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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Judas Priest deixa o público do Rio empolgado

Grupo tocou por mais de duas horas e passou a carreia a limpo diante de cerca de 6500 pessoas. Foto: Luciano Oliveira.
http://www.rockemgeral.com.br

judas11rioTerminou depois de uma da madrugada desta segunda a apresentação do Judas Priest no Rio de Janeiro. O grupo tocou para um público estimado em 6500 pessoas, o suficiente para encher (não lotar) o Citibank Hall. O show faz parte da “Epitaph Tour”, que passou sábado por São Paulo. Durante cerca de 2h15 o quinteto tocou 21 músicas, incluindo todas as fases dos 40 anos de estrada, mostradas nos panos de fundo de palco ou em projeções de vídeo, sem apresentar novidades em relação ao repertório da turnê.
Mesmo com um aparato visual inferior ao dos últimos shows no Brasil, em 2008, não faltaram efeitos pirotécnicos, jatos de fumaça e a tradicional motocicleta pilotada pelo vocalista Rob Halford, usada em “Hell Bent for Leather”. A novidade ficou por conta dos efeitos de raio laser, utilizados em muitas músicas. O show também marcou a estreia do guitarrista Ritchie Faulkner, que substitui KK Downing. Faulkner foi o solista principal e várias músicas, e, embora um tanto tímido na movimentação de palco, não comprometeu. O show teve a abertura do Whitesnake .
O público mostrou muita empolgação, cantando e agitando em várias músicas; em “Breaking The Law”, Halford simplesmente não cantou, fazendo das vozes do público o vocal principal. Outras músicas que se destacaram foram “Metal Gods”, “Painkiller” e até a mais recente “Prophecy”, nessa turnê que não é a última. A banda não só não vai acabar como vai gravar um álbum de inéditas em 2012. Depois de São Paulo, Judas Priest e Whitesnake passam por Belo Horizonte, na terça, dia 13, no Chevrolet Hall; e por Brasília, na quinta, dia 15, no Ginásio Nilson Nelson. Ainda há ingressos para todos os shows; saiba como comprar.
Set list completo:
1- Rapid Fire
2- Metal Gods
3- Heading Out to the Highway
4- Judas Rising
5- Starbreaker
6- Victim of Changes
7- Never Satisfied
8- Diamonds & Rust
9- Prophecy
10- Night Crawler
11- Turbo Lover
12- Beyond the Realms of Death
13- The Sentinel
14- Blood Red Skies
15- The Green Manalishi
16- Breaking the Law
17- Painkiller
Bis
18- The Hellion/Electric Eye
19- Hell Bent for Leather
20- You’ve Got Another Thing Comin’
Bis
21- Living After Midnight

Músicos escolhem faixas de coletânea do Judas Priest


judaspriestchosenUma nova coletânea do Judas Priest, a ser lançada em outubro, tem uma novidade. As faixas de “The Chosen Few” foram escolhidas por músicos reconhecidos no mundo do heavy metal. Veja abaixo a lista de músicas, escolhidas por Ozzy Osbourne, Lemmy Kilmister e Alice Cooper, entre outros:
1- Diamonds And Rust – Joe Elliott (Def Leppard)
2- Dissident Aggressor - Steve Vai e Geoff Tate (Queensryche)
3- Exciter - Accept
4- Beyond The Realms Of Death - Lars Ulrich (Metallica)
5- Delivering The Goods - Kerry King (Slayer)
6- The Green Manalishi (With The Two-Pronged Crown) - David Coverdale (Whitesnake) e Randy Blythe (Lamb Of God)
7- The Ripper - Ozzy Osbourne
8- Victim Of Changes - James Hetfield (Metallica)
9- Breaking The Law – Lemmy Kilmister
10- Rapid Fire - Vinnie Paul (Hellyeah)
11- Grinder – Zakk Wylde (Black Label Society)
12- Living After Midnight – Alice Cooper e Geezer Butler
13- Screaming For Vengeance – Slash
14- You’ve Got Another Thing Coming – Klaus Meine (Scorpions) e Corey Taylor (Slipknot)
15- The Sentinel – Chris Jericho (Fozzy)
16- Turbo Lover - Jonathan Davis (Korn)
17- Painkiller – Joe Satriani

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Hoje o vocalista Phil Anselmo (Pantera, Down) completa 43 anos.

Philip Hansen Anselmo é um vocalista estadunidense, nascido em 30 de Junho de 1968.
Participou de diversas bandas, tais como Pantera, Superjoint Ritual e Down, fazendo participações em álbum do Anal Cunt, do Hairy Dick, e do Dirty Ass, além do Necrophagia, Crowbar e Viking Crow.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Phil_Anselmo

Discografia

Banda Data de lançamento Título Gravadora
Pantera 1988 Power Metal
Pantera 24 de Julho de 1990 Cowboys from Hell Atlantic Records
Pantera 25 de Fevereiro de 1992 Vulgar Display of Power Eastwest Records
Crowbar Produção e vocal de apoio
12 de Outubro de 1993 Crowbar Pavement Records
Down 1993 NOLA Demos
Christ Inversion Guitarra, vocal de apoio
1994 Obey The Will Of Hell (demo)
Christ Inversion Guitarra, vocal de apoio
1995 13th Century Luciferian Rites (demo)
Pantera 15 de Março de 1994 Far Beyond Driven Eastwest Records
Down 19 de Setembro de 1995 NOLA Elektra
Pantera 22 de Maio de 1996 The Great Southern Trendkill Eastwest Records
Crowbar vocal de apoio
1996 Broken Glass Pavement Records
Anal Cunt vocal de apoio/Vocal on 'Gloves Of Metal'
1996 40 More Reasons to Hate Us Earache Records
Superjoint Ritual 1997 Demo
Pantera 29 de Julho de 1997 Official Live: 101 Proof Eastwest Records
Vision of Disorder 1998 Imprint
Necrophagia Guitarra
1998 Holocausto De La Morte
Viking Crown Guitarra, Vocal, Bateria
1999 Unorthodox Steps of Ritual
Necrophagia Guitarra
1999 Black Blood Vomitorium
Viking Crown Guitarra, Vocal, Bateria
2000 Innocence From Hell
Pantera 14 de Março de 2000 Reinventing the Steel Eastwest Records
Necrophagia Guitarra
2001 Cannibal Holocaust EP
Viking Crown Guitarra, Vocal
2001 Banished Rhythmic Hate
Southern Isolation Guitarra, vocal de apoio
2001 Southern Isolation Housecore Records
Down 26 de Março de 2002 Down II: A Bustle in Your Hedgerow Elektra
Pantera 23 de Setembro de 2003 The Best of Pantera: Far Beyond the Great Southern Cowboys' Vulgar Hits! Reinventing Hell: The Best of Pantera (international title)
Eastwest Records
Superjoint Ritual 21 de Maio de 2002 Use Once and Destroy Sanctuary Records
Superjoint Ritual 22 de Julho de 2003 A Lethal Dose of American Hatred Sanctuary Records
Down 25 de Setembro de 2007 Down III: Over the Under Warner Bros./Roadrunne


