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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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Mostrando postagens com marcador OZZY OSBOURNE. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Steve Vai: "fiquei assustado quando ouvi Randy Rhoads"

Serão relançados dos dois primeirosálbuns de estúdio de Ozzy Osbourne, 'Blizzard of Ozz'(1980) e 'Diary of a Madman' (1981), além de uma box com diversos itens, incluindo os CDs e o DVD 'Thirty Years After the Blizzard'.O DVD traz um documentário que aborda os anos da carreira do vocalista inglês com o primeiro e mais marcante guitarrista de sua banda em carreira solo, Randy Rhoads. Além de material inédito, há depoimentos de músicos como Lemmy Kilmister, Steve Vai, Nikki Sixx, Rob Halford, Zakk Wylde, Bill Ward e também do próprio Ozzy e sua mulher-empresária, Sharon Osbourne.
Um trailer de 'Thirty Years After the Blizzard', mostra um comentário de Steve Vai  sobre Rhoads. Segundo ele, o jeito de tocar do lendário guitarrista o deixou "assustado" na perimeira vez que o ouviu tocar. Veja no video abaixo (em inglês).

terça-feira, 5 de abril de 2011

Primeiro Sabbath Negro - dia 23 de abril em Iguatu



 

SABBATHAGE - Black Sabbath Tribute Band - Brazil
A Sabbathage foi criada em 2000 com o objetivo de homenagear a melhor banda de heavy de todos os tempos. Tocando nas noites de Fortaleza-CE, a banda conseguiu a admiração de um público por sua fidelidade nos covers. Atualmente, na sua quarta formação, conta com Marnúzio Lopes nos vocais, Reginaldo Freitas no baixo, Dyego Teles na batera e Felipe Albuquerque na guitarra.













segunda-feira, 4 de abril de 2011

INSTITUTO CULTURAL GALERIA DO ROCK, COMENTA SHOWS DE OZZY

COMPRE UM SHOW, LEVE TRÊS

http://www.galeriadorock.org.br/ 


texto por Gleydson Alves - @geneydson
APOTEÓSE: elevar ou endeusar uma pessoa devido a alguma circunstância excepcional. Quando se atribui exageradamente a alguém honrarias ou qualidades.
APOTEÓTICO é como defino o show de sábado (02/04/2011), no Anhembi, em São Paulo. Vimos um Ozzy Osbourne, de 62 anos de idade, fazendo um show que muitos de 20 e poucos não conseguem fazer. Acompanhado de uma banda que merece todas as honrarias possíveis de quem gosta, e entende de música, e mais, de Heavy Metal.
Pra quem comprou seu ingresso esperando assistir a um show do Madman, saiu boquiaberto. A produtora não avisou, mas o pacote foi 2 por 1. De brinde, tivemos um mini-show do Black Sabbath, com Ozzy no vocal. Os músicos que o acompanham tocaram à perfeição os clássicos da famosa banda da qual Osbourne fez parte. E a chuva que caiu, só serviu pra esquentar ainda mais o espetáculo, com público delirando e músicos no palco fazendo valer a pena.
Gus G., um show à parte. Mostrou porque hoje ocupa um lugar que já foi de Randy Rhoads e Zakk Wylde. Riffs, notas, perfomance, carisma. O cara mostrou a que veio.
Entre as homenagens, por que não falar de Ozzy enrolado a uma bandeira do Brasil – que passou o show inteiro, exposta à frente da bateria – ou ainda, Gus G. tocando “Brasileirinho” em meio ao seu show particular, durante o seu momento-solo no palco.
E, já que o momento é para exaltar a qualidade brasileira, nada melhor do que falar do show de abertura, SEPULTURA!!
A banda mineira de origem e internacional por história, entrou no palco e despejou rock de primeira. Mostrou ao público presente o motivo pelo qual ganhou respeito aqui e pelo mundo afora.
Clássicos da banda aos montes, música do novo disco e Derrick Green soltando alguma frases (e palavrões) em português. Como muitos gritaram na pista: “foi du caralho!!”.
Quero ressaltar mais uma coisa. A organização está de parabéns. É o primeiro show deste porte que vou e vejo uma produção extremamente organizada. Desde a entrada, até os serviços de banheiro e vendas de bebidas e lanches. Tudo muito bem feito e posicionado. Parabéns à Produção.
Depois de tudo isto, só restou ir pra casa com a certeza: VALEU A PENA!!
Set List SEPULTURA:
  1. Arise
  2. Refuse/Resist
  3. Dead Embryonic Cells
  4. Convicted In Life
  5. Choke
  6. Seethe
  7. Troops Of Doom
  8. Septic Schizo
  9. Escape To The Void
  10. Meaningless Movements
  11. Territory
  12. Inner Self
  13. Roots Bloody Roots

Set List OZZY OSBOURNE:
  1. Bark at the Moon
  2. Let Me Hear You Scream
  3. Mr. Crowley
  4. I Don’t Know
  5. Fairies Wear Boots ((Black Sabbath cover)
  6. Suicide Solution
  7. Road to Nowhere
  8. War Pigs (Black Sabbath cover)
  9. Shot in the Dark
  10. Rat Salad (Black Sabbath cover) (Drums & Guitar Solo)
  11. Iron Man (Black Sabbath cover)
  12. I Don’t Want to Change the World
  13. Crazy Train
  14. Mama, I’m Coming Home
  15. Paranoid (Black Sabbath cover)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ozzy no Brasil: "Se sobreviver, já será uma surpresa"


Ozzy Osbourne concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (01) em um hotel de São Paulo. Além da satisfação por se apresentar mais uma vez no país, o Madman foi irreverente ao falar sobre o repertório dos próximos shows e aproveitou para alfinetar Justin Bieber e Lady Gaga. Confira abaixo os principais trechos da conversa com os jornalistas.
Idolatria dos fãs brasileiros
"Quando estou em casa eu só recolho cocô de cachorro. Mas, aqui entre vocês, eu sou um rei"
Possível mudança no repertório dos shows
"Faço música há 40 anos e tento escolher o que sinto na hora. Se eu colocasse todas as músicas que me pedem faria um show de cinco dias (...) Se eu sobreviver, já será uma surpresa"
Reunião com o Black Sabbath
"Possivelmente sim, mas eu não sei dizer quando".
Apresentação no Rock In Rio '85
"Eu me lembro bem, foi algo enorme, estávamos no maior palco. As pessoas aqui no Brasil amam música, são realmente apaixonadas. Sinto sempre essa paixão quando venho aqui, amo vir ao país".
Participação em Reality Shows
"Televisão é para preguiçosos (...) Fomos convidados para fazer apenas uma participação em 'The Cribs', e depois para fazer um programa que fosse uma extensão de 'The Cribs'. Tente ter uma câmera em sua casa 24 horas por sete dias da semana enquanto sua mulher tem câncer e seus filhos problemas com drogas. Você fica 'fucking' louco"
Declínio da indústria fonográfica
"Venho fazendo isso há 40 anos e vejo muitas mudanças. Agora há o lance dos computadores com a música. Mas sempre haverá espaço para shows ao vivo de Rock N' Roll. Hoje eu me divirto ainda mais".
Época de excessiva bebedeira
"Já não bebo e não fumo, os meus anos de festa foram incríveis. Hoje estou no controle da minha loucura. Tem muitos momentos que gostaria de apagar, mas eu não lembro deles"

