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BEM VINDOS AO BLOG DO SÃO ROCK


Nossa História

Em junho de 2005, seis amigos se reuniram para comemorar seus aniversários, que por coincidência dos deuses do rock, eram todos na mesma semana. Resolveram chamar a banda de um amigo de Crato (Michel Macêdo, da Glory Fate). Também chamaram duas bandas locais (SKP e ET Heads), e fizeram a trilha sonora desta festa, que a princípio era exclusiva a aniversariantes e seus amigos. Sem querer, nascia ali o festival SÃO ROCK – o dia em que o rock foi pro brejo!
O sucesso da primeira edição obrigou uma continuação. Dois anos depois, já em 2007, veio a segunda edição, agora com a participação de bandas de Fortaleza, e aberto ao público. O sucesso consolidou o evento, e perpetuou essa data no calendário do rock cearense.
Pelo festival já passaram nomes de peso no cenário cearense, como Artur Menezes, Felipe Cazaux, Caco de Vidro, banda One, Killer Queen, Glory Fate, Zeppelin Blues, Renegados, banda Void e tantos outros que abrilhantaram noites inesquecíveis, regadas à amizade, alegria e o bom e velho rock´n´roll.
Hoje, o que se iniciou com um simples aniversário, tomou enormes proporções, estendendo seus ramos, diversificando os estilos e abrindo espaço para mais e mais bandas que querem mostrar seu talento em nossa terra. Agora são duas noites de festival, além da Caldeira do Rock, que leva bandas alternativas para a praça pública, numa celebração maravilhosa, onde congregamos amigos de todas as cidades circunvizinhas e de outros estados, irmanados pelo amor ao rock.
Não para por aí. Queremos tornar o São Rock uma marca que não promova apenas um festival anual, mas que seja um verdadeiro tablado que promova eventos de rock durante todo o ano! Assim, poderemos desfrutar do convívio saudável e também marcar nossa presença, dizer que temos voz e vez, numa cultura tão massificada por músicas desprezíveis e por gêneros impostos ao povo! Fomos, somos e sempre seremos roqueiros!
Portanto, venha participar dessa irmandade, apóie, divulgue, patrocine essa idéia, e seja mais um que ajuda a construir esse espaço!

Esse é o BLOG oficial do festival SÃO ROCK, que ocorre todo ano em Brejo Santo - Ceará. Criado "acidentalmente" por aniversariantes que comemoram na mesma semana e que se uniram para fazer uma única celebração voltada ao nosso gosto músical o ROCK. Além disso o blog divulga noticias e eventos nacionais e internacionais, além de ajudar na promoção cultural da região. Sobre tudo é uma apologia a amizade.




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sábado, 15 de outubro de 2011

G1: Deep Purple vai de clássicos do rock à 'Aquarela do Brasil' no Ceará


Quinteto britânico se apresentou na Praia do Futuro, em Fortaleza.
Repertório empolgou público com hits e riffs históricos da banda.


Elias BrunoDo G1 CE
Ian Gillan, vocalista do Deep Purple, animou o público com "Highway Star", primeira música do show (Foto: Elias Bruno/ G1)Vocalista Ian Gillan empolgou com "Highway Star",
hit que abriu o show (Foto: Elias Bruno/ G1)
Os britânicos do Deep Purple levaram os hits clássicos do rock e homenagearam o Brasil com o instrumental de “Aquarela do Brasil” em show na Praia do Futuro, em Fortaleza, nesta sexta-feira (7). Com a formação em vigor desde 1984, o quinteto contemporâneo de Black Sabbath e Led Zeppelin mostrou que domina com maestria a sonoridade pesada que lançou nos anos 60.
Antes dos britânicos, quem iniciou a noite de rock na capital cearense foram os paulistas do República, que, além do repertório autoral, tocaram covers de Motorhead, Metallica, AC/DC, Black Sabbath e Iron Maiden.
Empolgação veio logo no ínicio
O Deep Purple subiu ao palco montado na areia da Praia do Futuro pontualmente às 23h e logo empolgou o público com um dos maiores clássicos da banda, “Highway Star”, música que abre o álbum “Machine head” (1972). Depois, emendou com uma mais antiga,“Hard lovin man”, de 1970, mostrando um solo de guitarra tão vibrante quando o da época de lançamento. Em “Maybe I'm a Leo”, o público que viu pela primeira vez a banda em terras cearenses, pôde conferir a veia do blues presente na carreira dos britânicos.
Steve Morse animava o público com solos de guitarra enquanto o vocalista Ian Gillan se ausentava do palco (Foto: Elias Bruno/ G1)Steve Morse animava o público com solos de guitarra enquanto o vocalista Ian Gillan se ausentava do palco (Foto: Elias Bruno/ G1)
Enquanto o vocalista Ian Gillan se ausentava do palco, o guitarrista Steve Morse executava os solos das turnês que o acompanham desde a década de 80. O repertório mostra a aposta da turnê “Deep Purple Tour” em agradar o público trazendo 18 hits da banda. Para cativar ainda mais, o grupo trouxe um medley com a introdução de “Sweet child o' mine”, do Guns n' Roses, “Purple haze”, de Jimmy Hendrix, e uma acelerada atuação do tecladista Don Airey em “Aquarela do Brasil”, composição de Ary Barroso.
 (Foto: Elias Bruno/ G1)Deep Purple mostrou tradição e peso em show na
areia da Praia do Futuro (Foto: Elias Bruno/ G1)
Tradição em sonoridade e perfomance
Quem esperava apenas um show de rock clássico, teve também a chance de assistir a uma performance de quem moldou os concertos de várias gerações. O pedido para acompanhar um dos mais marcantes riffs da história do rock em “Smoke on the water” foi correspondido com palmas afinadas e que pareciam um instrumento a mais no clássico da banda.
O mesmo dueto com o público pôde ser visto em “Strange kind of woman” e “Hush”. O momento simbolizava os fãs de várias gerações do rock pesado contemplando a habilidade que atravessou décadas e ainda tem fôlego para arrastar multidões por muito tempo.
Os fãs que curtem a banda desde a juventude e os que respeitam a tradição e a influência do Deep Purple na história do rock saíram com uma certeza da primeira passagem da banda em 43 anos de carreira por Fortaleza: o quinteto, apesar da maturidade, continua com o mesmo vigor das décadas anteriores e se mantém ao som do clássico rock. Nessa linha, a banda se despediu em grande estilo do litoral cearense com o pesado “Black night” finalizando com a saudosista interação com a distribuição de palhetas e baquetas.

O repertório
1. Highway Star
2. Hard Lovin' Man
3. Maybe I'm A Leo
4. Strange Kind Of Woman
5. Rapture Of The Deep
6. Mary Long
7. Contact Lost - Steve Morse Solo
8. When A Blind Man Cries
9. The Well-Dressed Guitar
10. Lazy
11. Knocking At Your Back Door
12. No One Came
13. Don Airey Solo
14. Space Truckin'
15. Perfect Strangers
16. Smoke On The Water. 


