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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Whitesnake apresenta novas músicas para a plateia carioca

Grupo fez o show de abertura para o Judas Priest, ontem, no Citibank Hall. Foto: Luciano Oliveira
http://www.rockemgeral.com.br


whitesnake11rioCoube ao Whitesnake fazer o show de abertura para o Judas Priest, ontem, no Citibank Hall, no Rio. As duas bandas estão em turnê pelo Brasil que começou no sábado, em São Paulo. No Rio, o grupo, liderado pelo carismático vocalista David Coverdale, tocou o mesmo repertório da noite de sábado, incluindo “Burn”, música do Deep Purple, da fase em que Coverdale era o vocalista, que não fazia parte do repertório dessa turnê. “Stormbringer”, outra música dessa fase, foi citada no meio da canção.
O show durou cerca de 1h20 e foi a oportunidade para os fãs do grupo - em bom número, diga-se - conhecer a atual formação e algumas músicas do novo álbum, lançado este ano, incluindo a faixa-tíulo, “Forevermore”, e o single “Love Will Set You Free”. Os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach duelaram em um momento “solo”, assim como o baterista Brian Tichy, muito para o descanso da voz combalida - que não falhou - de Coverdale. 
A turnê de Judas Priest e Whitesnake passa agora por Belo Horizonte, na terça, dia 13, no Chevrolet Hall; e por Brasília, no dia 15, no Ginásio Nilson Nelson. Ainda há ingressos para todos os shows; saiba mais aqui.
Set list completo:
1- Best Years
2- Give Me All Your Love
3- Love Ain’t No Stranger
4- Is This Love
5- Steal Your Heart Away
6- Forevermore
7- Solo de guitarra
8- Love Will Set You Free
9- Solo de bateria
10- Here I Go Again
11- Still Of The Night
12- Soldier of Fortune
13- Burn/Stormbringer

Músicos escolhem faixas de coletânea do Judas Priest


judaspriestchosenUma nova coletânea do Judas Priest, a ser lançada em outubro, tem uma novidade. As faixas de “The Chosen Few” foram escolhidas por músicos reconhecidos no mundo do heavy metal. Veja abaixo a lista de músicas, escolhidas por Ozzy Osbourne, Lemmy Kilmister e Alice Cooper, entre outros:
1- Diamonds And Rust – Joe Elliott (Def Leppard)
2- Dissident Aggressor - Steve Vai e Geoff Tate (Queensryche)
3- Exciter - Accept
4- Beyond The Realms Of Death - Lars Ulrich (Metallica)
5- Delivering The Goods - Kerry King (Slayer)
6- The Green Manalishi (With The Two-Pronged Crown) - David Coverdale (Whitesnake) e Randy Blythe (Lamb Of God)
7- The Ripper - Ozzy Osbourne
8- Victim Of Changes - James Hetfield (Metallica)
9- Breaking The Law – Lemmy Kilmister
10- Rapid Fire - Vinnie Paul (Hellyeah)
11- Grinder – Zakk Wylde (Black Label Society)
12- Living After Midnight – Alice Cooper e Geezer Butler
13- Screaming For Vengeance – Slash
14- You’ve Got Another Thing Coming – Klaus Meine (Scorpions) e Corey Taylor (Slipknot)
15- The Sentinel – Chris Jericho (Fozzy)
16- Turbo Lover - Jonathan Davis (Korn)
17- Painkiller – Joe Satriani

Jeff Beck vai receber prêmio de ‘Lenda Viva do Rock

Acontece no dia 9 de novembro, em Londres, a cerimônia que irá elevar o guitarrista Jeff Beck ao status de “Lenda Viva do Rock”. Beck se juntará a Jimmy Page, Lemmy, Alice Cooper, Iggy Pop e Ozzy Osbourne, ao receber o prêmio da revista britânica “Classic Rock”. A cerimônia, que é anual, distribuirá prêmios em outras castegorias, cujos vencedores só serão revelados na hora. A apresentação será do baixista/vocalista do Kiss, Gene Simmons.

ROCK EM GERAL: Whitesnake lança caixa com nove CDs, DVD e EP em vinil

Material cobre fase entre 1978 e 1982



Uma supercaixa do Whitesnake vai ser lançada no dia 7 de novembro. Trata-se de “Box O’Snakes: The Sunburst Years 1978-1982″, que traz, ao todo, nove CDs, um DVD e um EP em vinil. A caixa tem todos os discos de estúdio lançados no período, dois shows inéditos em CD, que haviam sido transmitidos pela rádio BBC, um EP em vinil, e um livro de 90 páginas com novas entrevistas e fotos raras. Veja a lista completa da supercaixa:
CD1: Trouble (1978)
1- Take Me With You
2- Love To Keep You Warm
3- Lie Down (A Modern Love Song)
4- Day Tripper
5- Nighthawk (Vampire Blues)
6- The Time Is Right For Love
7- Trouble
8- Belgian Tom’s Hat Trick
9- Free Flight
10- Don’t Mess With Me
CD2: Live At Hammersmith (1978)
1- Come On
2- Might Just Take Your Life
3- Lie Down
4- Ain’t No Love In The Heart Of The City
5- Trouble
6- Mistreated
CD3: Lovehunter (1979)
1- Long Way From Home
2- Walking In The Shadow Of The Blues
3- Help Me Thro’ The Day
4- Medicine Man
5- You ‘N’ Me
6- Mean Business
7- Love Hunter
8- Outlaw
9- Rock ‘N’ Roll Women
10- We Wish You Well
CD4: Ready An’ Willing (1980)
1- Fool For Your Loving
2- Sweet Talker
3- Ready An’Willing
4- Carry Your Load
5- Blindman
6- Ain’t Gonna Cry No More
7- Love Man
8- Black and Blue
9- She’s A Woman
CD5: Live…In The Heart Of The City (1980)
1- Come On
2- Sweet Talker
3- Walking In The Shadow Of The Blues
4- Love Hunter
5- Ain’t No Love In The Heart Of The City
6- Fool For Your Loving
7- Ain’t Gonna Cry No More
8- Ready An’Willing
9- Take Me With You
CD6: Come An’ Get It (1981)
1- Come An’ Get It
2- Hot Stuff
3- Don’t Break My Heart Again
4- Lonely Days, Lonely Nights
5- Wine,Women An’ Song
6- Child of Babylon
7- Would I Lie To You
8- Girl
9- Hit An’ Run
10- Till The Day I Die
CD7: Saints & Sinners (1982)
1- Young Blood
2- Rough An’ Ready
3- Bloody Luxury
4- Victim Of Love
5- Crying In The Rain
6- Here I Go Again
7- Love An’ Affection
8- Rock An’ Roll Angels
9- Dancing Girls
10- Saints An’ Sinners
CD8: Live At Reading Rock ’79 (1979)
1- Walking In The Shadow Of The Blues
2- Ain’t No Love In The Heart Of The City
3- Steal Away
4- Belgian Tom’s Hat Trick
5- Mistreated/Soldier Of Fortune
6- Love Hunter
7- Breakdown
CD9: Live At Reading Rock ’80 (1980)
1- Sweet Talker
2- Walking In The Shadow Of The Blues
3- Ain’t Gonna Cry No More
4- Love Hunter
5- Mistreated/Soldier Of Fortune
6- Ain’t No Love In The Heart Of The City
7- Fool For Your Loving
DVD
Promo Videos 1978-1982
TV Performances
Extra Feature: Official Bootleg
Live at the Capital Centre, Washington, USA 1980
Vinil: Snakebite EP (1978)
Lado 1
1- Bloody Mary
2- Steal Away
Lado 2
1- Ain’t No Love In The Heart Of The City
2- Come On

