PATROCINADOR MASTER

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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




CARIRI VEÍCULOS

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Impacto Skate Shop

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Uma loja diferenciada pra você

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Os maiores arranjos de guitarra no rock! - por ANDREAS KISSER

Como disse na minha última coluna, estava nos Estados Unidos visitando a NAMM e fiz também dois shows com o Sepultura, na Califórnia. No carro, escutando a rádio a satélite Sirius, com mais de 150 estações de do mundo, parei numa emissora de rock clássico, e na hora estava tocando a “Sultans of Swing”, do Dire Straits. Fiquei mais uma vez impressionado com o arranjo da guitarra feita pelo Mark Knoplfer, um assombro.
Fiquei pensando em outros grandes arranjos, não nos riffs ou nos solos, mas nos arranjos, a harmonia e o bom gosto dos guitarristas que enriquecem o tema, exlporando o instumento ao máximo, tirando o seu melhor. Então, ai vai mais uma listinha – polêmica – a dos maiores arranjos de guitarra no rock:
1- Mark Knopfler – “Sultans of swing” (ouça aqui)
O lendário guitarrista do Dire Straits… esta música foi a que colocou a banda no mapa mundial. Uma música muito original com uma guitarra fantástica, timbres únicos e virtousismo na medida certa. Nada até hoje se compara a este trabalho magistral, uma aula de bom gosto.
2 -Jimi Hendrix – “Little wing” (ouça aqui)
Uma das músicas mais tocadas do mestre Jimi Hendrix, uma harmonia simples mas que tocada à maneira “Hendrixiana” vira uma obra de arte. Ele preenche os “buracos” com incrível habilidade e mostra que ele não é só feito de barulhos e microfonias. Elle tinha também muita melodia e sentimento para tocar os acordes. De tão brilhante o arranjo da base que o solo ficou em sugundo plano na música. Aliás, nem precisava mesmo. O Stevie Ray Vaughn regravou este clássico e a sua versão respeita demais a original, afinal, impossível fazer melhor.
3- Jimmy Page – The Song Remains the Same” (ouça aqui)
O Led Zeppelin tem muitos arranjos maravilhosos de guitarra, difícil escolher um, mas acho que esta música representa muito bem o que Jimmy Page tem de melhor. Ela começa com toda força, mostrando a guitarra mais agressiva, mesclando com momentos de dedilhados que mostram a delicadeza de Mr. Page, um verdadeiro maestro da guitarra. Aqui você sente o brilhantismo e o gigantismo das guitarras do mestre.
4 – Tony Iommi – “Sabbath Bloody Sabbath” (ouça aqui)
O peso dos riffs de Tony Iommi são incomparáveis e ele representa o que de mais pesado foi feito, sem perder a beleza, a sutileza e a sensibilidade do instrumento. Nesta música Tony mostra todo o seu arsenal, aqui, mais uma vez, o solo é um detalhe, todo o trabalho do ritmo é o que de mais rico o tema possui. Ele mescla a brutal distorção com momentos de guitarra limpa, fazendo melodias com oitavas e dedilhados. Na segunda parte um dos riffs mais pesados e agressivos já compostos, fecha a música num clima que da medo.
5 – Van Halen – “Hot for Teacher” (ouça aqui)
Outro revolucionário da guitarra, depois de Jimi Hendrix, é o Eddie. Sem ele a guitarra estaria ultrapassada e nesta música, do álbum 1984 – na minha opinião o melhor deles -, ele dá um banho. Nunca antes alguém tinha tocado guitarra como ele. Aqui você ouve uma mão direita percussiva e precisa, a mão esquerda deslizando e tirando “gritos” espetaculares da guitarra. O solo é como se fosse parte do arranjo da base, de tão perfeito o encaixe. A guitarra mais livre e solta já tocada no rock.
6 – Glenn Tipton e K.K. Downing – “Victim of Changes” (ouça aqui)
Em se tratando de duas guitarras não há dupla melhor do que a do Judas Priest e aqui eles estão no auge. Este é um dos maiores clássicos do Judas, obrigatório em qualquer show. A introdução da música é feita com as duas tocando um tema, fazendo harmonias diferentes e praticamente criando um estilo de solar em duplas, técnica que eles utilizaram em várias músicas da banda. Riffs poderosos em uníssono, mesclando  efeitos e alavancadas. Perfeita combinação, uma parede sonora!
7 – Steve Vai – “For the Love of God” (ouça aqui)
Aqui o solo é o arranjo da música. E que solo! Tudo conspira para que o solo seja o “tudo”. Uma odisséia que somente este “wizard” poderia conceber. Aqui se ouve notas longas, bends, alavancadas, arpejos, palm muting, tapping, escalas longas e maravilhosas. De acordo com a lenda, o solo foi gravado em um take e acredito que foi mesmo, da pra sentir a conexão de uma nota para outra, sempre crescendo na dinâmica, potência e velocidade. Majestoso!
8 – Steve Howe – “Close to the Edge” (ouça aqui)
Esta música tem quase 20 minutos, não se fazem mais música como antigamente. Que desafios gigantescos os músicos do Yes sempre colocavam à sua frente. Este arranjo pra guitarra é magistral, complexo e maravilhoso. Steve Howe traz influências do erudito, do jazz e do rock, e mistura elas como ninguém. Melodias marcantes, escalas dificílimas e performance única. É realmente um marco na guitarra progressiva.
Bom, é claro que existem muitas outras obras-primas que foram feitas na guitarra mas não da pra mencionar aqui. Na minha opinião, estes arranjos se destacam por vários motivos e neles se englobam as mais influentes maneiras de se expressar através deste instrumento mágico. E pra você, qual o arranjo de guitarra que é o melhor de todos os tempos?
Abraço, play it loud!
Andreas Kisser

