PATROCINADOR MASTER

PATROCINADOR MASTER

BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




CARIRI VEÍCULOS

CARIRI VEÍCULOS

Impacto Skate Shop

Impacto Skate Shop
Uma loja diferenciada pra você
Mostrando postagens com marcador RONNIE JAMES DIO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RONNIE JAMES DIO. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dio Disciples: começam os ensaios de banda tributo a Dio


Imagem
O Metal Assault conferiu ontem um dos primeiros ensaios do DIO DISCIPLES, realizado em Hollywood, Califórnia. Na sequência, conversou com o vocalista Tim ‘Ripper’ Owens e o baterista Simon Wright. Confira alguns trechos do bate-papo.Ensaios
Simon: Está indo bem. Óbvio que, no começo, foi um pouco estranho, mas estamos fazendo o trabalho. Está começando a soar muito bom. É diferente, nunca será a mesma coisa sem Ronnie, mas estamos nos tornando uma banda. São os primeiros ensaios realmente fortes. Está sendo estranho e excitante ao mesmo tempo.
A idéia de formar o Dio Disciples
Simon: Foi uma combinação. Falávamos há um tempo e se tornou claro que não poderíamos simplesmente deixar essa história para trás. Estivemos na banda de Ronnie por tantos anos, ele nos ensinou muito, foi uma inspiração. Chegamos à conclusão que não devíamos abandonar isso, precisávamos fazer por nós e pelos fãs. Não estamos de brincadeira. Queremos, de coração, manter esse legado.
Sobre o setlist
Simon: O problema de várias bandas é possuir um monte de hits. Temos que tocar “Heaven and Hell”, “Rainbow In The Dark”, “Holy Diver”, We Rock”… Então, vamos fazer essas, mas também tentaremos algumas coisas diferentes. A medida que progredirmos, buscaremos mais coisas no catálogo, algumas surpresas, talvez músicas que nunca tenham sido tocadas ao vivo. Queremos fazer algo especial para os fãs.
Tim: Para qualquer banda é difícil montar um repertório. Quando se trata de um artista como Ronnie, nunca se irá satisfazer a todos. Mas a cada dia de ensaio acrescentamos uma ou outra música diferente.
As músicas favoritas
Tim: Tive sorte de cantar algumas durante minha carreira, como “Neon Knights”, que tocamos até na turnê do Beyond Fear. Agora estou curtindo “We Rock”, que nunca havia cantado antes. Há algo nela, posso sentir a platéia cantando junto.
Simon: Mesmo após tantos anos tocando “Rainbow In The Dark”, quando os fãs começam a cantar, emociona. Gosto de todas elas.
Matéria original: Blog Van do Halen

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quarenta anos do início do Heavy Metal

VIA: WHIPLASH

1969. Um ano de vários fatos marcantes, como a chegada do homem à lua. No mundo da música, mais especificamente no rock, os Beatles terminariam definitivamente sua existência, com o lançamento de sua última obra-prima, “Abbey Road” (posteriormente ainda sairia “Let It Be”, mas já com a banda dissolvida); o The Who nos entregava sua magistral ópera-rock “Tommy”; os Rolling Stones, que ainda enfrentavam a ressaca após a misteriosa morte de Brian Jones, realizaram o fatídico show gratuito no autódromo de Altamont e lançavam “Let It Bleed”. Tivemos o acontecimento do antológico festival de Woodstock, marcando o auge e também o início da decadência do movimento flower-power da contracultura hippie. No Vietnã, batalhas cada vez mais sangrentas, ao mesmo tempo em que a guerra fria vivia seus dias mais austeros. Em meio a dias tão turbulentos, despontam no cenário musical algumas bandas com uma sonoridade mais agressiva, que são tidas até hoje como os pilares do heavy metal. Dentre elas destaque para Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple, autoras de discos que se tornariam as “bíblias” da mais pesada vertente do rock and roll.
Imagem
Imagem
Imagem