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Deep Purple de volta ao Recife? por Iuri Moreira


Mais um da série. Furo que tive o prazer de dar ao Diario de Pernambuco no dia 12 de agosto de 2003. E hoje, em especial, porque ontem a noite o produtor que trouxe Iron Maiden, Megadeth, Cirque du Soleil, Alanis Morissette e Black Eyed Peas, entre outros, me disse que lhe foi oferecido um novo show do Deep Purple no Recife.
Antes que comecem as especulações, a notícia é apenas essa, ofereceram-lhe uma data para a banda tocar no Recife, e ele cogita realizá-lo no Clube Português. Se vai fechar ou não, é outra história.
Outros veículos de imprensa correram atrás da informação e já existem novidades. O portal NE10 publica hoje, com destaque na capa, que a provável data é o dia 8 de outubro, no Clube Português.
Mas nem tudo são flores. A chamada da matéria diz: ”Confirmado retorno da banda inglesa Deep Purple ao Recife no mês de outubro”. Ao clicar no link, a notícia é: “Está praticamente confirmado…”. Hum…
 veja matéria:

Deep Purple, quase certo, em outubro 

Está praticamente confirmado. O Deep Purple volta ao Recife, oito anos depois da concorrida apresentação que fez no Chevrolet Hall, na turnê do álbum Bananas. O grupo inglês, cujo último álbum de estúdio, Rapture of the Deep, é de 2004, deve tocar no Clube Português, dia 8 de outubro. Um dos pioneiros do que se convencionou chamar de heavy metal, a Deep Purple começou em 1968, e somente nos anos 70, passou a fazer parte das hostes do metal pesado, embora seus integrantes até hoje não considerem que a banda se encaixe no gênero. No site oficial do Deep Puple, o vocalista Ian Gillan comentou que já está em tempo da banda voltar ao estúdio. Desde Rapture of the Deep, o grupo lançou a compilação Space truckin’ round the world live 68-76, um álbum duplo, com registros da banda ao vivo, extraídos de concertos ao redor do mundo, e com suas várias formações. O álbum foi lançado para comemorar os dez anos da Purple Records, empresa que lança e administra a música da banda. Formado atualmente por Ian Gillan, Steve Morse, Roger Glover, Ian Paice, Don Airey, o Deep Purple continua com agenda lotada. Tanto é assim, que a parceria de Ian Gillan com Tony Iommi, que gravaram juntos, não vai além do disco. Gillan não tem data para viajar sem o Deep Purple.

por José Teles

 

 


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eric Clapton: novas datas para início de venda de ingressos


Foram divulgadas novas datas para vendas de ingressos para as três apresentações de Eric Clapton no Brasil. Segundo a XYZLIVE, em sua página no Facebook, serão as seguintes:
Rio de Janeiro - 16 de julho
São Paulo - 19 de julho
Porto Alegre - 29 de julho
Depois de tantos desencontros e alterações, esperamos que essas novas datas sejam definitivas.
Welcome to Brasil, Mr Eric Clapton!!!
Press-release: Eric Clapton Brazilian FanClub
http://whiplash.net/materias 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Aerosmith: detalhes sobre os ingressos para show no Brasil

O Aerosmith, maior banda de rock americana  volta ao Brasil para um único show no país, em São  Paulo, na Arena Anhembi, dia 30 de outubro. Em sua quarta passagem por terras brasileiras, o quinteto formado por Steven Tyler nos vocais, Joe Perry na guitarra solo, Brad Whitford na guitarra base, Tom Hamilton no baixo e Joey Kramer na bateria, promete um mega show e, mesmo após mais de 30 anos de estrada, não demonstram o menor sinal de cansaço. "A banda está muito animada por tocar para os nossos fãs da América Latina novamente. Todos os shows que fazemos lá são sempre especiais", diz o guitarrista Joe Perry. A realização do show é da TIME FOR FUN.

Membros do fã clube oficial podem adquirir ingressos entre os dias 06 e 07 de junho, pelo site www.AeroForceOne.com. Já os clientes Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva entre os dias 08 e 14 de junho. A venda para o público em geral terá início a partir do dia 15 de junho.

SÃO PAULO
Oi Apresenta: AEROSMITH
Realização: TIME FOR FUN
Local: Arena Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1.209, Anhembi Parque - Santana
Central de Vendas Tickets For Fun: 4003 5588
Única apresentação: Domingo, 30 de outubro de 2011
Duração do show: aproximadamente 2h
Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 12 anos; 12 anos a 14 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais); a partir de 15 anos: permitida a entrada (desacompanhados).
Capacidade: 35.000 pessoas
Meio de Pagamento Preferencial: Credicard
Acesso para deficientes

PREÇOS DOS INGRESSOS
PISTA R$ 220,00 (INTEIRA) R$ 110,00 (½ ENTRADA)
PISTA PREMIUM R$ 500,00 (INTEIRA) R$ 250,00 (½ ENTRADA)

- Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet ou telefone). Limitação de venda a estudantes em 30% da capacidade do local.
- Membros do fã clube oficial da banda contam com pré-venda entre os dias 06 e 07 de junho, pelo site: www.AeroForceOne.com. Clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva e poderão adquirir ingressos entre os dias 08 e 14 de junho de 2011.
- Clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners que efetuarem compra via internet até 72 horas antes do evento, serão isentos de taxa de entrega.
- Clientes do cartão de crédito MasterCard podem optar pela tecnologia MasterCard ShowPass, no qual o cartão vira ingresso. Mais informações no site: www.mastercardshowpass.com.br
- Vendas limitadas a 08 ingressos por pessoa