Lobão acusa Herbet Viana de plágio no SBT!! confiram esse absurdo

por HUGO ALEXANDRE
via: http://paralamasrock.blogspot.com/

Ontem, 30 de Janeiro, às 24h, o lobão, mais uma vez,  pisou na bola feio, colando em "cheque" o pouco de insanidade mental que algumas pessoas (como eu) ainda acreditam que o tenha. Em detalhes narrou para Marília Gabriela como o Herber Viana o copiara e perseguia suas idéias artisticas no ínicio da década de 80. veja e comente.







CRÉDITOS DA POSTAGEM NO YOUTUBE PARA RISADINHAFORTE

MÚSICA NOVA DO FOO FIGHTERS

Testament entra em estúdio em março


Grupo quer gravar novo álbum logo

Num depoimentro gravado dentro do navio que carregou o festival “70,000 Tons Of Metal”, o líder do Testament, Chuck Billy, disse que o grupo deve entrar em estúdio em março para gravar um novo álbum, o sucessor de “The Formation Of Damnation”. Mas trata-se de uma intenção, de modo que não há como se estimar uma data para o lançamento desse novo trabalho

Bandas de heavy metal gravam disco em homenagem a Frank Sinatra


O tributo intitulado SIN-atra traz cantores do Anthrax, Deep Purple, Mr. Big e Twisted Sister, entre outros
Foto: Reprodução
O disco  SIN-atra  traz vocalistas de bandas de heavy metal cantando clássicos imortalizados por Frank Sinatra
O disco SIN-atra traz vocalistas de bandas de heavy metal cantando clássicos imortalizados por Frank Sinatra
No dia 29 de março, será lançada uma novidade que pode agradar tanto fãs de Frank Sinatra, quanto os de bandas de heavy metal. Conforme informou o siteBlabbermouth, é nesta data que chega às lojas SIN-atra, um álbum feito em homenagem ao cantor.

O tributo de 12 faixas - cujo título faz uma brincadeira com a palavra inglesa "sin", que significa "pecado" - conta com a participação dos vocalistas Dee Snider (Twisted Sister), Joey Belladonna (Anthrax), Geoff Tate (Queensrÿche), Eric Martin (Mr. Big), Glenn Hughes (Deep Purple) e Robin Zander (Cheap Trick), entre outros.

A iniciativa é do mesmo time que produziu o álbum We Wish You A Metal Xmas, que transformou clássicas canções de natal em versões "pauleira".

