Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo! O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense. Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll. Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock. Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros! Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!
Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.
“Roda Viva” é o título do DVD que o Raimundos lança esta semana. O vídeo traz o show gravado pela banda no ano passado, no Kazebre Rock Bar, em São Paulo. Além de clássicos do passado, há uma música inédita, “Jaws”. O áudio do DVD sai em CD duplo.
veja abaixo a relação das músicas:
1- Fique Fique
2- Esporrei na Manivela
3- Jaws
4- Marujo
5- Rapante
6- Opa Perai Caceta
7- Pompem
8- Pão da minha prima
9- Mulher de fases
10- Palhas do coqueiro
11- Beabá
12- Macaxera
13- Kombão
14- Aquela
15- I Saw You Saying
16- Me lambe
17- A mais pedida
18- Mas Vò
19- Reggae do Manero
20- Tora Tora
21- Eu quero ver o oco
22- Deixa eu falar
23- KavooKavala
24- Baixo Calão
25- Puteiro em João Pessoa
Confira a performance ao vivo da múisca "Me Lambe", do show Roda Viva, do Raimundos.
Bandas independentes de dez estados brasileiros já podem fazer suas inscrições para a edição de dez anos do Festival Coletânea de Bandas. Nessa edição, entre as premiações, a banda vencedora abrirá um show dos Raimundos, gravará um vídeo clipe e ainda participará com uma faixa do 10° CD Coletânea de Bandas. As bandas interessadas devem fazer suas inscrições pela internet, através do site www.coletaneadebandas.com até o dia 17 de dezembro / 2010. Para a inscrição a banda deve pagar a taxa de R$ 50,00 (por banda) e enviar seus dados e uma música (autoral) tocada pela banda.
A abertura oficial do Festival será dia 30 de janeiro com show dos Detonautas. Na sequência haverá shows dos Uns e Outros e as eliminatórias ao vivo das bandas selecionadas.
As Inscrições para as bandas do RJ, SP, MG, ES e DF vão até o dia 17 de dezembro 2010 e para as bandas do RS, SC, PR, BA e CE vão até o dia 21 de janeiro 2011.
O resultado com as bandas selecionadas para os shows ao vivo das eliminatórias do Festival sairá dia 24 de janeiro 2011. Logo após, no dia 30 de janeiro 2011 (Domingo) a abertura oficial do Festival Coletânea de Bandas (10 anos) ficará a cargo dos DETONAUTAS ROQUE CLUBE com show na Lona Cultural Hermeto Pascoal (Bangu /RJ).
Depois da abertura do Festival, Os DETONAUTAS farão uma sequência de shows (pelo circuito das Lonas Culturais da prefeitura do RJ) sempre acompanhados de uma banda vencedora de edições anteriores do “Coletânea”. Entre as bandas confirmadas: Eu Astronauta! (Show de abertura em Bangu) e a banda RG (show de abertura em
Realengo).
Na sequência, “UNS E OUTROS” fará shows com bandas vencedoras de edições anteriores do “Coletânea”
No mesmo momento em que as eliminatórias ao vivo com as bandas selecionadas estiverem acontecendo, a banda Uns e Outros fará uma sequência de shows no Rio de Janeiro pelo festival. Em cada apresentação uma banda, vencedora de edições anteriores do próprio Festival abrirá o show. A própria banda Uns e Outros, ícone da década de 80, surgiu em um CD Coletânea após vencer o festival “Banda contrabanda”, o que levou as rádios e a assinar contrato com gravadoras.
A banda vencedora da edição 2011 abrirá show para os “RAIMUNDOS”.
Curiosidades sobre os RAIMUNDOS:
• A revista Rolling Stone publicou uma lista com os 100 maiores discos da música brasileira. O álbum Raimundos, aparece na 45ª posição.
• “Eu Quero Ver o Oco” é considerado por muitos como o hino do rock nacional dos anos 90.
• A faixa “Mulher de Fases” estourou nas rádios e na MTV (onde a banda ganhou o principal prêmio do ano, a “Escolha da Audiência” no VMB 1999), levando a banda a vários programas de TV além de conquistarem o disco de platina, superando 500 mil cópias vendidas.
