Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo! O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense. Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll. Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock. Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros! Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!
Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.
"A Red Zone não é área vip", é o que afirma Alexandre Faria, diretor artístico da Time for Fun, empresa responsável pela vinda da banda irlandesa U2 ao Brasil, em 2011. Em entrevista ao site de VEJA, o executivo procura desfazer a polêmica criada em torno do "cercadinho do bem" de Bono Vox e companhia, reafirma o caráter beneficente do espaço, que arrecada fundos para o combate à aids na África, e explica o conceito de área vip, um local com "visão privilegiada do palco em relação aos outros setores".
O U2 anunciou que seu show no Brasil não teria área vip, e em seguida pôs à venda ingressos de 1.000 reais para a Red Zone. Não é a mesma coisa?Não, porque a pista vip como praticada no mundo inteiro é uma área com visão privilegiada em relação aos outros setores do show, sobretudo, a pista. O conceito faz sentido no formato tradicional de shows, com palco italiano. Nesta turnê, o palco é circular e a ação ocorre em 360º. A Red Zone é diferente. É apenas uma área próxima ao palco que tem rigorosamente a mesma visão do público da pista. Aliás, é importante ressaltar que alguns fãs poderão ter uma visão ainda melhor do que o próprio público da Red Zone. Há um anel entre o palco e a passarela (ver foto) que acomoda o público que pagou 180 reais pela pista. Esses terão uma visão especial do show e seguirão, como critério para a entrada no local, o de ordem de chegada, que é básico. O que faz com que uma área seja vip?Como falado acima, o conceito de pista vip está atrelado à configuração de um show em formato de palco italiano. A pista vip tem visão privilegiada do palco em relação aos outros setores. Neste show, a prerrogativa não se aplica, já que a Red Zone não tem visão privilegiada em relação aos outros setores. Se o objetivo da Red Zone é contribuir para o combate à aids na África, por que dar regalias a quem fica nesta área?É uma contrapartida pela doação de 820 reais que o fã faz em prol do Projeto Red, apoiado pelo U2. O valor líquido - descontados os impostos - é doado integralmente à ação. Os outros 180 reais (que totalizam os tais 1.000 reais) são justamente o preço do acesso à pista.
Polêmica sobre área vip alimenta debate entre os leitores de VEJA
Maria Carolina Maia
(Jasper Juinen Getty Images)
Importada da língua inglesa, a sigla VIP significa very important people – ou gente muito importante, na versão em português. Na polêmica em torno dos grandes shows, porém, a sigla virou adjetivo e ganhou outros sentidos. Área colada ao palco – de onde se sentiriam as gotas de suor do artista em performance – ou local de regalias como acesso exclusivo e venda igualmente exclusiva de comes e bebes. Ou ainda os dois, desde que, é claro, se pague caro para estar lá dentro. O anúncio de que a banda irlandesa U2 trará para o Brasil, em 2011, a suaRed Zone deixa ainda mais complexa a barafunda de significados atribuídos às letras VIP – e, ao mesmo tempo, pode ajudar a colocá-la em ordem.
Lugar de preço alto (a entrada custa 1.000 reais -) e benefícios como os já citados, a Red Zoneé, por outro lado, um espaço com objetivo beneficente e não tão próximo ao palco – quem pagar muito menos, 180 reais, terá mais chance de ser alvejado pela saliva de Bono Vox. Vale a pena, então, chamar a Red Zone de área vip? A maioria dos comentários enviados pelos leitores de VEJA indica que não. Que a proximidade do palco, e não privilégios como os de evitar fila no Morumbi, é o que define se a área é elitista – o significado, em última instância, da sigla inglesa. E que o caráter beneficente da Red Zone a absolve e transforma numa espécie de “cercadinho do bem”.
“Quase caí da cadeira quando vi esse valor de 1.000 reais. Pensei, ‘quem eles pensam que são?’. Depois, lendo o resto da reportagem, que vi a nobreza da causa”, diz Geainny na matériaShow do U2 terá área vip. Mas é por uma boa causa. “Perfeito. U2 é realmente exemplo a ser seguido. A Red Zone não fica na frente do palco - fica nas laterais e a renda vai pra projetos do Bono em benefício da África. Pista vip pro U2 é para quem chega cedo”, comenta em outro texto, U2 sem área vip é um exemplo a ser seguido, o leitor Odirley.
