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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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quinta-feira, 7 de abril de 2011

No Rio, Slash lembra clássicos do Guns N'Roses e traz anos 90 de volta

Guitarrista também fará shows em São Paulo e Curitiba.
Turnê divulga álbum solo, com músicas de toda a carreira.

Carla Meneghini Do G1 RJ
O guitarrista Slash, ex-integrante da banda de rock Guns N’Roses, subiu ao palco do Vivo Rio, no Rio, pontualmente às 21h15 desta quarta-feira (6), e levou o público a uma viagem nostálgica ao início dos anos 1990, com clássicos de sua antiga banda cantados em coro. Com um repertório inteiro de hard rock, Slash também mostrou o repertório de seu álbum solo, homônimo, e fez um passeio por sua carreira, com hits das bandas Velvet Revolver e Slash's Snakepit.
show slash (Foto: Alexandre Durão/G1)Slash apareceu com sua lendária cartola, farta cabeleira e longos dedilhados (Foto: Alexandre Durão/G1)
Durante a apresentação de cerca de duas horas, Slash mostrou que tem talento não só para tocar guitarra, mas também para escolher os músicos com quem divide o palco. Ele foi esperto ao escalar um time competente o suficiente para animar o público, mas sem deixar de ser o centro das atenções. E assim foi: o ex-Guns esbanjou energia com as mesmas dancinhas de 20 anos atrás e satisfez a multidão de fãs aparecendo com sua lendária cartola, sua farta cabeleira cobrindo o rosto, e, é claro, seus longos solos, dedilhados na Gibson Les Paul de sempre.
O vocalista Myles Kennedy, também conhecido como líder do Alter Bridge, cumpriu sua função, um tanto delicada considerando os tantos fãs de Axl Rose presentes, e adicionou carisma à banda, que também traz Toddy Kerns (baixo), Bobby Schnek (guitarra) e Brent Fitz (bateria, ex-Alice Cooper). Com um timbre de voz que lembra o de Axl em sua melhor fase (isto é, antes da rouquidão crônica), Kennedy entregou uma performance de qualidade e conquistou o público.

RepertórioCom a plateia lotada de fãs do Guns, o guitarrista agradou ao mostrar logo nos primeiros minutos de show a sequência "Nightrain", "Rocket queen" e "Civil war". Também tiveram os hits "Sweet child o' mine", e "Patience", além de "My Michelle" e "Mr. Brownstone". As canções do Guns foram misturadas com outras novas, como “Back from Cali” e "Starlight", do disco solo, além de "Slither", “Sucker train blues” e “Fall to pieces”, do Velvet Revolver.
A noite encerrou com "Paradise city" e um simpático obrigado de Slash, que disse: "Desde que vim aqui pela primeira vez, em 1991, é minha cidade preferida, um paraíso".
Slash se apresenta em São Paulo na quinta (7) e em Curitiba na sexta (8).
Confira o repertório da apresentação:
- "Ghost"
- "Mean bone" (Slash´s Snakepit)
- "Sucker train blues" (Velvet Revolver)
- "Been there lately" (Slash´s Snakepit)
- "Nightrain" (Guns N´Roses)
- "Rocket queen" (Guns N´Roses)
- "Civil war" (Guns N´Roses)
- "Back from Cali"
- "Starlight"
- "Nothing to say"
- "Doctor alibi"
- "Watch this"
- "Rise today" (Alter Bridge)
- "My Michelle" (Guns N´Roses)
- "Patience" (Guns N´Roses)
- Solo de guitarra/Godfather
- "Sweet child o’ mine" (Guns N´Roses)
- "Slither" (Velvet Revolver)
Bis:
- "By the sword"
- "Mr.Brownstone" (Guns N´Roses)
- "Paradise city" (Guns N´Roses)

 

'Tocar com o Guns era sempre incrível', diz Slash no Rio 

Ex-Guns N’ Roses faz shows no Rio, nesta quarta (6), e em SP, quinta (7).
Guitarrista divulga primeiro álbum solo, com músicas de toda a carreira.

Carla Meneghini Do G1 RJ
Slash fala com a imprensa brasileira nesta quarta (6). (Foto: Alexandre Durão/G1)Slash fala com a imprensa brasileira nesta
quarta (6) (Foto: Alexandre Durão/G1)
O guitarrista Slash, ex-integrante da banda de rock Guns N’ Roses, participou de coletiva para a imprensa na tarde desta quarta-feira (6), no Rio de Janeiro. Ele está no Brasil para três shows: nesta quarta, no Rio de Janeiro, na quinta (7), em São Paulo, e na sexta (8), em Curitiba.
Com sua lendária cartola e a farta cabeleira, o guitarrista falou sobre o passado com o Guns, a carreira solo e o uso de drogas. "Tocar com eles era sempre incrível", diz o guitarrista, que lembrou quando esteve no Brasil com a banda em 1991, tocando no Rock In Rio. "Foi uma dessas coisas que você nunca esquece, a emoção de tocar para 100 mil pessoas é muito boa", afirmou.
Com jeito tímido e poucos sorrisos, Slash evitou falar mais sobre sua experiência no Guns N'Roses ou sua relação com o líder do grupo, Axl Rose. Logo no início da entrevista, o assessor de imprensa do músico avisou aos jornalistas que eram proibidas perguntas a respeito dos conflitos entre Slash e Axl ou sobre a possibilidade de reunião da banda.