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dave Mustaine: "novo álbum será mais rápido e pesado"

Dave Mustaine, frontman do MEGADETH, disse em uma entrevista à Guitar World que o novo álbum do Megadeth  vai soar muito mais rápido e pesado.
"Vai ser pesado e não lento como o Black Sabbath  ou Trouble", diz Mustaine. "É muito, muito rápido e pesado. Temos 12 músicas pronta para o album, e isso é tudo que temos", continua ele. "Algumas das músicas são antigas, algumas são novas. Algumas foram escritas esta manhã. Algumas de volta nas fases iniciais da minha carreira - canções que não haviam sido registradas."
Fonte desta matéria (em inglês): metalhammer.co.uk
Fonte: http://whiplash.net

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Blind Guardian: Apresentação em SP será no Via Funchal

A Negri Concerts informa a todos os fãs do Blind Guardian  que o show, marcado para o dia 9 de setembro no CTN (Centro de Tradições Nordestinas) foi mudado para a casa de espetáculos Via Funchal, uma das casas mais conceituadas do país. A mudança foi realizada após uma segunda avaliação da produção do show, que detectou falta de segurança e estrutura adequada no CTN e decidiu mover a apresentação para um local que atendesse à altura as expectativas dos fãs de São Paulo.
A produtora também informa que TODOS QUE ADQUIRIRAM ingressos para o show nos pontos de venda físicos (lojas Die Hard, Paranoid e Metal CDs) deverão dirigir-se aos mesmos para realizar a troca do ingresso, SEM CUSTO. Já aqueles que adquiriram através da venda online poderão realizar a troca no dia do show, nas bilheterias da Via Funchal.
É muito importante que todos os fãs que já adquiriram seus ingressos nos primeiros lotes realizem a troca para que possam entrar na Via Funchal no dia do show; quaisquer dúvidas em relação a troca de ingressos será respondida através do e-mail bg@negriconcerts.com.br ou pelo telefone (11) 75200721.
Ingressos online poderão ser adquiridos a partir de agora através do site da Via Funchal (https://viafunchal.showare.com.br), nas lojas Die Hard e Paranoid na Galeria do Rock e na Metal CDs em Santo André. Além destes pontos de venda, os fãs também podem comprar ingressos diretamente nas bilheterias da Via Funchal.
Com o lote promocional já esgotado, a Negri Concerts pede que os fãs estejam atentos aos novos valores e setores disponíveis para venda:
Pista Premium: R$ 300 - Estudantes R$ 150
Pista: R$ 140 - Estudantes R$ 70
Mezanino Central: R$ 180 - Estudantes R$ 90
Mezanino lateral: R$ 180 - Estudantes R$ 90
Camarotes: R$ 200 - Estudantes R$ 100
SERVIÇO – BLIND GUARDIAN NA VIA FUNCHAL
Abertura: Brotherhood
Data: 9/9 – Sexta-feira
Horário: 20h
Local: Via Funchal
Endereço: Rua Funchal, 65 – Vila Olímpia
INGRESSOS
Venda online:
http://www.viafunchal.com.br
IMPORTANTE: Para compra online, além do valor do ingresso, será cobrada taxa de conveniência.
PONTOS DE VENDA:
Galeria do Rock - Paranoid: (11) 3221-5297 / Die Hard: (11) 3331-8253
Outros pontos de Venda: Metal CDS (Santo André) (11) 4994-7565
Bilheterias da Via Funchal
Press-release: Negri Concerts

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Queensrÿche: confira a capa do novo álbum!

Por Ricardo Seelig

Essa é a capa de Dedicated to Chaos, o novo álbum do grupo norte-americano Queensrÿche. Décimo-segundo trabalho da banda, o disco foi produzido por Kelly Gray e chegará às lojas dia 28 de junho.
O grupo ainda não revelou o tracklist de Dedicated to Chaos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Público de todas as idades para ver o Iron Maiden

Ricardo Novelino Do Jornal do Commercio | Especial para NE10


Foto: JC Imagem
http://www2.uol.com.br/JC/showiron_2R.jpg
Show reuniu cerca de 10 mil pessoas de todas as idades
Pode ser branco ou preto. Ter passado dos 40 anos ou sequer completado 10. Tanto faz se for do Recife ou de outra capital nordestina. Ou ainda melhor, se nasceu no interior. Ninguém liga foi para área VIP ou ficou espremido na galera. E aqueles também que ficaram do lado de fora. Só escutando. Tem coisas que só um show do Iron Maiden pode proporcionar. Cenas inimagináveis surgem do nada e deixam muita gente de queixo caído. Pendurada nos ombros do pai, o engenheiro Luiz Gonzaga Gadelha Junior, Maria Catarina Gadelha, 8 anos, despontava na multidão, no meio da pista premium, reservada para quem pagou R$ 300 e assistiu, com mais conforto, ao show dos ingleses, na noite desse domingo, na área externa do Centro de Convenções, em Olinda, Região Metropolitana.

Maria Catarina estava estreando num concerto de rock e mostrava que tem muito futuro como fã do gênero mais pesado de música. De camiseta rosa, com um celular nas mãos, não desgrudava os olhos do palco. Filmava e fotografava. Para quem estava do lado, sorria e demonstrava intimidade com o repertório do grupo, anos antes de ela pensar em existir. Para orgulho do pai-coruja, cantarolava baixinho: “two minutes to midnight...” e para quem ainda tinha dúvidas da paixão da headbanger precoce, Luiz avisava: “Desde os 5, ela gosta de Iron Maiden. Já toca baixo e arrisca umas coisas.”

