Paul '59, apelidada de "Berniece" e uma SG, e Ed King dava preferência a uma Stratocaster.
O novo formato da banda trouxe boa dose de inspiração e dessa fase de criatividade surgiu "Sweet Home Alabama", que só seria lançada mais tarde.

 O disco de estreia

Iniciam a gravação de "pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd" (em português, "pronunciado 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd"), seu disco de estreia, no estúdio 1 de Doraville, Georgia, tendo Al Kooper como produtor e Rodney Mills como engenheiro de som. Kooper foi praticamente um membro da banda no disco: tocou contrabaixo e mellotron (ouça "Tuesdays Gone"), além de fazer back vocals, sob o pseudônimo de Roosevelt Gook.
Em 1973 assinam com a MCA Records e lançam o "pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd". Sucesso imediato do disco, apesar de sua longa duração, "Freebird" se tornaria uma espécie de hino, tocando de forma maciça nas rádios. Também se destacaram no trabalho "Gimme Three Steps", "Simple Man" e "Tuesday's Gone". Para muitos, o melhor disco do Skynyrd.
Pete Townshend, guitarrista do The Who, assiste a uma apresentação do Skynyrd, gosta do que vê e convida a banda para abrir os shows do Who durante a turnê Quadrophenia. Na noite de 20 de novembro de 1973, um aterrorizado Lynyrd Skynyrd, que só havia tocado em pequenos bares e clubes, enfrentou a platéia do Cow Palace, em San Francisco, temendo o pior - o público do Who em geral hostilizava outras bandas. Resolveram tocar "o mais bêbados possível". Mas foram bem recepcionados.
O centro das atenções era Ronnie, que entrou no palco de pés descalços, brandindo o microfone como se fosse uma vara de pescar e rugindo suas canções de abandono, desespero, estrada e birita.
Uma análise das letras de Ronnie Van Zant indica que ele sempre as apoiava sob questões contraditórias. A tensão entre a fé e o desespero, entre a procura pela liberdade e segurança de um lar, entre o pecado e a salvação, seria tema central das letras de Ronnie durante o resto da sua vida. Um dilema que ele nunca buscou resolver, talvez porque soubesse que nunca teria uma resposta definitiva.

 O segundo disco

As sessões de gravação de "Second Helping", em janeiro de 1974, no Record Plant, começaram turbulentas. "O problema é que nós estávamos no estúdio 1, os Eagles (The Eagles) estavam no outro, Stevie Wonder estava gravando no terceiro, e John Lennon e Jackson Browne estavam ao redor. A banda se sentiu nervosa um bocado de tempo, especialmente no dia em que John Lennon esteve em nossa sala de controle. Eles ficaram congelados - foi o fim do trabalho naquele dia" - Kevin Elson.
Também havia a pressão para que produzissem outro clássico como "Free Bird". Ronnie sugeriu que "Sweet Home Alabama" poderia ser o tão aguardado hit, mas Kooper e a MCA achavam que "Alabama" era muito "regional" e optaram por lançar como música de trabalho do disco "Don't Ask Me No Questions". Esta escolha revelou-se equivocada, mas com o posterior lançamento de "Alabama" - ácida resposta a canção "Southern Man", de Neil Young - a situação se reverteu: lançada em junho de 1974, "Sweet Home Alabama" chegou ao número 8 nas paradas fazendo com que "Second Helping" recebesse disco de ouro.
O sucesso de "Alabama", apesar da polêmica letra, teve outra conseqüencia: identificou o Skynyrd como uma "Southern Band": a MCA decidiu acrescentar aos palcos nos shows da banda a bandeira confederada, completando a imagem. A concepção comum era que Ronnie e seus companheiros não passavam de uns reacionários, mas a verdade é que a letra de "Alabama" e de outras canções semelhantes em temática expressava as frustrações e aspirações de todos os residentes no sul.
E "Alabama" não era bem o que parecia ser: Ronnie disse certa vez que era uma piada, uma brincadeira com Neil Young, fato reforçado por uma declaração de Gary: "Nós amamos Neil Young. Ele é um grande cara, um grande músico e um grande letrista". Várias fotos mostram Ronnie com uma indefectível camiseta negra na qual aparece Young - homenagem mais explícita, impossível.