Veja o repertório que faz parte de SIN-atra:

1- "New York, New York" (Devin Townsend)
2- "(I've Got You) Under My skin", (Glenn Hughes, ex-Deep Purple)
3- "Summerwind" (Geoff Tate, Queensrÿche)
4- "It Was a Very Good Year" (Dee Snider, Twisted Sister)
5- "Witchcraft" (Tim "Ripper" Owens, ex-Judas Priest)
6- "Fly Me to the Moon" (Robin Zander, Cheap Trick)
7- "The Lady is a Tramp" (Eric Martin, Mr. Big)
8- "I've Got the World on a String" (Dug Pinnick, King's X)
9- "Love and Marriage" (Elias Soriano, Nonpoint)
10- "Strangers in the Night" (Joey Belladonna, Anthrax)
11- "High Hopes" (Franky Perez, Scars On Boradway)
12- "That's Life" (Jani Lane, Warrant)

CCBNB revela o blues do Ceará - matéria do jornal O POVO

O Centro Cultural BNB se une numa força tarefa: mostrar o blues feito na Cidade. Ao longo do mês, nove bandas em 18 shows integram o programa Cultura Musical


 (DIVULGAÇÃO)(DIVULGAÇÃO)
Pode até parecer brincadeira. Mas o blues, que nasceu no gueto e era tocado nas festas mais populares, luta agora para ampliar o público, ter mais ouvidos atentos e deixar a pecha de música de elite. Tanto isso se faz urgente que um grupo de músicos do gênero apresenta no programa Cultura Musical o Blues do Nordeste, dentro das atividades de fevereiro no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB). Ao longo desses 28 dias, 18 shows de nove bandas se apresentam em dois diferentes horários: 13h e 18h. Levando o blues nas suas mais variadas vertentes: com funk, soul, rock’n’roll...

O guitarrista Felipe Cazaux é uma das atrações (nos dias nove, às 18 horas e 10, às 13 horas). No material de divulgação, o show dele é definido como “melódico, preciso e agressivo”. O próprio Felipe, por telefone, detalha esses títulos. “Melódico por conta das melodias que fogem do blues tradicional. A gente tenta ser o mais preciso possível, com todos os arranjos, toda a instrumentação, e agressivo porque tem mais a veia rock’n’roll”. Ao lado de músicos como Ricardo Pinheiro (baterista da banda Renegados), e Gustavo Portela (que lançou Movimento no ano passado), ele vai mostrar composições autorais, dos dois discos lançados: Help the Dog!, de 2007, e Good Days Have Come, de 2010.

Músicas autorais também fazem parte do repertório da banda Puro Malte. Cláudio Oliveira, nos vocais e na guitarra, desenha um caminho para o fortalecimento da cena do blues no Ceará. “Tem uma galera que curte rock e blues já há muitos anos e tinha essa carência de bandas. Alguns artistas começaram a tocar mais blues, vindo de outros estilos”. A coisa foi crescendo e hoje eles já contam com o Espaço Cultural Casa do Blues, e uma corrente que ajuda na divulgação dos shows dos colegas. Mas, completa: “Faltam ainda as casas, locais ideais para os shows”. No palco, ele conta com Vitório Vieira, contrabaixo, Aldo machado, bateria, e Leonardo Vasconcelos, tecladista.

“Muita gente que vem de outros estados vê que essa cena tem muita movimentação, vê os festivais acontecendo, o Espaço Cultural Casa do Blues, o projeto no Mercado Joaquim Távora. Quem faz blues no Brasil chega encantado com o que tá sendo feito no Ceará”. O panorama é apresentado por Roberto Lessa, guitarrista e vocalista da Blues label, que já conta com 10 anos de estrada. Os colegas reforçam o quadro, e felicitam tal status do blues feito no Ceará, Brasil afora. Na Blues Label, o forte é o diálogo intenso com a black music. Ao lado dele, sobem ao palco também Leonardo Vasconcelos, Vladimir Catunda na bateria e, no baixo, Victor Fontenele.

SERVIÇO
PROGRAMA CULTURA MUSICAL APRESENTA BLUES DO NORDESTE.
Onde: Centro Cultural Banco do Nordeste (Ra Floriano Peixoto, 941 - Centro)
Quando: Durante todo o mês de fevereiro, em dias e horários diferentes (13 e 18h)
Quanto: Acesso livre
Outras informações: (85) 3464 3108

