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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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terça-feira, 12 de abril de 2011

U2: Sonora LIVE transmitirá último show no Brasil ao vivo

O portal TERRA transmitirá em áudio o último show da turnê brasileira da banda U2  através do Sonora LIVE.
O programa começará a partir das 19 horas de quarta-feira e contará com a presença de convidados especiais, além da apresentação de Lorena Calábria e, logo em seguida, começa a transmissão do show em tempo real.
Vale lembrar que a turnê U2360º já é a mais bem sucedida da história, ultrapassando a Bigger Bang Tour dos Rolling Stones, faltando ainda mais 26 shows, sendo o último no dia 30 de julho no Canadá.
Para maiores informações, acesse o link a seguir:
http://musica.terra.com.br/sonora-live/u2
Fonte desta matéria: portal TERRA

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SHOW DO SMASHING PUMPKINS NO PLANETA TERRA 2010

O Smashing Pumpkins passa longe de sua formação original (e de seus dias de glória): Billy Corgan é o único remanescente, agora acompanhado pela baixista Nicole Fiorentino, o guitarrista Jeff Schroeder e o jovem (ele tem 20 anos de idade) Mike Byrne na bateria. A banda comandada subiu ao palco principal do festival à 1h30 como a atração responsável pelo enceramento da edição de 2010 do Planeta Terra, mas fez show bastante cansativo e arrastado.

Esta é a terceira vez que o grupo vem ao Brasil (e a primeira com esta nova formação), já tendo passado por aqui em 1996 e em 1998. O trabalho mais recente do Pumpkins é Teargarden by Kaleidyscope - álbum cujas faixas foram liberadas aos poucos no site oficial da banda -, que apareceu sem brilho na apresentação, a exemplo de "Spangled" e "A Song for a Son". Na escolha do repertório, o frontman Billy Corgan optou por dar preferência a canções menos conhecidas por parte do grande público. Sim, hits como "Bullet with Butterfly Wings", "Zero", "Tonight, Tonight", "Ava Adore" e "Stand Inside Your Love" estiveram lá, mas de maneira esparsa na maior parte do tempo - o que, pelo que se viu, não foi uma boa ideia, já que o cansaço do público que aguardava sucessos das antigas era grande demais naquela altura da noite.

"São 'vendidos' que tocam as músicas velhas porque precisam de dinheiro", disse Corgan em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, sobre o Pavement, banda com a qual não possui relação das mais amistosas. Com base no depoimento do frontman e após a apresentação deste sábado, 20, a sensação sentida é a de que, buscando querer provar que o Pumpkins se difere do grupo liderado por Malkmus, deu um tiro no pé: investiu em uma imagem num show que, em sua maior parte, deu sono - pelo menos em quem aguardava uma apresentação diferente, um Smashing Pumpkins noventista. Se da forma mais óbvia (no que se refere à mudança quase que completa dos integrantes) está claro que o grupo não é o mesmo, Corgan foi além e permitiu o reflexo disso na escolha de seu setlist. No bis, nada de "Disarm", "1979" ou qualquer outra faixa conhecida, mas a soturna "Heavy Metal Machine".

http://www.rollingstone.com.br/imagens/21812/em/noticias/9760/billy-corgan-planeta-terra


















Hits do Smashing Pumpkins conquistam público do Planeta Terra


Em sua quarta edição, festival no Playcenter atraiu 20 mil pessoas.
Evento começou às 16h e terminou às 3h deste domingo (21).


