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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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quinta-feira, 5 de maio de 2011

CONFIRAM EM PRIMEIRA MÃO A CAPA DE KAIROS, NOVO DO SEPULTURA!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Veja quais músicas estão em ‘Kairos’, o novo do Sepultura

Disco sai em junho/julho

O novo álbum do Sepultura, “Kairos”, vai ser lançado no dia 24 de junho, na Europa, e no dia 12 de julho, nos Estados Unidos. O título é uma palavra grega cujo significado é “um determinado momento em que algo especial acontece”. “Kairos” foi gravado no início do ano no estúdios da Trama, com a produção de Roy Z - leia abaixo, entrevista exclusiva com Andreas Kisser. Abaixo, segue a lista de músicas das versões padrão e deluxe:
Padrão
1- Spectrum
2- Kairos
3- Relentless
(2011)
4- Just One Fix
5- Dialog
6- Mask
(1433)
7- Seethe
8- Born Strong
9- Embrace The Storm
(5772)
10- No One Will Stand
11- Structure Violence (Azzes)
(4648)
Deluxe
1- Spectrum
2- Kairos
3- Relentless
(2011)
4- Just One Fix
5- Dialog
6- Mask
(1433)
7- Seethe
8- Born Strong
9- Embrace The Storm
(5772)
10- No One Will Stand
11- Structure Violence (Azzes)
(4648)
Bônus
12- Firestarter
13- Point Of No Return

 
No Mundo do Rock

Retomada

Contrato com gravadora alemã e turnê gigante por Estados Unidos/Europa recolocam o Sepultura mais próximo do primeiro mundo e longe da reunião da formação clássica acalentada por boa parte dos fãs. Fotos: Estevam Romera/Divulgação.

Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella fazem pose dentro do estúdio de gravação
Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella fazem pose dentro do estúdio de gravação
Esse ano não tem pra ninguém. O Sepultura está concluindo um novo álbum, o primeiro a ser lançado dentro do contrato com a gravadora alemã Nuclear Blast, a número um entre as independentes segmentadas no heavy metal. A partir de abril o grupo embarca numa turnê com mais de 40 datas nos Estados Unidos e Canadá, passando por cidades onde nunca esteve, e segue depois para os festivais europeus, incluindo a estreia no Wacken Open Air, na Alemanha, hoje o maior evento de heavy metal do mundo.
É certo que o Sepultura nunca jogou a tolha, mas não é um exagero reconhecer que o momento é de retomada na fase pós Max Cavalera, que já dura 14 anos. Enquanto Max desanda a clamar por uma sonhada turnê de reunião, incluindo farpas aqui e acolá em diversos veículos da imprensa em todo o mundo, a formação atual, liderada por Andreas Kisser dá de ombros. Porque, a bem da verdade, a banda está “fazendo outras coisas”, embora o guitarrista admita que “abriu uma porta que estava fechada”. Completam o time Derrick Green (vocais), Paulo Jr. (baixo) e Jean Dolabela (bateria).
Andreas descolou um tempinho entre uma gravação de guitarra e outra para falar do novo álbum, cujas gravações se encerram na segunda (28/2). O título não pôde ser revelado, mas, segundo Andreas, o disco é uma espécie de autobiografia do Sepultura e busca um formato “old school”. São 11 músicas inéditas e dois covers que talvez só entrem como bônus em versões especiais. O lançamento do CD deve acontecer antes de a turnê americana começar, mas os brasileiros só vão ver as músicas novas, ao vivo, no Rock In Rio, onde o Sepultura, dessa vez, toca junto com o grupo de percussão francês Tambours du Bronx (dia 25/9). Veja tudo isso e muito mais nessa entrevista exclusiva com Andreas Kisser:
Rock em Geral: Vocês estão terminando a gravação do novo disco, qual é a avaliação do trabalho?
Andreas Kisser: Eu tô super feliz com o resultado, estamos trabalhando desde 20 de janeiro, fizemos umas demos de pré produção no ano passado. A participação do Roy Z. (produtor) está sendo fundamental, ele tá conseguindo traduzir a sonoridade que a banda estava querendo, aquela coisa de trazer o som do palco para o estúdio, deixar o mais ao vivo possível. Estamos super felizes com o resultado, tá ficado muito foda.
REG: O Roy Z. não tinha experiência com bandas mais pesadas, mais thrash. Houve algum problema, em princípio?
Andreas: Não, nada a ver, ele tem a sensibilidade de perceber aquilo que a banda precisa. Ele tem muito know-how dos sons em geral, de utilizar microfones, de fazer testes, de pedais. Ele tá no mundo do metal, apesar de não ter trabalhado com nada tão extremo, mas tá funcionando bem pra caralho.
REG: Como rolou de chamá-lo para produzir o disco?
Andreas: Nós conhecemos o Roy há um tempo, eu conheço o trabalho dele com o Bruce Dickinson, com o Rob Halford, com o Judas e outras bandas, principalmente tocando. Nós já tínhamos conversado, ele sempre curtiu a banda e agora rolou essa oportunidade, porque ele vem bastante ao Brasil, tem mulher aqui, e arranha o português bem. Tudo facilitou para ele vir trabalhar conosco. O estúdio da Trama tem uma condição muito boa, ele curtiu pra caralho a mesa, toda a situação. A gente tava a procura de um cara com um know-how de fora. Nos últimos discos trabalhamos com o Stanley Soares, que é o nosso técnico de PA, que viaja com a banda, fez um puta trabalho no “Dante” (“Dante XXI”, de 2006) e no “A-Lex” (de 2009). Mas resolvemos mudar, trazer um cara de fora, com outro ponto de vista, outras idéias, e o Roy foi o cara perfeito para o que tínhamos para fazer.
REG: O disco já tem título, tá com as faixas definidas?
Andreas: O disco tem nome, mas não estamos anunciando ainda. Estamos segurando, mas tá tudo definido. Alguns nomes de algumas músicas ainda têm que acertar, mas tá 80, 90% definido.
REG: São quantas faixas?
Andreas: Gravamos 13 faixas, incluindo dois covers, um do Ministry e outro do Prodigy. Do Ministry é “Just One Fix” e do Prodigy é “Firestarter”. As músicas ficaram boas pra caralho, fizemos para ficar de bônus, fazer lançamento de “box set”, se o Japão precisar de coisas extras, mas tá rolando a pressão da gente mesmo para colocar tudo no disco. Talvez vamos guardar essas faixas para um lançamento oficial. Fora elas, são onze faixas, que foi nosso objetivo fazer um disco tipo o “Arise”, que tem nove faixas, o “Master Of Puppets” (do Metallica), que tem oito, nove (tem oito).
REG: Tipo LP…
Andreas: É, old school mesmo, não tinha espaço para fazer nessa época e se focava dentro daquele espaço, com criatividade. No “Roots” chegamos a fazer 16 faixas, era aquela coisa do CD, “ah, agora cabe”. Nós fechamos nesse limite, eram 10, mas aí acabamos fazendo mais uma e foi 11, mais esses dois covers. Ao mixar tudo vamos ter uma ideia melhor de todas as músicas, como elas vão se assentando, e vamos escolher a ordem, se vamos cortar alguma ou não.
REG: Então não é um disco temático, que obedece a uma ordem previamente estabelecida entre as músicas…
Andreas: Não é como foi o “Dante” e o “A-Lex”, mas é um disco inspirado em nós mesmos, como se fosse um livro, uma biografia do Sepultura. Nossas próprias experiências, as mudanças, as viagens, as turnês que fizemos com tantas bandas, essa carreira que a gente tem. Então pode se considerar temático, mas uma coisa não tão fechada dentro de uma história, mas a nossa própria história.
REG: As letras devem ser todas bem pessoais…
Andreas: Acho que as letras são mais pessoais, íntimas, porque não tem uma história permeando a mensagem que queremos passar. É uma coisa mais das nossas experiências. Por exemplo, tem uma música que se chama “Born Strong”, em que falamos da nossa família, de pai, mãe, mulher, filho, da paciência, da força e do equilíbrio de estar na estrada e voltar para a casa. Aquela coisa de ter a educação do berço, coisas nossas que foram fundamentais para que a banda fosse possível. Também falamos da experiência de palco, das nossas relações com gravadoras, empresários. São as nossas experiências como banda, como músicos e como pessoas. Ficou uma coisa mais pessoal, mais íntima.
Reunido entre uma gravação e outra, o Sepultura discute detalhes do novo álbum, cujo título é segredo
Reunido entre uma gravação e outra, o Sepultura discute detalhes do novo álbum, cujo título é segredo
REG: E em termos de som, tá mais old school também ou tem coisas novas?
Andreas: Acho que tá os dois, tem esse espírito de old school, de ter tocado o “Arise” inteiro no Manifesto (show realizado no bar/casa de shows paulistano, em que a banda tocou a íntegra do álbum “Arise”, em dezembro de 2010). No começo da turnê do “A-Lex” nós colocamos as opções no site, para a galera escolher uma fase da banda para nós tocarmos. Nos preparamos bastante para isso e tocamos muita coisa velha. E ao mesmo tempo é uma coisa nova, é o Sepultura novo com as influências que escutamos desde sempre, com as coisas mais recentes, e com essa pegada de hoje. Não importa se estamos tocando música de 15, 30 anos atrás, estamos tocando hoje. Então eu acho que tem esse clima de coisa nova, mas dá para sentir a influência da história da banda nas músicas.
REG: Você pode citar mais alguns títulos, falar de uma música ou outra?
Andreas: Deixa eu ver… tem a “Born Strong”, que fala da família… Por exemplo, essa que eu falei de estarmos no palco. Fazendo uma analogia, é como se estivéssemos na frente de batalha mesmo, porque todo dia é uma batalha, sair e encarar o mundo. Então tem uma música que se chama “No One Will Stand”. É tipo isso, depois de um show do Sepultura, cabeças rolam… Damos o máximo, é aquela coisa de passar o sentimento de estar no palco, a coisa mais espetacular na vida de um músico. Passar um pouco desse sentimento de tocar na Índia, em Cingapura, nas Filipinas, encarando como uma batalha, no bom sentido.
REG: Você disse que de participações só tem o Tambours du Bronx. Eles gravaram a parte deles em enviaram para vocês?
Andreas: Eu mandei a música que escolhemos para fazermos juntos, ela já fazia parte do repertório do Sepultura. Escolhemos aquela que poderia combinar mais com o estilão dos caras.
REG: Qual o nome dessa música?
Andreas: Ela tá sem nome ainda, estamos fazendo ela agora nesses últimos estágios, e a idéia é misturar inglês, português e francês na letra, uma coisa que nunca fizemos antes. Eu mandei a música, eles fizeram um rascunho, mandaram para cá, nós curtimos pra caralho e mandamos de volta. Eles fizeram na França e mandaram de volta, tá ficando muito bom.
REG: E o show do Rock in Rio com eles, como vai ser?
