PATROCINADOR MASTER

PATROCINADOR MASTER

BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




CARIRI VEÍCULOS

CARIRI VEÍCULOS

Impacto Skate Shop

Impacto Skate Shop
Uma loja diferenciada pra você
Mostrando postagens com marcador METALLICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador METALLICA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Hoje aniversário de James hetfield - METALLICA


James Alan Hetfield (Downey, Los Angeles, 3 de agosto de 1963) é um vocalista e guitarrista estadunidense. É um dos fundadores da banda de heavy metal Metallica.


Biografia

James Hetfield foi criado numa família estadunidense tradicional, seguidores rigorosos da Ciência Cristã, cujos valores começaram a ser questionados por ele durante a adolescência, o que criou vários conflitos com seu pai, Virgil Hetfield, que era caminhoneiro. James voltaria à fé somente em meados da década de 1990. Sua mãe, Cynthia, fora cantora lírica quando jovem, e ajudou James em seus primeiros passos na música quando ele era criança. Cynthia e Virgil se divorciaram.
Cynthia morreu de câncer ainda jovem após recusar receber tratamento, por acreditar que a cura viria através da fé em Deus, e não de remédios, conforme pregava a doutrina religiosa que seguia. O episódio afetou James profundamente que, anos mais tarde, viria a externar o sentimento em músicas como "The God that Failed" ("O Deus que Falhou") e "Until It Sleeps" ("Até que Durma").É casado com Francesca Hetfield com quem tem 3 filhos Celi Hetfield(nascida em 18 de outubro de 1999)Castor Hetfield(nascido em 3 de março de 2001) e Marcella Hetfield(nascida em 17 de abril de 2004).

Música

James iniciou seu contato com a música aos 9 anos, quando teve aulas de piano. Também aprendeu a tocar bateria antes de partir para a guitarra.
Anos mais tarde, James sai de casa, começa a dedicar-se totalmente à música e forma a sua segunda banda: Obsession. A banda era formada pelos irmãos Jim e James Arnold. Mais tarde eles saíram da banda e foram substituídos por Dave Marrs e Ron McGovney.
Os Obsession tocavam em apresentações de escola, sem muita repercussão e já começavam a compor as suas primeiras letras, mas sem muito sucesso. As pequenas platéias (quando tinham) preferiam covers, o que irritava James.

Metallica

Nos primórdios da banda, o Metallica experimentou várias formações de vocal e guitarra; além disso, James também tocava bateria. Algumas das opções consideradas incluiam um outro guitarrista, tendo John Roads como guitarrista solo e John Bush do Armored Saint (que mais tarde se juntaria ao Anthrax) como vocalista. Hetfield afirmou numa entrevista em 1989 para a revista Spin que a banda queria o ex-vocalista do Misfits, Glenn Danzig, mas não deixou claro se Danzig chegou a ser contactado pela banda. Finalmente, a banda foi formada com James Hetfield (guitarra e vocal), Lars Ulrich (bateria), Dave Mustaine (guitarra) e Ron McGovney (baixo). De 1981 a 1983, o estilo de vida errático de Mustaine ocasionou problemas de relacionamento entre ele e Hetfield. Mustaine chegou a derramar cerveja no baixo de McGovney, o que fez com que ele levasse um choque elétrico ao ligar o baixo e por pouco não se machucasse mais seriamente. Hetfield e Ulrich acabaram por ejetar Mustaine da banda por causa de seus excessos com bebida, e recrutaram o guitarrista Kirk Hammett da banda Exodus no mesmo dia. Mustaine foi mandado de volta para casa numa viagem de 4 dias de ônibus e acabou formando o Megadeth.
Até meados da década de 1990, Hetfield gravava todas as bases de guitarra do Metallica. Apenas no álbum Load, de 1996, Hammett passou a também gravar bases. Hetfield também gravava alguns solos, como o de "Nothing Else Matters", o solo de "Whiskey in The Jar", o solo final de "The Outlaw Torn", o segundo de "To Live Is to Die", o segundo de "Orion", o primeiro interlúdio de "Master of Puppets", o primeiro e o segundo solo de "Suicide & Redemption", o segundo de "Welcome Home (Sanitarium)", o primeiro de "The Day That Never Comes", o primeiro de "That Was Just Your Life" e, junto com Kirk Hammett, o solo final de "One". Ele também escreve a maioria das harmonias de guitarra, bem como escreve as letras, melodias vocais e co-arranjar as músicas com Ulrich.
Hetfield se envolveu em muitos incidentes em palco, sendo o mais conhecido o da pirotecnia no Estádio Olímpico de Montreal. Em turnê com o Guns N' Roses, em 8 de agosto de 1992, ele acidentalmente entrou na área destinada a parte das chamas químicas que estavam programadas para incendiar em "Fade to Black". A guitarra o protegeu da força da explosão, entretanto, o fogo envolveu o lado esquerdo de seu corpo, queimando sua mão, seu braço, sobrancelha, rosto e cabelo. Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus, mas voltou aos palcos 17 dias depois, com o guitarrista John Marshall (ex técnico de guitarra de Hammett e membro da banda Metal Church) tocando em seu lugar, durante quatro semanas, até que ele se recuperasse totalmente. John Marshall também substitui James em algumas ocasiões na década de 80, quando o frontman feriu o braço em acidentes de skate.
James travou sua maior batalha, nesses últimos anos, contra o seu maior vício: o álcool. Durante a gravação do álbum St. Anger, James entrou num processo de reabilitação. Esse fato e outros problemas encontrados pela banda nos últimos anos pode ser visto mais detalhadamente no DVD "Some Kind of Monster".