A turnê da tortura

Os excessos da turnê subseqüente minaram a saúde do batera Bob Burns que "pendurou as baquetas", após uma série de shows pela Europa, cedendo lugar ao excelente Artimus Pyle. Para muitos, mesmo com a fundamental contribuição de Burns em vários dos clássicos da banda, Pyle é o baterista do Lynyrd Skynyrd.
Quando a banda entrou no Webb IV Studios, em Atlanta (janeiro de 1975) tinha apenas uma canção pronta - "Saturday Night Special" - ainda com participação de Burns. Em vinte e um dias, trabalhando dezesseis horas por dia, eles só conseguiram terminar pouco mais de sete canções, mas a qualidade do material não correspondeu aos trabalhos anteriores. Por essa razão Ronnie chamou o disco de "Nuthin' Fancy".
Ainda assim este disco atingiria o número 9 das paradas reservando ouro ao Skynyrd. Single do trabalho, "Saturday Night Special" se tornou clássico imediato nos shows e uma crítica de Ronnie ao que de certa forma, a banda era acusada por muita gente.
Teria início a famigerada "Torture Tour", ou "Turnê da Tortura", como a apelidaram os integrantes do Lynyrd Skynyrd. Apesar do sucesso comercial, a excursão foi marcada por brigas, quartos de hotel destruídos, performances desastradas, e datas canceladas. Para completar, Ed King saiu da banda, por problemas pessoais. Allen e Gary tiveram de dividir as partes de guitarra que Ed tocava durante as restantes seis semanas da "Turnê da Tortura".
Disse Ronnie sobre a turnê: "Nós tinhamos garrafas de Dom Perignon, whiskey, vinho e cerveja…Nós não seríamos capazes de lembrar da ordem das músicas. Fizemos o Who parecer com garotos indo para a igreja domingo…"
A imprensa, claro, deitou e rolou, tachando os caras como um punhado de rednecks bêbados e loucos. Isso irritava Ronnie, que buscaria retrabalhar a imagem do Lynyrd Skynyrd.
Para o quarto álbum, foi convocado o produtor Tom Dowd, que havia trabalhado com Aretha Franklin, Ray Charles, em "Layla" (Eric Clapton), e no "Allman's Live at the Filmore East"(Almann Brothers Band). Apesar da mão segura de Dowd, "Gimme Back My Bullets" (1975) nome do disco, foi muito criticado e é tido (por boa parte dos críticos) como o mais fraco da carreira da banda. Na época, o característico "exército de guitarras" estava reduzido a dois instrumentos; o tempo para gravação tinha sido escasso (tinham tido anos para compor o repertório dos dois primeiros discos, mas o terceiro e quarto foram virtualmente escritos no estúdio). De qualquer forma "Bullets" alcançou o Top 20 garantindo o quarto ouro consecutivo da banda.
Logo após, os shows ao vivo da banda passaram a contar com o backing vocals das maravilhosas Honkettes - Jo Jo Billingsley, Leslie Hawkins e Cassie Gaines.