Há também, é claro, quem enxergue na proposta uma espécie de engodo. “E esse papinho de ‘causa nobre’?!?? Absurdo”, escreve Felipe. Mas o que sobressai mesmo da discussão é se o dinheiro dá direito a alguém ter acesso privilegiado ao palco. Quem ainda não opinou pode tomar uma posição clicando aqui para responder à enquete de VEJA: É justo quem pode pagar mais ter acesso privilegiado ao palco?
Chickenfoot é um supergrupo formada pelo vocalista Sammy Hagar (ex-Van Halen e Montrose), o baixista Michael Anthony (também ex-Van Halen), o guitarrista Joe Satriani e o baterista Chad Smith (Red Hot Chili Peppers).
O Governador do Estado do Ceará, Cid Gomes anunciou ontem pelo Twitter as atrações do projeto férias no Ceará 2011
Artistas e bandas do pop/rock e da Mpb desembarcam no Ceará para animar as férias dos Cearenses e dos turistas que chegam na capital e no interior.
Para 2011 uma dúvida: Há boatos de que o Festival deixará de ser no Parque do Cocó e passará a ser na Praia Mansa, mas ainda não é nada certo. Então até lá acreditamos que o o Cocó vai ferver de novo!
As atrações já confirmadas são:
Kid Abelha, Jota Quest, Paralamas do Sucesso, Fagner, Jorge Vercilo, Skank.
As atrações farão a festa no interior e na Capital ( exceto Jorge Vercilo que se apresentará somente em Jericoacoara)
A grade oficial dos shows ainda não foi divulgada mas, a eceara já adianta algumas supostas datas para vocês
Cronograma:
08/01 – Kid Abelha (Fortaleza)
15/01 – Fagner (Fortaleza)
22/01 – Paralamas do Sucesso (Fortaleza)
29/01 – Jota Quest (Fortaleza)
05/02 – Skank (Fortaleza)
Para Janeiro de 2011 além da Capital algumas cidades já foram citadas para receber os shows. São elas: Crateús, Iguatu, Sobral, Quixeramobim, Camocim, Caucaia, Jericoacora, Canoa Quebrada, entre outras.
Já está disponível "Bowie - A Biografia", lançamento da editora Benvirá, sobre a trajetória do camaleão e ícone pop mundial David Bowie. São quase 500 páginas sobre a vida e a carreira do astro britânico de olho azul e castanho, com direito a 16 páginas apenas com fotografias histórias do músico de 63 anos.
O livro foi escrito por Marc Spitz, jornalista especializado em rock e cultura pop, que colabora com o jornal "The New York Times" e com as revistas "Spin", "Nylon", "Maxim" e "Uncut". Também publicou vários livros sobre o movimento punk e a cena inglesa dos anos 80, bem como a biografia sobre a banda Green Day.
Leia abaixo trecho da biografia:
Se Bowie fosse simplesmente declarado homossexual pelo jornalista em vez de ele mesmo afirmar "Sou gay e sempre fui, mesmo quando eu era David Jones", como fez, o artigo poderia não ter o mesmo impacto. E seu impacto, em termos relativos, foi sísmico; a história foi pega pelos tabloides muito além dos semanários musicais. Não é a homossexualidade, mas a bissexualidade sem reservas que torna a história tão irresistível. Watts fala sobre a esposa de Bowie e o bebê. De forma similar, se Bowie não tivesse um material tão forte atrás de si, ninguém teria se importado. "Não despreza David Bowie como músico sério só porque ele gosta de nos provocar", Watts fortuitamente declara no texto. O objetivo da entrevista parece saber que seu novo material vai torná-lo um grande astro. "Vou ser famoso e é bem assustador de certa forma", ele conta a Watts, e então, para mostrar a blindagem de seu destino, anuncia: "Sou gay e sempre fui, mesmo quando era David Jones". Aqueles que amavam rock'n'roll conheciam o nome David Bowie por causa da qualidade de suas novas músicas, mas aqueles que não gostavam também reconheceriam o nome David Bowie. Watts repara na "jovialidade" da declaração, mas também no seu poder. "Ele sabe que nestes tempos é permissível ser meio vulgar, chocar e ultrajar, que foi sempre o que o pop buscou fazer pela história, é um processo de demolição. E se não é um acinte, é, pelo menos, um espanto. A expressão de sua ambivalência sexual estabelece um jogo fascinante: ele é ou não? Num período de identidade sexual conflitante, ele astuciosamente explora a confusão em torno de masculino e feminino. Bowie conclui a entrevista com um esclarecimento: o vestido que ele usou na capa de "The man who sold the world" não era um vestido de mulher, mas de homem, e, mais genericamente: "Não sou ultrajante. Sou David Bowie".