PROGRAMAÇÃO

Blues Label - Dias 2, às 13h, e 3, às 18h
Puro Malte - Dias 2, às 18h e 3, às 13h
De Blues em Quando - Dias 4, às 13h e 18h
Kazane Blues - Dias 9 às 13h e 10 às 18h
Felipe Cazaux - Dias 9 às 18h e 10 às 13h
Água Ardente Blues - Dias 16 às 13h e 17 às 18h
Allyson dos Anjos - Dias 16 às 18h e 17 às 13h
Marcelo Justa - Dias 23 às 13h e 24 às 18h
Artur Menezes - Dias 23 às 18h e 24 às 13h

Júlia Lopes
julialopes@opovo.com.br

Arnaldo Antunes terá um programa mensal na MTV

De acordo com a coluna Outro Canal, do jornal A Folha de São Paulo, o cantor Arnaldo Antunes terá um programa mensal na MTV.
A atração, que ainda não tem data para estrear, não será gravada em estúdios e promoverá encontro entre grandes nomes da música brasileira e artistas novos.

ROCK EM GERAL entrevista ROBERTA MEDINA



No Mundo do Rock

Na linha de frente

Vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina traz no sangue a vocação para o entretenimento e assume (em parte) as funções do pai Roberto Medina na organização do Rock in Rio, que volta à cidade natal 11 anos e seis edições europeias depois. Fotos: Rogério Resende (1), Vitor Salerno (2), Divulgação (3 e 5) e Ana Cristina Fiedler (4).

