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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Rock in Rio volta ao Brasil com mais de 100 bandas na programação Evento terá investimento de mais de 34 milhões de dólares e espera receber público total de 600 mil pessoas


Luisa Girão, iG Rio de Janeiro | 16/08/2010 15:50

Demorou, mas ele voltou. Dez anos depois da realização de sua terceira edição na Cidade Maravilhosa, o Rock in Rio acontecerá em 2011 na sua cidade de origem. Afastando todos os rumores e especulações surgidos neste intervalo, o festival será realizado entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro (nas duas semanas de sexta a domingo), conforme anunciado pela produção do evento nesta segunda-feira (16) durante uma coletiva de imprensa no Rio.


Foto: Paula Giolito
Artistas celebram a volta do Rock in Rio em coletiva com Medina e o prefeito do Rio, Eduardo Paes

O festival soma nove edições, sendo três no Brasil (1985, 1991 e 2001), quatro em Portugal (2004, 2006, 2008 e 2010) e duas na Espanha (2008 e 2010). “Estou voltando com a mesma emoção da primeira edição. Antes de ser brasileiro, sou carioca e esse lugar é o que me proporcionou tudo o que tenho hoje”, declarou Roberto Medina, criador do evento.

A expectativa é de que 108 bandas passem pelo Parque Olímpico Cidade do Rock, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade, uma área de 150 metros quadrados, no qual a Prefeitura do Rio usará como parque de lazer para os atletas nas Olimpíadas de 2016. “Essa é uma obrigação que temos com as Olimpíadas e que adiantaremos para o evento. Investiremos R$ 40 milhões no projeto e as obras vão durar cerca de nove meses”, revelou o prefeito Eduardo Paes, que cantou o tema do evento e ganhou uma réplica da guitarra que a banda Scorpions deu para Medina durante o primeiro Rock in Rio.

Espera-se que o Rock in Rio 4 deva receber um público total de 720 mil pessoas e para tal foi feito um investimento de mais de 34 milhões de dólares. Segundo Medina, os ingressos vão custar entre R$ 90 a R$ 180. “Estamos fazendo pesquisas no Rio e São Paulo, que apontou que 2 milhões de pessoas vão ao evento. Por isso, tenho certeza de que vamos ter casa lotada em todos os dias do evento”, já comemora Medina, que pretende fazer uma venda antecipada dos bilhetes.

Palco de Estrelas
O Rock in Rio 4 terá 108 artistas divididos em 6 dias temáticos, como rock, alternativo, pop, entre outros. O Palco Mundo receberá cinco atrações por noite, com um intervalo de meia hora. Entre os nomes cotados estão Shakira, Lady Gaga, Radiohead, Iron Maiden, Metallica e Guns N’ Roses. “Ainda está muito cedo para definir os nomes, mas esses são alguns artistas que eu gostaria que estivessem conosco”, afirmou Medina. Entre os nacionais, todos os artistas que participaram da coletiva de imprensa estarão no evento: Frejat, Capital Inicial, Jota Quest, Ivete Sangalo, Pitty, Toni Garrido, NX Zero, Sandra de Sá, Ivo Meirelles, entre outros que se juntarão ao time.

Nova Cidade do Rock

A cidade do Rock abrirá os portões às 15 horas e fechará às 04 horas da manhã, diariamente. O evento ainda terá como novidades um parque de diversões com tirolesa, roda gigante e “Kabum”; um local chamado Espaço Fashion, que reunirá música e moda através de desfiles, e a Rock Street, uma rua com 30 lojas, restaurantes e bares.

O tradicional Palco Mundo continuará em atividade, trazendo os principais shows do evento. O antigo Palco Brasil será substituído pelo Sunset, que abrigará encontros inéditos entre atrações nacionais e internacionais. E para os fãs da batida eletrônica, uma pista exclusiva será dedicada ao ritmo.