Steve Gaines

Em 1976 a coisa andava meio braba para o Lynyrd Skynyrd. Mesmo com o tremendo sucesso da banda, Ronnie cogitou deixar o Skynyrd. Estava com problemas de saúde devido as infindáveis turnês e também em parte pelo nascimento de sua segunda filha, Melody, em setembro, o que o levou a reavalir sua vida e suas prioridades. Gary e Allen o demoveram da idéia e a adição do guitarrista Steve Gaines, e a banda afastou definitivamente a intenção de Ronnie deixar o LS. Além disso, ele escreveria algumas de suas melhores canções.
Antes do início das gravações do próximo álbum, em julho de 1976, a banda resolveu procurar um substituto para Ed King. Entre os nomes cogitados surgiram o de Wayne Perkins e até o de Leslie West (ex-Mountain, em comum com King o fato de ser gorducho e ótimo guitarrista). Mas as opções se revelaram frustrantes - West queria que a banda passasse a ser chamada de "Leslie West e Lynyrd Skynyrd".
Foi quando Cassie Gaines lembrou aos membros da banda que seu irmão mais novo, Steve Gaines tocava guitarra e que este poderia fazer uma jam com o LS. A idéia não agradou a principio. "Ninguém faz jams conosco", disse Gary. "Mas ela (Cassie) nos convenceu a lhe dar uma chance. Então ele juntou-se a nós no palco uma noite, sem tem ensaiado ou qualquer coisa, e quando começou a tocar, Allen e eu olhamos um para o outro e nossos queixos caíram", acrescenta.
Vencida a "resistência" inicial dos integrantes do LS, Steve Gaines, juntou-se ao Lynyrd Skynyrd trazendo com sua atitude e energia positiva um impacto tremendo sobre a banda, especialmente sobre Allen Collins, que passou as partes da terceira guitarra para o novato Gaines. "Ele nos inspirou tremendamente. Ele era um grande cantor também e poderia ter chutado um pouco o traseiro de Ronnie", brincou Gary.
Gaines conhecia o trabalho do LS - costumava tocar "Saturday Night Special" com sua banda anterior, Crawdaddy - mas ele teve apenas um mês de ensaios antes das gravações do novo disco terem inicio.
Mas o "batismo de fogo" de Steve Gaines foi sem dúvida os shows que resultaram no disco duplo "One More From The Road", lançado em 1976. Como parte da mudança de imagem que Ronnie queria para o Lynyrd Skynyrd, eles se engajaram na campanha "Save The Fox", para preservar um tradicional teatro de Atlanta, na Geórgia. Eles encararam a defesa do teatro chegando a receber título de cidadãos honorários de Atlanta.
O disco foi gravado em três shows no Fox Theatre com produção de Tom Dowd. Vendeu horrores - sendo inclusive lançado no Brasil - apresentando performances arrasadoras para os principais clássicos da banda e para "Crossroads", do bluesman endiabrado Robert Johnson. Ronnie e seus companheiros tinham sempre amado a paixão crua do blues de Johnson e outros pioneiros, lutando para capturar esta energia em suas próprias canções. E como os bluesmen do passado os membros do Skynyrd tinham dedicado suas vidas para sua música.
A versão ao vivo de "Freebird", com a frase introdutória de Ronnie, "Que canção vocês querem ouvir?" - sobe nas paradas.
Ainda em julho, tocam em benefício da campanha do candidato a presidente Jimmy Carter. Em agosto, se apresentam no Knebworth Fair, na Inglaterra, performance que bem mais tarde (vinte anos depois para se exato) apareceria no filme "Freebird - The Movie". Conquistam a platéia e a faz praticamente esquecer dos Rolling Stones.
Num final de semana de setembro de 1976, os guitarristas Gary Rossington e Allen Collins ficam feridos em dois acidentes de carro distintos. O episódio seria tema para a letra de "That Smell", escrita e apresentada durante a turnê seguinte ao lançamento de "One More From The Road". Como resultado dos acidentes, a banda foi forçada a dar um tempo, o que resultou na imagem mais calma que Ronnie queria engendrar.