Quarenta anos à frente, com a homossexualidade ainda como um jogo político, há uma força persistente no artifício de escondê-la. A coragem de assumi-la é levemente enfraquecida quando se sabe que Mick Ronson foi também encorajado a "sair do armário" e recusou. "Nessa ele ficou um pouco solitário", Suzi diz. "David falava para ele: 'Vamos, cara'. Quando saiu a "Melody Maker", a mãe de Mick ficou perplexa. 'Seu filho é uma bicha.' Ele recebeu muita bala por isso. Até minha mãe veio com o jornal, jogou-o longe e disse: 'O que é isso?'. Mas ele era um garoto humilde, do Norte. Foi pela música que Mick ficou. David queria ser uma dessas pessoas vanguardistas, acho que ele conseguiu. Mas suas músicas eram fabulosas."
O ano de 2010 está chegando ao fim mas ainda tem um monte de shows importantes acontecendo todas as semanas. Desta vez foi o Yes que baixou por aqui, depois de 11 anos de sua última visita, e fez um show especial para um HSBC Brasil lotado. Hoje a banda conta em sua formação com o mago Steve Howe (Guitarras), Chris Squire (Baixo), Alan White (Bateria) e os novatos Oliver Wakeman (Teclados) e Benoit David (Vocais), que substituiram as lendas Rick Wakeman (Tecladista e pai de Oliver) e o vocalista Jon Anderson.
Este show havia sido anunciado à pouco mais de um mês atrás e eu particularmente fiquei muito surpreso com este anúncio, pois já fazia um tempinho que eu não tinha notícias da banda. Outro fato importante é que, apesar de ter sido anunciado à pouco tempo, este show teve seus ingressos esgotados, mostrando que a banda, que é uma das mais importantes do Rock Progressivo, possui uma enorme e fiel legião de fãs.
Infelizmente o show começou com um atraso de quase 1 hora e meia, devido ao vôo da banda de Florianópolis para São Paulo ter atrasado (situação fora do controle da banda). Mas ao subir no palco, ao som de "Firebird Suite" os músicos já são ovacionados pelos fãs, mostando o carinho que todos tem pela banda.
O show começa efetivamente com a viajante "Siberian Khatru" e dai já pude constatar que o vocalista Oliver possui um timbre muito parecido com o de Jon Anderson. Depois pesquisando na Internet descobri que ele cantava em uma banda cover do Yes. É certo que Jon Anderson faz falta, mas Oliver conseguiu segurar a tarefa de substituí-lo com muita competência. Durante esta música Steve Howe faz a guitarra pegar fogo com seus solos mirabolantes, deixando a platéia em êxtase.
Mas tinha muito mais. Depois dessa ainda tocaram a clássica "I've Seen All Good People", "Tempus Fugit" com o baixo marcante de Chris Squire, "Astral Traveller" que terminou com um ótimo solo de bateria, à cargo de Alan White. "And You and I" é o próximo clássico à ser executado e depois dessa Steve Howe faz um belíssimo solo acústico, que mostra que o cara é realmente um virtuoso. De sua fase mais pop executam "Owner of a Lonely Heart", seguida de "Heart of the Sunrise" e a minha preferida da banda "Roundabout" , que fecha o set normal.
No Bis executam "Starship Trooper" e nessa hora todo mundo já estava de pé. Na segunda parte da música todos acompanhavam com palmas. Ao se despedir do público (que é claro, ainda queria mais) era possivel ouvir um coro pedindo "Close To The Edge", que infelizmente desta vez ficou fora do repertório.
Ao final do show era possível ver a satisfação nos rostos das pessoas. Com certeza o Yes fez um show muito bonito e competente e que mostrou que mesmo depois de 42 anos de estrada ainda tem seu lugar garantido no coração de seus fãs.