Rock in Rio X Prefeitura do Rio:

O acordo selado entre o prefeito Eduardo Paes e Roberto Medina está previsto para três edições do Rock in Rio, que irão acontecer com um intervalo de dois anos cada. O prefeito ainda revelou na coletiva que pretende fazer ou a abertura ou o encerramento das Olimpíadas durante o evento. “Ainda estamos vendo isso, mas é um desejo meu. Unir música, esportes, público, atletas e o Rio”, encerrou Paes.

Maquetes:





sábado, 21 de agosto de 2010

Há 21 anos morria o cantor Raul Seixas O Maluco Beleza deixou um legado semelhante ao de Elvis Presley. Documentário sobre o roqueiro baiano deve ser lançado ainda em 2010.

Os biógrafos costumam dizer que Raul Seixas levou o rock às últimas consequências. Nos últimos anos de sua vida, mesmo sofrendo de pancreatite, ele não se afastou do consumo de exagerado de drogas e álcool. A doença levou à morte o Maluco Beleza aos 44 anos, no dia 21 de agosto de 1989.
Para eles, a decadência perante o público, os problemas com empresários e gravadoras são problemas menores diante da sua relevância artística. Passados 21 anos, seus principais hits são conhecidos do grande público.
O interesse pela obra de Raulzito reacende em novas gerações de fãs, que fazem questão de soltar a voz com o grito “Toca Raul”. Ainda hoje é possível ouvir o jargão em bares, pistas de dança e shows de rock.
Um dos legados do roqueiro é parecido com o fenômeno que acontece com o "Rei do Rock" Elvis Presley: inúmeros sósias fazem questão de se vestir de forma idêntica a Raul e atuar fazendo covers do cantor. A sua confirmação, como mito do rock nacional, é frequente em homenagens no teatro, na TV, nas biografias e relançamentos de álbuns.
A admiração pelo “Maluco Beleza” ultrapassa o rock. Chitãzinho e Xororó, Maria Bethânia,  Milionário e Zé Rico e Elba Ramalho já regravaram composições do baiano.
Documentário é aguardado para 2010
O longa-metragem dirigido por Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel promete estrear nas telas ainda em 2010, trazendo depoimentos de parentes, amigos e antigos parceiros, como o escritor e letrista Paulo Coelho, que trabalhou com Raul na composição de músicas que fizeram parte da fase mais conhecida da carreira do roqueiro.
Em 2009, um trecho do filme foi exibido durante o Festival do Rio. O teaser mostrava o cantor se dizendo apaixonado por cinema. "Espero acabar em Hollywood”, brincava, irônico, afirmando ser um ator que fingia ser cantor.
Sua interpretação é lembrada graças a videoclipes para o Fantástico, nos quais Raul extravasava sua criação. As perfomances são destacadas pelos cenários em chroma key e pela produção, como as dançarinas presentes em "Sociedade Alternativa" - um dos primeiros clipes musicais feito a cores no Brasil, exibido em 1974.





sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Final Frontier - Iron Maiden

Enviado por Rafael Correa | Em 19/08/10 | Fonte: Rock Pensante

Em 16 de agosto de 2010, "The Final Frontier", 15º álbum de estúdio do Iron Maiden, foi oficialmente lançado em grande parte do mundo. Considerado por muitos como o possível capítulo final de sua história, como o próprio título sugere, "The Final Frontier" representava, antes de seu lançamento, a última ponta de esperança daqueles que apostavam no regresso da banda às suas origens, justamente após 30 anos, 4 meses e 2 dias do início oficial desta mesma história, vista com o lançamento do primeiro e homônimo disco da Donzela em 1980. Mas, ainda que pertençam ao mesmo "signo", "Iron Maiden" e "The Final Frontier" são distintos entre si, não apenas pelo tempo que os separa, mas principalmente pela sua formatação distinta. De fato, ambos os discos são dois densos extremos insculpidos em uma mesma linha, e que deixam transparecer uma mensagem totalmente distinta entre si.