Gustavo Miller e Marcus Vinícius BrasilDo G1, em São Paulo
pavementPavement fez uma apresentação sóbria (Foto: Flavio
Moraes/G1)
O Planeta Terra 2010 não teve briga entre os líderes do Pavement e do Smashing Pumpkins, muito menos participação especial do Daft Punk no show do Phoenix. Mesmo assim, as 20 mil pessoas que praticamente lotaram o Playcenter neste sábado (20) não podem reclamar do festival: em sua quarta edição, o evento mais uma vez mostrou porque é considerado por críticos e público como um dos melhores do país, seja por sua organização quanto pela escolha dos artistas que se apresentam.
Se no ano passado o veterano Iggy Pop roubou a cena, em 2010 quem se destacou entre as 15 atrações foi um careca de 43 anos chamado Billy Corgan. Único integrante original de seu Smashing Pumpkins, o vocalista e guitarrista não deixou de fora os principais sucessos do grupo formado dos anos 1980, como se “temia”.
Ele montou um set list que privilegiou as faixas mais recentes da banda, mas sem deixar de fora hits como “Bullet with butterfly wings”, “Today”, “Tonight, tonight” e “Ava adore” – todas tocadas de maneira um pouco desleixada pelo músico, que chegou a pular em algumas vezes as suas letras, assim como as deixou mais rápidas e com novos arranjos.
Esse novo Smashing Pumpkins na verdade é um projeto musical de Billy Corgan, o centro das atenções em todos os momentos. Os novos integrantes, apesar de competentes, são meros coadjuvantes ali. Em nenhum momento a câmera os foca, algo que era comum com os abóboras da velha-guarda D’Arcy e James Iha, por exemplo.
Corgan tocou durante 1h30 e fechou o palco principal às 3h ao som de “Heavy metal machine”.
Pavement toca apenas para fãs apaixonados
Antes do Smashing Pumpkins, que se apresentou no Main Stage foi o Pavement, numa dobradinha revival dos anos 90. Quem sobrou no palco principal para assistir Stephen Malkmus e companhia era fã mesmo, dos mais apaixonados. A banda americana, veterana do cenário alternativo do país, entrou por volta das 23h30 tocando “Gold soundz”, do álbum “Crooked rain, crooked rain” (1994).
SmashingBilly Corgan tocou grandes sucessos do Smashing Pumpkins (Foto: Flavio Moraes/G1)
Com um som menos pop que as outras atrações, os roqueiros fizeram uma apresentação sóbria e direta ao ponto: iam enfileirando sucessos obscuros que faziam surtar os mais fanáticos.

Apesar de nunca ter alcançado grande sucesso comercial, hits como “Grounded” e “Pefume-v” – ambas tocadas durante o show do sábado – fizeram a alegria de quem havia sobrado por ali. Havia mais espaço para pular ou fazer air guitar acompanhando os acordes de Malkmus e seus companheiros.

Houve também os que preferiram aproveitar o espaço para sentar e ouvir ao longe sucessos como “Cut your hair”, “Range life” e “In the mouth a desert”. Essa última apareceu numa versão bem mais pesada que a ouvida no álbum “Slanted and enchanted” (1992).

Phoenix se entrega aos braços do público
Os shows de bandas nacionais abriram a programação do Planeta Terra 2010. No palco principal, por volta das 16h, os pernambucanos do Mombojó atraíam aqueles que acabavam de passar pelos portões de entrada. Ali se apresentariam também os Novos Paulistas, enquanto no palco indie tocaram República, Hurtmold (em sua costumeira e brilhante sessão instrumental) e Holger.

A primeira atração internacional foi o americano Of Montreal. Liderado pelo afetado Kevin Barnes (além da faixa na cabeça e da pesada maquiagem, ele estava vestindo uma saia), o grupo mostrou hits de seu álbum mais recente “False priest”. O repertório incluiu “Our riotous defects” e “Sex karma”, sempre costuradas pelos gritinhos agudos e beijos de Barnes, soprados da palma da mão em direção ao público.
phoenixVocalista do Phoenix foi até o público (Foto: Flavio Moraes/G1)
Além dos músicos, atores desfilavam vestindo fantasias bizarras (até o guitarrista, sem camisa, usava um penacho rosa nas costas que mais parecia um par de asas).