O termo heavy metal ganhou força definitiva na década de 1980, com o surgimento da “New Wave Of British Heavy Metal”, mas a história do gênero é bem mais antiga. Com relação à mídia, embora o termo “música pesada” (“heavy music”, em inglês) já houvesse sido usado antes (para se classificar o som do Iron Butterfly, por exemplo), a primeira vez que se tem conhecimento que a expressão heavy metal foi realmente usada foi em um review de Mike Saunders sobre o álbum “Safe As Yesterday Is”, do Humble Pie, publicado na revista Rolling Stone em sua edição de novembro de 1970. Musicalmente, o metal começou ainda um pouco antes, com algumas opiniões controversas a respeito disso.
O marco inicial do metal para muitos se deu em 1968, quando os BEATLES  gravaram “Helter Skelter” em seu famoso e controverso Álbum Branco. Os motivos que dão base a esta tese são muitos: as guitarras saturadas e estridentes, o vocal “berrado”, a própria levada da música... Como se não bastasse, a canção composta por sir Paul McCartney (cujo título pode ser traduzido como confusão, algo fora de controle) foi citada pelo famoso Charles Manson como sua fonte de inspiração (?) para cometer o assassinato de Sharon Tate, esposa grávida do cineasta Roman Polanski, diretor de “O Bebê de Rosemary” – dentre outros disparates que o levaram gradativamente a chegar ao crime, ele acreditava que o quarteto de Liverpool eram os quatro cavaleiros do apocalipse (!!!), e que a letra de “Helter Skelter” representava a batalha do juízo final (!!!!!). Na verdade, a música se refere a um tobogã popular nos parques da Inglaterra, onde se escorregava de forma meio descontrolada, e foi uma espécie de resposta ao The Who, cujo guitarrista Pete Townshend havia dito em uma entrevista que sua canção “I Can See For Miles” era a mais barulhenta já gravada. Mas isso já é assunto para uma outra longa história...
Outros clamam que a semente do metal tem outra origem. Ainda naquele ano, pela primeira vez se usou o termo heavy metal em uma música, na letra da lendária “Born To Be Wild”. Inicialmente, a canção escrita por Mars Bonfire (nome real do guitarrista Dennis Edmonton), quando ainda integrava o The Sparrows, chegou a ser oferecida a outros artistas, como o grupo The Human Expression, mas a honra de gravá-la acabou ficando mesmo para sua nova banda, o Steppenwolf. Tornou-se famosa ao ser escolhida como música tema do filme “Sem Destino” (1969), com Peter Fonda, Dennis Hopper e Jack Nicholson, e seus versos comparavam o barulho da motocicleta a um trovão de metal pesado, “heavy metal thunder”. Relatos do próprio Mars dão conta de que sua inspiração para compor foi um pôster visto em uma vitrine de uma loja em Hollywood, com uma Harley Davidson na estrada e a expressão “Born To Ride” cravada no asfalto.
Há ainda uma terceira corrente, que recai sobre um power trio que tocava mais alto e era mais barulhento do que qualquer banda da época, o Blue Cheer, cujo nome foi retirado de um poderoso tablete de LSD que circulava pela Califórnia naqueles dias. Originalmente um sexteto, após a debandada de metade da banda, os três membros remanescentes Leigh Stephens (guitarra), Paul Whaley (bateria) e Dickie Peterson (baixo e vocal) decidiram aumentar o volume no máximo, para nas apresentações preencher o vazio deixado pelos ex-companheiros. Seu blues-rock extremamente amplificado fez sucesso com uma versão de “Summertime Blues”, de Eddie Cochran, registrada em seu álbum de estréia de 1968, que levava o curioso nome de “Vinceptus Eruptum”, que continha ainda a ótima “Rock Me Baby” e a longa e chapadona “Doctor Please”. Curiosamente, com o decorrer de sua carreira o Blue Cheer foi polindo seu som e diminuindo o volume cada vez mais, num caminho inverso à tendência que o rock seguiria. Alguns hoje classificam o estilo como “stoner rock” (se formos traduzir, rock “chapado”), outros como metal.
Se formos voltar ainda mais um pouco no tempo, temos outros momentos que são lembrados e citados também, como a primeira música a apresentar distorção nas guitarras, “You Really Got Me”, do The Kinks, de 1964 (aquela mesma posteriormente regravada pelo VAN HALEN  em seu disco de estréia). Muitos especialistas chegam até mesmo a elencar o lendário Cream, de Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker, como pais do som pesado (hipótese a ser considerada, principalmente com relação às elétricas performances ao vivo do trio), bem como o próprio The Who, que além de tocar alto, quebrava tudo no palco, literalmente. Mas, por fim, todos os caminhos acabam sempre levando ao mesmo denominador comum, apontando para as três bandas que dão título a esta matéria como os grupos seminais do estilo.
Imagem
Imagem
Imagem

LED ZEPPELIN

O LED ZEPPELIN foi uma banda que desde o início já tinha cara de super grupo, afinal era formado pelo ex-guitarrista dos Yardbirds, Jimmy Page, junto ao polivalente e conceituado músico de estúdio John Paul Jones, tendo ainda o exímio John Bonham nas baquetas (com sua incrível capacidade de conciliar peso e swing na medida certa) e a grande revelação Robert Plant nos vocais. Vale lembrar, como curiosidade, que o Zeppelin recebeu seu nome após uma piada dos eternos e saudosos Keith Moon e John Entwistle, do The Who – certo dia, os dois estavam junto a Jimmy Page e Jeff Beck, cogitando a possibilidade de fazerem um som juntos, e em certo momento Moon disse que essa banda decolaria tão bem quanto um balão pesado, onde completou Entwistle: “um zepelim de chumbo”.
Contratados pela Atlantic Records, lançam em 1969 seu début, que levava o nome do próprio grupo e fora produzido pelo próprio guitarrista Jimmy Page (com assistência de Glyn Johns, como engenheiro de som). Já tínhamos nele uma boa amostra do que viria pela frente em sua brilhante carreira: alternavam-se canções com guitarras pesadas e uma forte pegada de bateria, como em “Communication Breakdown”, “Good Times, Bad Times” e “Dazed And Confused”, com belas dobradas de guitarra e baixo, tal qual se ouve na fantástica faixa de encerramento, “How Many More Times”, belos temas acústicos, como “Black Mountain Side”... Havia ainda regravações de temas de blues, como “You Shook Me” e “I Can’t Quit You”, de Willie Dixon. O álbum foi gravado em uma mesa de quatro canais, com os quatro tocando ao mesmo tempo, aproveitando-se do reverb e eco que o estúdio produzia, gerando um som único. Num tom de total reverência, Tom Hamilton, baixista do AEROSMITH, disse certa vez: “na primeira vez que ouvi o primeiro álbum do Zeppelin, tive a sensação de que Deus estava saindo pelas caixas de som”. Embora a crítica especializada da época não tenha dado muita bola, foi grande sucesso de vendas.
Como se não bastasse, no mesmo ano ainda chegava às prateleiras outra pedra preciosa que daria continuidade a tudo: “Led Zeppelin II”, produzido novamente por Jimmy Page (agora com Eddie Kramer como engenheiro, notório colaborador de Jimi Hendrix). Alguns seguidores da banda preferem este álbum ao primeiro, afinal ele trazia de cara “Whole Lotta Love”, e tinha ainda no decorrer do disco “Heartbreaker”, “The Lemon Song”, “Living Lovin’ Maid”, “Moby Dick” (com direito ao fantástico solo de bateria de John Bonham), a belíssima balada “Thank You”, “Ramble On”, e “Bring It On Home”, que fechava com chave de ouro. Fã confesso da banda, STEVE VAI conta que decidiu tomar aulas para aprender a tocar guitarra quando ouviu pela primeira vez “Heartbreaker”. O álbum foi gravado em vários estúdios diferentes, nos intervalos entre um ou outro show da turnê de seu primeiro trabalho. John Paul Jones cita que muitas das idéias e riffs surgiam no palco, principalmente nos longos improvisos de “Dazed And Confused”. Foi também o primeiro álbum a atingir simultaneamente o número um das paradas nos EUA e na Inglaterra.
O Zeppelin fez história. Praticamente toda sua discografia é tratada como obra-prima. Sobre os músicos, o que mais dizer? Com seus grandes e exóticos arranjos e sua extensa exploração de afinações alternativas, Page logo galgou seu lugar junto aos deuses da guitarra – quem nunca ficou embasbacado ao ouvir seus riffs e solos inspirados, ou ao vê-lo empunhando um arco de violino para tirar sons inimagináveis de seu instrumento? John Paul Jones é admirado cada vez mais por sua versatilidade e capacidade musical, Robert Plant é, sem dúvidas, uma das maiores vozes da história do rock, e John Bonham até hoje é referência para qualquer cidadão que ouse segurar uma baqueta – uma pena que nos tenha deixado tão cedo.
Imagem
Imagem
Imagem