 

Equipamento

Guitarras

James Hetfield tem sido um dos principais patrocinados pelo fabricante de guitarras ESP desde a década de 1990, sendo conhecido pelo constante uso de guitarras do modelo Explorer. As guitarras que ele usava, entretanto, eram fabricadas sob medida para ele pela ESP, com captadores activos EMG 81 e 60. No começo da carreira, sua principal guitarra foi uma Flying V, usada quase exclusivamente até meados de 1984, quando ele mudou para o modelo Explorer. Sua primeira guitarra foi uma cópia barata de uma Gibson V, de cor branca.
Na década de 1990 a ESP começou a produzir os primeiros modelos com a assinatura de James Hetfield. Já foram produzidos um total de seis modelos diferentes. James, entretanto, geralmente usa guitarras da Gibson e de outros fabricantes, apesar do seu patrocínio pela ESP.
Ele usa cordas Ernie Ball Power Slinky e Skinny Top Heavy Bottom, com espessura partindo de .10-.52 na afinação padrão e mais grossas em afinações mais baixas, com palhetas Dunlop Ultex Sharp .90mm. James usa um transmissor wireless Shure.
No "Sonisphere Festival" em 2009
Atuamente James tem "Signature series" da marca ESP que sempre o seguiu durante a sua carreira no Metallica, uma delas é a cobiçada "Iron cross". Disponível em quantidades limitadas apenas em 2009, a ESP James Hetfield Signature "Iron Cross" foi usada na Death Magnetic Metallica World Tour. Foi necessário um meticuloso esforço para a recriação de todas as nuances da guitarra original de James, acrescentando algumas novas características para fazer uma "signature" verdadeiramente única.
A "Iron Cross" é idêntica ao do instrumento que James realmente toca e tem um revestimento afligido e hardware, e ainda tem desgaste no pescoço e fretboard. A Cruz de Ferro tem um set-maple pescoço em um mogno / maple corpo que é compensada com captadores ativos EMG.
Essa série é tão limitada que James tem apenas 1, essa guitarra foi inspirada em uma Gibson Les Paul 1974 que James havia feito uma customização semelhante.
Outra é a ESP "Truckster" contendo na cor preta, e na cor prata. James usou essa guitarra na gravação do clipe da música "The day that never comes". Essa guitarra há na versão original ESP, com melhorias e também com a segunda linha da ESP, a LTD com uma versão mais barata.

Amplificadores

Ao longo da carreira, James usou uma grande quantidade de amplificadores. Nas gravações do Kill 'Em All e no Ride the Lightning, ele usou amplificadores Marshall, ocasionalmente usando algum efeito. No Master of Puppets, ele e Kirk Hammett compraram um Mesa Boogie Mark IIC+, e desde então James tem usado amplificadores Mesa Boogie.
James costuma usar mais de um amplificador diferente para criar seus timbres. Em shows, o som é predominantemente dos Mesa Boogie, mas em estúdio ele utiliza uma variedade de combinações de diferentes amps, que são mixados para se obter o timbre final.
Seu timbre limpo vem de um Roland Jazz Chorus JC-120.

Discografia

Efeitos

Por serem pequenos, James teve vários problemas de pedais danificados em apresentações ao vivo e durante turnês, por isso ele passou a reunir todos os efeitos e processadores em um rack. James não controla os efeitos no palco — seu roadie é quem troca os efeitos e os amps num pedalboard ao lado do palco, numa sequência combinada durante os ensaios, excepto na música ecstasy of gold em que ele usa um pedal wah wah.

Vídeos:


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Metallica lançará álbum com Lou Reed

Banda anuncia parceria junto ao ex-Velvet Underground; material ainda não tem data de lançamento
Metallica e Lou Reed em estúdio; álbum colaborativo ainda não tem data de lançamento
Foto: Reprodução/Metallica.com
Metallica e Lou Reed em estúdio; álbum colaborativo ainda não tem data de lançamento
Metallica e Lou Reed estão trabalhando juntos. A banda revelou em seu site oficial , que finalizou o álbum em parceria ao ex-vocalista do Velvet Underground.

Anteriormente, os integrantes metaleiros haviam divulgado que estavam trabalhando em um "projeto de gravação" que não era 100% um disco da banda (leia aqui). "Estamos mais do que orgulhosos de anunciar que completamos a gravação de um disco em colaboração a ninguém menos que o lendário Lou Reed", escreveram.

"Desde que tivemos o prazer de tocar com o Lou no Madison Square Garden, em outubro de 2009, vínhamos pensando em trabalhar em um álbum juntos, o que aconteceu nos últimos meses", completaram. O disco terá dez faixas, mas o título e a data de lançamento ainda não foram anunciados. 

Lou Reed comenta parceria com o Metallica



Projeto do artista junto à banda deverá ser lançado em novembro
Foto: AP
Álbum colaborativo do Metallica junto a Lou Reed deverá sair em novembro
Álbum colaborativo do Metallica junto a Lou Reed deverá sair em novembro
"A melhor coisa já feita por alguém, em todos os tempos." Assim definiu Lou Reed sua parceria com o Metallica. As informações são da New York Magazine.


Em entrevista ao veículo, o ex-Velvet Underground falou sobre o projeto que o uniu à banda de thrash metal: eles regravaram algumas das faixas que Reed compôs para uma versão musical da peça Lulu, do dramaturgo Frank Wedekind. "A versão que gravei com o Metallica é incrível. É talvez a melhor coisa já feita por alguém, em todos os tempos. Poderia criar outro sistema planetário. Não estou brincando, nem sendo egocêntrico", disse.

Lou Reed acrescentou ainda que o material deverá ser lançado no exterior em novembro, sem data certa. O anúncio do projeto havia sido feito pelo Metallica em junho.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Korzus abre shows do Slayer no Brasil

Grupos tocam em Curitiba e São Paulo, em junho

A veterana banda paulistana Korzus vai fazer a abertura dos dois shows que o Slayer faz no Brasil, em junho. Os dois grupos, referências do thrash metal em seus países, tocam em Curitiba, na quarta, dia 8, no Curitiba Master Hall; e em São Paulo, na quinta, dia 9, no Via Funchal. Os ingressos já estão à venda .
O Korzus é também uma das atrações do Rock In Rio. O grupo vai se apresentar no Palco Sunset, o espaço do festival destinado a encontros de mais de uma banda e/ou artistas, e terá como convidados grandes ícones mundiais. O projeto, intitulado The Punk Metal Allstars, conta com nada mais nada menos que o guitarrista do Dead Kennedys, East Bay Ray; o ex-vocalista do Misfts, Michael Graves; o guitarrista do Exodus (atualmente no Slayer), Gary Holt; e o líder do Destruction, Marcel Schmier. O Korzus se apresenta em 25 de setembro, o Dia Metal, ao lado de Matanza + BNegão; Angra + Tarja Turunen; e Sepultura + Tambours du Bronx (no Palco Sunset); e Metallica, Slipknot, Motörhead e Coheed and Cambria (no Palco Mundo).