• A banda ganhou diversos discos de ouro e platina por seus álbuns. Em destaque: O CD “Raimundos” (1994) disco de ouro (180 mil cópias); O “Lavô tá Novo” (1995) disco de Platina (480 mil cópias); o MTV ao vivo Raimundos (2000) Platina Dupla (650 mil cópias) e o “Só no Forévis” (1999) Platina Tripla (850 mil cópias).
• A faixa “Give My Bullet Back”, cantada em inglês é provavelmente uma das músicas mais pesadas do grupo, só encontrada na trilha sonora do filme “Missão Impossível 2″ (edição nacional). A música foi aprovada pelo produtor do filme, o próprio Tom Cruise.
O Festival
O Festival Coletânea de Bandas acontece há dez anos consecutivos, e desde a sétima edição (2007.08), ganhou fôlego nacional. Com palcos em diversos estados, o Festival já reuniu mais de mil bandas de doze estados brasileiros em shows ao vivo por mais de vinte casas de shows. Com um formato itinerante, o “Coletânea de Bandas” cria
oportunidades de shows simultâneos em diversas casas e fomenta o mercado cultural por onde passa.
Na edição 2011 (comemorativa de 10 anos) o Festival reunirá bandas de todo o Brasil com shows ao vivo em dez estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Brasília, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Bahia e Ceará.
As bandas vencedoras de cada estado participarão da final nacional no Rio de Janeiro e a banda vencedora (Geral) participará do CD coletânea de Bandas (10 anos), gravará um vídeo clipe e ainda abrirá o show da banda Raimundos.
Histórico
Idealizado e produzido pelo publicitário e produtor cultural Anderson Rocha (Onix/Articule), que acumula na “bagagem” mais de 15 anos de experiência a frente de projetos culturais em diversas áreas, o Festival já se tornou referência entre bandas e casas de shows por sua continuidade e pelo compromisso de sua equipe.
Nesses 10 anos de Festival Coletânea de Bandas:
- mais de 1000 bandas já tocaram ao vivo;
- foram realizados shows em 6 estados (RJ, SP, MG, DF, ES e SC);
- bandas de 12 estados brasileiros já participaram (AP (Amapá), BA (Bahia), DF (Distrito Federal / Brasíla), ES (Espírito Santo), GO (Goiás), MT (Mato Grosso), MG (Minas Gerais), PR (Paraná), RS (Rio Grande do Sul), RJ (Rio de Janeiro), SC (Santa Catarina) e SP (São Paulo);
- 29 casas de shows já receberam o Festival, dentre elas: Hard Rock Cafe (RJ), The Ballrrom (RJ), Manifesto (SP), Donna D (SC), Landscape Pub (DF), Casa Cultural Matriz (BH) e Le Point Acustico (ES).
O que rola no Rock Brasil atualmente
Com o objetivo de gerar oportunidades para divulgação de novas bandas; incentivar a criação e realização de shows; fomentar o mercado cultural e integrar músicos de vários estados do Brasil, o Festival Coletânea de Bandas mostra nos palcos, o que acontece no mercado independente.
“Somos uma banda de pop rock. Depois de ganharmos o Festival, portas se abriram e de alguma forma viramos referência para outras bandas”. Fábio Vieira Vocalista da Instinto Urbano
“ Não há muitos espaços para mostrarmos nosso trabalho. Embora existam muitas bandas de rock na região, as poucas oportunidades que aparecem não têm divulgação eficiente. Um Festival como este é a chance de mostrar o que podemos fazer”. Jean Dupin Guitarrista da Atitude Verbal
“Fazemos de tudo para que nosso trabalho multiplique. Para que as bandas entendam que juntas podem colher o melhor do mercado. Geralmente os shows das eliminatórias são grandes festas onde notamos a emoção desses novos talentos em poder subir no palco e mostrar seu trabalho. Produzir um projeto como esse é desgastante, mas extremamente gratificante. Estamos tratando de sonhos de diversas pessoas em vários cantos do Brasil.” Anderson Rocha Idealizador e Produtor do Festival
Eduardo Scott, 50 anos de idade, virginiano, casado, formado em comunicação com jornalismo e surfista. Um homem que dedicou toda sua vida a música, seja cantando em bandas de rock ou trabalhando nos seus bastidores como assessor de grandes artistas ou em gravadoras. Na década de oitenta foi o vocalista da Banda Gonorréia que sacudiu as estruturas familiares da Bahia e agora é o atual comandante da lendária Banda Camisa de Vênus.