HORÁRIO DA ABERTURA DAS VENDAS
A pré-venda para clientes Credicard, Citibank e Diners abre no dia 08 de junho e as vendas para o público em geral no dia 15 de junho nos seguintes horários, de acordo com os locais:
Internet (informações e vendas) — Tickets For Fun (www.ticketsforfun.com.br), a partir da meia-noite
Telefone para vendas — 4003 5588 (válido para todo o país), às 9h
Pontos de Venda Tickets For Fun – às 10hhttp://premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency.aspx, às 10h
Bilheteria Oficial – Estacionamento Credicard Hall, às 12h (meio-dia)

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Estacionamento anexo ao Credicard Hall - diariamente, das 12h às 20h - Av. das Nações Unidas, 17.981 - Santo Amaro – São Paulo (SP)

LOCAIS DE VENDA - COM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Pontos de venda no link: http://premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency.aspx
Central Tickets For Fun: por telefone, entrega em domicílio (taxas de conveniência e de entrega) - 4003 5588 (válido para todo o país), das 9h às 21h - segunda a sábado. Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br (entrega em domicílio - taxas de conveniência e de entrega) Formas de Pagamento:Dinheiro, cartões de crédito American Express, Visa, MasterCard, Diners e Cartões de Débito Visa Electron e Rede Shop.
http://www.t4f.com.br

AC/DC planeja turnê comemorativa para 2013



O AC/DC declarou que irá realizar uma turnê em comemoração aos 40 anos de banda, que serão comemorados em 2013. A data comemorativa também terá um novo álbum de inéditas.

O vocalista Brian Johnson, porém, afirmou, "Não existe uma data pré-estabelecida para entrar em estúdio. Se fizermos isso, estaremos sob constante pressão, e nunca trabalhamos assim".

Bon Jovi ao vivo domingo 12/06


O Bon Jovi preparou uma surpresa para os fãs. O show do próximo domingo, diante de 80 mil pessoas no Estádio Olímpico de Munique, na Alemanha, terá seus 30 primeiros minutos transmitidos ao vivo e gratuitamente via internet. Você pode acompanhar a transmissão aqui na Van a partir das duas da tarde. Ou acessar diretamente esse link.

Judas Priest e a caixa dos sonhos dos fanáticos



Será lançada dia 25 de agosto a caixa Single Cuts. O Box contém todos os singles do Judas Priest pela U.K. CBS/Columbia. São 52 faixas em 20 CDs, com as capas originais e encartes contendo notas e fotos.


Eis a relação do conteúdo:

1977 - "Diamonds and Rust" / "Dissident Aggressor"
1978 - "Better By You, Better By Me" / "Invader"
1978 - "Evening Star" / "Starbreaker"
1978 - "Before The Dawn" / "Rock Forever"
1979 - "Take On The World" / "Starbreaker (Live)" / "White Heat Red Hot (Live)"
1979 - "Evening Star" / "Beyond The Realms Of Death" / "The Green Manalishi"
1980 - "Living After Midnight" / "Delivering The Goods (Live)" / "Evil Fantasies (Live)"
1980 - "Breaking The Law" / "Metal Gods"
1980 - "United" / "Grinder"
1981 - "Don"t Go" / "Solar Angels"
1981 - "Hot Rockin'" / "Breaking The Law (Live)" / "Steeler" / "You Don't Have To Be Old To Be Wise"
1982 - "You've Got Another Thing Comin'" / "Exciter (Live)"
1982 - "(Take These) Chains" / "Judas Priest Audio File"
1984 - "Freewheel Burning" / "Breaking The Law (Live)" / "You've Got Another Thing Comin'"
1984 - "Some Heads Are Gonna Roll" / "The Green Manalishi (With The Two-Pronged Crown)" / "Jawbreaker"
1986 - "Turbo Lover" / "Hot For Love"
1986 - "Locked In" / "Reckless" / "Desert Plains (Live)" / "Freewheel Burning (Live)"
1990 - "Painkiller" / "United" / "Better By You, Better Than Me"
1991 - "A Touch Of Evil" / "Between The Hammer And The Anvil" / "You've Got Another Thing Comin' (Live)"
1992 - "Night Crawler" / "Breaking The Law" / "Living After Midnight"


http://vansucks.blogspot.com

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Alice Cooper mostra circo de horrores em Porto Alegre

Músicou usou camisa da Seleção Brasileira e agitou bandeira do Brasil. Foto: Jean Schwarz/Zero Hora.

alice11poaAcabou agora há pouco (pouco antes das 23h), no Pepsi On Stage, em Porto Alegre, o primeiro show da turnê que Alice Cooper faz no Brasil. Durante quase duas horas o músico mostrou o tradicional circo de horrores que o consagrou. Cerca de 700 pessoas (de acordo com o @segundocaderno, do diário “Zero Hora”) estiveram no local e viram a banda de Tia Alice tocar o mesmo repertório do show do último sábado, em Buenos Aires. No bis, Alice Cooper vestiu a camisa da Seleção Brasileira e agitou uma bandeira do Brasil. A abertura ficou por conta da banda local Rosa Tatooada.
Na quinta, Alice Cooper se apresenta em São Paulo, e, na sexta, no Rio. Nessa quarta vinda ao País, Cooper tem na banda três guitarristas, Tommy Henrik, Damon Johnson e Steve Hunter (ex-Lou Reed), além de Chuck Garrick (ex-Dio, baixo) e Glen Sobel (bateria). Veja abaixo quais músicas foram tocadas em Porto Alegre:
1- The Black Widow
2- Brutal Planet
3- I’m Eighteen
4- Under My Wheels
5- Billion Dollar Babies
6- No More Mr. Nice Guy
7- Hey Stoopid
8- Is It My Body
9- Halo of Flies
10- I’ll Bite Your Face Off
11- Muscle of Love
12- Only Women Bleed
13- Cold Ethyl
14- Feed My Frankenstein
15- Clones (We’re All)
16- Poison
17- Wicked Young Man
18- Killer
19- I Love the Dead
20- School’s Out
Bis
21- Elected
22- Fire

Fonte: http://www.rockemgeral.com.br

 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Klaus Meine, líder dos Scorpions: 'Chegamos ao limite'