Nestes 30 anos, o Iron Maiden percorreu uma longa estrada, que consolidou o grupo não apenas como um dos maiores nomes do heavy metal, mas também transformou o grupo em uma espécie de símbolo, próximo à uma doutrina ou mandamento sacro. Com o mascote Eddie à frente, uma orda de seguidores com camisas pretas e chifres nas mãos se formou, não apenas para seguir a banda, mas também (e talvez até acima de tudo) cultuá-la. É uma espécie de devoção que apenas uma desinência musical tão singular como o heavy metal seria capaz de construir e, até mesmo, consolidar, ainda que, por lógica, o Iron Maiden seja "o" Iron Maiden, acima de tudo, por sua competência.

Mas, nestes últimos anos, o Maiden assistiu uma espécie de "ruptura" em sua família, como muitos gostam (com certo exagero) de afirmar. De um lado, descansam aqueles que acompanham e aprovam as mudanças progressivas adotadas por Harris e cia.; de outro, bradam e reclamam aqueles apegados à bela e singular sequência de trabalho dos golden years, quando a banda, em sua visão, ainda era a pura expressão do heavy metal, capaz de fazer cabeças bater para a eternidade. Não é apenas a mudança de som que é criticada, mas também, a nova postura da banda, mais "leve" que o de costume. Serão todas estas críticas sustentadas pelo bom senso?

Não há como negar que, de fato, mudanças houve, e muitas. A sonoridade do Maiden, pelo curso natural do tempo, já não é mais a mesma: ela amadureceu e evoluiu guiada provavelmente pelas inflências do grupo, uma lógica natural que fã nenhum, por mais xiita que seja, pode refutar. Ainda que seja um tanto arriscado utilizar o primeiro disco da Donzela para avaliar criticamente o recente "The Final Frontier", é quase irresistível fazer a audição de "Iron Maiden", de 1980 (ou do próprio "The Number of the Beast", de 1982, se o parâmetro utilizado for Bruce Dickinson) seguido deste recém lançado álbum. De "Prowler", faixa de abertura do primeiro disco, à "Satellite 15... The Final Frontier", existe uma grandeza universal a ser descoberta.

A introdução progressiva de "Satellite 15... The Final Frontier", guiada pela batida tribal construída por Nicko (similar a muitas passagens vistas no Angra) em nada lembra a objetividade seca de "Prowler", incisiva como um soco na boca do estômago. Na verdade, a canção de abertura de "The Final Frontier" não é "uma" canção, mas sim "duas": "Satellite 15..." cria uma atmosfera caótica introdutória, com guitarras que se embaralham na condução de McBrain, até a apresentação de Bruce, que atesta a progressividade que espera pelo ouvinte. Essa construção de caos dura 4:25 minutos, sucedidos por um breve silêncio antes da explosão revigorante de "...The Final Frontier", calcada em uma linha próxima ao hard rock sem muitas alterações. Sem muitas dúvidas,"Satellite 15... The Final Frontier" é, de longe, a coisa mais diferente que o Iron Maiden já fez.

As canções seguintes, "El Dorado", "Mother of Mercy" e"Coming Home" caminham pela mesma trilha progressiva, cada uma com seu jeito: "El Dorado" aproveita o peso da canção precedente para criar mais uma porrada sonora; "Mother of Mercy" e "Coming Home", um pouco contidas em suas essências, também apresentam uma construção musical interessante, acrescida pela qualidade de ambas as letras, inteligentes e criativas. Aliás, essas duas preocupações são observadas com excesso nesta nova "fase" do Iron Maiden, potencializada com o retorno de Dickinson e Smith, mas também percebida, com menor volume, nos álbuns "The X Factor" e "Virtual XI": gradativamente, as canções passaram a ser muito mais lapidadas em termos musicais, seja em complexidade ou simplesmente técnica. Assim também o foi com as letras, que deixaram de ser moldadas apenas com o objetivo de criar refrões capazes de fazer um estádio inteiro cantar, mas também, em transmitir uma mensagem concreta, ao mesmo tempo em que se condensa com a musicalidade da canção.