Carreira soloSlash está no país para mostrar o resultado de seu primeiro álbum solo, intitulado “Slash”, que reúne músicas de toda sua carreira e participações de nomes de peso como Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Dave Grohl, do Foo Fighters, e Fergie, do Black Eyed Peas. "É uma honra ter gravado com esse time maravilhoso", afirma o guitarrista, que diz que hoje seu maior desejo seria fazer uma parceria com Stevie Wonder.
Slash durante coletiva no Rio (Foto: Alexandre Durão/G1) O ex-Guns N'Roses foi à entrevista com a lendária cartola sobre a farta cabeleira (Foto: Alexandre Durão/G1)
No palco, o ex-Guns promete um repertório que vai de clássicos de sua antiga banda, como “Sweet child o’ mine” e “Paradise city”, novas como “Back from Cali”, do próprio disco solo, além de “Sucker train blues” e “Fall to pieces”, do Velvet Revolver – grupo que o guitarrista teve com Scott Weiland, do Stone Temple Pilots. "A diferença entre tocar em uma banda e ter uma carreira solo é que agora eu posso fazer o que quiser, não tenho que responder a ninguém. Eu gosto de estar no comando", afirma o guitarrista.
Durante a entrevista, Slash também falou do uso de drogas, que ele afirma ter superado. "Já usei drogas e bebi o suficiente para perceber que estava de saco cheio disso. Hoje não preciso mais dessas coisas na minha vida", contou o músico.
Slash durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (6). (Foto: Alexandre Durão/G1)Slash durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (6). (Foto: Alexandre Durão/G1)
Brasil
O guitarrista diz que têm boas recordações de suas outras visitas ao Brasil, com o Guns N'Roses e o Velvet Revolver. "Sou o tipo de artista que fica muito no quarto do hotel, descansando ou praticando. Mas quando quero sair para fazer alguma coisa específica, gosto muito", afirma Slash. "Lembro que pulei de asa delta e fui à mata procurar cobras, foi realmente legal, mas foi marcante também visitar aquele museu de répteis", disse Slash, referindo-se à visita que fez ao Instituto Butantã, em São Paulo. "Vi muitas cobras, foi demais."
Desta vez, no entanto, ele diz que deve aproveitar o tempo vago no Brasil para descansar. "em todo lugar que eu visitava, costumava ir a bares, mas agora prefiro ficar relaxando", explica.
Slash no Brasil
Rio de Janeiro
Quando:
6 de abril, às 21h30
Onde: Vivo Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo
Ingressos: R$ 280 (camarote A), R$ 180 (1º lote pista), R$ 200 (pista superior) ou R$ 220 (camarote B e 2º lote pista)
São Paulo
Quando: 7 de abril, às 21h30
Onde: HSBC Brasil - R. Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antônio
Ingressos: R$ 180 (1º lote pista), R$ 220 (2º lote pista), R$ 240 (cadeira alta), R$ 260 (frisas), R$ 280 (camarote) e R$ 360 (pista Vip)
Curitiba
Quando:
8 de abril, às 21h30
Onde: Master Hall - Rua João Palomeque, 80, Novo Mundo
Ingressos: R$ 104 (pista Promocional com 1 kg de alimento). Os outros setores estão esgotados