Em seguida, às 20h, foi a vez do cantor libanês Mika subir ao palco e mostrar seu divertido pop dançante. Com um cenário que tem um enorme mural de flores ao fundo e exibe enormes projeções de pop art em suas laterais, o artista fez a apresentação mais animada do Main Stage e pôs o público para suar.
Claramente feliz com aquele que foi o último show de sua turnê, Mika abriu o show com “Relax, take it easy” e “Big girl”, que contou com uma enorme perna inflável feminina no meio do público. Carismático e performático, o cantor brincou de atirar nos integrantes de sua banda (que conta com um baixista fantasiado de mímico), interagiu a todo momento com a plateia e cantou um total de 13 faixas, com destaque para “Billy Brown”, “Blame it on the girls”, “We are golden” (cantada em coro) e “Grace Kelly”.
Em seguida foi a vez dos franceses do Phoenix, que se apresentaram com um atraso de 15 minutos. A banda fez um show claramente voltado para os fãs, principalmente aqueles que conheceram o grupo a partir do álbum “Lisztomania” (2009). As canções dele praticamente dominaram o set list, que abriu com “Lisztomania”, “Lasso”, “Long distance call” e “Fences”.
Bons de palco e carismáticos, os músicos do Phoenix conquistaram a plateia ao realizarem um show redondo, que privilegiou as canções mais famosas, estendidas para agradar os mais aficionados. Destaque para a criativa iluminação do palco e para a disposição do vocalista Thomas Mars: o marido de Sofia Coppola se jogou duas vezes ao público e, no fim do show, nadou entre a plateia por mais de quatro metros para poder subir em uma torre e agradecer, de perto, quem presenciou aquele que foi o último show da atual turnê da banda.
No final, pouca gente lembrou dos boatos que diziam que o Daft Punk participaria do show.
Palco indie termina com festa de papel higiênico de Girl Talk
Passada toda a histeria causada pelo Phoenix, boa parte do público migrou para o palco indie, onde o Hot Chip mostrou que é mesmo uma banda de estúdio: ao vivo, os arranjos não convencem, como deu para notar pela versão que eles tocaram de “Shake a fist” – murcha, sem o peso da original incluída em “Made in the dark”.

Antes deles, os nova-iorquinos do Yeasayer haviam passado por ali. Tocaram sua mistura de música étnica com indie-rock do bom: “Wait for the summer” e “Ambling alp” foram momentos altos.

Quem chamou a atenção ali pelo grande público foi o Empire of the Sun. Apoiados por quatro dançarinas performáticas, cujas fantasias pareciam saídas de uma instalação do artista Matthew Barney, a dupla australiana esbanjou plumas e paetês para uma plateia que parecia estar disposta a ouvir ali apenas os hits de balada “Walking on a dream” e “We are the people”.

O show dos dois é todo futurista, com projeções no telão que simulam o espaço, e o vocalista Luke Steele assume uma pose de guitar hero dentro de uma cabine de vidro – com uma espécie de cocar de ouro na cabeça, diga-se. Tudo bem engraçado, mas também cansativo depois de certo tempo.

Quem ajudou a acabar com o cansaço foi o DJ Girl Talk. Enquanto a maioria do público ouvia o Smashing Pumpkins, Gregg Gillis montou seu notebook e tocou seus famosos mashups. Conhecido pelas discotecagens animadas, ele fez jus à fama: não parou de pular um minuto, ficou sem camiseta, convidou o público a subir ao palco e contou com um ajudante que usava uma curiosa máquina de disparar papel higiênico na plateia.

Impossível pensar em uma forma mais divertida de encerrar uma festa que durou quase 12 horas.