Bis
17. Going Down (intro) - Hush
18. Roger Glover bass solo
19. Black Night .

terça-feira, 3 de maio de 2011

G1: Venda oficial de ingressos para o Rock in Rio inicia à 0h01 de sábado

Entradas estarão disponíveis na web e em quiosques no próximo dia 7.
Vendas serão feitas pelo site do Rock in Rio e da Ingresso.com.

Os ingressos para o Rock in Rio 2011 começarão a ser vendidos à 0h01 do próximo sábado (7). As informações foram divulgadas pela organização do evento nesta terça-feira (3), durante coletiva para imprensa. Não haverá taxa de conveniência na compra pela internet, apenas o custo do envio pelos Correios.
Roberta Medina, vice-presidente executiva do Rock in Rio, exibe um dos ingressos oficiais do Rock in Rio durante entrevista coletiva realizada na manhã desta terça-feira (3) (Foto: Henrique Porto/G1) 
Roberta Medina, vice-presidente executiva do Rock in Rio, exibe um dos ingressos oficiais do Rock in Rio durante entrevista coletiva realizada na manhã desta terça-feira (3) (Foto: Henrique Porto/G1)
“A venda começaria apenas no dia 1º de julho. Mas depois do lote de 100 mil Rock in Rio Cards esgotado em novembro, o que superou muito nossas expectativas, espalhou-se um boato pelas redes sociais de que não havia mais ingressos disponíveis. Então, em termos de logística, resolvemos antecipar esse prazo o máximo possível para que o público possa ficar mais tranquilo”, explicou a vice-presidente executiva do festival, Roberta Medina.

Entradas estarão disponíveis pelos sites do Rock in Rio e Ingresso.com. A partir das 10h do dia 7 também haverá pontos de venda em shoppings do Rio de Janeiro: Barra Shopping, Rio Sul, Nova América Shopping e Leader Via Center (esse último a partir de 9 de maio). Os 50 primeiros compradores em cada um dos três quiosques ganharão uma camiseta oficial do Rock in Rio.

Até o dia 31 de maio, os ingressos custam R$ 190 (inteira) e R$ 95 (meia-entrada). Depois dessa data, passam a valer R$ 220 (inteira) e R$ 110 (meia-entrada). Cada cliente pode comprar no máximo quatro ingressos por dia de evento. Desses, apenas um poderá ser meia-entrada.
Durante todo o período oficial de vendas, clientes do banco Itaú terão 15% de desconto e poderão parcelar a compra em até 6 vezes sem juros nos cartões de crédito e débito. Portadores de cartões de crédito poderão efetuar a compra através de qualquer ponto de venda oficial do festival. Já os clientes com cartões de débito só terão os benefícios nos quiosques.
Ainda de acordo com a organização do festival, toda as vendas de itens como alimentação, bebidas e souvenirs dentro da Cidade do Rock também poderá ser feita por cartões.

Confira abaixo o mapa da Cidade do Rock:
Localize-se na Cidade do Rock (Foto: Arte G1)

 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ingressos para show de Paul McCartney no Rio estão esgotados

Todas as entradas, disponíveis na web e no Engenhão, foram vendidas.
Ex-beatle apresenta sua Up and Coming Tour no dia 22 de maio.

Do G1, em São Paulo

O ex-beatle Paul McCartney prestigiou o desfile da grife da filha Stella McCartney realizado nesta segunda-feira (7) na Semana de Moda prêt-à-porter de Paris (Foto: Jacques Brinon/AP)O ex-beatle Paul McCartney (Foto: AP)
Todos os ingressos disponíveis para o show de Paul McCartney no Rio de Janeiro estão esgotados. Isso inclui o lote para web e das bilheterias do estádio João Havelange (Engenhão).

As entradas se esgotaram por volta das 10h30 da manhã desta quinta-feira (14). Entradas custavam de R$ 180 a R$ 700.

A apresentação do ex-Beatle será realizada no dia 22 de maio, no estádio João Havelange, o Engenhão. O show faz parte de sua Up and Coming Tour, que passou por São Paulo e pelo Rio Grande do Sul no ano passado.
A venda de ingressos começou nesta quinta às 9h no site www.ingresso.com e às 7h nas bilheterias do Engenhão, localizado na Zona Norte da cidade. O expediente no estádio foi antecipado pelos organizadores por conta do sol que atingia o local e da fila que já se formava desde a noite de quarta (13).
Fila Paul McCartney (Foto: Carla Meneghini/G1)Por conta da fila que se formou nas bilheterias do Engenhão, os organizadores decidiram antecipar o início da venda de ingressos do show de Paul McCartney para as 7h (Foto: Carla Meneghini/G1)

 

Gigalomaníacos: compare as três maiores turnês do U2

Infográfico do G1 mostra as diferenças de Zoo TV, Pop Mart e 360º.
Turnê atual é a mais tecnologicamente ambiciosa da história da banda.

Gustavo Miller Do G1, em São Paulo
Quase 20 anos atrás, quando botou na estrada 52 caminhões, 12 ônibus e um jato para transportar os equipamentos da turnê Zoo TV, os músicos do U2 foram chamados de megalomaníacos. Numa tentativa de criticar a cultura de massa, a banda construiu uma espécie de estúdio de televisão, sob o comando de uma dúzia de diretores, para que Bono e os músicos do U2 pudesssem interagir e brincar com imagens da cultura pop no palco.
Mas o tempo passou e o que antes era "mega" virou "gigalomania" quando se fala na nova turnê da banda, que desembarcou em São Paulo nesta semana para shows no sábado (9), domingo (10) e quarta-feira (13). Batizada de 360º, a turnê é a mais longa e tecnologicamente ambiciosa da história da banda: o chamariz é um telão circular que se expande e retrai acima de um palco também circular com pontes retráteis e sustentado por uma enorme “garra” de aço de 50 m, que tem caixas de som em seus quatro dedos.
Para transportar toda essa parafernália de um país a outro na turnê - que já dura dois anos e deve se tornar a mais lucrativa do mundo - a banda criou três palcos idênticos, que voam pelo mundo em sete aviões diferentes. Só para a montagem são cinco dias de trabalho.
Para saber mais dessas e de outras curiosidades sobre as turnês da banda, o G1 preparou o infográfico abaixo:

 