 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

MEMÓRIAS DO ROCK IN RIO – UMA MADRUGADA INESQUECÍVEL COM AXL ROSE



Nesta categoria você irá entrar num túnel do tempo do Rock in Rio, relembrando momentos marcantes do festival através de um prisma diferente, pois as histórias aqui narradas vêm diretamente das pessoas que fazem este evento acontecer há mais de 25 anos.
E inaugurando esta categoria está Axl Rose e seu retorno aos grandes espetáculos em pleno Rock in Rio 2001, para o delírio de mais de 200 mil pessoas presentes na Cidade do Rock na noite do dia 14 de janeiro. Afastado dos grandes shows havia sete anos, ninguém sabia o que esperar da performance do Guns n Roses, nem o público, nem os organizadores, e nem mesmo o próprio Axl.
Tudo começou com o interesse da própria banda em voltar a tocar no palco em que, dez anos antes, havia se consagrado com dois shows históricos. Este interesse logo se mostrou recíproco e, negociações feitas e tudo acertado, só faltava o “sim” final de Axl Rose para sacramentar uma volta em grande estilo. O tempo era curto e a organização precisava de uma resposta urgente para poder finalizar o line-up do festival, entretanto, antes de confirmar este regresso, Axl queria se consultar com seu “guru espiritual” para ver se seria positivo o seu retorno. Confusões e consultas à parte, no final tudo deu certo, e no dia 12 de Janeiro de 2001 Axl Rose já estava em solo brasileiro, e a contagem regressiva para seu show já havia iniciado.
Momentos antes da apresentação, dois pedidos testaram a competência da produção: o manager da banda solicitou que fosse mudado o esquema que já estava todo montado para a chegada de Axl, pedindo para que o ponto de aterrissagem do helicóptero fosse mais próximo ao palco; além disso, o chefe de segurança da banda resolveu proibir qualquer tipo de fotografia, inclusive do público, avisando que Axl e o grupo só entrariam após a remoção de todos os fotógrafos que já estavam posicionados próximos ao palco para fazerem as suas imagens.
Mudanças providenciadas e requisições atendidas dentro do possível, era só aguardar o início do espetáculo. O Rock in Rio estava pronto para receber Axl Rose e a volta do Guns n Roses. Mas será que Axl e o Guns estavam preparados para voltarem ao cenário musical em pleno Rock in Rio?
Alguns minutos após o fim da performance, já era possível responder esta questão, e de forma muito positiva. Foi um espetáculo marcante, não só por um desempenho memorável da banda e de seu frontman, mas também pela sintonia entre público e cantor, com uma sinergia capaz de transformar a apresentação em um show conjunto entre plateia e banda.
Milhares de pessoas se emocionaram – principalmente Axl Rose. Tanto que, ao final da apresentação, ele chamou ao palco a brasileira Elisabeth Lebeis, sua assistente pessoal (que vinha sendo “como uma mãe” para ele), para traduzir seu agradecimento à ela e ao público brasileiro.
E após se despedir da platéia, Axl levou um grande grupo de jornalistas ao hotel em que estava hospedado para um bate-papo. Chegando lá, todos se acomodaram à beira da piscina, onde Axl preparou uma caipirinha gigante, espremendo com as próprias mãos os limões em um balde de gelo para champagne. O astro contou toda a sua vida, carreira e dramas pessoais para os presentes, em uma conversa que durou até o amanhecer. O papo encerrou com chave de ouro uma madrugada que está guardada na memória de Axl, dos jornalistas e de todos espectadores que tiveram a oportunidade de participar deste momento histórico.

ESPECIAL: Os dez shows que agitaram os palcos brasileiros em 2010

Do rock pesado do Metallica ao folk de Norah Jones
LUCIANO BORBOREMA (com informações da AE)
Território Eldorado
Lá se vai mais um ano e no quesito show, 2011 promete para o Brasil. Os irlandeses do U2, a cantora inglesa Amy Winehouse, o retorno do Rock in Rio ao país após uma década na “gringa”, a dupla sueca do Roxette, o guitarrista Slash, o Iron Maiden de Bruce Dickinson e o príncipe das trevas Ozzy Osbourne.


U2, Amy Winehouse e Slash. (Divulgação)
Veja também: PLAYLIST: confira sons dos principais artistas que tocaram no Brasil em 2010ENQUETE: Qual foi o melhor show realizado no Brasil em 2010?
Esses são alguns nomes da música internacional confirmados para colocar o país para dançar no ano que vem. E em 2010, quais foram as bandas e músicos que tocaram por aqui? O que aconteceu de mais importante em cada apresentação? Você lembra?
Listamos os dez mais importantes shows que agitaram os palcos brasileiros neste ano, fizemos um resumão caprichado e vamos subir com ele no palco do Território. No repertório, o melhor de cada apresentação. Vamos relembrar? Um, dois, três... vai! Um bom show para você!
PAUL McCARTNEY
O ex-beatle e sua banda deixaram no dia 24 de novembro, o hotel onde se hospedavam, no Morumbi, em São Paulo. Embarcaram ainda pela manhã para o Reino Unido.

Com Paul, foram embora 110 pessoas, a equipe responsável pela montagem da "Up and Coming Tour", que encantou São Paulo em duas apresentações no Morumbi.


Paul McCartney durante show em São Paulo. (Ernesto Rodrigues/AE)

McCartney na segunda apresentação em SP. (Ernesto Rodrigues/AE)
Veja também:
GALERIA: Fotos do show de Paul em SPPLAYLIST: Canções de Paul McCartney
Clique aqui e ouça PLAYLIST com clássicos do Beatles

O músico, de 68 anos, fez no País três shows: um no Estádio do Beira-Rio (Porto Alegre) e dois no Morumbi (São Paulo). Paul cantou mais de 20 músicas, homenageou os amigos John Lennon e George Harrison, acenou, deu tchauzinhos...
Momentos de destaque do show também foram falados em português, quando cantou "My Love". "Fiz essa música para a minha gatinha, Linda. Mas hoje a música é para os namorados". Ou, ainda, quando homenageou Lennon. "Escrevi essa música para meu amigo John", disse, antes de cantar "Here Today", do álbum "Tug of War" (1982). McCartney também reservou espaço para homenagear o outro amigo beatle, George Harrison, cantando "Something", canção de autoria de Harrison. Que show!