Ela vai: Roberta usa capacete no dia do lançamento da pedra fundamental do Rock In Rio, em dezembro
Ela vai: Roberta usa capacete no dia do lançamento da pedra fundamental do Rock In Rio, em dezembro
Não é todo mundo que tem como melhores lembranças de shows aqueles que nunca viu. Mas Roberta Medina ouviu falar tanto das apresentações de Frank Sinatra, no Maracanã, em 1980, e do Queen, no primeiro Rock in Rio, em 1985, que não titubeia em citá-los. Também pudera: eles foram as duas grandes primeiras façanhas de seu pai, Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, que volta ao Brasil em setembro/outubro desse ano. Hoje mais discreto, o Medina pai continua batendo o martelo na hora de fechar a contratação de um artista (que é o que interessa para o público), mas colocou a filha Roberta na linha de frente do festival.
É ela quem aparece apresentando esta nova edição e seus patrocinadores, e nolançamento da pedra fundamental do “Parque Olímpico Cidade do Rock”. O local irá receber as próximas três edições do festival (já garantidas), além de servir como área de lazer para os atletas olímpicos em 2016 e para receber outros eventos da cidade. Ausente do Rio (e do País) por 11 anos, o Rock In Rio volta remodelado, com capacidade de público menor, graças à experiência de edições bem sucedidas em Lisboa (2004, 2006, 2008 e 2010) e Madri (2008 e 2010). E a coisa começou bem. Com apenas 11 artistas confirmados no palco principal do festival, 100 mil ingressos foram vendidos antecipadamente em 24 dias. Em julho, definidas todas as atrações, a carga definitiva de entradas começa a ser vendida.
Roberta está em Portugal negociando contratos com cerca de 60 artistas para o festival, mas arranjou um tempinho para atender ao Rock em Geral nessa entrevista exclusiva, via e-mail. Ela ressalta a importância do crescimento econômico brasileiro para a volta do festival ao Rio; da utilização de verba pública no evento; das pesquisas que apontaram o Metallica como a banda “mais pedida” do público brasileiro; de problemas de som que aconteceram na edição passada e do susto de ver o baixista do Queens Of The Stone Age subir no palco pelado. Se você ainda tinha alguma dúvida sobre o Rock in Rio, depois de ler essa entrevista vai é começar a contar os dias na folhinha. Divirta-se:
Rock em Geral: Este mês está completando dez anos da última edição do Rock In Rio no Rio. Por que o festival se afastou tanto da cidade de origem?
Roberta Medina: Infelizmente, a economia brasileira não estava estável o suficiente para viabilizar edições frequentes do Rock in Rio no País. Hoje, com a economia mais forte e mais estável, a pressão que coloca-se em patrocínios pode ser menor, aumenta-se a responsabilidade financeira da venda de ingressos, mas o poder aquisitivo da população já nos permite isso. Em 2001, o ingresso (inteira) custou R$ 35, hoje custa R$ 190.
REG: O quanto pesou na decisão de fazer o festival este ano a parceria com a Prefeitura, por conta dos Jogos Olímpicos de 2016?
Roberta: A parceria da Prefeitura foi fundamental para a volta do Rock in Rio. A volta do festival só foi possível depois que a Prefeitura se comprometeu a antecipar os investimentos previstos para a construção do parque de lazer dos atletas e redesenhar, em conjunto com o Rock in Rio, a infra-estrutura prevista para que pudesse ser um espaço permanente para a realização de grandes eventos ao ar livre no Rio de Janeiro. O acordo com a Prefeitura prevê a realização do Rock in Rio a cada dois anos. Isso faz com que o evento tenha uma grande responsabilidade para aperfeiçoar cada vez mais os seus planos de logística, transporte, trânsito e segurança da cidade, e ainda reforçar a imagem e a capacidade da cidade para receber e organizar grandes eventos.
REG: Passadas as Olimpíadas, você acha que, enfim, o festival vai ganhar periodicidade de realização do Rio?
Roberta: Desde que começamos a conversar sobre a volta do Rock in Rio com o prefeito Eduardo Paes, a ideia é tornar o evento bianual. A intenção é realizar o Rock in Rio em 2011, 2013 e 2015…
REG: O apoio da Prefeitura prevê utilização de verba pública para a realização do festival? Você pode estimar qual o percentual do total da verba a ser investida que vem da Prefeitura?
Roberta: O compromisso da Prefeitura é a construção do Parque Olímpico Cidade do Rock e o apoio logístico para a realização do festival. O investimento de R$ 37 milhões, anunciado pela Prefeitura, é uma antecipação das verbas das Olimpíadas de 2016. O resultado desta antecipação de recursos vai significar grande retorno financeiro para a cidade, tendo em conta os números oficiais do impacto exclusivo do Rock in Rio 2001 na economia da cidade. Ainda assim, além deste impacto haverá a possibilidade de ativar o parque com outros eventos nos períodos não ocupados pelo Rock in Rio.
Roberta apresenta patrocinadores
Roberta apresenta patrocinadores