Eduardo Scott e Lucas Bertolucci
A Banda foi criada em Salvador quando Marcelo Nova (vocal), Robério Santana (Baixo), Karl Franz Hummel (guitarra base), Gustavo Mullen (Guitarra solo) e Aldo Machado (Bateria) se reuniram em 1980. A primeira apresentação foi em maio de 1982, em Salvador, e o lançamento do primeiro compacto, "Meu Primo Zé" e "Controle total", aconteceu no mesmo ano. O primeiro álbum, Camisa de Vênus, foi lançado em 1983 pela Som Livre.
Em 1983 o Camisa de Venus se muda para São Paulo e assinam contrato com a Som Livre. O nome da banda era considerado "indecente" por muitos, sendo assim a divulgação em rádio e televisão seria inviavel. Diretores da Som Livre chamaram os membros da banda para uma reunião e sugeriram a mudança do nome da banda, Marcelo nova disse que mudaria o nome sim, e sugeriu que o novo nome da banda fosse "capa de pica". O Camisa de Vênus foi expulso da gravadora após essa reunião. A gravadora também retirou o disco de catálogo e, por mais de um ano, a banda ficou sem gravadora. Em 1985, assinaram com a RGE, que relançou o primeiro disco da banda. Ainda em 1985, foi lançado "Batalhões de estranhos", nesse disco o Camisa divulga o single "Eu não matei Joanna d'Arc".
A banda lotava ginásios em todo o país, e em Santos, litoral de São Paulo, gravaram o disco ao vivo, "Viva", no Clube Caiçara, de 1986, o disco foi basicamente o registro de um show do Camisa, foi um marco na história do rock nacional, o primeiro Ao Vivo realmente ao vivo, com microfonia, ecos e muitos palavrões. O disco fez muito sucesso, mas logo foi retirado das lojas pela censura. Ainda em 1986 assinaram um novo contrato com a WEA e lançaram o álbum "Correndo O Risco", do qual Só o fim se tornou um hit. Neste mesmo disco o Camisa, uma banda de origem punk, convida uma orquestra para participar da canção " A ferro e fogo", algo completamente inusitado.
Em outubro de 1987 foi lançado o álbum duplo "Duplo Sentido". Esse álbum conta com a participação especial de Raul Seixas, na música "Muita estrela pouca constelação" que retrata o cenário musical da época. Em novembro, Marcelo Nova deixou a banda, para investir em sua carreira solo.
Após o fim da banda em 1998, o Camisa voltou a se reunir em algumas ocasiões. Em 2004, com a participação da banda no Festival de Verão de Salvador, onde a banda gravou o seu primeiro DVD, em 2007 com alguns shows pelo Brasil, e agora a banda está de volta.
A MIB tem muito orgulho de ter no seu cast de entrevistados o Scoot, o novo vocalista da maior banda de rock de todos os tempos do Brasil. Sou fã do Camisa de Vênus e amigo de Jerri, Karll e Gustavo. Aqui você saberá como foi a trajetória do Scott e como está senso a retomada do novo Camisa de Vênus.
ENTREVISTA COM SCOTT DO CAMISA DE VÊNUS
1 - Lucas Bertolucci – Na década de 80 quando o Camisa de Vênus surgiu você era o vocalista da Banda baiana Gonorréia, como era, na sua visão, o cenário musical dessa época na Bahia e no Brasil? E como surgiu a Banda Gonorréia nesse contexto?
Scott – Naquela época, ter uma banda de rock em Salvador, já era por si só um mérito, pois não havia nenhuma cena na cidade. Quando o Camisa surgiu e nos mostrou que o “Faça você mesmo” era possível, tudo mudou na cidade. Tanto que surgiram após o Camisa cerca de 33 bandas ao mesmo tempo. E com esse impulso do Camisa, montei junto a mais três amigos o Gonorréia que era a segunda banda mais famosa e odiada da cidade....risos.