O grupo decidiu embarcar em uma turnê mundial para se despedir dos fãs

Scorpions durante show em Los Angeles Scorpions durante show em Los Angeles (Frazer Harrison/Getty Images)
Os alemães do grupo Scorpions preferem pendurar as chuteiras antes de se transformarem em "uma caricatura" do que foram, razão pela qual a lendária banda de rock decidiu embarcar em uma turnê mundial de despedida dos fãs, revelou o vocalista Klaus Meine à revista Zeit Magazin.
"Para uma banda de rock pesado que sobe ao palco para cantar Bad Boys Running Wild (Garotos maus correndo selvagemente, em tradução livre) chegamos ao limite", afirma o líder dos Scorpions, de 62 anos, na entrevista cujo trecho foi antecipado nesta quinta-feira.
Segundo Meine, o grupo teme que um dia algum de seus fãs pergunte: "Na sua época, vocês eram uma banda genial, por que estão fazendo isso?". "Chegou o momento da reta final, enquanto este furacão ainda for um furacão e não cair na categoria de tempestade tropical", desabafa Meine.
Desafios - Além disso, o vocalista reconhece que na carreira dos Scorpions também houve momentos difíceis, porque a tragédia e o triunfo sempre andam de mãos dadas. "Vivi o lado obscuro em 1982, quando arruinei totalmente minha voz. Simplesmente a perdi. Estávamos trabalhando no álbum Blackout, um título muito apropriado. A situação ficou crítica de verdade quando tive que me submeter a uma nova operação dois meses depois da primeira", relembra.
Segundo Meine, tudo parecia indicar que sua carreira "acabava ali", mas o apoio de sua mulher Gabi e da banda inteira foi crucial para seguir adiante. O vocalista lembra que quando disse ao guitarrista da banda, Rudolf Schenker, para procurarem um novo cantor, a reação do grupo foi excepcional: "Aconteça o que acontecer, te esperaremos".
O álbum mais recente do grupo inclui uma música intitulada The Best Is Yet to Come (O melhor ainda está por vir, em tradução livre), um nome muito significativo nesta turnê mundial de despedida. "Todo mundo entende o que queremos dizer com isso. Quando após tantos anos fecharmos o último capítulo dos Scorpions, abriremos uma nova página em nossas vidas e haverá novos desafios que enfrentaremos com alegria."
A banda conquistou a fama mundial com canções como Wind of Change - número um nas paradas de sucessos de 11 países europeus -, inspirada nos eventos políticos do final dos anos 1980 e início de 1990 no Leste Europeu que levaram à queda do muro de Berlim e do bloco comunista.
(Com agência EFE)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Jornalista resume história do rock e seus representantes

da Livraria da Folha
O rock é um dos gêneros musicais que nunca envelhece e está sempre associado à juventude. A cada nova geração o estilo se renova e passa atender as demandas destes jovens.
Se nos anos 1970 era a campanha contra a guerra do Vietnã, hoje é a liberdade de expressar seus sentimentos. Essa reciclagem faz com que o rock nunca perca seu frescor e ar de novidade.
Todas essas mudanças fazem do gênero um dos mais múltiplos e com mais divergências. "Breve História do Rock", escrito por um pesquisador e ex-integrante de algumas bandas, faz um panorama década a década desde o nascimento do rock.

Divulgação
White Stripes é uma das bandas representantes dos anos 2000 no rock
White Stripes é uma das bandas representantes dos anos 2000 no rock
Das influências da década de 1950 ao grunge dos anos 1990, tudo que foi agregado e modificado na música é apresentado, juntamente com seus principais representantes.
Veja o que mudou no rock nos anos 2000:
*
"Me chame quando você estiver sóbrio"
Na primeira década do século XXI, o rock continua vivo, mesmo que continue se reciclando; às vezes, como resumiu um jornalista inglês, é possível misturar qualquer elemento sonoro ou visual desde os anos 1940 e estar na moda. Periodicamente, a humanidade passa por um período de pastiche, onde todo mundo recicla e copia todo mundo - e percebe-se que até para plagiar é preciso talento.
Aqui estão alguns novos gêneros que se definiram até agora neste terceiro milênio.
Pop-punk: Combina o descompromisso do punk-rock (podendo chegar a nem incluir contrabaixo) com a melodiosidade do pop. Alguns exemplos são os grupos norte-americanos White Stripes (na verdade, uma dupla) e Yeah Yeah Yeahs.
Reggaeton: O nome vem de "reggae" e "marathon", e o estilo é uma fusão de reggae, rap e ritmos centro-americanos.
Emo: Na verdade, tem suas raízes mais remotas em meados dos anos 1980. O termo é diminutivo de "emocore", por sua vez abreviatura de "emotional hardcore", variação mais melodiosa do punk-rock, com melodias pegajosas. Os primeiros grupos emo surgiram em Washington, com grupos como Rites of Spring; nos anos 1990, houve uma segunda onda emo, cujo representante mais famoso é o Fugazi; uma terceira onda emo começou em 2000, destacando grupos como Death Cab For Cutie, Sunny Day Real Estate e Panic! At The Disco.
*
Breve História do Rock
Autor: Ayrton Mugnaini Jr.
Editora: Claridade
Páginas: 80
Quanto: R$ 19,00
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Eric Clapton confirma três shows no Brasil

Conforme noticiado antes, Eric Clapton volta ao Brasil em outubro, para três apresentações. Clapton toca no dia 6, em Porto Alegre, no Estacionamento da Fiergs; dia 9, no Rio de Janeiro, na HSBC Arena; e dia 12, em São Paulo, no Estádio do Morumbi. O guitarrista segue depois para Buenos Aires (dia 14) e Santiago (16).
Os preços dos ingressos e os esquemas de venda não foram anunciados, mas os bilhetes serão vendidos a partir de 26 de maio (para o show do Rio); 15 de junho (para Porto Alegre); e 23 de junho (São Paulo). A comercialização será feita através do site www.livepass.com.br. Mais detalhes serão anunciados em breve.
Eric Clapton esteve duas vezes no Brasil, em 1990 e 2001. “Clapton”, o novo disco do guitarrista, que nos últimos anos têm lançado trabalhos com velhos parceiros como BB King, Steve Winwood e JJ Cale, representou uma volta às raízes. A banda que vem ao Brasil deve contar com Willie Weeks (baixo), Steve Gadd (bateria), Chris Stanton (teclados), e Michelle John e Sharon White (backing vocals).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eric Clapton vai fazer turnê brasileira em outubro

Eric Clapton vai fazer turnê brasileira em outubro Imagem: Divulgação
Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, Eric Clapton fará uma turnê pelo Brasil em outubro. O músico, que não vem ao país desde 2001, vai divulgar o seu disco Clapton, lançado em 2010.