Andreas: Vamos ensaiar muito, vai ser o primeiro show que vamos fazer juntos. A ideia era fazer os festivais na Europa já nesse ano, mas deixamos para fazer a estreia no Rock in Rio e fazer a Europa com eles em 2012, principalmente na França.
REG: Eles vão tocar no show todo ou em uma música ou outra?
Andreas: É uma parceria, vai ser um show atípico, porque vai ser uma mistura de duas bandas. Vamos fazer temas antigos do Sepultura e juntar algumas coisas deles. Estamos definindo algumas músicas. Eu sei que vamos fazer o “Roots” com eles e umas outras, mas vamos chegar um pouco mais cedo no Rio para definir, vamos ter que ensaiar bastante.
REG: Você ficou chateado por não ter sido chamado para tocar no palco principal do Rock In Rio?
Andreas: Não, pelo contrário, esse Palco Sunset vai ser muito mais legal que o principal.
REG: É que é mais cedo…
Andreas: Mas isso na Europa é a coisa mais tradicional do mundo. Público vai ter, esse é o estilo do festival. E o Rock in Rio tá fazendo isso justamente com o Sunset para dar esse valor, não ficar aquela coisa de palco b, palco c. É um palco importante, fantástico, que vai ter grandes nomes, acho que é até mais fodido que o palco principal. Tem Milton Nascimento com Esperanza Spalding… Vai ser o diferencial desse festival ou até em festival do mundo inteiro. E eu tô muito feliz de fazer parte disso, por ter essa chance de fazer um show diferente, especial e exclusivo, praticamente. E os outros shows têm o Korzus com os caras do Destruction, com o Gary Holt (guitarrista do Exodus). É legal esse desafio, e é mais um pioneirismo do Sepultura, participar de uma coisa nova como essa.
REG: Você participa de shows de muitos artistas que não têm nada a ver com o heavy metal, o que gera reclamações por parte dos fãs. Isso te incomoda? Você é cobrado pelos fãs?
Andreas: Ah, não importa o que você fizer vai ter sempre gente reclamando. Então vou fazer o que eu curto, e é um privilegio. Primeiro que eu tenho capacidade para fazer, não é só querer. Quem não quer tocar com o Jorge Benjor? Fora o currículo é uma puta honra, e mais do que isso é levar o heavy metal para isso. O heavy metal se coloca numa posição fechada, achando que é melhor do que tudo, uma posição meio arrogante. “Ah, não, não toco com isso porque não gosto, porque o heavy metal é mais foda”. Nada a ver. O heavy metal pode permear tudo quanto é coisa. Aliás, o heavy metal só sobrevive por causa das misturas, é um dos estilos mais camaleões.
Andreas e o produtor Roy Z. concentrados no CD
Andreas e o produtor Roy Z. concentrados no CD
REG: Vocês transmitiram diariamente, na internet, a gravação do disco. Foi bom? Atrapalhou ou ajudou?
Andreas: É a primeira vez que abrimos um canal assim, sem censura ou edição, com som e a imagem. Foi legal, para a galera que não tem a mínima noção de como se faz um disco. A maioria das pessoas estava esperando um videoclipe das músicas. É engraçado ver a galera sem paciência ou achando que aquilo tudo era uma palhaçada. Mas muita gente também aprendeu que o processo é lento, cheio de detalhes. No estúdio tudo aparece, defeitos, barulhinhos. Troca microfone, testa isso, testa aquilo, é demorado, mas foi uma experiência muito legal, tanto para nós quanto para quem estava assistindo.
REG: Vocês não ficaram intimidados?
Andreas: No começo, sim, mas depois você acaba acostumando. Na hora em que a câmera tá ligada você pensa mais naquilo que vai falar, porque no estúdio você conversa de tudo, fala mal de todo mundo, fala de futebol. A gente se autocensura, mas nada que mude o ritmo de gravação. Foi legal porque deu para mostrar todas as fases, a gravação da bateria, guitarra, baixo, vocal, agora os solos. Foi muito interessante, acho que o Sepultura foi a segunda banda a fazer isso, o Blur fez isso há um tempo. O Sepultura nunca teve medo de se expor, não tem nada para esconder. Os segredos a gente guardou. É a ponta do iceberg: quem pensa que tá vendo tudo não tá vendo nada.
REG: Vocês estão com uma agenda de 40 datas nos Estados Unidos e em vários festivais na Europa. Faz tempo que não havia uma turnê do Sepultura grande assim no exterior…
Andreas: Não, no ano passado nós ficamos quatro meses direto, mais pela Europa. Faz tempo que não vamos para os Estados Unidos, essa é a primeira tour em quatro anos, eu acho. E é uma turnê com uma nova gravadora, estamos com a Nuclear Blast e também tem a promoção desse disco novo. Voltamos para o Canadá, tem umas datas lá nessa turnê, então tá legal, vai ser um começo, e depois vamos para a Europa de novo, para os festivais. Vamos tocar no Wacken pela primeira vez, estamos chegando numa boa hora lá.
REG: Gravadora nova, disco novo e essa turnê… É como se fosse uma retomada de carreira, né?
Andreas: Para quem está de fora eu acho que sim, mas nós nunca paramos. É lógico que saímos do eixo principal de Estados Unidos e Europa, mas o mundo é muito maior que isso. As pessoas ficam muito fechadas nesse circuito e acham que o mundo é isso. Mas a gente foi para Índia, Filipinas, Ilhas Reunião, Cuba, Emirados Árabes, Turquia. E o público ama, o público é fantástico, muito melhor do que lugares na Europa em que o público é totalmente mimado com as coisas, acha que já sabe tudo de tudo. Isso mantém a banda viva e com ideias novas, conhecendo culturas diferentes. Todo ano o Sepultura visita um país que nunca foi antes, isso é muito importante. Mesmo agora, estamos indo para shows no Canadá em lugares em nunca fomos, na carreira inteira. O ritmo é o mesmo, ritmo pesado, muita viagem, muito show. Mas é bom voltar para esse circuito, com a estrutura da Nuclear Blast, com o disco novo e com uma formação super estabilizada e afinada no palco. O momento é muito positivo.
REG: O que houve de conversas entre você e o Max para fazer uma turnê de reunião que tanto o Max fica falando que vocês não quiseram? O Max tá louco?
Andreas: Ah, eu não sei, parece que sim, né? Ele tá batendo na mesma tecla, mas não houve nada de específico. Foi legal que abriu uma porta que estava fechada. O Sepultura tocou com o Soulfly, acho que há dois anos, na Alemanha (Devilside Festival, em junho de 2009, na Alemanha), e acabei encontrando a Glória (Cavalera, esposa de Max e um dois pivôs da separação, em 1996), a empresária…
REG: Vocês conversaram normalmente…
Andreas: Eu conversei com a Glória um pouquinho e depois começamos a abrir um contato e tudo…
REG: Você e a Glória…
Andreas: E o Max também, até, mas muito pouco. Conversei com ele no telefone, sobre futebol, mais nada, uns dois minutos. Mas essas viagens dele eu nem sei como falar porque eu tô aqui fazendo outras coisas e é meio triste ver a situação em que o cara tá… enfim, não tem nada rolando, estamos fazendo o nosso projeto. Essa coisa de reunião desde que ele saiu da banda rola, principalmente por parte dele, mas cada um com sua doideira.
REG: Mas chegou a ter uma conversa de reunião ou não teve nada?
Andreas: Não.
REG: Você e o Paulo estiveram lá no SWU e assistiram ao Cavalera Conspiracy. O que você achou?
Andreas: Achei legal, vi o Iggor tocando com vontade, coisa que eu não via há muito tempo. Mas foi legal, eu já tinha assistido ao Soulfly umas duas vezes, nos Estados Unidos. É legal, eu curto, não tem nada a ver essa coisa de “ah, não vou lá ver”. É palhaçada isso, música é música, os caras tão fazendo o som deles.
REG: Com o Iggor não tem nenhum problema, não, né?
Andreas: Acho que não tem nenhum problema com ninguém, eles escolheram sair da banda e escolheram o caminho que tinham que seguir. O Iggor parece bem mais tranquilo e feliz fazendo o Mix Hell (projeto de música eletrônica de Iggor Cavalera), tá curtindo outra fase. Inclusive eu vi o Iggor no Rock in Rio Madri no ano passado com o Mix Hell, é classe A, super positivo.
REG: E o Musica Diablo (banda paralela do vocalista Derrik Green), você curte?
Andreas: Acho legal, thrashão. É legal ele ter uma banda, o lance é organizar datas, esses negócios. Mas é válido todo mundo com alguma coisa. Eu tenho o trabalho solo, o Jean tem as coisas deles, o Paulo tem um lance em BH. A prioridade todo mundo sabe qual é, que é o que fez possível todos esses projetos. É até saudável musicalmente, tentar coisas que não entram no Sepultura em outros lados. O cara volta com ideias novas para o Sepultura.
REG: Está gostando de ter uma coluna no Yahoo?
Andreas: Eu curto, é um canal legal de opinião em que você chega a várias pessoas e dá para falar de música de tudo o que é jeito, não fico preso no heavy metal. Mas tem também essa experiência de viajar o mundo, tocar com outros músicos e gravar com outras pessoas. É um canal legal para tirar um pouco essa coisa do preconceito, do radicalismo. É legal trocar uma ideia com a galera e ver a posição de cada um.
Visão geral da banda gravando no estúdio; fãs puderam assistir a duas horas diárias de todo o processo
Visão geral da banda gravando no estúdio; fãs puderam assistir a duas horas diárias de todo o processo

