BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




CARIRI VEÍCULOS

CARIRI VEÍCULOS

Impacto Skate Shop

Impacto Skate Shop
Uma loja diferenciada pra você

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Entrevista de Artur Menezes ao blog Terremoto Blues

Mestres das Seis Cordas com Artur Menezes

Com solos poderosos e com uma voz incrível, Artur Menezes é um cearense de apenas 24 anos que esbanja talento, bom gosto musical e humildade.

Este “menino” é sem sombra de duvida um dos maiores guitarristas de Blues do Brasil. Se você ainda não escutou o som que ele tira da guitarra, então não perca tempo, leia o artigo e depois delicie-se com os links de Artur Menezes.

TB: Apesar de ser muito jovem, você tem uma grande experiência musical. Você lançou recentemente um álbum maravilhoso, mas anteriormente esteve presente em mais três trabalhos, onde participou do CD da Lúcia Menezes, gravou com sua antiga banda Blues Label e fez seu primeiro trabalho com o EP Artur Menezes & os Caras. Você gosta de estar em estúdio? Qual é a sensação de criar e registrar o seu trabalho?

AM: "De longe eu prefiro me apresentar ao vivo do que em disco. O público me instiga e eu rendo muito mais. No entanto, a importância de registrar as suas músicas e de ter um álbum para apresentar o seu trabalho é indiscutível. É como ter um filho, imagino. Gravei meu disco com muito carinho e cuidado e fico na expectativa de que todos gostem dele, assim como eu. Sem contar que é uma excelente maneira do público "me levar pra casa" sem dores de cabeça para ambos os lados! Rs..."

TB: Você acredita que encontrou o seu timbre perfeito? Quais são seus brinquedos?

AM: "I'm Never Satisified: o título dessa música fala muito sobre mim. Ao longo desses 12 anos tocando guitarra, eu venho aprimorando meu som. Trocando de equipamento, estudando... Atualmente eu tenho uma Gibson ES- 335 Custom Shop, Fender Stratocaster SRV, Gretsch Chet Atkins, Ciderly Double Neck, Gibson Les Paul Standard e Gibson SG (estas duas estou vendendo!) e violões Del Vecchio e Fender Ressonator."

TB: Quais são seus projetos atuais? Com quem anda tocando?

AM: "Dou prioridade ao meu trabalho solo, onde geralmente toco em trio. Além das composições próprias, clássicos do blues e de caras como Buddy Guy, Collins, os 3 Kings, Hendrix, Vaughan, Clapton etc. Aqui em São Paulo, esporadicamente toco guitarra com o Big Chico (na minha opinião, um dos maiores artistas de blues do Brasil). Não me desliguei do Ceará e, sempre que retorno à minha "sweet home", toco com as bandas Blues Label, De Blues em Quando e Hardvolts (AC/DC Cover). Faço shows esporádicos também com o excelente gaitista Jefferson Gonçalves (que tem um trabalho de blues dentro da música nordestina)."

TB: Você saiu do Ceará para vir morar em São Paulo. Você acredita que a cena do Blues Paulistano é melhor que do Ceará? Por onde tem tocado fora São Paulo e o Ceará?

AM: "Não acredito que a Cena de Blues seja melhor, mas a cena musical como um todo é. Aqui as possibilidades de crescimento são maiores, pois uma vez aparecendo em São Paulo, você aparece no Brasil. Muito embora a minha vinda para cá esteja relacionada aos estudos, e não à busca pela fama. Gosto do underground e pretendo seguir nele. No Ceará a cena de blues é linda! Muito organizada e todos trabalham juntos. Todo mundo se ajuda. Fora São Paulo e Ceará, recentemente estive no Piauí, em agosto vou ao Maranhão, setembro Recife e Rio de Janeiro e outubro ao Pará. Agora em julho também estive em Londres, toquei no Blues London (The Blues Kitchen). Em 2006 e 2007, morei alguns meses em Chicago. Lá fiz parte da banda "The Shakes Blues Band" e toquei algumas vezes como convidado com Charlie Love and The Silk Smooth Band e Linsey Alexander no Kingston Mines. Outras vezes dei canja com John Primer, Jimi Burns, Brother John, Phill Guy no Chicago Blues e no Legend's."

TB: Artur, considero você entre os meus músicos prediletos, pois além do seu enorme talento, você tem uma simplicidade gigantesca. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.

AM: "Roberto, primeiro te agradeço pelo bem que você vem fazendo ao blues, divulgando o estilo, abrindo espaço para os artistas mostrarem o seu trabalho, além de tocar o blues e mandar ver no slide guitar! Meus sinceros agradecimentos! O recado que deixo é que fico na torcida para que o blues tenha mais espaço no Brasil. Que o público cresça e que cresça a quantidade de músicos fazendo blues. E também que outros repitam a sua iniciativa de divulgar o blues, pois como sabemos, existem dois tipos de pessoas: as que gostam de blues e as que não conhecem o blues. Quem conhece, automaticamente se apaixona!"
 
 

Resenha do disco "Early To Marry" de Artur Menezes na Revista Blues'n'Jazz

ARTUR MENEZES
Por Edson Travassos

Clique Para ampliar! Early to Marry
Blues Time
Artur é o menino prodígio do blues cearense. No palco, parece ter o dobro da idade (24 anos), dada a segurança, a tranquilidade e o domínio do instrumento e do estilo. Também integrante da Blues Label, ele lança agora seu primeiro CD solo, onde demonstra que, além de continuar se aprimorando na guitarra, dedicou-se também a aperfeiçoar a voz, mais segura, afinada e com um timbre consistente.

Como guitarrista, suas influências, que no início eram Steve Ray Vaughan, Albert King e Albert Collins, principalmente, já não são facilmente percebidas, dado o enorme vocabulário de frases e riffs que utiliza. Percebe-se um grande pesquisador por trás do showman que sobe em mesas e cadeiras enquanto sola, dança com a platéia e convida meninas a subirem ao palco para dançar com ele.

O baião-blues “Early to marry” é algo como um misto de Bo Diddley e Eddie Cochran (!) com gaita, triângulo e rabeca. O funk-blues “I’m never satisfied”, muito pulsante, segue o estilo de Albert Collins. As baladas lembram as dos Rolling Stones (“Stone cold temptress”) e as de Lenny Kravitz (“You don’t deserve my love”). “Please, give me a chance” (shuffle já gravado com a Blues Label) ganha uma versão mais intimista e sensual, com vocais femininos, que lembra até Stray Cats.

