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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK
Nossa História
Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!
CARIRI VEÍCULOS
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Scorpions: banda volta a tocar com orquestra

sábado, 11 de junho de 2011
Rock in Rio: mais um dia de show em 29 de setembro
VIA: http://whiplash.net
A seguinte nota foi publicada no site do Rock In Rio.
O Rock in Rio pode ganhar mais um dia de show!
Pela primeira vez em 26 anos de história, a organização do Rock in Rio anuncia que está em negociação com patrocinadores e atrações para a realização de um dia extra de evento, no dia 29 de setembro.
A decisão de lutar por um dia extra no calendário veio para atender aos pedidos dos fãs do festival (já que não há como vender mais entradas para os outros dias) e também do prefeito Eduardo Paes, que após o sucesso absoluto na venda oficial de ingressos, sugeriu a Roberto Medina que criasse a nova data. Ainda não há bandas nacionais e internacionais confirmadas para o line-up do dia extra.
Se as negociações forem bem sucedidas, a nova data será completa: Palco Mundo, Palco Sunset, Eletrônica, Rock Street, além do Village e dos brinquedos (Roda-Gigante, Kaboom, Montanha-Russa e Tirolesa). A imagem no final do post é sugestiva. Vamos torcer! :-)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Dave Mustaine: "novo álbum será mais rápido e pesado"
"Vai ser pesado e não lento como o Black Sabbath ou Trouble", diz Mustaine. "É muito, muito rápido e pesado. Temos 12 músicas pronta para o album, e isso é tudo que temos", continua ele. "Algumas das músicas são antigas, algumas são novas. Algumas foram escritas esta manhã. Algumas de volta nas fases iniciais da minha carreira - canções que não haviam sido registradas."
Fonte desta matéria (em inglês): metalhammer.co.uk
Fonte: http://whiplash.net
Pearl Jam: novo álbum caminhando rapidamente
O próprio Vedder lançou um novo álbum solo, "Ukulele Songs", na terça-feira (31 de maio), consistindo quase totalmente apenas ele cantando e tocando ukulele nas faixas. Vedder explicou, "Eu queria que isso fosse o único som. Num primeiro momento, foi meio que uma piada, então se tornou um pouco como um desafio, um quebra-cabeças, ver se eu conseguiria criar 11 ou 12 faixas com apenas um ukulele. É como pintar com uma cor só."
O cantor está fazendo turnê do álbum nesse mês, enquanto o PEARL JAM continuará a celebração de seu 20º aniversário com seu próprio festival no feriado do dia do trabalho e com o lançamento do documentário de Cameron Crowe "Pearl Jam: Twenty" e um livro paralelo.
O baixista Jeff Ament disse à The Pulse Of Radio que ele está pronto para deixar o passado para trás – que incluiu recentes relançamentos dos três primeiros álbuns da banda – e focar no novo disco: "Acho que com o filme e esse livro e essa coisa toda, estou pronto para fazer um novo disco."
Vedder também não quer chafurdar na nostalgia do PEARL JAM por muito tempo, dizendo, "Sinto que temos de manter nossos olhos na estrada. Ser nostálgico é como dar uma parada para pegar um sanduíche – e então você volta para a estrada. Eu não quero perder o resto na minha vida no posto de gasolina."
Fonte desta matéria (em inglês): blabbermouth.net
Fonte: http://whiplash.net
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Metallica: "Tocar para 80.000 fãs no Brasil é inimaginável"
via: http://whiplash.net
Alex Distefano entrevistou o baixista do METALLICA Robert Trujillo para a matéria de capa da revista Inland Empire Weekly. Seguem trechos da conversa.
Sobre o primeiro show do "Big Four" nos EUA (trazendo METALLICA, SLAYER, MEGADETH and ANTHRAX) que aconteceu anteontem, sábado, 23 de abril no Empire Polo Club in Indio, California.
Trujillo: "O lugar tipo que nos escolheu. Fomos abordados por promotores com o local que estava livre uma semana após o festival Coachella . Funcionou perfeitamente para a agenda de todas as bandas. O momento parecia apropriado para finalmente fazer nos Estados Unidos e ver como seria o show. Para nós, foi uma questão de demanda; fizemos um teste na Europa e deu certo."
"Com o 'Big Four,' essas quatro bandas ainda não haviam dividido o palco no mesmo evento, então é um tipo de show histórico para nossos fãs no sul da Califórnia. Mas nós também temos fãs vindo do mundo inteiro para esse show."
"Tem algo sobre ver essas quatro bandas no palco que é simplesmente mágico. Dos shows que nós fizemos no verão passado, eu percebi que todos vêm pra trazer o seu melhor; dos músicos tem uma coisa dessas bandas juntas, onde você simplesmente sente... é o espírito do heavy metal. Queremos mostrar que podemos dar nosso melhor e trazer essa energia do heavy metal."
"Eu lembro que estava tocando como METALLICA quando eu estava no SUICIDAL «TENDENCIES» — foi no início dos anos 90" — e para mim eu achava que o melhor show de metal de todos seria o SLAYER com o METALLICA. Agora isso é realidade e eu sou parte disso, e é incrível."
Sobre a ligação entre as quatro bandas nos shows na Europa Oriental:
Trujillo: "Tivemos esse jantar enorme antes do show e toda noite ficávamos juntos como nos velhos tempos de escola; e para alguns foi uma reunião. Mas todos foram tão legais, éramos todos como uma família, tivemos a sensação do espírito do show e da música. Foi definitivamente um dos momentos mais marcantes na minha carreira."
Sobre o METALLICA tocar seu clássico álbum de 1986 "Master Of Puppets" na íntegra em 2006 para comemorar seu 20º aniversário:
Trujillo: "Foi o 20º aniversário daquele álbum e para mim foi uma honra fazer parte daqueles shows mágicos. A música 'Orion' é uma das obras primas do Cliff Burton «falecido baixista do METALLICA». Para mim, só tocar aquela música foi uma benção. Eu me senti muito afortunado em fazer parte dessa turnê especial."
Sobre a possibilidade de mais shows do "Big Four" no futuro:
Trujillo: "As platéias na Europa foram incríveis, os promotores ficaram super animados e nos mostraram que havia uma demanda para o 'Big Four. É possível que haja mais no futuro, mas ainda não há nada confirmado. Mas o fato de podermos fazer esse show e tocar ao vivo sem ter um disco novo é ótimo e graças a Deus todos nós ainda tocamos."