quinta-feira, 28 de abril de 2011

UOL MÚSICA: Sepultura, vídeo de apresentação com Orquestra e entrevista com Andreas Kisser

Sepultura libera vídeo de apresentação com Orquestra Experimental de Repertório; veja

Da Redação
http://musica.uol.com.br
A banda de rock Sepultura se encontra pela primeira vez com a Orquestra Experimental de Repertório na estação da Luz (17/04/2011)
Enquanto se prepara para lançar o álbum "Kairos", confiram matéria abaixo, o Sepultura continua divulgando a apresentação que fez com a Orquestra Experimental de Repertório durante a Virada Cultura de São Paulo. A banda liberou dessa vez o vídeo da execução ao vivo de "Ludwig Van".

Sepultura e Orquestra Experimental - "Ludwig Van"

O Sepultura de apresentou com a Orquestra no dia 16 de abril durante o evento na capital paulista e já havia divulgado um trecho do vídeo de "Roots Bloody Roots".
A banda planeja lançar em DVD a performance com a Orquestra, mas ainda não há data prevista. A apresentação faz parte de um projeto em prol do Pau-Brasil, usado para a confecção de arcos de instrumentos de cordas.
O novo disco do Sepultura, "Kairos", foi gravado entre os dias 20 de janeiro e 28 de fevereiro nos estúdios da TV Trama, em São Paulo. O processo foi quase todo transmitido ao vivo pela internet. "Foi uma experiência nova deixar todo mundo assistir o que a gente faz dentro do estúdio, que é um lugar sagrado para todas as bandas", contou o guitarrista Andreas Kisser ao UOL Música.
O álbum, com produção do norte-americano Roy Z, da banda de Rob Halford, chega às lojas no início do segundo semestre.

"Este é o livro da nossa história", diz Andreas Kisser sobre "Kairos", novo disco do Sepultura

MARIANA TRAMONTINA
Da Redação
Os integrantes do Sepultura: Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella em gravação do álbum "Kairos" (2011)