"The Talisman" e "When the Wild Wind Blows", canções deste último disco, são prova disso. Ambas apresentam sinais de extrema lapidação musical, ainda que a fórmula nelas contida seja conhecida por quem acompanha o Maiden de hoje: uma intro cativante seguida de um galope pesado que guia a subsequente construção musical da faixa. As letras, no entanto, apresentam uma certa divergência entre si: "The Talisman" aposta na fómula "contador de história" para desenhar um mundo interessante, ao passo que "When the Wild Wind Blows" aproxima-se de um desabafo inerente à latismável condição atual do mundo para convidar o ouvinte para um passeio em seu universo interior. A progressividade também esta presente nestas duas faixas: a cada vez mais o Maiden se aproxima de bandas como Dream Theater e, até certo ponto, Rush, como consequência lógica desse apego maior ao formato e acabamento das canções. É como se McBrain, Harris, Gers, Murray, Smith e o próprio Dickinson tentassem extrair o máximo que as canções podem oferecer.

E também é fato: esse queda parnasiana pela forma bem acabada percebidas nas novas músicas não é vista (pelo menos não com a mesma intensidade) em discos como "Iron Maiden" e"Killers". Com exceção de "Phantom of the Opera", "Remember Tomorrow" e "Transylvania", o restante do álbum de estréia da Donzela possui uma série de arestas a serem aparadas. E, talvez, esse seja o seu maior atrativo até hoje: um som despojado, direto, vibrante e intenso. Sim, de fato, as faixas que constroem "Brave New World" e uma parte de "Dance of Death" e "A Matter of Life and Death" proporcionam momentos interessantes ao ouvinte. Mas, na maioria dos casos, essas mesmas canções levaram um certo tempo para serem totalmente digeridas, em especial no caso de "Dance of Death" e "A Matter of Life and Death". Afinal, como se pode esperar que o ouvinte sinta a mesma energia vibrante vista em "Charlotte the Harlot" e "Sanctuary" ao ouvir "For The Greater Good of God" e "Brighter Than a Thousand Suns"? Não é dizer que uma coisa é melhor que a outra: todas são excelentes canções. Mas são excessivamente diferentes entre si.

Com as canções de "The Final Frontier" provavelmente ocorrerá algo similar, mas com maior rapidez. Por ser mais leve e otimista se comparado com "A Matter of Life and Death", o 15º disco da Donzela é compreendido, em sua grande parte, com facilidade. O que não quer dizer que o Maiden não se perca nessa trilha progressiva que acabou por escolher. "Isle of Avalon", sexta canção deste último disco, atesta bem essa premissa. Apesar de apresentar a mesma forma vista em grande parte do recente material do grupo (intro leve e criativa, galope pesado, desenvolvimento de solos e volta à intro), a canção beira um certo exagero que não combina muito com a essência do grupo, se é que podemos compreender isso. Não fosse o brilhantismo de Adrian Smith em colocar solos excelentes (calcados em tappings e passagens interessantes) por sobre riffs truncados e complicados, "Isle of Avalon" seria, a partir da décima audição, pouco mais do que um cansativo épico de 9 minutos, que o próprio Iron Maiden não conseguiria criar em 1980 nem mesmo se juntasse, em uma só faixa, "Running Free", "Strange World" e "Sanctuary".

No fim das contas, percebemos que "Iron Maiden" e "The Final Frontier" são como duas faces de uma mesma moeda, e desta definição excluímos qualquer tentativa de clichê. A banda vive, hoje, um outro momento, onde a vontade de explorar novos caminhos e construir uma sonoridade progressivamente mais lapidada impera sobre a latente vontade de guiar-se pelos velhos nortes dos anos 80, por mais atrativos e interessantes que eles sejam. Não havia como o Iron Maiden continuar a fazer o mesmo som de "Powerslave" ou "Somewhere in Time" com qualidade o suficiente para estimular o público a ouvir suas "novas" canções, porque, simplesmente, elas não seriam novas. Parece que, até hoje, o AC/DC é a única banda capaz de atravessar quase meio século apostando nas mesmas cartas e ainda permanecer brilhante como a 30 anos atrás.