Biografia 'Eu sou Ozzy'
"Não fui eu que a escrevi, apenas dei uma entrevista. O escritor diz que há material de sobra para outro livro, mas se eu fosse pôr minha vida inteira num livro ele seria desse tamanho"
Artistas da cena Pop atual
"Olha, eu não ouço Justin Bieber, não acho que ele estará aqui em 40 anos como estou hoje. Eu gostava da... Esqueci o nome daquela p.... Lady Gaga! Mas agora ela está chata pra c..."
O Príncipe das Trevas se apresenta neste sábado em São Paulo, na Arena Anhembi. A turnê brasileira ainda passará por Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

“Não tenho nenhum interesse! Só Rock n’ Roll”, diz Ozzy Osbourne

Foto: Orlando Oliveira/AgNews
Em passagem pelo Brasil,  Ozzy Osbourne participou de uma coletiva de imprensa em São Paulo no começo da tarde de hoje, 1º de abril. A entrevista teve cobertura do Reduto do Rock.
O cantor está no país para mostrar em cinco shows a turnê que promove o disco “Scream”, de 2010. Ozzy se apresentou em Porto Alegre na última quarta-feira (30) e canta ainda em São Paulo (2), Brasília (5), Rio de Janeiro (7) e Belo Horizonte (9).
Com mais de quarenta anos de carreira, o príncipe das trevas contou sobre alguns momentos de sua carreira, sua fase mais pesada e ainda disse sua opinião sobre alguns artistas atuais.
Confira a entrevista abaixo:
Com 40 anos de carreira, o que mais você quer fazer para se realizar?
“Quero fazer o que sei fazer, produzir discos. E mesmo com a indústria da música em declínio devido a internet, a facilidade de downloads, eu acredito na música, nos shows ao vivo”.
Essa é realmente sua última turnê?
“Não! Vou continuar a fazer shows mesmo morto”.
Você tem interesse em fazer algum trabalho em televisão? (atualmente Sharon, esposa do cantor, e Kelly Osbourne, filha, trabalham como apresentadoras na tv norte americana)
“Não tenho nenhum interesse! Só Rock n’ Roll. Dane-se a TV”.
Que recordação você tem do Brasil, na primeira vez que você se apresentou aqui no Rock in Rio em 1995?
“Me lembro perfeitamente, foi um dos maiores palcos da minha vida. Vejo que os brasileiros gostam de música e têm paixão por ela. Amo vir ao Brasil”.
Existe a possibilidade de você voltar ao Black Sabbath?
“Existe sim. Mas não sei quando”.
Qual o melhor e o pior momento de sua carreira? Algum momento você gostaria de apagar?
“Eu ter sobrevivido já foi importante, não bebo, não fumo e estou longe das drogas. Mas os “crazy years” foram inesquecíveis. Agora eu sei controlar minha loucura. Eu apagaria vários momentos, mas não me lembro”.
Por que você costuma escolher jovens para compor sua banda?
“Escolho amadores por que eles têm fome de crescer e ser campeões. Coisa que muitos artistas renomados não tem”.
Como conciliar a carreira de rock star e pai de família?
“Quando estou em casa só recolho merd* de cachorro, já no palco, sou o Rei. Sou um cara normal, e respeito meus fãs”.
Você acha que a música e o Rock em geral ficaram caretas?
“Não… Já fiz tanta coisa e com certeza tem espaço para o rock e para quem quer tocar. Mas não acho que Justin Bieber estará aqui daqui há 40 anos”.
Como foi a experiência no seriado The Ozzbournes, transmitido pela MTV americana? Você se arrepende?
“Começou com um episódio no “The Cribs” e logo veio a proposta do seriado. Mas isso me deixou louco, estavamos passando por momentos complicados, as crianças estavam com problemas com drogas, Sharon estava com câncer, e câmeras 24 horas por dia em casa. Fiquei louco”.
Para finalizar, Ozzy não adiantou nenhuma novidade sobre o repertório dos shows no país, mas os fãs podem aguardar uma surpresa a qualquer momento. Quando questionado sobre os artistas atuais, ele também foi bem direto na resposta: “Não ouço Justin Bieber. Uma época fiquei com a Lady Gaga na cabeça, mas hoje ela está chata. Ouço de tudo um pouco“, concluiu.
Para informações sobre o show de Ozzy Osbourne é só acessar o site da T4F.
Camila Vila Franca para Reduto do Rock

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ozzy Osbourne (Gigantinho, Porto Alegre, 30/03/2011)

Por Lucas Steinmetz Moita
VIA http://whiplash.net/materias/shows/127528-ozzyosbourne.html

Após três anos de sua última visita ao Brasil, OZZY OSBOURNE, ex-vocalista da lendária banda BLACK SABBATH, retorna ao solo tupiniquim na turnê de seu álbum mais recente, “Scream”.

O texto representa a opinião do autor e não necessariamente a opinião do Whiplash! ou de seus editores.

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Num total de cinco datas marcadas no país, o “Madman”, como é carinhosamente chamado pelos fãs, iniciou suas apresentações com um show em Porto Alegre, na noite da última quarta-feira (30). Com ingressos esgotados, o Ginásio de esportes Gigantinho abrangia uma média de 14 mil pessoas que aguardavam a visita do cantor há muito tempo, levando em consideração que a capital gaúcha não estava na rota de shows em sua última turnê na América do Sul, em 2008.
A conhecida pontualidade do músico fez com que a apresentação iniciasse exatamente às 21 horas. Sem introduções nem muitos mistérios, “Bark At The Moon” foi o primeiro de muitos clássicos que fez inesquecível a noite dos fãs das mais variadas gerações: de jovens próximos a 10 anos de idade até os cinquentões, que tiveram o privilégio de acompanhar a trajetória de Ozzy ainda no início da carreira, com o BLACK SABBATH, no final dos anos 60. Além dessa, também foram tocados outros grandes sucessos que não ficaram desgastados com o passar dos anos, como “Mr. Crowley”, “Suicide Solution”, “Shot In The Dark”, “I Don’t Wanna Change The World” e “Crazy Train”.
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Como divulgação do seu último trabalho, apenas a música “Let me Hear You Scream” esteve presente no setlist. Mesmo com diversas outras canções em alta, o “Principe das Trevas” do rock n’ roll optou por clássicos infalíveis que se tornaram atemporais e onipresentes.
Carisma e humor jamais abandonam Ozzy. Aos 62 anos, ele não faz questão nenhuma de poupar energia: pula, corre, comanda o público, joga baldes de água e faz gestos e expressões de interação, encantando e cativando a todos – um exemplo vivo de que jovialidade é um estado de espírito. Agradeceu presentes jogados ao palco, incluindo uma bandeira do Estado e uma do time do Grêmio (que colocou sobre os ombros e a nuca, usando como capa por alguns instantes). Recebeu, até mesmo, miniaturas de morcegos, satirizando o episódio onde mordeu um morcego vivo, pensando se tratar de um brinquedo, em 1982.
Quem prefere a fase do cantor no BLACK SABBATH não saiu decepcionado. Puderam contar com “Fairies Wear Boots”, “War Pigs” e “Iron Man”, canções marcantes daquela que é considerada a primeira banda de heavy metal do mundo.
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Após deixar o palco em falso encerramento, o músico retorna a pedidos (ou melhor, a gritos) da platéia. Fecha a noite com mais dois grandes clássicos. “Mama I’m Comming Home”, considerada uma das mais belas baladas da carreira solo de Ozzy Osbourne, e a insana e sempre bem recebida “Paranoid”, hino do BLACK SABBATH.
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Anos de espera compensados em uma hora e meia. Já na primeira apresentação do país, um público satisfeito em sua grande maioria e impressionado com a qualidade da banda que acompanha o “Madman”, formada por Tommy Clufetos (bateria), Blasko (baixo), Adam Wakeman (teclado) e Gus G. (guitarra). Além da satisfação, ficam os bons momentos na memória e uma promessa, do próprio Ozzy, para uma nova visita em breve.
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quinta-feira, 17 de março de 2011