O "momento certo e oportuno" que traduz o significado da palavra grega 'kairos' diz muito a respeito da atual fase do Sepultura. Com um recém-contrato com a veterana gravadora alemã Nuclear Blast, a banda finaliza um novo disco, comemora os mais de 25 anos de trajetória e o fato de, após uma série de mudanças internas e externas, ainda ser um nome relevante para o heavy metal mundial. "Kairos", o álbum, chega às lojas no início do segundo semestre coroando um momento fundamental para a banda de Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Jean Dolabella.
O novo disco do Sepultura, que tinha seu título mantido em sigilo até agora, foi gravado entre os dias 20 de janeiro e 28 de fevereiro nos estúdios da TV Trama, em São Paulo. O processo foi quase todo transmitido ao vivo pela internet. "Foi uma experiência nova deixar todo mundo assistir o que a gente faz dentro do estúdio, que é um lugar sagrado para todas as bandas", contou o guitarrista Andreas Kisser ao UOL Música.
Com produção do norte-americano Roy Z, da banda de Rob Halford, o novo álbum fecha uma espécie de trilogia temática iniciada com "Dante XXI" (2006) e seguida por "A-Lex" (2009), mas de forma peculiar. Se o primeiro foi baseado no livro "A Divina Comédia" e o segundo em "Laranja Mecânica", "Kairos" traz como tema a biografia do Sepultura. "Agora a gente fala da nossa experiência, da nossa carreira, os bons e maus momentos. Na verdade é um livro, mas da nossa própria história", adiantou Kisser.
Em entrevista por telefone ao UOL Música, Kisser falou um pouco mais sobre "Kairos", a atual fase do Sepultura, a participação dos franceses Tambours du Bronx, as versões que fizeram para músicas de Prodigy e Ministry, e uma possível turnê pelo Brasil no segundo semestre.
UOL Música - Qual é o momento 'kairos' do Sepultura que traz no significado desse título?
Andreas Kisser - Kairos significa momento especial, de grande mudança. E a gente sempre tem muitas escolhas a fazer na nossa vida, e são essas escolhas os nossos momentos 'kairos', que são fundamentais naquilo que a gente escolhe para si. E todo o conceito do disco é mais ou menos isso, que reflete toda a história do Sepultura, esses 26 anos, o porquê de estarmos aqui depois de tanta coisa que mudou, dentro e fora da banda. É tudo que veio para influenciar o que estamos escrevendo nas letras, na nossa música, nas sonoridades que a gente já experimentou.
  • Estevam Romera/Divulgação Andreas Kisser durante gravação do disco "Kairos", do Sepultura, no estúdio da TV Trama (2011)
UOL Música - Esse disco é uma espécie de auto-biografia?
Kisser - É meio que isso, as letras são mais pessoais. Nos dois últimos discos usamos livros como base, apesar de permear nosso ponto de vista através dos personagens, da história e do texto. Agora a gente fala da nossa experiência, da nossa carreira, os bons e maus momentos. Tem música para as nossas famílias em "Born Strong", sobre os palcos em "No One Will Stand", falando sobre gravadoras e empresários, viagens. Na verdade é um livro, mas da nossa própria história.
UOL Música - Vocês fizeram cover de Prodigy e Ministry neste disco.
Kisser - Isso, do Ministry foi "Just One Fix" e do Prodigy foi "Firestarter". São duas bandas que a gente gosta muito. A gente já fez de tudo, covers de tantas bandas diferentes, e essas são duas que nunca tínhamos gravado nada antes. Fizemos um brainstorm sobre covers e definimos essas duas bandas para fazer nossas versões.
UOL Música - E quantas músicas entraram no disco?
Kisser - São 12 músicas no disco, incluindo os dois covers. Essas duas foram feitas para sair como bônus, mas ficaram tão legais que pensamos em colocar no disco mesmo. Ainda vamos definir com a gravadora, mas a probabilidade de entrar no disco é grande. E a gente tem ainda uma outra música inédita que não vai entrar agora e que podemos lançar como bônus, ou um pacote especial, ou guardar para o Japão, que sempre pede material extra.
UOL Música - Como é a música com a participação do Tambours du Bronx?
Kisser - Esse é um grupo percussivo francês que tem 20 músicos no palco, tocam em galões gigantescos, tem alguns sons eletrônicos. Conhecemos eles em 2008, durante um festival alternativo na França, e pirei no som dos caras. E agora mandei uma ideia que a gente tinha aqui, que eles poderiam gostar, eles trabalharam na música lá, mandaram de volta e gravamos. Ficou muito legal, é uma música bem diferente do que o Sepultura já fez. Vamos apresentar essa música ao vivo pela primeira vez durante o Rock In Rio, que vamos dividir o palco com eles.
UOL Música - Apesar das transmissões da gravação, não é possível captar com fidelidade a essência do álbum. Como está a sonoridade das novas músicas?
Kisser - A intenção era trazer o que a gente faz no palco para dentro do estúdio. É praticamente um disco ao vivo. Mais de 60 ou 70% do que ficou no disco foram as gravações dos primeiros takes. Não repetimos porque queríamos deixar a primeira intenção, sem muita frescura, bem old school. Nao usamos gravadora de rolo, mas a nossa performance foi assim, e funcionou muito bem. Roy Z não trabalha só no estúdio, ele acompanha o Rob Halford nos shows também. É um músico que está no estúdio e no palco, e esse know-how, essa sensibilidade, ajudou muito.
UOL Música - Com tantas experimentações que o Sepultura já fez, de berimbau a orquestra e percussão japonesa, dessa vez vocês trouxeram alguma inovação?
Kisser - Temos os tambores do Bronx, que são específicos para uma música, com uma percussão metalizada, característica deles. Mas o espírito é old school mesmo. É guitarra, baixo, batera e vocal, sem frescura, sem teclados, quase nada muito eletrônico, alguns pedais vintage de wah-wah. É mais uma questão de tirar o nosso som do que ficar inventando.
UOL Música - "Kairos" vai ficar para o segundo semestre e vai sair apenas em CD?
Kisser - Não tem uma data definida ainda. O disco está em Los Angeles com o Roy, que vai mixar e masterizar por lá, e deve levar mais umas semanas. Deve ficar para o início do segundo semestre, final de junho. E temos intenção de lançar em vinil, fazer um pacote especial. Tem aquela última faixa inédita que não vai entrar no disco e talvez a gente faça um pacote multimídia. Estamos no processo de filmagens para o documentário sobre o Sepultura, que é para o cinema, e que talvez possa entrar alguma coisa dele como bônus também. 
UOL Música - Vocês têm uma longa turnê pelos Estados Unidos, Canadá e Europa, mas antes vocês abrem dois shows de Ozzy Osbourne no Brasil. O público vai ouvir músicas novas ao vivo?
Kisser - Sim, tocamos uma música nova esse ano, nos Estados Unidos, e nos shows de abertura do Ozzy talvez a gente toque até mais, mas com certeza haverá material novo.
UOL Música - E há previsão de uma turnê brasileira?
Kisser - No dia 8 de abril a gente viaja para o México e depois volta para o Brasil para tocar na Virada Cultural de São Paulo, no dia 16 de abril. Estamos fazendo versões de músicas do Sepultura junto com a Orquestra Experimental do maestro Jamil Maluf e com arranjos do Alexey Kurkdjan. E em setembro tem o Rock In Rio. A ideia é aproveitar o festival para fazer uma turnê nacional apresentando o disco novo, que já vai ter saído. Vamos esperar.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Heavy metal sinfônico por ANDREAS KISSER

http://colunistas.yahoo.net/posts/10071.html



Para mim, a música clássica e o heavy metal são do mesmo planeta. Nos dois lados existem compositores rebeldes, virtuosos e revolucionários, as épocas são diferentes, mas a atitude me parece a mesma. Hoje, a música clássica se limita às poucas boas salas de concertos e programas raros na televisão e no rádio. Já não se ouve mais compositores arrojados e influentes, a maioria das gravações atuais ainda são dos clássicos de Beethoven, Mozart, Vivaldi e Villa-Lobos, difícil falar de algum compositor contemporâneo que tenha a mesma influência e impacto, mas os tempos são outros e essa rebeldia e virtuosismo, na minha opinião, está no heavy metal.
Não é coincidência que as grandes bandas de rock se uniram às grandes orquestras e juntos fizeram coisas espetaculares. A primeira que me lembro é o Deep Purple, que fez um concerto no Royal Albert Hall, em Londres, no ano de 1969. O tecladista John Lord foi o grande responsável por esta junção, escreveu a arranjou os temas que eles apresentaram. O guitarrista Richie Blackmore também é um apreciador da música clássica e o resultado foi magnífico e surpreendente, afinal não se tinha visto nada parecido até então.

Na mesma época, 1969, o The Who fez a sua junção de rock e orquestra e acabou criando o termo “ópera-rock” com o disco Tommy. Um grande sucesso, muito mais aclamado do que a mistura do Deep Purple, pois as letras contavam uma história, com enredo e com personagens alucinantes. A junção da banda com os instrumentos clássicos deixou a história ainda mais interessante. Com o Deep Purple e o The Who, estava aberto o caminho para outros grupos fazerem o mesmo, ou seja, maximizar o peso do rock and roll através do som gigantesco de um orquestra.

Outras bandas da década de 70, mas que fizeram seus experimentos bem mais tarde, foram o Kiss e o Scorpions. O Kiss fez o disco ao vivo Alive IV na Austrália com a Orquestra de Melbourne, um show espetacular onde a orquestra entre no mundo do Kiss, com um palco cheio de efeitos pirotécnicos, grandes telões e todos os músicos da orquestra com os rostos pintados da mesma maneira que o Kiss. O resultado é apoteótico.

Por sua vez, o Scorpions se apresentou com uma das maiores e mais respeitadas orquestras filarmônicas do mundo, a de Berlin. Nesta mesma cidade, a banda alemã se apresentou em uma grande arena, também trazendo a orquestra para o ambiente do rock. Grande shows de luzes, figurino escolhido nos mínimos detalhes, cortinas caindo e muito som. O bom gosto da Scorpions esta em todos os arranjos, eles tem muita melodia e sentimento, a união foi perfeita.