 

Metallica: "Tocar para 80.000 fãs no Brasil é inimaginável"

Traduzido por Nathália Plá
via: http://whiplash.net

Alex Distefano entrevistou o baixista do METALLICA  Robert Trujillo para a matéria de capa da revista Inland Empire Weekly. Seguem trechos da conversa.
Sobre o primeiro show do "Big Four" nos EUA (trazendo METALLICA, SLAYER, MEGADETH and ANTHRAX) que aconteceu anteontem, sábado, 23 de abril no Empire Polo Club in Indio, California.
Trujillo: "O lugar tipo que nos escolheu. Fomos abordados por promotores com o local que estava livre uma semana após o festival Coachella . Funcionou perfeitamente para a agenda de todas as bandas. O momento parecia apropriado para finalmente fazer nos Estados Unidos e ver como seria o show. Para nós, foi uma questão de demanda; fizemos um teste na Europa e deu certo."
"Com o 'Big Four,' essas quatro bandas ainda não haviam dividido o palco no mesmo evento, então é um tipo de show histórico para nossos fãs no sul da Califórnia. Mas nós também temos fãs vindo do mundo inteiro para esse show."
"Tem algo sobre ver essas quatro bandas no palco que é simplesmente mágico. Dos shows que nós fizemos no verão passado, eu percebi que todos vêm pra trazer o seu melhor; dos músicos tem uma coisa dessas bandas juntas, onde você simplesmente sente... é o espírito do heavy metal. Queremos mostrar que podemos dar nosso melhor e trazer essa energia do heavy metal."
"Eu lembro que estava tocando como METALLICA quando eu estava no SUICIDAL «TENDENCIES» — foi no início dos anos 90" — e para mim eu achava que o melhor show de metal de todos seria o SLAYER com o METALLICA. Agora isso é realidade e eu sou parte disso, e é incrível."
Sobre a ligação entre as quatro bandas nos shows na Europa Oriental:
Trujillo: "Tivemos esse jantar enorme antes do show e toda noite ficávamos juntos como nos velhos tempos de escola; e para alguns foi uma reunião. Mas todos foram tão legais, éramos todos como uma família, tivemos a sensação do espírito do show e da música. Foi definitivamente um dos momentos mais marcantes na minha carreira."
Sobre o METALLICA tocar seu clássico álbum de 1986 "Master Of Puppets" na íntegra em 2006 para comemorar seu 20º aniversário:
Trujillo: "Foi o 20º aniversário daquele álbum e para mim foi uma honra fazer parte daqueles shows mágicos. A música 'Orion' é uma das obras primas do Cliff Burton «falecido baixista do METALLICA». Para mim, só tocar aquela música foi uma benção. Eu me senti muito afortunado em fazer parte dessa turnê especial."
Sobre a possibilidade de mais shows do "Big Four" no futuro:
Trujillo: "As platéias na Europa foram incríveis, os promotores ficaram super animados e nos mostraram que havia uma demanda para o 'Big Four. É possível que haja mais no futuro, mas ainda não há nada confirmado. Mas o fato de podermos fazer esse show e tocar ao vivo sem ter um disco novo é ótimo e graças a Deus todos nós ainda tocamos."
Sobre tocar para grande público em virtualmente todas as partes do mundo – mesmo em tempos de inquietação recessão econômica:
Trujillo: "Amamos nossa música e compartilhá-la no palco é incrível para nós a cada show. Nós Últimos anos, nós fomos para a América do Sul, América Central, Japão, Coréia do Sul e talvez até sejamos a primeira banda de metal a tocar na Costa Rica e Guatemala."
"Eu fiquei meio assustado na Guatemala. Os tiras tiveram de sair e controlar a multidão; eles não esperavam que uma banda de heavy metal fosse trazer tantos fãs. Eles ficaram com medo da energia – você sabe como é um show de metal. Foi uma experiência maravilhosa no fim. Amamos viajar e experimentar outras culturas. Tocar para 80.000 fãs no Brasil é inimaginável."
"Vamos tocar na Índia em outubro. Vai ser interessante, tocar num lugar que nunca imaginaríamos nem nos nossos sonhos mais loucos que iríamos tocar. É uma honra para todos nós podermos ser parte desse cenário musical enquanto banda de metal dividindo nossa música com os fãs na Índia nesse show incrível."
Leia a matéria completa (em inglês) na Inland Empire Weekly:
http://www.ieweekly.com/cms/story/detail/clash_of_the_titans/3907/
Fonte desta matéria (em inglês): Blabbermouth.net

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Heavy metal sinfônico por ANDREAS KISSER

http://colunistas.yahoo.net/posts/10071.html



Para mim, a música clássica e o heavy metal são do mesmo planeta. Nos dois lados existem compositores rebeldes, virtuosos e revolucionários, as épocas são diferentes, mas a atitude me parece a mesma. Hoje, a música clássica se limita às poucas boas salas de concertos e programas raros na televisão e no rádio. Já não se ouve mais compositores arrojados e influentes, a maioria das gravações atuais ainda são dos clássicos de Beethoven, Mozart, Vivaldi e Villa-Lobos, difícil falar de algum compositor contemporâneo que tenha a mesma influência e impacto, mas os tempos são outros e essa rebeldia e virtuosismo, na minha opinião, está no heavy metal.
Não é coincidência que as grandes bandas de rock se uniram às grandes orquestras e juntos fizeram coisas espetaculares. A primeira que me lembro é o Deep Purple, que fez um concerto no Royal Albert Hall, em Londres, no ano de 1969. O tecladista John Lord foi o grande responsável por esta junção, escreveu a arranjou os temas que eles apresentaram. O guitarrista Richie Blackmore também é um apreciador da música clássica e o resultado foi magnífico e surpreendente, afinal não se tinha visto nada parecido até então.

Na mesma época, 1969, o The Who fez a sua junção de rock e orquestra e acabou criando o termo “ópera-rock” com o disco Tommy. Um grande sucesso, muito mais aclamado do que a mistura do Deep Purple, pois as letras contavam uma história, com enredo e com personagens alucinantes. A junção da banda com os instrumentos clássicos deixou a história ainda mais interessante. Com o Deep Purple e o The Who, estava aberto o caminho para outros grupos fazerem o mesmo, ou seja, maximizar o peso do rock and roll através do som gigantesco de um orquestra.

Outras bandas da década de 70, mas que fizeram seus experimentos bem mais tarde, foram o Kiss e o Scorpions. O Kiss fez o disco ao vivo Alive IV na Austrália com a Orquestra de Melbourne, um show espetacular onde a orquestra entre no mundo do Kiss, com um palco cheio de efeitos pirotécnicos, grandes telões e todos os músicos da orquestra com os rostos pintados da mesma maneira que o Kiss. O resultado é apoteótico.

Por sua vez, o Scorpions se apresentou com uma das maiores e mais respeitadas orquestras filarmônicas do mundo, a de Berlin. Nesta mesma cidade, a banda alemã se apresentou em uma grande arena, também trazendo a orquestra para o ambiente do rock. Grande shows de luzes, figurino escolhido nos mínimos detalhes, cortinas caindo e muito som. O bom gosto da Scorpions esta em todos os arranjos, eles tem muita melodia e sentimento, a união foi perfeita.

