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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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terça-feira, 13 de setembro de 2011

ROCK EM GERAL: Whitesnake lança caixa com nove CDs, DVD e EP em vinil

Material cobre fase entre 1978 e 1982



Uma supercaixa do Whitesnake vai ser lançada no dia 7 de novembro. Trata-se de “Box O’Snakes: The Sunburst Years 1978-1982″, que traz, ao todo, nove CDs, um DVD e um EP em vinil. A caixa tem todos os discos de estúdio lançados no período, dois shows inéditos em CD, que haviam sido transmitidos pela rádio BBC, um EP em vinil, e um livro de 90 páginas com novas entrevistas e fotos raras. Veja a lista completa da supercaixa:
CD1: Trouble (1978)
1- Take Me With You
2- Love To Keep You Warm
3- Lie Down (A Modern Love Song)
4- Day Tripper
5- Nighthawk (Vampire Blues)
6- The Time Is Right For Love
7- Trouble
8- Belgian Tom’s Hat Trick
9- Free Flight
10- Don’t Mess With Me
CD2: Live At Hammersmith (1978)
1- Come On
2- Might Just Take Your Life
3- Lie Down
4- Ain’t No Love In The Heart Of The City
5- Trouble
6- Mistreated
CD3: Lovehunter (1979)
1- Long Way From Home
2- Walking In The Shadow Of The Blues
3- Help Me Thro’ The Day
4- Medicine Man
5- You ‘N’ Me
6- Mean Business
7- Love Hunter
8- Outlaw
9- Rock ‘N’ Roll Women
10- We Wish You Well
CD4: Ready An’ Willing (1980)
1- Fool For Your Loving
2- Sweet Talker
3- Ready An’Willing
4- Carry Your Load
5- Blindman
6- Ain’t Gonna Cry No More
7- Love Man
8- Black and Blue
9- She’s A Woman
CD5: Live…In The Heart Of The City (1980)
1- Come On
2- Sweet Talker
3- Walking In The Shadow Of The Blues
4- Love Hunter
5- Ain’t No Love In The Heart Of The City
6- Fool For Your Loving
7- Ain’t Gonna Cry No More
8- Ready An’Willing
9- Take Me With You
CD6: Come An’ Get It (1981)
1- Come An’ Get It
2- Hot Stuff
3- Don’t Break My Heart Again
4- Lonely Days, Lonely Nights
5- Wine,Women An’ Song
6- Child of Babylon
7- Would I Lie To You
8- Girl
9- Hit An’ Run
10- Till The Day I Die
CD7: Saints & Sinners (1982)
1- Young Blood
2- Rough An’ Ready
3- Bloody Luxury
4- Victim Of Love
5- Crying In The Rain
6- Here I Go Again
7- Love An’ Affection
8- Rock An’ Roll Angels
9- Dancing Girls
10- Saints An’ Sinners
CD8: Live At Reading Rock ’79 (1979)
1- Walking In The Shadow Of The Blues
2- Ain’t No Love In The Heart Of The City
3- Steal Away
4- Belgian Tom’s Hat Trick
5- Mistreated/Soldier Of Fortune
6- Love Hunter
7- Breakdown
CD9: Live At Reading Rock ’80 (1980)
1- Sweet Talker
2- Walking In The Shadow Of The Blues
3- Ain’t Gonna Cry No More
4- Love Hunter
5- Mistreated/Soldier Of Fortune
6- Ain’t No Love In The Heart Of The City
7- Fool For Your Loving
DVD
Promo Videos 1978-1982
TV Performances
Extra Feature: Official Bootleg
Live at the Capital Centre, Washington, USA 1980
Vinil: Snakebite EP (1978)
Lado 1
1- Bloody Mary
2- Steal Away
Lado 2
1- Ain’t No Love In The Heart Of The City
2- Come On

Livro de Lobão vai virar filme que estreia em 2013


Por Mauro Ferreira, do blog Notas Musicais
 
Sucesso do mercado editorial em 2010, a autobiografia de Lobão, 50 Anos a Mil, vai virar filme. A previsão é de que o longa-metragem de ficção seja filmado em 2012 e chegue aos cinemas em 2013. O filme sobre Lobão - em foto de Rui Mendes - segue tendência do cinema brasileiro de retratar na tela a vida de ícones do pop nacional. Já está em pré-produção um filme sobre Tim Maia (1942 - 1998), baseado na biografia Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia (2008), escrita pelo jornalista Nelson Motta. Sem falar em Somos Tão Jovens, filme de ficção sobre a juventude de Renato Russo (1960 - 1996), previsto para estrear já em 2012.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Bon Jovi ao vivo domingo 12/06


O Bon Jovi preparou uma surpresa para os fãs. O show do próximo domingo, diante de 80 mil pessoas no Estádio Olímpico de Munique, na Alemanha, terá seus 30 primeiros minutos transmitidos ao vivo e gratuitamente via internet. Você pode acompanhar a transmissão aqui na Van a partir das duas da tarde. Ou acessar diretamente esse link.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Fundadores da Plebe Rude são condecorados em Brasília

Philippe Seabra e André X agora são “Cidadãos Honorários” da cidade


O guitarrista/vocalista Philippe Seabra e o baixista André X, da Plebe Rude, foram condecorados em Brasília, no mês de abril. Ambos, que chegaram a ser presos na década de 80, por conta das letras de caráter político (no famoso episódio de Patos de Minas), ganharam o título de “Cidadãos Honorários de Brasília”, na Câmara Legislativa da cidade.
“(O título) foi dado numa homenagem aos 30 anos da banda e aos 25 anos do “Concreto Já Rachou” (que foi o primeiro disco de ouro do rock de Brasília). E isso vindo do governo que criticamos tanto”, comenta Phillipe Seabra, em entrevistas exclusiva ao site Rock em Geral. “O Deputado Professor Israel nos confidenciou que ficou com medo de a gente recusar, mas o reconhecimento pela obra e o posicionamento nos deixaram muito orgulhosos”, completou. Leia a entrevista completa, incluindo a íntegra do disrcurso lido na cerimônia.

Sem os dramas do passado

Com formação estável, Plebe Rude lança primeiro DVD, incluindo a íntegra do clássico “O Concreto Já Rachou”; membros fundadores são condecorados como “Cidadãos Honorários de Brasília”. Fotos: Nicolau El Moor/Divulgação (1, 2 e 3) e Camila Maxi/Reprodução internet (4).