O boogie-rock “Tell me how” soa como John Lee Hooker numa jam com o Aerosmith. Ainda na linha pesada, “Let me show you” parece um pouco AC/DC. Do lado oposto, “Going back home” é um country instrumental que mostra a habilidade técnica de Artur. Ele conta com a cozinha entrosada e competente de Lucas Ribeiro (baixo) e Wladimir Catunda (bateria), além de vários convidados especiais, entre eles os gaitistas Jefferson Gonçalves e Diogo Farias.



Discos à venda las lojas CULTURA, SARAIVA, DESAFINADO e PLANET CDs e pelos SITES:

http://tinyurl.com/256dc4a (Livraria Cultura)

http://www.bluestimerecords.com/ (no link "catálogo")

http://www.tratore.com.br/cd.
asp?id=7898369069584

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/2884260/early-to-marry/?ID=BB2AF1FA7DA060814360B0646


-----------agenda de shows---------

TURNÊ!!!

Olá, amigos!

Mais uma vez, entro em turnê para divulgar o disco "Early To Marry". Seguem as apresentações:

- 10/9 - Burburinho, 23h, Recife (PE);

- 11/9 - Caravela's, 21h, Recife (PE);

- 15/9 - Livraria Saraiva Ouvidor, 12:30h, Rio de Janeiro (RJ), participação especial "Jefferson Gonçalves";

- 16/9 - Conversa Afinada, 20:30h, Rio de Janeiro (RJ), participação especial "Big Joe Manfra";

- 17/9 - Néctar, 23h, Rio de Janeiro (RJ), participação especial "Beale Street";

- 30/9 - Livraria Cultura, 19h, Fortaleza (CE);

- 1/10 - Órbita, 20h, Fortaleza (CE);

- 2/10 - Casa do Blues EDIÇÃO ESPECIAL, Mercado Joaquim Távora, 18h, Fortaleza (CE).

www.arturmenezes.com.br

www.twitter.com/art_menezes

www.myspace.com/arturmenezes

www.youtube.com/arturmenezes

www.fotolog.com/arturmenezes
www.arturmenezes.blogspot.com

adicionem o perfil 2:

http://www.orkut.com.br/main#profile.aspx?uid=6638037197382241619



domingo, 29 de agosto de 2010

os 25 anos de “Ride The Lightning”

Por Luciano Piantonni (Rock Brigade)

Quem viu o Metallica recentemente, em um dos shows da Wolrd Magnetic Tour, que passou pelo Brasil,em janeiro passado, deve ter percebido que a banda – se juntarmos as duas noites de SP , ou de outras cidades em que eles se apresentem por duas noites seguidas – deu um grande destaque ás músicas de seu segundo álbum, Ride The Lightning, como Creeping Death, For Whon The Bells Tolls, Fade To Black, Fight Fire With Fire e a faixa título, Ride The Lightning – deixando de fora apenas Trapped Under Ice, Escape e a brilhante instrumental The Call Of Ktulu.
 
Na verdade deveriam homenagear esse brilhante álbum, tocando-o na integra, como quando fizeram o mesmo com Master Of Puppets, em 2006 (na ocasião, completando vinte anos), já que em 2009, Ride The Lightning completou 25 anos.ride the lightning lineup.jpg
 
Em 1984, o Metallica vinha de uma enorme repercussão com seu álbum de estréia, Kill’Em All (1983), era um dos nomes mais cotados e precisava lançar algo que os consolidasse de vez no cenário thrash – que crescia dia após dia. E em seu segundo álbum, lançado em 27 de julho de 1984, a banda chocou o mundo com a abertura acústica que precedia a violenta Fight Fire With Fire, com seu riff seco, direto como um soco no estomago.  Com um som bem mais refinado – graças á produção da banda e do engenheiro de som Flemming Rasmussen – a banda deixava aquele som crú de Kill’Em All, mostrando uma sonoridade mais clássica, onde as guitarras soavam como uma pesadíssima muralha de riffs.
 
Gravado entre setembro de 1983 e junho de 1984, nos estúdios Sweet Silence, em Copenhagen, na Dinamarca, é impossível dizer que a banda tenha falhado em uma das oito faixas que compõem esse trabalho. Tudo é impecável!
 
Ride The Lightning como sugeria o título, era uma gíria usada entre os presidiários, que eram sentenciados a pena de morte (“viaje num raio”) tanto, que na capa, está uma cadeira elétrica, em meio á raios. Apesar de ser mais cadenciada que a primeira, trazia uma pegada que se tornaria característica no som do Metalllica. Mais uma faixa brilhante!
 
For Whon The Bell Tolls, começa com um sino de arrepiar, e traz no inicio, um de solo de baixo, feito pelo brilhante Cliff Burton, que desde o inicio se mostrava um baixista muito acima da média, muito á frente de seu tempo – é até hoje uma das mais queridas nos shows do quarteto de São Francisco. "Por quem os sinos dobram" é sobre o romance Hemmingway Earnest, que era uma grande influência para Cliff Burton. Geralmente, quando terminam essa música nos shows, James sempre diz: “God Bless Cliff Burton!”, pois nenhuma canção o definiria melhor , como “Bellz” como é hoje, carinhosamente chamada pela banda.
 
O lado “A”do vinil (como foi originalmente lançado) se encerra com a belíssima Fade To Black, uma semi balada maravilhosa (algo inimaginável para o gênero thrash!), música cheia de personalidade, hit assumido, que sutilmente, descambava para o peso, até encerrar num final incrível com duetos de guitarra e um lindo solo de Kirk Hammett. Uma das mudanças significativas em Ride The Lightning, é perceptível através dos vocais de James Hetfield, bem diferentes dos gravados no debut da banda, onde ele deixava de lado, de vez, “aquela voz de criança”, criando um estilo que seria copiado e reverenciado até os dias de hoje.
 
O lado “B” se inicia com a porrada de Trapped Under Ice. Mais riffs matadores e uma cozinha infernal, entre o batera Lars Ulrich (que despontava com um dos melhores da época) e o já citado Cliff, no baixo.
 
metallica_ride_the_lightning_front.jpg
Escape vinha á seguir e não deixava a peteca cair. Essa música foi raramente executada ao vivo. Estranho, uma vez que é perfeita! (seu inicio é lindo!).
 