BLACK SABBATH

Após alguns anos tocando blues em clubes locais sem muito dinheiro ou repercussão, o quarteto da cidade industrial de Birmingham chamado Earth dá uma guinada em sua carreira em 1969. Mudam seu nome para BLACK SABBATH, inspirados em um filme de terror com Boris Karloff que levava este nome, e passam a apostar numa sonoridade mais arrastada e assustadora. Com sua guitarra SG saturada e cortante, Tony Iommi já demonstrava, desde o início, ser o mestre dos riffs. Ozzy Osbourne podia não ser o melhor vocalista do mundo, mas já era dono de um carisma inigualável. A cozinha formada por Terry “Geezer” Butler e Bill Ward era ainda bastante coesa e inspirada. Foi apenas questão de tempo então até conseguirem se firmar no cenário. Após algumas apresentações com o novo nome e a divulgação de um single (“Evil Woman”), conseguem um contrato com a gravadora Vertigo para lançar seu primeiro trabalho, que fora gravado e mixado em, acreditem, apenas três dias, tendo a produção assinada por Rodger Bain.
Para dar uma atmosfera mais sombria, o ótimo disco de estréia, que levava o próprio nome da banda, foi lançado em uma sexta-feira 13, em fevereiro de 1970. A capa do play já era extremamente assustadora para a época (na época, muitos juravam ser uma foto real de uma bruxa). Ao colocar o vinil para rolar, então, muitos já sentiam todos os calafrios possíveis: a introdução da faixa “Black Sabbath”, que dava início a tudo, com aquele barulho de sino ao fundo de uma chuva torrencial, precedia um riff magistral de guitarra (tocando o que no mundo medieval era chamado de “a escala proibida”, pois se acreditava que aquela sequência de acordes o demônio era invocado). Era de arrepiar até os mais céticos. E quando Ozzy começa a cantar “O que é isso que se depara diante de mim?”... Mas o álbum não se resume apenas a isso, afinal ele tinha ainda outros grandes momentos, como a clássica “N.I.B.” (alguém se arrisca sobre o que significa a sigla?), “The Wizard”, “Wicked World”... A produção crua ajudava ainda mais no clima. A crítica especializada, entretanto, caiu matando. O famoso Lester Bangs (o mesmo que foi retratado no filme “Quase Famosos”) citava em sua resenha: “parece com o Cream, só que muito piorado”. De qualquer forma, conseguiu boa repercussão.
Após alguns shows, o Sabbath voltaria a estúdio ainda naquele mesmo ano. Com várias canções prontas, compostas durante a turnê (como era praxe na época), reúnem-se com o produtor Rodger Bain e, em poucos dias novamente, gravam seu segundo álbum e aquele que, para muitos, é sua melhor obra até hoje. Inicialmente o vinil levaria o nome de “War Pigs”, a clássica faixa que abre o trabalho, num protesto claro contra a guerra do Vietnã – tanto que a capa trazia um soldado estilizado, de capacete, espada e escudo nas mãos. Com medo de alguma represália ou censura, atendem aos pedidos da gravadora e mudam o nome, batizando-o com o título de uma nova canção que, segundo o baterista Bill Ward, foi totalmente composta em pouco mais de vinte minutos no próprio estúdio: “Paranoid”. Compõem o registro, ainda, a psicodélica “Planet Caravan”, a antológica “Iron Man” (e um dos riffs de guitarra mais tocados até hoje na história), a instrumental “Rat Salad”, “Electric Funeral”, “Fairies Wear Boots”... Que discaço, não? Não é à toa que Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, declarou: “ouvir os primeiros discos do BLACK SABBATH foram os momentos mais sublimes da minha vida”. Como não poderia deixar de ser, a carreira do Sabbath daí pra frente engrenou de vez, tendo criado ainda outras grandes obras, seja com Ozzy ou sem ele, até os dias atuais – mesmo usando outro nome, para evitar conflitos judiciais.
Imagem
Imagem
Imagem