Philippe Seabra, André X, Txotxa e Clemente: a renovada Plebe rude na velha e inseparável Brasília
Philippe Seabra, André X, Txotxa e Clemente: a renovada Plebe Rude na velha e inseparável Brasília
O tempo passa, o tempo voa e a Plebe Rude - quem diria – foi condecorada numa das casas do poder de Brasília, alvo principal (até no logotipo) das letras ácidas que ajudaram a moldar o punk nacional na década de 80. A cidade, título de uma das músicas do lapidar álbum “O Concreto Já Rachou”, um ícone da época, é pano de fundo para a gravação do primeiro DVD do grupo, “Rachando Concreto – Ao Vivo em Brasília”. O vídeo consolida a nova formação, com Clemente (ele mesmo, líder de outro símbolo punk, o Inocentes), numa das guitarras, e o baterista Txotxa, além dos “honorários” Philippe Seabra, na outra guitarra, e André X, no baixo. Embora tenha andado um pouco sumida dos palcos – a banda fez poucos shows para divulgar o bom “R ao Contrário”, lançado em 2006, encartado na Revista Outracoisa – a Plebe parece sair de um congelamento voluntário em grande forma. O que não chega a ser surpresa, uma vez que o grupo sempre fez do palco sua morada principal; quem já viu o quarteto tocando ao vivo, não esquece jamais. Quem viu há 25 anos, então, quando “O Concreto Já Rachou” foi lançado, tem a oportunidade de rever o grupo tocando todas as sete músicas do EP, que pela pecha de coletivo de sucessos podemos chamar de primeiro álbum nesse jubileu de prata. Você pode não se dar conta, mas se viveu a década de 80, sabe cantar todas as sete músicas do disco, mesmo sem querer.
Não é só isso. As belas imagens registradas em alta definição às margens do Lago Paranoá, as seis faixas de “R ao Contrário” e uma inédita incluídas no repertório do show apontam para uma Plebe crescida, madura e - mais do que isso - necessária ao rock nacional, numa época em que há carência de forma e conteúdo. E nessa entrevista exclusiva feita por e-mail com Philippe Seabra, as notícias são boas. O grupo pretende lançar um novo álbum no ano que vem, com material inédito da “boa e velha Plebe”; está previsto o resgate de imagens para o lançamento de um DVD histórico; e a volta ao mercado de “O Concreto Já Rachou” e do jovem “R ao Contrário”. De quebra, O líder do grupo avalia a atual geração do rock nacional, sempre mantendo uma atitude questionadora, e fala do trabalho como produtor em Brasília. Com vocês, “Sir Philippe”:
Rock em Geral: Como veio à tona a ideia de gravar esse DVD num lugar aberto, e às margens do Lago Paranoá? Fale mais sobre o evento “Sonho de Dom Bosco”, no qual o show foi gravado e da viabilização das condições técnicas para a gravação do DVD:
Philippe Seabra: Sempre quisemos fazer o show do DVD ao ar livre. Adoro shows assim e Brasília tem um fenômeno climático bastante típico do cerrado, uma estiagem que dura meses. Aí ficaria fácil, sem ter que se preocupar com chuva ou mau tempo atrapalhando a filmagem. Mas todo o levante da produção, que não foi pouco trabalho, estava começando a demorar. Logística, patrocínio, autorizações, ensaios, repertório, produção musical, direção, cenário, pirotecnia… e a janela da seca estava começando fechar. Mas conseguimos marcar a gravação antes que as chuvas viessem e deu tudo certo. Em termos do cenário, afinal seria o primeiro DVD da banda, não queríamos um telão led atrás. Em todo festival em que tocamos, mainstream ou independente, há um bendito telão atrás e, cá pra nós, fica tudo igual. E todo DVD lançado no mercado também. Queríamos algo simples, porém deslumbrante; então resolvemos usar apenas o por do sol de Brasília. Barato, eficiente, e ecologicamente correto. O palco seria completamente vazado, e sem a ameaça de chuva, a logística seria bem mais fácil. A ideia era também mostrar como Brasília influenciou a banda, com o Lago Paranoá e o Congresso Nacional, mas de costas, no fundo. Convenhamos: muita coisa que saiu daquele prédio serviu de inspiração pra gente, então nada mais adequado. O “Sonho de Dom Bosco” era um evento esportivo gratuito que riria rolar justamente na época prevista para a filmagem. Longe de a Plebe ter sido algo com o que o Dom Bosco tivesse sonhado, provavelmente fossemos mais para o lado do seu pior pesadelo. Mas juntamos forças e a produção local atendeu todas as nossas exigências. O design do palco foi meu, grande o suficiente para dar espaço para a movimentação da banda (ainda mais para o “tô com formiga nas calças” Clemente), mas íntimo o suficiente para manter a banda próxima do público. Tinha três passarelas a uma altura perfeita para que pudéssemos andar por entre “os plebeus”, que não atrapalharia a visão deles, mas que ficassem escondidas das câmeras, nove delas captando em Full HD. Vieram fãs de vários lugares do Brasil os presenteamos com o acesso ao “snake pit”, nos dois fossos entre as passarelas. Esses fãs aparecem bastante no DVD e tenho certeza que eles ficaram contentes.
REG: É possível estabelecer um paralelo entre “Rachando Concreto” com o disco “Enquanto a Trégua Não Vem”, que é o último registro ao vivo da Plebe, lançado em 2000? Como você avalia as diferenças desses dois períodos?
Philippe: Sempre nos perguntam isso, mas é muito difícil comparar as duas eras. Entre todas as bandas da década de 80 que conseguiram disco de ouro, que chegaram a um patamar estável e conhecido, a Plebe foi a única que realmente acabou. Nós vimos vários colegas passando por altos e baixos, boas e más marés, mas não acabaram. Só a Legião, claro, mas este já estava meio parado antes da morte do Renato, que estava mais focado nos discos solos. Em 2000, quando tentamos juntar a formação original (o disco foi gravado no final de 1999) para a excursão do “Enquanto a Trégua Não Vem”, muitos dos problemas do passado voltaram. Mas curiosamente não eram “diferenças musicais”, era coisa de personalidade mesmo. E um bocado de intransigência. Acho que o CD retrata a banda naquele momento no espaço/tempo, mas é bom, apesar de não gostar muito da qualidade de áudio. Também não foi gravado com muita atenção pela EMI… De novo a EMI na jogada. O Herbert (Vianna, que produziu o disco) fez o que pôde, mas o clima interno na banda não ajudou muito. Ele quase largou o projeto. Chegamos a fazer vários shows na formação original, mas resolvemos parar de novo lá para 2002, fazendo apresentações bem esporádicas, mas com outro baterista. Foi só em 2004, quando o Jander nos falou que não queria mais ficar na banda (coisa que já sabia há tempos), é que pintou a ideia de chamar o Clemente para um show no Circo Voador. A banda estava num hiato quando rolou o convite (com o The Queers abrindo) e resolvemos aceitar só para ver o que acontecia. Mandei as cifras e um CD com os arranjos para o Clemente, que morava em São Paulo, e nos encontramos na passagem de som. Não estou brincando, praticamente foi sem ensaio! Na hora do show, na primeira música, “Brasília”, não sabíamos exatamente o que esperar, mas o ânimo e pique do Clemente contagiou a todos e estamos até hoje, felizes da vida, com um clima de banda que lembra o dos primórdios da Plebe em Brasília. Estou cansado de drama, e o que não faltou a essa banda foi drama. Mas quem assistir ao DVD vai ver a banda do jeito que sempre deveria ter sido. Sinto que merecemos isso… Esse é o meu lema hoje em dia, “Chega de drama!”
REG: Embora a força da Plebe Rude esteja no palco, vocês não fizeram muitos shows depois do lançamento do disco mais recente, o “R ao Contrário”. A que se deve essa parada?
Philippe: Sem comentários.
Clemente, Txotxa e André: a força da Plebe Rude ao vivo e um barquinho passando no lago, ao fundo
Clemente, Txotxa e André: a força da Plebe Rude ao vivo e um barquinho passando no lago, ao fundo
REG: Mesmo assim, há várias músicas desse disco no repertório do DVD, que ficaram muito boas ao vivo. Seria um disco ainda a ser mais trabalhado ou já deu o que tinha que dar? Philippe: No DVD, talvez um pouco em virtude do disco não ter sido divulgado como deveria, resolvemos incluir seis faixas do “R”. Mas na verdade também fizemos essa questão para salientar ainda mais essa fase mais recente com o Clemente. Estamos negociando para relançar o “R ao Contrário” também. Gostamos muito do disco e representa muito bem essa fase nova da banda. A música “Tudo Que Poderia Ser”, no DVD, poderia ter sido do “R ao Contrário” sem destoar.
REG: Essa música é única inédita no DVD. É do tempo do “R ao Contrário” ou mais recente?