Sobre tocar para grande público em virtualmente todas as partes do mundo – mesmo em tempos de inquietação recessão econômica:
Trujillo: "Amamos nossa música e compartilhá-la no palco é incrível para nós a cada show. Nós Últimos anos, nós fomos para a América do Sul, América Central, Japão, Coréia do Sul e talvez até sejamos a primeira banda de metal a tocar na Costa Rica e Guatemala."
"Eu fiquei meio assustado na Guatemala. Os tiras tiveram de sair e controlar a multidão; eles não esperavam que uma banda de heavy metal fosse trazer tantos fãs. Eles ficaram com medo da energia – você sabe como é um show de metal. Foi uma experiência maravilhosa no fim. Amamos viajar e experimentar outras culturas. Tocar para 80.000 fãs no Brasil é inimaginável."
"Vamos tocar na Índia em outubro. Vai ser interessante, tocar num lugar que nunca imaginaríamos nem nos nossos sonhos mais loucos que iríamos tocar. É uma honra para todos nós podermos ser parte desse cenário musical enquanto banda de metal dividindo nossa música com os fãs na Índia nesse show incrível."
Leia a matéria completa (em inglês) na Inland Empire Weekly:
http://www.ieweekly.com/cms/story/detail/clash_of_the_titans/3907/
Fonte desta matéria (em inglês): Blabbermouth.net
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Iron Maiden: Relato de BSB de fã que acompanhou a banda
VIA: http://whiplash.net
Imagine você se preparar dois anos para realizar um grande sonho e, na semana anterior dele se concretizar, descobrir que algo deu muito errado. Desde que o IRON MAIDEN anunciou as datas para a turnê brasileira de The Final Frontier, eu sabia em que hotel a banda se hospedaria em Brasília. Ainda demorei dois meses para fazer minha reserva, somente em 15 de janeiro. Em 1º de março descobri um site interessante para reserva de hotéis, o booking.com. Por incrível que pareça, tinha preços ainda menores do que das reservas que eu já tinha, feitas nos sites de cada um dos seis hotéis que eu sabia que o IRON MAIDEN ia ficar. Cancelei algumas delas, e remarquei com os novos preços. Em Recife, por exemplo, ficou por menos da metade do que eu pagaria originalmente. Em Brasília, foram R$200,00 a menos. Mas não me atentei a um detalhe: por engano, agendei Brasília para as datas do Rio de Janeiro. Pior: só fui perceber faltando uma semana para estar lá. Pior ainda: a última vaga do hotel foi reservada nas últimas 12 horas. Pra terminar de estragar, eu iria dividir o quarto com um amigo, que a essa altura com certeza ia querer me matar! Me senti o pior dos piores..
Após um vôo bastante tranquilo com a Webjet, cheguei à Brasília. O avião parou relativamente próximo de onde estava o Ed Force One, e as comissárias de bordo fizeram a festa. Abriram a porta traseira da aeronave e me chamaram para ve-lo mais de perto. Quase surtaram quando uma aeronave da TAM se colocou entre o nosso avião e o do IRON MAIDEN. Eu já o tinha visto pousando em Manaus, em 2009, mas é sempre lindo ve-lo novamente, ainda mais com a pintura da nova turnê. Mas não havia tempo a perder, pois Tadeu, colaborador do Whiplash e produtor de shows internacionais em Brasília (que já levou para a cidade bandas como Ozzy Osbourne, Megadeth, Guns'n'Roses + Sebastian Bach, A-Ha, Cranberries, Seal, Moby, Lauryn Hill, Motorhead e Tarja Turunen), estava me esperando. Eu ainda não o conhecia pessoalmente, mas temos amigos em comum e ele fez a gentileza de me recepcionar e me dar uma carona até o hotel. Paliativamente, eu havia conseguido me hospedar em um que fica literalmente grudado ao do IRON MAIDEN e é gerenciado pelo mesmo grupo hoteleiro. Em tese, isso garantiria e mim e ao meu colega de quarto, Júlio, acesso ao hotel onde estava a banda.
Mas ainda era cedo, e tentar ir lá a essa hora provavelmente apenas queimaria nosso filme com a segurança. Júlio geralmente se veste com roupas normais, e não é cabeludo. Provavelmente conseguisse entrar sem grandes questionamentos. Já eu posso tentar até mesmo sem camiseta de banda, mas o cabelão certamente me entregaria. Era melhor passear, conhecer a cidade e, a noite, que é quando as coisas acontecem, colocar nosso plano em ação. Perto do hotel há um shopping, e resolvi ir até lá para comer alguma coisa. Boa parte da equipe do Maiden estava por lá, incluindo o fotógrafo oficial John McMurtrie e o onipresente Todd, certamente a figurinha mais carimbada do crew do Maiden, já que podia ser facilmente encontrado em qualquer lugar. Lá encontrei meio sem querer a Natália, uma amiga do Espírito Santo que veio à cidade para ver o show. Saímos juntos do shopping, enquanto estava entrando o Ashley Groon (roadie do Nicko, aquele careca engraçado do "Flight 666"). Ao me ver, Ashley balançou a cabeça, como quem diz "não acredito que esse cara está aqui de novo". Mas isso não foi algo negativo. Eu e Ashley já conversamos muito em 2009, e no dia seguinte também conversaríamos demais, até porque somos fumantes e vivemos saindo do hotel para fumar.
Eu e a Natália seguimos pro hotel onde eu e o Júlio estávamos hospedados e, com ele, esperamos anoitecer. Após tormarmos banho e nos arrumarmos, seguimos para o hotel onde "os hómi" estavam. Paramos na frente e fumei um cigarro, observando na tentativa de descobrir quem, entre aquele monte de segurança que estava na porta, era o chefe. Era com ele que eu queria falar, pois os outros não seriam capazes de resolver nosso problema. Ao nos aproximarmos, formos abordados e nos identificamos como hóspedes do hotel ao lado. Dissemos que sabíamos que isso nos daria acesso mas, como previsto, ele explicou que "aquele era um dia especial" e que por isso não poderíamos entrar. Expliquei que apesar da aparência, não estávamos atrás da banda, queríamos apenas ir ao restaurante comer alguma coisa - o que nos é direito, já que estamos hospedados no hotel do lado e blá blá blá. Expliquei também o que havia acontecido com minha reserva, argumentando que já estive hospedado com a banda em São Paulo e no Rio, que seguiria de lá para Belém e demais cidades brasileiras da turnê e que já havia abordado a banda em ocasiões anteriores, que já tinha foto com todos, e que não estava lá pra dar trabalho, nem encher o saco. Ele nos liberou. Atravessamos toda a recepção do hotel e, ao chegarmos ao elevador, outro segurança tentou nos barrar, mas recebeu instruções do segurança-chefe para nos deixar em paz.