DEEP PURPLE

Embora só tenha conhecido de fato o sucesso em 1970, oDEEP PURPLE já tinha uma boa história pra contar. Formado em 1966, o quinteto trazia em sua formação nos primeiros trabalhos de estúdio os fundadores Ian Paice na bateria, Jon Lord nos teclados e Ritchie Blackmore nas seis cordas, tendo o time completado pelo vocalista Rod Evans e pelo baixista Nick Simper. O nome do grupo, como se sabe, foi retirado de uma antiga canção romântica que a avó de Blackmore gostava bastante. Contratados pela Harvest, gravadora subsidiária da gigante EMI, lançaram três álbuns de estúdio, “Shades Of Deep Purple”, “The Book Of Talesyn” e “Deep Purple”. Tiveram um único e modesto hit, a regravação de “Hush”, de Joe South, que fazia parte de seu primeiro trabalho – que continha ainda covers de “Help!”, dos Beatles, e “Hey Joe”, popularizada por Jimi Hendrix.
Em 1969 ocorre uma mudança crucial no histórico da banda: a entrada dos ex-membros do Episode Six, o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover, substituindo Evans e Simper. Lançam o ousado álbum ao vivo “Concert For Group And Orchestra”, gravado no Royal Albert Hall, já com a nova formação, mas não conseguem muito êxito comercial. Porém nos palcos que sua reputação era cada vez mais elogiada, com comentadas performances elétricas e contagiantes – em especial Blackmore, cada vez mais alucinado e influenciado por JIMI HENDRIX, trocando de vez sua velha Gibson Semi-Acústica pela Fender Stratocaster e desenvolvendo gradativamente sua “atuação” nos extensos improvisos instrumentais, onde girava, pisava e jogava para o alto o instrumento. Como estavam prestes a lançar um novo trabalho, com a nova formação, que tal então tentar levar toda essa energia para o estúdio?
Trabalhando junto a jovens engenheiros de som, como Andy Knight, Phil McDonald e Martin Birch (que se tornaria colaborador fixo da banda naquela década, bem como do Rainbow, Whitesnake e IRON MAIDEN anos depois), o Purple passa a tocar e gravar “ao vivo em estúdio” e aposta suas fichas numa sonoridade mais agressiva e pesada (onde, inclusive, o órgão Hammond de Lord passou a ser ligado simultaneamente em uma caixa Leslie e em um amplificador de guitarras Marshall – ganhando seu som característico e o carinhoso apelido de “A Besta”). Destaque também para as notas altíssimas que podiam ser atingidas por Gillan, além de seu timbre espetacular, e para a ótima cozinha formada por Glover e Paice, fazendo um ótimo pano de fundo para os solos intrincados da dupla Blackmore/Lord. O resultado foi “Deep Purple In Rock”, que veio ao mundo em junho de 1970 e foi uma verdadeira porrada na cara dos mais conformistas.
A abertura ensurdecedora com “Speed King” já era garantia absoluta para incomodar qualquer vizinhança. A épica “Child In Time” até hoje é considerada uma de suas melhores músicas. Isso tudo sem falar em “Bloodsucker”, “Into The Fire”, a empolgante “Flight Of The Rat”, “Living Wreck” e a pesadíssima “Hard Lovin’ Man” (“dedicada” a Birch). Complementando tudo, uma capa inesquecível, com os rostos dos integrantes da banda substituindo os presidentes americanos no monte Rushmore. Ah sim, faltou ainda falar de “Black Night”, que havia sido lançada paralelamente como single e foi um hit absoluto, mas ficou de fora do álbum por causa da limitação de espaço enfrentada em tempos de vinil. “In Rock” merece o status de obra-prima, sem dúvida. BRUCE DICKINSON, por exemplo, já afirmou diversas vezes que este é seu disco favorito de todos os tempos. Jon Lord sempre cita-o como o melhor trabalho do Purple.
Mas o álbum não é uma unanimidade como o melhor disco da banda entre os fãs do quinteto: para a maioria o título fica com “Machine Head”, lançado dois anos depois (entre eles houve ainda o ótimo “Fireball”). O famigerado álbum gravado no saguão de um hotel abandonado em Montreux, na Suíça, com um estúdio móvel dos ROLLING STONES, traz uma relação de sete músicas que falam por si próprias: “Highway Star”, “Pictures Of Home”, “Maybe I’m a Leo”, “Never Before”, “Smoke On The Water”, “Space Truckin’” e “Lazy”. Clássico absoluto e incontestável do rock and roll. Existe alguém no mundo que já teve uma guitarra nas mãos e nunca tentou tocar o riff de “Smoke On The Water”? O curioso é que a canção, uma espécie de diário de bordo resumido das gravações, inicialmente não foi a grande aposta do disco. Tanto que o primeiro single foi “Never Before”, que trazia em seu lado B a bela “When a Blind Man Cries”, executada até hoje nos shows da banda. Produção da própria banda, mais uma vez, sob a tutela de Martin Birch. Foi nesta turnê que o Purple gravou o antológico álbum ao vivo “Made In Japan”, outro álbum obrigatório de sua extensa discografia.
40 ANOS DE METAL
40 anos. Mesmo não sendo mais criança e já tendo cabelos grisalhos, o heavy metal continua aí, incomodando muita gente e sendo fonte de alegrias e inspiração para os seus milhões de fãs e seguidores ao redor do mundo. E mesmo com sua data de aniversário correta ainda gerando divergências e debates, é um fato a ser celebrado, com o volume bem alto, e com as mãos para o alto, fazendo os indefectíveis “chifres” do “mallochio”, tão difundido por Ronnie James DIO (essa já é mais uma outra história...).
Para encerrar, fica uma sugestão ao leitor: caso ainda não tenha assistido, vale a pena ver o excelente documentário “Metal – Uma Jornada Pelo Mundo do Heavy Metal”, de Sam Dunn e Scot McFadyen, que traça e explora uma verdadeira árvore genealógica do gênero. E aos leitores mais jovens: se por um acaso você ainda não tem nenhum dos citados registros em sua humilde coleção, ou nunca sequer ouviu nenhum deles, trate de recuperar este tempo perdido... Compre, empreste, grave, faça um download, mas não fique jamais sem conhecer estas verdadeiras enciclopédias do rock.
P.S.: Pra matar de vez a dúvida, a sigla “N.I.B.” não significa “Nativity In Black”, como a maioria acha que seja, principalmente depois do lançamento de dois tributos ao BLACK SABBATH levando este nome. De acordo com Tony Iommi, o título foi simplesmente uma referência à barbicha que Bill Ward tinha, e que se parecia com a ponta de um pincel fino, daqueles usados pelos artistas plásticos para assinar seus quadros, cujo nome em inglês é “pen-nib”. Como o “tinhoso” popularmente é conhecido por ostentar um cavanhaque parecido, e a canção é escrita do ponto de vista dele, criou-se a misteriosa sigla para atiçar as mentes dos ouvintes.
Fontes de pesquisa para a matéria: Wikipedia, Whiplash, Rolling Stone, LedZeppelin.com, BlackSabbath.com, Deep-Purple.com