Philippe: Ela é Plebe zerada, de 2009, e deve apontar o caminho da nova leva de músicas, já com o Clemente na banda, que temos na manga. Tínhamos várias canções para escolher para ser a “inédita” do DVD, mas “Tudo Que Poderia Ser” pareceu o mais adequado. Não foi escolhida por causa do refrão, ou pelo potencial radiofônico. Nada disso. Não pensamos desse jeito, nem a acho “comercial”, muito ao contrário. Mas representa essa fase da banda. Lembra que o Clem - do qual chamo o “Clem de la Clem”- entrou quando o “R ao Contrário” estava praticamente todo pronto, mas ainda deu para ele imprimir sua cara. Ele até sola no disco. Mas com essa música, estamos relembrando as pessoas que ainda valem a pena ter princípios nesse país. As coisas são o que são, e nós somos desse jeito mesmo. Temos um certo romantismo em relação à coerência. Coerência nos atos, nos pensamentos, na história e, consequentemente, na música. Por mais que alguns “colegas” nossos falem para a gente facilitar uma música para rádio e que deveríamos nos reinventar, não os damos ouvidos - não vou poder citar nomes, mas acho que você não ficaria tão surpreso se citasse. Aliás, que bom que ainda existem bandas que não abaixam a cabeça para o mercado. Sim, a banda já sofreu muito com isso, pois não é fácil ser artista coerente no Brasil. Brigas com gravadora, boicote de radio, desprezo pelo catálogo… Brasília, nos primórdios do rock candango, nos forçou a ser assim e não vai ser mudança de governo, moeda, tendência nem formato que vai mudar isso. Sim, passamos por muito. Mas eu não troco por nada. Por isso que a banda tem o respeito das pessoas.
REG: É a primeira vez, desde a época em que o disco foi lançado, que vocês tocam todas as músicas do “O Concreto Já Rachou” num show, mas optaram por não executá-las na ordem em que elas aparecem no disco. Pensam em fazer dessa forma para um registro futuro?
Philippe: É claro no começo da carreira o disco era tocada na íntegra. Mas com o acúmulo do repertório, “Seu Jogo” aparecia raramente, e eventualmente a paramos de tocar. Mas com o aniversário de 25 anos do disco, e como muitos fãs pediam a música, por que não? Acho que eu posso cantá-la com mais propriedade, já que sou careta (a música trata de drogas). Estamos negociando o relançamento de “O Concreto Já Rachou” num pacote comemorativo, incluindo um DVD do making of, no estilo do “Classic Albums”. Em qualquer país sério esse disco estaria disponível. Foram decisões como essa que ajudaram a afundar de vez a indústria fonográfica. Se não tivesse vendido ou se não houvesse demanda, tudo bem, mas…
REG: Havia a expectativa de os extras do DVD trazerem imagens históricas como a do filme “Ascensão e Queda de Quatro Rudes Plebeus” ou mesmo gravações de músicas do início do grupo, como “Dança do Semáforo”. Isso chegou a ser cogitado ou vocês pensam em resgatar a memória da Plebe em outro DVD?
Philippe: Estamos juntando material antigo, jamais visto, para fazer um documentário. O Zé Eduardo, premiado cineasta dos longas “A Concepção” e “Se Nada Mais Der Certo”, foi bastante gentil em nos ceder muito material que foi gravado, e em película, na volta da banda, em 2000. Cenas de show e entrevistas. Isso, mais o nosso acervo, e depoimentos de pessoas chaves que participaram e/ou acompanharam de perto a evolução da banda, e depoimentos nossos, darão um baita DVD. Curiosamente o riff de “Dança do Semáforo” está sendo aproveitada numa música nova. Bem no estilo de rock inglês, posso adiantar… Não tem jeito, o pós punk inglês ainda esta na veia!
REG: A versão em inglês para “A Ida” (“The Wake”) aparece nos extras, no clipe da música. Por que ficou de fora da gravação do dia do show, já que aparecem imagens ao vivo no clipe?
Philippe: Aquilo foi feito para divulgar o filme “Federal”, de Erik de Castro. O Erik sabia do meu envolvimento passado com produção de trilha de cinema e entrou em contato querendo uma música para por no seu filme. Lhe mostrei várias coisas, mas quando ele ouviu essa versão de “The Wake” ele pirou e imediatamente a colocou no filme. Acabei virando o produtor musical do filme também. Para “The Wake”, usamos as imagens somente para o clipe. É um presente a mais para os Plebeus nos “extras”.
REG: Que narração é aquela que aparece em “Seu Jogo”?
Philippe: É a nossa homenagem ao Alborghetti, repórter policial e deputado paranaense, já falecido. Ele ficou famoso descendo o cassetete (literalmente) na mesa enquanto expressava sua raiva por causa das tragédias que relatava. Ele tinha perdido um filho para o vício, e como a música “Seu Jogo” foi feita em homenagem ao grande amigo e fundador do Aborto (Elétrico, banda pré-Legião Urbana), André Pretorius, que também faleceu vitima de overdose, achamos bastante apropriado.
REG: Todas as músicas que vocês gravaram no show entraram no DVD ou ficou alguma de fora? Há muitas, digamos, sobras?
Philippe: Não. Por causa do formato do show, seguindo o anoitecer do por do sol, cada música foi posicionada no repertório para corresponder ao clima do “cenário”. Tanto que um dos momentos mais lindos é quando o sol está quase desaparecido, em “Este Ano”. Foi tudo cronometrado e o diretor teve que parar a filmagem entre várias músicas para acompanhar o por do sol. Mas isso não esfriou o ânimo dos Plebeus no “snake pit”.
REG: Foi cogitada a participação, como convidados, dos ex-integrantes Jander Bilaphra e Gutje? A relação entre vocês é boa?
Philippe: Não queríamos nenhum convidado. É o nosso primeiro DVD e queríamos mostrar a banda sem artifícios, sem nada. Só a boa e velha Plebe. Com o Gutje não temos contato, pois esta morando no sul, mas o Jander, outro dia, num show que fizemos com Nando Reis (ele é da equipe técnica) foi ao camarim e estava bem tranquilo, batendo papo com todo mundo da equipe da Plebe. Uma vez, há uns quatro anos, no interior da Bahia, num outro festival com o Nando, até convidei-o para cantar uma música conosco, mas foi mais por gentileza, pois sabíamos que não toparia. Ele continua a tocar aquela viola elétrica, e de vez em quando até aparece em cima do palco tocando com o Nando.
Para Philippe Seabra, à direita, o por do sol do Lago Paranoá substitui a mesmice dos telões de led
Para Philippe Seabra, à direita, o por do sol do Lago Paranoá substitui a mesmice dos telões de led
REG: Além de “Medo”, do Cólera; “Luzes”, do Escola de Escândalos; e “Pátria Amada”, do Inocentes, há outras bandas da época em que vocês surgiram das quais que você pretende gravar outras músicas? Philippe: A inclusão de “Medo” e “Pátria Amada” foi a nossa homenagem ao punk paulista do Cólera e dos Inocentes. Apesar de a mensagem dos punks paulistas sempre ter sido mais direta, e às vezes mais didática do que o punk de Brasília, nunca perdeu a força. Mas pelo visto só a gente mesmo que também transita no “mainstream” lembra disso. A gente faz tudo ao contrário mesmo, sempre são as bandas menos conhecidas em que a gente se encosta… E uma banda que mereceu mais espaço, e bem que tentamos, mas as gravadoras não se interessaram, a Escola de Escândalo, também é lembrado no clássico “Luzes”. O resto do repertório é a velha e boa Plebe, mas com uns arranjos inusitados em algumas instâncias. O importante para a gente (apesar de não gostar da palavra “conceito”) era mostrar o “punch” da banda, mas também as melodias e harmônicas rebuscadas (palavra tua, Bragatto!), algumas vezes até suaves, como em “Remota Possibilidade” e “A Ida”, esta última com violão. Dentre as bandas de Brasília, era a Plebe que tinha o instrumental mais elaborado. Como músico, acho importante passar isso também, aliado - é claro - à mensagem sempre forte da banda. E uns “riffs” de tirar o fôlego. Sem riff não se tem nada…
REG: Vai ter turnê de lançamento? Aqui no Rio vocês estão devendo uma daquelas noitadas punk rock com Plebe Rude e Cólera no Circo Voador, hein?
Philippe: Sim, a agenda já está pintando no pleberude.com.br. Esses shows do Circo Voador realmente foram marcantes. Tem gente que fala disso até hoje… Engraçado que em muitos deles os Inocentes também participavam. Quem diria…
REG: Há outras músicas inéditas sendo encaixadas nos shows?