Um dos maiores clássicos do Metallica, em todos os tempos, vem na sequência: Creeping Death, música que teve seu embrião criado por Kirk Hammett em seus tempos de Exodus, mas que para a sorte do Metallica, foi descartada pela banda vizinha. Quem nunca cantou o poderoso “Die!” dessa música?  Não é pra menos, já que ela abre os shows do Metallica já há um bom tempo. Na fase Load/Reload, era o que mantinha o nível da banda nos palcos. A música fala sobre a décima praga que visitou o Egito na história de Moisés e os 10 Mandamentos.
 
O disco se encerrava com o épico instrumental The Call Of Ktullu, excelente música, no melhor estilo Iron Maiden, que foi re-apresentada no disco e DVD S&M,(1999) – depois disso a banda repetiria a fórmula em Orion (Master Of Puppets) e To Live Is To Die (...And Justice For All). Essa “sinfonia metálica” de nove minutos mostrava a banda em perfeita sintonia e grau elevado de inspiração.  Ela foi feita baseada no conto de H.P. Lovecraft, The Call Of Cthulhu.
 
Curiosamente, em Ride The Lightning há duas músicas co-escritas por Dave Mustaine: a faixa título e a instrumental The Call Of Ktullu.
 
Outra curiosidade é que ao lançarem o EP (single) de Creeping Death, a banda daria inicio a “saga dos Garage Days”, coverizando Am I Evil? (Diamond Head) e Blitzkrieg (Blitzkrieg).
 
O importante é que um quarto de século depois, Ride The Lightning figura soberano entre os maiores discos de thrash metal de todos os tempos. Só nos E.U.A., ultrapassa a casa de cinco milhões de álbuns vendidos, desde seu lançamento.
 
A paixão com que esses quatro rapazes da Bay Area transmitiam através da música desse álbum, era algo sensacional e que jamais será revivido – quem viveu os tempos de seu lançamento sabe muito bem o que estou dizendo!
 
E o melhor de tudo é que até hoje, encantam as pessoas quando tocam essas verdadeiras pérolas do metal, mundo afora!
 

sábado, 28 de agosto de 2010

SWU Music & Arts Festival


O SWU Music and Arts Festival é o grande marco de celebração do movimento. Uma experiência memorável que vai combinar música e arte nos dias 9, 10 e 11 de outubro na Fazenda Maeda, localizada no município de Itu, a cerca de 70 km de São Paulo.  O evento ocupará um espaço de arena de 200 mil metros quadrados e está preparado para receber um público estimado em cerca de 300.000 pessoas ao longo dos seus 3 dias de duração.
E não é só de boa música que será feito o SWU.  O movimento trará também para os seus participantes, ao longo dos três dias de duração do evento, o Fórum Sustentável, palco onde especialistas, pensadores, políticos, empresários e representantes de entidades não governamentais discutirão com o público alguns dos principais temas da sustentabilidade no século 21.

O festival, que promete mais de 60 atrações, já confirmou na programação:
Dia 9 (sábado):
- Os Mutantes, Rage Against The Machine, Mars Volta, Black Drawing Chalks
- Tenda eletrônica: DJ Marky, The Twelves, Killers on the Dance Floor, Glocal
Dia 10 (domingo):
- Dave Matthews Band, Kings of Leon, Regina Spektor, Sublime with Rome, Joss Stone, Capital Inicial, Jota Quest, O Teatro Mágico
- Tenda eletrônica: Sharam, Roger Sanchez, Markus Schulz, Life is a Loop, Mario Fischetti, Sander Kleinenberg, Nick Warren
Dia 11 (segunda-feira, véspera de feriado):
- Linkin Park, Queens of the Stone Age, Incubus, Pixies, Avenged Sevenfold, Cavalera Conspiracy, Yo La Tengo, Glória
- Tenda eletrônica: DJ Erol Alkan, Gui Boratto, Anderson Noise.

Ingressos e camping
O SWU já está em seu terceiro lote de ingressos. A entrada para a pista comum custa R$ 210 por dia e para a área premium, R$ 580, também por dia --há meia-entrada para todos os setores.
O passaporte para os três dias de festival custa R$ 570 para a pista comum e R$ 1.680 para a pista premium, com meia-entrada para os dois setores. O camping funcionará entre os dias 8 e 12 de outubro e só poderá se hospedar nesta área quem comprar ingressos para os três dias (avulso ou passaporte), que devem ser apresentados na entrada do evento. É proibida a entrada de menores de 18 anos no camping.
Segundo a organização, o camping comum tem 50 mil m² e é localizado em meio a árvores de lichia. Os preços são:
- 1 pessoa: R$ 250
- 2 pessoas: R$ 310
- 3 pessoas: R$ 360
- 4 pessoas: R$ 400
O camping premium tem 51 mil m², delimitado com cerca viva, próximo ao jardim japonês, com estacionamento incluso no preço. Os valores são:
- 1 pessoa: R$ 420
- 2 pessoas: R$ 480
- 3 pessoas: R$ 540
- 4 pessoas: R$ 600

Ainda segundo a produção, as áreas de camping serão organizadas por ruas demarcadas e numeradas. Cada visitante terá um espaço de 16m² para abrigar barracas com até quatro pessoas. A estrutura contará com segurança dia e noite, postos médicos, banheiros com chuveiro e lojas de conveniência 24 horas. Para refeições, os visitantes poderão utilizar o restaurante Pesqueiro Maeda e as praças de alimentação dentro da arena do festival.
Os ingressos podem ser comprados pelo site www.ingressorapido.com.br, pelo telefone 4003-1212 (de segunda a sábado, das 9h às 22h, e domingos e feriados das 11h às 19h) e em mais de 60 pontos de venda por todo o país.

Sim, pode se beliscar! Rage Against the Machine já era quase como uma bola cantada para o festival SWU. A primeira passagem da banda pelo brasil (e pela América do Sul) irá rolar no dia 09 de outubro (primeiro dia do festival) e vem como a banda headliner desse dia que ainda promete mais bandas de peso nacionais e internacionais.