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ronnie James Dio Prova irrefutável do quão grande o pequeno Dio foi

Donington UK Live 1983 & 1987 - Dio

Por Ricardo Seelig | Em 19/12/10


A morte de Ronnie James Dio em 16 de maio de 2010 pegou o mundo de surpresa. É claro que todos sabiam que o vocalista estava em uma batalha dura contra um câncer no estômago, mas o fato é que é muito difícil imaginar que nossos ídolos possam sucumbir a algo tão cotidiano como o fim da vida.
Nota: 9 
Imagem
Passada a dor, superada a perplexidade, permanece a saudade e solidifica-se a admiração pela obra de Ronnie James Dio. Nesse aspecto, o ao vivo "Dio at Donington UK: Live 1983 & 1987" é uma prova irrefutável do quão grande e único foi o pequeno Ronnie.
Primeiro lançamento do Niji Entertainment Group, selo criado pelo vocalista ao lado de sua esposa Wendy, o disco é duplo, traz duas apresentações da banda Dio no lendário festival inglês e chega ao Brasil via Hellion Records. O CD 1 contém o show realizado em 20 de agosto de 1983, quando o grupo formou o line-up do hoje infelizmente extinto Monsters of Rock ao lado de Diamond Head, Twisted Sister, ZZ Top, Meat Loaf e Whitesnake, enquanto o segundo disco traz a apresentação ocorrida no dia 22 de agosto de 1987, quando Dio dividiu o palco com Cinderella, W.A.S.P., Anthrax, METALLICA e Bon Jovi.
Os tracklists dos dois concertos capturam a banda de DIOem dois momentos distintos. O primeiro, de 1983, traz aquela que é considerada a formação clássica do grupo, com DIO, Vivian Campbell (guitarra), Claude Schnell (teclado), Jimmy Bain (baixo) e Vinny Appice (bateria), enquanto o de 1987 tem Craig Goldy no lugar de Campbell.
Imagem
Ambos os shows foram retirados do arquivo da BBC, restaurados, remasterizados e lançados para o grande público. A apresentação de 1983 é irrepreensível. Recém-formada, a banda liderada por Ronnie James DIO  estava afiadíssima e pra lá de entrosada. Divulgando o clássico álbum "Holy Diver", o grupo fez umaapresentação antológica em Donington, tocando depois do Diamond Head e antes do Twisted Sister.
Baseando o tracklist nas faixas de "Holy Diver", DIO e sua gangue despejam sobre o público uma inacreditável sequência de faixas que se tornariam hinos do heavy metal. “Stand Up and Shout” abre os trabalhos bombasticamente, seguida por “Straight Through the Heart”, com uma antológica performance vocal de DIO. As imortais “Rainbow in the Dark” e “Holy Diver” mostram todo o seu poder de fogo em versões memoráveis.
O grupo executa também faixas das marcantes passagens de Dio pelo BLACK SABBATH e pelo Rainbow. “Children of the Sea” e “Heaven and Hell” soam um pouco mais rejuvenescidas do que as versões que nos acostumamos a ouvir quando tocadas pela guitarra de Tony Iommi e pelo baixo de Geezer Butler. A juventude, o talento e a classe de Vivian Campbell fazem com que essas duas faixas saiam dos alto-falantes tinindo e trincando, pois Campbell – e toda a banda – as executam de uma maneira menos soturna e sorumbática que a forma habitual com que o BLACK SABBATH sempre as tocou – basta comparar essas versões com as presentes no ao vivo "Live Evil" ou nos bootlegs da primeira passagem de Dio pelo Sabbath.
Do Rainbow chegam as excepcionais “Stargazer”, “Man on the Silver Mountain” e “Starstruck”. Pessoalmemente, a minha fase preferida de toda a longa carreira de Ronnie James DIO é a que ele esteve acompanhado por Ritchie Blackmore, notadamente o período entre os álbuns "Rising" (1976) e "Long Live Rock'n'Roll" (1978). O contraste com os discos ao vivo do Rainbow é gritante, principalmente pela ausência dos vôos instrumentais de Blackmore. Dessa maneira, enquanto as composições perdem pela imprevisibilidade de Ritchie, que as levava sempre a lugares diferentes a cada noite, ganham na energia e no fogo que o grupo coloca em suas releituras, mais objetivas, mais diretas e, em certos momentos, até mesmo mais pesadas que aquelas presentes nos discos ao vivo do Rainbow.