Philippe: No show novo, dessa turnê, por enquanto só a faixa “Tudo Que Poderia Ser” será inclusa. Talvez mais para o fim do ano uma ou outra nova entra, já preparando o caminho de um inédito para o ano que vem. Mas a temática provavelmente será como a Plebe sempre fez. Mas não de “protesto”. Acho que abordamos mais problemas sócio/políticos, mas fica difícil eu tentar definir. Agora, da “nova geração” que está aparecendo na mídia, acho injusto tentar traçar comparações com a nossa geração em termos de enredo, temática e “approach”. Sim, acho que música tem que ser um veículo para expressar frustrações e traçar soluções. O problema é que para usar música como arma contra o que está errado, você tem que primeiro perceber que tem algo de errado. O que vejo mesmo dos artistas novos é uma grande apatia. Apatia essa que entra nas ondas do rádio, gerando ainda mais apatia. E por aí vai “desinspirando” as pessoas. É claro que protesto por protesto também não surte muito efeito. Tem que ter propriedade, embasamento, tem que vir de um lugar sincero. Mas, cá pra nós, um pouco de questionamento não faria mal. Mas isso não é de hoje. No final da década de 90, parece que as músicas só falavam de cu e maconha (referências à Raimundos e Planet Hemp, respectivamente)… Acho que é uma coisa de geração. Em Brasília, quando éramos adolescentes, nossas opções de diversão eram limitadas à saída com pessoas da turma, cinema e leitura. Hoje em dia, na era digital, creio que a atenção das pessoas está sendo desviada. E não por um big brother manipulando o sistema. Mas pelo excesso de informações pelo qual somos bombardeados o dia inteiro. E agora então com twitter… Realmente acredito que o ser humano não foi feito para processar todo essa informação - ao mesmo tempo e agora. Adiciona a isso mais videogame, redes sociais, texting de celular, lan house, DVD caseiro, cinema 3D, videoclipe, fora o corre-corre da vida… O efeito colateral dessa sobrecarga dos cinco sentidos é a apatia. Triste, muito triste. E isso não vai melhorar.
REG: Recentemente você e o André X foram condecorados como “Cidadãos Honorários de Brasília”, na Câmara Legislativa da cidade. Como é receber esse título para uma banda punk, com músicas tão combativas como a Plebe Rude?
Philippe: Pois é, rapaz. Foi dado numa homenagem aos 30 anos da banda e aos 25 anos do “Concreto Já Rachou” (que foi o primeiro disco de ouro do rock de Brasília). E isso vindo do governo que criticamos tanto. O Deputado Professor Israel nos confidenciou que ficou com medo de a gente recusar, mas o reconhecimento pela obra e o posicionamento nos deixaram muito orgulhosos. Creio que agora posso ser chamado de “Sir Philippe” agora (risos).
REG: Quais os planos para lançar um novo álbum de inéditas, ou, ao menos, músicas avulsas na internet?
Philippe: Meio para o final de 2012, isso é se o mundo ainda existir até lá… Já estamos trabalhando duro. E o show será completamente novo, com mais uso de violão e pads eletrônicos de bateria. Só vendo mesmo, para saber do que estou falando. Mas continuará a ser a “boa e velha Plebe”.
REG: Você circula bem nesse cenário virtual pós internet?
Philippe: Enquanto todo mundo se pergunta como seria o novo cenário de música quando a poeira assentasse, ele chegou. Essa é a nova realidade, e é um desafio para artistas novos. Muitas bandas da “nova geração” passam por meu estúdio e vejo muitas promessas. Agora, existe uma grande diferença entre artistas da nova geração, pois depende da definição de “nova geração”. Se for a que tem acesso a mídia, as bandas novas que conseguiram penetrar na rádio, o negócio tá russo. O rock “pop”, como foi profetizado nos anos 80, realmente virou anuncio de refrigerante. Oco e pobre. Às vezes numa inarticulação que me dá pena. Mas se você estiver falando da cena independente, aí sim, é o verdadeiro futuro do rock brasileiro. Mas será difícil a maioria dessas bandas ganharem alguma notoriedade, o que me entristece muito, você não imagina. E os que conseguem entrar um pouco na onda do hype, não conseguem manter, pois por definição, hype é uma coisa passageira. É como se fosse um “Tetrus” humano, só que ao contrário. As bandas indicadas a prêmios de revelação na MTV todo ano vão se afastando aos poucos do palco até nem serem mais convidados. É brutal, e muitas bandas não conseguem recuperar disso, entrando em crise quando o telefone para de tocar. Mas o verdadeiro artista é aquele que não abaixa a cabeça diante da adversidade. Todos os meus heróis vivos e mortos, teatrólogos, escritores, diretores de cinema, bandas… todos fizeram o que tinham que fazer, e mudaram o mundo. Nunca abaixaram a cabeça.
REG: Como anda seu trabalho como produtor? Com quais bandas tem trabalhado?
Philippe: Sempre trabalhei com artistas novos, desde que montei meu estúdio particular em Brasília, há nove anos. Recentemente produzi 10zer04, Vitrine, Distintos Filhos, Live Wire e Beto Só. Com a exceção do 10zer04, todos estão lançando disco esse ano. Mas tirei os próximos dois meses “off” pra mim, para poder me concentrar no lançamento do DVD. Agora vou me concentrar na Plebe. O pleberude.com.br esta voltando ao ar e estamos no twitter no /plebeoficial. É isso ai…
Discurso do Deputado Professor Israel na cerimônia em que Philippe Seabra e André X foram condecorados como “Cidadãos Honorários de Brasília”, na Câmara Legislativa, dia 19/4/2011:
'Cidadãos Honorários': André X e Philippe Seabra mostram os diplomas, entre participantes da cerimônia
'Cidadãos Honorários': André X e Philippe Seabra mostram os diplomas, entre participantes da cerimônia
“Estamos aqui hoje para homenagear a Plebe Rude pelos seus 30 anos e por seu disco de estreia “O Concreto Já Rachou”, que completa 25 anos. Para isso, recebemos aqui, esta noite, os músicos Philippe Seabra e Andre X, membros fundadores da banda Plebe Rude. A obra deflagrada por grupos como a Plebe, surgiu da necessidade de protestar contra um regime militar que podava a criatividade e a liberdade de seus jovens, e contra o sistema de exclusão social em vigor no País.
O rock do Brasil nos anos 80 tomava as rádios, representado por artistas como a Blitz, que divulgavam a música com uma estética lúdica. A cidade de Brasília foi a responsável por, digamos assim, meter o pé na porta. As composições de grupos como a Legião Urbana e a Plebe Rude, nossa homenageada, contestava através de suas letras, todo um sistema que tinha a função de tolher o senso crítico.
Em 1985, com o fim do Regime Militar, a Plebe Rude lançou seu primeiro álbum, o EP “O Concreto Já Rachou”, aclamado pelo público e pela crítica. Charles Gavin, apresentador e ex-baterista do Titãs, disse que o “O Concreto Já Rachou” está entre os 300 melhores discos da Música Popular Brasileira de todos os tempos.
Ao completar 25 anos, “O Concreto Já Rachou” simboliza a luta do jovem naquele momento de transição. Quem foi adolescente naquela década, sabe que os resquícios da ditadura militar ainda assombraram nossa sociedade por muitos anos.
O rock ao possuir essa pulsante veia politizada, contribuiu para moldar questionadores, que se tornaram hoje, líderes em vários segmentos.
As letras da Plebe Rude possuem uma qualidade única, mesmo escritas há 25 anos, continuam atuais, sinal de que falhamos na tarefa de transformar nossa sociedade. E se estas letras nos tocam, é sinal de que ainda temos esperança nesta transformação.
O grupo inclusive já se preocupava com problemas que ultrapassavam as barreiras das casas políticas. A Plebe tinha um discurso reto, defendendo bandeiras como a da distribuição de renda. Como podemos ver em um trecho da canção hino “Até Quando Esperar”.
‘Sei
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração’
Creio que grupos como a Plebe Rude, ao tomar para si a responsabilidade de enfrentar o regime, e divulgar letras pensantes na década de 80, contribuíram para a criação de movimentos importantíssimos, como os cara pintadas, que em 1992 derrubaram o presidente Collor.
Brasília se orgulha de ser o berço de tantos artistas que despontaram no cenário nacional, como a Plebe Rude, nossa homenageada com propriedade. A cidade sem esquinas descobriu que através da arte, podemos moldar melhor uma sociedade.
E a Plebe Rude manteve sua atitude, mesmo pagando o alto preço por não se render à indústria fonográfica. Foi relegada, por não compactuar com as facilidades, como as criticadas na canção “Minha Renda”.
‘Você me comprou, pôs meu talento a venda
você me ensinou que o importante é a renda
contrato milionário, grana, fama e mulheres
a música não importa, o importante é a renda!
Ambição - grana, fama e você’.
Por fim, agradeço a atenção de todos, reitero que admiro a proposta e postura da Plebe Rude, e torço para que no futuro, possamos comemorar mais 30 anos de boa música. Obrigado!”