Info U2 banda (Foto: Editoria de arte G1)
Info U2 360 (Foto: Editoria de arte G1)
Curiosidades sobre a turnê 360º (2009-2011)
- Em 360º, o U2 surpreende novamente, com um palco montado para o público poder ter uma visão completa de qualquer lugar que estiver;
- O destaque é o telão circular, que expande e retrai conforme o show. Ele é formado por vários hexágonos que se abrem e fecham;
- A tela de 500 mil pixels é resistente a água e vento, um problema do telão gigante de Pop Mart;
- Para sustentar essa estrutura são necessários 30 mil cabos. Por isso, foi criada a “garra”, a parte mais impressionante do palco;
- A “garra” é uma estrutura de aço de 50 m de altura, que necessita de 120 caminhões para ser transportada. Ela custou mais de US$ 15 milhões;
- Seu desenho é inspirado no arco do aeroporto de Los Angeles. Suas quatro pernas servem para segurar as caixas de som também;
- O desenho e a estrutura da “garra”, que fica no meio do estádio, permitem que se coloque 20% a mais de pessoas nas arenas;
- Embaixo dela há dois palcos circulares. Os dois se conectam por meio de pontes rotativas, que servem para Bono e companhia passearem pelo público;
- Dentre outras parafernálias do show há um microfone de LED que Bono usa para cartar enquanto sobrevoa o público;
- Sua roupa durante ‘With or without you’ tem LEDs vermelhos que iluminam o palco;
- Segundo Willie Williams, que desenha os palcos do U2 há quase 30 anos, o palco de 360º faz a banda ‘sentar na palma da mão do público’;
- Por ser uma estrutura trabalhosa de montar, três palcos iguais à “garra” foram construídos. São necessários cinco dias para eles ficarem prontos;
- A turnê de 360º tem três shows marcados em São Paulo, nos dias 9, 10 e 13 de abril. Ela tem previsão de acabar em 30 de junho;
- Serão ao todo dois anos desta turnê, que está em sua 7ª perna. Em tempos de crise no mercado fonográfico, fazer shows ao vivo é a melhor saída;
- 360º foi a turnê de maior público em 2009 e 2010. O objetivo do U2 é que U2 360º se torne a mais lucrativa da história;
- Para a 360º ficar em pé são gastos cerca de US$ 750 mil por dia. O alto valor se deve ao transporte, que exige sete aviões.
Info U2 Pop Mart (Foto: Editoria de arte G1)
Curiosidades sobre a turnê Pop Mart (1997-1998)
- Em 1997, o U2 deu início à turnê do álbum ‘Pop’, que trazia um flerte com a música eletrônica. O palco era ainda mais grandioso;
- Criado para satirizar o consumismo e a cultura pop, ele tinha um limão móvel gigante, um arco de 30m que fazia referência ao McDonald’s e um telão estupendo;
- A peça de LED custou US$ 7 milhões e precisava de três caminhões para ser transportada. Ela tinha mais de 50m de largura por 15m de altura;
- O telão tinha 22 colunas, 187 painéis e resolução de 150 mil pixels. Ele sofreu várias avarias durante as turnês, em razão de chuvas e ventos;
- Nessa turnê, nenhum músico do U2 se levou a sério visualmente: Bono tinha malha com músculos falsos, The Edge era um caubói e Adam usava máscara;
- Pop Mart foi a primeira turnê da banda pelo Brasil. Eles realizaram shows em São Paulo e no Rio, sendo esse último problemático;
- A estrutura do palco não coube no Maracanã e o jeito foi transferi-lo para o Autódromo Nelson Piquet. O trânsito para chegar ao local foi caótico;
- Pop Mart durou menos de um ano. Eram gastos US$ 250 mil por dia para mantê-la, o que levou a banda de volta aos ginásios pequenos na turnê seguinte:
- Com Pop Mart, o U2 também se apresentou em Sarajevo. Foi a primeira grande banda a tocar no país desde o fim da Guerra da Bósnia;
- Nesse show, a banda tocou ‘Miss Sarajevo’ ao lado de Luciano Pavarotti, repetindo a parceria que fizeram com o pseudônimo de Passengers;
- A apresentação também serviu para ‘Sunday bloody Sunday’ voltar a entrar no repertório depois de muitos anos;
- Com esse show, a banda mostrou que não perdera o lado político;
- O momento mais extravagante do show (dos vários) era o bis, quando o grupo tocava ‘Discothèque’;
- A banda retornava ao palco após sair de um limão móvel, com direito a fumaça e tudo mais. A nave platinada descia em uma passarela;
- O limão motorizado de 12 m era um desejo pessoal de Bono, que queria uma nave flutuante igual à dos shows do Parliament Funkadelic;
- Durante um show em Oslo, o limão não saiu do lugar e deixou a banda presa. A falha sempre aparece em listas do tipo ‘momentos mais vergonhosos de shows ao vivo’.
Info U2 Zoo TV (Foto: Editoria de arte G1)
Curiosidades sobre a turnê Zoo TV (1992-1993)
- Turnê mais ousada do U2 até então, Zoo TV tinha influências da pop art e criticava a comunicação de massa;
- O palco tinha visual futurista inspirado em ‘Blade runner’ e no ciberpunk. O destaque eram as dezenas de monitores de diferentes tamanhos;
- Eles serviam para exibir efeitos visuais, clipes de cultura pop, programação televisiva, vídeos de fãs e flashs de frases de impacto;
- O produtor musical Brian Eno foi o responsável por criar o ‘caos audiovisual’ da Zoo TV, turnê que teve 157 shows;
- Um estúdio de edição de TV foi construído para a turnê, ao custo de US$ 3,5 milhões. Doze diretores foram contratados para operá-lo;
- Em um dos momentos do show, Bono ‘zapeava’ pela grade de uma emissora local e fazia críticas ao conteúdo;
- Os funcionários do estúdio também faziam montagens com a programação televisiva e a exibiam aleatoriamente durante a turnê;
- O conteúdo exibido nos telões era diferente de show para show. Para The Edge, isso criava um ‘show ao vivo’ à parte;
- Zoo TV mostrou um U2 renovado, que rompeu com o lado politizado que foi construído ao longo da década de 1980;
- O auge dessa mudança foram as personas que Bono vivia ao longo do show:The Fly e MacPhisto;
- MacPhista era uma paródia do diabo. Além da maquiagem feminina, Bono usava sapatos de salto alto;
- MacPhisto também praticava trotes. O alvo preferencial eram políticos locais, com quem ele tentava fazer pactos com o ‘diabo’, ou seja, com ele mesmo
- A turnê durou entre 1992 e 1993 e, apesar do enorme público que teve (5,3 milhões de ingressos vendidos), não foi considerada lucrativa;
- Para pôr o audacioso projeto na estrada, o U2 tinha um gasto médio de US$ 125 mil por dia, mesmo quando não havia show;
- Uma das excentricidades mais famosas do palco eram os automóveis Trabant, cujos faróis serviam de holofotes;
- Hoje, esses carrões estão no lobby do Rock and Roll Hall of Fame. Uma memória da Zoo TV, considerada uma das maiores turnês que o rock’n’roll já viu.
 

G1: U2 faz última apresentação da turnê 360º em São Paulo

Show de duas horas teve Seu Jorge e citação ao massacre de Realengo.
No domingo, banda confirmou recorde de turnê mais lucrativa da história.