Assim, podemos até tentar indicar qual disco do Maiden que poderia figurar com honra como "coroa" desta moeda. Mas seria injusto tratar tanto "Iron Maiden" como "The Final Frontier" desta maneira: são produtos das (quase) mesmas mãos; mas, ainda são, são totalmente opostos. Fato é que o Maiden não voltará ao passado, nem mesmo nós. É momento de compreender esse novo caminho, que certamente não é perfeito, mas, com segurança, é muito melhor do que qualquer repetição simples. Se isso é "cara" ou "coroa", creio que somente o tempo poderá dizer.

Matéria original: Rock Pensante

Metallica Enter Sandman performed on KAZOO by Mister Tim (multitrack)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

FINALMENTE COM MAIS DE ANO DE ATRASO, ESTAMOS POSTANDO O RELEASE DO III SÃO ROCK - PARTE 1

III SÃO ROCK – O DIA EM QUE O ROCK FOI PRO BREJO
13 DE JUNHO DE 2009 – UM DIA INÉSQUECÍVEL PARA TODOS NÓS

É muito difícil comentar algo tão cedo, talvez um mês depois, é por isso que só agora passado um mês, no caso um ano, estamos postando tudo que aconteceu nesse dia inesquecível e maravilhoso que foi o dia 13 de junho de 2009, o dia em que o ROCK veio pro Brejo.

Finalmente chegou o dia que todos esperávamos com muita ansiedade.
Quem compareceu naquele sábado, dia 13 de junho na AABB de Brejo Santo, sabe muito bem do que estou falando.
A primeira emoção ocorreu por volta das 06h00min da manhã, quando meu celular toca, era George avisando que Rilvas, o vocalista do PROJETO VOID, tinha perdido o ônibus em Fortaleza. Pronto, ficamos todos preocupados até que finalmente ás 07h00min depois de várias tentativas, consegui falar com Rilvas, já estava embarcando para o Brejo.
Depois começamos a distribuir as camisas do SÃO ROCK.
Ciderly, Silvaneto e Nazareno vão para AABB, organizar os últimos detalhes de palco.
Kilmer liga para avisar da matéria sobre o SÃO ROCK que tinha saído no Diário do Nordeste no caderno regional.http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=646074
Então por voltas das 11h00min chega ARTUR MENEZES e banda, veio de Fortaleza de carro, Levamos Artur e banda e parte do Projeto Void para almoçar em minha casa. Almoçamos e conversamos, sobre o festival, sobre seus projetos e Ciderly trouxe a guitarra double neck, que ele fez para Artur, depois de matar sua vontade de ver a guitarra. Fomos todos para AABB, onde walásse já se encontrava com uma turma. Ciderly, Nazareno e Silvaneto estavam terminando de montar o palco.
Finalmente chegou o caminhão com o som, esse ano nós conseguimos o melhor som de todas as edições do SÃO ROCK, imediatamente começaram a montagem.
Todos querem a camisa do SÃO ROCK, pena que foram feitas apenas 50 camisas e não deu para quem quis.
Chegaram às bandas HOLLY WOOD e GLORY FATE. Junto com as bandas veio uma galera do Crato e Juazeiro e também Daniel Fidelis, fotografo, que veio fazer a cobertura do SÃO ROCK para o blog histórias e fotografias oluminar.blogspot.com.
Chega Wilanda, esposa de Walásse, veio de surpresa de Brasília trazendo, Maria Clara e Miguel casula do casal.
As 18h30, finalmente Rilvas chega ao Brejo, já estávamos todos aguardando na AABB. Depois das apresentações e de um merecido copo de cerveja bem geladinha, a banda sobe ao pequeno palco da AABB, para a passagem de som. Todos param para assistir a passagem de som do Projeto Void, deixando todos extasiados com o som da banda. Foi um dos momentos mais emocionantes para todos nós organizadores do SÃO ROCK, pois era um sonho nosso termos a banda de PADRE ZEZINHO ou George Bocão os simplesmente Padim como chamamos George tocando aqui para nós e sabemos que para George era um dos seus maiores sonhos. Voltando lá atrás, lembramos das antigas reuniões na casa dele, onde ele sempre tocava bateria em pratos e panelas e hoje vê-lo tocar como tocou, vê-lo fazer uma homenagem à Neil Peart, simplesmente para muitos o melhor baterista do mundo, foi demais. Confesso que para mim foi difícil segurar a emoção.
Todos aprovaram o palco e o som, que era uma grande preocupação nossa.
O fundo de palco trazido por Clayton Martins de Goiânia chamou atenção de todos, como também a decoração e a camisa do nosso amigo José em lugar de destaque no palco. SHOW.
As 21h30min começa o III SÃO ROCK.
A primeira banda a se apresentar foi a HOLLY WOOD segue abaixo o release do show. Logo veio a DONA CHICÁ e durante o show teve os parabéns com nós todos os aniversariantes no palco, Walásse dia 13, Nenen e Silvaneto dia 15, eu, Jailson e Maria Luiza, filha de Walásse dia 16 e George dia 18, teve até bolo, junto a todos nós juntou-se Márcio do PROJETO VOID, que também aniversáriou dia 10. Grande momento da noite. Seguindo o show da DONA CHICÁ veio ARTUR MENEZES que com sua guitarra fez estremecer as dependencias da AABB. Logo após subiram ao palco o PROJETO VOID, com seu tributo ao RUSH, deixaram todos ali presentes com um gostinho especial que é ouvir o som da banda canadense. Para finalizar a noite a GLORY FATE fez um show pesado que animou os heróicos bangers que resistiram a essa maratona musical, o sol raiva quando enfim deixavamos as dependencias da AABB.
Por volta das 11 da manhã já estavamos lá de volta para o pós SÃO ROCK, uma feijoada especial feita por Maria de Adísio, nos revigorou. logo chegaram as bandas para comer a feijoada e depois pegaram a estrada.
Seguimos na AABB o dia todo, Ciderly e Clayton logo trataram de animar o dia tocando BLUES e Walber juntou-se a eles tornando mais especial ainda o dia. fizemos os sorteios dos cd´s como divulgamos aqui no blog, ei os ganhadores:
Fábio Leal ganhou o cd do ALICE IN CHAINS
Weine Celião ganhou o do RUSH
Nenen ganhou o do LIVE
Kessio ganhou o do PEARL JAM
Cacau ganhou outro do RUSH
e Silvaneto o do U2