A banda com letras politizadas, presença incrivel de Zack de La Rocha e talento indiscutivel de Tom Morello estourou em 1992 com a música “Killing in the Name”, se separou em 2000 e voltou com tudo em 2007 esgotando os ingressos em tempo recorde do festival Coachella. Agora chega ao Brasil dia 9 de outubro.


KINGS OF LEONS

O Kings of Leon [foto] traz ao Brasil a turnê “Only by the Night”, de 2008, quarto álbum de estúdio da banda. A banda é formada pelos irmãos Caleb Followill (vocal/guitarra), Jared Followill (baixo), Matthew Followill (guitarrra) e o primo Nathan Followill (bateria). Vem ao Brasil depois de vender mais de 7 milhões de álbuns pelo mundo do seu último cd “Only By the Night”.

SUBLIME WITH ROME

Em turnê pelos Estados Unidos e Europa, a banda Sublime, conhecida pelo hit “Santeria”, está de volta depois de 13 anos longe dos palcos e pela primeira vez no Brasil. O grupo volta com o novo nome “Sublime with Rome” por conta de sua nova formação.



Banda dos irmãos Igor e Max, ex-Sepultura, tocará no dia 11 de outubro

O Cavalera Conspiracy, grupo dos irmãos Max e Igor Cavalera, ambos ex-Sepultura, está confirmado no elenco do festival SWU. A banda tocará no dia 11 de outubro, mesmo dia reservado aos grupos Linkin Park, Incubus e Pixies e o DJ Erol Alkan.
Será a primeira apresentação deles no Brasil. Max e Igor haviam brigado quando o primeiro saiu do Sepultura em 1996. Eles voltaram às boas apenas na década seguinte. Quando Igor também saiu da banda formada por eles nos anos 80, surgiu o projeto de realizarem alguma coisa juntos.
O primeiro disco do Cavalera Conspiracy saiu em 2008 com o título Inflikted e inclui, além de Max na guitarra e vocais e Igor na bateria, os músicos Marc Rizzo (guitarra) e Joe Duplantier (baixo).

SOBRE A BANDA LINKIN PARK





O Linkin Park foi recentemente eleito pela SoundScan/Billboard a banda de Rock N° 1 em vendas da década. No decorrer dos últimos anos vendeu mais de 50 milhões de cópias no mundo todo, atingiu o topo das paradas com diversos hits, ganhou dois prêmios Grammy e conquistou milhões de fãs ao redor do planeta. Atualmente o Linkin Park está em estúdio gravando seu novo álbum, que será lançado em 2010. Além do projeto sem fins lucrativos Music For Relief, a banda criou o projeto Download to Donate for Haiti, uma iniciativa que tem como objetivo arrecadar fundos para o Haiti. A banda Linkin Park tocou no Brasil em 2004, quando levou 70 mil pessoas ao estádio do Morumbi.


SOBRE A BANDA INCUBUS

 

A mistura de rock, hip hop e elementos eletrônicos diz tudo sobre o Incubus. De alternativa a um gênero inclassificável, a banda – formada em 1991 pelo vocalista Brandon Boyd, pelo guitarrista Mike Einziger e pelo baterista Jose Pasillas, quando ainda frequentavam a escola – alcançou sucesso mundial com o lançamento do álbum “Make Yourself”. A crítica os aclamou e os fãs passaram a devotá-los. O vídeo da música “Drive” (video clip) foi indicado a Melhor Videoclipe de Grupo no prêmio MTV Video Music Awards. A veia política do Incubus veio à tona no clipe “Megalomaniac”, de 2004, uma crítica ao ex-presidente norte-americano George W. Bush. Dois anos mais tarde foi lançado o CD “Light Granades”. Depois de rodar os Estados Unidos e o mundo, a banda se prepara para desembarcar no Brasil trazendo na bagagem seus maiores hits e uma performance de tirar o fôlego.


 

SOBRE DAVE MATTEWS BAND

A banda liderada pelo instrumentista e cantor sul-africano Dave Matthews, sucesso nos EUA desde os anos 1990, contagia públicos no mundo inteiro com apresentações surpreendentes que misturam a música pop com ritmos étnicos. Improvisos, novos arranjos, versões inusitadas, jam sessions. Nenhuma apresentação da Dave Matthews Band é igual à outra. A força das performances do grupo está presente na série de discos ao vivo já lançados. Em 1997, a consagração veio com o prêmio Grammy de Melhor Performance de Duo ou Grupo com Vocais.

SOBRE A BANDA PIXIES

 

O rock alternativo do Pixies vem conquistando uma legião de fãs desde 1986, ano de sua fundação. Passeando pelo punk e surf rock, sem deixar de lado a veia melódica, o grupo é reconhecido como o pioneiro do rock alternativo e alcançou o sucesso primeiro na Europa, e só depois em seu país de origem, os Estados Unidos. Começou a chamar a atenção da crítica com o álbum “Surfer Rosa”, de 1988. Mas o disco de maior sucesso veio em seguida: “Dolittle”, que tem entre as suas faixas o hit “Here Comes Your Man”. Em 1993, brigas levaram ao fim do Pixies. O último lançamento dessa fase foi o CD “Trompe Le Monde”. Mas isso não significou o esquecimento. A banda influenciou grupos como Sonic Youth e Nirvana e, no ano de 1994, volta à cena musical. Depois de uma lacuna de quase dez anos, a banda fez uma turnê mundial em 2004 para o lançamento de compilação de seus sucessos. E agora promete fazer história no palco do SWU Music and Arts Festival.

Joss Stone

 

 O segundo dia do SWU Music and Arts Festival ganhou mais uma atração internacional: Joss Stone. A cantora inglesa vai se apresentar no dia 10 de outubro ao lado de Dave Matthews Band, Kings of Leon e Regina Spektor, entre outros. 

Avenged Sevenfold

 

 


 A banda americana Avenged Sevenfold é a mais nova atração confirmada para o festival SWU, que será realizado em outubro na fazenda Maeda, na cidade de Itu (SP). Eles tocarão no dia 11 daquele mês, mesma data de Linkin Park e Cavalera Conspiracy.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SUPER BANDAS

Como não poderia deixar de citar essa, que sem dúvida, foi uma das melhores coisas que eu já ouvi na minha vida, o CRUCIS tem lugar cativo no coração deste que vos escreve, pelo virtuosismo extremamente elegante, com nuances e variações cortantes e pela pegada monstruosa. Pasmem senhores !!! A banda é de nossos hermanitos argentinos. Talvez a única coisa que produziram de boa (brincadeira!!).