sábado, 20 de novembro de 2010

Ícones do rock alternativo dos anos 90 são destaque de festival em SP


Do G1, em São Paulo
Stephen Malkmus em show do Pavement no Primavera Sound 2010Stephen Malkmus, do Pavement  (Foto: Dani Canto)
Uma rivalidade de 16 anos atrás promete ser o grande atrativo da quarta edição do Planeta Terra, que acontece neste sábado (20) no Playcenter. Ao todo são 15 atrações, que a partir das 16h irão se dividir em dois palcos dentro do parque de diversões paulistano, assim como no ano passado. Não há mais ingressos à venda e a expectativa do evento é atrair 20 mil pessoas.
Ícones do rock alternativo dos anos 90, Smashing Pumpkins e Pavement são os grandes nomes deste ano. A banda de Billy Corgan, único integrante original das “abóboras”, está atualmente em turnê para promover "Teargarden by kaleidyscope", seu mais recente álbum. Trata-se de um projeto musical de 44 canções que serão liberadas aos poucos na internet.
Os fãs do grupo formado nos 1980 esperam que o temperamental Corgan não toque apenas as novas faixas e que inclua no repertório os hits marcantes de duas décadas atrás, como “Tonight, tonight”, “Today”, “1979” e “Bullet with butterfly wings”.
A banda de Stephen Malkmus, por outro lado, deve fazer um grande “best of” de sua carreira. O grupo é um dos nomes mais influentes da cena alternativa americana nos anos 90 e voltou aos palcos em 2010 após 11 onze anos.
Nos dias que antecederam o festival, os integrantes das bandas se provocaram em entrevistas, reacendendo uma rivalidade de 16 anos atrás: o Pavement tirou sarro do Smashing Pumpkins na letra de “Range life”, algo nunca perdoado por Corgan até hoje.
A banda francesa PhoenixA banda Phoenix (Foto: Divulgação/MySpace do artista)
Daft Punk?
Fora esse revival dos anos 90, o Planeta Terra 2010 também traz grandes nomes atuais do rock eletrônico, como Passion Pit, Hot Chip e Yeasayer. Para quem estiver disposto a dançar, o cantor Mika, o DJ Girl Talk e a dupla Empire of the Sun são boas pedidas.
O Of Montreal talvez seja o nome que menos se encaixe dentro de rótulos. A banda formada há 15 anos tem um som que mistura pop, funk, r&b com rock e será o primeiro nome de peso a subir no palco principal do festival, às 19h.
Um dos shows mais concorridos da noite promete ser o dos franceses do Phoenix. A banda retorna ao país após três anos, mais popular devido ao sucesso dos hits “Lisztomania” e “1901”, presentes no álbum “Lisztomania” (2009).
Outro atrativo para ir ao show do Phoenix se deve aos boatos de que o Daft Punk pode participar dele. A assessoria de imprensa do festival, confirmou que a dupla francesa está em São Paulo, mas não afirmou se ela irá repetir o que fez em Nova York no final de outubro, quando encerrou o show da banda.
Foi a primeira apresentação pública do Daft Punk em seis anos. O duo eletrônico assina a trilha sonora do remake de “Tron”, filme da Disney previsto para estrear em dezembro.

Fim de semana no parque
Para quem for de carro, o festival terá três estacionamentos próximos ao Playcenter. Cada um deles custará R$ 20 e dois deles oferecem translado gratuito. Quem for de metrô também terá 20 ônibus das 12h do dia 20 às 7h do dia 21 de novembro que sairão da estação Barra Funda até o local (e vice-versa).
Um dos atrativos do evento é usar os brinquedos do parque de diversões. Das 13h às 21h estarão funcionando as seguintes atrações: Cataclisma, Barca Viking, Waimea,
Sky Coaster, Monga, Splash e Windstorm. Das 14h às 4h, estarão abertos o Boomerang, Evolution, Auto Pista, Double Shock, Turbo Drop, Polvo e Magic Motion.
Planeta Terra 2010

Onde: 
Playcenter (Rua José Gomes Falcão, 20 - Barra Funda)
Informações: www.planetaterra.com.br
Horários dos shows:
Main Stage:
16:00 / 17:00 - Mombojó
17:30 / 18:30 - Novos paulistas
19:00 / 20:00 - Of Montreal
20:30 / 21:30 - Mika
22:00 / 23:00 - Phoenix
23:30 / 01:00 - Pavement
01:30 / 03:00 - Smashing Pumpkins