 Fonte: http://www.rockemgeral.com.br

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Banda Tears for Fears inclui Fortaleza em sua turnê pelo Brasil, no mês de outubro


Após 15 anos, Tears For Fears volta ao Brasil para seis apresentações em Outubro de 2011


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Com seis álbuns de estúdio lançados e mais de 30 milhões de discos vendidos em todo o mundo, o Tears For Fears volta ao Brasil (agora com Roland Orzabal e Curt Smith novamente juntos) para uma turnê de seis shows em capitais do país. Os fãs brasileiros, após mais de 15 anos de espera, podem esperar um set list recheado de grandes sucessos desse duo “hitmaker”, responsável pelo lançamento de músicas como Shout, Everybody Wants to Rule the World, Woman in Chains, Advice for the Young at Heart, entre muitas outras.

Com realização da TIME FOR FUN, os shows acontecerão da seguinte forma:

Outubro - 2011
4 Porto Alegre – Pepsi On Stage
6 São Paulo – Credicard Hall
8 Rio de Janeiro - Citibank Hall
9 Belo Horizonte – Chevrolet Hall
11 Brasília - Centro de Convenções
15 Fortaleza - Siara Hall

Clientes Credicard, Citibank e Diners contarão com pré-venda exclusiva entre 23 e 29 de maio. O público em geral poderá adquirir ingressos a partir de 30 de maio. Mais informações sobre o serviço do show serão divulgadas em breve.

O Tears For Fears levou Orzabal (vocal e guitarra) e Smith (vocal e baixo) ao topo da música pop com o lançamento do disco de estréia, The Hurting (1983), que teve três músicas no top 10 das paradas britânicas: Mad World, Pale Shelter e Change.

Dois anos mais tarde, Tears For Fears lançou Songs from the Big Chair, álbum que se tornou uma sensação internacional e emplacou três músicas no Top 5 das paradas norte-americanas, sendo elas: Shout, Everybody Wants to Rule the World e Head Over Hills.

Já em 1989, a dupla lança o que seria seu último disco junto até 2004. Sowing the Seeds of Love também alcançou o top 10 das paradas nos EUA e colocou o single The Seeds of Love em segundo lugar naquele país. Enquanto estavam separados, Orzabal ainda lançou dois álbuns sob o nome de Tears For Fears, Elemental (1993) e Raoul and Kings of Spain (1995).

Porém, no início de 2000, os amigos deixaram suas desavenças de lado e voltaram a trabalhar juntos em um novo projeto, Everybody Loves a Happy Ending. O disco lançado em 2004 alcançou o top 40 das paradas na Inglaterra e EUA com as músicas Closest Thing to Heaven e Call Me Mellow, respectivamente. De acordo com Roland Orzabal, a maior influência do álbum foi o ex-Beatle Paul McCartney.

Discos de Estúdio
The Hurting (1983)
Songs from the Big Chair (1985)
Seeds of Love (1989)
Elemental (1993)
Raoul And Kings Of Spain (1995)
Everybody Loves a Happy Ending (2004)

Sobre Roland Orzabal
Roland Jaime Orzabal de la Quintana nasceu em 22 de agosto de 1961 em Portsmouth, Inglaterra. Ele é produtor musical, músico e compositor. Ele é famoso por ser um dos fundadores do Tears for Fears, banda da qual é o vocalista e principal compositor. Orzabal também obteve sucesso como produtor de outros artistas.

A mãe de Orzabal é inglesa e seu pai é de Paris, mas de ascendência espanhola- basca. Orzabal foi originalmente chamado "Raoul" por duas semanas após seu no nascimento, porém, o nome foi depois mudado para Roland, pois estavam vivendo na Inglaterra. Ele foi criado em Bath, frequentou a Culverhay School e se tornou membro da Zenith Youth Theatre Company.