A relação pai-filha-banda, demonstrada pelos dois fãs, mostra como o público do Iron Maiden é especial. Quem já passou dos 40 ouvia no velho e bom vinil. Para a criançada da idade de Maria Catarina, o velho bolachão é peça de museu. Para que um negócio tão estranho, preto com um buraco no meio e poucas músicas? É bem melhor Ipod, Ipad, MP3 e MP4 e internet, com Facebook. Os tempos mudaram, mas a  banda está lá. Mais de 30 anos, 85 milhões de discos vendidos e muitos clássicos para tocar.  Não importa a época ou a fase em que o admirador conheceu a Donzela de Ferro. Basta ver a quantidade de ônibus, carros e vans estacionadas perto do Centro de Convenções. As placas: João Pessoa, Maceió, Fortaleza, Natal, Carpina e uma infinidade de lugares. Tudo para conferir The final frontier world tour, que passou por seis cidades brasileiras, divulgando o disco de mesmo nome, lançado em 2010.

Para quem saiu de casa ou pegou estrada para ver Steve Harris, Bruce Dickinson e companhia foi uma noite sem grandes sustos. Quando dependia exclusivamente da produção, a cargo da Raio Lazer, nada a reclamar. Entrada bem sinalizada, banheiros em bom número (na área VIP), portões abertos cedo e sem filas, além de facilidade para tomar cerveja (um preço até camarada, levando-se em conta a qualidade do produto).

Masm quando o assunto é do poder público, o negócio complica. A Avenida Agamenon Magalhães, perto do Memorial Arcoverde, estava escura. Parecia mais uma boate. Os ambulantes fizeram a festa e ninguém organizava a área no entorno. O trânsito ficou sob a responsabilidade da Polícia Militar, que teve alguma dificuldade para fazer o tráfego fluir, sobretudo, por causa do desrespeito de muitos motoristas. Foi preciso guinchar carro parado no local errado.

Bronca mesmo é com o Centro de Convenções. Às 17h30, o estacionamento interno estaria lotado. Isso foi o que disseram funcionários, mesmo com  as vagas sobrando podendo ser observadas facilmente. Uns até arriscava pedir uma tal carteirinha de acesso. Só não informavam qual documento era preciso mostrar. O jeito foi morrer com R$ 10 na mão do flanelinha e torcer para não ter o carro levado pelos ladrões.

Tirando as mazelas, o público de quase 10 mil pessoas, não teve do que se queixar. Pouco depois das 18h40, o Terra Prima, prata da casa, entrou no palco para fazer o esquente da galera. Daniel Pinho, vocalista que se apresentou no último show do Iron Maiden Cover do Recife, comandou a banda. Ele mostrou  músicas do And life begins, primeiro disco do grupo, e enfrentou problemas típicos de quem abre para megabandas: som baixo e equalização de gosto duvidoso, principalmente, na  batera. Mas nada que tirasse o brilho. Para finalizar, Enter Sandman, do Metallica. Assim não tinha como Luiz e a pequena Maria Catarina ficarem fora do clima para o encontro com os ídolos logo em seguida.

Iron Maiden dá aula de profissionalismo em show inesquecível

Ricardo Novelino Do Jornal do Commercio | Especial para NE10


Fotos: JC Imagem
http://www2.uol.com.br/JC/showiron4_2R.jpg
Steve Harris comandou mais um show inesquecível do Iron Maiden no Recife
Como todo espetáculo de banda grande, a brincadeira começou pontualmente às 20h. Sem essa de fazer público esperar horas para encontrar os ídolos. Doctor doctor, do UFO, banda inglesa que influenciou o Maiden e tocou no Recife ano passado, era a senha para deixar a plateia mais acesa do que nunca. A música vai acabando e as luzes se apagam. Os dois supertelões ao lado do palco, de 15 metros de altura, mostram uma batalha espacial, tendo o mascote Eddie como personagem principal. É uma referência ao título do álbum The final frontier, lançado em 2010 e que está sendo divulgado na The final frontier world tour. A canção de entrada tem duas partes distintas. A primeira, Satelite 15, é tocada nos altos falantes. A batida tribal e as guitarras dissonantes são cortadas pelo voz de Bruce, que tem o rosto projetado nos telões. Os outros cinco caras vão entrando no palco e é dada a largada. The final frontier, um hard rock pegajoso, faz a galera cantar junto. Nessa hora, quem tinha alguma dúvida perdeu o medo de que algo desse errado e o show não decolasse. O Maiden estava de novo no Recife, pouco mais de um ano depois da primeira apresentação, na Somewhre back in time tour, de 2009, no Jóquei Clube, na Zona Oeste da capital.

Ao contrário do concerto anterior, o show desse domingo trouxe canções novas. Cinco, no total. Além da primeira, foram apresentados bons momentos do álbum de 2010. El dorado, o primeiro single, tem uma levada legal e solos bem encaixados de Dave Murray e Adrian Smith, sem dúvida um das grandes duplas de guitarristas do metal mundial. Bruce arriscou o primeiro grito de guerra para sacudir a plateia: "Scream for me... Recife!" Um cara subiu no palco, mas foi rapidamente retirado, sem nenhum drama. Depois veio o primeiro clássico  da noite: Two minute to midnight, aquela cantarolada pela garota Maria Catarina. De longe, dava para ver os celulares apontados para o palco. Todo mundo filmando, gravando ou tirando foto de recordação.

The Talisman, uma canção grande do álbum novo, deixa parado quem não conhece bem o disco.  Tem uma letra enorme e um refrão que não pega. É uma aposta da banda, que reverencia o trabalho do terceiro guitarrista, Janick Gers, ao violão, na introdução. Em Coming home, Bruce explica a ideia da música e fala como é rodar pelo mundo para tocar e viajar no Ed Force One, o Boeing usado pelo Maiden para girar pelo planeta. Só no Brasil foram seis cidades visitadas.  Murray e Smith brindam os fãs com belíssimos solos, numa semibalada inspirada.

Em seguida, Dance of death, do CD de mesmo nome, lançado em 2003. Bruce até errou um pedacinho da enorme letra, que aborda rituais macabros, e se desculpou. A banda manteve o pique, como se nada tivesse dado errado, e tocou todas as partes de uma canção cheia de detalhes. O cenário trazia a capa do álbum, assim como no resto do repertório, mostrava  um desenho diferente. Sempre fazendo referência ao CD da música que estava sendo executada e a parte gráfica da época. Perto da enorme bateria de Nicko McBrain era possível observar duas torres de foguetes e na plataforma do kit de percussão a inscrição Satelite 15.