Um músico que é do rock pesado, mas vive no mundo erudito, é o guitarrista sueco Yngwie Malmsteen, um monstro no instrumento. À frente da orquestra, no Japão, ele é o solista nato, é como se nós tivéssemos o privilégio de ver Nicolo Pagannini destruindo o violino ali na sua frente. Mas, como ninguém vivo viu o mestre de perto, Malmsteen nos traz esta sensação nos tempo de hoje. Sua técnica é impecável e sua presença é mágica. Ele apresente um repertório quase que exclusivamente escrito pore le em arranjos de arrepiar. Yngwie foi o roqueiro que conseguiu colocar a musica erudita no formato do rock, agora ele faz isso num recinto erudito, onde os grandes mestres da música clássica se apresentam.

No metal mais pesado e extremo temos o Metallica com a Orquestra Sinfônica de São Franciso. Apesar de ser um mega fã de Metallica, achei o resultado fraco e um pouco confuso, o Metallica poderia ser mais “maleável” e dialogar mais com a orquestra. De qualquer forma, é um show que vale a pena conferir.

Aqui no Brasil temos algumas experiências similares. A mais recente é a do Dr. Sin que se apresentou na Sala São Paulo, talvez a melhor sala de concertos da América Latina, tocando clássicos do rock and roll com a Banda Sinfônica de São Paulo. O visual desta sala é maravilhoso, ainda mais com uma banda e orquestra juntos. O Dr. Sin possue músicos de altissimo nível e as versões ficaram muito interessantes. Seria legal se na próxima eles fizessem versões de suas próprias músicas, trazendo ainda mais originalidade para estas junções.

E agora o Sepultura está fazendo a sua mistura. No dia 16 de Abril, à meia-noite, estaremos tocando na Virada Cultural de São Paulo no palco da estação da Luz, tradicionalmente o palco de apresentação das orquestras. Será um concerto em prol do Pau-Brasil e Orquestra Experimental de Repertório de SP convidou o Sepultura. O repertório será de temas do Sepultura, com orquestração do maestro Alexey Kurkdjian e regência do maestro Jamil Maluf. Será a nossa primeira experiência com uma orquestra completa e os arranjos estão bem audaciosos. Será a também a premiere ao vivo do tema que fizemos da Nona de Beethoven, gravada no nosso último disco A-Lex.

 

   

terça-feira, 22 de março de 2011

Ingressos para o Rock in Rio começam a ser vendidos hoje

Pré-venda para clientes do banco patrocinador vai até 22 de abril

 

O reinício das vendas de ingressos para o Rock in Rio começa a partir de hoje, à meia-noite, para quem tem cartões Itaucard, Personnalité e Itaú Uniclass, nas categorias MasterCard Black, Visa Infinite e Platinum. Como o Banco Itaú é “Patrocinador master do Rock in Rio”, a venda antecipada de ingressos, que tem o preço único de R$ 190 (ou R$ 95, meia-entrada), terá desconto de 15%.
A pré-venda exclusiva ocorre até o dia 22 de abril, através do site www.ingresso.com.br, com pagamento parcelado em até seis vezes, sem juros. Poderão ser comprados quatro ingressos por CPF, por dia de show. Mais informações no site www.itaucard.com.br/rockinrio, que já está no ar.
Dos 600 mil ingressos previstos para o Rock in Rio (100 mil por dia), 100 mil foram vendidos no final do ano passado. Inicialmente, as vendas seriam retomadas em julho, mas foram antecipadas, primeiro para maio, e, agora, foi criada essa pré-venda para clientes dos cartões do banco patrocinador do festival.
A edição de 2011 do Rock In Rio será realizada em dois finais de semana consecutivos, de 23 a 25 de setembro, e de 30 de setembro a 2 de outubro, no “Parque Olímpico Cidade do Rock”, localizado próximo à antiga Cidade do Rock, onde foram realizadas as edições de 1985 e 2001. O local estará integrado com o Projeto Olímpico da cidade.
Boa parte dos artistas que vão tocar no festival já foi anunciada, mas ainda falta completar alguns dias do Palco Mundo e parcerias do Palco Sunset. Os artistas da “Rock Street” e da “Tenda Eletrônica” só devem ser anunciados em abril. Veja abaixo a programação completa, confirmada até hoje (21/3):
Dia 23/9, sexta
Palco Mundo
: Elton John, Katy Perry, Rihanna e Claudia Leitte
Palco Sunset
: Móveis Coloniais de Acaju + Orkestra Rumpilezz + Mariana Aydar; Ed Motta + Rui Veloso + convidado; Bebel Gilberto + Sandra de Sá; e The Asteroids Galaxy Tour + convidado
Dia 24/9, sábado
Palco Mundo
: Red Hot Chilli Peppers, Stone Sour, Snow Patrol, Capital Inicial e NX Zero
Palco Sunset
: Marcelo Yuka + Cibelle + Karina Buhr + Amora Pêra; Tulipa Ruiz + Nação Zumbi; Milton Nascimento + Esperanza Spalding; e Mike Patton/Mondo Cane + orquestra
Dia 25/9, domingo
Palco Mundo
: Metallica, Slipknot, Motörhead e Coheed and Cambria
Palco Sunset
: Matanza + BNegão; Korzus + The Punk Metal Allstars; Angra + Tarja Turunen; eSepultura + Tambours du Bronx
Dia 30/9, sexta
Palco Mundo:
Shakira, Lenny Kravitz, Ivete Sangalo, Jota Quest e Marcelo D2
Palco Sunset
: Buraka Som Sistema + Mixhell; João Donato + Céu; Cidade Negra + Martinho da Vila + Emicida; e Monobloco + Macaco
Dia 1/10, sábado
Palco Mundo
: Coldplay, Skank, Frejat e atrações a definir
Palco Sunset
: Cidadão Instigado + Júpiter Maçã; Tiê + Jorge Drexler; Zeca Baleiro + Concha Buika; e Erasmo Carlos + Arnaldo Antunes
Dia 2/10, domingo
Palco Mundo
: Guns N’Roses, Pitty e atrações a definir
Palco Sunset
: The Monomes + David Fonseca; Mutantes + Tom Zé; Titãs + Xutos & Pontapés; e Marcelo Camelo + Convidado

Preços: R$ 190
Informações: www.rockinrio.com.br

 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Billy Corgan: revelando seus álbuns favoritos de Metal