Do G1, em São Paulo
Em foto feita com celular, Bono aparece em telão na última apresentação do U2 no Morumbi, em São Paulo (Foto: G1)Em foto feita com celular, Bono aparece em telão
na última apresentação do U2 no Morumbi (Foto: G1)
O U2 realizou na noite desta quarta-feira (13) a última das três apresentações da turnê 360º em São Paulo. A apresentação começou às 21h43 com "Even better than the real thing", do álbum "Achtung baby", de 1991, seguida por "I will follow", de "Boy", disco de estreia da banda, de 1980.
Ao final do espetáculo, de mais de duas horas, o vocalista Bono voltou a lembrar as crianças mortas no massacre da escola de Realengo, na semana passada. A homenagem, que já havia sido feita no primeiro show da turnê brasileira, foi na faixa "Moment of surrender", de "No line on the horizon", disco de 2009 que deu origem à turnê atual.
Em diversos momentos da noite, Bono tentou conversar em português com os fãs. Na primeira, por volta das 22h15, misturou a língua com o espanhol para saudar o público: "Todo bien? São Paulo não pode parar!", brincou, aproveitando para agradecer a companhia da banda de abertura Muse na etapa sul-americana da turnê.
Bono também não economizou nos elogios aos brasileiros: "No Brasil, e na América do Sul, somos nós é que vimos aqui para escutar e ver vocês. Geralmente nós cantamos para o público. Mas, aqui, são vocês que cantam para gente. Geralmente nós fazemos um show para o público. Mas, aqui, são vocês que fazem um show para a gente." A retribuição veio logo na sequência, quando a banda emendou a faixa "I still haven't found what I'm looking for", que foi cantada em coro pelos fãs.
Dez minutos mais tarde, o cantor irlandês chamou ao palco Seu Jorge - novamente enrolando a língua e se referindo ao músico carioca como "São Jorge". A dupla fez um dueto de voz e violão da música "The model", da banda alemã Kraftwerk. Em entrevista ao G1 nesta tarde, Seu Jorge afirmou que foi ele quem sugeriu a faixa.
A banda U2 durante sua última apresentação em São Paulo, parte da turnê 360º (Foto: G1)A banda U2 durante sua última apresentação em São Paulo, parte da turnê 360º (Foto: G1)
O repertório do show teve ainda as faixas "In the name of love", "Beautiful day", "One", "Vertigo" e "Zooropa" - esta última já havia aparecido no domingo e nunca tinha sido tocada na íntegra pela banda ao vivo. "Get on your boots" também apareceu, dedicada ao jogador Ronaldo.
Rumo ao final do show, antes de "Where the streets have no name", Bono tornou a arriscar-se no português, citando frase usada na propaganda do governo Lula - "Sou brasileiro e não desisto nunca". Logo em seguida, deu "boa noite, Brasil, adios, South America", e agradeceu ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, "por ceder o estádio" e "nos ajudar a trazer nosso sonho a vocês".
A apresentação encerrou às 23h54 com a trinca “Hold me, thrill me, kiss me, kill me”,  "With or without you" e "Moments of surrender".
A mais lucrativa de todos os tempos
Na estrada desde 2009, a turnê atual bateu no último domingo o recorde de mais lucrativa de todos os tempos, que pertencia aos Rolling Stones. Todas as apresentações no Brasil, com cerca de 90 mil pessoas, tiveram ingressos esgotados.
Mais longa e tecnologicamente ambiciosa da história da banda, 360º tem como destaques um imenso palco em forma de aranha e um telão circular que se expande e retrai acima dos músicos. O telão é sustentado por uma enorme “garra” de aço de 50 m, que tem caixas de som em seus quatro dedos.
Para transportar toda essa parafernália de um país a outro na turnê , o U2 criou três palcos idênticos, que voam pelo mundo em sete aviões diferentes.

 

G1: Músicos do U2 encontram fãs em frente ao hotel em SP

Bono e The Edge distribuíram autógrafos na tarde desta quarta (13).
Banda deixou o hotel às 18h20 e chegou ao Morumbi por volta das 19h

13/04/2011 18h12 - Atualizado em 13/04/2011 19h14

Músicos do U2 encontram fãs em frente ao hotel em SP

Bono e The Edge distribuíram autógrafos na tarde desta quarta (13).
Banda deixou o hotel às 18h20 e chegou ao Morumbi por volta das 19h.

Do G1, em São Paulo
O cantor Bono e o guitarrista The Edge surpreenderam os fãs ao aparecerem na porta do hotel Hyatt, no Brooklin, em São Paulo, na tarde desta quarta-feira (13). O último dos três shows da turnê "360º" na capital paulista está marcado para as 21h30.
Bono Vox, vocalista do U2, atende o publico (Foto: Fabiano Correia / G1)Bono, vocalista do U2, atende o público em frente a hotel antes de show em SP (Foto: Fabiano Correia / G1)

The Edge (Foto: Marcus Vinícius Brasil/G1)The Edge distribui autógrafos para os fãs na porta do hotel em São Paulo. (Foto: Marcus Vinícius Brasil/G1)

A dupla passou alguns minutos com o grupo de fãs e distribuiu autógrafos. Por volta das 18h20 a banda irlandesa deixou o hotel rumo ao Estádio do Morumbi, onde chegou por volta das 19h.
O show desta quarta (13) terá uma participação especial. O carioca Seu Jorge cantará uma faixa com Bono no palco gigante armado no Morumbi.
Os portões do estádio foram abertos pouco depois das 15h.
Carro com integrantes do U2 deixa hotel em SP (Foto: Marcus Brasil/G1)Carro com integrantes do U2 deixa hotel em SP
(Foto: Marcus Brasil/G1)
A Companhia de Engenharia de Tráfego realiza uma operação especial para o show a partir das 20h. Para ajudar as pessoas que usarão transporte público antes e após o show, a companhia irá criar pontos de encontro para embarque e desembarque nos arredores do estádio.
Quando o show terminar, as avenidas Giovanni Gronchi, Jorge João Saad e Jules Rimet serão bloqueadas no entorno do estádio para facilitar a saída do público.
A SPTrans irá disponibilizar mais ônibus urbanos para levar as pessoas da região para o Centro da cidade e para a área do Shopping Morumbi. Segundo a Prefeitura de São Paulo, 3 mil táxis serão deslocados para a região ao final do show para atender o público.

 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

G1: Multidão se concentra em frente ao Estádio do Morumbi para show do U2

Horas antes da abertura dos portões, fãs já faziam fila.
Banda vai se apresentar na noite desta quarta-feira na Zona Sul de SP.