2 - Lucas Bertolucci – Nessa época surgiram na Bahia várias bandas com nomes sugestivos, tais como: Gonorréia, Camisa de Vênus, Escarro, Delirium Tremens, Espírito de Porco, Arroto de Rato... bandas Punks que mexeram com o cenário musical de Salvador. Como era a relação entre essas bandas?
Scott – Era de competição acirrada mesmo. Todos queriam ser a banda do momento, pois o Camisa já estava despontando no cenário nacional e todas as que estavam surgindo, queriam ocupar o lugar que ficara vago na cidade e com isso os festivais promovidos por Nicolau Rios ( que era guitarrista do Trem Fantasma) e pela Band Fm acirraram mais ainda esta competição. Chegou até acontecer um festival promovido pela Band Fm, que o prêmio era a gravação de um disco, que o Gonorréia ganhou, mas não levou, porque na verdade foi uma armação para ganharem dinheiro e não existia nenhuma proposta concreta da gravadora ( EMI ) e sim uma possível contratação caso o grupo ganhador se encaixasse no cast da empresa...enfim sobramos....
3 - Lucas Bertolucci – O Gonorréia teve uma vida curta, apenas 13 meses de vida. O que vocês tentaram falar em suas músicas em tão pouco tempo?
Scott – Sarcasmo, ironia, verdades ocultas na cultura baiana e esculhanbação total com a musica da bahia na época. O ideal era chocar a família baiana e os bons costumes...risos..... tanto que por causa do nome, fomos parar varias vezes na policia federal para dar declarações sobre as pichações pela cidade e por usar aquele nome “nojento” risos.....
4 - Lucas Bertolucci – Vocês gravaram um CD depois de 23 anos com músicas antigas e algumas novas. O que o público jovem de hoje pode esperar dessa musicalidade de vocês?
Scott – Olha Lucas, o projeto Gonorréia 8205 O Resgate da História, foi mais uma vontade que eu tinha entalada na garganta que não saiu na década de 80. Pois éramos populares, enchíamos os shows, tínhamos respeito do público, mas ficou faltando o registro histórico auditivo, que era um CD. Porque mesmo sem termos conseguido fazer na época um disco, o grupo foi citado em livros, matérias jornalísticas, etc. Aí então quando tive a oportunidade de tornar o sonho, mesmo que tardio uma realidade, não pensei duas vezes, mas para que o som não soasse antigo, fiz questão de ter musicas com temas atuais e que o produtor nos desse a sonoridade digital aquelas loucuras da época. E também que saísse por uma grande gravadora (Universal Music) para que chegasse as mãos de todos os jovens do Brasil, de norte a sul que conhecessem a historia do rock brasileiro e os pais destes jovens que presenciaram aquela cena na Bahia. Por isso fiz questão também de lançar um livro junto com o CD com declarações de músicos do rock nacional como o próprio Marcelo Nova, João Gordo ( Ratos de Porão), Roberto Frejat ( Barão Vermelho) e Toni Belotto (Titãs)
5 - Lucas Bertolucci – Hoje você está à frente da Banda Camisa de Vênus, como você vê atualmente o cenário musical brasileiro para um volta da banda que fez história na nossa música?
Scott – Quando surgiu o convite, desta turnê comemorativa de 30 anos, foi pra mim uma grata surpresa e um desafio. Pois nestes quase 21 anos que a banda ficou parada, havia uma lacuna no rock brasileiro. Primeiro que muitos achavam que ninguém teria coragem de substituir o (Marcelo) Nova no Camisa e se ainda iam funcionar as musicas compostas há tanto tempo atrás. Mas como com o passar dos anos, o Brasil não mudou muita coisa, vimos que alguns temas são tão atuais quanto na década de 80. Letras como O Adventista, País do Futuro, My Way só para citar algumas, são temas tão atuais que qualquer jovem de 16 ou 25 anos vai entender que precisam ouvir musicas que mudem pelo menos a forma de pensar, para se trabalhar para termos um país melhor.