No restaurante, pedi alguma coisa para comer e os demais pediram coca-cola. É evidente: se não somos hóspedes, temos que consumir alguma coisa para ficar ali. Eu estava sentado atrás de uma coluna. A Natália estava na minha frente e o Júlio, do lado dela. Um pouco depois, chegou o Tadeu, a paisana (é como chamamos quem não está vestido caracterizado como fã). De repente, a Natália começou a tremer: o Adrian havia acabado de chegar, e era a primeira vez que ela estava vendo um Maiden cara a cara. Como em São Paulo com a Mariana, tive que conte-la para que ficasse ali quieta. Ele sentou em um lugar onde eu não podia ver e pediu algo para comer. Mais uma vez, usei a tática que deu certo em São Paulo com o Janick: deixei fotos em cima da mesa. Se ele quisesse, viria nos atender. Se não, nos contentaríamos em poder acompanhar a cena, até para não nos queimar com o segurança que confiou em nós. A única outra hipótese possível é se ele fosse abordado por outro fã e fosse receptivo: isso seria um sinal de que poderíamos tentar a sorte também.
Após terminar de comer, Adrian pediu um jornal e leu por um bom tempo. Ao se levantar, dois fãs o abordaram, e ele os atendeu. Instruí a Natália e o Júlio para que chegassem junto, que eu e o Tadeu chegaríamos depois (ver dois fãs chegando deve ser menos traumático do que ver quatro). Foi tudo absolutamente civilizado: a maioria que estava lá sabia inglês e o Adrian parou para conversar conosco, especialmente com o Júlio, que lhe contou possuir uma guitarra igual à dele, mostrando fotos da mesma, e pedindo em seguida uma palheta, no que foi prontamente atendido. Aos poucos, um a um foi tirando foto com ele. Quando só faltava eu, Júlio pediu mais uma foto, Tadeu também, e foram atendidos. Na minha vez, o flash simplesmente falhou e, a única foto que tenho somente eu e o Adrian está bem escura. Nem deu tempo de tirar outra, pois ele se despediu e saiu. Mais tarde chamei a atenção dos dois, pois eles tentaram a segunda foto sem que eu tivesse conseguido a primeira. Se o Adrian tirasse as fotos com eles e se despedisse, eles teriam duas fotos e eu nenhuma (ao menos este ano mas, até aí, o Júlio também já tinha foto com ele em anos anteriores). Se vamos abordar banda juntos, é assim que tem que ser. Quer 30 fotos?! Tenta a sorte! Mas tenha certeza que todos já conseguiram antes!
Pouco após resolvido nosso pequeno problema, chegou a Camila, amiga do Tadeu, também a paisana. Nos unimos aos dois hóspedes que haviam abordado o Adrian a princípio e ficamos conversando por um bom tempo. Mas deu a hora do restaurante fechar, e naquele dia não rolaria mais nada lá - somente no bar do térreo. Eu, Júlio e Natália resolvemos sair do hotel, não sem antes agradecer novamente o segurança. Camila e Tadeu ficaram no bar e conseguiram foto com o Bruce. Mais tarde voltamos para tentar uma foto da Natália com o Janick, que já tinha atendido todos os fãs em São Paulo e no Rio. Não demorou muito e ela também conseguiu. Eu e o Júlio nem tentamos, pois já tínhamos conseguido em São Paulo.
Eu posso conseguir fotos e autógrafos de muitas bandas. Posso conseguir coisas incríveis, como falar com Paul McCartney (sim, já fiz isso). Mas uma coisa que não aprendi a fazer é conseguir palhetas, baquetas, munhequeiras e outros souvenirs que os fãs tanto gostam. Sei lá, eu acho chato pedir esse tipo de coisa, não tenho a manha. No dia seguinte, por volta das 07:30, eu estava dormindo. Sonhei que o Janick veio até mim e me deu uma caixa cheia de palhetas. Todas iguais mas, uau, eu tinha uma caixa com um monte de palhetas do Janick! Então, abri a caixa, peguei uma, e ia olhar para ela, conhecer seus detalhes quando... eu abro o olho e vejo uma bolinha vindo em minha direção. Me atingiu em cheio! Era o Júlio tentando me acordar, me jogou um maço de cigarro (que achei ser uma bolinha). Eu já levantei bravo! "Seu FDP!!! Me fez perder as palhetas me jogando uma bolinha!". Hahahahahahaha
Às 08:00 hs, voltei com o Júlio à recepção do hotel correto. Mais uma vez, os seguranças vieram chatear (ok, estavam apenas fazendo o trabalho deles, mas eu devia estar lá dentro, e não lá fora, isso enche o saco!). Expliquei que gostaria apenas de ir até a recepção. Chegando, perguntei se por acaso havia algum cancelamento para aquele dia. A moça que me atendeu disse, sem dar muita atenção, que infelizmente não. A atendente do lado, entretanto, disse que o hóspede do 419 havia acabado de cancelar, e eu não bobeei: reservei o quarto imediatamente! Com o comprovante de reserva em mãos, troquei uma idéia com os seguranças, que passaram a não nos incomodar mais, nem mesmo à Natália, que não estava hospedada, mas estava ali com a gente. Mas nada muito interessante ocorreu até a hora do show que, por sinal, foi tão perto do hotel, que deu pra ir andando de boa.