Do G1 SP
u2 (Foto: Claudia Silveira/G1)Uma multidão se concentrava na tarde desta quarta-feira (13) em frente ao Estádio do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, à espera da abertura dos portões para o show do U2. A banda irlandesa fará a terceira e última apresentação na capital paulista na noite desta quarta, dentro da turnê 360º. O U2 se apresentou nestes sábado (9) e domingo (10) (Foto: Claudia Silveira/G1)

G1: 'Sugeri uma música que o Bono adorou', conta Seu Jorge

Cantor carioca fala ao G1 sobre a participação em show do U2 nesta quarta.
'Fiquei bastante surpreso, mas muito feliz pois será uma grande honra', diz.

Dolores Orosco Do G1, em São Paulo

Seu Jorge (Foto: Raquel Jorge/Divulgação)O cantor Seu Jorge. (Foto: Raquel Jorge/Divulgação)
O cantor carioca Seu Jorge faz mistério quando o assunto é a música que cantará ao lado de Bono na apresentação que o U2 fará na noite desta quarta-feira (13), em São Paulo. O primeiro encontro do artista brasileiro com a banda irlandesa aconteceu na tarde de terça (12), no Estádio do Morumbi.
"A passagem de som foi muito rápida, mas ótima. Sugeri uma música que o Bono adorou", diz Seu Jorge sem revelar qual foi a faixa. "Durou menos de uma hora, pois eu tinha um compromisso na mesma noite, conversamos sobre as opções para hoje e acho que escolhemos a música certa", garante.
Seu Jorge conta que sua participação no último show da turnê  360º  no Brasil foi articulada pela gravadora Universal - da qual o U2 também faz parte. "Fiquei bastante surpreso, mas muito feliz, pois será uma grande honra".
Mas a linha que separava Bono e o brasileiro já era tênue. "Não nos conhecíamos pessoalmente, mas temos alguns amigos em comum, como o Liam Cunningham, por exemplo", explica o brasileiro, mencionado o ator irlandês com quem contracenou no filme "The escapist" (2008).
Seu Jorge e Bono (Foto: Divulgação / Reuters)Seu Jorge e Bono: música escolhida pela dupla para a apresentação é segredo. (Foto: Divulgação / Reuters)
O cantor descreve como "maravilhosa" a sensação de tocar em um estádio com 90 mil pessoas, mas essa não será sua estreia no palco com um público tão grande. "Cantei ao lado de Ivete Sangalo há duas semanas em Salvador, o público foi estimado em 100 mil pessoas".
Cantor, compositor e ator de cinema, Seu Jorge é conhecido por hits como "Carolina", "Burguesinha" e "Tive razão". Atualmente ele se apresenta com a banda Almaz, formada por ex-integrantes da Nação Zumbi.
O show do U2 nesta quarta está marcado para às 21h30, com abertura da banda Muse.

 

terça-feira, 12 de abril de 2011

G1: Lula e Bono se encontram em hotel de SP

Os dois conversaram sobre África, desenvolvimento e combate à fome.
Bono está no Brasil para apresentações da turnê 360.

Do G1 SP
O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e o vocalista da banda U2, Bono Vox, reuniram-se na tarde desta segunda-feira (11) em um hotel em São Paulo. O encontro durou duas horas e nenhum dos dois deu entrevista. Lula e Bono conversaram sobre problemas na África, desenvolvimento humano e combate à fome. (Foto: Divulgação)O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e o vocalista da banda U2, Bono, reuniram-se na tarde desta segunda-feira (11) em um hotel em São Paulo. O encontro durou duas horas e nenhum dos dois falou com a imprensa. Lula e Bono conversaram sobre problemas na África, desenvolvimento humano e combate à fome. O cantor está em São Paulo para a apresentação da turnê 360º, que tem show previsto para esta quarta-feira (13) (Foto: Divulgação)

G1: Mantega recebe Bono em São Paulo

Encontro foi no escritório do Ministério da Fazenda, em São Paulo.
Reunião foi solicitada pelo vocalista do U2, segundo ministério.

Do G1, em São Paulo
Manatega se encontra com Bono Vox em São paulo (Foto: Daigo Oliva/G1)Mantega se encontra com vocalista do U2 em São Paulo (Foto: Daigo Oliva/G1)
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se encontrou nesta segunda-feira em São Paulo com o vocalista da banda U2, Bono, no escritório do ministério em São Paulo.
Na pauta da reunião, solicitada pelo músico segundo o ministério, estavam as ações do governo brasileiro no combate à pobreza.
O U2 faz nesta quarta-feira (13) a terceira e última apresentação da série que começou no último sábado (9).

 

G1: Produção divulga imagens dos bastidores do show do U2 em SP

Cenas mostram chegada dos músicos ao Brasil, e trajeto até o Morumbi.
Banda irlandesa se apresenta nesta quarta-feira (13) em São Paulo.

Do G1, com informações do Jornal Hoje

A produção do show do U2 divulgou imagens dos bastidores da turnê da banda irlandesa no Brasil. As cenas, no vídeo ao lado, mostram os músicos desembarcando de avião em São Paulo, o trajeto da banda até o Estádio do Morumbi para a passagem de som e Bono distribuindo autógrafos para fãs histéricas.

O grupo faz nesta quarta-feira (13) a terceira e última apresentação da série que começou no último sábado (9).

Depois do show de domingo, a turnê “360°” superou os Rolling Stones, passando a ter a maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 558 milhões arrecadados.

“É uma coisa maravilhosa. O que faz da gente um verdadeiro artista é a performance ao vivo. Além do que, é um prazer superar os Rolling Stones. Vou ligar para o Mick Jagger e dizer: ‘Olá!’ Eles abriram o caminho. Estamos levando isso a outro nível”, disse Bono.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

'É um prazer superar os Rolling Stones', diz Bono sobre recorde

Com shows no Brasil, U2 supera em bilheteria os roqueiros ingleses.
Banda irlandesa se apresentou durante o fim de semana em São Paulo.

A banda irlandesa U2 bateu recorde de bilheteria para uma turnê com os shows em São Paulo do fim de semana. Depois do show de domingo, em São Paulo, a turnê “360°” superou os Rolling Stones, passando a ter a maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 558 milhões arrecadados.

“É uma coisa maravilhosa. O que faz da gente um verdadeiro artista é a performance ao vivo. Além do que, é um prazer superar os Rolling Stones. Vou ligar para o Mick Jagger e dizer: ‘Olá!’ Eles abriram o caminho. Estamos levando isso a outro nível”, disse Bono, líder e vocalista do U2, em entrevista exclusiva.

Ele também fez elogios ao país. “O Brasil sempre foi conhecido pelo futebol e pelo carnaval. Agora, conhecemos o Brasil, que é um gigante econômico, um país inovador”, conta.