O cantor e guitarrista britânico se apresentará no dia 6 em Porto Alegre, no espaço da Fiergs, no dia 9 de outubro no Rio de Janeiro, no HSBC Arena, e no dia 12 de outubro em São Paulo, no estádio do Morumbi. Informações sobre valores de ingressos ainda não foram divulgadas.
fonte: BILLBOARD 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O negócio (ainda) é rocão antigo por Luiz Rebinski Junior

Luiz Rebinski Junior
http://www.digestivocultural.com/ 

Comecei a escutar música com doze anos. Até os vinte, não lembro de ter escutado nada que tivesse sido gravado depois de 1980. Dissequei o rock inglês dos anos 1960 e 70, era alucinado pelos caras que estiveram em Woodstock e pela psicodelia californiana de bandas como The Doors, Grateful Dead e Jefferson Airplane. Adorava a fase viajandona dos primeiros anos do Pink Floyd, com Syd Barrett à frente. Só depois percebi que Barrett era mais maluco do que gênio, mas por um bom período eu achei o contrário. O Pink Floyd pós-Barrett é muito melhor. Tudo o que importa na banda foi feito depois que eles saíram dos clubinhos de jazz e foram tocar para as massas, aí viram grandes. Havia as bandas menos conhecidas, como Blue Cheer, que sempre é lembrada como uma espécie de lado B dos anos 1960. O disco de estreia deles, Vincebus Eruptum, é pesado como o Led Zeppelin seria um ano depois, no debute de 1969. E ainda havia as duas bandas mais influentes do mundo ― Beatles e Stones ― que, sozinhas, monopolizam a atenção de qualquer piá pançudo que está começando a escutar música.

Mas o fato é que, depois de um longo período dedicado à velharia, fiquei meio cansado do rocão clássico. Então passei metade dos anos 1990 afinado com o que foi produzido pelos meus contemporâneos. Escutei tudo que pude dos 90, do grunge ao britpop. Me apaixonei por bandas como Smashing Pumpkins ― quase comi o disco duplo mais foda dos anos 1990, o imbatível Mellon collie and infinite sadness. Ainda hoje me penitencio por não ter encarado o Hollywood Rock de 1996, quando a banda tinha acabado de lançar seu melhor disco e tocou na mesma noite do The Cure.

Também me embrenhei na barulheira do Sonic Youth. Até hoje, meu álbum preferido da banda é dos 90: Washing Machine, aquele disco com dois carinhas com máquinas de lavar estampadas na camiseta, é a união perfeita do noise com o pop. Sim, sei que eles têm discos mais aclamados, que a crítica pegou Daydream Nation pra Cristo, e o elegeu a obra-prima da banda. Mas, para mim, Washing Machine continua insuperável.

No Brasil, a música viveu nos anos 1990 uma espécie de ressaca pós-80. Poucos vingaram, e um número menor ainda continua por aí. Ainda assim, confesso que tive boa vontade com as bandas do meu tempo de pós-adolescente, quando também fui mais a fundo na história musical brasileira, me embrenhando na fase áurea de Jorge Ben ― A tábua de esmeraldas, África Brasil e Samba esquema novo ―, descobrindo Cartola, Chico, Nelson Cavaquinho, Zé Ramalho, Raul Seixas, Walter Franco, etc.

Sempre lutei contra certo sentimento de nostalgia que, vez ou outra, se apoderava de mim. E nostalgia de um tempo que não se viveu, é uma coisa bem idiota. Cultuar um passado que não se conhece é uma forma de desprezar a própria existência. Então nunca quis me tornar aquele chato que em um churrasco solta frases como "hoje não tem mais música que preste", "antigamente é que se fazia música de verdade" e coisas do gênero, que denunciam não a preferência por uma música diferente, mas, na maioria dos casos, apenas a ignorância cega daquilo que é feito embaixo do seu nariz.

Então foi com um pouco de receio que dei o título para este texto. Há sempre a possibilidade de um leitor mais preguiçoso associar meu nome a um tipo de fã anacrônico de música. Bem, mas ser mal compreendido é um risco corriqueiro para quem está disposto a revelar suas limitadas preferências artísticas. Mas, ainda que meio enganoso, o título não é de todo mentiroso. Depois desse nariz-de-cera que cometi para dizer que sou uma pessoa aberta a novas experiências musicais, me sinto mais à vontade para admitir que depois do final dos anos 1970 a música nunca mais tocou a mesma nota.

Os dez anos que separam 1965 de 1975, provavelmente foram os mais férteis da história do rock (mas não só). Os artistas daquele período que hoje estão canonizados, gravaram a parte mais substancial de seu repertório nesses dez anos. Claro que esses artistas não pararam de fazer bons discos depois de 1975, mas talvez não fossem o que são se não houvesse esse período mágico em suas carreiras.

Bob Dylan, que em 2011 completa 70 anos, poderia desmentir minha tese de araque com dois ou três discos sensacionais gravados em 1989 (Oh Mercy) e 1997 (Time out of mind), longe o bastante dos anos 1970. O judeu fanhoso, apesar de ter passado por períodos de ostracismo, nunca esqueceu como se faz uma boa canção. Suas pérolas musicas e poéticas residem até mesmo em discos mais fracos. Mas, ainda assim, mesmo tendo um repertório fantástico, com quase mil músicas, Dylan, ainda que seja um artista genioso, que só toca o que quer, nunca poderá escapar do conteúdo que produziu em Highway 61 revisited, Blonde on Blonde, Bringing all it back home, Planet Waves e Blood on the tracks, álbuns gravados em sua juventude, a fase mais brilhante de sua carreira. Se o violão de Woody Guthrie era uma máquina de matar fascistas, o de Dylan não parou de produzir clássicos durante uma década.

Os anos de glória dos Stones também estão entre os anos 1960 e 70. Ainda que os anos de Londres ― quando a banda gravou bons discos e seu som se baseava mais no blues americano ― tenham rendido alguns clássicos que sobreviveriam a muitas décadas ― "Satisfaction", "Stoned", "Paint in Black", "Play with fire" e "Under my Thumb" são dessa leva ―, foi entre 1968 e 1974 que a banda concebeu seus clássicos. Uma sequência arrebatadora que começou no final dos anos 1960 com Beggars Banquet (1968) e Let it bleed (1969) e terminou na primeira metade dos anos 1970 com Sticky Fingers (1971), Exile on Main Street (1972), Goats head soup (1973) e It's only rock'n'roll (1974). Depois disso, bons álbuns vieram (Tattoo you e Black and blue são os meus preferidos), mas a fase genial tinha ficado para trás.