Ozzy Osbourne: mandando mensagem para os fãs de Brasília

OZZY OSBOURNE, que virá ao Brasil em abril para a turnê de divulgação de seu novo disco "Scream", gravou um vídeo especial para os fãs de Brasília.
A apresentação será realizada no dia 5 de abril, no Ginásio Nilson Nelson e promete ser um show histórico. O SEPULTURA  é a banda convidada para abrir o show.
O vídeo pode ser visto abaixo.
Press-release: Youtube

VOLTAMOS!!!!!!!!!!!!

DEPOIS DE UMA BREVE PAUSA, PARA ATUALIZAÇÕES DE NOSSO BLOG DE CARNAVAL O BLOCOCABECAO.BLOGSPOT.COM, ESTAMOS DE VOLTA A ATUALIZAR E INFORMAR NOSSOS SEGUIDORES DO VELHO E BOM ROCK´N´ROLL.

ESTAMOS AS VESPERAS DE MAIS UM SHOW DO IRON MAIDEN EM RECIFE, DIA 3 DE ABRIL, ONDE TEREMOS UMA AMPLA COBERTURA, JÁ QUE TEREMOS VÁRIOS PARCEIROS COBRINDO O SHOW PARA NÓS.

TEREMOS TAMBÉM COBERTURA DO SHOW DE OZZY EM BRASILIA.

E O TÃO AGUARDADO SHOW DO U2 EM SÃO PAULO.

E ESTAMOS PREPARANDO VÁRIAS SURPRESAS PARA  A V EDIÇÃO DO SÃO ROCK, QUE SERÁ REALIZADO EM JULHO.

E ESTAMOS FIRMANDO UMA PARCERIA COM UMA GRANDE CHURRASCARIA DE BREJO SANTO PARA TRAZERMOS UMA DAS MELHORES BANDAS COVERS DE FORTALEZA, AGUARDEM!!!!!!!!!!!

ENTÃO MÃOS À OBRA!!!!!!!!!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ozzy Osbourne: Sepultura abrirá os shows de SP e Brasília


Segundo o site oficial do SEPULTURA, a banda irá abrir os shows de OZZY OSBOURNE  em São Paulo (02/04 - Arena Anhembi) e Brasília (05/04 - Ginásio Nilson Nelson).
Os shows do OZZY no Brasil fazem parte da turnê de divulgação do último álbum do artista, Scream (Epic Records) e seu último single "Live Won't Wait". As datas do Brasil fazem parte da turnê mundial de 18 meses para as quais ele vem recebendo as críticas mais positivas de sua carreira, com shows já realizados na Inglaterra, Rússia, Itália, França, Dinamarca, Suécia, Grécia, Finlândia, Noruega, Alemanha, Romênia, Hungria e EUA.
Fonte desta matéria: Sepultura

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Turnê do Black Label Society no Brasil só em agosto

Shows são adiados por conta de “circunstâncias imprevistas”


Os shows que o Black Label Society faria no Brasil em maio foram adiados para a agosto. Agora, o grupo, liderado por Zakk Wylde, vai se apresentar em São Paulo, no dia 13, no HSBC Brasil, e em Porto Alegre, no dia 14, no Opinião - saiba mais aqui. Os ingressos que já foram adquiridos valem para as novas datas. Um comunicado do HSBC Brasil apresentou como justifictiva “circunstâncias imprevistas”. É sabido que Zakk Wylde vem sofrendo problemas sanguíneos no últimos tempos, tendo que visitar hospitais com frequência.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Alívio: Ozzy Osbourne melhora e volta aos palcos hoje



Músico confirma apresentação no twitter

De acordo com uma nota lançada no twitter oficial, Ozzy Osboune se recuperou e volta aos palcos hoje (1/2) na Califórnia. O show que ele faria no último domingo, em Reno, Nevada, teve que ser cancelado devido a uma “doença súbita”. “Me sinto bem melhor hoje. O show de amanhã vai acontecer. Vejo todos lá!”, diz o post, lançado ontem à noite. Ozzy volta ao Brasil no final de março/início de abril. 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ozzy Osbourne cancela show nos EUA por problema de saúde



Segundo a CNN.com, Ozzy Osbourne cancelou um show em Reno, Nevada, na noite de domingo devido a uma "doença súbita", disse o promotor do concerto.
"Com base em pareceres dos médicos, é com grande pesar que Ozzy Osbourne irá adiar seu show no Centro de Eventos Reno", disse Chris Martinez à Live Nation em um comunicado. "O astro do Rock & Roll Hall of Fame não poderá tocar ... devido a uma doença súbita."
O comunicado não deu mais detalhes sobre o que afligia Osbourne. O show foi remarcado para abril.
Fonte: Whiplash

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Fique por dentro dos shows de rock internacional no Brasil.(atualizado)