O palco do show, com 50 metros altura, mais parece uma nave espacial. É o maior já projetado para um espetáculo. Só a estrutura do palco dessa nova turnê do U2 pesa 280 toneladas.
Nele o U2 levou os fãs ao delírio. Durante a apresentação, imagens e efeitos tomam conta de um impressionante telão circular.
Bono interage com a plateia que lotou o Morumbi. (Foto: Flávio Moraes / G1)Bono interage com a plateia que lotou o Morumbi. (Foto: Flávio Moraes / G1)
Do lado de fora do Morumbi, uma turma já está acampada para o show de quarta-feira (13). Fãs estão garantindo lugar. “Estamos aqui garantindo lugar para chegar lá dentro, ficar de cara para o Bono e aproveitar o show. É a realização de um sonho”, diz o auxiliar técnico Cristian Jeuzur.
O show de sábado (9) teve um momento emocionante. Bono lembrou as vítimas do massacre da escola de Realengo, no Rio de Janeiro. Ele pediu que todos acendessem isqueiros e celulares. As luzes do estádio foram apagadas e, no telão circular, surgiram os nomes das 12 crianças mortas.

“É uma violência indiscriminada, de partir o coração. Se você tem crianças, você pensa sobre isso. Tentamos explicar o inexplicável e o inaceitável”, disse Bono sobre a tragédia.

 

G1: Na estreia da turnê 360º do U2 em SP, Bono cita tragédia no Rio

Ao cantar 'Moment of surrender', vocalista falou de massacre em escola.
Banda irlandesa tocou por duas horas no Morumbi neste sábado (9).

O clima era de “balada”, como adiantou Bono em engraçado português às 90 mil pessoas que compareceram ao Morumbi na noite deste sábado (9) para o primeiro dos três shows do U2 no Brasil. Mas, no final, a alegria deu lugar à tristeza: na última canção, “Moment of surrender”, o líder da banda de Dublin fez um discurso em homenagem às 12 crianças vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso de Silveira, em Realengo, no Rio.
“Liguem seus isqueiros, seus celulares, vamos homenagear essas crianças e suas famílias”, pediu o cantor, enquanto o nome da uma dúzia de vítimas aparecia no telão 360º. Um momento triste e bonito, que marcou a segunda parte (melancólica) do bis. O oposto da energia que o grupo levou ao palco a partir das 21h40.
Bono e The Edge se apresentam no Morumbi (Foto: Flavio Moraes/G1)Bono e The Edge se apresentam no Morumbi. (Foto: Flavio Moraes/G1)
Em exatas duas horas de apresentação, o grupo justificou porque a atual turnê é a mais lucrativa da história: com uma estrutura de palco jamais vista, o U2 cumpre o que é, de fato, “o maior espetáculo da Terra”.
A “garra” de quatro dedos que serve para sustentar as caixas de som e de luz é tão grande (50m) que pode ser vista fora do estádio. Já o telão que se contrai e expande proporciona uma experiência e conforto de ser ver um show em arena jamais visto.
Renata e Thiago comemoram estrutura do palco que privilegia visão até de cadeirantes. (Foto: Gustavo Miller / G1)Renata e Thiago comemoram estrutura do palco
que privilegia visão até de cadeirantes.
(Foto: Gustavo Miller / G1)
“É muito bacana você poder ver um show independente de onde estiver ou de seu tamanho”, afirmou a assistente administrativa Renata Luna,de 30 anos. Cadeirante, ela pode ver a apresentação em uma área reservada, ao lado do amigo Thiago Motta, 26, também cadeirante. “É sensacional, só digo isso”, resumiu ele, olhando para o alto.
Trem das 21h40
Logo após o show do Muse, que terminou às 20h40, o Morumbi já estava lotado. Casais, muitos grupos de amigos e de excursões faziam pose em frente à “garra” assim que desciam da rampa em direção ao estádio. Quem era de fora da cidade não fazia questão de esconder a procedência, caso das uruguaias Natalia Pumar (35 anos), Gabriela Vartanian (34) e Cecília Camacho (40).
“Crescemos com o U2, as músicas deles acompanharam nossas alegrias e tristezas. Principalmente nos namoros”, brincou Gabriela, enquanto exibia uma camiseta da seleção celeste. Ela, assim como o estádio, passou os 60 minutos de intervalo da apresentação sem tirar os olhos do telão, que exibia um relógio que fazia uma falsa contagem regressiva para o começo do espetáculo.
Trio de amigas veio do Uruguai para assistir ao show. (Foto: Gustavo Miller / G1)Trio de amigas veio do Uruguai para assistir ao
show. (Foto: Gustavo Miller / G1)
Às 21h30 o mesmo relógio começou a se desintegrar e o sistema de som da “garra” colocou “Trem das onze” (Adoniran Barbosa) para tocar. Minutos depois ecoou “Space oddity” (David Bowie), que serviu para o telão ligar de vez e trazer a ilustração de uma nave especial. Pelas janelas dele se espia o grupo chegando ao palco, um ritual voyeur que acontece desde a turnê Zoo TV (1992-1993).
Assim como nas três apresentações argentinas, o U2 abriu com “Even better than the real thing”. A escolha não foi das melhores, visto que boa parte do público pulava mais pela empolgação de ver a banda ao vivo do que por gostar da música. Esses dois fatores se juntaram, porém, quando The Edge disparou o riff de “I will follow”.O som, até então abafado, só melhorou a partir de “Magnificent”.
Até aqui a “garra” se mostra tímida. É preciso “Get on your boots” para ela se revelar. As pontes que ligam o palco à passarela circular se mexem e o guitarrista e o baixista caminham pelo público, uma forma de agradar quem está nas laterais e até mesmo atrás deles.
Aqui vale um parêntese: a “garra” e o telão foram teoricamente desenhados para que qualquer pessoa, de qualquer ponto do estádio, tenha uma visão privilegiada. Isso não é lá muito verdade... Quem pagou para ficar no setor amarelo, atrás do palco, poderá de fato ver o show, mas praticamente só pelo telão 360º e com os músicos de costas.
Bono interage com a plateia que lotou o Morumbi. (Foto: Flávio Moraes / G1)Bono interage com a plateia que lotou o Morumbi. (Foto: Flávio Moraes / G1)
São raros os momentos em que Bono e companhia vão para trás da bateria e mostram suas faces para os expectadores desses locais. O baterista (Larry Mullen Jr.), aliás, só dá esse gostinho quando toca tambor no remix de “I’ll go crazy if I don’t go crazy tonight”.
Geralmente nos shows do Morumbi esse setor é fechado por estar atrás de onde ficam tradicionalmente os palcos. Mas no caso do U2 ele foi aberto graças ao design da “garra”, que ainda serve para colocar 20% a mais de pagantes na arena (Paul McCartney encheu o Morumbi com 64 mil pessoas no ano passado, para efeito de comparação).
Dia de pizza, Pixinguinha e vaias à Dilma
Se o palco deixa uma falsa impressão, o mesmo não se pode dizer do telão de 500 mil pixels. Faltam adjetivos para defini-lo. Se até “Magnificent” ele serviu apenas para exibir os integrantes do U2, ora em cores ora em preto e branco, em “Mysterious ways” ele mesclou o conteúdo ao vivo com imagens psicodélicas de uma dançarina.
Bono aparece nos telões do palco 360º. (Foto: Flávio Moraes / G1)Bono aparece nos telões do palco 360º. (Foto: Flávio Moraes / G1)
Depois, antes de “I still havent’ found what I’m look for”, ele mostrou a tradução simultânea de algo que Bono inventou de improviso. “Hoje é dia de balada, de comer pizza e passear”, brincou o vocalista, ovacionado. “Sou pepperoni”, riu, comentando depois quais seriam os sabores de cada músico se eles fossem o prato. “Adam é mais exótico, seria pizza de banana. Edge está sempre atrás do obscuro, então seria uma pizza de jaca. Larry não teria nada de queijo nem tomate. Nós o chamaríamos de pizza boa pinta”, continuou.
Outras referências ao Brasil aconteceriam durante a noite. Antes de “Beautiful day”, Bono puxou uma garota da “red zone” e, juntos, leram um trecho de “Carinhoso” (Pixinguinha). O público veio abaixo.
Reação oposta aconteceu quando o vocalista citou seu encontro com a presidente Dilma Rousseff: as vaias engoliram os aplausos.
De volta ao telão, é após a balada politizada “Miss Sarajevo” que ele mostra o porquê de ser tão revolucionário. Terminada a canção, ele cresce de tamanho e “engole” a banda, agora dentro dele. Começa então “City of blinding lights”, cujos acordes inspiram uma sequência de cores hipnótica. Na parte do refrão, a antena gigante que fica sobre o meio do palco acende e holofotes são mirados para um único ponto do céu. Impossível não se arrepiar.
“Vertigo”, em seguida, transforma o telão em um imenso carrossel de imagens disparadas em looping. Um efeito visual tão impressionante quanto os globos de discoteca que iluminam o estádio durante “With or without you” - que traz Bono vestido com uma jaqueta de LEDs vermelhos, mesma cor do microfone suspenso que o faz rodopiar acima do público.
Passado, só o recente
Por se tratar de um show do U2, o telão também serviu para mostrar mensagens politizadas, é claro. Elas fizeram referência aos conflitos atuais da Líbia e Egito (para introduzir “Sunday bloody sunday”) e à política birmanesa Aung San Suu Kyi.
Já o arcebispo Desmond Tutu, sul-africano que venceu o Nobel da Paz pela luta contra o apartheid, apareceu fazendo um discurso motivacional para introduzir “One”. O público se dispersou neste momento e pareceu se importar mais em beijar seus conjugues assim que viu no telão o nome da balada de “Achtung baby” (1991).
O repertório do primeiro show em São Paulo, de 23 canções, priorizou os trabalhos do U2 da década de 1990 até a primeira metade dos anos 2000. Ficaram de fora canções de 30, 25 anos atrás, como “New years day”, “Pride (in the name of love)”e “Bad”, executadas nos dois últimos concertos portenhos da semana passada - o último show teve 25 músicas tocadas, por sinal.
O set list da apresentação de sábado, por outro lado, foi igual à primeira de Buenos Aires. Fica então a torcida para que o mesmo cronograma se repita em São Paulo nos próximos shows.
Set list:
1 - “Even better than the real thing”
2 - “I will follow”
3 - “Get on your boots”
4 - “Magnificent”
5 - “Mysterious ways”
6 - “Elevation”
7 - “Until the end of the world”
8 - “I still haven't found what I'm looking for”
9 - “Stuck in a moment you can't get out of” (acústico)
10 - “Beautiful day”
11 - “In a little while”
12 - “Miss Sarajevo”
13 - “City of blinding lights”
14 - “Vertigo”
15 - “I'll go crazy if I don't go crazy tonight”
16 - “Sunday bloody Sunday”
17 - “Scarlet”
18 - “Walk on”