Os sobreviventes

A excitação gerada pelo sucesso do álbum ao vivo e pelas excursões se refletiram na produção do próximo disco. A banda entrou no Criteria Studios em Miami, com o produtor Tom Dowd, em abril de 1977, com material suficiente para completar um disco. Mas os integrantes não gostaram dos primeiros resultados das sessões.
A turnê do LS durante o verão de 1977 foi sucesso absoluto. Ao final da turnê, a banda entrou no Doraville's Studio One para terminar o álbum iniciado no Criteria. Dowd estava comprometido com um projeto em Toronto e enviou o engenheiro Barry Rudolphy em seu lugar.
Certa vez Ronnie havia dito que o Lynyrd Skynyrd era formado por "pessoas das ruas". A partir disso e da sua reputação de encrenqueiro, surgiu o título do álbum, "Street Survivors" (Sobreviventes das Ruas). Ele contém alguns dos mais concisos temas escritos por Ronnie, em parte porque a MCA havia decretado que o álbum deveria produzir ao menos três hits - no caso, com não mais que três minutos de duração.
"Street Survivors" seguiu a carreira de sucesso dos outros discos, sendo o primeiro a obter ouro em seu lançamento. Tudo indicava que seria o mais popular em 12 anos de carreira, por confirmar o trabalho uma banda madura e coesa. A capa, que mostrava o LS cercado por chamas, se tornaria num icone americano. Hits instantâneos, como "That Smell", e "What's Your Name" e uma crescente participação de Gaines que brilha em várias faixas e chega até a assumir os vocais em "You Got That Right".
Aparentemente o Lynyrd Skynyrd teria anos de glória pela frente. A banda iniciaria em novembro, no Madison Square Garden, sua mais ambiciosa turnê - "Tour Of The Survivors". "Street" foi lançado em 17 de outubro de 1977. Três dias depois, a surpresa de um destino que, para os mais céticos, havia sido prenunciado pelo próprio Ronnie Van Zant, em suas canções.
Ronnie tinha vinte e nove anos quando morreu no acidente aéreo. E havia escrito na canção "All I Can do is Write About It" (a preferida de sua filha Melody): "Eu posso ver o concreto rastejando lentamente. Senhor, me leve antes que ele chegue".

 O último voo

Em outubro de 1977 o Lynyrd Skynyrd se encontrava num ponto alto de sua carreira. A revigoração do grupo com a entrada de Steve Gaines, uma série de shows antológicos - fase bem representada pelo concerto em Knebworth no ano anterior - e a ótima receptividade ao álbum "Street Survivors" reforçavam o excelente período pela qual passava a banda.
Decidem trocar o ônibus utilizado nas turnês por um pequeno avião modelo Convair 240 manufaturado em 1947. O avião, apelidado de "Free Bird", facilitaria as viagens daquela que prometia ser uma movimentada turnê e que em breve teria inicio.
No dia 20 de outubro, a banda tinha como compromisso um show no Lousiana State University, Baton Rouge, Lousiana. O Convair, com 26 pessoas - a banda, sua equipe e dois tripulantes - levantou vôo de Greenville, Carolina do Sul, no final da tarde. Por volta das 18h42 o avião apresentou problemas e começou a perder altitude. Um dos motores parou durante o vôo, e os pilotos tentaram transferir o combustivel restante para o outro motor, sem efeito. Ou antes, o procedimento teve um resultado: esgotou de forma mais rápida o combustível que restava, parando o segundo motor. O avião começou a cair rapidamente. O piloto ainda tentou desviar para um aeroporto próximo, mas as asas começaram a colidir contra as árvores mais altas.
Quando perceberam que o avião estava caindo, Van Zant agarrou um travesseiro de veludo vermelho e deu um aperto de mão em Artimus Pyle, segundo este contou (o baterista foi um dos poucos sobreviventes que não perdeu a consciência). "Ele olhou para mim e sorriu, como apenas ele conseguia sorrir, falando para não me preocupar, com seus olhos castanhos dizendo 'Bem, é hora de ir, parceiro'. Dois minutos depois ele estava morto com um ferimento na cabeça".
O avião caiu em uma densa floresta, em uma área pantanosa próxima a Gillsburg, McComb, Mississipi. Na colisão, o avião partiu-se no meio. O guitarrista Steve Gaines, o roadie manager Dean Kilpatrick, o piloto Walter MacCreary e o co-piloto William Gray morreram na hora. Ronnie foi arremessado contra a fuselagem do avião sofrendo traumatismo craniano. Também faleceu instantaneamente. De acordo com relatos de Pyle e do tecladista Billy Powell, Cassie Gaines sofreu um profundo ferimento na garganta e sangrou até a morte em seus braços.
"Após o acidente, o empresário da banda alugou dois aviões e nos levou ao local em McComb. Eu continuava não acreditando. Eu não acreditei quando voltei para casa, continuei não acreditando após o funeral e por um longo tempo depois", disse Judy Van Zant Jenness, viúva de Ronnie.
Como geralmente acontece nesses casos, a tragédia resultou em maior exposição do Skynyrd e na venda de milhares de discos. Alguns dias após o acidente, Teresa Gaines, viúva de Steve, pediu a MCA que substituísse a capa de "Street Survivors" - que apresentava chamas ao fundo, as quais envolviam especialmente a imagem de Steve, certamente algo que assumiu um novo e triste simbolismo após o acidente.
Os corpos de Steve Gaines e de sua irmã Cassie Gaines foram cremados e as cinzas sepultadas no cemitério Jacksonville Memory Garden. Ronnie foi sepultado no mesmo cemitério, juntamente com seu chapéu Texas Hi-Roller negro e sua vara de pescar favorita. Cento e cinquenta amigos e familiares participaram do serviço fúnebre, marcado pela mensagem do ministro David Evans, de que Ronnie Van Zant, o carismático e visionário vocalista do Lynyrd Skynyrd não estava morto; ele vivia em espírito no céu e terra, através de sua música.