Esta fantástica banda teve inicio em agosto de 1974 e já em outubro do mesmo ano ganharam os teatros argentinos. A consagração tão rápida dessa banda de rock progressivo foi um caso atípico na música argentina. Já com Gonzalo Farrugia na bateria començaram uma série de apresentações em teatros e pubs repletos, a tal ponto que Charly García (em pleno apogeo de Sui Generis) foi ao Teatro Astral para comprovar a performance da banda. Ficou tão impresionado que ele mesmo se ofreceu para produzir o primeiro disco, "Crucis" (1976).

Dois shows fantásticos no Teatro Coliseo e outra no Luna Park os catapultaron ao topo das paradas da Argentina.

Sem Fernández e com Montesano no baixo, gravaram "Los delirios del Mariscal" (1977), que foi mixado em Nova York. Fizeram uma turnê pelos Estados Unidos, onde impressionaram pelo virtuosismo de alguns temas. Infelizmente pouco depois do regresso, imprevistamente, houve a separação da banda.

ESCUTEM POR FAVOR !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

SUPER BANDAS

É COM GRANDE SATISFAÇÃO QUE FAÇO MINHA PRIMEIRA POSTAGEM NO BLOG TENDO DE CARA A OUSADIA DE CRIAR UM DEPARTAMENTO CHAMADO DE "SUPER BANDAS", QUE VAI TRATAR DE INFORMAÇÕES SOBRE BANDAS FANTÁSTICAS DO ROCK QUE MUITAS VEZES FICAM NUM UNDERGROUND QUASE ANONIMATO, MAS QUE NÃO DEIXAM DE TER SUA CONTRIBUIÇÃO NA HITÓRIA DO ROCK.

...VAMOS COMEÇANDO COM...


Para minha surpresa e confusão a banda é nova, o álbum de estréia “Black Bonzo” é de 2004, o que me fez acreditar um pouco na música dessa década, mas é claro que isso não fica mainstreem assim tão rápido.

Uma pesquisa rápida confirma algumas das minhas suposições, influências nos anos 70 e do 60. Básicamente do Hard Rock e do progressivo dessas décadas. Pronto, conciência limpa.

blackbonzo

(2004) Black Bonzo

Track list:
01. Lady of the Light
02. Brave Young Soldier
03. These are Days of Sorrow
04. New Day / Intermission
05. Fantasy World
06. Freedom
07. Sirens
08. Jailbait
09. Leave your Burdens
10. Where the River Meets the Sea

A Banda não é da Finlândia, em caso positivo teria que rever alguns conceitos e preconceitos com esse país, mas é sim da Suiça, que apesar de ser frio igual – ou mais, não tenho certeza, não tem aquela legião de pré e adolecentes que gostam de algo somente pelo país de origem.

Black Bonzo nesse álbum é composta por Magnus Lindgren nos vocais; Nicklas Åhlund no orgão, piano e mellotron; Joakim Karlsson na guitarra; Mikael Israelsson na bateria; E Patrick Leandersson no baixo. Mostram de cara do que são capazes em Lady of the Light com o uso do mellotron e das viradas de bateria livre. Abrindo parentêses, a bateria foi a coisa que menos gostei na produção de álbum, o som dos tons é abafado e os pratos tem pouco destaque apesar do baterista ter me surpreendido (excelente músico). A voz de Magnus na primeira vez que o álbum é ouvido impressiona o que é bom. Todas as músicas tem um plano de fundo sonoro mais sombrio, por causa dos arranjos feitos por Nicklas Âhlund, creio eu. Joakim Karlsson ganha um destaque para seus solos de guitarra em Brave Young Soldier, bem influênciado pelo som dos anos 70. O baixista Patrick Leandersson faz bem o trivial e tem alguns dos seus momentos espalhados ao longo das músicas, esse foi seu único álbum com o Black Bonzo, já que no segundo – Sound of the Apocalypse (2007) – Anthon Johansson é quem assume o baixo da banda.

Em resumo, recomendo ao menos escutar uma vez este álbum, a banda vem ganhando destaque apesar do grande tempo entre cada trabalho, mas quem sabe em um futuro tu possas dizer: “Black Bonzo? Claro que já ouvi…“.

Hà 20 anos morria o guitarrista STEVIE RAY VAUGHAN





27/08/1990: Stevie Ray Vaughan morre em um acidente de helicóptero

Em 27/08/1990: Stevie Ray Vaughan morreu aos 37 anos em um acidente de helicóptero próximo a East Troy, Wisconsin. SRV seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan. Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar. Em conseqüencia do céu extremamente nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro a uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes.
Stevie Ray Vaughan está enterrado no Laurel Land Memorial Park,em Dallas, no Texas.



Biografia
Texto de Edson Franco, Revista GUITAR PLAYER, Jan/98.
   

Filho de Big Jim e Martha Vaughan, Stevie Ray Vaughan nasceu no dia 3 de Outubro de 1954 em Dallas, Estado texano marcado pela caipirice e pelos poços de petróleo. Vaughan começou a tocar influenciado por Jimmie, seu irmão mais velho e integrante do célebre grupo The Fabulous Thunderbirds. Além da banda, o jovem Stevie invejava a coleção de discos do irmão que, entre outros, tinha trabalhos de Jimmy Reed, Albert King, B.B. King, Kenny Burrell, Albert Collins, Charlie Christian e Django Reinhardt.

Curiosamente, o primeiro instrumento que Stevie quis tocar era a bateria, mas não havia nenhuma em sua casa. Depois, veio a vontade de tocar saxofone, e Stevie chegou a experimentar o instrumento, mas o máximo que ele conseguiu produzir foram alguns grunhidos. Desobediente, em 1963 ele desrespeitou a ordem do irmão mais velho para que ficasse longe das suas guitarras. E foi assim,
às escondidas, que ele descobriu sua paixão pela guitarra e sua identidade com o blues.

Boa praça, Jimmie não ficou nervoso quando flagrou o irmão tocando uma de suas guitarras. Pelo contrário, ao ver o potencial do garoto, deu-lhe de presente uma Gibson Messenger, guitarra que foi logo substituída por uma Fender Broadcaster 1952, outro presente de de Jimmie.