Um músico que é do rock pesado, mas vive no mundo erudito, é o guitarrista sueco Yngwie Malmsteen, um monstro no instrumento. À frente da orquestra, no Japão, ele é o solista nato, é como se nós tivéssemos o privilégio de ver Nicolo Pagannini destruindo o violino ali na sua frente. Mas, como ninguém vivo viu o mestre de perto, Malmsteen nos traz esta sensação nos tempo de hoje. Sua técnica é impecável e sua presença é mágica. Ele apresente um repertório quase que exclusivamente escrito pore le em arranjos de arrepiar. Yngwie foi o roqueiro que conseguiu colocar a musica erudita no formato do rock, agora ele faz isso num recinto erudito, onde os grandes mestres da música clássica se apresentam.

No metal mais pesado e extremo temos o Metallica com a Orquestra Sinfônica de São Franciso. Apesar de ser um mega fã de Metallica, achei o resultado fraco e um pouco confuso, o Metallica poderia ser mais “maleável” e dialogar mais com a orquestra. De qualquer forma, é um show que vale a pena conferir.

Aqui no Brasil temos algumas experiências similares. A mais recente é a do Dr. Sin que se apresentou na Sala São Paulo, talvez a melhor sala de concertos da América Latina, tocando clássicos do rock and roll com a Banda Sinfônica de São Paulo. O visual desta sala é maravilhoso, ainda mais com uma banda e orquestra juntos. O Dr. Sin possue músicos de altissimo nível e as versões ficaram muito interessantes. Seria legal se na próxima eles fizessem versões de suas próprias músicas, trazendo ainda mais originalidade para estas junções.

E agora o Sepultura está fazendo a sua mistura. No dia 16 de Abril, à meia-noite, estaremos tocando na Virada Cultural de São Paulo no palco da estação da Luz, tradicionalmente o palco de apresentação das orquestras. Será um concerto em prol do Pau-Brasil e Orquestra Experimental de Repertório de SP convidou o Sepultura. O repertório será de temas do Sepultura, com orquestração do maestro Alexey Kurkdjian e regência do maestro Jamil Maluf. Será a nossa primeira experiência com uma orquestra completa e os arranjos estão bem audaciosos. Será a também a premiere ao vivo do tema que fizemos da Nona de Beethoven, gravada no nosso último disco A-Lex.

 

   

Sepultura & Orquestra: Vídeo oficial da apresentação

No dia 17 de abril, a banda Sepultura  se apresentou na Virada Cultural Paulista (evento organizado pelo governo do estado de São Paulo) com a companhia ilustre da Orquestra Experimental de São Paulo. A banda disponibilizou em seu site oficial um vídeo profissional da música "Roots Bloody Roots" com a orquestra, veja abaixo.

Fonte desta matéria: Sepultura - Site Oficial

sexta-feira, 18 de março de 2011

Anthrax: guitarrista comenta escolha de Andreas Kisser

O guitarrista do ANTHRAX Scott Ian, comentou sobre sua não participação em alguns shows da banda e a escolha de Andreas Kisser para substituí-lo.
"Eu não vou tocar nos shows agendados entre 2 e 16 de julho na Europa e no Reino Unido. Minha esposa Pearl (Aday) e eu estamos esperando nosso primeiro filho e ele nascerá no dia do show do Big Four na França".
"Esta decisão de perder esses shows é profundamente pessoal. Eu sou o co-fundador da banda e durante quase 30 anos, eu estive lá. Mas tornar-se pai é a melhor coisa que já aconteceu comigo e tomar essa decisão foi relativamente fácil. Minha prioridade é com a minha mulher e o nascimento do nosso primeiro filho."
"Nós escolhemos Andreas (Kisser do Sepultura), porque nós sentimos que ele pode fazer o show melhor do que ninguém. Ele tem o fogo, a atitude para fazer o show. Eu toquei com Andreas no show de aniversário da Roadrunner e nós somos almas gêmeas. Ambos desempenham cada show como se fosse o último show de nossas vidas. Ele é experiente e tem uma história surreal. Eu mal posso esperar para ver e ouvir-lo", declara Ian.
Fonte desta matéria: Blabbermouth.net

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ozzy Osbourne: mandando mensagem para os fãs de Brasília

OZZY OSBOURNE, que virá ao Brasil em abril para a turnê de divulgação de seu novo disco "Scream", gravou um vídeo especial para os fãs de Brasília.
A apresentação será realizada no dia 5 de abril, no Ginásio Nilson Nelson e promete ser um show histórico. O SEPULTURA  é a banda convidada para abrir o show.
O vídeo pode ser visto abaixo.
Press-release: Youtube

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ozzy Osbourne: Sepultura abrirá os shows de SP e Brasília


Segundo o site oficial do SEPULTURA, a banda irá abrir os shows de OZZY OSBOURNE  em São Paulo (02/04 - Arena Anhembi) e Brasília (05/04 - Ginásio Nilson Nelson).
Os shows do OZZY no Brasil fazem parte da turnê de divulgação do último álbum do artista, Scream (Epic Records) e seu último single "Live Won't Wait". As datas do Brasil fazem parte da turnê mundial de 18 meses para as quais ele vem recebendo as críticas mais positivas de sua carreira, com shows já realizados na Inglaterra, Rússia, Itália, França, Dinamarca, Suécia, Grécia, Finlândia, Noruega, Alemanha, Romênia, Hungria e EUA.
Fonte desta matéria: Sepultura

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sepultura ganha tributo de bandas de Pernambuco; baixe

Compilação traz 15 grupos da nova safra do metal do Nordeste


http://www.rockemgeral.com.br/2011/02/15/sepultura-ganha-disco-tributo-de-bandas-de-pernambuco-baixe/


sepulturatributopeUm disco tributo ao Sepultura reúne 15 bandas de Pernambuco. “Ratamahatta - De Pernambuco Para O Mundo: Um Tributo Ao Sepultura” pode ser baixado gratuitamente, e tem as seguintes bandas/faixas:




Cangaço - Attitude
Cruor - Escape to the Void
Desalma - Propaganda
Doleo Aeternus - Come Back Alive
Eternal Oblivion - Territory
Infested Blood - Beneath the Remains
Insurrection Down - Apes of God
Lethal Virus - Desperate Cry
Malkuth - Troops of Doom
Moria - Dead Embryonic Cells
NOBB - Roots Bloody Roots
Pandemmy - Convicted in Life
Sonoris Fabrica - Valtio
Trueviolence - Arise
Unscarred - Slave New World
Clique aqui para baixar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O processo de gravação de um álbum Por Andreas Kisser

http://colunistas.yahoo.net/posts/8429.html



Desde o final do mês passado o Sepultura esta em estúdio em São Paulo gravando o novo disco. Este será o primeiro trabalho a ser lançado pelo selo Nuclear Blast, gravadora de grande tradição no metal mundial. Uma novidade nesta gravação é que estamos transmitindo parte deste processo ao vivo, pela TV Trama, de segunda a sexta, das 16h às 18h. Abrimos o canal, em live streaming, e durante estas duas horas, todos podem acompanhar o que esta acontecendo dentro do estúdio, sem cortes, ao vivo.
Está sendo uma experiência nova para todos e é muito interessante. De acordo com uma pesquisa que a própria TV Trama fez, esta é a segunda vez que uma banda abre o estúdio desta maneira, somente o Blur tinha feito isto há alguns anos.
Durante as duas horas em que o canal fica aberto, existe também um chat, onde as pessoas acompanham com seus comentários, sugestões e críticas. É engraçado notar que a grande maioria não tem a mínima noção do que é uma gravação de um disco, não sabe o porquê de certas coisas e já querem ver o material pronto, como se estivessem vendo um videoclipe. É claro que existem mil maneiras de se gravar um disco, desde a banda tocando ao vivo e tudo sendo gravando simultaneamente, até tudo ser gravado separadamente, inclusive utilizando vários estúdios diferentes.
Nos primórdios das gravações fonográficas, as bandas ficavam no estúdio tocando a mesma música dezenas de vezes até acharem o “take” perfeito. Elvis Presley, por exemplo, em suas primeiras gravações no lendário Sun Studios, fazia o registro desta maneira, tocando 50, 60 vezes a mesma canção, na procura desta performance perfeita. Era tudo muito orgânico, real e vivo, não haviam muitos truques, os músicos tinham que ser músicos mesmo, não havia enganação.
Eric Clapton gravou um disco ao vivo no estúdio, como nos velhos tempos, num disco com repertório de clássicos do blues, From the cradle é uma homenagem de Clapton ao estilo que “coletou” sua alma desde cedo.
Os Beatles, por outro lado, revolucionaram a maneira de se gravar, fazendo verdadeiros milagres numa época em que a tecnologia estava atrasada em relação à genialidade do produtor Sir George Martin. As ideias malucas de John Lennon e Paul McCarntey foram realizadas pela mente brilhante de Martin, um gênio dos estúdios. Acho também que a opção dos Beatles, de abandonarem prematuramente os palcos, deu uma certa liberdade de extrapolar dentro do estúdio, não se preocupando se daria para reproduzir ao vivo, no palco. No estúdio, tudo era possível. Os Beatles enriqueceram suas músicas com técnicas audaciosas, que deram a eles a possibilidade de gravar instrumetos extras, até orquestras, em relação ao número de canais disponíveis na mesa de gravação. Veja aqui.
O Metallica é uma banda que não tem medo de abrir as portas e mostrar o que acontece dentro de uma mega banda reconhecida mundialmente. Eu recomendo os dois filmes que eles fizeram e que mostraram o processo de gravação de dois álbums. O primeiro é o “A year and a half in the life of…”, que mostra as gravações do Black Album, o disco de metal de maior sucesso na história da música. Ali você sente os prazeres e desprazeres de fazer parte de um processo tão grandioso. O outro é o “Some kind of monster”, que mostra as gravações do péssimo St. Anger. Aqui fica exposto os problemas de relacionamento que podem afetar, e muito, a produção de um disco.
Hoje em dia é muito mais fácil fazer um disco, com a chegada do computador e seus “plug-ins” que podem repoduzir e imitar qualquer som de qualquer instrumento ou amplificador, o que , se não for bem utilizado, pode ser muito perigoso para o projeto, podendo deixar o trabalho muito mecânico, sem emoção.
No estúdio é onde você se conhece como músico, ouve os seus defeitos, os corrige e cresce. Os detalhes são discutidos à exaustão, arranjos, tipos de microfones, posição da bateria, afinação dos instrumentos; a ordem de tudo tem que ser muito bem planejada. Tudo isso não pode tirar o prazer de tocar, afinal é isso que uma gravação tem que captar, a energia do músico se expressando no seu momento mais mágico, um registro que vai ficar pra sempre, é uma grande responsabilidade mas é um grande prazer também. Este equilibrio é que faz de um disco um grande disco!
Acompanhe a gravação do novo disco do Sepultura na TV Trama.
Play it loud!
Andreas Kisser

Sepultura: vídeo de apresentação no Motorcycle Rock Cruise

No vídeo abaixo você pode conferir os melhores momentos da apresentação do SEPULTURA, no MotorcycleRock Cruise, o primeiro cruzeiro temático de Heavy Metal do Brasil.
Matéria original: Tô no Palco

Baixe a nova música do Cavalera Conspiracy


cavalerabluntUma nova música do Cavalera Conspiracy, “Killing Inside”, está disponível para download gratuito nesse endereço. Ela faz parte do novo álbum do grupo, “Blunt Force Trauma”, que, assim como o disco de estreia, “Inflikted”, foi produzido por Max Cavalera e Logan Mader. Além de Max e Iggor, fazem parte do grupo Marc Rizzo (guitarrista do Soulfly) e o baixista Johnny Chow. O disco vai ser lançado no dia 28 de março. Veja abaixo o repertório completo da versão do padrão do CD, e clique aqui para ver como é a especial, com um DVD bônus:

1- Warlord
2- Torture
3- Lynch Mob
4- Killing Inside
5- Thrasher
6- I Speak Hate
7- Target
8- Genghis Khan
9- Burn Waco
10- Rasputin
11- Blunt Force Trauma

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Segundo disco do Cavalera Conspiracy foi gravado em 3 dias


A banda brasileira de heavy metal Cavalera Conspiracy, formada pelo vocalista e guitarrista Max Cavalera e o baterista Igor Cavalera, precisou de apenas três dias para gravar as 15 músicas de seu novo disco. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27) pelo site oficial da gravadora do grupo, a Roadrunner Records.
Os integrantes descrevem as canções como "bem pequenas" e revelam que elas vão "direto ao ponto". "Blunt force trauma" é o sucessor de "Inflikted", lançado pelo grupo em 2008. O novo disco chega às lojas no dia 29 de março.
"Da outra vez não tínhamos tempo, então por isso gravamos rápido. Desta vez, tínhamos todo o tempo, mas decidimos fazer rápido mais uma vez. Porque isso é ser punk rock", justificou Max, que tocou com Igor na formação clássica do Sepultura.
Fonte: G1