Ornamentação nem sempre percebida, sobretudo, para quem fica longe. E também para quem não consegue tirar os olhos de Bruce. Em The trooper, superclássico de 1983, o cara corre, canta, sobe nos alto falantes de retorno e tremula a bandeira do Reino Unido. Uma paulada para alegria dos mais antigos. The wicker man, do Brave new world (2000) vem quase emendada e põe a galera para cantar também. Essa fisga os fãs da atual fase, com três guitarristas. “Your time is come...”. E, para dar uma brecada no ritmo, Bruce dedica Blood brothers aos irmãos de sangue do Japão, devastado por terremoto e tsunami. Grande momento. E que solo de Janick.
http://www2.uol.com.br/JC/showiron2_2R.jpg
Adrian Smith fez bases e solos e brincou com Bruce Dickinson sobre guitarra
O show seguia e a apresentação das canções novas chegava ao fim com When the wild wind blows. Onze minutos, um riff hipnótico e uma música candidata a novo clássico. Nessa altura, o jogo já estava no papo e se preparava para dar olé. É covardia. The evil that man do, de 1988, e Fear of the dark, de 1992, é para se esgoelar. Essa última serve, inclusive, para tirar qualquer dúvida sobre paixão  dos fãs pelo Maiden. Todas as notas são entoadas com os músicos. Os solos, as melodias e os duetos. Momento único de uma relação entre ídolos e seguidores, poucas vezes vista no rock’n roll.

O show ia terminando e vinha a pergunta; Cadê Eddie? O mascote apareceu na tradicional Iron Maiden. Caracterizado como um ser de outro planeta, o boneco gigante e articulado duela com Janick e tira o fôlego de velhos e crianças. Depois de prometer que vai pegar não importa o lugar, o Maiden dá uma pausa e volta para o bis. Outra covardia. The number of the beast e Hallowed be thy name, de 1982, trazem a velha parceria Donzela-fãs. A galera canta tudo: introdução, narração, solo e coro. Quando cidadão já está rouco e pensa que acabou, vem Running free, do primeiro álbum, de 1980. Bruce aproveita e apresenta os parceiros, com destaque para a reverência ao líder e chefão Steve Harris. Brinca com Adrian e faz piada com a guitarra, uma Gibson Les Paul, que o músíco carrega para todos os lugares há décadas. O vocalista atira o gorro para o público e volta para encerrar uma grande festa do metal.

Uma aula de profissionalismo e talento. Exemplo de como se manter uma máquina gigante a todo vapor. Uma noite para ficar grudada na cabeça da menina Maria Catarina, aquela que nem parecia ter 8 anos quando cantava Two minutes to midnight e filmava tudo com os olhos arregalados. Um momento marcante para o pai dela e para tantos outros jovens, velhos, adolescentes, pretos, brancos, da área VIP ou da galera. Gente que pode dizer e estampar na camiseta, como orgulho: Iron Maiden no Recife.... Eu fui!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Turnê do Black Label Society no Brasil só em agosto

Shows são adiados por conta de “circunstâncias imprevistas”


Os shows que o Black Label Society faria no Brasil em maio foram adiados para a agosto. Agora, o grupo, liderado por Zakk Wylde, vai se apresentar em São Paulo, no dia 13, no HSBC Brasil, e em Porto Alegre, no dia 14, no Opinião - saiba mais aqui. Os ingressos que já foram adquiridos valem para as novas datas. Um comunicado do HSBC Brasil apresentou como justifictiva “circunstâncias imprevistas”. É sabido que Zakk Wylde vem sofrendo problemas sanguíneos no últimos tempos, tendo que visitar hospitais com frequência.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Kreator tem novo clipe gravado ao vivo; assista


“Warcurse” traz imagens de show em festival alemão

O novo videoclipe do Kreator, para a música “Warcurse”, está disponível. O vídeo foi gravado ao vivo durante o show do grupo na edição de 2009 do Summer Breeze Festival, em Dinkelsbühl, na Alemanha.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Testament entra em estúdio em março


Grupo quer gravar novo álbum logo

Num depoimentro gravado dentro do navio que carregou o festival “70,000 Tons Of Metal”, o líder do Testament, Chuck Billy, disse que o grupo deve entrar em estúdio em março para gravar um novo álbum, o sucessor de “The Formation Of Damnation”. Mas trata-se de uma intenção, de modo que não há como se estimar uma data para o lançamento desse novo trabalho

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

TESTAMENT - DISCOGRÁFIA

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhymaJqlLiGTXdmTHGeNmEGG1husHhBlNgU5FBS-zH9QuPNiTUbdlD5SqNK7Bp7XN4IpA0_eiwFAcFmvCc9YVFLznmDGlHpUGdS3c65BURkXNbh3zajMPzZnnzyxRzdzd-CrA0-pmySFks/s1600/testament+logo+Heavy+Metal+Center_1.png

Sobre a banda
http://lh5.ggpht.com/_Ik2KFmBV-xE/S7eqf4ZmxFI/AAAAAAAAAq0/jBwUxdQ0Vv8/barra%20esquerda.jpg

O Testament é uma banda Norte-Americana de Heavy Metal/Thrash Metal originária da cidade de Oakland no estado da Califórnia. Foi uma das fundadoras do movimento thrash metal da "Bay Area" em São Francisco ao lado de outras como Metallica, Forbidden, Exodus, entre outras.