Eu geralmente chego em cima da hora, não apenas por estar com a banda no hotel, mas porque não tenho saco para banda de abertura em dia de show do IRON MAIDEN. Dia de show do IRON MAIDEN é dia de show do IRON MAIDEN, ponto! Em 85, no Rock in Rio 1, cheguei no meio do show do Whitesnake e saí assim que terminou o show do Maiden. Não vi o Queen, nem me arrependo - eu estava ali para ver IRON MAIDEN. Em 92, xinguei pra caramba a tal banda Thunder. Em 96, o Maiden tocou no Monsters of Rock, mas para mim, era dia de show do IRON MAIDEN, ignorando qualquer outra banda que estivesse lá. Não fui cedo para não cometer o sacrilégio de xingar o Lemmy ou o King Diamond. Adoro Motorhead, mas dia de show do IRON MAIDEN, repito, é dia de show do IRON MAIDEN. Quando o Maiden subiu no palco, eu já não tinha mais voz de tanto xingar o Sebastian, do Skid Row. Em 98, xinguei o Helloween do começo ao fim. Até o Max eu xinguei em São Paulo este ano - e já fui muito fã de Sepultura em sua época com ele. A única que escapa de minha ira é a Lauren Harris. Primeiro, porque a conheço, é uma fofa, totalmente atenciosa. Segundo porque mesmo que não a conhecesse, seu pai, pra mim, é Deus - e eu respeito a filha de Deus. Terceiro porque ela, Faye e Kerry são as 3 mulheres que podem me dar o que nenhuma outra pode: o sogrão. Já imaginou a festa de natal na casa do sogro?! Perto da meia noite, ainda chegam seus amigos Bruce, Dave, Nicko, Janick e Adrian (sonho)... É, eu sei, fã xiita de Iron é uma merda, mas sou, e assumido. Mas em Brasília, cheguei no meio do show da banda de abertura, Khallice, que me surpreendeu profundamente. Guardadas as devidas proporções, parecia Dream Theater. Curti tanto os músicos como o vocal e, desta vez, não xinguei ninguém...
O show do Maiden foi bacana, mas me decepcionei ao constatar que o Big Eddie "ficou no Rio". Eu tinha certa esperança de ve-lo em Brasília mas, infelizmente, mais uma vez apenas as grandes capitais do sudeste tiveram o privilégio de ve-lo. O setlist foi o mesmo, mas quem liga?! Impossível não se emocionar como se fosse a primeira vez. Chorei como criança em "Blood Brothers". Fui à loucura vendo as músicas do novo álbum ao vivo. "Satellite 15/The Final Frontier" é a única música que não curto em 15 álbuns de estúdio do IRON MAIDEN. Tem as que gosto mais, tem as que gosto menos, mas a única que pulo quando vou ouvir um álbum é essa. Entretanto, ao vivo, com aqueles efeitos de telão, até ela estava perfeita. Por mim, tocariam todas do "The Final Frontier", assim como fizeram com "A Matter of Life and Death", cuja turnê infelizmente não chegou ao Brasil - o IRON MAIDEN nunca tocou uma música desse álbum em solo brasileiro, sei lá porque. Por mim, dos clássicos, deixaria só “The Trooper” e “Hallowed Be Thy Name”, tiraria todas as outras (“2 Minutes to Midnight”, “The Number of the Beast”, “Running Free”, “The Evil That Men Do”, “Fear Of The Dark” e até mesmo a IRON MAIDEN [utopia]) e completaria com músicas dos dois últimos álbuns. Dane-se que tem fãs novos que nunca viram essas ao vivo. Quem mandou nascer antes? Quem mandou não ir na “Somewhere Back in Time”, quando eles só tocaram essas? Ok, eu sei, estou sendo chato... Mas é que já cansei de ver essas músicas ao vivo. São ótimas? São perfeitas! Mas o Maiden tem tantas músicas tão boas quanto ou ainda melhores, que nunca foram tocadas ao vivo... Enfim, se eu insistir nesse assunto, a discussão será interminável. Vou resumir: o show foi perfeito! Ponto!
No meio da “The Number”, saí apressado, rumo ao hotel. Devido às particularidades do terreno plano de Brasília, ouvi o som com perfeição, até o término da última nota de “Running Free”, mesmo estando praticamente na porta do hotel. Não demorou muito e a banda chegou. Nem sinal de Steve e Nicko, mas Dave, Adrian, Bruce e Janick, além de Michael Kenney, sentaram-se em um canto do saguão principal e ficaram lá, de boa, conversando entre eles e com a equipe. Nós, fãs, também estávamos sentados lá, mas em outro canto, e apenas observávamos. Não íríamos interromper aquilo por nada pois, já disse, ainda melhor do que conseguir uma foto ou um autógrafo, é poder acompanhar esses momentos, como se estivéssemos assistindo a um DVD que contasse a história da banda. Óbvio que não ficamos olhando fixamente para eles, como se fossem animais enjaulados. Somos, na verdade, um grupo grande de fãs.
Não pense que sou o único a fazer isso. Estava acompanhado do Júlio, que não foi ao Rio, mas foi a São Paulo e iria a Curitiba. Tem o Ricardo e a Fátima, um casal cinquentão incrível, que já acompanhou o Maiden este ano em Jacarta, Bali e Singapura, em toda a turnê brasileira, na Argentina, no Chile, e ainda vai a 10 shows na Europa, fechando na Rússia (o Ricardo foi citado na resenha do Todd no site oficial da banda, sobre o Rio de Janeiro). Também estava com a gente o Bruno "The Crying Man", que foi apresentado no "Flight 666" como colombiano, na cena em que chorou porque conseguiu a baqueta do Nicko, mas é brasileiro, curitibano. Havia também o Guilherme, um "moleque" de 16 anos que foi aos 6 shows do Brasil acompanhado de sua mãe - mas que não se hospedou nos mesmos hotéis da banda. Além disso, em cada cidade, acabamos nos unindo a outros fãs ilustres, como o Rafael Serrante, que invadiu o palco do IRON MAIDEN no Rock in Rio III e é um dos maiores colecionadores de material do Maiden do Brasil; Pedro, ou Padro, o "moleque" que há 3 anos, com apenas 15 de idade, viajou no Ed Force One, pilotado pelo Bruce Dickinson, e repetiu a tarefa no ano passado, sempre acompanhado de sua mãe Elaine, carinhosamente chamada de "Iron Mother" pelo Rod Smallwood; Felipe, Humberto e Luís, que também voaram com Padro em 2010, e muitos outros. Ou seja, entre nós, o mais bobinho já voou no avião do IRON MAIDEN. Óbvio que sabemos nos comportar, e não nos tornamos inconvenientes para a banda. Dividimos o mesmo espaço que o IRON MAIDEN, mas conversamos muito entre nós - sobre IRON MAIDEN, é claro. Deixamos os caras em paz, e eles nos atendem quando querem, simples.