Imagem
O segundo CD de "Dio at Donington" traz a segunda passagem de Dio pelo Monsters of Rock, desta vez em 1987 e como uma das atrações principais – a banda tocou depois do METALLICA e antes do Bon Jovi, headliner daquele ano. Com Craig Goldy no lugar de Vivian Campbell, o grupo soa naturalmente diferente do registro de quatro anos antes. Promovendo o álbum "Dream Evil", a banda toca um tracklist bastante diferente do primeiro disco.
“Dream Evil” abre o show, seguida de “Neon Knights”, pedrada de "Heaven and Hell", primeiro álbum gravado por Dio com o BLACK SABBATH. “Naked in the Rain” e a ótima “Rock and Roll Children”, essa última do álbum "Sacred Heart", abrem caminho para a contagiante “Long Live Rock'n'Roll”, eternizada pelo Rainbow.
A estupenda “The Last in Line”, uma das melhores músicas compostas por Dio em toda a sua carreira, ratifica o status de clássico em uma versão arrepiante. O BLACK SABBATH volta à ordem do dia com “Children of the Sea”, seguida de “Holy Diver” e “Heaven and Hell”. A parte final da apresentação resgata mais um clássico do Rainbow - “Man on the Silver Mountain” - e duas faixas da banda Dio – a então recente e excelente balada “All the Fools Sailed Away” e “Rainbow in the Dark”.
De uma maneira geral, o set list do primeiro disco é mais equilibrado que o segundo, fato esse que, combinado com a entrada de Goldy no lugar de Campbell – um guitarrista nitidamente superior – faz com que o show de 1987, mesmo sendo muito bom, seja inferior ao de 1983, que capturou o grupo em um momento inspiradíssimo.
Fechando o pacote, a embalagem digipack dá um ar mais refinado e luxuoso ao projeto. Além disso, o encarte traz textos do renomado crítico inglês Dante Bonutto, e inúmeras fotos do grupo.
"Dio at Donington UK: 1983 & 1987" é um lançamento imperdível, e marca o início de uma série de itens que devem chegar às lojas concedendo à obra de Ronnie James DIO um tratamento à altura de sua importância para o heavy metal.
Seja pelo valor histórico, seja pelo lado sentimental, esse CD é um daqueles discos que não dá pra deixar passar, e deve ser colocado em posição de destaque em qualquer coleção dedicada à música pesada.
Desde já um clássico!
Faixas:
CD 1: 1983
1 Stand Up and Shout
2 Straight Through the Heart
3 Children of the Sea
RAINBOW in the Dark
5 Holy Diver
6 Drum Solo
7 Stargazer
8 Guitar Solo
9 Heaven and Hell
10 Man on the Silver Mountain
11 Starstruck
12 Man on the Silver Mountain (Reprise)
CD 2: 1987
1 Dream Evil
2 Neon Knights
3 Naked in the Rain
4 Rock and Roll Children
5 Long Live Rock 'n' Roll
6 The Last in Line
7 Children of the Sea
8 Holy Diver
9 Heaven and Hell
10 Man on the Silver Mountain
11 All the Fools Sailed Away
12 The Last in Line (Reprise)
13 RAINBOW in the Dark

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

mais uma lista: Axl Rose é eleito o melhor vocalista de todos os tempos

Líder do Guns N’Roses superou Freddy Mercury e Robert Plant, entre outros

Os leitores do site americano MusicRadar.com escolheram Axl Rose, do Guns N’Roses, como o maior vocalista de todos os tempos. Segundo os internautas que participaram da pesquisa, Axl é melhor - por exemplo - que Freddy Mercury, Robert Plant, Ronnie James Dio, Steven Tyler e Mick Jagger, entre outros. Nomes inexpressivos como Thom Yorke (Radiohead), Liam Gallagher (Oasis) e frank Black (Pixies) também foram votados. Veja a lista com os 30 primeiros colocados:
1- Axl Rose
2- Freddie Mercury
3- Robert Plant
4- Ronnie James Dio
5- John Lennon
6- Bruce Dickinson
7- Thom Yorke
8- Kurt Cobain
9- Matt Bellamy
10- Paul McCartney
11- Jim Morrison
12- James Hetfield
13- Maynard James Keenan (Tool)
14- Mick Jagger
15- James LaBrie
16- Bon Scott
17- Steven Tyler
18- Roger Daltrey
19- Geddy Lee
20- Morrissey
21- Liam Gallagher
22- Jack White
23- Joe Strummer
24- Stevie Nicks
25- Iggy Pop
26- Smokey Robinson
27- Frank Black
28- Diana Ross
29- Debbie Harry
30- Martha Reeves