Informações

http://lh5.ggpht.com/_Ik2KFmBV-xE/S7eqf4ZmxFI/AAAAAAAAAq0/jBwUxdQ0Vv8/barra%20esquerda.jpg
Gêneros: Thrash Metal, Heavy Metal e Death Metal
Ano: 1987- 2008
Origem: EUA

Integrantes
http://lh5.ggpht.com/_Ik2KFmBV-xE/S7eqf4ZmxFI/AAAAAAAAAq0/jBwUxdQ0Vv8/barra%20esquerda.jpg

Formação atual
  • Chuck Billy - Vocais
  • Eric Peterson - Guitarra
  • Alex Skolnick - Guitarra
  • Greg Christian - Baixo
  • Paul Bostaph - Bateria
Formação clássica para a turnê de 2005
  • Chuck Billy - Vocais - (de 1986 a 2006)
  • Eric Peterson - Guitarra - (de 1986 a 2006)
  • Alex Skolnick - Guitarra - (de 1986 a 1992 e mais a turnê de 2005)
  • Greg Christian - Baixo - (de 1986 a 1997 e mais a turnê de 2005)
  • Louie Clemente - Bateria - (de 1986 a 1992 e mais a turnê de 2005)
Discografia
http://lh5.ggpht.com/_Ik2KFmBV-xE/S7eqf4ZmxFI/AAAAAAAAAq0/jBwUxdQ0Vv8/barra%20esquerda.jpg

METAL CHURCH - DISCOGRÁFIA COMPLETA

http://www.tvrock.com.br/new/imagens/img_4649_65metal_church.jpg
Metal Church é uma banda estadunidense de Thrash Metal formada em 1980. Lançou o primeiro disco em 1984 e teve seu auge nos anos 1980.

Informações:

Banda: Metal Church
Gênero: Heavy Metal, Thrash Metal, Speed Metal
Origem:
 Estados Unidos http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Flag_of_the_United_States.svg/20px-Flag_of_the_United_States.svg.png

Metal Church foi formada em 1981 sob o nome Shrapnel com Mike Murphy nos vocais, Kirk Arrington na bateria, Craig Wells e Kurdt Vanderhoof nas guitarras, e Duke Erickson no baixo. Mike Murphy sair, no entanto, alegando diferenças pessoais e criativas. Ele foi substituído por David Wayne. Em 1982, a banda lançou uma fita demo, intitulada Four Hymns. Ela continha as músicas "batalhões", "Deathwish", "Gods of Wrath" e "The Brave". Embora a demonstração foi muito fora de impressão, as músicas estão disponíveis gratuitamente no site da banda na Internet. Até o momento Metal Church lançou seu segundo álbum de estúdio, The Dark, em 1986, eles estavam em turnê com os actos de alto perfil como Metallica. The Dark foi um sucesso comercial, ajudado pelo fato de que o vídeo da banda de música de primeira, com a canção "Watch the Children Pray", que fez freqüentes na MTV. Infelizmente, estes desenvolvimentos positivos foram acompanhados por sérios problemas dentro da banda, o que resultou em uma mudança na programação. Em 1988, a banda substituiu Wayne com o ex-vocalista do Heretic Mike Howe e lançou seu álbum de estúdio, bênção disfarçada, um ano depois. John Marshall assumiu a posição Vanderhoof na guitarra, que já contribuíram principalmente como compositor. Ironicamente, depois de ser substituído pelo ex-vocalista do Heretic, David Wayne recrutou os demais membros da Heretic para formar o reverendo. Seria uma década antes de David Wayne trabalhou com Metal Church novamente. Após o lançamento do álbum de estúdio do Metal Church em quarto lugar, o fator humano, em 1991, Kurdt começou a trabalhar a solo. Ele formou uma nova banda chamada Hall em Chamas, que lançou um álbum em 1991 intitulado garantido para sempre através do IRS Records. Este foi o único álbum Hall Aflame liberaria, ea banda dobrada logo em seguida. Metal Church se separou em 1994 após o lançamento de seu quinto álbum de estúdio, na balança, em 1993. Kurdt e Kirk formado "Vanderhoof" e lançou seu álbum de estréia auto-intitulado em 1997.

Discografia:

domingo, 26 de dezembro de 2010

Metal Church

Vou alegrar mais este Blog. Vamos colocar uns metais de grande qualidade. Vamos botar pra arregaçar, e nada melhor do que Metal up your ass Church....uiuiuiuiui


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Metal é Um Só: Pela Unificação do Público

Matéria de Marcos Garcia no Whiplash!

Nascido em 1970, sendo que ouve Rock desde os 5 anos e Metal desde os 13, se dedicando ao Heavy Metal e Rock e todas as suas vertentes. Bacharel e Licenciado em Física, baixista, professor, escritor e colaborador de sites e zines, aprecia todas as subdivisões de Metal, tem sempre carinho pelas bandas nacionais mais jovens e desconhecidas, e acredita no Underground como forma de cultura alternativa à regras sociais tradicionalistas. Sem perder suas raízes, calcadas em Iron Maiden, Black Sabbath e Mercyful Fate/King Diamond, ouve de Bon Jovi a Marduk, de Jethro Tull a Angel Corpse.