All Time Low & Motion City Soundtrack19/01 - Vivo Rio (Rio de Janeiro/RJ)
20/01 - Floripa Music Hall (Florianópolis/SC)
21/01 - Excalibur (Campinas/SP)
23/01 - Chevrolet Hall (Belo Horizonte/MG)
24/01 - Hotel Sofitel Jequitinar (Guarujá/SP)
27/01 - Pepsi on Stage (Porto Alegre/RS)
28/01 – Curitiba Master Hall (Curitiba/PR)
29/01 – Via Funchal (São Paulo/SP)
Andy Summers08 e 09/02 - Sesc Pinheiros  (São Paulo/SP) – Quanto: R$ 7,50 a R$ 30.
10/02 - Espaço Pier Mauá – Armazém 4 (Rio de Janeiro/RJ) – Quanto: R$ 10 a R$ 30.
Black Label Society25/05 - Bar Opinião (Porto Alegre/RS)
28/05 - HSBC Brasil (São Paulo/SP) Informações aqui
Blaze Bayley13/01 – Hard Rock Cafe (Rio de Janeiro/RJ)
14/01 – Festival de Verão de Macaé (Macaé/RJ)
16/01 – Hard Rock Café (Nova Lima/MG)
19/01 – Bolshoi Pub (Goiânia/GO)
20/01 – Sebastian Bar (Campinas/SP)
21/01 - Blackmore Rock Bar (São Paulo/SP) Informações aqui
22/02 – Armazém do Café (Catanduva/SP)
23/01 – 22h00 – Beco (Porto Alegre/RS) – Abertura: Liberty (às 21h00)
26/01 – John Bull Pub (Curitiba/PR)
Circle II Circle
11/02 - Sebastian Bar (Campinas/SP)
12/02 - Hangar 110 (São Paulo/SP)
13/02 - Blackmore Rock Bar – show acústico & meet and greet (São Paulo/SP)
Eluveitie28/01 - Music Hall BH (Belo Horizonte/MG)
29/01 – Estudio Emme (São Paulo/SP)
30/01 - John Bull Music Hall (Curitiba/PR)
Hoodoo Gurus17/02 – 22h00 - Via Funchal (São Paulo/SP)
Iron Maiden26/03 - Estádio do Morumbi (São Paulo/SP)
27/03 – HSBC Arena (Rio de Janeiro/RJ)
30/03 – Ginásio Nilson Nelson (Brasília/DF)
01/04 – Parque de Exposições (Belém/PA)
03/04 - Jockey Clube de Pernambuco (Recife/PE)
05/04 – Estacionamento do Expotrade (Curitiba/PR)
Informações aqui
Jethro Tull
14/05 - Credicard Hall (São Paulo/SP)
Ingressos: Pré-venda em 19/01 e venda para o público em geral em 26/01
Kate Nash24/02 - Circo Voador (Rio de Janeiro/RJ)
25/02 - HSBC Brasil (São Paulo/SP)
Letz Zep – Tributo ao Led Zeppelin
25/02 – 22h00 - Via Funchal (São Paulo/SP)
Informações aqui
Michael Schenker24/02 - 18h00 – Bolshoi Pub (Goiânia/GO)
25/02 – 22h00 – Manifesto Bar (São Paulo/SP)
Motörhead16/04 - Via Funchal (São Paulo/SP)
17/04 - Master Hall (Curitiba/PR)
20/04 - Floripa Music Hall (Florianópolis/SC)
22/04 – Ginásio de Esportes Nilson Nelson (Brasília/DF)
25/09 – Rock in Rio (Rio de Janeiro/RJ)
Informações aqui
Nazareth (locais à confirmar)
18/02 - (Chapecó/SC)
19/02 - (Jaraguá do Sul/SC)
24/02 - (Curitiba/PR)
25/02 – (Criciúma/SC)
26/02 – (Balneário Camboriú/SC)
Ozzy Osbourne
30/03 – 21h00 - Ginásio do Gigantinho (Porto Alegre/RS)
02/04 - 21h30 – Arena Anhembi (São Paulo/SP)
05/04 - 21h30 – Ginásio de Esportes Nilson Nelson (Brasília/DF)
07/04 – 21h30 – Citibank Hall (Rio de Janeiro/RJ)
09/04 – 21h30 - Ginásio do Mineirinho (Belo Horizonte/MG)
Informações aqui
Paramore
16/02 – Ginásio de Esportes Nilson Nelson (Brasília/DF)
17/02 - Chevrolet Hall (Belo Horizonte/MG)
19/02 – Citibank Hall (Rio de Janeiro/RJ)
20/02 - Credicard Hall (São Paulo/SP)
22/02 - Teatro Bourbon (Porto Alegre/RS)
Informações aqui
Primal Fear
26/02 - Hard Rock Café (Rio de Janeiro/RJ)
27/02 - Carioca Club (São Paulo/SP)
Richie Kotzen (ex-Mr. Big e Poison)
11/03 - Blackmore Rock Bar – Show Acústico (São Paulo/SP)
12/03 - Local a confirmar (Curitiba/PR)
13/03 – Beco – (Porto Alegre/RS)
16/03 - Lounge – Show Acústico (Jundiaí/SP)
17/03 – Bolshoi Pub (Goiânia/GO)
18/03 - Local a confirmar (Brasília/DF)
19/03 – Carioca Club (São Paulo/SP)
Slash06/04 - Circo Voador (Rio de Janeiro/RJ)
07/04 - HSBC Brasil (São Paulo/SP)
08/04 - Curitiba Master Hall (Curitiba/PR)
Steve Augeri (ex-Journey)
12/02 - Blackmore Rock Bar (São Paulo/SP)
13/02 - Beco 203 (Porto Alegre/RS)
Tarja Turunen (ex-Nightwish)
12/03 - HSBC Brasil (São Paulo/SP) Informações aqui
U209/04 - Estádio do Morumbi (São Paulo/SP)
10/04 - Estádio do Morumbi (São Paulo/SP) 
13/04 - Estádio do Morumbi (São Paulo/SP)

Abertura: Muse
Informações aqui
Vampire Weekend29/01 - Jimbaran/ Meca Festival (Porto Alegre/RS)
01/02 – Via Funchal (São Paulo/SP)
03/02 - Circo Voador (Rio de Janeiro/RJ)
FESTIVAIS
Rock in Rio
23/09 – Ainda sem atrações confirmadas
24/09 – Dia Rock – Red Hot Chili Peppers, Snow Patrol, Capital Inicial, NX Zero, Stone Sour

25/09 – Dia Metal – Motörhead, Coheed and Cambria, Metallica, Sepultura, Angra, Slipknot
30/09 – Ainda sem atrações confirmadas
01/10 – Dia Rock Alternativo - Coldplay, Skank
02/10 – Ainda sem atrações confirmadas

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Há 26 anos, a Cidade do Rock abria as portas para o primeiro Rock in Rio