Links de referência:
Bruce Dickinson: anúncio do "Bruce Air" para agosto
Rafael Serrante - Ele invadiu o palco do Maiden no Rock In Rio
Em determinada hora, Bruce, Janick e Adrian subiram, e Dave Murray resolveu ir para o bar - e nós estávamos ali, 7 fãs ao total, vendo que teríamos uma chance de tentar, pois ele estava caminhando em nossa direção. Um de nós o abordaria, se a resposta fosse positiva todos conseguiríamos. Mas ele foi chamado por um segurança da banda, parou e começaram a conversar. O tempo foi passando, mais um segurança chegou, mais uns dois ou três membros da equipe, e até o Adrian Smith, que voltou. Todos estávamos ali, de pé, a três metros de tudo isso, aguardando pacientemente. Vez por outra, o Dave olhava pra gente, como se dissesse "se vocês esperarem eu atenderei a todos". Uma hora e meia se passou. De repente, sem mais nem menos, ele deu as costas, tomou o elevador, e simplesmente foi embora. Ficamos ali os sete, sem reação, não acreditando que fomos trollados pelo Dave, tradicionalmente um dos membros mais legais de se abordar. Dave é, na minha opinião, o membro mais difícil de se conseguir alguma coisa, porque ele simplesmente se tranca no quarto e ninguém o vê - eu mesmo só tenho uma única foto com ele. Porém, se abordado, ele te trata super bem. Esse ano, em Brasília, não foi o que aconteceu. Apesar de tudo, não houve entre nós sensação de frustração, pois sabemos que estamos tentando a sorte, e que ele nos atende se quiser, sem obrigação nenhuma. Fomos trollados, mas ainda assim é o Dave, o mestre da guitarra, um dos principais motivos de todos nós estarmos fazendo aquela loucura toda. Mas, depois dessa, todos fomos dormir.
No dia seguinte, mais uma vez acompanhei a saída da equipe do hotel. Mas eu tinha um alvo na cabeça: Kerry Harris. Em 2009, consegui fotos com a Lauren e com a Faye, duas das filhas do Steve Harris. A única que não consegui, Kerry, foi incorporada à equipe a partir desta turnê. Não sei fazendo o que, mas ela é definitivamente parte da família IRON MAIDEN agora. E estava ali, sozinha, dando sopa na recepção. Meio sem graça, pedi a foto, e ela foi super simpática. Mas não havia tempo a perder: nosso vôo para Belém partiria às 11:00 hs. E, desta vez, parecia que só tinha fã do IRON MAIDEN no avião. Foi um vôo bem legal. Em breve, voltarei a escrever, desta vez sobre o que aconteceu em Belém.
Matérias relacionadas à matéria acima:
Iron Maiden: Relato de SP de fã que acompanhou a banda
Iron Maiden: Relato do Rio de fã que acompanhou a banda
Sepultura & Orquestra: Vídeo oficial da apresentação
Fonte desta matéria: Sepultura - Site Oficial
Uriah Heep quebrando tudo com Into The Wild (2011)
http://futebolmusicaetc.blogspot.com

Daniel Junior - Música
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Blind Guardian: Apresentação em SP será no Via Funchal
A produtora também informa que TODOS QUE ADQUIRIRAM ingressos para o show nos pontos de venda físicos (lojas Die Hard, Paranoid e Metal CDs) deverão dirigir-se aos mesmos para realizar a troca do ingresso, SEM CUSTO. Já aqueles que adquiriram através da venda online poderão realizar a troca no dia do show, nas bilheterias da Via Funchal.
É muito importante que todos os fãs que já adquiriram seus ingressos nos primeiros lotes realizem a troca para que possam entrar na Via Funchal no dia do show; quaisquer dúvidas em relação a troca de ingressos será respondida através do e-mail bg@negriconcerts.com.br ou pelo telefone (11) 75200721.
Ingressos online poderão ser adquiridos a partir de agora através do site da Via Funchal (https://viafunchal.showare.com.br), nas lojas Die Hard e Paranoid na Galeria do Rock e na Metal CDs em Santo André. Além destes pontos de venda, os fãs também podem comprar ingressos diretamente nas bilheterias da Via Funchal.
Com o lote promocional já esgotado, a Negri Concerts pede que os fãs estejam atentos aos novos valores e setores disponíveis para venda:
Pista Premium: R$ 300 - Estudantes R$ 150
Pista: R$ 140 - Estudantes R$ 70
Mezanino Central: R$ 180 - Estudantes R$ 90
Mezanino lateral: R$ 180 - Estudantes R$ 90
Camarotes: R$ 200 - Estudantes R$ 100
SERVIÇO – BLIND GUARDIAN NA VIA FUNCHAL
Abertura: Brotherhood
Data: 9/9 – Sexta-feira
Horário: 20h
Local: Via Funchal
Endereço: Rua Funchal, 65 – Vila Olímpia
INGRESSOS
Venda online:
http://www.viafunchal.com.br
IMPORTANTE: Para compra online, além do valor do ingresso, será cobrada taxa de conveniência.
PONTOS DE VENDA:
Galeria do Rock - Paranoid: (11) 3221-5297 / Die Hard: (11) 3331-8253
Outros pontos de Venda: Metal CDS (Santo André) (11) 4994-7565
Bilheterias da Via Funchal
Press-release: Negri Concerts
Foo Fighters: Vídeo de show na garagem de um fã
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Queensrÿche: confira a capa do novo álbum!
terça-feira, 12 de abril de 2011
U2: vídeos da primeira apresentação em São Paulo
segunda-feira, 11 de abril de 2011
U2 - Estádio do Morumbi (São Paulo, 09/04/2011) por Doctor Robert
Todas as vezes que um grande artista de renome internacional vem ao Brasil, seu nome figura em todos os noticiários e, obviamente, em jornais e sites de música. Com o U2 não poderia ser diferente. Tudo que envolve o nome da banda sempre envolve também muitos números: número de ingressos vendidos, quantos milhões a banda faturou, quanto custou para o equipamento da turnê... Sem falar no que concerne as atividades extra-palco dos membros, como a visita à Presidenta Dilma. E até mesmo em relação aos fãs, como alguns mais fanáticos (desocupados?), que acampam por dias na porta do estádio à espera do show (algo que não seria necessário se aqui tivéssemos lugares numerados, como ocorre nos EUA, Japão, Europa e até mesmo na Argentina – mas isso já é assunto para outro momento).