É claro que os Stones e Bob Dylan, sozinhos, não provam nada. Não podem, com suas carreiras, certificar uma década como a mais brilhante da história do rock. Mas os discos lançados entre 1960 e 1970 podem. Nesse período Jimi Hendrix lançou todos os seus álbuns, incluindo a estreia com Are you experienced (1967) e o magistral Electric Ladyland (1968), o Cream nasceu e morreu, os Doors e o Velvet Underground viraram imortais com suas estreias (1967), o Jefferson Airplane lançou Surrealistic Pillow (1967), os Kinks fizeram seus melhores álbuns, a The Band gravou Music from the big Pink (a mesma casa rosa em que gravaram os Basement Tapes com Dylan) , Van Morrison pirou com Astral Weeks (1968) e Neil Young dava início a uma carreira-solo espetacular ― Harvest veio na esteira de Everybody knows this is nowhere, tá bom assim?). O começo dos anos 1970 também deu o norte para dois estilos que se tornariam febre entre jovens décadas depois: o punk com os Stooges e o metal com o Black Sabbath. Mas há muito mais. O que falar dos discos que Bowie fez antes e depois de sua androginia? Joni Mitchell, Nick Drake, Lynyrd Skynyrd, Marvin Gaye, Pink Floyd, All Green, Yes, Rush, os anos 70 são uma mina de ouro musical que se mostra inesgotável a quem se propõe a escavá-la.

Mas, o mais incrível não é apenas a profusão de grandes artistas que tiveram seus momentos mais criativos nos anos 1970, mas o que essas bandas fizeram com as gerações que lhe sucederam. De certa forma, esses artistas eclipsaram as gerações seguintes, que não conseguiram criar uma música tão idiossincrática e poderosa quanto a de seus ídolos. E hoje, o que se valoriza e se espera não é mais um tipo de música que se pareça única, singular, mas um tipo de música que consiga se relacionar com o que foi feito no passado, que dialogue com a matriz. É como se a música de hoje estivesse em um patamar artístico inferior. E, o que é pior, parece que tanto o público quanto a crítica já se conformaram com isso.

O Led Zeppelin é uma das minhas bandas preferidas, apesar de não ser a número um em minha galeria. Mas, com certeza, foi a banda de rock mais perfeita de todos os tempos. Todos os seus integrantes eram fantásticos e a banda tinha uma sinergia que, depois da morte de Bonhan, nunca mais foi alcançada e o grupo se desfez. O Led foi uma coisa tão mágica, que até o mais cético dos céticos é levado a acreditar naquelas bobagens de astrologia e zodíaco que a banda fazia questão de disseminar, com aqueles símbolos que eles mesmos não sabiam direito o que representavam. Em menos de dez anos, o Led Zeppelin construiu um discografia comparável a dos Beatles. Não há um disco falho em sua trajetória. Presence e Coda, os discos menos comentados do grupo, são petardos bem acima da média, de qualquer média. Os seis primeiros discos do Led convertem qualquer piá, de qualquer parte do mundo, em um fã fervoroso de rock. Não há como escapar. Se o destino realmente ronda a vida, ele se materializou no Led Zeppelin. Depois do fim da banda, nenhum integrante conseguiu fazer algo que se aproximasse da relevância do Led, ainda que a carreira-solo de Robert Plant tenha bons momentos. A impressão que se tem é que rolou algo como "as pessoas certas no momento certo". Cada integrante tinha a mesma importância (Page&Plant tinham mais holofote, mas Jones&Bonhan estavam longe de serem apenas coadjuvantes), o que é bastante difícil de acontecer em uma banda de rock, onde a disputa por espaço quase sempre é selvagem.

Mas e depois dessa onda criativa, o que aconteceu com a música? Por que não há uma banda contemporânea com a força e a magia do Led Zeppelin? E essa situação não se restringe ao rock. Não sou grande conhecedor de jazz, mas sei que todos os mitos do gênero estão no passado. Até onde sei, não há um Charlei Parker no cenário. É claro que há boa música sendo feita, o Radiohead é um clássico contemporâneo, mas não me parece que vai conseguir alcançar a relevância de bandas de outrora. Os mais céticos costumam dizer que, na música, tudo já foi feito. Prefiro não acreditar nisso e achar que a criatividade está entre nós e um dia uma nova hecatombe musical vai ser deflagrada. Assim espero.

Luiz Rebinski Junior
Curitiba, 20/4/2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lemmy não é “Deus” à toa… por RÉGIS TADEU


É inexplicável. Bem, pensando com um pouco mais de racionalidade, talvez não seja tão “inexplicável” assim o verdadeiro fascínio que a figura de Ian “Lemmy” Kilmister exerce em qualquer pessoa que ame o rock and roll. E quando escrevo “qualquer pessoa”, não estou sendo bondosamente genérico, mas afirmando categoricamente que não há um ser humano roqueiro sequer que: a) não tenha o devido respeito e paixão pelo Motörhead; b) que não considere “Lemmy” como uma espécie de divindade.
No fundo, é fácil e difícil – e desconcertante – ao mesmo tempo entender porque a figura de Lemmy suscita reverência. Para isto, é preciso deixar de lado os pudores politicamente corretos e encarar a verdade: no fundo, bem lá no fundo, todos nós queremos ser como Lemmy.
Buscamos obter o mesmo grau de respeito que a sua figura e suas palavras causam nas pessoas. Buscamos causar a mesma sensação que Lemmy propicia quando entra em qualquer ambiente, que é um silêncio que chega a ser ensurdecedor. Buscamos envelhecer como Lemmy – hoje com 65 anos de idade -, dono de seu próprio nariz e sem a menor intenção de agradar a quem quer que seja.
Com seu inseparável chapéu preto, roupas de coloração idem e as inacreditáveis botas brancas, Lemmy é uma versão roqueira e real do cowboy sem nome eternizado por Clint Eastwood no cinema. Para os adolescentes, ele é um personagem de histórias em quadrinhos – ou videogame, se preferir – que ganhou vida. E se o Motörhead existe há 36 anos é porque Lemmy comandou as coisas da maneira que leva a sua vida: integridade em relação a tudo aquilo em que acredita. Quer uma prova disto? Assista ao espetacular DVD Lemmy (49% Motherfucker, 51% Son of a Bitch) , cujo trailer você assiste abaixo: 