Durante seus primeiros anos de adolescência, Orzabal conheceu Curt Smith em Bath, Inglaterra. Durante o final de 70, eles formaram um grupo musical chamado Graduate, juntamente com três outras pessoas. O grupo se desfez logo após lançar seu álbum de estréia, Acting My Age. Orzabal e Smith então formaram o  Tears for Fears, um grupo synth pop / new wave com letras inspiradas nos textos de Arthur Janov, um psicólogo americano.
Orzabal é casado desde 1982 com Caroline. Eles tem dois filhos, Raoul e Pascal.

No alto da popularidade do Tears for Fears em 1985, Orzabal ganhou atenção considerável da imprensa por sua relação tensa com o pai e uma charge relacionada ao assunto foi publicada no tablóide britânico The Sun. Essa charge foi posteriormente reeditada na capa do single do Tears for Fears, I Believe.

A frente das co-produções da maioria dos álbuns do Tears for Fears, Orzabal também co-produziu o bem sucedido disco de Oleta Adams, Circle of One (1990), juntamente com Dave Bascombe, logo após Adams ter participado em 1989 do álbum The Seeds of Love. O álbum alcançou a primeira posição no Reino Unido e a 20ª nos EUA, e continha o primeiro top 10 da carreira da cantora, Get Here. Orzabal também co-escreveu a faixa Rhythm of Life para o álbum, que foi a primeira pensada para The Seeds of Love. Ele também aparece no vídeo da canção e gravou as guitarras e  backing vocals.

Após uma década de sucesso internacional, Orzabal e Smith se separaram no início de 1990. Orzabal continuou a trabalhar como Tears for Fears depois da separação. Os álbuns subseqüentes, Elemental (1993) e Raoul and the Kings of Spain (1995) são mais trabalhos solo de Orzabal que levam o nome da dupla. Em 1999, Orzabal também co-produziu a cantora e compositora islandesa, Emiliana Torrini, no disco Love In The Time Of Science, junto com o parceiro Alan Griffiths. A dupla também escreveu duas músicas para o álbum.

Embora ele não o tenha produzido, os talentos de Orzabal como compositor foram conhecidos novamente nos últimos anos após a versão de Gary Jules para a canção Mad World, que se tornou a canção número 1 do Natal no Reino Unido em 2003. A música retirada da trilha sonora do filme Donnie Darko, foi composta originalmente por Orzabal em 1982.

À exceção da psicologia e da música, Orzabal também é interessado em astrologia, fotografia, política e sociologia.

Sobre Curt Smith
Curt Smith nasceu em 24 de junho de 1961, em Bath, Somerset, Inglaterra, onde ele cresceu e residiu em Snow Hill Council State (o tema de "Snow Hill"). Ele estudou na Cliff Beechen School e é compositor, cantor e baixista. Ele é popularmente reconhecido por ter formado o Tears for Fears com Orzabal durante a adolescência. Anos depois, ele se tornou um artista solo e lançou em maio de 2008 seu terceiro álbum, Halfway.
Smith e Orzabal se conheceram quando ainda eram adolescentes. A dupla primeiro formou uma banda de escola, para o qual Smith aprendeu a tocar baixo sozinho. Depois disso eles montaram a banda de Graduate, com influência de ska, em que eles lançaram em 1980, seu primeiro e único álbum, que ganhou algum reconhecimento na Europa.

Smith e Orzabal, em seguida, começaram a fazer seessions para uma banda chamada Neon. Seus colegas de banda, então desconhecidos, eram Rob Fisher e Pete Byrne, que formaram o duo Naked Eyes.

Após a dissolução da Neon e Graduate, Orzabal e Smith formaram o Tears For Fears. Seu primeiro álbum, The Hurting, que saiu em 1983, alcançou o topo das paradas no Reino Unido gerou três singles de sucesso internacional - Pale Shelter, Mad World e Change - com Smith nos vocais.
Em 1985, o álbum Songs from the Big Chair tornou-se muito bem sucedido, com os hits que incluem Head Over Heels (que Smith co-escreveu), Everybody Wants to Rule the World (com Smith nos vocais), e Shout.

Após anos frutíferos com o Tears for Fears, Smith lançou em 1993 Soul On Board, seu primeiro álbum solo. O álbum não se tornou sucesso no Reino Unido, e nunca foi lançado nos EUA depois Smith disse à imprensa que ele só fez o álbum para cumprir seu contrato com a gravadora Phonogram / Mercury.

Após se mudar para New York, Smith criou a banda Mayfield  com o guitarrista e  produtor Charlton Pettus, além de Russ Irwin. A banda optou por fazer apresentações ao vivo quase sempre, já que Smith queria fazer gigs em pequenos clubes. A banda em 1997 lançou um álbum homônimo, que obteve um razoável sucesso.Smith lançou mais tarde o álbum Aeroplane. Nos EUA, o trabalho foi lançado como um EP de seis músicas, mas no Canadá e em outros lugares era fundamentalmente o álbum anterior do Mayfield, que acobou tendo algumas do EP dos EUA incorporadas.

De acordo com uma entrevista no iTunes, em 2000, eles alegaram que a papelada legal e rotina de obrigações, levaram Smith e Orzabal a conversarem novamente depois de uma década. Os dois acertaram suas diferenças e começaram a escrever (com o sócio de Smith, Charlton Pettus) Everybody Loves a Happy Ending (2004). Enquanto isso, Mad World foi gravada por Gary Jules para a trilha sonora de Donnie Darko. Tendo chegado ao topo da parada de singles do Reino Unido no Natal de 2003, a canção despertou o interesse do grupo no relançamento do álbum 1992 Greatest Hits, o que garantiu seu segundo disco de platina no Reino Unido.

Smith começou a trabalhar no que veio a ser Halfway, Pleased, em 2000, mas o projeto atrasou quando ele voltou a falar com Roland Orzabal depois de cerca de 10 anos de silêncio. A conversa acabou culminando na volta de Tears For Fears com Everybody Loves a Happy Ending, o que levou a uma turnê mundial. Por isso, Smith só conseguiu voltar sua atenção à Halfway, Pleased em 2006. O álbum semi-auto-biográfico, descreve as relações de Smith com seus amigos, filhos e pais.

O XIII Bis Records, que é uma gravadora francesa, lançou o álbum Halfway, Pleased na França, em abril de 2007. Entre suas 14 faixas havia a versão original de Who You Are (que foi gravada por Tears for Fears em Everybody Loves a Happy Ending), uma versão ao vivo de Snow Hill, uma versão de Seven Of Sundays (também gravado em dueto com a cantora francesa SO), e um remake de A Ira Tous au Paradis (também disponível em um tributo à Polnareff). Muitos vídeos foram feitos para Seven of Sundays, um dos duetos com SO.

Smith at last released the album in the U.S. and worldwide in May 2008 via his KOOK Media label. The KOOK release shows a slightly different track list, it is minus the Ponareff tribute and added two new acoustic tracks (“Seven of Sundays” and “Coming Out”). It was released under a Creative Commons license, which gave fans permission to perform, distribute and make use of the tracks so long as the uses are non-commercial and credited to Smith.

Smith finalmente lançou o álbum nos EUA e mundo em Maio de 2008 através do seu selo, Media KOOK.