HOLLY WOOD



Foi à primeira banda a se apresentar, com um repertório baseado nos clássicos do metal farofa. Agradaram a todos os presentes, principalmente aqueles que já passaram dos trinta e viveu bastante essa fase oitentista do Rock. Ficou legal o visual da banda lembrando as bandas poses da década de 80. A banda define-se como a primeira banda de hard/xarope/farofa rock do Cariri cearense! Surgida da idéia de tocar as músicas dos comerciais de TV do cigarro Hollywood, a banda possui como principais influências Whitesnake, Journey, Europe, Scorpions, Bon Jovi e tudo mais quanto for tipicamente "made in anos 80"! Confesso que era uma das bandas mais esperadas por mim, além do PROJETO VOID, pena que, por questões de organização praticamente perdi o show, mais valeu ter conferido “love hurts” do NAZARETH, clássico total.
Michel, já tínhamos conhecimento do seu potencial musical, através das outras duas edições do SÃO ROCK o qual sempre esteve presente, a de se destacar o vocal de Victor Marcel, pois uma das características das bandas de hard rock são os seus vocalistas, e Victor cumpriu com muita personalidade sua função na banda. Um show a parte quem nos deu também foi foi à tecladista Ana georgia e a segurança do baterista Remy Oliveira fizeram da apresentaçao da HOLLY WOOD uma das melhores da noite.
Aguardem breve teremos novidades com a banda HOLLY WOOD.
Mais informações sobre a banda HOLLY WOOD, acessa a comunidade deles e confiram seu vídeos no youtube.