Set List:
1. Firebird Suite
2. Siberian Khatru
3. I've Seen All Good People
4. Tempus Fugit
5. Astral Traveller
6. Alan White drum solo
7. And You and I
8. Steve Howe acoustic solo
9. Owner of a Lonely Heart
10.Heart of the Sunrise
11.Roundabout
As bandas IRON MAIDEN, SLAYER, KORN, MEGADETH, OZZY OSBOURNE e ALICE IN CHAINS estão entre os indicados do 53º Grammy Awards, que será realizado no domingo 13 de fevereiro de 2011 no Staples Center em Los Angeles.
Nas categorias "Hard Rock" e "Heavy Metal", os indicados foram:
* ALICE IN CHAINS - "A Looking In View" ("Black Gives Way to Blue")
* OZZY OSBOURNE - "Let Me Hear You Scream" ("Scream")
* SOUNDGARDEN - "Black Rain" (from "Telephantasm")
* STONE TEMPLE PILOTS - "Between The Lines" ("Stone Temple Pilots")
* THEM CROOKED VULTURES - "New Fang" ("Them Crooked Vultures")
* IRON MAIDEN - "El Dorado" ( "The Final Frontier")
* KORN - "Let The Guilt Go" ( "Korn III: Remember Who You Are")
* LAMB OF GOD - "In Your Words" ("Wrath")
* MEGADETH - "Sudden Death" ("Guitar Hero: Warriors Of Rock")
* SLAYER - "World Painted Blood" ("World Painted Blood")
Os indicados foram anunciados na quarta feira (1° de dezembro), durante o "The Grammy Nominations Concert Live -! Countdown To Music Maior Night".
Cantora passa por Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre em fevereiro
Foto: AP
Cyndi Lauper fará sete shows em seis capitais brasileiras em fevereiro de 2011
Cyndi Lauper retorna ao Brasil em 2011 para relembrar a infância de muita gente em seis capitais. O anúncio foi feito no Facebook da produtora LAB 344, que distribuiu o último disco dela, Memphis Blues (2010), aqui no país.
A turnê começa em Belo Horizonte, no Chevrolet Hall, no dia 19 de fevereiro. Segue para São Paulo, onde a cantora realiza duas apresentações na Via Funchal, nos dias 20 e 21. Depois, é a vez de Recife (Chevrolet Hall, 23/2), Rio de Janeiro (Citibank Hall, 25/2), Florianópolis (Floripa Music Hall, 26/2) e, para encerrar, Porto Alegre (Teatro Bourbon, 27/2).
A extravagante cantora e atriz, uma notória ativista do movimento de defesa dos direitos dos homossexuais, ficou conhecida nos anos 80, quando lançou hits como "Time After Time", "Girls Just Want to Have Fun", "True Colors", "All Through the Night" e "The Goonies R Good Enough" - esta última, trilha do filme Os Goonies (1985).
Ainda não se sabe quanto custarão os ingressos e quando eles vão começar a ser vendidos.
Com chamas por todos os lados do palco - e até nos integrantes -, banda alemã promoveu espetáculo de pirotecnia diante de seis mil fãs, na Via Funchal
Fogo, muito fogo. Na noite desta terça, 30 de novembro, a banda alemã Rammstein lotou a casa de espetáculos paulistana Via Funchal (os ingressos acabaram há tempos) não só para mostrar uma boa seleção de seus seis álbuns de estúdio, como também para uma aula de pirotecnia - e chamas por todos os lados: no palco, no microfone, controladas pelos integrantes, e até em um homem da equipe. Tudo isso em um lugar fechado e abarrotado por seis mil fãs, alguns deles tendo chegado ao local um dia antes da apresentação, segundo a assessoria de imprensa.
O sexteto de metal industrial chegou ao palco por volta das 22h15, com 15 minutos de atraso. Ao som de "Rammlied", a banda permanece escondida atrás de um grande pano que lembra a bandeira da Alemanha, exceto pela ausência da faixa amarela. A cor, no entanto, aparece no jogo de luzes. Quando o pano cai, revela o vocalista Till Lindemann com um avental vermelho, os lábios pintados de preto e os braços sujos; no pescoço, uma "coleira" de penas vermelhas e dentro da boca uma pequena lanterna branca, imperceptível, que ilumina a cavidade bucal do cantor (e principal compositor do grupo) a cada palavra pronunciada.