Smith foi casado duas vezes. Lynn Altman foi sua primeira esposa, eles se casaram no início de 1980, mas o casamento não durou muito tempo. Ele então começou um relacionamento sério em 1988, com Frances Pennington, uma executiva de marketing e, em 1996, eles se casaram. Eles residem em Los Angeles, Califórnia com seus dois filhos, Wilder e Diva.

Em 2007, Smith se naturalizou cidadão dos EUA.

Smith sempre foi um fã do Manchester United Football Club. Ele se tornou um comentarista convidado na Teams Soccer Radio Network’s UEFA Champions League 2008.

Smith also tried acting. In the movie, The Dead Connection (1994) he played a desk clerk role and in another movie, The Private Public (2000) he played the role of a noteworthy professor.

Smith também tentou atuar. No filme, a Dead Conection (1994), ele desempenhou um papel de recepcionista. em Private Public (2000), ele atuou um professor notável.

terça-feira, 3 de maio de 2011

THUNDERBIRD: O melhor do rock paulista

Thunderbird 247

http://www.brasil247.com.br/ 

Essa lista de vídeos musicais destaca o Rock Paulista que me influenciou até os anos 80, quando passei a cuidar mais do meu som do que do som dos outros. Temos os Mutantes nos anos 60, o Joelho de Porco nos anos 70 e os borbulhantes anos 80, que trouxeram uma legião de bandas incríveis. Faltou o Gueto, Smack, Mercenárias, Violeta de Outono, Cabine C, Magazine, Zero, mas isso já dá uma outra lista, né? Farei uma lista com o Rock Carioca dos 80, que também me tomou de assalto. Posso fazer uma lista com o Rock de Brasília, incluir o Camisa de Vênus, o Rock Gaucho. Bom, lista é o que não falta. Aceito sugestões. E deixe seu comentário. Você é bem-vindo pra opinar.
1- Mutantes - "Preciso urgentemente encontrar um amigo" - A primeira banda de rock que me fez comprar um disco produzido no Brasil. Tenho o compacto de "Top top" até hoje. Eles eram lindos, talentosos, inquietos e surpreendentes. Esse video traz Rita Lee e os irmãos Baptista bem acompanhados, como sempre. Adoro os Mutantes!



2- Joelho de Porco - "São Paulo by day" - Se tem uma banda que me influenciou, essa banda é o Joelho de Porco. Liderada por Tico Terpins, os caras produziram algumas músicas deliciosas, como "Rapé", "Aeroporto de Congonhas", "México Lindo" e "Boeing 723897". Nesse clipe, com introdução da periguete do Fantástico, temos o primeiro vocalista do Joelho, Billy Bond, argentino louco, que seria substituido pelo Dr. Próspero Albanese. Mas isso é outra estória. Curtam esse hit do JP.



3- Ultraje a rigor - "Inútil" - Sim, amigos, o Ultraje já teve esse nome. Eles eram jovens e inconsequentes. Roger, o líder da banda, sempre foi um gênio. "Inútil" foi o hit que levou a banda pro estrelato. Lembro que os Paralamas tocaram essa música no Rock'n'Rio e levantaram a platéia. Depois eles gravaram o disco "˜Nós vamos invadir sua praia" e dominaram o Brasil. Esse clipe destaca o primeiro baterista do Ultraje, Leospa, uma espécie de John Belushi das baquetas. Reparem na semelhança!




4- IRA! - "Núcleo Base" - Quando ouvi Ira! pela primeira vez, corri pra comprar o disco "Mudança de comportamento", o primeiro deles. Conheço o disco como se fosse de minha autoria. Ouvi até gastar o vinilzão. Sempre que era convocado a dar uma canja com os amigos, eu pedia pro Nasi que fosse essa música. Nesse video, temos o Nasi ainda bem "Al Pacino", Edgard com cabelo, Gaspa, o baixista firmeza e André Jung, o baterista tenista. Ainda promoverei a volta dessa, que sempre foi das melhores bandas que conheci no Brasil!



5- Titãs - "Flores" - Ah, os Titãs. Até hoje vou a um show deles e me divirto muito. Canto junto, arrisco umas dancinhas, curto cada música que eles executam. O primeiro hit foi "Sonífera ilha", deliciosa! Mas o clipe de "Flores" ganhou o prêmio da MTV Brasil de melhor clipe do ano, já em 1990. Feito com o chroma key mais avançado (pra época), o que importa aqui é a música que considero uma das melhores dos Titãs.



6- Patife Band - "Pregador maldito" - Paulo Barnabé, irmão do Arrigo, nasceu pra música e pronto! Começou com a Banda Sabor de Veneno, mas nos anos 80 montou a Patife Band. Se eu tivesse que classificar o som da PB, chamaria de "No Wave". Eles não seguem tendências, são firmes no seu propósito de fazer música séria e nunca abriram mão de suas convicções em função do mercado. Há quem diga que influenciaram muito na concepçnao dos arranjos do disco "Cabeça Dinossauro" dos Titãs, pois frequentavam o mesmo estúdio na época da gravação dos dois discos. Eu acredito nessa teoria. Os registros videográficos da banda são raríssimos. O Paulo é assim mesmo, meio "James Chance". Nesse video, gravado ao vivo, ele canta e toca bateria, Maurício no baixo e André Fonseca na guitarra. Um show da Patife Band é um acontecimento inesquecível. Você nunca foi? Está esperando o quê?!!




7- Inocentes - "Pânico em SP" - Inocentes foi a banda que veio do movimento punk paulistano até as paradas de sucesso. "Patria Amada" tocou muito no rádio. Clemente sempre manteve o som da banda impecável. Até aprendeu a tocar guitarra! Eles estão aí até hoje e seus shows são uma lição de punk-rock. Claro que tem Ratos de Porão, mas a gente fala deles numa lista mais pesada! Por enquanto, Inocentes pra fechar essa lista, com um clipe cheio de imagens de deixar o Datena e o comandante Hamilton de cabelo em pé!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

25 ANOS DO CONCRETO JÁ RACHOU PARTE 2


Plebe Rude - O concreto já rachou



Contra Capa do Vinil
As bandas brasilienses que viviam no meio da efervescência do rock na capital federal no início dos anos 80 viam a necessidade de fazer suas músicas embasadas em críticas sociais e políticas que eram assuntos que remetiam à cultura da sociedade brasileira naquele momento.

Com a Plebe Rude não foi diferente. Com um olhar futurista para a capital federal e com forte influência do movimento punk rock feito por bandas inglesas como o The Clash, o grupo formado por Phillipe Seabra, Gutje, André X e Jander Bilaphra, faziam do som da plebe a própria diversão, e juntamente com, O Capital Inicial e Paralamas do Sucesso, conseguiram dar a Brasília o título principal de cidade do rock.

Depois de muito destaque na cena punk rock da capital do país, com shows empolgantes, eles começaram a se apresentar em outros palcos, inclusive em diversas danceterias do eixo Rio – São Paulo. Em uma dessas apresentações, no Rio de Janeiro, encontraram com Herbert Vianna, que ajudou a divulgar a qualidade musical da plebe para todo resto do país e a partir disso, Herbert se tornou padrinho da banda. Se já não bastasse ter ajudado na divulgação da maior banda punk rock nacional de todos os tempos, Herbert também se torna produtor do primeiro álbum da banda e então em 1985, a plebe lança o seu primeiro álbum, o mini LP O Concreto Já Rachou.