Não se sabe ao certo se a verba veio de mesada ou de algum bico, mas em meados dos anos 60 Stevie comprou seu primeiro disco, um compacto com o hit instrumental "Wham", de Lonnie Mack. Foi desse disco - e de vários outro de Albert King - que Stevie começou a forjar seu estilo.

Entre as bandas que Stevie tocou durante a adolescência, a memória texana registrou os nomes Blackbird e Chantones. Em 1968, enquanto tocava com o Blackbird, Stevie comprou uma Gibson Les Paul Gold Top 1952. Ao deixar o Blackbird e entrar para o Chantones, o guitarrista passou a tocar com um amigo de escola chamado Tommy Shannon. Entre uma banda e outra, Stevie arrumava tempo para tocar baixo na banda Texas Storm, liderada por seu irmão mais velho.

Veio 1969. Influenciado pela força de Jimi Hendrix, Vaughan decidiu comprar sua primeira Stratocaster, que ele passou a usar enquanto fazia parte do grupo Cast of Thousands. Quem tiver alguns milhares de dólares para gastar e um talento de Indiana Jones pode tentar encontrar o disco A New Hi, coletânea de 1971 com bandas de Dallas. Nele há uma faixa do Cast of Thousands mostrando Stevie aos 16 anos.

Na primavera de 1972, Austin, a capital do Texas, era também a capital do blues no Estado. Jimmie foi pra lá, Johnny Winter estava no topo e, depois de concluir e abandonar o colégio e já com uma boa base blueseira, Stevie acompanhou o foco migratório e se mudou para a capital. Inicialmente, ele participou da banda Crackerjack, com Uncle Joe Turner na bateria e Tommy Shannon no baixo.

Quando esteve no Brasil para acompanhar o guitarrista Nuno Mindelis, Uncle Joe Turner me confidenciou o seguinte: "Talvez eu seja o único homem da história que tenha expulso Stevie Ray Vaughan de uma banda. Na época em que tocamos juntos, ele ainda não era o montro que acabou virando", disse o baterista sem revelar nenhuma ponta de arrependimento.

Naquele mesmo longínquo 1972, aconteceu o primeiro encontro de Stevie com um de seus maiores influenciadores, o guitarrista de blues Albert King. Três anos e meio mais tarde, o jovem guitarrista já dividia o palco da mitológica casa Antone's com o ídolo. Um crítico de jornal em Austin descreveu assim a noite em que SRV e King dividiram o palco: "Em determinado
   
Jimmie e Stevie
ponto, mr. King se afastou de Little Stevie e escondeu sua guitarra atrás das cortinas do palco, como se dissesse: 'Esse garotinho está assustando a minha guitarra'".

Na primavera de 1973, Stevie entrou para os Nightcrawlers, banda de rhythm and blues que contava com Drew Pennington na gaita e vocais, Keith Ferguson no baixo e Doyle Bramhall (futuro parceiro em diversas composições) na bateria.

Nesse mesmo ano, Stevie trocou a sua Strato 63 por uma 59, com o braço em pau-rosa. Estamos falando da "number 1", aquela Fender toda descascada e com as letras SRV grudadas no escudo. Foi a guitarra de Stevie até o fim trágico da carreira. Trágico também foi o fim do braço original da Fender 59. Ainda em 1973, antes de um show no Garden State Arts Center em Nova Jersey, um pedaço do cenário desabou sobre as guitarras de Stevie, partindo o braço da Strato 59 em dois.

Mudanças importantes aconteceram em 1975. Vaughan entrou para a banda Los Cobras - que, entre outros méritos, criou uma legião de seguidores fiéis em Austin e gravou um compacto com as faixas "Texas Clover" e "Other Days" - e deu início à sua carreira de cantor. Além disso, naquele ano Austin assistiu ao nascimento da banda The Fabulous Thunderbirds e da casa de blues e posterior gravadora Antone's.

Por volta do verão de 1977, Stevie deixou o covil do Los Cobras. Com o baterista Chris Layton, a vocalista Lou Ann Barton e o então baixista W.C. Clark, ele montou o grupo Triple Threat Revue. Com egos maiores que seus talentos músicais, Vaughan e Barton viviam às turras na banda. O guitarrista queria uma boa cantora, não uma estrela. A cantora queria um guitarrista que segurasse as pontas, não um virtuose que dividisse os olhares da platéia. Essas intrigas não impediram que em maio de 1979 Vaughan escalasse Barton para a primeira formação da banda Double Trouble, nome inspirado em uma composição de Otis Rush. Com a cantora o grupo fez apenas uma apresentação em Nova York. Foi catastrófica.

Embriagada, Barton jogou cerveja e brigou com as garçonetes do extinto clube Lone Star. Foi a gota d'água, ou de cerveja, para Stevie. Depois de muito pensar, ele montou em 1981 a Double Trouble com a formação que entrou para a história. Ele na guitarra, Chris Layton na bateria e Tommy Shannon no baixo. Foi nesta época que ele mudou seu nome artístico de Little Stevie para Stevie Ray.

Começou então a mágica sonora que as fronteiras texanas não conseguiram conter. A fama do grupo transbordou para fora do Estado e até dos EUA já no ano seguinte, quando os rapazes foram convocados para tocar no Festival de Jazz Montreaux, na Suíça.

Entre as diversas cabeças na platéia, uma se destacava. Era o cantor inglês David Bowie, que convidou SRV para tocar em algumas faixas do disco Let's Dance e abrir os shows da turnê decorrente do trabalho. Vaughan cumpriu a primeira parte do acordo. Não chegou a participar da turnê porque, além das pendengas monetárias, ele não podia dar entrevistas falando de seu trabalho com o Double Trouble. Só estava autorizado a responder perguntas sobre as gravações que fizera com Bowie.

Com o orgulho ferido, ele voltou para o Texas com pouco dinheiro, mas com o respeito dos amigos texanos. Em 1983 veio o primeiro disco, Texas Flood. Era o big bang de um movimento que até hoje vem gerando frutos quando o assunto é blues feito por branco.

Para chegar a tanto, SRV exibia já no primeiro disco uma fusão desequilibrada dos estilos de Albert King, B.B. King, Otis Rush, T-Bone Walker, Buddy Guy, Eric Clapton, Albert Collins e, acima de tudo, Jimi Hendrix. Deste último, Vaughan copiou a energia, um jeito de dominar a guitarra como quem quisesse espancá-la em um primeiro momento, fazê-la gritar no segundo e sussurrar no final. E esse é o apelo que SRV exerce sobre a geração de garotos brancos que, em vez de enveredar pela batida trilha do rock, decidiu mergulhar de cabeça no blues.