O guitarrista, vocalista e fundador dos SMASHING PUMPKINS, Billy Corgan, listou seus dez álbuns favoritos de metal para o Musicradar.com. Confira a lista abaixo.
10. THE STOOGES - Fun House (1969): "Esse colocou o punk no metal ou vice-versa. Audição essencial".
9. LED ZEPPELIN  - Physical Graffiti (1975): "É difícil chamar o Zep de 'metal', mas eles criaram modelos diferentes que ainda estão sendo usados na terra dos riffs. Eu amo esse disco porque ele é tão malditamente sombrio. 'In My Time of Dying' é tão pesada quanto qualquer coisa lançada. (...) Talvez não seja pesada no sentido de 'heavy', mas emocionalmente... total esquecimento."
8. ACCEPT - Restless And Wild (1982): " Eu acho que o ACCEPT era uma banda de metal terrivelmente subestimada. À frente demais de seu tempo. 'Fast As A Shark' é uma das grandes canções de metal de todos os tempos. (...) Talvez muito esquisito para a América, mas a Europa nunca teve medo do ACCEPT."
7. SLAYER - God Hates Us All (2001): "Esse é o meu disco do tipo 'não é possível ser mais pesado que isso'. Eu achava que o SLAYER nunca conseguiria superar o Reign In Blood (1986). Eu estava enganado. Mortalmente enganado".
6. RAINBOW - On Stage (1977): "Eu amo esse álbum porque isso é o que acontece quando você pega uma grande banda, um grande repertório de canções ao vivo e apenas vai em frente. Celestial e grandioso, e tem um peso que é mais peculiar do que o blues do DEEP PURPLE. Confira o show ao vivo na Alemanhha em 1978, se você puder (foi lançado em CD). Ainda melhor que este show."
5. PANTERA - Far Beyond Driven (1994): "Eu tive o privilégio de ver o PANTERA três vezes nessa turnê, e uma vez parei no backstage como um fã nerd e declarei, 'Rapazes, vocês agora são a melhor banda de metal do mundo!' (...) Dimebag era um de uma espécie, e esse é o auge da visão dele e de Vinny para o que o PANTERA poderia ser, que era uma máquina que você podia acreditar que tinha pulmões."
4. JUDAS PRIEST - Unleashed In The East (1979): "Eu amo as músicas do início da carreira do PRIEST, mas parte da produção nos primeiros álbuns soa um pouco leve em retrospecto. (...) Esse álbum captura o peso verdadeiro deles, e a dança de navalhas que acontece toda noite entre Glenn [Tipton] e KK [Downing]. Incrível. Eu vi PRIEST tocar no ano passado e eles estavam MELHORES do que em 1982. Eu fiquei completamente atordoado."
3. MERCYFUL FATE - Melissa (1983): "Esse álbum assustava tanto o baterista da minha banda na época da escola que ele me proibiu de ouvi-lo em sua presença. (...) Performances de guitarra incríveis, super progressivas, e o trabalho vocal do céu-ao-inferno de KING DIAMOND é incrível e, na verdade, bastante à frente de seu tempo."
2. METALLICA - Master Of Puppets (1986): "O perfeito combo de riffs rápidos e violentos mais o princípio da descoberta de [James] Hetfield de que melodias não eram apenas algo no caminho de sua robótica mão direita. (...) Isso é metal esperto e elegante em seu nível mais alto."
1. BLACK SABBATH - Sabbath Bloody Sabbath (1973): "Assustador, fantasmagórico e mais pesado que Deus em momentos breves, fugazes. Esse álbum sempre me faz pensar na trilha sonora que o SABBATH seria para o dia final na Terra."

Fonte desta matéria: MusicRadar

Venda de ingressos para Rock in Rio é antecipada para maio


ingressos para Rock in Rio é antecipada para maio Segundo site do evento, entradas podem ser compradas a partir do dia 7/5.


Programada para começar em junho, a venda de ingressos para oRock in Rio foi antecipada para o dia 7 de maio, segundo o site oficial do evento, em nota publicada neste sábado (5).
A entrada para cada dia do evento custará R$ 190 (inteira) e R$ 95 (meia-entrada). Elas podem ser compradas pela internet e por postos de venda que serão divulgados em breve. O festival acontece entre 23 de setembro e 2 de outubro, com 108 atrações.
Em dezembro do ano passado, o primeiro lote de ingressos para o Rock in Rio se esgotou em pouco menos de um mês. Foram vendidos 100 mil Rock in Rio Cards. Katy Perry, Rihanna, Elton John, Coldplay, Metallica e Red Hot Chili Peppers são alguns dos artistas confirmados para o festival.
Fonte: G1

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Big Four: Diamond Head subirá ao palco no Sonisphere

DIAMOMD HEAD, banda que exerceu forte influência sobre o METALLICA e MEGADETH, irá se juntar aos quatro gigantes da BIG FOUR, no Sonisphere Festival deste ano, no dia 8 de julho.
Imagem
Fonte desta matéria: Classic Rock

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Biografia do Metallica será lançada em português


Após o sucesso do lançamento de "30 Anos da Besta", biografia não-autorizada do Iron Maiden, a Beast Books anuncia novo lançamento.
Seguindo a proposta de ser especializada em Rock e seus subgêneros, a editora prepara a versão em português da "Enciclopédia Metallica".
De autoria de Malcolm Dome e Jerry Ewing, jornalistas que já escreveram para revistas como Kerrang!, RAW, Metal Hammer e Q Magazine, o livro conta a trajetória de outro grande ícone do Heavy Metal, o Metallica.
Ainda comemorando o lançamento da única biografia do Iron Maiden em português, os editores promovem hoje uma festa em homenagem ao grupo em São Paulo, no Inferno Club.

ROCK EM GERAL entrevista ROBERTA MEDINA



No Mundo do Rock

Na linha de frente

Vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina traz no sangue a vocação para o entretenimento e assume (em parte) as funções do pai Roberto Medina na organização do Rock in Rio, que volta à cidade natal 11 anos e seis edições europeias depois. Fotos: Rogério Resende (1), Vitor Salerno (2), Divulgação (3 e 5) e Ana Cristina Fiedler (4).