Imagem da Época
Com apenas sete músicas, o álbum se tornou um clássico do rock nacional, sendo hoje considerado um dos mais importantes do rock brazuca e com um grande sucesso comercial sendo que suas 7 faixas foram executadas em rádio de todo o país, alcançando assim o disco de ouro pelo feito de 200.000 cópias vendidas.
Músicas como Até quando esperar, Proteção e Minha Renda estouraram em todo o país, sempre com letras polêmicas que também reivindicavam a liberdade de expressão , como sendo uma porta – voz de uma geração, num momento em que o país vivia um momento de uma reviravolta política com a transição do sistema da ditadura militar para o tão almejado processo democrático. Porém, tentar através da música ser um porta-voz de uma geração, não era nada fácil num tempo onde a censura imperava justamente por esse anseio de gritar liberdade através do meio musical. Canções como “Até quando esperar”, hoje em dia faz parte do repertório de diversos cantores pela atualidade da sua composição e não se tornou um hino só da Plebe Rude, mas de toda uma geração que ansiava e até hoje anseia por dias melhores.
FICHA
Plebe Rude - O Concreto Já Rachou
Data de Lançamento:
 1985
Número de Faixas: 7
Estilo: Rock
Tempo Aproximado: 30 minutos

Faixa-a-Faixa:

01. Até Quando Esperar 4:27
02. Proteção 2:10
03. Johnny Vai À Guerra (Outra Vez) 3:30
04. Minha Renda 2:37
05. Sexo E Karatê 2:02
06. Seu Jogo 4:00
07. Brasília 2:48

Gravadora: EMI
Faixa - a - Faixa

1 - Até quando esperar:
 Com uma letra genial que na verdade, nos remete a uma súplica popular através de reivindicações sociais, até quando esperar ficou durante meses nas paradas de sucesso e ainda levou a banda ao disco de ouro. Considerado o grande hino da banda, até quando esperar é uma daquelas músicas que se tornaram porta–voz de uma geração.
2- Proteção: Mais um grande feito da banda: Proteção. Mais uma letra polêmica, onde Phillipe Seabra compõe a música expondo sua posição rebelde e politizada. A letra da música conta com estrofes com críticas diretas à polícia, ao estado e a segurança como forma de protesto social.
3- Johnny Vai À Guerra: Baseada no filme Johnny vai a guerra, de Dalton Trumbo, a música trata de temas como guerra, intolerância e repressão.

4- Minha Renda: Essa música homenageia Herbert Vianna, e ressalta temas ligados ao poder do dinheiro, ao luxo, à ambição, à mídia televisiva, enfim ao apego excessivo ao dinheiro e aos bens materiais.

Capa do Single de Proteção
5- Sexo e Karatê: Nessa música foi retratado a monotonia de alguns programas de tv de forma tediosa, onde você muda de canal e não consegue se desvencilhar dos programas sempre com os mesmos temas.

6- Seu jogo: Mais uma letra inteligentíssima da plebe onde palavras como maioridade, maturidade, insegurança e angústia são exemplificadas como argumentos diante da responsabilidade de ganhar ou perder o jogo diário da vida.

7- Brasília: Uma homenagem a bela capital do país, mostrando um paradoxo da cidade ressaltando seus problemas e suas belezas, sem deixar de fazer uma crítica social e política à capital federal. 

MAIS UMA SUGESTÃO FAMILIAR, AGORA MEU IRMÃO WILSON SUGERIU POSTAR ESSE VÍDEO RARO DE PROTEÇÃO. CONFIRAM:


Nem,
Tem que postar o vídeo de "proteção" que assistimos antes de comprar o EP, é um que passava no Clip Clip, que a Plebe faz uma versão mais acelerada e mistura "Proteção" com "Bichos Escrotos" dos Titãs e "Do Leme ao Pontal" de Tim Maia. O próprio Philippe Seabra disponilizou do seu arquivo pessoal no yuotube.

Detalhe, João Neto tinha gravado um K7 com esta versão de proteção que tocava direto em Fortaleza e passou pra gente.
Wilson!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

25 ANOS DO EP CONCRETO JÁ RACHOU DA PLEBE RUDE

Plebe Rude - O concreto já rachou




Disco clássico de uma das melhores bandas de rock já vistas no Brasil. Vindo de Brasília, a Plebe não fez o mesmo sucesso que seus conterrâneos da Legião ou do Capital, mas mantém, desde a estréia, um grupo seleto de fãs que não deixam a banda acabar. A nova formação da banda não tem Jander e nem Gutje. Em compensação, um ícone do punk rock brasileiro assumiu a guitarra: Clemente (Inocentes). O disco de estréia, na verdade um mini-disco (o que seria hoje um EP) contém 7 músicas e quase todas elas são consideradas clássicos pelos apreciadores do BRock 80. Detalhe: produção e participação especial do padrinho Herbert Vianna. Resumindo, um disco só de clássicos!!!!

01 - Até quando esperar
02 - Proteção
03 - Johnny vai à guerra (outra vez)
04 - Minha renda
05 - Sexo e karatê
06 - Seu jogo
07 - Brasília


Formação:
Philippe Seabra – guitarra e voz
Jander Bilaphra – guitarra e voz
André X – baixo
Gutje – bateria e vocal

Ano 1985
Gravadora Emi-Odeon




Até Quando Esperar Plebe Rude
Não é nossa culpa nascemos já com uma benção
Mas isso não é desculpa pela má distribuição

Com tanta riqueza por aí, onde é que está (BIS)
Cadê sua fração?

Até quando esperar?
E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber?
que aquele abençoado
Poderia ter sido você

Com tanta riqueza por aí, onde é que está
cadê sua fração? (BIS)

Até quando esperar a plebe ajoelhar (BIS)
Esperando a ajuda de Deus

Posso vigiar seu carro te pedir trocados
Engraxar seus sapatos (BIS)
Não é nossa culpa nascemos já com uma benção
mas isso não desculpa pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
cadê sua fração?
Até quando esperar a plebe ajoelhar
esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar esperando a ajuda de um divino Deus


http://www.vagalume.com.br/plebe-rude/ate-quando-esperar.html#ixzz1EJz0re9n





A IDÉIA DESSA POSTAGEM SURGIU DE UM COMENTÁRIO DE MEU IRMÃO, HUGO ALEXANDRE NO FACEBOOK, VEJA A BAIXO:

HUGO ALEXANDRE

Hoje, 18/02, o disco “O Concreto Já Rachou” da banda oitentista de rock brasileiro, Plebe Rude, completa exatos 25 ANOS de lançamento do mesmo. Eu o encontrei em minha casa por volta de 93-94, herdei-o, e até hoje o Lp está no meu quarto. È dos melhores som pós-punk feitos no mundo. As letras são um show a parte!

ERA MEU ESSE EP, ME LEMBRO COM HOJE, PEDI A JAIME LATA PRA COMPRÁ-LO NO JUAZEIRO PRA MIM, ESSE DISCO RODOU O BREJO TODO, EMPRESTEI A PIXOTE E DE LÁ ELE ANDOU EM TODAS AS CASAS DOS ROQUEIROS DO BREJO, JÁ TINHA DADO POR PERDIDO QUANDO AGENÔR UM DIA ME DISSE QUE ESTAVA COM UM DISCO MEU, ERA ELE. ESSE DISCO TEM HISTÓRIA. CUIDE BEM DELE.


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