REG: E impossível realizar um festival do porte do Rock In Rio somente com investimentos da iniciativa privada, sem o apoio de órgãos do governo?
Roberta: Esse apoio é fundamental porque é critério número um ter o local em condições para receber o evento, e isso, geralmente, está nas mãos dos governos locais. Fora isso, eles têm que acompanhar todo o planejamento de logística do evento na cidade para garantir uma perfeita realização em conjunto com os organizadores. É assim em Lisboa e em Madri, e vai ser assim no Rio. O mais importante é observar que a repetição do evento nestas cidades comprova o retorno satisfatório da dedicação e investimentos em infra-estrutura e logística, uma vez que os retornos financeiros são muito superiores que os investimentos necessários. Em Lisboa, apenas a edição de 2008 gerou um impacto de 63 milhões de Euros para a economia da cidade, impactos diretos do evento.
REG: Podemos atribuir a mudança do local a esta parceria ou vocês queriam realmente um espaço menor? Pode confirmar a capacidade de público total, por dia de evento?
Roberta: A Prefeitura está construindo um espaço que servirá para a realização de eventos maiores na cidade. Hoje, o Rock in Rio é pensado para um público de 100 mil pessoas por dia, que é o que a nova Cidade do Rock comportará. Dessa forma ofereceremos lazer atrelado ao conforto e bem estar a todos os visitantes. Em 2001, a capacidade era de 250 mil pessoas. A organização do festival preferiu diminuir o número de pessoas para que o público tivesse um conforto maior.
REG: A decisão de mudar a data do festival, que tradicionalmente acontecia no mês de janeiro, partiu dessa parceria? Você considera esta mudança positiva ou isso pouco importa ante aos investimentos que estão sendo feitos?
Roberta: Este foi um pedido da Prefeitura, do prefeito Eduardo Paes. A ideia é que com a volta do Rock In Rio uma nova data forte para o turismo entre no calendário da cidade. Hoje, mais de 60% dos compradores do Rock In Rio Card são de fora do Rio.
REG: Em 2010 aconteceu outro festival de rock, o SWU, em Itu, no interior de São Paulo, num período bem próximo ao da data do Rock in Rio – de 9 a 11/10 – e deve acontecer a segunda edição este ano. Em que medida dois eventos de grande porte no mesmo segmento podem se atrapalhar ou se ajudar, acontecendo tão próximos um do outro? Você não acha que um festival pode “roubar” público do outro?
Roberta: O Rock in Rio não é um evento de música, apenas. É o maior evento de música e entretenimento do mundo. Hoje temos uma experiência que vai muito além do que a música, oferecemos parque de diversões, tenda de desfiles, a Rock Street, com shows de jazz, enfim, é muito mais do que apenas música. Além disso, o Rock in Rio se dirige a um público de diversas faixas etárias e com perfil distinto de consumo. Os festivais tradicionais, em geral, são frequentados por um público de nicho. Além de serem propostas de evento muito diferentes, o aumento da oferta de shows vai continuar aumentando e isso é um sinal muito positivo do fortalecimento da economia.
REG: É verdade que no passado os contratos do Rock In Rio com os artistas tinham uma “cláusula de exclusividade” que não permitia que eles se apresentassem em outras cidades da América do Sul, em um período anterior e posterior ao festival? Ainda funciona assim?
Roberta: Não é verdade, cada contrato tem uma realidade diferente.
REG: Quando perguntada sobre a escolha dos artistas anunciados para o festival, você costuma argumentar que ela é feita a partir de pesquisas de mercado. Você pode explicar melhor qual é a metodologia dessas pesquisas?
Roberta: Em todas as edições, tanto no Brasil quanto em Portugal e Madrid, o Rock in Rio realiza pesquisas junto ao público e aos formadores de opinião para saber o que gostariam que o Rock in Rio apresentasse. Aqui no Brasil esta pesquisa é feita pelo IBOPE. A ideia é saber quem são as atrações que o público quer ver e nos esforçar para trazer esses artistas. Em agosto do ano passado, encomendamos ao IBOPE uma pesquisa que foi realizada no Rio e em São Paulo, com 1200 pessoas. A banda mais pedida foi o Metallica, que já anunciamos com a principal atração do Dia Metal para o Rock in Rio 2011.
REG: Como você montou a direção artística do festival e quais pessoas participam? Há consultores externos?
Roberta: Temos um diretor artístico para cada palco. Palco mundo: Paulo Fellin. Palco Sunset: Zé Ricardo. Eletrônica: Miguel Marangas. Rock Street: Bruce. Todos são comandados pelo Roberto Medina.
REG: Em 1985 Roberto Medina consultou os diretores da Rádio Fluminense FM (a rádio rock da época) quanto aos artistas a serem contratados. Esse procedimento continua sendo adotado?
Roberta: Como falado anteriormente, contratamos uma pesquisa de mercado para saber qual é a vontade do público e também ouvimos formadores de opinião e certamente pessoas ligadas à área de música – jornalistas, músicos etc, são consultadas e participam da pesquisa.