6 - Lucas Bertolucci – Você esteve um longo tempo afastado da linha de frente de uma banda. Trabalhou nove anos como assessor de imprensa de Ivete Sangalo, como foi essa experiência?
Scott – Se existe aquela historia do “The Great Rock and Roll Swindle “ posso dizer que tenho minha contribuição, pois nestes anos todos que trabalhei como assessor, sempre dizia a minha assessorada que um dia ia gravar um CD de rock com o dinheiro dela...risos e foi o que acabou acontecendo...risos...
7 - Lucas Bertolucci – Abril do ano passado Jesus Sangalo o demitiu do cargo de assessor de imprensa de Ivete, você deu a seguinte declaração ao site Ego da Globo:
"Fui pego de surpresa hoje, com esta notícia. Segundo o presidente da empresa, Jesus, a 'Caco' entrará numa recessão e para conter as despesas, meu nome era o primeiro da lista. Não falei com a Ivete porque ela está em São Paulo. Mas se foi o irmão dela quem me demitiu, acredito que deva ter sido com o consentimento dela". O que realmente aconteceu?
Scott – O que me foi dito por ele foi exatamente isso ! Se não foi verdade, não sei dizer, porque este foi o argumento dele ! “A empresa esta em crise e tenho de demitir os funcionários com salários mais altos “ então que mais podia dizer ? E se ele fez isso, com certeza teve o consentimento dela, afinal ela teria o direito de interceder contra se não fosse vontade dela também, ou como ele além de empresário é irmão, não quis que virasse briga de família...risos... mas enfim, é a vida, e com isso tive a oportunidade de entrar para o Camisa de Vênus, que se ainda estivesse trabalhando para ela, não teria agenda para ocupar as duas funções.
8 - Lucas Bertolucci – Como surgiu o convite para ser o novo vocalista da Banda Camisa de Vênus?
Scott- Foi através de uma festa promovida com a Banda Coveiros do Cover, em uma festa no Groove Bar, eu fiz uma participação cantando duas musicas do Gonorréia, ali estavam também três músicos do Camisa ( Karl, Gustavo e Robério ) e logo depois de minha participação no bar mesmo, veio o convite deles.
9 - Lucas Bertolucci – É inevitável a comparação de você com Marcelo Nova. Como está a repercussão de sua chegada na Banda e como você está encarando essa situação?
Scott – Lucas, posso te garantir que superou as expectativas. Já fizemos shows em Salvador, Rio de Janeiro, Feira de Santana, Ilhéus, Curitiba, BH entre outras e a receptividade do público foi calorosa em todos os shows. O Camisa é uma marca cheia de sucessos de radio que por mais que a pessoa não goste do ritmo, lembra de alguma musica, e nos shows quando terminamos o set list, o público pede bis e depois vão ao camarim tirar fotos. Isso é a maior prova que aprovaram o projeto, pois se tem uma coisa que não se consegue em shows é enganar o povo. Se gostaram batem palmas e participam, se não vão embora antes mesmo que o show acabe, e isso posso te garantir não esta existindo, tanto que agora em dezembro estamos descendo para fazer 8 shows em SP capital e interior a convite de contratantes, sinal que a repercussão dos shows já chegou ao pólo cultural do Brasil.
10 - Lucas Bertolucci – A formação original da Banda era: Marcelo Nova, Karl Hummel, Gustavo Mullen, Robério Santana e Aldo Machado. Como está a nova formação? E como a imprensa e o público estão vendo essa nova formação?
Scott – Hoje temos o Gustavo Mullem e Karl Hummel da formação original. Eu completo um ano na banda em cinco dias ( o que já me coloca na historia da banda ) ...risos... e no baixo esta o Jerry Marlon e na bateria o Louis. A critica tem recebido muito bem. Aqui na Bahia que seria o nosso principal termômetro, recebeu muito bem, até nos surpreendeu, pois na época com a ditadura, os jornais tinham uma certa restrição quando ao nome, mas hoje estampam na primeira pagina os shows do Camisa de Vênus 2010. Com a internet então, não poderia ser melhor, se você colocar no Google, você vai ter pelo menos umas trinta páginas falando desta volta com nova formação, ou seja, só temos é que comemorar, pois a marca além de viva ainda mexe com as pessoas.