Ela vai: Roberta usa capacete no dia do lançamento da pedra fundamental do Rock In Rio, em dezembro
Ela vai: Roberta usa capacete no dia do lançamento da pedra fundamental do Rock In Rio, em dezembro
Não é todo mundo que tem como melhores lembranças de shows aqueles que nunca viu. Mas Roberta Medina ouviu falar tanto das apresentações de Frank Sinatra, no Maracanã, em 1980, e do Queen, no primeiro Rock in Rio, em 1985, que não titubeia em citá-los. Também pudera: eles foram as duas grandes primeiras façanhas de seu pai, Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, que volta ao Brasil em setembro/outubro desse ano. Hoje mais discreto, o Medina pai continua batendo o martelo na hora de fechar a contratação de um artista (que é o que interessa para o público), mas colocou a filha Roberta na linha de frente do festival.
É ela quem aparece apresentando esta nova edição e seus patrocinadores, e nolançamento da pedra fundamental do “Parque Olímpico Cidade do Rock”. O local irá receber as próximas três edições do festival (já garantidas), além de servir como área de lazer para os atletas olímpicos em 2016 e para receber outros eventos da cidade. Ausente do Rio (e do País) por 11 anos, o Rock In Rio volta remodelado, com capacidade de público menor, graças à experiência de edições bem sucedidas em Lisboa (2004, 2006, 2008 e 2010) e Madri (2008 e 2010). E a coisa começou bem. Com apenas 11 artistas confirmados no palco principal do festival, 100 mil ingressos foram vendidos antecipadamente em 24 dias. Em julho, definidas todas as atrações, a carga definitiva de entradas começa a ser vendida.
Roberta está em Portugal negociando contratos com cerca de 60 artistas para o festival, mas arranjou um tempinho para atender ao Rock em Geral nessa entrevista exclusiva, via e-mail. Ela ressalta a importância do crescimento econômico brasileiro para a volta do festival ao Rio; da utilização de verba pública no evento; das pesquisas que apontaram o Metallica como a banda “mais pedida” do público brasileiro; de problemas de som que aconteceram na edição passada e do susto de ver o baixista do Queens Of The Stone Age subir no palco pelado. Se você ainda tinha alguma dúvida sobre o Rock in Rio, depois de ler essa entrevista vai é começar a contar os dias na folhinha. Divirta-se:
Rock em Geral: Este mês está completando dez anos da última edição do Rock In Rio no Rio. Por que o festival se afastou tanto da cidade de origem?
Roberta Medina: Infelizmente, a economia brasileira não estava estável o suficiente para viabilizar edições frequentes do Rock in Rio no País. Hoje, com a economia mais forte e mais estável, a pressão que coloca-se em patrocínios pode ser menor, aumenta-se a responsabilidade financeira da venda de ingressos, mas o poder aquisitivo da população já nos permite isso. Em 2001, o ingresso (inteira) custou R$ 35, hoje custa R$ 190.
REG: O quanto pesou na decisão de fazer o festival este ano a parceria com a Prefeitura, por conta dos Jogos Olímpicos de 2016?
Roberta: A parceria da Prefeitura foi fundamental para a volta do Rock in Rio. A volta do festival só foi possível depois que a Prefeitura se comprometeu a antecipar os investimentos previstos para a construção do parque de lazer dos atletas e redesenhar, em conjunto com o Rock in Rio, a infra-estrutura prevista para que pudesse ser um espaço permanente para a realização de grandes eventos ao ar livre no Rio de Janeiro. O acordo com a Prefeitura prevê a realização do Rock in Rio a cada dois anos. Isso faz com que o evento tenha uma grande responsabilidade para aperfeiçoar cada vez mais os seus planos de logística, transporte, trânsito e segurança da cidade, e ainda reforçar a imagem e a capacidade da cidade para receber e organizar grandes eventos.
REG: Passadas as Olimpíadas, você acha que, enfim, o festival vai ganhar periodicidade de realização do Rio?
Roberta: Desde que começamos a conversar sobre a volta do Rock in Rio com o prefeito Eduardo Paes, a ideia é tornar o evento bianual. A intenção é realizar o Rock in Rio em 2011, 2013 e 2015…
REG: O apoio da Prefeitura prevê utilização de verba pública para a realização do festival? Você pode estimar qual o percentual do total da verba a ser investida que vem da Prefeitura?
Roberta: O compromisso da Prefeitura é a construção do Parque Olímpico Cidade do Rock e o apoio logístico para a realização do festival. O investimento de R$ 37 milhões, anunciado pela Prefeitura, é uma antecipação das verbas das Olimpíadas de 2016. O resultado desta antecipação de recursos vai significar grande retorno financeiro para a cidade, tendo em conta os números oficiais do impacto exclusivo do Rock in Rio 2001 na economia da cidade. Ainda assim, além deste impacto haverá a possibilidade de ativar o parque com outros eventos nos períodos não ocupados pelo Rock in Rio.
Roberta apresenta patrocinadores
Roberta apresenta patrocinadores
REG: E impossível realizar um festival do porte do Rock In Rio somente com investimentos da iniciativa privada, sem o apoio de órgãos do governo?
Roberta: Esse apoio é fundamental porque é critério número um ter o local em condições para receber o evento, e isso, geralmente, está nas mãos dos governos locais. Fora isso, eles têm que acompanhar todo o planejamento de logística do evento na cidade para garantir uma perfeita realização em conjunto com os organizadores. É assim em Lisboa e em Madri, e vai ser assim no Rio. O mais importante é observar que a repetição do evento nestas cidades comprova o retorno satisfatório da dedicação e investimentos em infra-estrutura e logística, uma vez que os retornos financeiros são muito superiores que os investimentos necessários. Em Lisboa, apenas a edição de 2008 gerou um impacto de 63 milhões de Euros para a economia da cidade, impactos diretos do evento.
REG: Podemos atribuir a mudança do local a esta parceria ou vocês queriam realmente um espaço menor? Pode confirmar a capacidade de público total, por dia de evento?
Roberta: A Prefeitura está construindo um espaço que servirá para a realização de eventos maiores na cidade. Hoje, o Rock in Rio é pensado para um público de 100 mil pessoas por dia, que é o que a nova Cidade do Rock comportará. Dessa forma ofereceremos lazer atrelado ao conforto e bem estar a todos os visitantes. Em 2001, a capacidade era de 250 mil pessoas. A organização do festival preferiu diminuir o número de pessoas para que o público tivesse um conforto maior.