Pois bem, eis que enfim a tour 360° chega ao Brasil, e a expectativa após praticamente dois anos de espera, desde que foi lançado o álbum “No Line On The Horizon”, não poderia ser menor. Os irlandeses do U2 sabem o que seus fãs querem e não decepcionam, sempre entregando uma verdadeira avalanche de hits, entremeada a uma alta tecnologia na estrutura do palco, onde cada vez mais eles se superam – e somente presenciando o monstruoso palco desta turnê é que se tem a verdadeira noção disso.
Para completar, Bono e cia. desta vez trazem a tiracolo ninguém menos que o Muse para a abertura de seus shows na América Latina. O trio inglês que está arrebentando tudo no exterior, lotando estádios e vendendo milhares de discos foi a cereja no bolo do espetáculo presenciado pelas cerca de 80 mil pessoas ali presentes. Em uma performance coesa, extremamente enérgica, Matthew Bellamy e seus companheiros aqueceram o público em 45 minutos cravados, onde os pontos altos foram “Supermassive Black Hole” (talvez sua música mais conhecida no Brasil, por conta da trilha sonora do xaroposo filme “Crepúsculo”), “Hysteria”, que vinha sendo deixada de lado por eles, e teve direito a uma bela citação de “Back In Black” do AC/DC, e o encerramento com a porrada “Knights Of Cydonia”, sem falar na interação do público em “Starlight” e do grande riff de “Plug In Baby”. Aplaudidos do começo ao fim, e com justiça.
Um certo atraso acabou ocorrendo para a entrada do U2 no palco, muito provavelmente devido à chuvinha chata que começou a cair no meio da apresentação do Muse. Mas às 21h45, pudemos ouvir os acordes da clássica “Space Oddity”, de David Bowie saindo dos PAs, e essa era a senha para a plateia ir ao delírio, a trilha sonora para que o quarteto entrasse no palco, sob aplausos, gritos e tudo mais. E “Even Better Than The Real Thing” começa o verdadeiro espetáculo apresentado, em uma versão levemente diferente da original, mas muito interessante. Em seguida, o primeiro hit da história da banda, “I Will Follow”, que faz o Morumbi continuar a tremer (quem estava nas arquibancadas sabe disso). Com o terreno ganho, ganham espaço as composições mais recentes, como “Get On Your Boots” e a ótima “Magnificent”, com Bono e sua introdução “What Time Is It In The World?”, citando vários estados do Brasil.
Antes da clássica “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, Bono apresenta os membros da banda, comparando-os a sabores de pizza (incluindo aí até mesmo uma duvidosa pizza de Jaca, ou de minhoca, para The Edge), e após essa, Bono evoca o público a cantar parabéns a Julian Lennon, chamando-o carinhosamente de Junior. Tudo corria conforme o script, e a primeira surpresa da noite ficou por conta da volta de “Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of” ao set list, em sua tradicional versão violão e voz (com direito a The Edge se confundindo com um acorde, provando a todos que ali não tinha playback). Após o momento intimista, uma fã sobe ao palco puxada por Bono, e se senta ao seu lado, lendo trechos de “Carinhoso”, de Vinícius de Moraes, com o vocalista repetindo junto a ela “Serei feliz, bem feliz”. E a introdução de “Beautiful Day” toma o Morumbi, ocasionando o segundo êxtase da noite.
Tudo no show do U2 é perfeitamente planejado, principalmente a escolha do repertório. Prova disso é que, após duas canções mais lentas para acalmar o público, como “In A Little While” e “Miss Sarajevo”, o grupo decidiu manter a dobradinha “City Of Blinding Lights” e “Vertigo”, que tem funcionado desde a turnê anterior, outro momento alto da noite. A primeira parte da noite se encerra com a eterna “Sunday Bloody Sunday” e a belíssima “Walk On”, com a presença de membros da Anistia Internacional no palco. A banda se retira do palco e no telão surge o bispo Desmond Tutu e seu discurso, que abrem passagem para “One”, seguida de uma homenagem aos Beatles (com Bono cantando um trecho de “Help!”) e da eterna favorita dos fãs “Where The Streets Have No Name”.
Na pausa para o segundo bis, vemos no telão uma animação com alienígenas assobiando esta última música, e logo desce o microfone iluminado para o palco. Era a hora da rocker “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” incendiar os falantes, seguida do maior hit da banda, “With Or Without You”. Para encerrar, como não poderia deixar de ser, Bono pede ao público para acenderem seus celulares e isqueiros, enquanto o telão exibia os nomes das crianças assassinadas na escola no massacre do Rio de Janeiro. E “Moment Of Surrender” encerra a apresentação perfeita do grupo, após mais de duas horas de uma verdadeira aula de como deve ser um grande show.
Set List:
Muse
1.Uprising
2.Supermassive Black Hole
3.Stockholm Syndrome
4.United States Of Eurasia
5.Hysteria
6.Starlight
7.Plug In Baby
8.Knights of Cydonia
U2
1.Even Better Than The Real Thing
2.I Will Follow
3.Get On Your Boots
4.Magnificent
5.Mysterious Ways
6.Elevation
7.Until The End Of The World
8.I Still Haven't Found What I'm Looking For
9.Happy Birthday
10.Stuck In A Moment
11.Beautiful Day
12.In A Little While
13.Miss Sarajevo
14.City Of Blinding Lights
15.Vertigo
16.Crazy Tonight
17.Sunday Bloody Sunday
18.Walk On
19.One
20.Help / Where The Streets Have No Name
21.Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
22.With Or Without You
23.Moment of Surrender
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Deep Purple já começou a gravar novo disco
Aparentemente 9 canções foram gravadas em março de 2011 com PAICE supervisionando o projeto. A banda tem ainda mais 7 ou 8 ideias em desenvolvimento que pretendem finalizar em uma futura sessão de estúdio, para então escolher as 10 melhores músicas, que entrarão no álbum. Aparentemente, o trabalho será produzido por IAN PAICE e ROGER GLOVER.
PAICE afirmou que a direção musical nas canções é definivamente mais pesada que o álbum anterior, "Rapture of the Deep". "Os jovens querem ouvir Hard Rock da gente", disse.