Metallica: a banda mais pedida nas pesquisas
Metallica: a banda mais pedida nas pesquisas
REG: Do ponto de vista artístico, quem é o “homem forte” do Rock in Rio, que bate o martelo quanto à contratar um a atração?
Roberta: Desde a primeira edição, todas as contratações são feitas e definidas pelo Roberto Medina. Mas há uma equipe trabalhando junto a ele para que tudo isso seja possível e viável.
REG: No Rock in Rio de 2001, parecia haver uma preocupação em trazer de volta artistas que haviam estrelado as outras duas edições (de 1985 e 1991), como Iron Maiden, Guns N’Roses, James Taylor etc. Pelos nomes anunciados até agora, vê-se muitos artistas que participaram das edições “europeias”. É essa a intenção ou isso acontece mais pelos contatos já estabelecidos com os agentes desses artistas?
Roberta: Sempre procuramos trazer artistas que estão em evidência, e que o público quer ver. Algumas vezes, esses artistas já participaram de outras edições do evento, mas isso acontece por serem artistas que estão no auge e fazem sucesso em qualquer lugar do mundo.
REG: Você tem dito que está negociando com cerca de 60 artistas para completar o cast do festival. Qual é a previsão de anúncio de todo o elenco? Você pode citar alguns desses nomes ou o perfil deles?
Roberta: Ao todo, serão mais de 100 artistas contratos para o Rock in Rio 2011, o que inclui Palco Mundo, Sunset, Eletrônica e Rock Street. A previsão é que até julho todos sejam anunciados.
REG: Fala-se que artistas como Lady Gaga, Paul McCartney, Soundgarden,Arcade Fire, Alice In Chains, Van Halen e The Who estariam nesse rol de negociações. Você confirma ou descarta algum deles?
Roberta: Os artistas confirmados para o Palco Mundo até agora são: Red Hot Chili Peppers, Metallica, Coldplay, Snow Patrol, Stone Sour, Motörhead, Slipknot, Coheed and Cambria, Skank, Capital Inicial e NX Zero. No palco Sunset, espaço que receberá todos os dias quatro encontros especiais entre artistas consagrados e novos nomes da cena musical nacional e internacional, tem confirmados no line-up: Erasmo Carlos, Arnaldo Antunes, Sepultura, Angra, Tulipa Ruiz, Cidadão Instigado, Marcelo Camelo, Orkestra Rumpilezz e Céu, que terão os seus parceiros e datas anunciados nos próximos meses.
REG: Dos seis dias do festival, já foram anunciados o “Dia Metal”, “Dia Rock” e “Dia Rock Alternativo”. Quais serão os temas dos outros três dias?
Roberta: Temos que aguardar os anúncios das próximas atrações.
REG: Por que fazer shows com reuniões de artistas no “Palco Sunset” e não o show de cada artista, como no “Palco Principal”?
Roberta: Porque não queremos ter simplesmente outro palco. Queremos ter um palco único que se destaque pela liberdade de experiências artísticas, pelo ineditismo. Queremos oferecer ao público algo que ele só pode ver se for ao Rock in Rio.
REG: Há uma queixa no meio do rock independente quanto à colocação de um palco específico para esses artistas. Você tem conhecimento disso? Chegou a ser ventilada a criação de um palco para bandas independentes?
Roberta: Nunca ouvimos falar disso e não temos esta intenção para esta edição.
REG: A venda antecipada do Rock In Rio Card foi um sucesso, mas o que acontecerá se muitas pessoas optarem pelo mesmo dia? Não pode ocorrer uma demanda grande por poucos ingressos para este dia? Pode explicar como funciona, na prática a utilização do Rock in Rio Card?
Roberta: Limitamos a venda de 100 mil Rock in Rio Cards exatamente para não correr nenhum risco. A capacidade do local é para 100 mil pessoas por dia, isto é 600 mil pessoas em 6 dias. O que vai acontecer é haver menos ingressos disponíveis para determinados dias quando a venda oficial for aberta porque quem comprou o Rock in Rio Card já terá escolhido o seu dia. Esse era o benefício de comprar antecipado.
REG: Boa parte dos artistas anunciados para este ano esteve no Brasil há pouco tempo. Isso não tira um pouco o elam do festival, que se caracteriza por trazer artistas que o Brasil nunca viu?
Roberta: Se analisarmos o mercado da música hoje versus a realidade do mercado de entretenimento de massa no Brasil, chegamos a uma lista bastante reduzida de talentos que tenham capacidade de mobilizar grandes massas. O Rock in Rio é um evento para 100 mil pessoas por dia e, realmente, grande parte dos artistas que tem essa capacidade, felizmente, já veio ao Brasil. Ainda assim, o que o público busca no Rock in Rio, comprovado por pesquisa em todos os mercados onde passamos, é a festa. São 14 horas de evento com entretenimento diversificado. Pessoas que não costumam ir a shows ou festivais tradicionais vão ao Rock in Rio pela confiança na segurança, logística e diversas ofertas de atividades que atendem a públicos de perfis e idades diferentes. O perfil de shows diferenciado de dia para dia é o que ajuda na escolha da data.
Parceiros: o Prefeito Eduardo Paes e Roberta