No ano e disco seguintes (Couldn't Stand The Weather), Stevie já era o consumado deus da guitarra e do blues texanos. O trabalho marcou também a estréia de Stevie em vídeo, o que proporcionou-lhe uma tímida, porém surpreendente, exposição na MTV. Por fim, o disco deixou claro que Vaughan era blueseiro, mas tinha a fúria de Hendrix nos dedos. Prova cabal é a versão de "Voodoo Chile" registrada no álbum.

Em 1985 a sopa sonora da Double Trouble foi engrossada com o órgão de Reese Wynans, que proporcionou o som mais amplo e consistente registrado nas faixas de Soul to Soul, trabalho que rendeu um disco de platina à banda.

Se, nos discos e palcos, a vida de Stevie ia de vento em popa, fora deles o guitarrista estava submergindo. Quando não estava com a guitarra nas mãos, tudo que ele segurava era uma nota de dólar enrolada e um espelhinho com montanhas de cocaína.

O pior ainda estava por vir e aconteceu em Londres. Corriam os primeiros dias de outubro de 1986, e Stevie desmaiou no palco durante a apresentação. Ele ligou para a casa da família em Dallas e pediu socorro para a mãe. "Por favor, me ajude. Estou em algum lugar na Europa e estou passando muito mal", disse ele ao telefone.

Dias depois, Stevie voltou para os EUA e, em 17 de outubro, ele se internou num centro de desintoxicação em Marietta, Geórgia, onde permaneceu até 31 de novembro. Passou o ano de 87 inteiro combatendo também o alcoolismo e seguindo o programa de 12 passos dos Alcoólatras Anônimos.

Quando 1988 chegou, Stevie já estava sóbrio e de volta à estrada. O resultado da saída do fundo do poço está registrado em In Step, sua obra-prima. Ganhou o Grammy de melhor disco de blues contemporâneo.

Estava lançada a mística que cresceu ainda mais com o acidente de helicóptero que pôs fim a uma das mais brilhantes carreiras de um guitarrista de blues. Kenny Wayne Shepherd, Monster Mike Welch e Jonny Lang são apenas alguns exemplos de bebês que nasceram dos destroços daquele acidente.




Discografia

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

Texas Flood (1983)




01.Love Struck Baby
02.Pride And Joy
03.Texas Flood
04.Tell Me
05.Testify
06.Rude Mood
07.Mary Had A Little Lamb
08.Dirty Pool
09.I'm Cryin'
10.Lenny

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

Couldn't Stand The Weather (1984)




01.Scuttle Buttin'
02.Couldn't Stand The Weather
03.The Things (That) I Used To Do
04.Voodoo Chile (Slight Return)
05.Cold Shot
06.Tin Pan Alley
07.Honey Bee
08.Stang's Swang

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

Soul To Soul (1985)




01.Say What!
02.Lookin' Out The Window
03.Look At Little Sister
04.Ain't Gone 'n' Give Up On Love
05.Gone Home
06.Change It
07.You'll Be Mine
08.Empty Arms
09.Come On (Part III)
10.Life Without You

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

Live Alive (1986)




01.Say What!
02.Ain't Gone 'n' Give Up On Love
03.Pride And Joy
04.Mary Had A Little Lamb
05.Superstition
06.I'm Leaving You (Commit A Crime)
07.Cold Shot
08.Willie The Wimp
09.Look At Little Sister
10.Texas Flood
11.Voodoo Chile (Slight Return)
12.Love Struck Baby
13.Change It

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

In Step (1989)




01.The House Is Rockin'
02.Crossfire
03.Tightrope
04.Let Me Love You Baby
05.Leave My Girl Alone
06.Travis Walk
07.Wall Of Denial
08.Scratch-n-Sniff
09.Love Me Darlin'
10.Riviera Paradise

The Vaughan Brothers

 

Family Style (1990)

01.Hard To Be
02.White Boots
03.D/FW
04.Good Texan
05.Hillbillies From Outerspace
06.Long Way From Home
07.Tick Tock
08.Telephone Song
09.Baboom / Mama Said
10.Brothers

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

The Sky Is Crying (1991)




01.Boot Hill
02.The Sky Is Crying
03.Empty Arms
04.Little Wing
05.Wham
06.May I Have A Talk With You
07.Close To You
08.Chitlins Con Carne
09.So Excited
10.Life By The Drop

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

In The Beginning (grav. em 1980) (1992)

 

01.Opening Announcer/In The Open
02.Slide Thing
03.They Call Me Guitar Hurricane
04.All Your Love I Miss Loving
05.Tin Pan Alley
06.Love Struck Baby
07.Tell Me
08.Shake For Me
09.Live Another Day

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

Greatest Hits (1995)




01.Taxman
02.Texas Flood
03.The House Is Rockin'
04.Pride And Joy
05.Tightrope
06.Little Wing
07.Crossfire
08.Change It
09.Cold Shot
10.Couldn't Stand The Weather
11.Life Without You

Stevie Ray Vaughan
& Double Trouble

Live At Carnegie Hall (grav. em 1984) (1997)




01.Intro (Ken Dashow/John Hammond)
02.Scuttle Buttin'
03.Testifyin'
04.Love Struck Baby
05.Honey Bee
06.Cold Shot
07.Letter To My Girlfriend
08.Dirty Pool
09.Pride And Joy
10.The Things (That) I Used To Do
11.C.O.D.
12.Iced Over
13.Lenny
14.Rude Mood

http://gvbecker.tripod.com/srvgbjm.htm 

 


INDEPENDÊNCIA OU ROCK

Mais um evento alternativo que a Sertão Pop traz para o Cariri. A nossa preocupação em estar sempre promovendo eventos de forma diferente e em locais alternativos. A sua Semana da Pátria realmente vai ser diferente com esse fantástico evento. São 3 bandas da região do Cariri no melhor estilo rock e blues, para seu melhor deleite.
Venha viver essa alegria.




http://sertaopop.blogspot.com/2010/08/independencia-ou-rock-no-pink-floyd-bar.html

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Iron Maiden: negociações para show em Recife em 2011?