Há muito tempo é visto entre os bangers um fator fato inusitado, mas que ao mesmo tempo, é muito, muito triste, já denunciado por vários autores de artigos nos veículos de mídia especializados em Metal e Rock: a incapacidade da cena brasileira realmente poder usufruir de seu potencial comercial.
Quando é citado o termo ‘potencial comercial’, quer pura e simplesmente dizer que o Metal no Brasil dá dinheiro, gera recursos, pois se assim não fosse, não existiriam revistas e sites especializados. Para que o ‘amor ao Metal’ seja viável e possa ser aplicado, é necessário que exista dinheiro, e muito.
Porque é assim? Simplesmente ninguém conseguiria ter tempo de se dedicar ao estilo com contas a pagar e famílias a sustentar. Trabalhar e se dedicar ao estilo como ele realmente merece não é viável.
O Metal tanto dá dinheiro que todas as versões do Rock in Rio tiveram uma noite exclusivamente dedicadas a grandes astros do estilo. Se não fosse assim, o empresário Roberto Medina jamais trocaria músicos de expressão no Brasil como Ivete Sangalo ou outros de cunho mais Pop como George Michael por bandas como AC/DC, MEGADETH, QUEENSRYCHE, JUDAS PRIEST, HALFORD e IRON MAIDEN. Isso é óbvio!
Se há esta noite, é porque há público e dá lucro, e o detalhe mais importante: nas versões I, II e III, foi na noite do Metal que sempre se deu maior concentração de público, tanto que na I e na II, foram em dias ruins da semana (no I, na quinta-feira, se não me falha a memória, e no II, na quarta-feira. Este eu posso afirmar, pois estava lá), pois pouco se fazia fé no estilo, mas no III, foi no domingo.
Sou um dos denunciantes de alguns desses aspectos, e já tratei do descaso do banger brazuca com as bandas daqui (paga 300 no morto-vivo IRON MAIDEN  rindo, mas não quer pagar 20 em um show daqui, dizendo ser ‘caro’) em outro artigo. Neste, enfoco outro grave problema: a subdivisão do público.
É algo insano, inconcebível, ver um bando de paspalhos trocando ofensas porque um curte Power Melódico e o outro Death Metal. Mas ambos não são estilos de Metal? Ambos não são descendentes diretos do mesmo BLACK SABBATH? E o que há de ruim em ambos os estilos? NADA! Ambos são bons à sua maneira, com suas particularidades, sendo a mesma leitura do Metal, apenas por enfoques diferentes.
Cada subdivisão do Metal deveria ser apenas classificatória, e nunca deveria gerar divisão de público. Mas estranho que estes mesmos que discutem sobre esta ou aquela subdivisão, estarão juntos no Rock in Rio, aceitando que existam bandas diferentes. E não creio que alguém vá lá ficar parado como uma múmia quando o MOTORHEAD subir ao palco e detonar, o mesmo valendo para o falido METALLICA.
Antes, lá nos anos de 86-87, o público daqui era, apesar de algumas idiotices, bem mais fechado com as bandas nacionais do que hoje, e ouvia todas as subdivisões sem preconceitos. O mesmo cara ouvia HELLOWEEN, MANOWAR, RUNNING WILD, KREATOR, SODOM, POSSESSED, e tantos outros. Só o Hard Rock da Califórnia ficava de fora da festa, pois era estigmatizado como False Metal por muitos.
Esta é uma lição daquela geração para auxiliar o público de hoje...
Há uma verdade que deve ser dita: não há subdivisão ruim no Metal. Todas são boas, todas ótimas e todas com algo a dizer a todos os bangers. E todas com bandas ótimas e bandas ruins, tanto no exterior quanto aqui. Basta ao banger ouvir sem preconceitos pré-estabelecidos, já que existem muitos dogmáticos e evangelistas tentando doutrinar as pessoas nessa ou naquela subdivisão como a melhor, como a mais real. Se alguém me diz que não gosta de banda A ou B, eu aceito sem problemas e sem pedir explicações, pois gosto é algo particular e que não se explica. Mas jogar um estilo de Metal inteiro fora é algo impensável, que ante de ser um sacrilégio, é um ato de burrice assumida, digna de um quadrúpede comedor de capim.
Ou seja: deixem de ser alienados, ouçam a banda, sem pensar se é desse ou daquele estilo, pois pode estar perdendo algo pelo qual busca a tempos e não sabe.
E viva o Metal Unido!

Nightwish já tem pré-produção para novo álbum



Mas lançamento só deve ocorrer no final de 2011

O líder do Nightwish, Tuomas Holopainen, já concluiu a pré-produção de uma demo que servirá de base para a gravação do novo álbum do grupo, sucessor de“Dark Passion Play”, de 2007. Os integrantes da banda vão se reunir entre os meses de julho e setembro para ensaiar o novo material, e só então iniciar as gravações, no início de 2011. A previsão é de que este lançamento só ocorra em setembro de 2011.

Nightwish começa a gravação do novo álbum

Lançamento deve acontecer em 2011

Depois de um período ensaiando e compondo no interior da Finlândia, o Nightwish já está gravando o material para o novo álbum do grupo. De acordo com um post no site oficial do grupo, assinado pelo baterista Jukka Nevalainen, todos estão reunidos em estúdio desde a última quinta, gravando bateria. Eles gravaram uma demo no período em que estiveram compondo, de onde devem sair as músicas do novo CD. O disco mais recente do Nightwish é “Dark Passion Play”, lançado em 2007.

Líder do Nightwish faz balanço e promete anunciar novo CD

Grupo deve voltar à cena em 2011

O tecladista do Nightwish, Tuomas Holopainen, fez um balanço das atividades do ano no site do grupo e prometeu anunciar, no final de janeiro, os planos para a banda em 2011, que inclui o lançamento do novo álbum, sucessor de “Dark Passion Play”, lançado em 2007. De acordo com o líder do grupo, as guitarras, bateria e baixos das músicas novas já estão prontos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ROCK EM GERAL entrevista Tarja Turunen


Direto ao ponto

Consolidando a carreia solo, Tarja Turunen vê resultados de trabalhar com a mesma banda, anuncia turnê pelo Brasil e comemora liberdade artística. Fotos: Divulgação