Parceiros: o Prefeito Eduardo Paes e Roberta
REG: Em 1985 reclamou-se muito da desigualdade de condições técnicas oferecidas aos artistas internacionais e nacionais. Já em 2001, seis artistas de grande nome no Brasil “boicotaram” o festival em cima da hora. Essas questões foram equacionadas para esta edição?
Roberta: As condições técnicas são as mesmas. Muitas vezes os artistas internacionais trazem elementos técnicos que fazem parte das suas turnês, mas que não têm nada a ver com o festival. A maior discussão acontece sempre ao redor dos horários de atuação, mas neste sentido há pouco a discutir porque toca mais tarde quem atrai maior publico. Não significa que os artistas nacionais tenham menos fãs, mas como estão mais acessíveis durante o ano, é natural que o que mobilize mais as pessoas para escolherem determinado dia sejam os nomes internacionais. Já conseguimos algumas mudanças neste cenário, mas não é espaço para grande debate.
REG: Desses artistas (O Rappa, Skank, Raimundos, Cidade Negra, Charlie Brown Jr. e Jota Quest), até agora só o Skank foi anunciado para este ano. Há alguma pendência com os demais, ou eles podem vir a ser anunciados como atração para este ano?
Roberta: Na verdade, o que aconteceu foi um mal entendido e não há rancor nenhum por parte dos artistas e do Rock in Rio. As bandas estão sendo anunciadas conforme os contratos estão sendo fechados. O Rock in Rio tem interesse em oferecer ao público os maiores artistas nacionais e internacionais.
REG: Um dos problemas da edição de 2001 foi a qualidade do som, cujo volume oscilava muito no meio de uma única apresentação. Como isso está sendo tratado dessa vez?
Roberta: O volume é controlado pelos técnicos de som de cada banda. O festival oferece o melhor equipamento disponível no mercado fornecido pela Gabisom – quarta maior empresa de som do mundo. O que fazemos para tentar minimizar é deixá-los operar o equipamento com tranquilidade nas passagens de som. No entanto, se durante o show resolvem operar de outra forma, não é de controle do festival. Os técnicos são impostos pelos artistas.
REG: Você era uma criança quando o Rock in Rio foi idealizado. Como você vê o processo de assumir o festival? Era uma vocação sua ou a produção do festival foi “sobrando pra você” naturalmente?
Roberta: Descobri minha paixão pela concretização de ideias, por tirá-las do papel, no meu primeiro emprego, que não foi no Rock in Rio nem mesmo com meu pai. Depois de perceber essa paixão acabei por dar conta de que fazia sempre pequenas produções desde nova, nas festas em casa. Está no sangue. Nunca, nem eu nem meus irmãos, fomos direcionados para fazer o que fazemos, penso que foi um presente para o nosso pai essa vocação vir no sangue. Cada um se dedica a uma área, mas todos estão envolvidos com entretenimento e comunicação.
REG: De que forma sua participação como jurada do programas “Ídolos”, em Portugal, te ajudou na hora de selecionar os artistas para o festival?
Roberta: O Rock in Rio tem uma equipe própria de contratação artística que é liderada pelo Roberto, que usa como base de informação a pesquisa de mercado que realizamos e os contatos com parceiros estratégicos do mercado onde será realizado o evento. Minha participação no “Ídolos” não interfere nesta área.
REG: Das edições realizadas no Brasil quais shows você pode citar como aqueles que marcaram sua trajetória profissional?
Roberta: Os shows que mais marcaram a minha trajetória profissional foram os que eu não assisti: Frank Sinatra, no Maracanã, e Queen, no Rock in Rio I. São shows que vi por imagem centenas de vezes e que mobilizaram e emocionaram muitas pessoas. Essa emoção é o que me fez gostar de trabalhar com entretenimento e por isso é a marca maior.
REG: Alguma história de bastidor interessante para contar, das edições passadas?
Roberta: Queens Of The Stone Age, Rock in Rio 2001. Era o meu primeiro festival, o cantor resolve tocar nu (na verdade, era o baixista do grupo na época, Nick Oliveri). Achei que ele ia fazer uma “gracinha” na primeira música e depois se vestir de novo. Quando ele já ia para a terceira música nu, fui correndo para o palco para orientar que se vestisse. Tarde demais! O Juizado de Menores já estava lá, ameaçando prendê-lo. Que cena!
REG: Com a experiência e os contatos no exterior, você não se interessa em produzir shows internacionais no Brasil, não só para o Rock in Rio?
Roberta: Não é nossa área de interesse. Trabalhamos eventos, conceitos de comunicação, que mobilizem as pessoas e envolvam as marcas desde o primeiro momento. Nosso foco é no entretenimento do público de por vários estímulos, e a musica é o elo.
Vista geral de como irá ficar o 'Parque Olímpico Cidade do Rock', próxima à antiga Cidade do Rock
Vista geral de como irá ficar o 'Parque Olímpico Cidade do Rock', próxima à antiga Cidade do Rock

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