Enviado por Igor Soares | Em 24/08/10 | Fonte: Blog Flight 666


Segundo a edição de hoje do Jornal Diário de Pernambuco, no caderno "Viver", a área central da pista do Jóquei Clube de Recife voltará a receber grandes shows internacionais.

O colunista João Alberto publicou nota dizendo que um contrato entre a produtora Raio Lazer e a administração do Jóquei Clube foi assinado ontem, inicialmente para três mega-espetáculos: Black Eyed Peas, dia 17 de outubro, Amy Winehouse, dia 17 de janeiro, e Iron Maiden dia 27 de março. O primeiro show já confirmado, os outros dois ainda em negociações, mas que devem ser confirmados em breve.

Matéria original: Blog Flight 666

Segundo produtores de Recife o Iron Maiden deve retornar à cidade em 27 de Março de 2011 com a "The Final Frontier World Tour".

Esta NÃO É UMA INFORMAÇÃO OFICIAL, mas vem de uma "fonte confiável", Iuri Moreira, o mesmo que divulgou a informação sobre o show da banda no Nordeste em 2009 com vários meses de antecedência. Se esta data for confirmada, o Iron Maiden deve tocar em outras cidades do Brasil entre março e abril de 2011.

Alguns meses atrás, o jornal chileno La Tercera, também noticiou que os mesmos produtores responsáveis pelos shows da "Somewhere Back In Time Tour" em 2008 e 2009 no Chile, confirmaram que já estão negociando a volta do Iron Maiden ao país para um show no Estádio Nacional de Santiago, na primeira quinzena de Março de 2011.

Saiba mais!
BLOG FLIGHT 666 - MAIOR BLOG BRASILEIRO DO IRON MAIDEN!http://ironmaidenflight666.blogspot.com



Paul Di'Anno: Turnê pelo Brasil celebra 30 anos de 'Iron Maiden'

(press-release)

Em turnê histórica de celebração dos trinta anos de lançamento do primeiro álbum do Iron Maiden, o vocalista inglês Paul Di'Anno retorna ao Brasil para se apresentar em 20 cidades, englobando todas as regiões do país. Na ocasião, o repertório trará todas as faixas do 'debut' do Iron Maiden, além de outras do não menos clássico "Killers" e músicas gravadas com suas bandas solo, como o Killers.

Novamente, a banda de apoio de Di'Anno será o Scelerata, formada por Fabio Santos (vocal), Magnus Wichmann e Renato Osório (guitarras), Gustavo Strapazon (baixo) e Francis Cassol (bateria). Com dois álbuns lançados e promovendo seu novo vocalista, o Scelerata também fará a abertura dos shows nesta turnê.

A magnitude da popularidade e o alcance de uma banda muitas vezes são medidos pela vendagem de discos, mas quando se vê um grupo de Rock chegando a um país para tocar em seu próprio avião, nota-se que o patamar é outro. No caso de um estilo como o Heavy Metal mais ainda pois, apesar de estar longe da grande mídia, alguns fenômenos ocorrem. Este é o caso do grupo inglês Iron Maiden. No entanto, shows históricos e nostálgicos atraem a atenção dos verdadeiros fãs e curiosos sobre a banda britânica.

Paul Di'Anno (Paul Andrews, nascido a 17 de maio de 1958, em Chingford, Londres) foi recrutado pelo Iron Maiden em 1978, passando a se apresentar em pubs como Ruskin Arms, Cart and Horses e Bridgehouse, ajudando a construir a reputação da banda, que somente fez seu primeiro registro no final daquele ano, "The Soundhouse Tapes". O Maiden então alterou sua formação e assinou com a gravadora EMI, entrando no Kingsway Studios para gravar seu primeiro álbum em janeiro de 1980. O primeiro single, "Running Free", saiu em fevereiro e vendeu 10 mil cópias em sua primeira semana, chegando ao 44º posto nas paradas britânicas. Para promovê-lo, a EMI conseguiu colocar a banda na televisão, no programa "Top of the Pops" da rede BBC. Meses depois, a EMI viu "Iron Maiden" figurar no 4º posto das paradas inglesas, vendendo mais de 60 mil cópias e rendendo à banda seu primeiro disco de prata.

Confira todas as datas da turnê comemorativa:

AGOSTO
05 (quinta-feira) - Florianópolis/SC @ John Bull
06 (sexta-feira) - Curitiba/PR @ John Bull
07(sábado) - Londrina/PR @ Strettos Pub
08 (domingo) - Porto Alegre/RS @ Porão do Beco
13 (sexta-feira) - Manaus/AM @ Porão do Alemão
14 (sábado) - Fortaleza/CE @ Ceara in Rock
19 (quinta-feira) - Goiânia/GO @ Bolshoi Club
20 (sexta-feira) - Brasília/DF @ America Rock Club
21 (sábado) - Teresina/PI @ Bueiro do Rock
22 (domingo) - Belém/PA @ Lux
26 (quinta-feira) - Rio de Janeiro/RJ @ Hard Rock Café
27 (sexta-feira) - Pouso Alegre/MG @ Clube de Campo Fernão Dias ("Triumph of Metal Fest")
28 (sábado) - Cachoeiro do Itapemirim/ES @ Pavilhão de Eventos Ilha da Luz
29 (domingo) - Juiz de Fora/MG @ Cultural Bar

SETEMBRO
02 (quinta-feira) - São Paulo/SP @ Manifesto Bar
03 (sexta-feira) - Leme/SP
04 (sábado) - Novo Horizonte/SP @ Experience Rock Bar
05 (domingo) - Sorocaba/SP @ Plaza Hall
06 (segunda-feira) - Santos/SP (w/ Velhas Virgens)
07 (terça-feira) - Guarulhos/SP @ Rancho (com Shaman e Bittencourt Project)

Sites relacionados:
Paul Di'Anno - www.pauldianno.com
Scelerata - www.myspace.com/scelerataband
Abstratti - www.abstratti.com.br

O Nosso Blog não é fraco não e tinhamos representante no show realizado dia 21 em Brasilia, Walásse foi lá  confirir o show e breve postaremos suas fotos aqui, AGUARDEM! Enquanto isso curtam uns vídeos.

e-buddy - acesse MSN, FACEBOOK, GOOGLE TALK e outros