Integrantes:

Michel Macedo: Guitarra/Violão
Víctor Marcel: Vocal/Contra-baixo
Ana Geórgia: Teclado/Vocais
Remy Oliveira: Bateria

DONA CHICÁ
por Miguel Neto

Expectativa. Essa é a palavra que cercava a apresentação da Dona Chicá no III São Rock. De um lado, o público que já conhecia o trabalho da banda e aguardava ansiosamente pelo show. Do outro, os mais próximos da banda que acompanharam a difícil trajetória dos ensaios até aquela noite que quase levaram ao cancelamento da apresentação.
Depois da apresentação da Holly Wood a galera já tava aquecida e a Dona Chicá já tinha ganhado o público antes do show começar, o que contribuiu para aquecer a galera da banda que estavam um tanto apreensivos pela performance da banda.
“Espero que vocês estejam tão sedentos de rock’n roll como estão de álcool” – Disse o baterista Daniel ao microfone. O espírito rock’n roll estava no palco. Os acordes iniciais de “Clitóris” ecoaram no recinto. E assim começava o show da Dona Chicá.
A banda demorou um pouco a se achar por conta de não ter feito a passagem de som. O baterista Daniel foi quem mais sentiu devido à configuração da bateria ser diferente da que usava nas apresentações da banda. No entanto, a garra com que executaram a 1ª parte do show compensou. Paulo nunca havia impostado a voz como naquele momento. Daniel chamou e a galera acompanhou a banda, e tome “Clitóris”, “Lugar Nenhum”, “Meus Bons Amigos” e “Ilê Ayê”.
Apresentações ao vivo são sempre imprevisíveis. O guitarrista Ciderly sentiu isso na pele, pois sua performance na noite foi um pouco comprometida por problemas técnicos no seu equipamento. A guitarra de Paulo ficou um pouco apagada durante alguns momentos. Isso gerou uma certa tensão na banda, o que ficou visível na execução de Fire e Gravedigger.
Chegou o momento de Weine passar o baixo para Deda, convidado especial da banda. “Todos os Anos de Sua Vida”, do baterista Daniel, recuperou os ânimos da rapaziada. Pareceu que o show tava começando novamente.
A partir daí a banda cresceu. “Young Lust” e “What do You Want From Me” do Pink Floyd deixaram a galera em êxtase. Ciderly e Paulo liberaram a verve de guitarristas.
Weine voltou para o baixo e chegou o momento da banda tocar sua versão para a música “Construção” de Chico Buarque. Grande momento da noite.
A banda já havia deixado pra trás qualquer coisa que os estivessem atrapalhando. A execução perfeita de Belief de John Mayer foi à prova absoluta.
Estranhamente não tocaram nada dos Paralamas do Sucesso, banda preferida do guitarrista Paulo. Mas “Tudo” de sua autoria, preencheu com bastante êxito essa falta.
“Alive” do Pearl Jam foi marcada pelos solos de guitarra de Ciderly que deixou registrada sua afinidade com o instrumento.
A guitarra de Paulo não agüentou e arrebentou a corda. Graças a cordialidade das bandas Project Void e Glory Fate, nas pessoas de Walbber Feitosa e Michel Macedo foi possível dar continuidade ao show. A guitarra de Walbber tava mais na mão e foi com ela que Paulo detonou Pense e Dance do Barão Vermelho.
A banda encerrou a noite com a música La Grange, do ZZ Top e Ciderly mais uma vez brilhou e deixou claro suas influências como guitarrista.
Várias críticas poderiam ser feitas sobre a apresentação da banda, mas acredito que o que vale mais a pena ressaltar foram a garra e a atitude com que Daniel, Paulo, Weine e Ciderly tocaram naquela noite. Pode não ter sido a melhor apresentação da banda, mas foi um show único pelos fatos que o cercaram. Ficou provado que o rock tem voz na cidade de Brejo Santo através da Dona Chicá. Resta a esperança de que a banda volte novamente ano que vem e que consiga fazer um show ainda melhor do que o visto no III São Rock. Longa vida a Dona Chicá. Longa vida ao Rock’n Roll.