O depois

Neste ponto, o Skynyrd transcendia o status de banda de Southern Rock para se transformar em um mito. Acredito também que este é epílogo de uma grande banda. O que veio depois, até os novos fãs precisam admitir, não pode ser comparado ao que foi o Lynyrd Skynyrd em priscas eras. De qualquer forma, poucos meses depois do acidente, foi lançado um single de "What's Your Name?" que alcançou a 13ª posição nas paradas seguido de outro single de sucesso, com a música "You Got That Right". O disco "Skynyrd's First…and Last", apresentando músicas gravadas entre 1970 e 1972, mas não lançadas oficialmente, obtém disco de platina.
Dois anos após o acidente, em 1979, os membros sobreviventes da banda, com exceção do batera Artimus Pyle (que quebrara o braço em um acidente de moto) se reúnem em um novo grupo, chamado Rossington-Collins Band. Participa da banda a vocalista Dale Krantz - backing vocal da banda .38 Special, do irmão de Ronnie, Donnie Van Zant. Dale mais tarde se casaria com Gary Rossington.
Sai a coletânea dupla "Golden & Platinum", que chega ao Top 15 e também recebe platina, sendo o quarto álbum consecutivo da banda a receber essa distinção. O álbum de estréia da Rossington-Collins Band, "Anytime, Anyplace, Anywhere" tem como destaque o single "Don't Misunderstand Me", e alcança ouro.
Depois do segundo álbum, "This Is The Way" a Rossington-Collins Band, apesar do relativo sucesso, se desfaz - durante um show, talvez ainda desorientado com a morte recente de sua esposa, Kathy Johns, Collins colocou sua guitarra no chão e saiu do palco, não mais retornando. Rossington forma a Rossington Band e Collins a Allen Collins Band.
Mas o elétrico e ainda inexplicavelmente subestimado guitarrista Allen Collins - que segundo Pyle, foi "a pessoa mais honesta" que ele conheceu - ainda viveria anos de muito sofrimento.