Mais experimentada, Tarja considera o novo trabalho bastante pessoal
Mais experimentada, Tarja considera o novo trabalho bastante pessoal
Não é muito difícil encontrar Tarja Turunen nessa época do ano. A cantora costuma circular com outros músicos de origem erudita por igrejas européias cantando canções de Natal. Nem parece aquela vocalista de banda de heavy metal que se notabilizou à frente do Nightwish, e que, quis o destino, saiu em carreira solo “meio sem querer”. Isso no começo, porque, agora, segurança é o nome de Tarja Turunen, que chega ao segundo disco, o bom “What Lies Beneath”, com uma sonoridade de banda, pra valer mesmo.
Isso porque ela conseguiu manter por perto os músicos que lhe acompanham mundo afora. E que músicos! Alex Scholpp (Farmer Boys, guitarra) Doug Wimbish (baixo, Living Colour) e Mike Terrana (Yngwie Malmsteen, bateria), além de convidados do naipe de Joe Satriani, o batera Will Calhoun (também Living Colour), Phil Labonte (vocalista do All That Remains), entre muitas orquestras e coros, claro. Tarja continua apostando com firmeza na fusão de heavy metal com música erudita, mas começa a perceber como fazer isso com o fundamental: as boas composições que Tuomas Holopainen, do Nightwish, não lhe fornece mais.
Nessa entrevista exclusiva, feita por telefone, de manhã bem cedinho, Tarja mostra um desprendimento de quem não se sente tão grande quanto realmente é. Morre de vergonha ao falar de Alice Cooper – de quem gravou “Poison” -, diz não ter acreditado quando atendeu uma ligação do vocalista do Scorpions, Klaus Meine, e conta como trouxe Joe Satriani para perto. Ao mesmo tempo, revela a segurança de um artista que se consolida no mercado, indo “direto ao ponto”, com a animação que lhe é peculiar. Ah, ela estava em Luxemburgo, onde, no dia seguinte, iria cantar canções de Natal. Confira:
Rock em Geral: Da última vez que conversamos você estava bastante animada com o início de sua carreira solo, era o primeiro álbum e tal. E agora, continua com aquela empolgação?
Tarja Turunen: Mas é claro! Estou bem empolgada, tem sida uma jornada e tanto… (suspiro) Já faz cinco anos que tudo começou, é bastante tempo. Muita experiência acumulada, dois discos muito bonitos e muitos e muitos shows, muitos compromissos, muita diversão… tem sido tudo muito bom. Tive a possibilidade de me envolver com grandes pessoas para trabalhar comigo. Tem sido tudo muito bom, tudo tem acontecido de um modo muito rápido para mim, o que me deixa muito, muito empolgada.
REG: Com tudo isso podemos dizer que você se sente imortal agora, como na música?
Tarja: Sim! A liberdade é realmente algo… Bem, imortal eu não sou! Mas a liberdade de fazer as coisas me dá essa sensação formidável.
REG: Como você compara os processos de feitura desse disco, “What Lies Beneath”, com o do primeiro, “My Winter Storm”?
Tarja: Esse segundo disco me ocupou por dois anos, eu estava sempre compondo, trabalhando no material. Independentemente de onde eu estivesse, eu sempre tinha um tempinho para trabalhar, sozinha ou com outros compositores. Tudo o que aparece em todas as músicas é um tipo de reflexo de mim mesma, da minha própria alma, é um disco muito pessoal para mim. Pela primeira vez eu pude abrir a minha própria caixa de Pandora, de certa forma, e busquei tudo que eu adoro na música. Tudo que eu tenho para dizer está no álbum, o que significa que é um disco muito importante.
REG: Esse disco parece mais um disco de banda, enquanto o “My Winter Storm” parecia uma trilha sonora…
Tarja: O ponto é que minha banda, todos os músicos que começaram a trabalhar comigo, estão comigo até hoje, e eles se esforçaram bastante nas músicas, tanto na composição como em termos de arranjo. É isso o que aparece, soa muito mais direto, mais claro, toda a visualização do trabalho dentro do disco. E eu queria o disco desse jeito. Há uma diversidade entre as músicas, não é simplesmente um disco de metal, porque é um disco de uma artista. E hoje me sinto livre para compor músicas da maneira que eu quiser e do jeito que eu me sentir melhor. É por isso que há nos discos tipos diferentes de música. Tendo um histórico dentro do metal e a música clássica, eu sempre vou ter as duas coisas juntas, e agora eu posso misturar com tudo o que eu quiser.
REG: De qualquer forma, o “What Lies Beneath” é mais pesado que o “My Winter Storm”
Tarja: É, digamos que sim, se você olhar como um todo…
REG: É um clichê dizer isso, mas você considera este disco melhor que o anterior?
Tarja: Quer saber? O “My Winter Storm” foi o começo de tudo e todo começo na vida é difícil, mas eu realmente gosto desse disco. São os meus primeiros passinhos, eu sempre vou ter pelo “My Winter Storm” um carinho especial. É claro que o “What Lies Beneath” é muito mais energético, digamos, vai mais direto ao ponto, porque é o que eu estou vivendo nesse momento. Eu quero ir direto ao ponto! Porque me sinto mais confidente, como mulher também…
A cantora abriu sua própria 'caixa de Pandora'
A cantora abriu sua própria 'caixa de Pandora'
REG: Não se deve perguntar isso para uma mulher, mas você se sente mais madura agora, de uma forma geral?
Tarja: (Gargalhada) É, a gente cresce, a vida é sempre pautada pelo crescimento, pela experiência do aprendizado. Tudo que você vê, você aprende, carrega com você. E devo te dizer que nesses últimos tempos tenho aprendido à beça.
REG: Como foi a participação de Joe Satriani na música “Falling Awake”?
Tarja: Eu sempre quis trabalhar com ele, tenho todos os seus discos. Quando tínhamos todas as músicas gravadas, não havia praticamente nenhum solo de guitarra no disco, e eu disse: Oh, meu Deus! Eu adoro solos de guitarra e como isso foi acontecer? Eu estava conversando com o meu baixista, Doug Wimbish, e ele me sugeriu fazer contato com o Joe Satriani. Eu disse: Você tá maluco? Ele nem deve saber quem eu sou! Mas eu o havia encontrado nos Estados Unidos há um tempo, no ano passado. Quando eu mostrei a música, estava muito nervosa para ver como ele iria reagir, mas ele adorou, e dois dias depois ele tava lá pra gravar, sem pedir nada, fez um grande favor para mim, um presente. É uma figura extraordinária, eu vi seu trabalho, sua paixão, ele realmente gosta do que faz.
REG: Foi fácil trabalhar com ele, então, porque às vezes guitarristas são problemáticos…
Tarja: Foi fácil, ele me pediu para mostrar exatamente o que eu queria, porque ele não queria ficar experimentando, queria ir direto ao ponto. Eu mostrei a ele alguns exemplos, mostrei o solo de violino que tinha sido feito para essa música e ele gravou com muita alegria, foi tudo muito fácil.
REG: Você gravou uma música do Alice Cooper (“Poison”) no primeiro disco e agora colocou outra do Whitesnake (“Still Of The Night”) como bônus nesse disco. Como você escolhe essas músicas? Depende das letras?
Tarja: Ah, eu sou uma garota legal, eu não penso muito, porque sempre me divirto com essas músicas. Eu fiz uma turnê junto com o Alice Cooper na Europa, foi fantástico, ele é um muito gentil…
REG: Vocês cantaram juntos no show?
Tarja: (demonstra vergonha) Não! Eu não cantei com ele! Mas “Still Of The Night” sempre foi uma música que eu quis gravar. Mesmo quando estava no Nightwish, cheguei a sugerir, mas eles não toparam. E dessa vez eu tinha tudo à disposição - coro e orquestra - em Los Angeles, e ficou como eu queria: pesado e mais moderno. É definitivamente a minha versão da musica.
REG: Você acha importante ter um cover a cada disco?
Tarja: Não, não é necessário. É sempre difícil fazer covers, talvez o próximo disco não tenha um, sei lá, é cedo pra dizer! E na verdade “Still Of The Night” é um lado b, nem faz parte do CD oficial.
REG: E a voz masculina do Phil Labonte, como você escolheu?
Tarja: Eu estava procurando por uma vocal assim, alguém que gritasse, um vocal firme e ao mesmo tempo limpo. E também que desse um drástico contraste com a minha voz. Minha voz sempre soa a mesma, eu não tenho como gritar e fazer diferente. Ela é o que é. Eu falei com um compositor, Johnny Andrews, com quem eu fiz a musica (“Dark Star”), e ele me sugeriu o Labonte. Tivemos um papo pelo skype, e disse a ele o que eu gostaria que ele fizesse na música. A tecnologia ajudou muito, encurtou distâncias. Ele gravou em Nova York enquanto eu trabalhava na Europa. Depois juntamos tudo.
REG: Continuando com o tema parcerias, você também cantou numa música do Scorpions (“The Good Die Young”, do álbum “Sting In The Tail”)…
Tarja: Foi uma grande honra para mim, eles me convidaram, primeiro através de um e-mail para o meu empresário, e depois o próprio Klaus Meine me ligou, diretamente! Conversamos, ele é um cara muito legal, simpático, e me disse que eles acompanham a minha carreira. Nesse tempo todo nos encontramos em festivais - por exemplo, no Brasil, em São Paulo (no Live N Louder, em 2005) -, mas nunca tivemos uma chance de conversar sobre a vida e tal. Eles queriam que eu cantasse no disco, o que ele não falou naquela hora, é que este seria o último álbum da carreira deles.
REG: Era tipo “agora ou nunca”…
Tarja: Pois é! Quando eu fui gravar, em Buenos Aires, o produtor comentou que era o último, eu fiquei chocada. Eles estão em turnê agora, nos encontramos, conversamos de talvez tocarmos juntos algum dia. Eles são pessoas bem legais. Tivemos um show com eles na Áustria, filmado para uma TV, eles são caras legais mesmo.
REG: No site há uma turnê pela America Latina em março, mas o Brasil não está incluído…
Tarja: Mas já tem um show confirmado, em São Paulo, no dia 12 de março, e outros dois no Brasil, que estão sendo fechados em outras cidades. Mas eu prometo que estarei de volta. Eu preciso de vocês!
REG: O que você se lembra dos shows brasileiros?
Tarja: Vocês são loucos, eu adoro a paixão que vocês mostram, que não é igual em nenhum lugar do mundo. A América do Sul em geral é o continente que todos deveriam tocar, porque as pessoas são muito apaixonadas por música, e conosco não é diferente. É realmente fantástico, e eu tenho lembranças lindas dos shows no Brasil. Mas faz muito tempo e eu quero definitivamente voltar!
REG: Mas não vai deixar o Rio de fora, hein?
Tarja: Eu espero que possa voltar, eu tenho um belíssimo fã clube no Rio, que me dá um grande apoio.
Tarja confirmou que vem ao Brasil em março, para três shows da turnê do novo álbum
Tarja confirmou que vem ao Brasil em março, para três shows da turnê do novo álbum
Nota: nesse ponto a entrevista teve que ser interrompida por determinação da gravadora.