Bis 1:
19 - “One”
20 - “Where the streets have no name”

Bis 2:
21 - “Hold me, thrill me, kiss me, kill me”
22 - “With or without you”
23 - “Moment of surrender”

 

G1: Banda Muse abre show do U2 no Morumbi; veja fotos

Grupo britânico começou a tocar às 20h neste sábado (9).
Trio abre as três apresentações do grupo irlandês no Brasil.

A banda de indie rock Muse, responsável por abrir os três shows do U2 no Brasil, começou sua apresentação no Morumbi às 20h, horário anunciado pela produção do evento.
O repertório do trio britânico foi composto por canções como "Knights of Cydonia", "Supermassive blackhole" e "Stockholm syndrome". Durante o show, por volta das 20h20, surgiu uma forte garoa. A apresenta
Além da apresentação deste sábado, o U2 ainda tem datas marcadas no domingo (10) e na quarta-feira (13), também no estádio do Morumbi.
O trio de indie rock Muse abre o show do U2 no Morumbi, em SP (Foto: Flavio Moraes/G1)O trio de indie rock Muse abre o show do U2 no Morumbi, em SP (Foto: Flavio Moraes/G1)
Os integrantes da banda Muse, responsável pela abertura do show do U2 neste sábado (9) (Foto: Flavio Moraes/G1)Os integrantes da banda Muse, responsável pela abertura do show do U2 neste sábado (9) (Foto: Flavio Moraes/G1)

 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

No Rio, Slash lembra clássicos do Guns N'Roses e traz anos 90 de volta

Guitarrista também fará shows em São Paulo e Curitiba.
Turnê divulga álbum solo, com músicas de toda a carreira.

Carla Meneghini Do G1 RJ
O guitarrista Slash, ex-integrante da banda de rock Guns N’Roses, subiu ao palco do Vivo Rio, no Rio, pontualmente às 21h15 desta quarta-feira (6), e levou o público a uma viagem nostálgica ao início dos anos 1990, com clássicos de sua antiga banda cantados em coro. Com um repertório inteiro de hard rock, Slash também mostrou o repertório de seu álbum solo, homônimo, e fez um passeio por sua carreira, com hits das bandas Velvet Revolver e Slash's Snakepit.
show slash (Foto: Alexandre Durão/G1)Slash apareceu com sua lendária cartola, farta cabeleira e longos dedilhados (Foto: Alexandre Durão/G1)
Durante a apresentação de cerca de duas horas, Slash mostrou que tem talento não só para tocar guitarra, mas também para escolher os músicos com quem divide o palco. Ele foi esperto ao escalar um time competente o suficiente para animar o público, mas sem deixar de ser o centro das atenções. E assim foi: o ex-Guns esbanjou energia com as mesmas dancinhas de 20 anos atrás e satisfez a multidão de fãs aparecendo com sua lendária cartola, sua farta cabeleira cobrindo o rosto, e, é claro, seus longos solos, dedilhados na Gibson Les Paul de sempre.
O vocalista Myles Kennedy, também conhecido como líder do Alter Bridge, cumpriu sua função, um tanto delicada considerando os tantos fãs de Axl Rose presentes, e adicionou carisma à banda, que também traz Toddy Kerns (baixo), Bobby Schnek (guitarra) e Brent Fitz (bateria, ex-Alice Cooper). Com um timbre de voz que lembra o de Axl em sua melhor fase (isto é, antes da rouquidão crônica), Kennedy entregou uma performance de qualidade e conquistou o público.