Indie Stage:
16:00 / 16:40 - República
17:00 / 18:00 - Hurtmold
18:30 / 19:30 - Holger
20:00 / 21:00 - Yeasayer
21:30 / 22:30 - Passion Pit
23:00 / 00:00 - Hot Chip
00:40 / 01:40 - Empire of the Sun
02:00 / 03:30 - Girl Talk 3rd band

sábado, 13 de novembro de 2010

Billy Corgan em entrevista ao Terra: "sempre acho que vou levar uma facada fora do palco"

Nicole Fiorentino e Billy Corgan vêm ao Brasil com o Smashing Pumpkins
Foto: Getty Images



OSMAR PORTILHO
"Estou bem, mas sempre há muito trabalho". Segurando as rédeas do Smashing Pumpkins desde o final da década de 80, Billy Corgan segue firme e forte na liderança da nova formação do grupo, que é atração principal do Planeta Terra Festival 2010, que acontece no dia 20 de novembro, no Playcenter, em São Paulo. Depois de muitos atritos com os ex-compaheiros de banda, ele diz que confia nos novos integrantes. "É estranho dizer isso, mas sempre quero confiar nas pessoas que estão comigo. Mesmo assim, tenho um sentimento de que vou descer do palco e levar uma facada nas costas", disse em entrevista ao Terra.
Billy Corgan ainda falou sobre a expectativa de vir ao País: "Eu amo o Brasil e é um dos melhores lugares para se tocar. Ninguém da banda esteve aí. Eu fico falando para eles: 'se preparem para essa aventura'". O músico prometeu incluir em seu setlist canções de todas as fases dos Pumpkins, mas exaltou a importância de se fazer músicas novas e até alfinetou grupos dos anos 90 que voltaram para turnês nostálgicas. "É um direito se reunir para tocar para os fãs, por outros motivos ou que seja só para ganhar dinheiro, mas eu não gosto pela 'saúde' da música", afirmou. Mesmo assim, o músico não se mostrou muito contente com a geração atual do rock, criticou a indústria e exaltou a cena alternativa. "Tivemos muito sucesso fazendo música muito estranha. Não é música normal", explicou.
Confira a entrevista com Billy Corgan:
Terra - Como está se sentindo para o show no Brasil?
Billy Corgan - Eu amo o Brasil e é um dos melhores lugares para se tocar. Ninguém da banda esteve aí no Brasil eu fico falando para eles: "se preparem para essa aventura".
Os fãs brasileiros são diferente do resto do mundo?
São muito apaixonados. Eles gostam a música de coração. Isso dá pra ver. Os fãs dos outros lugares podem ser barulhentos, mas a gente consegue sentir muito amor vindo da plateia. É só ver quando bandas gravam seus DVDs no Brasil. É a plateia que o músico sonha em ver quando você é jovem e imagina que tem uma banda. A coisa que você menos quer ver alguém com os braços cruzados.
E como está a turnê e a química da banda no palco?
A turnê tem ido muito bem. É uma coisa muito equilibrada entre os músicos. Nossa comunicação é boa, todos são responsáveis e todos se respeitam bastante. É um ambiente feliz e positivo. Para mim é muito divertido. Eu confio neles. É estranho dizer isso, mas sempre quero confiar nas pessoas que estão comigo. Mesmo assim, tenho um sentimento de que vou descer do palco e levar uma facada nas costas.
Você já preparou o setlist para o show?
É uma mistura do novo e velho. Vamos tocar canções de todos os discos, menos do primeiro. Tentamos um equilíbrio de todos os períodos da banda com algumas músicas novas.
O que os fãs devem esperar?
Nós não temos um "show". Nosso show é tocar. Se ele for bom é porque tocamos bem e porque tivemos uma conexão com o público. Mas não há nada de espetáculo. Não há porcos voadores (risos).
Muitas bandas dos anos 90 se reuniram recentemente para turnês. Você gostou dessa revitalização da década?