Público na apresentação de Paul no Estádio do Morumbi. (Ernesto Rodrigues/AE)
No dia seguinte, todos comentavam a apresentação. Um marco para os brasileiros e também para Paul. “Eu acho que o 1º show em São Paulo, para 65 mil pessoas, foi incrível. Os brasileiros amam minha música, então nós amamos tocar para eles e foi uma apresentação fora de série. Foi um dos melhores shows de todos os tempos. Foi brilhante", disse o ex-beatle no último fim de semana em seu site oficial.
TURNÊ
Ao todo, McCartney ficou 17 dias na América do Sul. Além dos shows, deixou uma imagem de simpatia e elegância. Blogs e sites ainda exibem fotos de seu passeio de bicicleta (andou pela Rua Tabapuã, no Itaim-Bibi, e foi até o Parque do Povo, no sábado).
BEYONCÉ 
Com apenas 28 anos, a cantora Beyoncé, de pouco mais de dez anos de carreira, conseguiu o que apenas dinossauros do rock e pop foram capazes de fazer: encheu o estádio do Morumbi, em São Paulo, na noite de 07 de fevereiro e colocou 60 mil pessoas para rebolar.

Com a abertura de "Crazy in Love", às 22h20, deixou claro que a noite seria dela e de ninguém mais. Emocionada com a reação impressionante da plateia, Beyoncé agradeceu: "Este é provavelmente o maior show da história da minha vida."


Beyoncé surge no palco e coloca público para dançar. (Filipe Araujo/AE)

Cantora encanta fãs durante sua apresentação. (Filipe Araujo/AE)
Veja também:
GALERIA: Veja fotos do show de Beyoncé em SP

PLAYLIST: Ouça principais hits de Beyoncé


Dançarinos musculosos, uma banda formada só por mulheres, um trio de estilosas vocalistas batizado de The Mamas e um telão de altíssima definição no fundo do palco formavam os adereços das pouco mais de duas horas de concerto.

O primeiro bloco trouxe músicas com referências ao funk e à disco, como em "Naughty Girl". A segunda parte foi dedicada às baladas. "Broken Hearted Girl" antecede "If I Were a Boy".

A cantora foi considerada pelo jornal The Guardian a artista da década e o Brasil deu-lhe o disco de diamante por 250 mil cópias vendidas de "I Am... Sasha Fierce" (2008). Depois de São Paulo, Beyoncé tocou ainda no Rio e em Salvador.

FESTIVAL SWU
Nos três dias do SWU Music and Arts Festival, apelidado como Woodstock brasileiro, realizado em outubro, na Fazenda Maeda, em Itu, no interior de São Paulo, mais de 70 atrações se revezaram nos palcos.

Durante o evento, foram reunidas, num espaço de 170 mil metros quadrados, atrações para agradar aos mais diferentes públicos, sejam eles alternativos, roqueiros ou cults.


Zack de La Rocha do Rage Against The Machine. (Daniel Teixeira/AE)
Veja também:
GALERIA: Veja fotos do SWUPLAYLIST: Seleção traz som das prinicpais atrações do festival 
Um dos destaques do festival foi o Rage Against The Machine, em sua primeira passagem pela América do Sul. O set list foi arrasador, composto apenas de sucessos, como os clássicos "Killing in the Name", "Calm as Bomb", "Freedom" e "Wake Up".

Ponto também para solos de Tom Morello, na guitarra, que apresentou de forma brilhante as canções, assim como elas foram gravadas no estúdio.


Tom Morello do RATM. (Daniel Teixeira/AE)

Além do RATM, o público presente que pagou de R$ 105 a R$ 580 curtiu Dave Matthews Band, Kings of Leon, Queens of the stone age, Linkin Park, Los Hermanos, o power trio instrumental Macaco Bong e os pernambucanos Otto e Mombojó.
LINKIN PARK E PIXIES

Linkin Park e Pixies encerram o festival. (AE)
A última noite do SWU, reuniu 58 mil pessoas para ver bandas como Queens of The Stone Age, Linkin Park e Pixies. Foi para uma plateia cansada e desanimada que o Linkin Park se apresentou.

Depois de três dias de evento, a banda, a penúltima a se apresentar, não conseguiu empolgar o público. O cansaço da plateia certamente foi causado pela uma hora de atraso da banda Queens Of The Stone Age. Na área Premium, era possível encontrar pessoas sentadas, algumas até cochilavam.
NORAH JONES
A cantora norte-americana Norah Jones veio ao Brasil em novembro para apresentar show da turnê de seu álbum mais recente, “The Fall”.
 

Norah Jones dedica canção para público em SP. (Armando Favaro/AE)
Veja também:
GALERIA: Veja as fotos do show de Norah Jones em SPPLAYLIST: Ouça músicas de toda carreira de Norah Jones

A turnê começou por Curitiba, no dia 12 de novembro. Depois, ela seguiu para São Paulo, com show gratuito no Parque da Independência, no dia 14. A pianista ainda se apresentou no Rio de Janeiro, no dia 16, e em Porto Alegre, no dia 18.
Em São Paulo, o público ao ar livre curtiu faixas como: “Don’t Know Why”, faixa que a projetou para o mundo, “Come Away With Me”, presente no seu disco de estreia, de 2002 e vários outros sucessos dos seus quatro discos lançados na carreira.


Público no show de Norah Jones. (Armando Favaro/AE)
METALLICA
A banda norte-americana foi a primeira grande atração realizada no Brasil no ano de 2010. O grupo, uma das atrações do Rock In Rio 2011, retornou a São Paulo depois de quase 11 anos de ausência e trouxe a um público de 68 mil pessoas um show recheado de clássicos do thrash metal, no Estádio do Morumbi.