Por Izadora Pimenta - January 11, 2011 - 10:30 - | Categoria : Festival
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Já dizia a profecia de Nostradamus: em janeiro de 1985, uma tragédia mataria milhares de pessoas  durante um evento que reuniria muitos jovens naAmérica Latina. Logo, as suspeitas foram apontadas para o visionário Rock In Rio, o primeiro grande festival de rock do Brasil, sediado em uma das cidades mais famosas do mundo.
Alguns até caíram na história do mesmo que previu milhares de vezes o fim do mundo, deixando de conferir performances históricas, ou mesmo proibindo seus filhos de fazê-lo. Mas para a maioria, a paixão pela música falou mais alto. “Um coroa muito gente boa [entusiasta da profecia] fez de tudo para me convencer a não ir. Mas se eu tivesse que morrer, morreria assistindo o festival”, conta o advogado Haroldo Dantas, que frequentou quatro dos dez dias da edição e se gaba por ser uma das vozes que acompanhou o Queen no histórico coro registrado na Cidade do Rock.
Dantas e as milhares de pessoas, porém, mostraram mais uma vez que o profeta estava errado, saindo de lá propagando um dos slogans mais conhecidos do festival na ponta da língua: “Eu Fui”.
O primeiro grande festival do Brasil
Atualmente, não é difícil ir a um festival de música no Brasil. Existem muitos, com as mais variadas estruturas e gêneros musicais. Só em 2010, tivemos desde os grandes SWUPlaneta Terra e Natura Nós até os independentes que pipocam por todo o Brasil. Alguns, extintos, também já marcaram época, como o Tim Festival, responsável por trazer nomes como Julian Casablancase seu Strokes, e o Hollywood Rock, que deu palco a uma histórica e bizarra apresentação do Nirvana. Mas talvez nenhum deles teria se aventurado da mesma maneira se o Rock In Rio não tivesse dado o ar de sua graça.
“Foi o nosso primeiro grande festival. Só isso já bastaria para entrar na história”, como sintetiza Marcelo Costa, editor do Scream & Yell. Mas a situação em 1985 era bem diferente da qual nos encontramos hoje: o país estava acabando de se livrar do fantasma da ditadura militar, a realidade econômica era bem diferente e a América Latina inteira passava não era rota dos shows dos grandes artistas internacionais.
De repente, 14 atrações nacionais e 15 internacionais aportavam de uma vez só na Cidade do Rock, construída em um terreno de 250 mil metros quadrados na Barra da Tijuca. No espaço, além do palco, dois shopping centers com 50 lojas, dois centros de atendimento médico e uma loja do McDonald’s (que entrou para o Guiness Book, por vender 58 mil hambúrgueres em um único dia).
Na época, a expectativa criada em torno do Rock in Rio era enorme, o Brasil inteiro queria estar lá. “todo mundo queria estar lá, com aquele bocado de matérias toda hora aparecendo na TV, no jornal, aquilo criava uma expectativa imensa. Era um lance de querer participar – sentimento que carrego até hoje nos festivais que vou: quero participar. Aliás, todo mundo queria participar”, conta Fernando Lopes, 37 anos. “Foi incrível. A Cidade do Rock era uma arena gigantesca com um público o mais diverso que se pode imaginar, desde a “turma da pesada” até casais de namorados. Foi o encontro de tribos mais pacífico que já presensiei até hoje”, completa o jornalista Ney Motta, de 45 anos.
E tudo começou com um público de 380 mil pessoas, daquelas muitas que seguiam as tendências do momento, com seus mullets e ombreiras. Elas usavam luvas verdes fosforecentes às seis horas da tarde da sexta-feira, 11 de janeiro, quando o ator Kadu Moliterno, escolhido para ser o apresentador, deu início a tudo aquilo.  E quem teve a honra de batizar o palco foi o performático Ney Matogrosso, um brasileiro no meio de um cenário que, quase que de forma homogênea, ainda não acreditava na música nacional.  “Eu previa uma vaia estrondosa de todos os metaleiros que estavam ali para assistir ao Iron Maiden. Foi um reboliço geral, ao mesmo tempo que vaiavam ele, gritavam como vitoriosos. Quando o Ney subiu no palco, cantou a primeira música. Trocou de roupa lá mesmo no palco, cantou a segunda, a terceira e daí em diante e a galera respeitando ele, eu pensei ‘mas não é que nós metaleiros somos muito educados mesmo’”, conta o jornalista Ney Motta.
A ditadura acaba no Brasil, mas se mostra na música
Na quinta noite de Rock in Rio, o Brasil não era mais um país governado por militares: naquele dia acontecera a eleição indireta do civil Tancredo Nevespara o cargo de Presidente da República. Enquanto isso, o primeiro show daquela noite na cidade do Rock era um verdadeiro desafio para a nascente democracia brasileira. A plateia de metaleiros, que esperava os shows deAC/DC Scorpions, teve que assistir aos show de Kid Abelha e os Abobóras Selvagens e Eduardo Dusek (usando roupa de clown). Ambos foram ferozmente vaiados pelos camisas cinzas, que chegaram a jogar pedras no palco. Dusek revidava: “Eu estou com a maioria. As pessoas que estão jogando coisas no palco têm mais é que ser linchadas. Se você é negativo, porque vir a um festival de rock? Fique em casa e se suicide que é melhor!”.
A realidade de um cenário que, infelizmente, ainda guarda os seus resquícios até hoje. “O público brasileiro não está pronto para a diversidade artistica. O brasileiro não está pronto nem para se aceitar como um povo com várias faces”, aponta Costa. A democracia só foi verdadeiramente celebrada na voz de Cazuza, que celebrou dois shows mais tarde o fim da ditadura no encerramento do show do Barão Vermelho, com a canção Pro Dia Nascer Feliz.  “Que o dia nasça feliz amanhã pra todo mundo! Um Brasil novo, uma rapaziada esperta” (com o característico sotaque carioca), desejava Cazuza.
No dia seguinte, Hebert Vianna, que ainda era uma revelação com osParalamas do Sucesso, pediu: “Se não gostam de quem está tocando, fiquem em casa aprendendo a tocar. Quem sabe no próximo vocês não estão aqui em cima?”, em defesa do acontecido com Kid Abelha e Dusek. Na mesma noite,Lulu Santos reclamaria ainda do tratamento especial dispensado aos americanos. Sem cantar o clássico Como Uma Onda, ele termina seu show falando: “os americanos querem que eu acabe”.
Cheiro do ambiente
Tudo isso, por mais emocionante que pareça ser, aconteceu em um mar de lama.  Isso porque a partir do segundo dia choveu tanto que o gramado da Cidade do Rock se transformou num grande lamaçal. Com o passar dos dias, o cheiro de lama se misturou com urina e 1,6 milhão de litros de cerveja Malt 90(chamada na época de Malt Nojenta), a oficial do festival, formando um dos cheiros mais característicos da história.
Malt 90, ou Malt Nojenta. Só pelo apelido já dá para imaginar o porquê de não existir mais.