Volta do Black Sabbath não acontece em 2011, diz Geezer Butler


Turnê de Ozzy impede reunião da formação clássica

Em uma entrevista a um site americano, o baixista da formação original do Black Sabbath, Geezer Butler, disse que a volta do grupo, com Ozzy Osbourne nos vocais, não deve acontecer em 2011, justamente porque o vocalista está em turnê do álbum solo. Mas só o fato de Butler admitir o retorno já renova as esperanças dos fãs de verem a formação clássica do grupo reunida. O baixista reafirmou que, desde a morte de Ronnie James Dio, em maio, que atuava com ele, com o guitarrista Tony Iommi e com o batera Vinnie Apice, sob o nomeHeaven & Hell, a intenção de voltar com Ozzy é praticamente uma unanimidade entre todos os envolvidos. A turnê solo de Ozzy passa pelo Brasil no ano que vem.

domingo, 5 de dezembro de 2010

RAINBOW: EDIÇÃO DE LUXO DE 'DOWN TO EARTH' VEM AÍ!

Henrique Inglez de Souza 


O Rainbow, banda pós-Deep Purple de Ritchie Blackmore, terá um de seus antigos registros reeditado em uma versão de luxo, via Universal Music. Lançado em 1979, 'Down to Earth' (imagem) foi o primeiro depois que Ronnie James Dio deixou de fazer parte da banda. As informações são do site da Gibson.

Dono de hits como 'All Night Long' e ‘Since You Been Gone', o álbum ganhará lados-B ('Bad Girl' e a instrumental 'Weiss Heim'), além de um segundo disco, trazendo outtakes e versões alternativas. A previsão é que chegue às lojas (exterior) em janeiro.

'Down to Earth' pode não ter o mesmo impacto que seus antecessores, mas traz um repertório bom, com faixas inspiradas e belas melodias. Foi o único do Rainbow com a formação Graham Bonnet (vocal), Cozy Powell (bateria), Don Airey (teclados), Roger Glover (baixo), além do próprio Blackmore.

Veja abaixo as faixas de 'Down to Earth: Deluxe Expanded Edition':

CD 1
01. All Night Long
02. Eyes of the World
03. No Time To Lose
04. Makin' Love
05. Since You Been Gone
06. Love's No Friend
07. Danger Zone
08. Lost in Hollywood

Faixas-bônus:

09. Bad Girl
10. Weiss Heim

CD 2
01. All Night Long (Instrumental Outtake)
02. Eyes of the World (Instrumental Outtake)
03. Spark Don't Mean a Fire
04. Makin' Love (Instrumental Outtake)
05. Since You Been Gone (Instrumental Outtake)
06. Ain't a Lot of Love in the Heart of Me
07. Danger Zone (Instrumental Outtake)
08. Lost in Hollywood (Instrumental Outtake)
09. Bad Girls (Instrumental Outtake)
10. Ain't a Lot of Love in the Heart of Me (Alternative Outtake – Take 2)
11. Eyes of the World (Instrumental Outtake - Take 2)
12. All Night Long (Cozy Powell Mix)

Também deve ser relançado em breve outro álbum do Rainbow em edição de luxo, o clássico 'Rainbow Rising' (1976) - esse, da era Dio.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dio: música inédita será lançada em 2011


O guitarrista Craig Goldy, ex-integrante da banda solo de Ronnie James Dio, disse em entrevista para a imprensa britânica que uma música inédita da banda Dio deve ser lançada em 2011. Segundo o músico, a banda travalhava em um disco antes de Dio descobrir que estava com câncer e começar o tratamento.
“Estavamos trabalhando em faixas para um novo álbum do Dio pouco antes de Ronnie morrer, em maio. Nós quase finalizamos uma canção. Wendy [viúva e empresária de Dio] tem falado sobre relançar o álbum ‘Magica’ com faixas bônus, incluindo essa. “A letra[da nova música] tem relação com o que Ronnie estava passando naquele momento, quando lutava contra o câncer. Então é muito emotiva. É difícil ouvi-la sem um nó na garganta”.
Craig Goldy não divulgou o nome da nova música, nem comentou se há mais material inédito que possa ser lançado no próximo ano. Mas outra música inédita com a voz de Ronnie James Dio deve ser lançada em 2011, desta vez no álbum da banda The Rods, liderada por David ‘Rock’ Feinstein, primo de Dio e antigo parceiro no ELF.
Dio gravou duas músicas com Feinstein, uma delas é “Metal Will Never Die”, lançada este ano no álbum solo do músico, “Bitten by the Beast”. A segunda música, chamada “The Code”, deve ser lançada no próximo álbum da banda The Rods, “Vengeance”, em 2011.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Deep Purple comemora 35 anos do álbum “Come Taste The Band“ - por Kid Vidil


Por Kid Vinil .