James Hetfield do Metallica. (Leonardo Soares/AE)
Veja também:PLAYLIST: Confira os grandes sucessos do Metallica

A banda correspondeu às expectativas e fez uma apresentação marcada pela técnica refinada, espetáculos pirotécnicos e especialmente pela clara fase revigorada de seus músicos, todos com idade em torno de 45 anos, mas com fôlego suficiente para deixar boa parte do público com a sensação de ter visto um dos melhores espetáculos de rock pesado que passou pela capital paulista.

Pouco antes da meia-noite, a banda se despediu dos fãs, mostrando que não apenas o público havia se divertido. De um lado, o guitarrista Kirk Hammett, filmava a reação dos presentes.


Kirk Hammett. (Leonardo Soares/AE)
Do outro, Hetfield se enrolava nas diversas bandeiras brasileiras que foram jogadas pelo público ao palco. Por fim, a banda fez uma farta distribuição de palhetas e baquetas para a plateia da pista Vip. Na saída do estádio, os comentários eram de que aquele havia sido um dos melhores shows de rock que São Paulo havia visto.
COLDPLAY
Dia 02 de março, Estádio do Morumbi, São Paulo. Depois dos dois shows de abertura, com a banda brasileira de Cuiabá Vanguart e a banda inglesa Bat For Lashes, o grupo inglês Coldplay entrou no palco com 20 minutos de atraso, às 21h50.
A banda, liderada pelo vocalista Chris Martin, tocou inicialmente para um Morumbi não lotado (foram colocados à venda 68 mil ingressos). Eles abriram a noite com a música "Life in Technicolor", do álbum "Viva la Vida". Depois, apresentaram os três maiores sucessos da banda, "Clocks" e "In My Place", do álbum "A Rush of Blood to the Head", e "Yellow".


Chris Martin do Coldplay. (AE)
Veja também:PLAYLIST: Ouça músicas de toda carreira do Coldplay
GALERIA: Veja fotos da apresentação da banda no Rio

Até as 21h30, a polícia não havia registrado nenhuma ocorrência grave. Estava prevista chuva, mas o show transcorreu num Morumbi com lua cheia. Às 22h15, aproximadamente, o estádio lotou. Segundo os organizadores, o público chegou a 65 mil pessoas. Mas, às 22h30, ainda havia pessoas entrando no estádio.
O público teve direito a praticamente todos os sucessos do grupo, como "God Put a Smile Upon Your Face". Quando o Coldplay cantou "Yellow", balões amarelos voaram sobre a plateia. Nitidamente emocionado, o público acompanhou "Hardest Part", do terceiro disco, que Martin cantou só com o acompanhamento de piano. O Morumbi veio abaixo e foi, de longe, a parte mais emocionante da noite. Uma noite para nunca mais esquecer.
GUNS N' ROSES
O show da banda de Axl Rose no estádio do Parque Antártica, em São Paulo, no dia 13 de março, estava previsto para começar às 21h30. Quando Axl deu as caras no palco já passava da meia-noite.


Atrasado, Axl Rose sobe ao palco. (JF Diorio/AE)
Veja também:
GALERIA: Fotos do show do Guns N' Roses em SPPLAYLIST: Ouça hits e músicas novas da banda de Axl Rose
MAIS GALERIA: Imagens da apresentação da banda em Brasília
A banda que fazia o primeiro show em 9 anos no país, divulgava a turnê do álbum “Chinese democracy”. Sebastian Bach (ex-vocalista do grupo de hard rock Skid Row) abriu o show na cidade (os outros no país também).
Assim que começou a tocar, Axl interrompeu a apresentação por conta de uma garrafa atirada no palco. O vocalista e líder da banda chegou a ameaçar ir embora e disse: “Se vocês querem f@!5&!!# com o show, não tem problema. Eu e os rapazes podemos ir embora”.


Vocalista do Guns N’ Roses, Axl Rose. (JF Diorio/AE)
Acompanhado por Tommy Stinson (baixo), Dizzy Reed (teclados), Bumblefoot, DJ Ashba e Richard Fortus (guitarras) Chris Pitman (teclados e baixo) e Frank Ferrer (bateria), a banda privilegiou faixas do seu 1º álbum da carreira, "Appetite for Destruction" (1987).
Os bons momentos do novo álbum (Chinese Democracy, de 2008, que demorou 14 anos para ficar pronto) ficaram por conta da faixa título e de "Better", que funcionam bem ao vivo. Além de SP, a banda de Axl ainda se apresentou em Brasília (7/3), Belo Horizonte (10/3), Rio de Janeiro (14/3) e em Porto Alegre (16/3).
FESTIVAL PLANETA TERRA
Doze horas de música, mais de quinze atrações divididas em dois palcos e 20 mil pessoas presentes. O ‘Planeta Terra 2010’ realizado no dia 20 de novembro, no Playcenter apresentou sua quarta edição focado no Indie Rock, como já é de costume do festival.