Tarja Turunen

What Lies Beneath
(Universal)

tarjawhatO grande mérito de Tarja no preparo deste segundo álbum solo foi se manter cercada dos mesmos músicos que a acompanham desde o início dos shows da turnê do disco de estréia, “My Winter Storm”. Isso lhe garantiu uma espécie de “formação de banda” vital para atingir o entrosamento e os bons arranjos que prevalecem agora, neste “What Lies Beneath”. O outro ponto foi a escolha cirúrgica de compositores que lhe ajudaram a suprir a falta de Tuomas Holopainen, que, nos tempos do Nightwish, era o responsável por lhe dar músicas colantes. Entre eles, Johnny Andrews, que já forneceu músicas para Lacuna Coil e Apocalyptica – só para ficarmos em exemplos vizinhos.
Tem o dedo dele a pérola “Until My Last Breath”, não por acaso de estrutura idêntica a de “Nemo”, o grande hit do Nightwish. A música é uma das que aposta seriamente na banda de Tarja, muito embora o conceito nem esteja tão bem resolvido assim ao longo do CD. Oriunda da escola erudita que, de uma hora pra outra se viu no topo do mundo à frente de um grupo de um segmento forte como o heavy metal, Tarja carrega as duas referências e se desdobra para criar alternativas e acertar a medida nessa gororoba. Nem sempre, entretanto, consegue. Por vezes, no meio do disco, tem-se a impressão de que se trata de um trabalho erudito; noutras, soa “apenas” como mais uma banda de metal. Quando consegue juntar certinho as duas coisas é que o resultado se mostra eficiente. Acontece, por exemplo, em “Dark Star”, na boa “Little Lies”, na baladaça “Underneath” e na própria “Until My Last Breath”.
Nesse sentido, “What Lies Beneath” supera com larga vantagem “My Winter Storm”, disco que assemelha mais a uma trilha sonora de um filme qualquer do que a um trabalho somente musical, com diálogo entre as faixas. Em “What Lies Beneath” essa conversa existe com maior clareza, embora às vezes pareça uma espécie de torre de Babel. Tarja se guarneceu bem com o baixista Doug Wimbish, do Living Colour, e com o baterista Mike Terrana, mas precisa de um guitarrista mais incisivo que Alex Scholpp – ou, então, dar a ele mais espaço. Não é o caso de encher as músicas de solos sem fim, mas para contribuir mesmo com o andamento e a base das músicas, por vezes saturadas de arranjos operísticos e eruditos demais. É no equilíbrio entre as duas vertentes – metálica e erudita – que Tarja deve mirar.
As participações de Joe Satriani (“Falling Awake”), Phil Labonte, vocalista do All That Remains (“Dark Star”), e do baterista do Living Colour, Will Calhoun (“Crimson Deep”), não só enfeitam o pavão como apontam caminhos. Satriani mostra que uma guitarrinha mais pesada só ajuda, e com Labonte Tarja atualiza bons momentos da dualidade vocais doces versus agressivos, adotada em subgêneros do metal a partir de meados dos anos 90. Podem ser só casos isolados, mas, também, tendências. Já “Crimson Deep”, embora não seja um hit nato, no sentido “pop” de ser, se junta a “Until My Last Breath” como o ponto alto desse bom “What Lies Beneath” – disco que, se mostra evolução, deixa aberto um amplo espaço a ser ocupado. Cai dentro, Tarja!

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