Os maiores arranjos de guitarra no rock – parte II - por ANDREAS KISSER

http://colunistas.yahoo.net/posts/8262.html








A minha coluna da semana passada foi bem polêmica, como já era de se esperar, afinal qualquer lista de qualquer coisa nunca vai ser unânime. Muita gente reclamou de falta de critério na elaboração da minha lista e várias pessoas confundiram os “riffs” de guitarra e os solos com os arranjos. Mas é isso que é positivo e saudável, abre uma discussão e, no final, o que vale é aquilo que você realmente gosta, aquilo que você curte, que te pira a cabeça e a alma.
Deixa eu explicar o que eu entendo como “arranjo”. Arranjo é o que faz a música ser interessante, ser rica, é o que dá conteúdo, abrilhanta e destaca uma melodia que, sozinha, seria ignorada. Arranjo é aquilo que dá à música uma característica única, uma assinatura, não importando se a melodia é simples ou complicada. Um exemplo: a melodia da nona sinfonia de Beethoven, a “Ode to Joy”, que é muito simples – mas que talvez seja a melodia mais conhecida no mundo, junto com “ Uma Pequena Seresta Noturna”, de Mozart – já foi arranjada de várias maneiras diferentes.
Beethoven nos apresentou esta melodia na forma de uma sinfonia com grande coral, magestosa, grandiosa, monumental. Outro arranjo da mesma melodia é o de Richie Blackmore – lendário guitarrista do Deep Purple e do Rainbow -  que fazia este tema com a sua banda ao vivo, neste caso a Rainbow, que registrou esta versão em estúdio no disco “Difficult to Cure”. Ele preservou a melodia tão conhecida mas “vestiu-a” com outra “roupa”, ou seja, arranjou de forma diferente, e ela ficou mais moderna, com instrumentos elétricos juntados ao peso da bateria. Ficou fantástica, acho que até o Ludwig Van ficaria orgulhoso:
Além de Richie Blackmore, é claro que ficaram faltando grandes nomes e grandes arranjos na minha lista da semana passada, por isso eu resolvi dar uma sequência nesta lista para deixá-la um pouquinho mais justa, se é que isso é possível. No fim das contas, escutar os mestres acaba sendo um estudo mais específico da genialidade e da criatividade destes grandes guitarristas. A gente sempre aprende algo novo com eles. Segue a lista:
Mr. Gilmour poderia ser comparado com algum mestre da pintura mundial, Salvador Dali ou Monet por exemplo, seus solos são inconfundíveis e seus arranjos te levam a lugares maravilhosos. Esta música é uma das mais conhecidas do Pink Floyd e umas das preferidas pelos músicos para se tocar. Ela mostra toda a suavidade do violão, solos memoráveis e muito bom gosto.
“A” obra prima do rock and roll, um monstro criado pelo gigante britânico Queen. Brian May toca guitarra como ninguém e neste opus ele mostra toda sua genialidade.
Um arranjo magistral, onde a guitarra substitui os sons de cellos, violinos, trompas ou clarinetes. No auge deste épico, quando a guitarra toma conta, soando como uma guitarra mesmo, entra o riff de que ainda agita qualquer cabeça que estiver escutando (é o riff da célebre cena do filme “Quanto Mais Idiota Melhor”, quando todos estão no carro, ouvindo esta parte da música, agitando em uníssono) energia pura, guitarra pura!
O mago da guitarra, Randy Rhoads, primeiro e mais importante guitarrista da carreira solo de Ozzy, fez um clássico já em seu primeiro trabalho, o disco “Blizzard of Ozz”. Além do solo imortal de “Mr. Crowley” e a lindíssima acústica “Dee”, o disco traz a faixa “Revelation”, que mostra todas as melhores qualidades de Randy. Ela é tensa desde o início, apesar do começo acústico e aos poucos  a intensidade aumenta, passando por um solo de piano até o ápice do solo de guitarra. Randy Rhoads at is best!
O guitarrista do Rush é um músico excepcional, apesar disto é raramente lembrado nas listas de melhores guitarristas no rock. Esta música é um marco na carreira do Rush, é uma mistura única de rock progressivo e pesado, com música erudita, jazz, reagge e música regional de várias partes do mundo. Alex é mestre em todos estes ritmos e aqui ele mostra o seu melhor. O solo é de chorar, dinâmica suave no início até o extremo quase esquizofrênico do final.
Esta música do Metallica é uma consequência de temas mais antigos como “Fade to Black”, “Sanatarium” e “One”. Uma maneira de misturar temas dedilhados e limpos com guitarras distorcidas e pesadas, um estilo que abriu muitas portas para a banda na mídia, não só a especializada em metal. Ela é tão emblemática que o Metallica fez mais duas “Unforgivens”, a I e a II, em diferentes álbums. Uma aula de sutileza e rara beleza dentro do peso do metal.
Falar de algum arranjo específico de Zappa é impossível, ele é um dos guitarristas mais originais da história, o mais audacioso e que estava sempre quebrando as regras musicais do “establishment”. Influenciado por tudo, inclusive Igor Stravinski, que virou a cabeça dele ao avesso, isso nota-se na maneira que ele compõe. Nas letras, ele conta histórias cheias de reviravoltas e muito humor, a música acompanha o enredo quase como se fosse uma rádio novela, com sons, ruídos e vários efeitos sonoros que enriquecem a história.
Os Mutantes é um grupo que tem uma história riquíssima e muito variada musicalmente. Desde a influência dos Beatles, no final da década de 60, passando pelos acordes progressivos do Yes na década de 70 e sempre misturando ritmos brasileiros, Sérgio Dias se destacou como um guitarrista de mente aberta e profundo conhecimento musical. Nesta música, de 1972, mesmo ano que o Deep Purple lança o disco “Machine Head” com a música “Smoke on the Water”, já se sente a influência dos rock mais pesado, de guitarras mais ousadas e distorcidas. Sérgio estava muito à frente do nosso tempo.
Bom, as listas podem ser intermináveis, aqui coloquei aquelas músicas, e principalmente os guitarristas,  que mais me guiaram, me mostraram muitos novos caminhos e maneiras de tocar guitarra. Serão meus eternos mestres.
Bons sons, play it loud!
Abraço,
Andreas Kisser

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