Billy Corgan do Smashing Pumpkins. (Leonardo Soares/AE)
Veja também: PLAYLIST: Confira sons das principais atrações do Planeta Terra

Os franceses do Phoenix, os australianos do Empire of the Sun, e veteranos cultuados como Smashing Pumpkins e o Pavement estavam lá. A banda de Billy Corgan, o Smashing Pumpkins foi um dos destaques do festival.

A presença do grupo marcou sua volta ao país depois de 12 anos. Eles se apresentaram aqui no extinto festival Hollywood Rock, no Pacaembu.


Os integrantes do Smashing Pumpkins. (Leonardo Soares/AE)
A banda retornou com Billy Corgan (voz, teclados, guitarras, composição, management, etc.), e mais Mike Byrne (baterista de 20 anos recrutado pelo cantor) e Nicole Fiorentino (baixista que já tocou com Spinnerette e Veruca Salt) e Jeff Schroeder (guitarra).

Quem esteve no festival também se divertiu nos brinquedos do parque. Foi uma diversão só. As pessoas saíram do festival já se perguntando quando será a quinta edição.

CORINNE BAILEY RAEPor Paola C. Messina
O trânsito estava intenso na cidade de São Paulo na noite do dia (4). Dois shows marcados para a mesma noite, de bandas muito diferentes, anteciparam a agitação e as festas para um dia antes do fim de semana.

Corinne Bailey Rae subiu ao palco da Via Funchal, pequena, com cachos escuros armados e flutuantes: “Boa noite, São Paulo,” disse levemente. A timidez durou nada mais que isso. A cantora inglesa vestiu a guitarra cor de piscina e tocou as primeiras notas de “Are You Here”.


Corinne mostrou as músicas de seu disco mais recente, 'The Sea' (Foto: Stephen Solon/Divulgação)

Veja também:PLAYLIST: Ouça músicas de toda carreira de Corinne Bailey Rae
“He’s a real live wire. He’s the best of his kind. Wait ‘til you see those eyes,” sussurou Rae. Não é a voz da potência de Aretha Franklin ou do timbre de Nina Simone, mas de um soul sutil, característica que separa Rae de cantoras que vieram antes e que surgiram junto com ela nos últimos anos.  
Faixas do disco mais recente, “The Sea”, dominaram o setlist da apresentação . Em cada música, Rae compartilhou com o público um aspecto de sua fragilidade. Após a morte do marido e saxofonista Jason Rae em 2008, a cantora e compositora inglesa ficou quatro anos sem gravar. O retorno veio com o lançamento de um álbum com uma sonoridade intensa e as vezes até claustrofóbica. Enfim, longe do pop leve e sempre agradável de “Corinne Bailey Rae” (2006).
Os temas pesados recebem da voz de Rae certa acessibilidade, mesmo em canções que mergulham até o fundo de seu sofrimento, como “I’d Do It All Again”. Durante o show, a cantora sorria, levantava os braços e dançava, mas outras vezes, permanecia de olhos fechados com a cabeça baixa, gestos reveladores de um envolvimento profundo com a música.

Mesmo com toda a atenção voltada para a pequena figura no centro do palco, o público se entusiasmou também com a banda de Rae. A organização dos músicos no palco já era curiosa; o baterista (que fez um solo bastante aplaudido) não estava no fundo, mas do lado esquerdo do palco, de frente para a cantora, e o tecladista do mesmo jeito do lado direito. Junto com os guitarristas e o baixista, o grupo formava um círculo em volta de Rae.
A primeira parte do show antes do bis encerrou com a música título do novo disco e não poderia ser diferente. A simples e envolvente poesia das letras silenciou o público até o momento que a cantora se despediu. Aplaudiram de pé, assobiaram e bateram palmas até ela voltar.
Hits do primeiro disco como “Put Your Records On” e “Just Like A Star” não poderiam faltar do setlist, nem os covers tradicionais da turnê atual: “I Wanna Love You”, do Bob Marley e “Que Será, Será (Whatever Will Be, Will Be)” do Sly and the Family Stone (original de Doris Day) na hora do bis. Depois do show, Rae agradeceu o público, deu autógrafos, ganhou uma bandeira do Brasil e sumiu do palco com a promessa de melhorar o português até sua próxima visita ao país.

GREEN DAY
Doze anos após a última visita ao Brasil, o Green Day de Billie Joe voltou ao país com a turnê "21st Century Breakdown" que divulga o trabalho de mesmo nome lançado pela banda no ano passado.


Billie Joe do Green Day. (Leonardo Soares/AE)

Vocalista do Green Day com bandeira do Brasil. (Leonardo Soares/AE)
Veja também:
GALERIA: Fotos do show do Green Day O grupo tocou no Rio de Janeiro, no HSBC Arena, em Brasília, no Ginásio Nilson Nelson, em Porto Alegre e em São Paulo, na Arena Anhembi no mês de outubro. "21st century breakdown" foi o primeiro som tocado no Anhembi.

Depois dessa, um set list generoso que inclui os principais sucessos dos 23 anos de carreira do Green Day. Entre elas: "Jaded", "Longview", "Basket Case" e "She".
FIASCO DO ANO
SESC Pinheiros, 21 de novembro. Para muitos, um dia para esquecer. O motivo? Na noite daquele dia, o cantor e guitarrista norte-americano Lou Reed apresentou o show do seu mais recente CD, ‘Metal Machine Music’.