No show que presenciei sábado passado na Via Funchal, em São Paulo, noventa minutos transcorreram com uma rapidez supersônica. A famosa saudação de abertura de cada um dos shows que a banda faz – “Nós somos o Motörhead. E a gente toca rock ‘n’ roll” – já faz parte do panteão das grandes frases da história da música, recebida com o mesmo entusiasmo dedicado a qualquer um dos 438 clássicos do repertório do trio. E quando você é testemunha de uma apresentação que começa com uma dobradinha do naipe de “Iron Fist” e “Stay Clean”, é inevitável sentir certa vergonha ao ver a palavra “rock” associada a grupelhos formados por gente sem talento e sem um pingo de carisma – é, se você pensou nos Strokes, é a respeito deles que me refiro.
Ao lado de Lemmy estão o comedimento e exuberância sônica do guitarrista Phil Campbell – no show, há um “momento solo” em que ele desfila uma sucessão de notas surpreendentemente sublimes para o conceito ensurdecedor do trio. E atrás de ambos há a energia aparentemente inesgotável do baterista Mikkey Dee, cuja fúria ao tocar seu instrumento faz uma locomotiva desgovernada parecer um carrinho de supermercado com as rodinhas enferrujadas. Os dois formam os adereços perfeitos para a mitológica presença de palco de Lemmy, tocando seu baixo como se fosse um violão de acampamento e extraindo timbres que qualquer baixista daria o braço esquerdo para conseguir. É impossível ouvir canções como “Going to Brazil”,

“Ace of Spades” 

e “Overkill” 

e não chacoalhar o esqueleto como se estivéssemos tomando um banho gelado sentado em uma cadeira elétrica.
Certa vez, quando era editor da Cover Guitarra, fiz minha única entrevista com Lemmy, uma das melhores em toda a minha carreira como profissional da música. Quando terminamos as questões a respeito de equipamentos e de todos os assuntos a respeito do Motörhead, ficamos ainda um bom tempo conversando sobre outros assuntos, incluindo os motivos que nos levaram a gostar de Beatles, psicodelia dos anos 60 e 70, livros e… ABBA! Foi inacreditável: passamos uns bons minutos discutindo a respeito de qual foi o melhor disco do quarteto sueco. Suas observações eram tão impagáveis quanto difíceis de entender – Lemmy tem um dos sotaques mais indecifráveis do planeta.
Em outra ocasião, ao entrevistar Dave Grohl na época em que estava lançando o disco de seu projeto Probot, ouvi a frase que resume perfeitamente o que Lemmy realmente representa no imaginário de cada um de nós. Quando perguntei a ele sobre a participação do baixista no projeto, Grohl explicou como aquilo havia acontecido e encerrou com a seguinte exclamação: “Pau no c… do Elvis Presley! O rei do rock é o Lemmy!!!”
Macacos me mordam se ele estiver errado…
Veja as fotos do show do Motörhead em São Paulo:

Uriah Heep quebrando tudo com Into The Wild (2011)

http://futebolmusicaetc.blogspot.com



Surpreendente!

Não há outro adjetivo para falar de "Into The Wild" o vigésimo terceiro albúm de estúdio da banda britânica no final dos anos 60, Uriah Heep. A formação da banda hoje só conta com um membro original, Mick Box, um dos vocais e guitarrista da banda desde 1969.

Em "Into The Wild" esqueça a possibilidade de faixas que soem adequadas ao atual momento do rock. O rock tradicional britânico tem como principal característica não mexer na receita do bolo: não há misturas, influências ou referências ao presente.

É impressionante que a banda apresente um disco com tanto vigor e qualidade para quem gosta do bom e velho rock and roll.

Se você já teve oportunidade de escutá-lo e teve a impressão de estar escutando o Deep Purple em seus melhores momentos, você não está de todo errado. Afinal os riffs matadores e o hammond tradicional são a cama das faixas da banda que já teve dezenas de formações. Só de bateristas foram seis!

A banda não lançava material inédito desde 2008 - "Wake The Sleeper", pois "Celebration" (2009) na verdade trazia regravações de algumas canções do próprio UH. Portanto a banda praticamente não parou uma vez que lançou 22 albúns de estúdio!

A primeira faixa Nail on the Head é rock inglês 60/70 sem que a auto-referência seja uma cópia descarada daquilo que a banda londrina produziu nos últimos 40 anos. O que é um grande alívio para fã. Quem curte Deep Purple, Cream, Led Zeppellin achará a faixa um espetáculo. Lá estão todas as características: hammond, guitarra suja e bateria veloz.

Depois temos a impressionantemente jovem I Can See You no melhor estilo Deep Purple/The Who e aqui faço um pedido de desculpas ao leitor mas as semelhanças entre a banda de Gillan e Mick Box é muito grande. Talvez seja por isso, que embora com fãs no mundo inteiro, a sombra do Purple tenha sido maior que a necessária. Faixa com vocal grudento. Música fantástica.

Depois temos a faixa que dá título ao disco, com grande peso e intro hammond, no melhor estilo Jon Lord, aqui pilotado pelo hábil Phil Lanzon, músico experiente que já tocou em diversos projetos entre eles o Sweet e Lionheart. Acordes simples mais bastante envolventes. O vigor e a alegria do vocalista Bernie Shaw ajudam muito a faixa, mais uma vez destacanto as intervenções de Lanzon.

Em Money Talk o peso setentista vai groveando por toda a faixa. Baixo "gordo" e "pesado". Sem qualquer espécie de exagero, parece que a banda está (re)começando sua carreira e é uma pena, que não tenhamos (ao menos no Rio de Janeiro) rádios que cedam espaço para bandas tradicionais e importantes para contarem a história do rock. Convenções mais uma vez muito semelhantes aos trabalhos do Purple em Fireball e Machine Head. Parece que o tempo não passou. Mais uma faixa - como gostam de dizer e escrever - matadora. Final apoteótico.

I´m ready mostra todo o potencial da banda (e de Bernie Shaw) para comporem uma canção que não menospreza uma excelente melodia, bons vocais e um arranjo pesado. Curioso que ouvimos alguns discos contemporâneos que 'pretendem' ter o som sujo e grave para emularem uma atmosfera setentista. Nunca será a mesma coisa sem a presença de um hammond e de uma história que envolva uma banda que realmente pertenceu ao movimento setentista inglês, fundamental para o entendimento e prazer de quem gosta de rock. A banda realmente parece pronta para retornar com muita força ao cenário.