Na linha de frente do palco, Lindemann é acompanhado pelos dois guitarristas, o fundador Richard Z. Kruspe e Paul H. Landers. Mais ao fundo, em uma parte mais alta, estão baixista, baterista e o performático tecladista (Oliver "Ollie" Riedel, Christoph "Doom" Schneider e Christian "Flake" Lorenz, respectivamente). Flake protagoniza dois dos grandes momentos do show. Na polêmica "Mein Teil", escrita com base no caso de canibalismo do alemão Armin Meiwes (que foi condenado à prisão perpétua depois de, em 2004, ter castrado - com suposto consentimento da vítima -, assassinado e comido a carne de um homem de 43 anos), Flake surge dentro de um caldeirão enfumaçado; Lindemann, vestido de açougueiro, com sangue falso nos braços e microfone em forma de facão, incendeia - literalmente - o caldeirão. Mais tarde, quase no final do show, em "Haifisch" (tubarão, em alemão), Flake sobe em uma espécie de bote e se deixa levar pelas mãos da plateia.
A lista de músicas passeou por toda a discografia do Rammstein - de Herzeleid, o disco de estreia, lançado em 1995, a Liebe Ist Für Alle Da, de 2009 (das 18 músicas do set list, sete foram desse CD). Lindemann, aos 47 anos, comanda o espetáculo e é recebido pelo público quase com devoção. O timbre extremamente grave e os vocais que ficam entre o alto e o sussurro fazem dele um grande cantor. Além de seu idioma caber perfeitamente nas canções pesadas da banda, o jeito de cantar se difere de outros vocalistas de metal, já que ele não desfere agudos, nem gritos guturais.
Till Lindemann vocalista do Rammstein, São Paulo, 30/11/2010
O "potente" frontman, aliado às guitarras distorcidas e aos sintetizadores do Rammstein, que também é classificado, por alguns, como tanz-metall (algo como dance metal), e às letras que passam longe do politicamente correto - tendo sexo, violência, e muitas vezes misturando os dois - levaram o grupo ao posto de banda de língua alemã mais bem-sucedida no mundo, em 2004, segundo as paradas da Billboard.
Mas, claro, nem só a música faz do show do Rammstein um evento imperdível. Praticamente todas as faixas trazem algum efeito visual, à exceção de "Fhrüling in Paris", que tem até - surpresa - violão. Em "Waidmanns Heil", Lindemann empunha uma grande espingarda, enquanto labaredas de fogo "correm" pelo palco e fogos de artifício vermelhos caem do topo da estrutura para o chão; pequenas chamas saem dos braços dos guitarristas em "Du Riechst So Gut" (o primeiro single da carreira da banda); em "Benzin", com a ajuda de uma bomba de combustível fictícia, Lindemann usa a mangueira como um grande lança-chamas, antes de tacar fogo em um homem no palco (obviamente, ele estava com uma roupa especial); no mega-hit "Du Hast", o vocalista aparece com uma arma com a qual "atira" fogos para os fundos da casa - os mesmos voltam para o palco e provocam uma chuva luminosa sobre os integrantes. Isso sem contar "Pussy", em que o baterista usa um dildo que dispara fogos (e a chuva de papeis picados, brancos, que finaliza a canção), e o fogo lançado por um dispositivo próximo à boca de Lindemann e dos dois guitarristas em "Feuer Frei!".
Paul Lander, guitarrista do Rammstein na Via Funchal em São Paulo
Quando o calor na Via Funchal beirava o insuportável - o chão e as paredes já estavam molhados pelo suor do público -, os alemães aparecem para o bis final com a nada singela "Te Quiero Puta". Às 23h55, já com todos os integrantes na frente do palco, Lindemann agradece bradando "Viva Brasil!" e "Muito obrigado!".
O Rammstein volta à Via Funchal nesta terça, 1. Os ingressos ainda estão disponíveis e custam entre R$ 200 e R$ 300.