Esse trabalho é de 1975 e foi remasterizado neste ano. Os ingressos custavam baratinhos (entre R$ 10 a R$ 40) e se esgotaram em uma hora assim que foram colocados à venda. O público mal sabia o que iam ver e ouvir.


 Lou Reed em sua apresentação no SESC Pinheiros. (JF Diorio/AE)
Lou Reed entrou no palco, não olhou e muito menos se dirigiu à plateia. Sentou em uma espécie de bunker com sua guitarra e mais alguns acessórios e deu inicio ao seu “show”.

Dez minutos depois da apresentação começar, muitos já haviam abandonado seus lugares, outros tapavam o ouvido com as mãos de tamanho incômodo com aquele barulho infernal de Reed. E assim seguiu, durante 1h e 20 minutos. Sem vocais, sem canções, sem pausas e um sax distorcido para esquecer.

QUEM VEM POR AÍ
U2
Veja abaixo alguns nomes da música internacional confirmados para se apresentar no Brasil em 2011. Em breve vamos trazer um especial com a programação completa de cada banda e músico.

(AP)
Shows nos dias 9, 10 e 13 de abril, no Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Rock in Rio


(Divulgação)
Dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro de 2011, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca. Destaque: Red Hot Chili Pepper.
Amy Winehouse

(Divulgação)
Florianópolis (no dia 8), Rio de Janeiro (11), Recife (13) e São Paulo (15).
Iron Maiden



Em São Paulo, no dia 26 de março, no Estádio do Morumbi. Rio de Janeiro (27 de março, no HSBC Arena); Brasília (30 de março, no Estádio Nilson Nelson); Belém (1º de abril, no Parque de Exposições); Recife (3 de abril, no Parque de Exposições), e em Curitiba (5 de abril, no Expotrade).
Shakira

(AP)
Dia 13 de março em Porto Alegre; dia 16 em Brasília; e 19 em São Paulo.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Axl Rose: em Abu Dhabi, a primeira entrevista desde 2006