REG: A decisão de mudar a data do festival, que tradicionalmente acontecia no mês de janeiro, partiu dessa parceria? Você considera esta mudança positiva ou isso pouco importa ante aos investimentos que estão sendo feitos?
Roberta: Este foi um pedido da Prefeitura, do prefeito Eduardo Paes. A ideia é que com a volta do Rock In Rio uma nova data forte para o turismo entre no calendário da cidade. Hoje, mais de 60% dos compradores do Rock In Rio Card são de fora do Rio.
REG: Em 2010 aconteceu outro festival de rock, o SWU, em Itu, no interior de São Paulo, num período bem próximo ao da data do Rock in Rio – de 9 a 11/10 – e deve acontecer a segunda edição este ano. Em que medida dois eventos de grande porte no mesmo segmento podem se atrapalhar ou se ajudar, acontecendo tão próximos um do outro? Você não acha que um festival pode “roubar” público do outro?
Roberta: O Rock in Rio não é um evento de música, apenas. É o maior evento de música e entretenimento do mundo. Hoje temos uma experiência que vai muito além do que a música, oferecemos parque de diversões, tenda de desfiles, a Rock Street, com shows de jazz, enfim, é muito mais do que apenas música. Além disso, o Rock in Rio se dirige a um público de diversas faixas etárias e com perfil distinto de consumo. Os festivais tradicionais, em geral, são frequentados por um público de nicho. Além de serem propostas de evento muito diferentes, o aumento da oferta de shows vai continuar aumentando e isso é um sinal muito positivo do fortalecimento da economia.
REG: É verdade que no passado os contratos do Rock In Rio com os artistas tinham uma “cláusula de exclusividade” que não permitia que eles se apresentassem em outras cidades da América do Sul, em um período anterior e posterior ao festival? Ainda funciona assim?
Roberta: Não é verdade, cada contrato tem uma realidade diferente.
REG: Quando perguntada sobre a escolha dos artistas anunciados para o festival, você costuma argumentar que ela é feita a partir de pesquisas de mercado. Você pode explicar melhor qual é a metodologia dessas pesquisas?
Roberta: Em todas as edições, tanto no Brasil quanto em Portugal e Madrid, o Rock in Rio realiza pesquisas junto ao público e aos formadores de opinião para saber o que gostariam que o Rock in Rio apresentasse. Aqui no Brasil esta pesquisa é feita pelo IBOPE. A ideia é saber quem são as atrações que o público quer ver e nos esforçar para trazer esses artistas. Em agosto do ano passado, encomendamos ao IBOPE uma pesquisa que foi realizada no Rio e em São Paulo, com 1200 pessoas. A banda mais pedida foi o Metallica, que já anunciamos com a principal atração do Dia Metal para o Rock in Rio 2011.
REG: Como você montou a direção artística do festival e quais pessoas participam? Há consultores externos?
Roberta: Temos um diretor artístico para cada palco. Palco mundo: Paulo Fellin. Palco Sunset: Zé Ricardo. Eletrônica: Miguel Marangas. Rock Street: Bruce. Todos são comandados pelo Roberto Medina.
REG: Em 1985 Roberto Medina consultou os diretores da Rádio Fluminense FM (a rádio rock da época) quanto aos artistas a serem contratados. Esse procedimento continua sendo adotado?
Roberta: Como falado anteriormente, contratamos uma pesquisa de mercado para saber qual é a vontade do público e também ouvimos formadores de opinião e certamente pessoas ligadas à área de música – jornalistas, músicos etc, são consultadas e participam da pesquisa.
Metallica: a banda mais pedida nas pesquisas
Metallica: a banda mais pedida nas pesquisas
REG: Do ponto de vista artístico, quem é o “homem forte” do Rock in Rio, que bate o martelo quanto à contratar um a atração?
Roberta: Desde a primeira edição, todas as contratações são feitas e definidas pelo Roberto Medina. Mas há uma equipe trabalhando junto a ele para que tudo isso seja possível e viável.
REG: No Rock in Rio de 2001, parecia haver uma preocupação em trazer de volta artistas que haviam estrelado as outras duas edições (de 1985 e 1991), como Iron MaidenGuns N’Roses, James Taylor etc. Pelos nomes anunciados até agora, vê-se muitos artistas que participaram das edições “europeias”. É essa a intenção ou isso acontece mais pelos contatos já estabelecidos com os agentes desses artistas?
Roberta: Sempre procuramos trazer artistas que estão em evidência, e que o público quer ver. Algumas vezes, esses artistas já participaram de outras edições do evento, mas isso acontece por serem artistas que estão no auge e fazem sucesso em qualquer lugar do mundo.
REG: Você tem dito que está negociando com cerca de 60 artistas para completar o cast do festival. Qual é a previsão de anúncio de todo o elenco? Você pode citar alguns desses nomes ou o perfil deles?
Roberta: Ao todo, serão mais de 100 artistas contratos para o Rock in Rio 2011, o que inclui Palco Mundo, Sunset, Eletrônica e Rock Street. A previsão é que até julho todos sejam anunciados.
REG: Fala-se que artistas como Lady Gaga, Paul McCartneySoundgarden,Arcade FireAlice In ChainsVan Halen e The Who estariam nesse rol de negociações. Você confirma ou descarta algum deles?
Roberta: Os artistas confirmados para o Palco Mundo até agora são: Red Hot Chili Peppers, Metallica, Coldplay, Snow Patrol, Stone Sour, Motörhead, Slipknot, Coheed and Cambria, Skank, Capital Inicial e NX Zero. No palco Sunset, espaço que receberá todos os dias quatro encontros especiais entre artistas consagrados e novos nomes da cena musical nacional e internacional, tem confirmados no line-up: Erasmo Carlos, Arnaldo Antunes, Sepultura, Angra, Tulipa Ruiz, Cidadão Instigado, Marcelo Camelo, Orkestra Rumpilezz e Céu, que terão os seus parceiros e datas anunciados nos próximos meses.
REG: Dos seis dias do festival, já foram anunciados o “Dia Metal”, “Dia Rock” e “Dia Rock Alternativo”. Quais serão os temas dos outros três dias?
Roberta: Temos que aguardar os anúncios das próximas atrações.
REG: Por que fazer shows com reuniões de artistas no “Palco Sunset” e não o show de cada artista, como no “Palco Principal”?
Roberta: Porque não queremos ter simplesmente outro palco. Queremos ter um palco único que se destaque pela liberdade de experiências artísticas, pelo ineditismo. Queremos oferecer ao público algo que ele só pode ver se for ao Rock in Rio.
REG: Há uma queixa no meio do rock independente quanto à colocação de um palco específico para esses artistas. Você tem conhecimento disso? Chegou a ser ventilada a criação de um palco para bandas independentes?
Roberta: Nunca ouvimos falar disso e não temos esta intenção para esta edição.