Trail of Diamonds traz leveza e delicadeza para o disco. Até então pesado, somos envolvidos pelos falsetes e solfejos de Shaw, que a cada faixa surpreende pela versatilidade e por conta da tranquilidade com que entoa cada canção, sem fazer da sua voz um elemento destacado das canções mas sim parte da canção. Quando com 2:26 a canção se transforma, você tem plena certeza de que está escutando um grande disco de 2011. Embora uma faixa longa, não dá vontade de dar pause ou pular.

Agora temos Southern Star. Não há nada de muito complicado na combinação dos arranjos do UH mas existe uma sofisticação nas camadas musicais. A banda soa muitas vezes como o Queen - e a comparação não é nenhuma heresia - com bons arranjos vocais, timbres bem colocados. O disco é muito pra cima e bem perceptível para ouvidos menos acostumados com o som cru de 30 anos atrás.

Believe mantem o ritmo do disco com muito destaque para os teclados de Lanzon e o jeito "Toto" de fazer canções. Refrões com segundas vozes, guitarras muito agudas e peso. É a faixa com menos atenção recebida e talvez por isso a menor.

Lost é para você que gosta de fraseados conjuntos entre guitarra, baixo e teclado. As melodias escolhidas pela banda passam por um pleno bom gosto, porque o peso da canção não despreza em momento algum as possibilidades melódicas e vocais. Excelente faixa. Ouça como as frequencias médias/agudas de um hammond podem dar um ar assustador e fantástico a uma canção. Chover no mohado: mais uma grande faixa.

A canção T-Bird Angel talvez seja a faixa mais "comum" do disco, mas vale a conferida por todo o ambiente e que não destoa em nenhum momento do conceito do disco.

Temos em seguida Kiss of Freedom, mais um show de Bernie Shaw, com uma belíssima canção e um refrão apaixonante. Com arranjos muito condizentes com todo o disco, uma delicadeza e um serviço muito bem executado. A sinergia entre as faixas fazem com que o disco soe como uma enorme suíte. Destaque impecável (mais uma vez) para Phil Lanzon que "destrói" no solo final da canção.

O disco conta ainda com a faixa extra Hard Way To Learn, uma quase balada do UH que trabalha com os mesmos elementos do disco, muito peso, hammond e um entrosamento muito próximo do ideal, entre melodias e harmonias.

Disco que entra fácil na lista de melhores lançamentos do ano. Uma enorme e agradável surpresa.

01. Nail on the Head
02. I Can See You
03. Into The Wild
04. Money Talk
05. Trail of Diamonds
06. Lost
07. Believe
08. Southern Star
09. I'm Ready
10. T-bird Angel
11. Kiss of Freedom
12. Hard Way to Learn (Bonus Track)

Nota, 9,5


Daniel Junior - Música
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sábado, 16 de abril de 2011

Motörhead começa turnê no Brasil neste fim de semana

por Carol Tavares Os fãs do rock pesado aguardam ansiosos pelo retorno do Motörhead ao Brasil. Neste fim de semana, a banda vem ao País para três apresentações da turnê 'The World is Yours', que começa em São Paulo e depois passa ainda por Curitiba e Florianópolis. A última passagem do grupo por aqui foi em 2009, quando ele esteve em Recife para o Abril Pro Rock.
Lemmy Kilmister e companhia não são os únicos do heavy metal a pisarem em terras tupiniquins. O Iron Maiden fez seis shows nos últimos dois meses. A última vez em que o Iron passou por aqui havia sido em 2009, com a divulgação do documentário 'Flight 666 – O Filme'. Agora, o País espera ainda por nomes como Mötley Crüe, Alice Cooper e até Metallica, que toca no Rock in Rio.
Os americanos do Mötley Crüe chegam este ano trazendo seu festival comemorativo de 30 anos de banda. O 'Crüe Fest' tem ainda o Buckcherry na abertura da apresentação. Já Alice Cooper chega no meio de 2011, passando por três cidades – Porto Alegre, São Paulo e Curitiba.
Para fechar com chave de ouro o ano dos metaleiros, pelo menos com os shows que se tem conhecimento até agora, o Metallica vem ao Brasil para tocar no festival Rock in Rio. A banda foi uma das primeiras atrações confirmadas do evento e sobe ao palco no mesmo dia que Slipknot, Coheed And Cambria e o próprio Motörhead!
O MotörheadFormado em 1975, por Lemmy Kilmister, o Motörhead influenciou diversos outros grupos, incluindo o próprio Metallica, de acordo com uma declaração do líder da banda – James Hetfield. O primeiro disco foi 'On Parole' e, de lá para cá, foram mais 20 álbuns inéditos, incluindo 'The World is Yours', do ano passado. Ele foi o primeiro a ser lançado pelo selo 'Motörhead Music', em associação com a EMI Music Services. A produção ficou por conta de Cameron Webb (Social Distortion, Silverstein, Pennywise e Strung Out).
Confira os serviços dos shows:
São Paulo:Data - 16 de abril
Local – Via Funchal
Preço – R$ 140,00 a R$ 250,00.
Curitiba:Data – 17 de Abril
Local – Master Hall
Preço – R$ 104,00 a R$ 204,00.
Florianópolis:Data – 20 de Abril
Local – Floripa Music Hall
Preço – R$ 150,00 a R$ 400,00.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pearl Jam, Eric Clapton e Aerosmith devem tocar no Brasil em setembro

Diretor de produtora brasileira que tem filial na Argentina confirmou os shows em uma entrevista
Em entrevista ao portal argentino El Cronista, o diretor da produtora de shows Time For Fun (T4F) na Argentina confirmou que a banda americana Pearl Jam fará shows no Chile, na Argentina e no Brasil em setembro. Fernando Moya, que dirige a filial argentina da empresa responsável pela recente turnê do U2 na América Latina, a T4F, divulgou ainda que, além de Pearl Jam, o cantor e guitarrista inglês Eric Clapton e a banda americana Aerosmith farão shows no Brasil no mesmo mês. Moya não precisou se serão apresentações individuais ou parte de algum festival, como o Rock in Rio.
Considerado um dos pilares do movimento grunge, que renovou o rock americano no fim dos anos 1980 e começo dos anos 1990, o Pearl Jam, liderado pelo vocalista Eddie Vedder, esteve no Brasil pela última vez em 2005. Eric Clapton, cultuado como um dos maiores guitarristas de todos os tempos, fez show no país em 2001. O Aerosmith, por sua vez, não deixou tempo para que os fãs sentissem saudades. A banda realizou uma turnê latina, incluindo show no Brasil, em 2010.
fonte: Veja

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