Allen Collins

Tido por muitos como o coração do Lynyrd Skynyrd - sendo Ronnie a alma do grupo - o guitarrista Allen Larkin Collins celebrizou-se pelo seu furioso solo em "Freebird" e junto ao vocalista, compôs boa parte dos clássicos do LS, dentre eles "Tuesday's Gone", "Comin' Home", "The Ballad of Curtis Loew", "Gimme Back My Bullets" e "That Smell", além da citada "Freebird". Injustificável que um grande compositor e guitarrista competente como Collins seja esquecido principalmente pelas publicações especializadas em guitarra.
Estereótipo perfeito de um rocker setentista - cabelos longos e desgrenhados, alto e de magreza extrema - Collins tornou célebres suas performances durante as músicas - dava saltos incríveis durante os solos, demonstrando vitalidade e o prazer de tocar.
Allen correu o risco de ter o braço esquerdo amputado devido a uma infecção decorrente do acidente aéreo, medida que os médicos tomariam caso não fossem proibidos pelo pai do guitarrista, que acreditou na recuperação do filho. Mas o acidente de avião na qual Collins assistiu seus melhores amigos morrerem e ele próprio ter ficado à beira da morte, não seria a primeira e nem a única atribulação da sua vida. Para alguns, pareceu que ele inconscientemente estava seguindo o caminho de seus colegas desaparecidos.
Durante os primeiros dias da turnê do disco "Anytime, Anyplace, Anywhere" em 1980, a esposa de Collins, Kathy Johns, morreu de complicações durante a gravidez. A morte de Kathy, que forçou o cancelamento da turnê, devastou o guitarrista, ainda emocionalmente abalado pela perda recente de seus amigos no acidente. Houve quem diga que depois da morte da esposa, Collins nunca mais foi o mesmo.
De qualquer forma, ele ainda buscava na música um alívio para suas dores. Após o fim da Rossington Collins Band, ele formou a Allen Collins Band (com participação de ex-integrantes do Skynyrd) e lançou um disco pela MCA, "Here, There and Back", em 1983. Apesar da consideravel aprovação dos fãs, o então chefe da companhia, Irving Azoff, dispensou Collins afirmando que não queria mais nenhum negócio com ele.
Collins tocaria em jams com outras bandas e também com os ex-companheiros do Lynyrd Skynyrd - fotos de 1984 mostram o guitarrista barbudo, ao lado de Gary, com uma inequívoca melancolia no olhar.
Em janeiro de 1986, nova e definitiva tragédia: quando dirigia embriagado perto de sua casa seu novo Ford Thunderbird, Collins perdeu o controle do veículo, colidindo violentamente. Sua namorada, Debra Jean Watts, que o acompanhava, morreu na hora e ele ficou paraplégico. Os ferimentos ainda limitaram a parte superior do corpo e braços, o confinando a uma cadeira de rodas. Impossibilitado de tocar guitarra, sua carreira havia terminado.
No ano seguinte, 1987, Collins e seu pai Sr. Larkin Collins, tiveram a idéia de um tributo ao Lynyrd Skynryd, de forma a rememorar os dez anos do acidente de avião. Eles convocaram os membros originais - Gary Rossington, Leon Wilkeson, Billy Powell, Artimus Pyle, Ed King - que se uniram a Johnny Van Zant, e no lugar do próprio Collins, foi chamado o guitarrista Randal Hall (ex-Allen Collins Band). A turnê rende um disco ao vivo, o "Southern by the Grace of God", e um vídeo-documentário.
Collins trabalhou na turnê como uma espécie de diretor musical, escolhendo as músicas, elaborando os arranjos e cuidando de outros detalhes dos shows. Parte da sentença do guitarrista pelo acidente de carro foi usar sua fama e influência para prevenir jovens do perigo de se dirigir bêbado. Antes de se desentender novamente com Rossington e outros membros da banda, Allen usou a turnê tributo para ir ao palco e dizer aos fãs a razão de não poder mais tocar com o Skynyrd - uma mensagem da qual os fãs jamais esqueceriam.
A turnê tributo foi uma grande sucesso, mas é possível imaginar a dor pela qual passou o guitarrista ao assistir a banda tocando sem que ele pudesse participar. Afinal, o Lynyrd Skynyrd também tinha sido sua vida.
Juntamente com Bill Massey Jr, Collins concebeu o evento Wheelchair Games and Benefit Concerts. Atualmente, Bill mantém um site na internet e uma entidade, a "Roll for Rock", dedicada a pessoas com necessidades especiais que dependem de cadeiras de rodas.
Em 1989 as condições de saúde do guitarrista, principalmente as respiratórias, se deterioraram em função da paralisia. Ele foi hospitalizado em setembro, mas os remédios utilizados para combater uma pneumonia pioraram ainda mais sua saúde. Larkin "Allen" Collins resistiu até janeiro do ano seguinte, 1990: no dia 23, ele faleceu aos 37 anos. Seu corpo foi sepultado no Riverside Memorial Garden, em Jacksonville, ao lado da sepultura de sua esposa Kathy Johns.