Eu não gosto. Acho que se uma banda se junta, ela deve fazer músicas novas. É um direito se reunir para tocar para os fãs, por outros motivos ou que seja só para ganhar dinheiro, mas eu não gosto pela ¿saúde¿ da música. É preciso dizer que o novo é mais importante que o velho. O velho sempre está lá para ser visitado. Sou fã um de Frank Sinatra, por exemplo. Gosto de ouvir quando ele era jovem e quando ele era velho cantando bem diferente. Como artista, quero que todos me ouçam em diferentes momentos da vida. Não quero que só ouçam o Billy de 25 anos. Agora tenho 43 anos. Se você é um artista e só tem uma coisa a fazer, como malabarismo, é diferente. Eu gosto de me expressar através da minha música. Tem vezes que faço um bom trabalho e tem vezes que não, mas mesmo assim isso representa como músico. Eu acho besteira essa história de que "só a paixão importa" e nada novo tem valor.
Quando falamos de Smashing Pumpkins para outras bandas, alguns músicos definem o grupo como "estranho e legal". Você concorda?
Acho muito preciso. O Smashing Pumpkins é uma banda muito diferente. Tivemos muito sucesso fazendo música muito estranha. Não é música normal. É só ver as bandas que são populares agora: Green Day, Nickelback...Isso não é música estranha. Isso é popular e eles fazem isso muito bem. Minha música muda sempre e meus interesses também. Temos eletrônico, metal, gótico, alternativo, acústico e eu tenho outras influências. Eu tenho ouvido até fado. Sou um grande fã de Amália Rodrigues. Até esse tipo de sentimento do fado eu tento colocar na minha música.
O que acha da indústria musical? Algum palpite sobre onde tudo isso vai parar?
A indústria musical está quebrada e não quer admitir. Eles ficam cruzando os dedos esperando um milagre. O passado nunca vai voltar. Mudou para sempre e acho que para melhor. Para mim, os fãs merecem ouvir a música do jeito que quiser: telefone, laptop ou televisão. Pouco me importa. Acho que eles precisam receber música por um preço justo. Quando falo justo, um preço justo: não muito caro, não muito barato. Enquanto esse sistema não existir, o aspecto musical não pode ser interferido pela indústria. Os negócios estão comprometendo a parte artística da música. Isso não só machuca a música, como também a cultura. Você pode pegar qualquer parte da música desde a criação do disco. Anos 50, 60, 70, 80 ou 90. Você tem tantos álbuns importantes que é impossível contar. Recentemente, não há mais tantos discos importantes porque o público não está interessado e a indústria está só preocupada e manter seu negócio. Isso tem feito a música ficar cada vez mais estúpida. Temos uma indústria musical estúpida que vende lixo. Todo mundo vende lixo. Mas no final do dia, quem funciona é o marketing e o mundo da moda. Nós perdemos as influências. Os maiores artistas do mundo não acham mais o seu público, como um Bruce Springsteen da vida. Isso não é um acidente. Isso é um problema.
Você não gosta da música que é feita hoje em dia?
No geral não. Não é porque acho que é ruim. Na minha idade, se falo isso acham que é só porque sou velho. Eu digo para meus amigos: "não é que não existam músicas boas, não existem músicas ótimas". Não surge nada grande mais. Um ano são os Beatles, depois The Cure e depois o Nirvana. Onde estão essas bandas? Onde estão os artistas que mudam o mundo? Mudam o jeito que entendemos a música? Mudam a moda? Onde estão? Há uma razão para que eles não existam. Claro que existe talento, mas esse talento preciso ser colocado em uma situação para ter sucesso. Agora, se você coloca esse artista desde o começo para se comprometer com o mundo pop e virar um ícone dos Estados Unidos, claro, você não terá o próximo John Lennon. Sabe por que? Porque o próximo John Lennon não vai fazer isso. Ele irá, sei lá, para a faculdade.
http://musica.terra.com.br/planetaterra/2010

CONFIRAM OS VÍDEOS DA APRESENTAÇÃO O SMASHING PUMPKINS NO PROGRAMA LIVRE (SBT) EM 1988, COM SERGINHO GROISMAN :










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