Fonte: Whiplash
quinta-feira, 31 de março de 2011
AC/DC: os sinos anunciam o retorno de preto
Fonte: Blog rockrevista
http://whiplash.net
No mundo do rock não se fala em outra coisa. No dia 10 de maio acontece o lançamento do esperadíssimo DVD “AC/DC Live at River Plate”, gravado nos shows dos caras na Argentina, em 2009. Me enche de felicidade dizer que estava lá e que este foi o mais espetacular momento roqueiro que pude presenciar.
Ao assistir um dos trailers que circulam na internet o arrepio correu minha espinha inteira. Na hora me senti na obrigação de voltar a escrever sobre esses escoceses/ australianos que simbolizam o que é o rock’n roll.
“Hell’s Bells” é, na minha modesta opinião, a música mais importante da carreira deles, e “Back in Black” o seu maior disco, por várias circunstâncias. Talvez o desenho do cenário da época de seus lançamentos ajude a entender suas importâncias...
Estamos em 1980, mais precisamente em 19 de fevereiro. Neste dia faleceu Bon Scott, então vocalista do AC/DC, aos 33 anos. Causa da morte: ingestão excessiva de álcool e sufocamento com o próprio vômito. A banda havia acabado a turnê do disco “Highway to Hell” e vivia seu melhor momento.
Bon era um dos líderes da banda, talvez o pilar mais sólido. Era o cara mais experiente na vida e mesmo dentro do rock, o “tio” que trazia os discos para os meninos ouvirem. Sua perda foi descrita como irreparável por Malcolm, Angus, Phill e Cliff, que cogitaram até acabar com a banda. Só não o fizeram por insistência dos amigos, em especial do pai de Scott, Sr. Chick, e porque entendiam que Bon iria querer que eles continuassem.
Após cogitar alguns nomes, a maioria conhecidos no cenário australiano, a banda resolveu fazer uma audição com Brian Johnson, na época vocalista da banda inglesa Geordie. Brian era um grande fã do AC/DC e sua “indicação” já havia sido feita aos garotos pelo próprio Bon Scott, que falara coisas legais dele alguns anos antes.
Ao receber a ligação Brian ficou tão pasmo que acabou desligando o telefone, achando ser um trote. Ele estava sem cantar havia cinco anos, já que a música não garantia o sustento de sua família. Felizmente Malcolm refez o contato e Johnson marcou seu teste. Cantou “Nutbush City Limits”, de Ike e Tina Turner, e depois “Whole Lotta Rosie” e “Highway to Hell”, duas das canções preferidas de Bon. O fato de Brian ter executado as músicas do seu jeito, sem querer imitar Scott, foi decisivo para um final feliz, anunciado rapidamente, no dia 08 de abril de 1980.
Brian é um grande vocalista, de muito mais feeling do que técnica. Adora whisky e fuma, mas compensa qualquer fragilidade vocal advinda dos vícios cantando com muita paixão em qualquer oportunidade. Um de seus grandes ídolos é o notável Eric Burdon, vocalista do Animals, em quem Johnson se inspirou para ser um cantor de rock.
Menos de um mês depois Brian já se juntava à banda em um estúdio nas Bahamas para a conclusão de “Back in Black”.
E foi nesse contexto de substituição do ídolo, do primeiro álbum após a tragédia e da expectativa dos fãs e de toda a crítica sobre o novo vocalista, que “Back in Black” foi finalizado, em apenas seis semanas.
Antes do lançamento (25 de julho de 1980) a banda estava receosa com a reação das pessoas sobre o trabalho e tudo o que envolvia o álbum. Imaginem o impacto de um disco cuja abertura seria uma música chamada “Hell’s Bells", feita em homenagem ao recém-falecido Bon, cujo último trabalho se chamou “Highway to Hell”.
Na cabeça de muitos poderia soar como “toquem os sinos do inferno para o cara que pegou a estrada pra casa do demônio...” Completamente insano, certo?
Todavia, os caras bancaram (Angus: “Nós poderíamos ter dito ‘Era isso.’, podíamos ter parado, mas ainda sentíamos que tínhamos algo a terminar”), a gravadora aplaudiu (declarou que o álbum era “magnífico”), a imprensa elogiou (o exigente crítico David Fricke, da Rolling Stone, disse que esse álbum era o primeiro a resgatar a essência do gênero desde o disco "Led Zeppelin II", de 1969) e os fãs entraram em êxtase.
O disco preto do AC/DC já superou a marca de 50 milhões de cópias ao redor do mundo. A contagem oficial era de 48 milhões até o início de 2008, e sua média anual de vendas desde o 2000 supera um milhão de unidades. Ainda durante a década de 90 “Back in Black” passou à frente do mítico “Dark Side of The Moon”, do Pink Floyd, na corrida pelo título de álbum roqueiro mais comercializado de todos os tempos.
“Back in Black” é uma obra prima do rock’n roll, talvez um dos seus cinco discos mais importantes, qualificados e influentes. Dele saíram hinos instantâneos como “Hell’s Bells, Back in Black” e “You Shook Me All Night Long”, e faixas preciosas como “Shoot to Thrill” e “Shake a Leg”, para ficarmos apenas em metade de suas músicas.
O disco foi produzido por Robert John "Mutt" Lange, que já havia trabalhado com o AC/DC no excepcional “Highway to Hell”, de 1979. Ele ficou com a banda por mais um álbum (“For Those About to Rock”, de 1981), e depois foi rumando gradativamente para o pop (até Celine Dion e os Backstreet Boys o cara produziu...). Apesar desses pesares, o trabalho dele em “Back in Black” foi impecável, assim como o resultado final.
Brian Johnson, ao falar da qualidade do álbum, comentou: “Estava no avião para casa pensando se o álbum era bom mesmo. Foi um choque quando recebi uma cópia e eu coloquei no meu toca-discos. Eu não acreditava que era eu. Não achei que podia fazer coisas daquele nível."
Dentro de um disco com essa expectativa e desse nível, a tarefa de “Hell’s Bells” era árdua. Abriria o álbum, teria que impactar... Malcom, então, teve a idéia de iniciá-la com toques de sino, passando uma idéia completamente fúnebre. Essa idéia funesta era realmente a intenção da banda, a fim de homenagear Bon Scott.