 Hoje

Em 1990 a ex-esposa de Ronnie, Judy, e a filha de ambos, Melody, fundaram a Freebird Foundation Inc, em memória ao cantor do Lynyrd Skynyrd.
Originalmente a fundação tinha por objetivo arrecadar fundos para a construção de um parque memorial a Van Zant. Depois da construção do parque, a Freebird Foundation se voltou para outras ações, como programas escolares em benefício de estudantes locais.
Se já era inconcebível um Lynyrd Skynyrd sem Ronnie Van Zant e Steve Gaines, sem Allen Collins se tornava patente, pelo menos aos velhos e mais radicais fãs, que a banda não poderia continuar.
Mas continuou, para lamento de alguns, curiosidade de outros e apesar dos pesares, grande interesse de terceiros. Em 1991 lançam um disco chamado "Lynyrd Skynyrd 1991", com Johnny Van Zant, no lugar de Ronnie, e Ed King de volta a guitarra.
Lançaram os seguintes discos desde então: "The Last Rebel", "Endangered Species", "Twenty", "Lyve From Steel Town", "Edge of Forever", "Double Trouble", "Then & Now", "Christmas Time Again" e " God & Guns ". Houve algumas mudanças de formação (a mais significativa foi a saída de Ed King, novamente por problemas de saúde e o retorno de Rickey Medlocke, desta vez tocando guitarra!). Em 1996 é lançado o excelente documentário "Freebird…The Movie", com cenas inéditas da banda (O Filme).
Em julho de 2000 alguns vandalos tentaram violar o túmulo de Ronnie Van Zant e chegaram mesmo a quebrar a urna com as cinzas de Steve Gaines, que em parte foram espalhadas. Os restos foram novamente sepultados em local não divulgado, mas a policia não identificou nem prendeu as pessoas que cometeram tal ato.
Em 1996, saiu o documentário Freebird…The Movie, com cenas inéditas da banda e toda a sua história. A gravadora MCA relançou recentemente o clássico ao vivo One More From The Road, de 1976, com 10 faixas extras, além de mais uma infinidade de coletâneas e ao vivos.
No dia 27 de julho de 2001, mais uma triste notícia para os fãs: o baixista Leon Wilkeson faleceu "de causas naturais", em Jacksonville, aos 49 anos. O Lynyrd Skynyrd estava em turnê com Ted Nugent e Deep Purple e planejava mais um álbum inédito. A banda, porém, continua na estrada.
No dia 14 de março de 2006, o Lynyrd Skynyrd entra para o Hall da Fama do Rock and Roll com direito a uma apresentação especial com a música "Sweet Home Alabama", executada por Bob Burns na bateria, Artimus Pyle na percussão, Ed King na guitarra e JoJo & Leslie (Honkettes originais) nos backing vocals. Além deles o vocal ficou por conta de Johnny Van Zant e Kid Rock. Ainda em 2006, a banda teve seu "hino" "Free Bird" presente no game Guitar Hero 2, sendo esta a música mais difícil do jogo.
Em 2008 o Lynyrd Skynyrd anunciou em seu site oficial que estava em processo de gravação de um novo álbum. O lançamento está programado para o começo de 2009.
Em 28 de janeiro de 2009 o tecladista Billy Powell (56 anos) morreu em sua casa em Orange Park, Flórida. Suspeita-se que o motivo teria sido um ataque cardíaco.
Em 07 de maio de 2009 o baixista Donald "Ean" Evans morreu de câncer em sua casa no Mississippi. O músico tinha 48 anos. Ele fazia parte da banda desde 2001, quando substituiu Leon Wilkeson, que morrera em um quarto de hotel naquele ano. Ean Evans já estava fora dos planos da nova turnê mesmo antes mesmo de seu falecimento, pois não tinha mais condições de sair de casa por causa do câncer.
Os substitutos de Billy Powell e do Ean Evans são, respectivamente, Peter "Keys" Pisarczyk (ex-George Clinton's Parliament Funkadelic) e Robert Kearns.