Christian Lorenz nos teclados. Rammstein no Via Funchal em SP
Richard Kruspe, do Rammstein no palco do Via Funchal
Christopher Schneider, baterista do Rammstein no Via Funchal em SP
Oliver Riedel, baixo. Rammstein no Via Funchal em SP
Depois de mais de dez anos de birra com o Brasil, por conta da vaia recebida em 1999 quando abriu o show do KISS, RAMMSTEIN volta ao país na turnê “Liebe ist für Alle da”. Com dois shows marcados, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, a exceção foi feita após o esgotamento de ingressos para a primeira apresentação. A quantidade de fãs mostrou-se tão grande que a fila praticamente abraçou o quarteirão da Via Funchal. A casa foi aberta às 20h, mas o show começou por volta das 22h20, quando ainda havia gente lá fora esperando para entrar.
A pedido dos músicos, o show não foi reproduzido nos telões. Dessa forma, quem estava no camarote e no mezanino teve dificuldade em assistir à banda que antecipou sua aparição no palco com duas cortinas: uma preta e outra emulando a bandeira da Alemanha. O palco foi decorado em dois níveis, sendo que no mais baixo estava o vocalista Till Lindemann ladeado pelos guitarristas e vocal de apoio Richard Kruspe e Paul Landers. Acima, o baixista Oliver Riedel e o tecladista Christian Lorenz (o Doktor Flake) circundaram o baterista Christoph Schneider (Doom). Vestidos em couro, Lindemann seguiu seu primeiro figurino aos moldes do clipe “Ich tu’ dir weh”: com uma lâmpada na boca, penas ao redor do pescoço e o corpo já manchado como se fosse de óleo e fuligem, o vocalista anunciou o show com uma explosão e a música “Rammlied”.
Por conta do concerto ter sido feito num lugar fechado, a dúvida quanto à pirotecnia, efeito característico dos shows da banda, permaneceu até a terceira música, “Waidmanns Heil”, que preencheu o salão com labaredas e fumaça. Quem estava próximo ao palco pôde sentir o calor das chamas e a leve asfixia provocada pelos efeitos. O fogo retornou ainda mais forte quando em “Feuer Frei”, Lindemann deixou o palco de joelhos, retornando junto de Landers e Kruspe para compor uma tríade. Os três músicos levantaram compridas chamas a partir de um dispositivo acoplado em frente à face.
Apesar de não ter havido tempo para conversa com o público entre as músicas, o vocalista ousou pedir à platéia para que cantassem “mais forte”, como disse rapidamente e com forte sotaque. Flake também não pôde deixar de fazer sua encenação, dançando euforicamente logo nas primeiras músicas e depois aparecendo de dentro do caldeirão de “Mein Teil”, já vestido com um macacão com acessórios brilhantes. A música, que trata do caso de canibalismo Armin Meiwes, foi encenada pelo vocalista com um avental ensangüentado de açougueiro e uma faca-microfone. Nesse momento também não faltou fogo, já que Lindemann o ateava abaixo da panela gigante onde Flake aparecia para fazer caretas e tocar teclado.
A encenação e a pirotecnia estiveram presentes também em “Benzin”, que trouxe ao palco um tanque de gasolina e uma mangueira cuspindo fogo. “Links 2 3 4” animou os fãs com batidas marciais e ritmo marchante antes de dar início a “Du hast”, hit que só não foi mais delirante que a música seguinte, a aguardada e polêmica “Pussy”. Enquanto em outros shows a banda já chegou a levar um canhão em forma de pênis, neste a surpresa foi a dança que o baterista Doom fez acima de seu instrumento. Agitando os espectadores, ele chegou a pôr três pênis postiços colados abaixo do ventre, sendo que somente nos dois últimos exemplares a “mágica” foi acontecer: girando de um lado para o outro, Doom espalhava as fagulhas expelidas pelo objeto.
Como bis, RAMMSTEIN tocou mais quatro músicas, sendo apenas a “Haifisch” do novo álbum que dá título à turnê, na qual Flake subiu num bote inflável e foi carregado sobre as mãos da platéia de um lado para o outro até retornar ao palco. Nesse meio-tempo, o tecladista inclusive hasteou uma bandeira do Brasil que conseguiu com os fãs. As demais canções foram “Sonne” e “Ich will”, que levantaram um grande coro junto a Lindemann.