RepertórioCom a plateia lotada de fãs do Guns, o guitarrista agradou ao mostrar logo nos primeiros minutos de show a sequência "Nightrain", "Rocket queen" e "Civil war". Também tiveram os hits "Sweet child o' mine", e "Patience", além de "My Michelle" e "Mr. Brownstone". As canções do Guns foram misturadas com outras novas, como “Back from Cali” e "Starlight", do disco solo, além de "Slither", “Sucker train blues” e “Fall to pieces”, do Velvet Revolver.
A noite encerrou com "Paradise city" e um simpático obrigado de Slash, que disse: "Desde que vim aqui pela primeira vez, em 1991, é minha cidade preferida, um paraíso".
Slash se apresenta em São Paulo na quinta (7) e em Curitiba na sexta (8).
Confira o repertório da apresentação:
- "Ghost"
- "Mean bone" (Slash´s Snakepit)
- "Sucker train blues" (Velvet Revolver)
- "Been there lately" (Slash´s Snakepit)
- "Nightrain" (Guns N´Roses)
- "Rocket queen" (Guns N´Roses)
- "Civil war" (Guns N´Roses)
- "Back from Cali"
- "Starlight"
- "Nothing to say"
- "Doctor alibi"
- "Watch this"
- "Rise today" (Alter Bridge)
- "My Michelle" (Guns N´Roses)
- "Patience" (Guns N´Roses)
- Solo de guitarra/Godfather
- "Sweet child o’ mine" (Guns N´Roses)
- "Slither" (Velvet Revolver)
Bis:
- "By the sword"
- "Mr.Brownstone" (Guns N´Roses)
- "Paradise city" (Guns N´Roses)

 

'Tocar com o Guns era sempre incrível', diz Slash no Rio 

Ex-Guns N’ Roses faz shows no Rio, nesta quarta (6), e em SP, quinta (7).
Guitarrista divulga primeiro álbum solo, com músicas de toda a carreira.

Carla Meneghini Do G1 RJ
Slash fala com a imprensa brasileira nesta quarta (6). (Foto: Alexandre Durão/G1)Slash fala com a imprensa brasileira nesta
quarta (6) (Foto: Alexandre Durão/G1)
O guitarrista Slash, ex-integrante da banda de rock Guns N’ Roses, participou de coletiva para a imprensa na tarde desta quarta-feira (6), no Rio de Janeiro. Ele está no Brasil para três shows: nesta quarta, no Rio de Janeiro, na quinta (7), em São Paulo, e na sexta (8), em Curitiba.
Com sua lendária cartola e a farta cabeleira, o guitarrista falou sobre o passado com o Guns, a carreira solo e o uso de drogas. "Tocar com eles era sempre incrível", diz o guitarrista, que lembrou quando esteve no Brasil com a banda em 1991, tocando no Rock In Rio. "Foi uma dessas coisas que você nunca esquece, a emoção de tocar para 100 mil pessoas é muito boa", afirmou.
Com jeito tímido e poucos sorrisos, Slash evitou falar mais sobre sua experiência no Guns N'Roses ou sua relação com o líder do grupo, Axl Rose. Logo no início da entrevista, o assessor de imprensa do músico avisou aos jornalistas que eram proibidas perguntas a respeito dos conflitos entre Slash e Axl ou sobre a possibilidade de reunião da banda.

Carreira soloSlash está no país para mostrar o resultado de seu primeiro álbum solo, intitulado “Slash”, que reúne músicas de toda sua carreira e participações de nomes de peso como Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Dave Grohl, do Foo Fighters, e Fergie, do Black Eyed Peas. "É uma honra ter gravado com esse time maravilhoso", afirma o guitarrista, que diz que hoje seu maior desejo seria fazer uma parceria com Stevie Wonder.
Slash durante coletiva no Rio (Foto: Alexandre Durão/G1) O ex-Guns N'Roses foi à entrevista com a lendária cartola sobre a farta cabeleira (Foto: Alexandre Durão/G1)
No palco, o ex-Guns promete um repertório que vai de clássicos de sua antiga banda, como “Sweet child o’ mine” e “Paradise city”, novas como “Back from Cali”, do próprio disco solo, além de “Sucker train blues” e “Fall to pieces”, do Velvet Revolver – grupo que o guitarrista teve com Scott Weiland, do Stone Temple Pilots. "A diferença entre tocar em uma banda e ter uma carreira solo é que agora eu posso fazer o que quiser, não tenho que responder a ninguém. Eu gosto de estar no comando", afirma o guitarrista.
Durante a entrevista, Slash também falou do uso de drogas, que ele afirma ter superado. "Já usei drogas e bebi o suficiente para perceber que estava de saco cheio disso. Hoje não preciso mais dessas coisas na minha vida", contou o músico.
Slash durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (6). (Foto: Alexandre Durão/G1)Slash durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (6). (Foto: Alexandre Durão/G1)
Brasil
O guitarrista diz que têm boas recordações de suas outras visitas ao Brasil, com o Guns N'Roses e o Velvet Revolver. "Sou o tipo de artista que fica muito no quarto do hotel, descansando ou praticando. Mas quando quero sair para fazer alguma coisa específica, gosto muito", afirma Slash. "Lembro que pulei de asa delta e fui à mata procurar cobras, foi realmente legal, mas foi marcante também visitar aquele museu de répteis", disse Slash, referindo-se à visita que fez ao Instituto Butantã, em São Paulo. "Vi muitas cobras, foi demais."
Desta vez, no entanto, ele diz que deve aproveitar o tempo vago no Brasil para descansar. "em todo lugar que eu visitava, costumava ir a bares, mas agora prefiro ficar relaxando", explica.
Slash no Brasil
Rio de Janeiro
Quando:
6 de abril, às 21h30
Onde: Vivo Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo
Ingressos: R$ 280 (camarote A), R$ 180 (1º lote pista), R$ 200 (pista superior) ou R$ 220 (camarote B e 2º lote pista)
São Paulo
Quando: 7 de abril, às 21h30
Onde: HSBC Brasil - R. Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antônio
Ingressos: R$ 180 (1º lote pista), R$ 220 (2º lote pista), R$ 240 (cadeira alta), R$ 260 (frisas), R$ 280 (camarote) e R$ 360 (pista Vip)
Curitiba
Quando:
8 de abril, às 21h30
Onde: Master Hall - Rua João Palomeque, 80, Novo Mundo
Ingressos: R$ 104 (pista Promocional com 1 kg de alimento). Os outros setores estão esgotados

 

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