Após aprovar o lance do sino a banda pressupôs que o melhor resultado viria da captação do som em uma igreja. Depois de muita pesquisa a escolha recaiu sobre um pesadíssimo modelo “Denison” existente no Monumento Carillon, em Leicestershire/ Inglaterra. Apesar de todo o aparato tecnológico montado para a gravação (24 microfones foram usados), o eco do local e o som dos pássaros frustraram a idéia.
Então a banda partiu para o plano “b”. Mandou fazer uma réplica de meia tonelada do “Denison” (que é usada nos shows até hoje) e acabou gravando as badaladas dentro da própria fábrica. Quem deu as marretadas para a captação do som foi o funcionário que produziu a peça. A partir de então, tanto na gravação de estúdio quanto nos shows, “Hell’s Bells” inicia com 13 lentos toques de sino, mesclando o som da banda a partir da quarta badalada.
A base instrumental de Hell’s Bells já havia sido montada por Angus e Malcolm durante a tour de “Highway to Hell”, mas ainda não havia texto. Apesar dos créditos fazerem remissão à co-autoria de Angus Young, Malcolm Young e Brian Johnson, a letra é do vocalista. Rumores de que esta poderia ser de Bon Scott foram oficialmente rechaçados pela banda em 2005.
Brian Johnson nunca foi muito claro sobre sua inspiração para escrever a totalidade da letra. Quase sempre se esquiva do assunto, apesar de admitir que ela foi feita em um curtíssimo espaço de tempo.
Em duas entrevistas, entretanto, Brian vazou alguns detalhes. Para o canal VH1, revelou que “ao rezar por uma inspiração para escrever a letra, vivenciei uma experiência sobrenatural com relação a Bon”, negando-se a ser mais específico. Já para a “Q Magazine”, Johnson foi mais aberto: "Eu não acredito em Deus, ou no Céu ou no Inferno, mas algo diferente aconteceu. Não tínhamos TVs nos quartos. Só havia uma grande folha de papel e eu precisava escrever algumas palavras. Eu tinha uma garrafa de Whisky e fui, com goles generosos... Aí eu comecei a escrever e não parei mais. E estava lá: "Hell’s Bells". Depois mantive a luz acesa durante toda a noite, cara...” .
A verdade é que existem pouquíssimas referências para investigação do significado real de “Hell’s Bells”. A própria banda evita o assunto, preservando-se de polêmicas a respeito. Eles apenas dizem tratar-se de uma letra comum de rock’n roll.
Procurei interpretá-la dentro de minha percepção e conhecimento sobre a banda, além de fazer uso das evidências que encontrei em minhas pesquisas.
Na minha visão a letra tem duas partes, basicamente, que acabam interligadas dentro de um mesmo contexto.
Os primeiros versos tratam de tempestades, trovões e raios (“Sou um trovão motorizado, vertendo chuva. Estou chegando como um furacão. Meus relâmpagos clareiam pelo céu”). Até aqui não há nada demais... Brian admitiu que as frases referem-se às inúmeras tempestades que eles enfrentaram nas Bahamas. De qualquer forma, a descrição dos fenômenos naturais acabaram por auxiliar a banda no que eles realmente queriam: dão uma idéia de poder e onipotência, perfeitamente entendíveis a partir da seqüência da música.
A partir dos versos seguintes a letra começa a falar em Satã, de sua força e de quão inútil seria resistir ao seu chamado através dos toques dos sinos do inferno.
Mesmo com essas explícitas citações, a canção só é maligna para os fundamentalistas. Muita gente interpreta a letra literalmente e prega haver “glorificação do mal” na música. Todavia, nada de plausível é apresentado para sustentar essa tese. Chega a ser hilário o que li a respeito…
Quem conhece a discografia do AC/DC e entende o humor e a linha mestra das letras dos caras sabe que o AC/DC, em especial Bon Scott, sempre brincou com os temas satânicos. Antes e depois de “Hell’s Bells” existiram outras músicas deles falando do diabo ou do inferno: “Hell Ain’t a Bad Place to Be”, “Highway to Hell”, “C.O.D. (Care Of the Devil)”, “Landslide” e “Hell or High Water”. Todas abordam o andar de baixo e seu anfitrião dentro de um contexto metafórico, provocativo ou debochado.
Angus, por exemplo, declarou ao Los Angeles Times, no alto de seu bom humor: “Durante os anos 70 ficamos quatro anos em tour, sem folga. Um cara perguntou qual era a melhor forma de descrevermos nossas tours. Eu respondi: ‘A Highway to Hell’, que acabamos usando em nosso disco de 79... Não somos satanistas. Posso usar até uma cueca preta de vez em quando, mas é só...”
A letra de "Hell’s Bells" pretendeu, na verdade, contextualizar a morte de Bon dentro de um cenário de inevitabilidade. A justificativa para a tragédia que o envolveu, nesse contexto, seria uma intimação lá do subsolo, um “convite” que não aceitaria resposta negativa (“Não faço prisioneiros, não poupo vidas. Ninguém vai lutar. Eu tenho meu sino, vou te levar para o inferno...”)
Para o AC/DC pouco importava qual entidade tenha levado Bon. A banda acabou usando o diabo dentro de uma situação que já era comum para eles. É óbvio que a letra jamais iria fazer referência a Deus, tampouco a música poderia se chamar “Heaven’s Bells”, e menos ainda iria fazer parte de um disco chamado “Back in White”. Isso não seria o AC/DC, certo?
Você já ouviu esse disco inteiro e com volume alto? Se não fez, faça agora. Nunca sabemos quando os sinos (do céu ou do inferno, você decide) podem tocar para nós...
Abaixo, grande performance de “Hell’s Bells”. A gravação é em Castle Donington/Inglaterra, no dia 17 de agosto de 1991. Trata-se de um dos maiores shows da história do rock, amplamente recomendado a roqueiros virgens ou experientes.
Matéria original: Blog rockrevista
terça-feira, 22 de março de 2011
Alice Cooper: confirmados shows no Brasil em maio e junho
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Cachorro Grande: novo disco será gravado em breve
http://www.aplauso.com.br/rockgaucho/
Ozzy Osbourne: Sepultura abrirá os shows de SP e Brasília
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Foo Fighters: o nome do novo CD será "Wasting Light"
Rope
Dear Rosemary
White Limo
Arlandria
These Days
Back & Forth
A Matter Of Time
I Should Have Known
Walk