Integrantes:

Paulo Henrique: Guitarra/Voz
Ciderly Bezerra: Guitarra/Vocal
Weyne Celião: baixo
Daniel Zacarias: Bateria
Participação Especial:
José Zacarias “Deda”: baixo


ARTUR MENEZES
por Ciderly Bezerra

Depois de a Dona Chicá descer do palco sob o grito da galera, chegava a hora do Bluesman Artur Menezes, exímio guitarrista de Fortaleza, que já havia se apresentado na 2ª. Edição do São Rock.
Artur inicia o show disparando ‘Mary Had a Little Lamb’, clássico de Steve Ray Vaughan, uma de suas maiores influências. O público já percebeu que ele não veio para brincadeiras. Sua interação com a platéia é digna de nota .
Seguiram-se alguns clássicos do Blues, e em cada música Artur mostrou que sua guitarra é uma extensão de seus sentimentos. E o Blues é um estilo que exige essa cumplicidade, essa entrega, coisa que Artur tem de sobra. Das cordas de sua strato jorravam pérolas do som que nasceu nos campos de algodão do Mississipi, mas que ainda hoje tem um poder impressionante. Seus solos e sua expressividade musical cativaram todos ali presentes.
Não é por menos... O guitarrista foi acompanhado por uma ‘cozinha’ extremamente competente e brilhante, formada por Lucas Ribeiro (baixo) e Wladimir Catunta (bateria). Os caras mostraram o que um Power trio é capaz de fazer.
Quem pensava que a noite ia cair na melancolia típica do Blues se enganou. ‘Quem aqui gosta de Hendrix?” foi a pergunta de Artur. Sem pestanejar ele disparou ‘Hey Joe’, clássico do lendário guitarrista americano . Foi o bastante para novamente incendiar a platéia. Numa performance impressionante, Artur sapecou outro petardo: ‘Wild Thing’... Êxtase... são momentos assim, cercados de magia e beleza que nos dão força para superam as mediocridades da vida, e crer que o Rock nunca morrerá!. Thanks Mr. Artur Menezes.
Outro grande momento do show se deu quando Artur empunhou uma guitarra Double Neck, construída pelo Luthier Ciderly Bezerra, especialmente para ele. Foi o batismo daquele instrumento, já que ele havia sido entregue na tarde do show. E que batismo!!! Faíscas saltaram das cordas daquela guitarra! Numa demonstração de domínio da slide guitar, Artur tocou ‘Dust My Broom’, clássico de Robert Johnson, o pai do Blues: outro momento para a história.
O final épico se deu com outra música de Hendrix: ´Voodo Child’, clássico executado com maestria. Enfim, após mais de uma hora de show, o trio deixou o palco sob a ovação de uma platéia feliz e empolgada. Vivenciamos uma verdadeira celebração do Blues e do Rock.



Integrantes:

Artur Menezes: Guitarra/Vocal
Lucas Ribeiro: baixo
Wladimir catunta: Bateria

VEM AÍ MUITAS NOVIDADES

Galera a partir de hoje 18 de agosto de 2010, vamos atualizar diariamente o nosso blog, pedimos desculpas por demorarmos tanto para atualizarmos e postar as fotos e tudo mais, mais agora o PROJETO SÃO ROCK BREJO, vai evoluir, estamos preparando várias NOVIDADES para todos. AGUARDEM!

terça-feira, 30 de junho de 2009

III SÃO ROCK - II prévia - BAR FALTA TUDO - 12 de junho Dia dos Namorados





A segunda prévia do III SÃO ROCK aconteceu no Bar FALTA TUDO de Pedro dubrêu, festa organizada por George, Silvaneto e Walásse. Mais uma vez fizemos uma grande festa, improvisada, mais muito animada. George com sua bateria e Márcio voz e violão, ambos da banda PROJETO VOID, foram quem deram inicio a festa, com um repertório muito variado que foram dos antigos sambas, sucessos da nossa MPB e muito ROCK.
























Ursula, acompanhada de Márcio no violão nos trouxe um repertório de várias cantoras da nossa MPB, para orgulho de seu namorado Wilker.
















































Durante toda a noite, foram chegando amigos que abrilhantaram nossa festa. Ciderly Bezerra deu um show ao violão, Kilmer trouxe seus amigos do Crato, Pirulito e Marcos, que também fizeram sua participação.

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