REG: A venda antecipada do Rock In Rio Card foi um sucesso, mas o que acontecerá se muitas pessoas optarem pelo mesmo dia? Não pode ocorrer uma demanda grande por poucos ingressos para este dia? Pode explicar como funciona, na prática a utilização do Rock in Rio Card?
Roberta: Limitamos a venda de 100 mil Rock in Rio Cards exatamente para não correr nenhum risco. A capacidade do local é para 100 mil pessoas por dia, isto é 600 mil pessoas em 6 dias. O que vai acontecer é haver menos ingressos disponíveis para determinados dias quando a venda oficial for aberta porque quem comprou o Rock in Rio Card já terá escolhido o seu dia. Esse era o benefício de comprar antecipado.
REG: Boa parte dos artistas anunciados para este ano esteve no Brasil há pouco tempo. Isso não tira um pouco o elam do festival, que se caracteriza por trazer artistas que o Brasil nunca viu?
Roberta: Se analisarmos o mercado da música hoje versus a realidade do mercado de entretenimento de massa no Brasil, chegamos a uma lista bastante reduzida de talentos que tenham capacidade de mobilizar grandes massas. O Rock in Rio é um evento para 100 mil pessoas por dia e, realmente, grande parte dos artistas que tem essa capacidade, felizmente, já veio ao Brasil. Ainda assim, o que o público busca no Rock in Rio, comprovado por pesquisa em todos os mercados onde passamos, é a festa. São 14 horas de evento com entretenimento diversificado. Pessoas que não costumam ir a shows ou festivais tradicionais vão ao Rock in Rio pela confiança na segurança, logística e diversas ofertas de atividades que atendem a públicos de perfis e idades diferentes. O perfil de shows diferenciado de dia para dia é o que ajuda na escolha da data.
Parceiros: o Prefeito Eduardo Paes e Roberta
Parceiros: o Prefeito Eduardo Paes e Roberta
REG: Em 1985 reclamou-se muito da desigualdade de condições técnicas oferecidas aos artistas internacionais e nacionais. Já em 2001, seis artistas de grande nome no Brasil “boicotaram” o festival em cima da hora. Essas questões foram equacionadas para esta edição?
Roberta: As condições técnicas são as mesmas. Muitas vezes os artistas internacionais trazem elementos técnicos que fazem parte das suas turnês, mas que não têm nada a ver com o festival. A maior discussão acontece sempre ao redor dos horários de atuação, mas neste sentido há pouco a discutir porque toca mais tarde quem atrai maior publico. Não significa que os artistas nacionais tenham menos fãs, mas como estão mais acessíveis durante o ano, é natural que o que mobilize mais as pessoas para escolherem determinado dia sejam os nomes internacionais. Já conseguimos algumas mudanças neste cenário, mas não é espaço para grande debate.
REG: Desses artistas (O Rappa, Skank, Raimundos, Cidade Negra, Charlie Brown Jr. e Jota Quest), até agora só o Skank foi anunciado para este ano. Há alguma pendência com os demais, ou eles podem vir a ser anunciados como atração para este ano?
Roberta: Na verdade, o que aconteceu foi um mal entendido e não há rancor nenhum por parte dos artistas e do Rock in Rio. As bandas estão sendo anunciadas conforme os contratos estão sendo fechados. O Rock in Rio tem interesse em oferecer ao público os maiores artistas nacionais e internacionais.
REG: Um dos problemas da edição de 2001 foi a qualidade do som, cujo volume oscilava muito no meio de uma única apresentação. Como isso está sendo tratado dessa vez?
Roberta: O volume é controlado pelos técnicos de som de cada banda. O festival oferece o melhor equipamento disponível no mercado fornecido pela Gabisom – quarta maior empresa de som do mundo. O que fazemos para tentar minimizar é deixá-los operar o equipamento com tranquilidade nas passagens de som. No entanto, se durante o show resolvem operar de outra forma, não é de controle do festival. Os técnicos são impostos pelos artistas.
REG: Você era uma criança quando o Rock in Rio foi idealizado. Como você vê o processo de assumir o festival? Era uma vocação sua ou a produção do festival foi “sobrando pra você” naturalmente?
Roberta: Descobri minha paixão pela concretização de ideias, por tirá-las do papel, no meu primeiro emprego, que não foi no Rock in Rio nem mesmo com meu pai. Depois de perceber essa paixão acabei por dar conta de que fazia sempre pequenas produções desde nova, nas festas em casa. Está no sangue. Nunca, nem eu nem meus irmãos, fomos direcionados para fazer o que fazemos, penso que foi um presente para o nosso pai essa vocação vir no sangue. Cada um se dedica a uma área, mas todos estão envolvidos com entretenimento e comunicação.
REG: De que forma sua participação como jurada do programas “Ídolos”, em Portugal, te ajudou na hora de selecionar os artistas para o festival?
Roberta: O Rock in Rio tem uma equipe própria de contratação artística que é liderada pelo Roberto, que usa como base de informação a pesquisa de mercado que realizamos e os contatos com parceiros estratégicos do mercado onde será realizado o evento. Minha participação no “Ídolos” não interfere nesta área.
REG: Das edições realizadas no Brasil quais shows você pode citar como aqueles que marcaram sua trajetória profissional?
Roberta: Os shows que mais marcaram a minha trajetória profissional foram os que eu não assisti: Frank Sinatra, no Maracanã, e Queen, no Rock in Rio I. São shows que vi por imagem centenas de vezes e que mobilizaram e emocionaram muitas pessoas. Essa emoção é o que me fez gostar de trabalhar com entretenimento e por isso é a marca maior.
REG: Alguma história de bastidor interessante para contar, das edições passadas?
Roberta: Queens Of The Stone Age, Rock in Rio 2001. Era o meu primeiro festival, o cantor resolve tocar nu (na verdade, era o baixista do grupo na época, Nick Oliveri). Achei que ele ia fazer uma “gracinha” na primeira música e depois se vestir de novo. Quando ele já ia para a terceira música nu, fui correndo para o palco para orientar que se vestisse. Tarde demais! O Juizado de Menores já estava lá, ameaçando prendê-lo. Que cena!
REG: Com a experiência e os contatos no exterior, você não se interessa em produzir shows internacionais no Brasil, não só para o Rock in Rio?
Roberta: Não é nossa área de interesse. Trabalhamos eventos, conceitos de comunicação, que mobilizem as pessoas e envolvam as marcas desde o primeiro momento. Nosso foco é no entretenimento do público de por vários estímulos, e a musica é o elo.
Vista geral de como irá ficar o 'Parque Olímpico Cidade do Rock', próxima à antiga Cidade do Rock
Vista geral de como irá ficar o 'Parque Olímpico Cidade do Rock', próxima à antiga Cidade do Rock

e-buddy - acesse MSN, FACEBOOK, GOOGLE TALK e outros