A lama, não tão aproveitada quanto a do clássico Woodstock de ‘69, era tanta que o livro escrito pelo publicitário Cid Castro sobre esse primeiro Rock in Rio recebeu o título de Metendo o Pé na Lama.
O maior show e cachê do Rock in Rio
O show mais visto do Rock in Rio I no mundo foi o do Queen de Freddie Mercury. Enquanto 250 mil pessoas cantaram Love of My Life em coro, 250 milhões assistiram ao show pela televisão, em todo mundo, até a MTV americana transmitiu o show.
Pode-se dizer que o Queen foi um dos responsáveis pelo sucesso do Rock in Rio. A banda foi a primeira grande atração a confirmar presença na Cidade do Rock, e só depois deles os demais artistas internacionais passaram a confirmar presença no festival. Não à toa, eles ganharam o maior cachê, que foi de 600 mil dólares.
“Foi só depois dali que a gente virou profissional”
A partir do Rock in Rio, o rock brasileiro começa a se profissionalizar, tentar fugir um pouco dos padrões gringos e se adaptar a uma realidade. A maioria das bandas ainda era muito inexperiente, não acostumada aos eventos e grandes estruturas profissionais. E não só as bandas:  os técnicos de som também passaram a entender melhor como funcionava a estrutura musical e profissional necessária para a operar em grandes shows.
Em entrevista à Revista Bizz na época, Guto Goffi, do Barão Vermelho, lançou a seguinte declaração: “Os artistas da MPB eram relapsos em relação à qualidade dos equipamentos. O Rock in Rio ajudou a mudar isso”. Paula Toller(Kid Abelha), também à Bizz, confessou: “Foi só depois dali que a gente virou profissional”.
Ingresso
Um ingresso para um dia do Rock in Rio I custou de 16 a 28 barões. Quem comprou em outubro de 1984, quando começaram as vendas, pagou 16 barões, em novembro, pagou 18 barões, em dezembro 20. Em janeiro custou 28. Um barão era o equivalente a mil cruzeiros. Eles eram vendidos no extintoBanco Nacional.
1985
E 1985 estava apenas começando. Naquele mesmo ano, morreria Tancredo NevesMikhail Gorbatchev assumiria a URSS, Ultraje a Rigor Legião Urbana lançariam seus primeiros álbuns, Ayrton Senna ganharia sua primeira corrida, o clássico We Are The World chegaria às lojas, seria realizado o Live Aid e estrearia a série Armação Ilimitada na TV Globo, que tornaria Kadu Moliterno ainda mais famoso. Mas, no entanto, gente como Queen, Iron Maiden, Whitesnake, Nina Hagen, Rod Stewart, Scorpions, Ozzy, AC/DC, Yes, Go Go’s e B52’s já havia matado a imensa sede de atrações internacionais, pelas quais o Brasil clama cada vez mais – e hoje é atendido com precisão.
“Se tivesse que morrer, morreria assistindo o festival”
Haroldo Dantas, 47 anos, advogado
Eu tinha vinte e poucos anos e era fissurado em Surf e em Rock’n’Roll. Naquela época eram raros os shows bons aqui na terra brasilis, então, quando pintava um, não dava para perder. Quando ouvi as primeiras notícias da realização do Rock in Rio, a adrenalina subiu. Em seguida vieram as notícias acerca das bandas que iriam tocar… Aí, meu, comecei a reservar grana para a compra do ingresso e acho que fui um dos primeiros a comprar.
Mas a grana era curta, então só deu para comprar cinco dias. Escolhi os cinco primeiros porque eram os que iriam ter os shows que eu mais gostaria de assistir (Iron Maiden, AC/DC, Queen, Scorpions, Whitesnake, Nina Hagen, B52’s… os shows brasileiros eram lambuja). Estadia não era problema, tenho uma tia no Rio e costumava ir sempre para lá surfar com uns amigos.
Depois da compra do ingresso veio aquele período tenso da espera. Meu, o tempo não passava. No banco onde trabalhava, esquematizei tudo para tirar férias em janeiro. Tudo certo… as férias chegaram. Arrumei as minhas tralhas, barraca, prancha de surf e despenquei com um amigo surfista para Saquarema. Lá fiquei do dia 1º. até o dia 9 de janeiro, acampado na Praia de Itaúna.
Nessa passagem tem uma história legal. No terceiro dia chegou na praia um coroa muito gente boa e acampou com o neto. O cara era daqueles que tem de tudo para acampamento dentro do carro uma TL*, vai vendo. Só que numa noite a gente tava lá jogando baralho e conversa fora, e aí falei que iria embora no dia 9, para o Rock in Rio. Meu, daí o Tiozinho fez de tudo para me convencer a não ir no festival… foi no carro e pegou um livro de profecias, acho que de Nostradamus, onde estava escrito que na primeira metade da década de oitenta, quando os homens pássaros sobrevoassem a cabeça do gigante, haveria, numa cidade da América do Sul, um grande festival que reuniria centenas de jovens, e que aconteceria uma grande tragédia com a morte de milhares.
Putz, meu, o negócio era punk, as explicações, mais punk ainda. Ele disse que a cidade era o Rio de Janeiro, o festival era o Rock in Rio, que os homens pássaros sobrevoando a cabeça do gigante seriam os pilotos de asa delta sobrevoando a montanha que, vista da Barra da Tijuca, parece com a cabeça de um gigante adormecido (tava tudo certo… tudo batia…). Mas, mesmo diante das “evidências”, eu falei para ele que não tinha como. Se tivesse que morrer, eu morreria assistindo o festival. E no dia agendado voltei para o Rio e me instalei na casa da minha tia, na Penha.
Estudei o itinerário, ônibus etc… tracei a estratégia e logística para agüentar os cinco dias e… lá estava eu aguardando a abertura dos portões. Fui um dos primeiros a entrar, mas na entrada me fizeram jogar fora todos os meus lanches e bebidas preparados com carinho pela minha tia. Não podia entrar com nada, tinha que consumir lá dentro… Mas como consumir sem dinheiro? Naquela altura eu só tinha dinheiro para o busão. Passei um perrengue do caralho no primeiro dia.
Acho que o primeiro show começou umas quatro horas. Ney Matogrosso. Em um dia em que ainda iriam tocar Iron Maiden, Scorpions e AC/DC. A paulistada invadiu o Rio de Janeiro, era paulista para todo lado, até dormindo em cima de árvore do lado de fora da arena. Penso que 80% do público do primeiro dia era formado por paulistas rockeiros. E quando o Ney entrou, fantasiado de pavão, rolaram vaias, pedras etc (parecido com o que aconteceu com o Carlinhos Brown no Rock’n’Rio II). Mas o cara foi foda, não se abalou, segurou a bronca, começou com aquela música que diz “Deus Salve a América do Sul…”
Foi engraçado… eu vi roqueirão inflexível olhar para o lado e dizer “caralho meu… olha a banda do cara!”. De fato, foi foda. O cara estava com uma banda pesadíssima, tanto que mandou o resto do show sem nenhuma objeção e no final eu vi neguinho pedindo bis (que ele não deu)
Nesse mesmo dia, entre os brasileiros, tocou também o Erasmo Carlos. [Ele] entrou todo de preto, cheio de correntes. Quando começou a primeira música “preciso acabar logo com isso…” [Sentado à Beira do Caminho], putz… acho que ele não acabou o show, foi feia a coisa… deu pena do cara.