Mas foi “Te quiero puta” que mais alegrou o público: após uma grande maioria gritar pela música, a banda reapareceu com Flake já segurando um trompete. Em espanhol, a composição não deixou nenhum fã com o alemão enrolado se inibir. O refrão cantado pela platéia tornou-se ainda mais alto que o som do microfone de Lindemann.
O show teve duração de duas horas, mas o pós na rua Funchal durou até depois da meia noite. Havia quem comentasse que no dia seguinte estaria lá novamente para prestigiar a banda alemã que há tanto tempo não voltava ao Brasil.
Banda que tocará no Brasil em 2011 lançou em seu site oficial uma canção de natal
(Dave Hogan Getty Images)
A banda britânica Coldplay lançou em seu site oficial um vídeo e uma música comemorativas de natal. Christimas Lights é a primeira composição do grupo sobre o tema. O clipe foi disponibilizado gratuitamente no YouTube e pode ser comprado no iTunes, já a música pode ser baixada sem nenhum custo no próprio site. A banda, que tocará no Brasil em 2011 dentro da programação do Rock in Rio IV, aparece tocando num palco com decoração natalina e acompanhado por três anjos violinistas. Viva La Vida, o último álbum do grupo foi lançado em 2008.
Causa é nobre, mas grupo já havia anunciado que iria proibir a divisão da área
(Reprodução)
O discurso de Robin Hood da banda irlandesa U2 acaba de ser diluído pela notícia de que - sim - o show do grupo no Brasil terá pista vip. E bem salgada, por sinal: a Red Zone (zona vermelha) custará 1.000 reais. No site da Tickets for Fun, que iniciou a venda para integrantes de fã-clubes, a área é descrita como "setor reservado na pista, próximo ao palco".
Porém, engana-se quem pensa que a entrada garantirá um lugar colado no vocalista Bono Vox - as pessoas, na verdade, ficarão atrás de quem pagou 180 reais pela pista comum (veja mapa acima). Por outro lado, não será preciso passar dias na fila para garantir uma boa visão do palco. O acesso ao estádio será feito por meio de entradas exclusivas e a vaga fica garantida "independentemente do horário de chegada" ao local. Além disso, quem comprar esse ingresso terá direito a outras regalias, como a compra de alimentos, bebidas e produtos de merchandising em zonas também exclusivas.
A criação de um setor mais caro, ainda de acordo com o site, tem uma causa nobre. "U2 está doando a arrecadação líquida da Red Zone em apoio ao Fundo Global, para ajudar a eliminar a aids na África."
Ingressos - A pré-venda para o show da turnê 360° que o grupo faz no dia 9 de abril de 2011, em São Paulo, deve seguir até sexta-feira, exclusiva aos fã-clubes. No fim de semana, poderão comprar apenas clientes dos cartões Citibank, Credicard e Diners. Para o público em geral, as vendas começam na terça-feira, dia 7. Os ingressos vão de 70 a 380 reais.
Serviço Local: Estádio do Morumbi Única data confirmada: 9 de abril de 2011 Show de abertura: Muse Horário de início do show: 20 horas
A T4F publicou o mapa dos setores para o show do U2 em São Paulo, dia 09 de Abril. O layout não foge muito da prévia que postamos anteriormente aqui de forma não oficial.
Grupo mineiro Skank também se apresenta na noite do dia 1º de outubro. Banda liderada por Chris Martin esteve no Brasil em fevereiro deste ano.
Adicionar legenda
A banda britânica Coldplay reforça o line-up do Rock in Rio, segundo informação publicada pelo site oficial do grupo nesta terça-feira (30). A assessoria de imprensa do festival confirmou a presença do quarteto. Além do Coldplay, o grupo mineiro Skank também toca no dia primeiro de outubro. A penúltima noite do festival foi batizada de "Dia do Rock Alternativo".
A quarta edição do evento vai acontecer nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro de 2011, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca. A banda do vocalista Chris Martin se apresenta no Palco Mundo, assim como o Skank.
O Rock in Rio Card custa R$ 95 (meia) e R$ 190 (inteira) e só pode ser adquirido no site oficial do festival. Cada pessoa pode comprar no máximo quatro ingressos.
O festival volta a ser promovido no Brasil após dez anos e depois de passar pelas cidades de Lisboa e Madri.