11 - Lucas Bertolucci – Em toda sua história a Banda Camisa de Vênus lançou 10 álbuns, alguns de extremo sucesso. Estou sabendo que em 2011 haverá um novo disco, como será esse disco? Será um disco com músicas novas ou um disco mesclado com novos e antigos sucessos?
Scott – Nós temos na verdade dois projetos para 2011. Um seria um disco acústico como o Metallica e o Nirvana fizeram, que mesmo sendo acústico, não perderam a energia. Este Cd teria participações de músicos amigos do Camisa nestes 30 anos em sucessos antigos e algumas musicas novas. O outro seria mais no final de 2011, um CD inteiro com musicas inéditas.
12 - Lucas Bertolucci – Uma turnê está chegando, logo, como está a agenda de vocês?
Scott – Agora em novembro temos alguns shows aqui pela Bahia, mas em dezembro focamos o sul do país com shows em SP e Santa Catarina.
13 - Lucas Bertolucci – A MIB agradece a participação do Camisa e esperamos um retorno de muito sucesso. Fui conferir o primeiro show aqui em Salvador e curti demais, relembrei meus bons tempos de adolescente. Para finalizar, deixe seu recado para os nossos leitores.
Scott – É muito bom saber que a arte e a cultura não tem “dono” que pode sobreviver através dos tempos e que pessoas como você abrem espaço para os canais chamados de “alternativos “ para que cada dia mais as pessoas possam expressar sua arte e dizer: vivo em um país democrático.
Curta algumas músicas do camisa:
Obs 1: Querendo ver mais é só digitar no youtube: camisa de vênus 2010
Obs 2: EU ESTAVA NESSES DOIS SHOWS DOS VÍDEOS ABAIXO xD Camisa de Vênus - Beth Morreu Camisa de Vênus - Lena Camisa de Vênus - O Adventista Camisa de Vênus - My Way
O desafio não é fácil. Inserir mais de 20 anos de história em um único show. Este é o objetivo do DVD Roda Viva que o Raimundos grava no próximo dia 18 de dezembro em São Paulo, no Kazebre rock bar – uma das casas noturnas mais tradicionais da cena underground brasileira.
Para o front-man da banda, Digão (vocal e guitarra), este novo álbum é um marco na carreira da banda. “Considero este um divisor de águas porque vamos registrar um momento muito importante em nossas vidas. Será o renascimento de algo tão bonito e verdadeiro que tá longe de se acabar”, diz entusiasmado. Ele acredita que o Roda Viva será uma prévia do que estar por vir. “É o novo Raimundos com a pegada e atitude de outora e muito gás novo pra dar”.
Foram quatro meses de ensaios, reuniões, discussões. O set list foi pensado, repensado, testado e analisado. O que os formigueiros – como os fãs da nova geração são conhecidos – podem esperar é um pouco de todos os álbuns do Raimundos, apesar da quantidade de canções ainda não estarem definidas. “Não será aquela loucura do Ao vivo MTV, com suas 40 e tantas músicas, aquilo cansou [risos]”, conta Digão.
Produzido e dirigido por Denis Porto, o show promete ser repleto de surpresas para os fãs. Mas não tente saber antes do dia 18 quais serão as participações especiais porque este é um assunto que a banda guarda a sete chaves. “O que eu posso dizer é que todos estão muito motivados e o setlist não será surpresa no dia da gravação. Os três shows que antecedem o dia 18 serão verdadeiros ensaios técnicos”, revela Denis.
Dos sete mil ingressos colocados a venda, mais de três mil já têm donos. Além de Raimundos, o público vai poder conferir os shows das bandas Dead Fish e Velhas Virgens. Digão afirma que elas foram escolhidas a dedo por representarem o verdadeiro rock brasileiro.
shows e apresentaçoes:
Dezembro
04/12 Criciúma - SC
10/12 Parauapebas - PA
11/12 Aracajú - SE
12/12 São Luiz - MA
18/12 SÃO PAULO - SP (KAZEBRE) GRAVAÇÃO DO DVD