Coisas que marcaram foram várias: o tamanho do palco… A qualidade do som (inimaginável para aquela época)… Os palcos em si (muito louco o que eles fizeram. Acabava um show, fechavam as cortinas, dava um tempo e quando abriam as cortinas era outro palco totalmente diferente do anterior… Até hoje não entendo como eles faziam aquilo).
Quando começou o primeiro show, aliás, a galera levantou para não sentar mais. Meu, das 16 às 02/03 horas da manhã em pé, no empurra empurra… foi foda. Chega uma hora que tu não aguenta. Fui lá para trás na hora do show do Queen… E foi a melhor coisa que eu fiz. A qualidade do som, lá de trás, era muito melhor do que ali no gargarejo… Mas eu só fui saber disso na hora que desisti de ficar lá na frente. [Estava] quebradaço. Não tive como ir no outro dia, estava totalmente sem condições. Dei o ingresso do segundo dia para um primo.
Os Shows que marcaram em mim, o do Ney Matogrosso (pela volta por cima que o cara deu), O do Paralamas, da Blitz, do Iron Maiden, do AC/DC, do Whitesnake, a abertura do Scorpions e do Maiden; os tiros de canhão do AC&DC; o Queen e o coro que entrou para a história: minha voz está lá gravada. É uma daquelas.
*TL é um dos modelos do Wolksvagen 1600, carro que recebe o apelido de “Zé do Caixão”
Com 12 anos, “queria ver mesmo só o B-52’s e ia embora”
Fernando Lopes, 37 anos, escreve no Rock ‘n’ Beats e também no Floga-se
Em janeiro de 1985, eu estava prestes a fazer 13 anos. Meu aniversário é em fevereiro. Seria impossível eu ir pro RIR com essa idade. Mas a minha sorte é que eu tenho um irmão dois anos mais velho, que ia fazer 15 anos em março. Nenhum dos dois poderia ir ao show desacompanhado – e nessa época nossa família tinha acabado de se mudar para São Paulo, depois uma década no RJ – portanto a gente passava quase todo final de semana na capital fluminense: ou meu pai pegava a Brasília zero dele e tomava a Dutra com todos no banco de trás (tinha outro irmão, mais novo, mas esse não pôde ir ao show, porque só tinha 9 anos à época), ou a gente subia num Electra (sim, sou velho) e parava lá no Santos Dumont.
Como meu pai ia pra rever amigos e jogar bola e encher a cara com os parças, precisava de alguém pra cuidar da gente. E foi nessa que a gente se deu bem: a gente sempre ficava na casa de um tio meu, em Ipanema, e ele ficou de nos levar. Mas o cara era um dos mais cachaceiros da turma e acabou que todos os amigos do meu pai resolveram ir com ele pra ver se ele não ia esquecer a gente por lá ou coisa que o valha.
Lembro vagamente dessas armações, porque era muito novo. A velharada é que me contou tudo em detalhes depois, quando eu já tinha vinte e tantos – e era sempre a mesma história, em cada RIR que fui, eles relembravam isso.
Enfim, a sorte nossa foi que esse tio cachaceiro queria nos levar – e por preocupação, meu pai foi junto e mais uns amigos dele. É preciso lembrar que Jacarepaguá é longe pra diabo de Ipanema – e naquela época era mais ermo ainda, embora a estrutura da cidade já tivesse chegado lá – ou seja, tínhamos que ir de carro com alguém. O fato é que todos foram, deixaram a gente na entrada, se responsabilizaram, e VAZARAM: foram beber num bar ali perto, na Barra, é mole? As crianças ficaram sozinhas – o que pra gente foi lindo, maravilhoso!
Foi sorte porque em 1984 foi uma tragédia em termos escolares lá em casa. Eu e meu irmão, ao mesmo tempo, repetimos de ano. Bomba geral. E não contamos nada pro meu pai até ele comprar os ingressos pro RIR. A gente sabia que ele não ia deixar a gente ir, que ia rolar um castigo e tals. Quando contamos, ele ficou puto, é claro. Não queria deixar a gente ir.
Mas com esse lance do meu tio, acabamos indo. Mas só um dia. Nos outros que a gente até iria, não rolou. Até que tudo bem, porque eu e meu irmão queríamos muito ver B-52’s e Nina Hagen (não ria). O resto era lixo pra gente (na verdade, ainda é hehehe), inclusive o Queen, mesmo depois de ter “feito história” no primeiro dia – até porque a gente não imaginava que viraria história. Tanto que a gente falou que queria ver mesmo só o B-52’s e ia embora.
Teve um monte de lixo aquele dia. Se não me engano, Lulu Santos, Kid Abelha, sei lá o quê. Com meu pai puto com o lance da escola, combinou um horário e veio pegar a gente. Vimos o B-52’s (e nem foi inteiro) e vazamos. Ficamos de castigo o resto das férias. Mas já tinha valido a pena. Acho que meu pai ficou mais puto por a gente ter escondido o fato só pra ele comprar o ingresso.
Pra mim, com 12 anos, aquela estrutura toda era gigantesca. Tanto que até hoje eu acho que as coisas eram maiores do que eram realmente. O lance da Cidade do Rock, com aquele bocado de matérias toda hora aparecendo na TV, no jornal, aquilo criava uma expectativa imensa. Era um lance de querer participar – sentimento que carrego até hoje nos festivais que vou: quero participar, mesmo que seja uma merda o line-up ou a organização (leia SWU, por exemplo). Aliás, todo mundo queria participar. E meus pais sempre foram muito liberais, então da nossa turma fomos os únicos autorizados a ir. Nossos amigos todos ficaram só na vontade. Que eu me lembre, da minha idade, fui só eu e meu irmão mesmo.
A sensação boa foi essa: uma sucessão de travessuras (do meu tio; nossa, ao repetir de ano e não contar; a do meu pai de deixar a gente sozinho no show; etc.) que fez com que tenha sido inesquecível, porque do show mesmo não lembro quase nada. Aliás, temo que, pela pouca idade, minha memória confunda o que eu realmente vi com o que eu vi em vídeos anos depois, na TV e tals (aliás, de castigo, vimos o do RIR todo pela TV).
“Eu nunca quis voltar nas edições seguintes, queria reservar a memória do Rock in Rio original”
Ney Motta, jornalista, autor do blog Veia Cultural
Estava com 19 anos. Eu e um grupo de amigos (de infância) curtíamos Deep Purple, Led Zepellin, Black Sabbath, AC/DC, Ozzy, Kiss, Iron Maiden, etc. Foi um momento muito especial para todos nós. Uma oportunidade de conferir ao vivo o som de algumas das bandas que estávamos acostumados a ouvir apenas no toca discos. Lembro-me até hoje da ovação do público quando um técnico para testar o som tocou alguns acordes de Smoke on the Water do Deep Purple. Foi incrível. A Cidade do Rock era uma arena gigantesca com um público o mais diverso que se pode imaginar. Havia desde a “turma da pesada” até casais de namorados. Foi o encontro de tribos mais pacífico que já presensiei até hoje.