Deep Purple comemora 35 anos do álbum “Come Taste The Band“



No início desse ano estava em Brasília e um empresário local me convidou para ver o show de Joe Lynn Turner dizendo: “Tá a fim de ver o show do vocalista do Deep Purple?”, e eu imediatamente respondi: “Para mim vocalista do Deep Purple é o Ian Gillan”. Mas pensado bem, a banda foi uma das que mais trocou de vocalistas durante sua trajetória, sem perder a identidade.
Eles começaram em 1968 com Rod Evans, em 1970 Ian Gillan assume os vocais  e a banda tem sua formação clássica com Ritchie Blackmore na guitarra, Ian Paice na bateria, Jon Lord nos teclados e Roger Glover no baixo. Com essa formação, o grupo gravou os clássicos Deep Purple In Rock (1970), Fireball (1971),Machine Head (1972) e Made In Japan (1972), outro da lista dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos.
Em 1973 veio Who Do We Think We Are, considerado por muitos como o mais fraco dessa fase, mas na minha opinião, ainda é um grande disco, talvez injustiçado. Em 1974, com a saída do vocalista Ian Gillan e do baixista Roger Glover, uma nova etapa é inaugurada na carreira do Deep Purple com a entrada de David Coverdale no vocal e Glenn Hughes (ex-Trapeze) no baixo e vocal. O álbum Burn revigorou o Deep Purple. Para muitos fãs essa mudança drástica de vocalista e baixista demorou para ser assimilada, eu fui um deles naquela época, pois considerava Ian Gillan único e insubstituível. Anos mais tarde, ouvindo melhor Burn e o álbum posterior, Stormbringer, acabei dando um crédito para essa nova formação.
Em 1975 mais um susto com a saída do guitarrista Ritchie Blackmore, que formou o Rainbow ao lado do vocalista Ronnie James Dio. Seu substituto foi o jovem guitarrista Tommy Bolin, um americano que havia tocado em duas bandas que eu curtia muito no início dos anos 70, o Zephyr e o James Gang. Quando parecia que tudo estava perdido, o Deep Purple reaparece com o álbum Come Taste The Band, aclamado por alguns e odiado por outros. Certos fãs, referindo-se ao título, diziam que esse era o gosto mais amargo da banda. A mudança foi radical, os que deixaram a banda não concordavam com esse direcionamento com influências de funk e soul. Por outro lado, os teclados de Jon Lord ficaram mais evidentes nesse disco, a faixa “You Keep on Moving” é um dos pontos altos de Come Taste The Band. Pena que essa formação não durou muito tempo, um ano depois a banda se dissolveu e seu jovem e talentoso guitarrista Tommy Bolin acabou morrendo de overdose aos 25 anos de idade, em dezembro de 1976.
Hoje, 35 anos depois do lançamento de Come Taste The Band, toda aquela má impressão inicial foi apagada e o disco acabou virando mais um clássico da carreira do Deep Purple. Eu mesmo aprendi a gostar desse disco graças a dois caras que trabalharam em rádio comigo, Leopoldo Rey e Vitão Bonesso. Na década de 90, quando trabalhei na 97FM, em São Paulo, o Leopoldo sempre incluía “Keep On Moving” na programação. Vitão Bonesso apresentava na mesma rádio seu “Backstage” e tivemos a oportunidade de entrevistar o baixista Glenn Hughes, em uma de suas vindas para o Brasil. Foi ali que eu passei a compreender melhor as influências da música negra em seu trabalho e reconhecer mais ainda  seu talento de baixista e vocalista. Recomendo aos fãs não perderem essa recém-lançada  edição de aniversário de 35 anos de Come Taste The Band, são dois CDs contendo dois remasters diferentes e ainda algumas faixas bônus.
Aproveito ainda para fazer mais uma recomendação, dessa vez para os fãs de Jimi Hendrix. Acaba de sair uma caixa com quatro CDs chamada West Coast Seattle Boy – The Jimi Hendrix Anthology, que também aparece nas versões CD e DVD, CD simples e caixa em vinil contendo oito LPs. Esse é um artefato especial para os fãs de Jimi Hendrix, pois traz  gravações anteriores ao seu sucesso em carreira solo. Antes do sucesso, Jimi Hendrix atuava como músico de apoio para artistas como  Isley Brothers, Don Covey e Little Richard. Por essa razão, o título faz referência ao “Seattle Boy”. O primeiro CD traz  Hendrix ainda jovem tocando com artistas de rhythm & blues, nos outros três volumes algumas gravações inéditas de estúdio de vários capítulos de sua carreira. Gravações ao vivo com o Jimi Hendrix Experience e com o Band Of Gypsys de 1967 a 1970. Versões alternativas de clássicos como “Are You Experienced” e “Fire” aparecem oficialmente em disco pela primeira vez, assim como a gravação “Everlasting First” uma celebrada colaboração de Jimi Hendrix com Artur Lee e o grupo Love. Quatro horas de material raro e gravações inéditas. O DVD é um documentário sobre a carreira de Jimi Hendrix com duração de 90 minutos. Um presentão para os fãs!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CD póstumo de Dio será lançado no Brasil

Gravadora fundada pelo cantor e sua esposa, Wendy Dio, preparou o álbum ao vivo


A gravadora Hellion Records e a Niji Entertainment (selo fundado por Dio e sua esposa Wendy Dio) lançarão no Brasil o álbum duplo ao vivo Dio at Donington UK: Live 1983 & 1987.
O CD é um lançamento póstumo em homenagem ao cantor Ronnie James Dio, morto este ano devido a um câncer.
O álbum será lançado este mês em versão de luxo e contém 25 faixas com os maiores clássicos da carreira do ícone do heavy metal que, além da fase solo, foi cantor do Rainbow, do Black Sabbath e Heaven & Hell.
No repertório do disco, estão os hits StargazerHeaven and HellLong Live Rock n RollNeon NightsStand Up And Shout, entre outros.
Além disso, a Hellion também lançará o álbum solo do primo de Dio, David "Rock" Feinstein (líder da banda The Rods).
Bitten by the Beast conta com a participação de Dio, que canta na íntegra a música Metal Will Never Die.

e-buddy - acesse MSN, FACEBOOK, GOOGLE TALK e outros