Traduzido por Nacho Belgrande | Em 19/12/10 | Fonte: GulfNews


Uma rosa ainda é uma rosa
Ele é engraçado, ele é educado e ele é doce. O lendário roqueiro e notoriamente escaldado com a mídia AXL ROSE em uma conversa exclusiva com o [site] Tabloid! revela porque a banda resistiu ao teste do tempo.
Por Kelly Crane e Matt Wilson - visite este link para conferir a matéria original, acrescida de fotos.
Quando Axl Rose e os garotos adentraram o palco na quinta à noite em Abu Dhabi, você já poderia deduzir que eles iam arregaçar Abu Dhabi. O que você não poderia saber, é que apenas minutos antes deles iluminarem o palco, o lendário roqueiro ROSE estava bebericando chá enquanto batia papo com o Tabloid!.
“É melhor a gente ir lá antes que eles derrubem o lugar,” disse Rose erguendo a cabeça e dando-se conta da plateia agrupada aumentando de volume.
“Eu vou culpar você. Você sabe disso,” ele acrescentou enquanto todo grupo explodiu em risos e encaminharam-se para o show.
De acordo com seu empresário, DOC MCGHEE, Rose não dá entrevistas há 14 anos [nota do tradutor: informação não procede. Axl deu uma longa entrevista ao jornalista EDDIE TRUNK em 2006].
“Eu não sei o que você fez, mas você fez alguma coisa certa,” ele disse expressando sua legítima surpresa mediante o cantor de cabelos vermelhos estar disposto a conversar.
ESCALDADO COM A MÍDIA
O astro americano do rock tem estado notoriamente escaldado com a mídia (leia-se ‘anti-mídia’) desde a implosão da banda original – os fabricantes de sucessos por trás de clássicos do rock como "Sweet Child O’ Mine" e "Paradise City". Rose chegou a escrever a faixa "Get In The Ring" sobre seu desgosto para com a mídia e todas as mentiras que ele afirma que jornalistas e publicações imprimiram ao longo dos anos.
Mas essa semana foi diferente e ele educadamente pediu por “qualquer tipo de chá” para um membro de sua equipe, acomodou-se em sua cadeira e preparou-se para se abrir.
Como com toda boa história, há sempre um pouco de drama. Veja você que essa história quase não foi contada porque enquanto o [site] Tabloid! sabia que Rose estava na cidade, também foi deixado claro, inicialmente, que não haveria entrevistas (como tem sido o caso nos últimos 14 anos).
Você pode, portanto entender porque uma caçada desesperada pela Ilha de Yas [luxuosa ilha artificial em Abu Dhabi] (de chinelos) aconteceu quando “aquela” ligação tocou para dizer que ele havia dito “sim”.
“Tem uma multidão do caralho lá fora,” disse Rose parecendo quase nervoso. “Oops, pega mal dizer isso?” ele emenda rapidamente mudando de assunto.
“Eu toquei no Oriente Médio uma vez antes,” continuou Rose sem precisar de deixa. “Foi pra mais ou menos 50 mil pessoas. Foi insano. Temos estado tentando vir tocar de novo desde então e hoje à noite vai ser ‘wow’. Muitos roqueiros e bombas. Estamos muito excitados em darmos tudo de nós,” ele disse antes da apresentação de lotação esgotada, a última da série de concertos Yas Arena Show Weekends, organizada pela Flash Entertainment.
ORGULHO
“Pra mim uma das coisas realmente legais é que eu não tenho que cobrar ninguém na banda. Hey, faça isso, faça aquilo, você sabe. Porque eles estão animados. Todo mundo tem um certo orgulho no que faz. E eles todos se cobram uns aos outros de qualquer maneira. Todo mundo vai lá e tenta dar tudo que pode. E a gente fica umas duas horas a mais, você sabe, até que sentimos que a plateia está feliz. Ou até nós sentirmos que fizemos um bom trabalho. É meio que como ir à academia ou algo do tipo, você sabe, você não sai até que você sinta que você deva.”
Há uma breve pausa antes de todos os quatro membros se matarem de rir. “É tão difícil ir à academia,” Rose eventualmente admite. “Sim, eles não me deixam fumar na esteira,” adiciona o guitarrista DJ ASHBA ainda rindo.
América do Sul, Ásia e recém-saídos de 40 shows pela Europa, o GUNS N’ ROSES vai agora pra Rússia dizendo que a diversidade de uma plateia nunca para de fasciná-los. “Eu acho que tem muito a ver com o material antigo e muito a ver com o sentimento que foi posto naquilo naquela época,” disse Rose, com dedos cobertos com anéis gigantes, cada um com um esparadrapo cobrindo o dedo embaixo.
CORAÇÂO
“Mas, se não estivéssemos colocando coração nisso agora, se eu não estivesse pondo meu coração nisso, os fãs, eles não deixariam que eu saisse impune disso. Nós temos que viver atendendo a realizações anteriores, temos que trabalhar um pouco mais duro porque você está vivendo à sombra do legado ou de um mito ou o que quer que seja,” ele disse, pensativo. “É mais pressão quando você está tocando para igualar-se a um mito.”
O GUNS N’ ROSES foi formado em 1985, um tempo, uma época na qual Rose insiste em apontar que as coisas eram bem diferentes quando o assunto eram restrições sobre apresentações. “Nos dias de shows em casas noturnas, em idos de ’88 e ’89, você podia cair do palco e isso era OK. Daí veio que eu não podia dar um mergulho, mas as outras bandas podem. Eu fazia de tudo pra não cair do palco. Eu sempre vejo a fita de marcação no palco. O brilho na fita escura na beira do palco. Eu me lembro de quando não havia isso no [local de shows] LA Coliseum quando abrimos pros [Rolling] Stones. Quando as luzes se apagaram, eu pulei do palco.”
PLATEIA MULTI-CULTURAL
Parando para ouvir aos fãs ficando progressivamente mais barulhentos, Rose disse que ele estava ansioso para tocar para uma plateia multicultural. “O aspecto da plateia mista é na verdade a parte mais interessante pra mim porque eu acho que isso resume porque o catálogo do GUNS N’ ROSES resistiu ao teste do tempo,” ele disse, ainda com um ouvido nos fãs.
“Ele [o catálogo da banda] transcende gêneros, atravessa linhas religiosas, você entende. É música com a qual as pessoas podem se identificar. O fato de que há uma plateia tão diversificada lá fora torna isso muito divertido.”
Olhando para cima por detrás das lentes escuras de seus [óculos do modelo] Aviators, Rose sorriu. “Nós rompemos algumas fronteiras com certeza,” ele disse. “E continuaremos a fazê-lo.”
Fonte desta matéria (em inglês): GulfNews

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

mais uma lista: Axl Rose é eleito o melhor vocalista de todos os tempos

Líder do Guns N’Roses superou Freddy Mercury e Robert Plant, entre outros

Os leitores do site americano MusicRadar.com escolheram Axl Rose, do Guns N’Roses, como o maior vocalista de todos os tempos. Segundo os internautas que participaram da pesquisa, Axl é melhor - por exemplo - que Freddy Mercury, Robert Plant, Ronnie James Dio, Steven Tyler e Mick Jagger, entre outros. Nomes inexpressivos como Thom Yorke (Radiohead), Liam Gallagher (Oasis) e frank Black (Pixies) também foram votados. Veja a lista com os 30 primeiros colocados:
1- Axl Rose
2- Freddie Mercury
3- Robert Plant
4- Ronnie James Dio
5- John Lennon
6- Bruce Dickinson
7- Thom Yorke
8- Kurt Cobain
9- Matt Bellamy
10- Paul McCartney
11- Jim Morrison
12- James Hetfield
13- Maynard James Keenan (Tool)
14- Mick Jagger
15- James LaBrie
16- Bon Scott
17- Steven Tyler
18- Roger Daltrey
19- Geddy Lee
20- Morrissey
21- Liam Gallagher
22- Jack White
23- Joe Strummer
24- Stevie Nicks
25- Iggy Pop
26- Smokey Robinson
27- Frank Black
28- Diana Ross
29- Debbie Harry
30- Martha Reeves

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