Eu estava lá, no histórico 11 de janeiro de 1985. Cabelos compridos além dos ombros – um amigo dizia que eu parecia com ao Adrian Smith, guitarrista do Iron Maiden -, camisa preta, calça jeans com desenhos de nomes de bandas de heavy metal e um bracelete de couro com pirâmides de metal, feito especialmente para a ocasião, que logo foi apreendido por um segurança mais exigente. Depois que entrei vi dezenas de pessoas com braceletes bem maiores e no lugar das piramidezinhas inofensivas, enormes tachinhas, no melhor estilo Judas Priest. Estavam comigo os meus amigos de infância: Ricardo, Marcelo, Gilson, Eduardo, Gilberto, Maurício e… o seu Nelson, pai do Marcelo, que para não negar o ingresso ao filho, com a desculpa de querer assistir ao show do Ney Matogrosso, acompanhou a gente. Nós estávamos entre as 300 mil pessoas que acompanharam o primeiro dia de evento.
Pelo que lembro chegamos antes do almoço, muito cedo para uma programação que começaria ao anoitecer. Fomos uns dos primeiros a chegar e já tinha uma turma bem mal encarada por ali. Eu não me lembro de ter visto pessoas se drogando ou brigas.
Ney Matogrosso abriria o evento. Eu previa uma vaia estrondosa de todos os metaleiros que estavam ali para assistir ao Iron Maiden. Num determinado momento um técnico de som ao passar de um baixo brincou de tocar o signo de Smoke on the Water e quase que o chão se abriu, num urro de alegria dos metaleiros. Algumas horas antes do início do evento, o Erasmo Carlos desistiu de se apresentar, provavelmente porque viu um monte de gente com cara de tremendão, e os alto-falantes disseram que ele não se apresentaria naquela noite para homenagear não me lembro quem em um outro dia. Foi um reboliço geral, ao mesmo tempo que vaiavam ele, gritavam como vitoriosos. Quando o Ney subiu no palco, cantou a primeira música. Trocou de roupa lá mesmo no palco, cantou a segunda, a terceira e daí em diante e a galera respeitando ele, eu pensei mas não é que nós metaleiros somos muito educados mesmo. O Pepeu Gomes entrou para fazer um show pra lá de pesado, foi ao limite com a sua guitarra, tocada até aos dentes e a galera se amarrou. Logo após viria a incógnita da programação, o Whitesnake, que substituía o Def Leppard, que seria uma das grandes atrações do evento. Se não me engano foi nesta época que o baterista daquela banda perdeu um braço e desistiu de vir ao Brasil. Resultado, o Whitesnake de David Coverdale fez um show antológico. Depois deles o mais esperado, Iron Maiden.
Naquela época eu tinha todos os discos do Iron Maiden. No meu grupo de amigos a gente fez um pacto, cada um escolheria uma banda e teria tudo dela, assim a gente poderia curtir a discografia de muitas bandas. Foi uma ótima ideia para um grupo que não tinha lá muito dinheiro no bolso.
O palco do Rock in Rio era triplo e com um sistema giratório. Enquanto uma banda tocava, os equipamentos e cenário da seguinte eram montados e a anterior desmontada. Foi assim que a gente viu surgir diante de nós a capa do Powerslave, o disco recém lançado da banda. Foi incrível, mas confesso que o show não me empolgou, apenas estava emocionado de ver meus ídolos. E quando a gente já estava satisfeito e ficaria mais um pouco apenas para curtir um sonzinho do Queen, uma lua inacreditável clareou o céu que pouco antes estava com nuvem carregadas e iluminou 300 mil pessoas que se estasiavam com o show da banda do Fred Mercury. Foi o show mais incrível que eu assisti na minha vida e quem estava lá até hoje diz a mesma coisa.
Não preciso dizer que saímos da Cidade do Rock exaustos. Andamos pra caramba para pegar um ônibus que nos deixou na Praça Seca e de lá como não haveria ônibus para voltar, andamos até Vila Valqueire. Já era dia quando chegamos em casa, resmungamos alguma coisa pra dar um até amanhã e eu desabei na cama para acordar sei lá a que horas foi.
Bem, mas pra mim ainda não havia acabado. E nem para o meu grupo de amigos. Nós retornamos no dia 19 para assistir nada menos do que Ozzy, AC/DC, Scorpions e novamente o Whitesnake e o Pepeu Gomes. Mas nos dias anteriores choveu muito e quando chegamos ali parecei que a profecia ia se realizar. 250 mil pessoas, o segundo maior público, ficava ilhada aqui e ali por enormes piscinas d’água e lama. E a chovia muito. Me lembro de um fato engraçado, enquanto Ozzy cantava, derrepente eu olhei para um lado onde não havia niguém, apenas uma piscina d’água, pois bem, dali inacreditavelmente um corpo que estava deitado, submerso aos meus olhos pelo menos, se sentou, levantou e saiu andando. Neste momento eu cutuquei o Edurado que estava comigo e mostrei o cara dizendo War Pigs. Do outro lado, dois caras bêbados que rodeavam um casal até que depois de muito observar começaram a gritar “tá segurando o pau dele, tá segurando o pau dele”.
Mas voltando um pouquinho ao início deste dia. No primeiro dia a gente assistiu ao show muito atrás de onde queríamos, então desta vez a gente entrou na muvuca e ficou bem perto do corredor da técnica porque ali a gente pensou “aqui ninguém fica na frente da gente”. Isso durou até o show começar. Foi um empurra, empurra tão grande que a gente começou a ficar imprensado pelas centenas de pessoas que estavam atrás. E aí a gente resolveu que iria pular o cerco e passar para o outro lado. Pular foi fácil, mas o segurança que estava do outro lado não deixou a gente atravessar, daí a gente que achava que estava na frente fomos lá para trás. E o grupo ficou mais ou menos assim: Eduardo e eu, nos separamos do Gilson, Marcelo, Ricardo e Gilberto, e todos se separaram do Maurício que era o caçula da turma. Pior do que isso, ele estava com toda a nossa comida. Bem, ninguém sabia quem estava com quem e a nossa tranqüilidade era em pensar que se os outros não estavam conosco, só podiam estar juntos. No final da noite ficamos sabendo que quase todo mundo se perdeu um do outro. Agora imagem, numa época em que não existia celular, em uma área alagada pela chuva e no meio de 250 mil pessoas era possível nos reunirmos novamente? Claro que não, né?! Pois não é que no final daquela noite todos nós nos encontramos um a um. Até aparecer sozinho o Maurício, com todos os nossos sanduíches intactos.
Foi neste Rock in Rio que o Paralamas do Sucesso se consagrou, que a Paula Toller com uma voz pequenininha foi escurrassada pela platéia, que a Blitz incendiou a platéia e que James Taylor foi um dos nomes que animou os mais velhos e encantou os mais novos.
Eu nunca quis voltar nas edições seguintes porque queria reservar em mim a memória do Rock in Rio original. Na realidade NUNCA MAIS, NO BRASIL, HOUVE UM FESTIVAL COMO AQUELE, TALVEZ NUNCA MAIS AJA.
Infelizmente nas minhas mudanças eu terminei perdendo os ingressos, revistas, cartazes, fotos etc. Mas não preciso deles, pois está tudo registrado na minha memória.

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