DISCOGRÁFIA

Pronounced 'lêh-'nêrd 'skin-'nérd [1973]
Tracklist:
1. I Ain't The One
2. Tuesday's Gone
3. Gimme Three Steps
4. Simple Man
5. Things Goin' On
6. Mississipi Kid
7. Poison Whiskey
8. Free Bird
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Second Helping [1974]
Tracklist:
1. Sweet Home Alabama
2. I Need You
3. Don't Ask Me No Questions
4. Workin' For MCA
5. The Ballad Of Curtis Loew
6. Swamp Music
7. Needle And The Spoon
8. Call Me The Breeze

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Nuthin' Fancy [1974]
Tracklist:
1. Saturday Night Special
2. Cheatin' Woman
3. Railroad Song
4. I'm A Country Boy
5. On The Hunt
6. Am I Losin'
7. Made In The Shade
8. Whiskey Rock-a-Roller

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Gimme Back My Bullets [1976]
Tracklist:
1. Gimme Back My Bullets
2. Every Mother's Son
3. Trust
4. I Got The Same Old Blues
5. Double Trouble
6. Roll Gypsy Roll
7. Searching
8. Cry For The Bad Man
9. All I Can Do Is Write About It

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One More From The Road [1976]
Tracklist:
1. Intro/Workin' For MCA
2. I Ain't The One
3. Saturday Night Special
4. Searching
5. Travellin' Man
6. Simple Man
7. Whiskey Rock-a-Roller
8. Needle And The Spoon
9. Gimme Back My Bullets
10. Tuesday's Gone
11. Gimme Three Steps
12. Call Me The Breeze
13. T For Texas
14. Sweet Home Alabama
15. Crossroads
16. Free Bird

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Street Survivors [1977]
Tracklist:
1. What's Your Name
2. That Smell
3. One More Time
4. I Know A Little
5. You Got That Right
6. I Never Dreamed
7. Honky Tonk Night Time Man
8. Ain't No Good Life
Bonus Tracks:
9. Georgia Peaches
10. Sweet Little Missy
11. You Got That Right (Alternate Version)
12. I Never Dreamed (Alternate Version)
13. Jacksonville Kid
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Depois desse disco, a banda acabaria, por culpa de um acidente de avião em que Steve Gaines, Cassie Gaines e Ronnie VanZant faleceram. Os discos a seguir, são coletâneas com B-sides.

Skynyrd's First And... Last [1978]
Tracklist:
1. Down South Junkin'
2. Preacher's Daughter
3. White Dove
4. Was I Right Or Wrong
5. Lend A Helpin' Hand
6. Wino
7. Comin' Home
8. The Seasons
9. Things Goin' On

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Legend [1987]
Tracklist:
1. Georgia Peaches
2. When You Got Good Friends
3. Sweet Little Missy
4. Four Walls To Raiford
5. Simple Man (Live)
6. Truck Driving Man
7. One In The Sun
8. Mr. Banker
9. Take Your Time

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Demos e Raridades
Tracklist:
1. I Ain't The One (Demo)
2. Tuesday's Gone (Demo)
3. Gimme Three Steps (Original Version)
4. Down South Junkin' (Demo)
5. Junkie (Demo)
6. Trust (Original Version)
7. He's Alive (Demo)
8. Mr. Banker (Demo)
9. One More Time (Original Version)
10. Truck Drivin' Man (Demo)
11. All I Can Do Is Write About It (Acoustic Version)
12. Four Walls To Raiford (Undubbed Demo)
13. Poison Whiskey (Demo)
14. Free Bird (Demo)
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